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QUESTIONÁRIO
R2
IRA&DRC
QUESTÕES CRIADO EM
15 26/02/2026
Preparado para Ana Clara Romanelli #25915 • romanellianac@[Link]
NOME Ana Clara | EMAIL romanellianac@[Link] | TEL +5535998836092 #25915 Gerado em 26/02/2026, 09:19 • Uso pessoal e intransferível
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Questões
Q01
Considere uma paciente feminina, 54 anos, previamente hipertensa, admitida na unidade de
terapiacintensiva devido a choque séptico de foco urinário,vem tratamento com ceftriaxone e amicacina.
No segundo dia de internação, a paciente necessitava de ventilação, suporte vasopressor com
noradrenalina na dose de 0,8 mcg/kg/minuto. Apresentava pressão arterial média de 65 mmHg,
frequência cardíaca de 108 batimentos/minuto e saturação de 98% na oximetria de pulso. Diurese 0,4
mL/kg/h (nas últimas 6 horas). Foi constatado um aumento da creatinina para 1,8 mg/dL (creatinina basal
0,6 mg/dL); lactato arterial 3,0 mg/dL.
Assinale a alternativa que indica corretamente as medidas adequadas para o manuseio da injúria renal
aguda.
A Estímulo diurético com furosemida, manter pressão arterial média acima de 80 mmHg, corrigir doses
de medicações conforme clearance de creatinina.
B Expansão volêmica com soro fisiológico 20 mL/kg, manter pressão arterial média acima de 70 mmHg,
corrigir doses de medicações conforme clearance creatinina.
C Expansão volêmica com solução isotônica balanceada 20 mL/kg, manter pressão arterial média acima
de 65 mmHg, descontinuar fármacos nefrotóxicos.
D Iniciar dobutamina para otimizar o débito cardíaco, manter pressão arterial média acima de 80 mmHg,
descontinuar fármacos nefrotóxicos.
E Avaliar responsividade a fluidos, manter pressão arterial média acima de 80 mmHg, descontinuar
fármacos nefrotóxicos.
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Q02
Em relação ao cuidado do paciente com doença renal crônica, é responsabilidade da atenção primária à
saúde:
A suspeitar do diagnóstico e, quando da presença de fatores de risco, encaminhar o paciente para a
serviço de referência especializado para confirmar o diagnóstico.
B encaminhar os pacientes com necessidade de iniciar terapia renal substitutiva ao serviço
especializado e os demais devem permanecer em seguimento na atenção primária.
C classificar o risco das diferentes causas, fazer o estadiamento e encaminhar ao especialista pacientes
com taxa de filtração glomerular menor que 30-45 mL/min ou proteinúria > 1,0 g/24 horas.
D encaminhar o paciente para o serviço especializado na confirmação do diagnóstico e evitar fazer
ajustes na prescrição buscando não interferir nas prescrições especializadas.
Q03
(QUESTÃO ANULADA) A causa mais frequente de necrose tubular aguda é o uso de:
A Ciclosporina.
B Contrastes Radiológicos.
C Aminoglicosídicos.
D Anfotericina B.
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Q04
Mulher, 66 anos, diabética tipo 2 e hipertensa, com diagnóstico há 2 anos. Em acompanhamento com sua
médica na clínica de saúde da família e em uso de metformina, na formulação XR, na dose de 2 g/dia, e
losartana 100 mg/dia. A paciente é portadora de nefrolitíase, com repetidos episódios de infecção urinária
no último ano, tratados. Retorna para revisão ambulatorial com exames: glicemia jejum = 121 mg/dL;
HbA1c = 6,5%; creatinina = 2,0 mg/dL; TFG (taxa de filtração glomerular) CKD-EPI = 25 mL/min/1,73 m²;
B12 = 71 pg/mL (300-900). Com relação ao uso da metformina na situação atual desta paciente, assinale
a alternativa CORRETA:
A Reduzir a dose para 1 g/dia devido TFG.
B Suspender a metformina em função dos níveis baixos de vitamina B12.
C Manter a dose de metformina, pois a paciente encontra-se na meta glicêmica para a idade.
D Suspender o uso devido TFG apresentada no momento.
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Q05
Sobre a doença renal do diabetes (DRD) e seu tratamento, assinale a correta.
A A DRD é um processo multifatorial, que envolve associação entre lesão mecânica, disfunção celular e
fibrose. A albuminúria não se correlaciona com o risco cardiovascular, sendo unicamente um marcador
fisiopatológico.
B A metformina não pode ser usada se houver alteração de função renal em qualquer grau e os
inibidores do SGLT- 2 restabelecem o feedback túbulo-glomerular com consequente redução da
pressão intraglomerular.
C O tratamento da DRD envolve redução de risco cardiovascular, controle da glicemia e da PA e
bloqueio do sistema renina angiotensina-aldosterona (SRAA) com o objetivo de reduzir a pressão
intraglomerular.
D O mecanismo de ação das medicações que bloqueiam o SRAA está na vasodilatação da arteríola
aferente e vasoconstrição da arteríola eferente, culminando na redução da pressão intraglomerular.
E albuminúria não se correlaciona com o risco cardiovascular, sendo unicamente um marcador
fisiopatológico.
Q06
As drogas anti-inflamatórias não hormonais são frequentemente associadas ao desenvolvimento de
disfunção renal isquêmica, mediada por intensa vasoconstricção renal. Qual das situações abaixo NÃO
se configura em fator de risco adicional para lesão renal aguda após uso de anti-inflamatórios?
A Uso de inibidor da enzima conversora da angiotensina
B Uso de amlodipina
C Idade maior que 65 anos
D Cirrose hepática
E Desidratação após vômitos e diarreia
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Q07
Suzana, 42 anos, há 3 dias com disúria, polaciúria e urina de odor fétido. Presumiu diagnóstico de cistite
após breve pesquisa na internet e tomou Levofloxacina 500mg/dia por conta. Começou a apresentar
náuseas e vômitos incoercíveis. Apesar de melhora dos sintomas urinários, sem resolução das náuseas e
vômitos. Procurou pronto atendimento, onde foram realizados exames complementares. Creatinina séria
1,7mg/dL , ureia séria 130mg/dL. Parcial de urina com densidade elevada, sem proteinúria, leucocitúria
ou hematúria. Ultrassonografia de aparelho urinário normal. Baseado na história clínica e nos exames
complementares, qual a provável etiologia da disfunção renal aguda?
A IRA intrínseca - nefrite intersticial aguda por pielonefrite.
B IRA pré-renal - por depleção, secundária aos vômitos.
C IRA intrínseca - necrose tubular aguda pela levofloxacina.
D IRA pós-renal - por hipercontratilidade da musculatura detrussora da bexiga
E IRA intrínseca - nefrite intersticial aguda pela levofloxacina.
Q08
Causa provável de Insuficiência Renal Aguda em paciente com uso de amicacina é
A necrose tubular aguda
B nefrite intersticial alérgica
C obstrução reno vascular
D síndrome de hiperviscosidade
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Q09
J.L.V., de 65 anos, homem, pardo. Tem antecedentes de diabetes tipo 2 há vinte anos, hipertensão
arterial há quinze anos e gota há cinco anos. Faz uso regular de anlodipino e metformina, relatando uso
ocasional de anti-inflamatórios não hormonais (na vigência de artrite gotosa). Passou em consulta médica
de check up com um clínico, que pediu alguns exames: creatinina sérica: 1,6 mg/dL (TFG estimada
(CKD-EPI): 46 ml/min), exame de urina: densidade 1020, pH 5,5, sem elementos anormais, 1
leucócito/campo, sem hemácias, relação albumina/creatinina na urina: 100 mg/g, glicemia de jejum: 130
mg/dL. A respeito da alteração de função renal observada, este paciente:
A possui doença renal crônica G3aA1.
B apresenta creatinina sérica e taxa de filtração glomerular normais para a sua faixa etária, razão
porque não tem doença renal crônica.
C deve ser submetido a um controle glicêmico rigoroso e a uma dieta com aporte proteico < 0,6 g/kg/dia,
medidas recomendadas para o seu tratamento.
D deve ser observado um maior período de tempo para determinar se ele tem ou não doença renal
crônica.
Q10
Na avaliação do tratamento de pacientes com infecção do trato urinário, o exame que é capaz de detectar
lesões ou displasias do parênquima renal, além de ser sensível para o diagnóstico precoce das lesões
corticais agudas decorrentes de processo infeccioso local é:
A ultrassonografia de vias urinárias
B uretrocistografia miccional
C cintilografia renal estática - DMSA
D urografia excretora
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Q11
Homem de 60 anos, em consulta ambulatorial, assintomático. AP: HAS, DM2, retinopatia diabética
proliferativa em ambos os olhos, neuropatia periférica, DAC. Ao exame físico: IMC 26 kg/m², normotenso.
Exames laboratoriais: Cr 2,5 mg/dL (CKD-EPI 29 mL/min/1,73 m²); Ur 100 mg/dL; albuminúria 210
mg/24h; PTH 220 pg/mL; cálcio iônico 1,1 mmoL/L; fósforo 4,5 mg/dL; vitamina D 12 ng/mL; Hb 11,5
g/dL; K 5,0 mEq/L; Na 140 mEq/L; bicarbonato 18 mEq/L. O estágio da doença renal crônica, sua
etiologia provável e as complicações associadas são, respectivamente:
A G3bA2; doença renal do diabetes; hiperparatireoidismo secundário a DRC, anemia da doença crônica
e acidose metabólica.
B G4A2; doença renal do diabetes; hiperparatireoidismo secundário à deficiência de vitamina D, anemia
e acidose metabólica.
C G3bA3; nefroesclerose hipertensiva; hiperparatireoidismo secundário à deficiência de vitamina D,
anemia e acidose metabólica.
D G4A3; nefroesclerose hipertensiva; hiperparatireoidismo primário, anemia por deficiência de
eritropoietina e acidose metabólica.
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Q12
Paciente do sexo masculino, 30 anos, iniciou quadro de mialgia generalizada, astenia e urina escurecida
há 4 dias. Nega comorbidades. Praticante de musculação e crossfit, com cerca de 3 horas diárias de
treino, 6 vezes por semana. Faz uso de creatina e whey protein. Exames da Unidade de Pronto
Atendimento: creatinina sérica 4,2 mg/dL; uréia sérica 160 mg/dL; potássio sérico 6,2 mEq/L; sódio sérico
132 mEq/L; CPK 8.750 U/L; Urina rotina Proteinúria +/ Hemoglobina ++++/Leucocitúria 4.000/ Hemácias
10.000.
Qual o diagnóstico e a conduta imediata mais adequada para o caso descrito acima?
A Injúria renal aguda secundária à rabdomiólise; internação hospitalar; hidratação endovenosa vigorosa
com Ringer lactato; manitol endovenoso; medidas farmacológicas para hipercalemia.
B Injúria renal aguda secundária à rabdomiólise; internação hospitalar; hemodiálise de urgência.
C Injúria renal aguda secundária à necrose tubular aguda relacionada ao uso abusivo de creatina e
whey protein; internação hospitalar; hidratação endovenosa com cristalóides; medidas farmacológicas
para hipercalemia; suspensão da creatina e do whey protein.
D Injúria renal aguda secundária à rabdomiólise; internação hospitalar; hidratação endovenosa vigorosa
com Soro fisiológico 0.9%; medidas farmacológicas para hipercalemia.
Q13
São causas pré-renais de injúria renal aguda, com EXCEÇÃO de
A hipovolemia por perdas gastrointestinais, como vômitos e diarreia.
B estreitamentos da uretra.
C hemorragia pós trauma.
D síndrome nefrótica.
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Q14
Homem de 65 anos, previamente hipertenso, é internado por quadro compatível com insuficiência renal.
O ultrassom de rins e vias urinárias mostra rins de tamanho normal, com acentuada dilatação
pielocalicinal bilateral e acentuado espessamento da parede da bexiga, sem alterações significativas no
exame bioquímico e sedimento de [Link] quadro, a provável etiologia da insuficiência renal é:
A pós-renal, por hiperplasia prostática benigna.
B pré-renal, por provável desidratação.
C renal, por provável litíase.
D renal, por conta da hipertensão arterial sistêmica.
E renal, por provável glomerulonefrite.
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Q15
Homem, 61 anos de idade, é trazido ao Pronto Socorro por familiares por desorientação, náuseas e
vômitos.
É portador de Diabetes Mellitus e hipertensão arterial sistêmica, em tratamento irregular; os familiares
não sabem informar as medicações em uso.
Ao exame físico, apresenta-se lentificado e desorientado, com asterixis.
PA: 170 x 98 mmHg; ausculta cardíaca com bulhas rítmicas hipofonéticas em 2 tempos, sem sopros.
Ausculta respiratória com murmúrios reduzidos globalmente, com estertores crepitantes em bases.
Exame abdominal sem achados.
Extremidades bem perfundidas, com edema 2+/4 em membros inferiores.
Realizados exames laboratoriais com Hb: 11,3 g/dl; Ht: 35%; leucócitos: 4.300 cel/mm³; plaquetas: 180
mil cel/mm³; Cr: 7,4 mg/dl; UR: 370 mg/dl; glicemia: 280mg/dl; Na: 133 mEq/L; K: 7,1 mEq/L; Cl: 106
mEq/L; albumina: 3,6mg/dl, gasometria arterial com pH: 7,27; paO₂: 80 mmHg; HCO₃: 12 mEq/L; paCO₂:
27 mmHg; SatO₂: 93%.
Não conseguiu coletar sumário de urina.
Diante desse quadro, indique a conduta terapêutica mais adequada nesse momento.
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Gabarito
1 2 3 4 5
E C A D C
6 7 8 9 10
B B A D C
11 12 13 14 15
B D B A —
Total de questões: 15
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