HIGIENE OCUPACIONAL E
PREVENÇÃO DE RISCOS
AMBIENTAIS
DAYANNA DOS SANTOS COSTA MACIEL
UNIDADE 02
UNIDADE 2 | Introdução
• Você sabe quais são os possíveis riscos que
podemos correr no ambiente de trabalho?
Consegue imaginar como identificá-los e
desenvolver mecanismo de prevenção e
proteção? Pois bem, em higiene
ocupacional os riscos são classificados com
base nos fatores/agentes ambientais:
físicos, químicos, biológicos e ergonômicos.
UNIDADE 2 | Objetivos
1. Aplicar técnicas de prevenção quanto aos riscos ambientais considerando a
classificação, fatores determinantes de exposição, características e estratégias de
avaliação destes.
2. Reconhecer e diferenciar os riscos físicos no contexto da higiene ocupacional.
3. Identificar os tipos de agentes químicos e suas unidades de medida e classificação.
4. Discernir sobre os riscos biológicos a partir de sua classificação no contexto da
higiene ocupacional.
EXPOSIÇÃO AOS AGENTES AMBIENTAIS
• A higiene ocupacional é uma ciência e uma arte que
objetiva a antecipação, o reconhecimento, a avaliação e o
controle dos fatores ambientais e estresses, originados nos
locais de trabalho. Esses podem provocar doenças,
prejuízos à saúde ou ao bem-estar, desconforto
significativo e ineficiência nos trabalhadores ou entre as
pessoas da comunidade (ACGIH, 2012).
• Para muitas classes o rei era visto até mesmo como um tirano, sobre o qual devia-se
subjugar indiscutível obediência. Com a expansão das atividades de navegação,
sobretudo na Europa, para a conquista de novos territórios há o aparecimento de
novas classes sociais, dentre elas os profissionais liberais que contribuíram para o
desenvolvimento urbano. Essa classe une-se a realeza auxiliando-o nas atividades
administrativas públicas, ou seja, do Estado.
• Risco ocupacional ou risco ambiental no contexto da higiene ou segurança do
trabalho difere da perspectiva de risco na área das ciências ambientais e da natureza,
ou seja, riscos ao meio ambiente (poluição, desmatamento, etc.). De modo que os
riscos ocupacionais estão relacionados a agentes que podem dar origem a danos à
saúde, segurança e bem estar dos trabalhadores e que são estritamente originados do
próprio trabalho (CHAGAS, 2016).
• Fator de risco é o um evento, acontecimento ou situação com potencial para
provocar danos ao trabalhador (lesão, doença) em seu ambiente de trabalho.
Somente existe risco se existir exposição do trabalhador ao agente e fator de risco
e se esta criar a probabilidade de consequências adversas.
• De acordo com Peixoto e Ferreira (2012) é importante destacamos que as
consequências/ danos a saúde do trabalhador se dá em função dentre outros fatores
a concentração ou intensidade dos agentes. Assim temos que nem sempre a
exposição do trabalhador a esses agentes/fatores/riscos irá gerar um dano à saúde do
trabalhar.
• “Sinergismo é a ação combinada entre dois ou mais fatores que contribuem para o
resultado final de um processo” (PEIXOTO; FERREIRA, 2012, p. 27). No contexto da
higiene ocupacional o efeito sinérgico remete as consequências a saúde do
trabalhador resultante da combinação de dois ou mais fatores do ambiente de
trabalho o qual esse trabalhador foi exposto simultaneamente.
AVALIAÇÕES AMBIENTAIS:
CARACTERÍSTICAS E ESTRATÉGIAS
• A avalição de um ambiente de trabalho deve incorporar tanto uma avalição
qualitativa, quanto uma avalição quantitativa. Nunca esqueça que quanto mais
criteriosa for a avaliação do ambiente de trabalho melhor o profissional responsável
por esta terá informações para tomar decisões relacionadas a saúde do trabalhador.
• A avaliação qualitativa do ambiente de trabalho objetiva descrever as
características desse ambiente, os elementos que o compõe, assim como as
particularidades, rotinas e processos realizadas pelos trabalhadores no referido
ambiente. Em suma o avaliação qualitativa é o estudo prévio das condições em
que o trabalho é realizado/desenvolvido (PEIXOTO; FERREIRA, 2012).
• Já a avalição quantitativa fazendo uso das informações resultantes da análise
qualitativa (a representação as condições reais nas quais se encontra o ambiente
de trabalho) objetiva por meio de técnicas estatísticas, de amostragem e medição
mensurar a intensidade e concentração dos agentes de risco presentes no local
(PEIXOTO; FERREIRA, 2012).
• As avaliações são complementares, assim a avaliação qualitativa fornece como
informações a identificação de problemas e descrição do ambiente de trabalho.
Essas informações apontam necessidades de medição, que fica a cargo da avaliação
quantitativa. Uma vez realizada a analisa quantitativa, deve-se definir ações
preventivas e de redução de exposição. Essas ações precisam ser aceitas no contexto
das práticas de trabalho, de modo que após a análise quantitativa é necessário uma
nova análise qualitativa para este fim (PEIXOTO; FERREIRA, 2012).
RISCOS FÍSICOS
• Então devemos ter sempre em mente
quando falamos de riscos ambientais e
saúde do trabalhador deve-se atribuir
limite de tolerância, nível de ação, valor
de teto e nexo causal que para todos os
tipos de risco/agentes (físicos, químicos,
biológicos e ergonômicos). Só a partir
dessas definições que o profissional de
higiene ocupacional pode definir uma
estratégia de prevenção e controle
desses riscos.
• Os limites de tolerância a riscos são regulamentados e normatizados tanto no
âmbito nacional como internacional. Então no brasil qual as normas observáveis
nesse sentido? São elas: No Brasil, os limites de tolerância estão estabelecidos
em: NBR (Norma Brasileira); NR (Norma Regulamentadora); NHO (Norma de
Higiene Ocupacional).
• As diversas áreas da saúde ocupacional (medicina do trabalho, higiene ocupacional e
segurança do trabalho) tomam por base os limites de tolerância (LT) para efetivamente
controlar a saúde do trabalhador no ambiente de trabalho. Exatamente, para cada
agente de risco (físico, químico, biológico e ergonômico) existe um LT de modo que seu
valor é uma variável atribuída em função das características e composição desse
agente, bem como as suas consequências/reações no organismo humano.
• Se a um determinado NC deve-se intervir na exposição do trabalhador ao agente em
questão, quais seriam essas possíveis ações preventivas? Essas ações é o que
podemos denominar de medidas gerais de higiene ocupacional. Essas medidas
evitam por consequência que a exposição do trabalhador ao agente chegue ao valor
de Teto, ou seja, deixar o trabalhador na eminência de sofrer danos a sua saúde.
PRESSÕES E RADIAÇÕES
• Pressões e radiações são exemplos de
risco físico os quais trabalhadores
ficando expostos acima dos limites de
tolerância podem adquirir doenças do
trabalho. Vamos aqui estudar no que
consiste estes agentes de risco.
Começado pelas pressões.
• No Brasil é raro a realização de atividades laborais nessas condições. Um exemplo de
uma atividade nesse sentido é o alpinismo. Mas então quais são as possíveis
implicações da exposição a baixas pressões? Podemos destacar como efeitos de
exposição a baixas pressões: a falta de oxigenação no cérebro, irritabilidade, a
diminuição da capacidade motora e sensitiva, alterações do sono, fadiga muscular,
hemorragias na retina e, nos casos mais graves, edema cerebral e edema agudo do
pulmão. (GRUPO PREVINE, 2020).
• “Radiação ionizante é a radiação que possui energia suficiente para quebrar ligações
químicas de átomos ou moléculas. As radiações ionizantes são provenientes de
materiais radioativos como é o caso dos raios alfa (a), beta (b) e gama (g), ou são
produzidas artificialmente em equipamentos, como é o caso dos raios X” (PERSUHN;
2013, p. 88).
• Para facilitar nosso entendimento vejamos separadamente cada tipo de radiação.
• Radiações Ionizantes: Esse tipo de radiação não são percebidas pelos sentidos do
organismo e são bem mais penetrantes do que os demais tipos de radiação.
• Radiações não ionizantes: Diferente das radiações ionizantes esse tipo de radiação não
quebra as moléculas e átomos, mas quando absorvidas por esses gera um efeito de
agitação e aumento de energia interna.
• O ruído, a temperatura, as vibrações e a umidade são agentes físicos mais comuns nos
ambientes laborais e merecem que aprofundemos no estudo desses. Por esse motivo
nesse tópico vamos apenas introduzir no que consiste cada um, uma vez que na próxima
unidade de estudo aprofundaremos a esse respeito.
RISCOS QUÍMICOS
• Os agentes químicos se apresentam de forma
massiva nos diferentes tipos de indústria. São
exemplos de indústrias nesse sentido: produção
de plásticos, fertilizantes, saneantes, álcool,
galvanoplastia, têxtil, petroquímica, mineração,
entre outras. (PERSUHN,2013).
• Nesse sentido temos os produtos químicos que tem sido utilizados desde o
princípio da civilização humana para os mais diversos fins. Esta utilização vem
aumentando ao longo dos tempos e crescendo significativamente com a
industrialização, quando começou também, de forma importante, a produção
de substâncias sintéticas (PERSUHN,2013).
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS
• Na literatura de higiene ocupacional e nas normas que
regem a segurança no ambiente de trabalho podemos
identificar que os agentes químicos são classificados em
sete tipos segundo seu estado físico: poeiras, fumos,
fumaças, fibras, neblinas, névoas, gases e vapores.
• Umas das formas mais eficazes de se evitar a contaminação é a utilização de
máscaras apropriadas.
• Uma das formas de contaminação por substâncias é a pele o os olhos. Na pele a
contaminação pode dar-se por meio do contato e da absorção. Existem substâncias
que o dano à saúde do trabalhador dar-se imediatamente com contato, por
exemplo um ácido por natureza corrosivo em contado direto com a pele pode gerar
queimaduras.
• Já na absorção o processo de contaminação é similar ao respiratório, a substância
penetra na pele e segue pela corrente sanguínea causando danos aos órgãos do
corpo.
• Os agentes químicos podem ser: Irritantes, asfixiantes, narcóticos e intoxicantes
sistémicos.
RISCOS BIOLÓGICOS
• Podemos listar como exemplos de riscos
biológicos os vírus, bactérias, parasitas,
fungos e bacilos. Esses agentes estão
frequentemente presentes em atividades
laborais desenvolvidas em ambientes
como: hospitais, sanatórios, laboratório de
análises clinicas, lixeiros, açougues,
lavanderias, ambientes de criação de gado,
estações de tratamento, entre outros.
• Na norma NR 32 (1978) encontramos uma definição mais específica de agentes
biológicos. Segundo essa norma: “agentes biológicos consideram-se agentes
biológicos os microrganismos, geneticamente modificados ou não, as culturas de
células, os parasitas, as toxinas e os príons”.
• O plano de negócios é um instrumento de gestão de riscos utilizado para planejar
novos empreendimentos ou quaisquer tipos de projetos, minimizando as chances
de os objetivos traçados não serem alcançados. Essa ferramenta traduz-se num
documento de linguagem escrita apresentando o futuro de um empreendimento
ou projeto (GONÇALVES, 2011).
• No contexto da higiene ocupacional a transmissão desses agentes pode se dar
de forma direta ou indireta. Essa transmissão é considera direta quando
transmissão se dá sem a intermediação de veículos ou vetores, e indireta
quando há uso desses veículos.
• Por penetração nesse contexto entende-se ao ato ou forma com que os agentes
biológicos podem entrar no organismo humano após a transmissão de forma direta ou
indireta. São vias de penetração desses agentes no organismo: pele danificada por
fissuras ou machucões, picadas acidentais, mordidas, fixação pela membranas mucosas,
inalação ou ingestão.
CLASSES DE RISCO BIOLÓGICO
• A NR 32 (1978) apresenta além da classificação dos
agentes biológicos por risco de contaminação
algumas informações adicionais. Essas informações
são a respeito: efeitos alérgicos, agente emergente e
oportunista, agente ontogênico; produção de toxinas
e vacinas eficazes disponível.
• As doenças dadas como exemplos de doenças oriundas de agentes biológicos são
comuns, portanto para que estas sejam consideradas doenças do trabalho,
obrigatoriamente deve ter comprovação do nexo causal. Se o ambiente de trabalho
dispõe de todos os mecanismos de proteção do trabalhador e esse adquire a
doença por contagio em outro ambienta essa não pode ser considerada doença do
trabalho.
• A NR 15 (1978) destaca uma relação de atividades que envolvem agentes
biológicos. Segundo essa norma a avaliação de insalubridade é determinada
por uma análise qualitativa.
• Se o ambiente de trabalho dispõe de todos os mecanismos de proteção do
trabalhador, e esse adquire a doença por contágio em outro ambienta essa não
pode ser considerada doença do trabalho.
Obrigada!