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O documento aborda a higiene ocupacional, focando em agentes químicos, riscos em espaços confinados, radiações e ergonomia. São apresentados conceitos, classificações e limites de tolerância dos agentes químicos, além de procedimentos de segurança e metodologias de avaliação ergonômica. O objetivo é promover a saúde e segurança do trabalhador em diferentes ambientes ocupacionais.

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O documento aborda a higiene ocupacional, focando em agentes químicos, riscos em espaços confinados, radiações e ergonomia. São apresentados conceitos, classificações e limites de tolerância dos agentes químicos, além de procedimentos de segurança e metodologias de avaliação ergonômica. O objetivo é promover a saúde e segurança do trabalhador em diferentes ambientes ocupacionais.

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HIGIENE OCUPACIONAL E

PREVENÇÃO DE RISCOS
AMBIENTAIS
DAYANNA DOS SANTOS COSTA MACIEL

UNIDADE 04
UNIDADE 4 | Introdução

Nessa unidade aprofundaremos nosso


conhecimento sobre agentes químicos,
vamos aprender o que envolve uma
atmosfera de um espaço confinado,
aprofundar nosso entendimento sobre
radiação e pressões anormais, definir
ergonomia e entender como os princípios
norteadores desse conceito são aplicados
em diferentes ambientes ocupacionais.
UNIDADE 4 | Objetivos

1. Entender as definições básicas relacionadas a agentes químicos e sua


classificação.
2. Avaliar os riscos e limites de tolerância à exposição de agentes químicos
atribuídos pela legislação em vigor.
3. Avaliar a atmosfera de espaços confinados, radiações e pressões anormais.
4. Compreender aspectos genéricos da ergonomia no ambiente ocupacional.
AGENTES QUÍMICOS:
CONCEITUAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

Na higiene ocupacional, os agentes


químicos são definidos como substâncias,
elementos, compostos ou resíduos de
composição química que, durante sua
fabricação, armazenamento, manuseio e
transporte pode exercer sua capacidade
de ação tóxica sobre o organismo ou a
contaminar o ar do ambiente de trabalho.
Os agentes químicos se apresentam de forma massiva nos diferentes tipos de
indústria. São exemplos de indústrias nesse sentido: produção de plásticos,
fertilizantes, saneantes, álcool, galvanoplastia, têxtil, petroquímica, mineração,
entre outras. Nesse sentido temos os produtos químicos que tem sido
utilizados desde o princípio da civilização humana para os mais diversos fins.
O agente químico pode penetrar no organismo humano por meio de diferentes
vias: respiratória, via percutânea e digestiva.
A penetração por via respiratória: É a principal via de penetração de agentes
químicos no organismo humano. Portanto em ambientes de manipulação de
agentes químicos deve-se rigorosamente obedecer os limites de tolerância e
fazer uso de equipamentos de proteção como máscaras respiradoras, uma vez
que essa é a principal fonte de contaminação (o ar).
Além da contaminação por vias respiratórias, o trabalhador pode se contaminar por
meio da penetração da substância na pele (via percutânea) e pela ingestão (via
digestiva). No caso da pele ela é um mecanismo de proteção a penetração de
muitas substâncias, como a poeira por exemplo. Contudo uma poeira composta por
agentes químicos pode em contato com a pele podem causar desde simples
irritações até mesmo atingir o sangue dando origem a efeitos tóxicos.
Por fim temos a contaminação por via digestiva, essa ocorre de forma acidental
quando por exemplo um trabalhador pelo manuseio contamina um alimento e
ingere. Para esse via de contaminação os mecanismos de prevenção são os cuidados
de higiene como lavar as mãos, etc. Uma vez que agora conhecemos as vias de
contaminação, passamos ao entendimento dos tipos de agentes químicos de risco e
de como manipular corretamente produtos compostos por substâncias nocivas.
CLASSIFICAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS

A contaminação do partículas sólidas o líquidas,


ou seja, a contaminação por aerodispersóides é
condicionada as seguintes variáveis da substância
química: tamanho, forma, densidade, velocidade
de reação e concentração na atmosfera. Por
exemplo, o tamanho das partículas está
relacionada diretamente com a forma de
penetração do agente químico no organismo.
Pelo tamanho da partícula os aerodispersóides
são classificados em: inaláveis, torácicos,
respiráveis e invisíveis.
No que tange a contaminação por partículas gasosas, essa pode dar-se por
meio de gases e vapores. É importante que saibamos bem o que diferencia gás
e vapor, embora na prática da higiene ocupacional as ações preventivas
aplicadas a ambos são comuns.
Por definição, segundo Forgaça (2018) gás é uma substância no estado gasoso
quando submetida a condições normais de temperatura e pressão enquanto os
vapores são substâncias no estado gasoso que, quando condicionados a
temperatura ambiente de 25°C e pressão atmosférica de 760 mmHg,
apresentam-se no estado líquido.
Os agentes químicos podem ser classificados com base na forma física com que se
apresentam, seu tamanho, composição e principalmente pela sua ação no
organismo contaminado. Assim sendo, deve-se avaliar esses agentes considerando
os seguintes critérios em relação ao risco ocupacional: concentração, frequência
respiratória e capacidade pulmonar, toxidade e tempo de exposição.
LIMITES DE TOLERÂNCIA E
AVALIAÇÃO DOS AGENTES QUÍMICOS

Em sua prática profissional uma boa


avaliação é condicionada ao seu
conhecimento a respeito dos agentes
de risco e do ambiente de trabalho. A
avaliação a exposição do trabalhador
ao risco químico é algo complexo que
reúne vários aspectos.
A abrangência do que devemos conhecer para avaliar a exposição do
trabalhador ao risco ocupacional relacionados a agentes químicos são: tipos,
interação dos agentes com o organismo humano, etc.
PLANEJAMENTO DE AMOSTRAGEM

Os riscos químicos presentes em um ambiente


ocupacional só podem ser avaliados de forma
quantitativa a partir do momento que o
profissional responsável pela avaliação extrai
uma amostra da ou das substâncias químicas
presentes no ambiente estudado.
Amostragem de agentes químicos é processo ou técnica de escolha, seleção e
coleta de agentes químicos presentes no ambiente ocupacional e que expõe ao
trabalhador a danos em sua saúde.
Um processo adequado de amostragem é importante para que permitir uma
análise que represente o mais próximo possível o quanto o trabalhador é
exposto a substâncias no ambiente ocupacional. A esse respeito assevera
Peixoto e Ferreira (2013, p. 27):
Na colocação de Peixoto e Ferreira (2013) a importância da amostragem é quem
define a exatidão e precisão dos dados obtidos e a serem avaliados. Esse autores
ainda destacam dois fatores importantes nesse contexto: dimensionamento da
amostragem (tamanho da amostra, quantidade de amostras) e sistema de
medição (procedimentos e coleta). Para tanto, o profissional responsável deve
antes de qualquer coisa planejar a sua amostragem.
A respeito da quantidade de amostras, temos que essa é condicionada ao que
se busca avaliar e a variabilidade da exposição do trabalhador ao agente
químico a ser analisado. Se essa exposição mante-se em termos de volume e
tempo constantes uma quantidade pequena de amostra pode ser suficiente.
Contudo se a exposição varia muito em tempo de volume da substância é
necessário a coleta de várias amostras em períodos de tempos diferentes.
Deve-se definir o tipo de amostradores e o tipo de meio que será feito a coleta. Para
facilitar a nossa visualização, o quadro a seguir apresenta a definição de cada tipo
de amostrador e meios de coleta. Em um planejamento de amostragem deve-se
ainda definir os métodos de coleta, esses podem ser de dois tipos: de ar total ou
com separação de contaminantes (PEIXOTO; FERREIRA, 2013).
Os limites de tolerância são definidos pela NR 15, e esses refletem a
concentração ou intensidade dos agentes químicos presentes no ambiente
ocupacional a níveis aceitáveis, onde o trabalhador possa estar expostos
frequentemente sem sofrer danos à saúde.
TRABALHO EM ESPAÇOS CONFINADOS,
RADIAÇÕES E PRESSÕES ANORMAIS

Espaço confinado é qualquer área que não tenha


sido projetada para ocupação humana contínua,
apresentando meios de entrada e saída na qual a
ventilação existente é insuficiente para remover
contaminantes perigosos, podendo ou não estar
junto com os contaminantes, a deficiência ou
enriquecimento de oxigênio que possa existir ou
desenvolver (ABNT NBR 14787, 2001).
Em linhas gerais os riscos relacionados a esse tipo de ambiente ocupacional
podem ser divididos em dois grupos: perigos atmosféricos e perigos físicos ou
gerais.
Os perigos atmosféricos remetem justamente a uma característica do ambiente
confinado: presença de ventilação natural limitada e insuficiente para remoção
de contaminantes perigosos. Em um ambiente confinado o trabalhador pode
perder a consciência por falta de oxigênio ou inalação de substâncias químicas.
Quanto aos riscos físicos ou gerais, se enquadram nesse grupo riscos físicos
vinculados os diversos agentes físicos que estudamos em unidades anteriores:
vibrações, ruídos; radiações, pressões anormais, entre outros. Além de riscos de
acidentes como escorregamento, soterramento, afogamento, etc. Considerando
os riscos que podem existir em um espaço confinado vamos a seguir estudar
alguns procedimentos de segurança.
PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA EM
ESPAÇOS CONFINADOS

Uma vez o ambiente sendo um espaço


confinados os procedimentos de prevenção
adotados devem seguir as normas NBR 1478
e NR 33. Esses normativas detalham como
proceder antes, durante e depois que o
trabalhador desenvolve suas atividades
laborais no ambiente em questão.
A partir dessas normas, podemos concluir que os procedimentos de segurança
são:
a) Manter os funcionários informados sobre o conteúdo das normas e da
importância do cumprimento dessas;
b) Averiguar se existem perigos atmosféricos e gerais no espaço confinado onde
será desenvolvido as atividades laborais;
c) Informar os trabalhadores dos riscos que ele corre ao desempenhar suas
atividades;
d) Aplicar procedimento de entrada segura
ERGONOMIA NO AMBIENTE
OCUPACIONAL: UMA VISÃO GERAL

A ergonomia é o estudo científico da relação entre


o homem e seus meios, métodos e ambientes de
trabalho. Seu objetivo é elaborar, com a
colaboração das diversas disciplinas científicas que
a compõe, um corpo de conhecimentos que,
numa perspectiva de aplicação, deve ter como
finalidade uma melhor adaptação ao homem dos
meios tecnológicos de produção e dos ambientes
de trabalho e de vida (FALZON, 2007).
É importante destacar a ergonomia como campo de estudo cientifico pode ser
dividida diante os seus focos em: ergonomia física, ergonomia cognitiva e
ergonomia organizacional.
Ergonomia física: Área de atuação compreende o estudo da anatomia humana,
antropometria, fisiologia e biomecânica, relacionadas com a atividade física.
Ergonomia cognitiva: Dedica-se ao estudo dos processos mentais, como
percepção, memória, raciocínio e resposta motora, relacionadas entre as
pessoas e os outros elementos do sistema.
Ergonomia organizacional: Dedica-se da otimização dos sistemas sócio-técnicos,
abrangendo as estruturas organizacionais, políticas e processos.
Diante do conceito de higiene, abordagem multifuncional da saúde ocupacional
podemos concluir que a ergonomia no âmbito da higiene ocupacional volta-se para o
foco físico, podendo essa ser definhada como: o estudo da postura no trabalho,
manuseio de materiais, movimentos repetitivos, distúrbios músculoesqueléticos
relacionados ao trabalho, projeto de posto de trabalho, segurança e saúde do
trabalhador como agentes de riscos á saúde do trabalhador.
Devemos ter em mente que as condições de posto de trabalho e a postura
corporal são agentes que podem causar danos à saúde do trabalhador e a
ergonomia do ambiente ocupacional visa portanto a partir de estudos previr
esses danos por meio da identificação de ações corretivas. Por exemplo, uma
postura inadequada durante a operação de uma máquina no posto de trabalho
constantemente pode ocasionar lesões na coluna.
METODOLOGIAS DE AVALIAÇÃO ERGONÔMICA

Uma metodologia de avaliação de um modo


geral consiste em um guia de ações e
procedimentos que norteiam o estudo de algo
para um dado fim, objetivo. Podemos listar
como metodologias e avaliação ergonômica: a
Análise Ergonômica do Ambiente de trabalho
(AET), a Técnica da Escola OCRA e a Elaboração
de laudos técnicos.
Você pode escolher o método mais adequado para a situação que precisa
analisar e definir técnicas de coleta de dados como observação das rotinas de
trabalho, entrevistas, entre outros.
A realização de estudos ergonômicos requer o conhecimento das LER (Lesões
por Esforços Repetitivos) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao
Trabalho) e de metodologias de avaliação que objetivam identificar e verificar
riscos ergonômicos a qual os trabalhadores são expostos ao longo de sua
jornada de trabalho.
Obrigada!

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