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O artigo analisa a inter-relação entre estética, autoimagem e cultura digital, destacando o papel do profissional esteta na promoção de uma autoimagem saudável em um contexto influenciado por padrões de beleza idealizados. A pesquisa enfatiza a importância de uma formação ética e interdisciplinar para esses profissionais, capacitando-os a lidar com as demandas emocionais e sociais de seus clientes. Conclui-se que a articulação entre educação, estética e cultura digital é essencial para que os estetas atuem como agentes de transformação em uma sociedade mais inclusiva e saudável.
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O artigo analisa a inter-relação entre estética, autoimagem e cultura digital, destacando o papel do profissional esteta na promoção de uma autoimagem saudável em um contexto influenciado por padrões de beleza idealizados. A pesquisa enfatiza a importância de uma formação ética e interdisciplinar para esses profissionais, capacitando-os a lidar com as demandas emocionais e sociais de seus clientes. Conclui-se que a articulação entre educação, estética e cultura digital é essencial para que os estetas atuem como agentes de transformação em uma sociedade mais inclusiva e saudável.
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■ Artigo

Revista Interdisciplinar de Saúde e Educação


Ribeirão Preto, v. 6, n. 2, 2025. ISSN 2675-4827

[Link]

Estética, autoimagem e cultura digital: um desafio


educacional na sociedade contemporânea e o papel do
profissional esteta

Aesthetics, self-image, and digital culture: an educational


challenge in contemporary society and the role of the
aesthetic professional

Luan Brenner da Costa1

Resumo: O presente artigo discute a relação entre estética, autoimagem e cultura


digital na sociedade contemporânea, com foco no papel do profissional esteta e na
importância da formação ética e humanizada. A cultura digital potencializa padrões de
beleza idealizados e intensifica o impacto sobre a autoimagem e a autoestima dos
indivíduos, o que demanda atuação consciente e crítica dos profissionais de estética.
Por meio de uma revisão bibliográfica, foram analisados estudos nacionais que
abordam a influência das mídias digitais na construção da imagem corporal e os
desafios éticos enfrentados pelos estetas no exercício de suas atividades. O trabalho
destaca a necessidade de uma educação continuada e interdisciplinar, capaz de
preparar esses profissionais para lidar com as demandas emocionais e sociais de
seus públicos. Além disso, reflete sobre a responsabilidade do esteta na valorização
da diversidade corporal e no incentivo a práticas que promovam o bem-estar e a saúde
integral. Conclui-se que a articulação entre educação, estética e cultura digital é
fundamental para que o profissional esteta atue como agente de transformação,
contribuindo para uma sociedade mais consciente, inclusiva e saudável.

Palavras-chave: Profissional Esteta; Estética; Mídia Social; Cultura digital.

Abstract: This article discusses the relationship between aesthetics, self-image, and
digital culture in contemporary society, focusing on the role of the aesthetics
professional and the importance of ethical and humanized education. Digital culture
reinforces idealized beauty standards and intensifies their impact on individuals' self-
image and self-esteem, requiring a conscious and critical approach from aesthetics
professionals. Through a literature review, national studies were analyzed that address
the influence of digital media on body image construction and the ethical challenges

1Especialista em Enfermagem Estética Avançada pela Faculdade Ana Carolina Puga; Especialista em
Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Educação São Luís. Creditado pelo European Face &
Body Institute. Professor Conteudista da Faculdade Metropolitana. drluancostta@[Link]
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faced by aesthetics professionals in their daily practice. The study highlights the need
for continued and interdisciplinary education to prepare these professionals to deal
with the emotional and social demands of their clients. Furthermore, it reflects on the
responsibility of aesthetics professionals in promoting body diversity and encouraging
practices that foster well-being and holistic health. It concludes that the articulation
between education, aesthetics, and digital culture is essential for professionals to act
as agents of transformation, contributing to a more conscious, inclusive, and healthy
society.

Keywords: Aesthetics Professional; Aesthetics; Social Media; Digital Culture.

INTRODUÇÃO

Na sociedade contemporânea, a estética e a autoimagem desempenham


papéis centrais na construção da identidade individual e coletiva. A cultura digital,
impulsionada pelas redes sociais, tem ampliado a visibilidade de padrões estéticos,
influenciando diretamente a percepção que os indivíduos têm de si mesmos. Segundo
Lopes e Mendonça (2016), a juventude contemporânea vive sob os holofotes sociais,
submetida a padrões estéticos reforçados pela mídia e pelas redes digitais, o que
influencia diretamente sua construção de identidade.
A adolescência, fase de intensas transformações físicas e psicológicas, é
particularmente suscetível às influências externas. A busca por pertencimento e
aceitação social torna os jovens vulneráveis às imposições estéticas veiculadas nas
mídias digitais. Murari e Dorneles (2018) apontam que a cultura da imagem ideal
reforçada pelas mídias digitais contribui para a insatisfação corporal entre
adolescentes.
Nesse contexto, o profissional de estética emerge como um agente crucial na
promoção de uma autoimagem saudável. Sua atuação vai além da aplicação de
técnicas; envolve também a compreensão das demandas emocionais dos clientes e
a promoção de práticas que valorizem a diversidade corporal. A formação desses
profissionais deve contemplar aspectos éticos e psicológicos, capacitando-os a lidar
com as complexidades da cultura digital e suas implicações na autoimagem dos
indivíduos.
A educação estética, portanto, torna-se um campo interdisciplinar essencial
para o desenvolvimento de uma visão crítica sobre os padrões de beleza impostos.
Segundo Senra Michel e Rosito (2019), a estética do empoderamento nas narrativas
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discentes possibilita aos estudantes desenvolver autonomia e emancipação, refletindo


com consciência sobre as influências da cultura digital em sua identidade.
Este artigo tem como objetivo analisar a inter-relação entre estética,
autoimagem e cultura digital, destacando o papel do profissional esteta na promoção
de uma autoimagem saudável. Por meio de uma revisão bibliográfica, busca-se
compreender como as influências digitais impactam a percepção corporal e como a
atuação ética e informada desses profissionais pode contribuir para o bem-estar dos
indivíduos.
A relevância deste estudo reside na necessidade de integrar os conhecimentos
técnicos da estética com uma abordagem crítica e reflexiva sobre as influências da
cultura digital, promovendo práticas que respeitem a individualidade e a diversidade
dos clientes.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

O presente estudo caracteriza-se como uma pesquisa bibliográfica de natureza


qualitativa, cujo objetivo é analisar a inter-relação entre estética, autoimagem e cultura
digital, com foco no papel do profissional esteta na promoção de uma autoimagem
saudável. A pesquisa bibliográfica é um método científico que consiste na análise,
sistematização e interpretação de conteúdos produzidos por diferentes autores,
possibilitando a compreensão aprofundada de um tema a partir de fontes já publicadas
(GIL, 2017).
Para a construção do referencial teórico, foram selecionados artigos científicos,
livros e publicações acadêmicas disponíveis em bases de dados reconhecidas
nacionalmente, tais como SciELO, Google Scholar e periódicos CAPES. Os critérios
para seleção das obras incluíram: relevância temática, atualidade (publicações entre
2012 e 2024) e autoria de pesquisadores com atuação consolidada nas áreas de
estética, psicologia, educação e cultura digital.
A análise dos materiais seguiu a técnica de revisão integrativa, que permite
reunir, analisar e sintetizar diferentes evidências científicas para oferecer um
panorama crítico sobre o tema investigado. Essa abordagem viabiliza a identificação
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das principais contribuições teóricas e práticas relativas à influência da cultura digital


na construção da autoimagem e ao papel formativo e ético do profissional de estética.
Além disso, o estudo priorizou a consulta a documentos legais e normativos
que regulamentam a formação e a atuação dos profissionais estetas no Brasil, a fim
de compreender os parâmetros éticos e técnicos que norteiam essa área. A pesquisa
documental complementa a bibliográfica ao trazer uma perspectiva normativa
importante para a discussão.
A elaboração do texto contemplou a utilização de normas técnicas para
citações e referências bibliográficas, seguindo as orientações da ABNT (NBR
6023:2018). Dessa forma, busca-se garantir a precisão, credibilidade e padronização
da produção acadêmica.
Por fim, ressalta-se que o caráter qualitativo da pesquisa possibilita uma análise
interpretativa e reflexiva, fundamentada em dados e evidências científicas,
contribuindo para uma compreensão crítica sobre os desafios e potencialidades da
educação estética na cultura digital contemporânea.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Estética e autoimagem: construção social e influências contemporâneas

A estética e a autoimagem são conceitos interligados que desempenham papel


fundamental na forma como os indivíduos percebem a si mesmos e são percebidos
pela sociedade. Segundo Lopes e Mendonça (2016), a construção da identidade
estética está imersa em um contexto social que influencia diretamente os padrões de
beleza e as expectativas acerca do corpo. Essa construção social é, portanto,
dinâmica, mutável e altamente influenciada pelos meios de comunicação e pelas
redes digitais.
Na contemporaneidade, a cultura digital assume uma posição central na
difusão e na legitimação desses padrões. As redes sociais, plataformas on-line e
aplicativos de imagens e vídeos tornam-se veículos privilegiados para a exposição de
corpos e estilos de vida, contribuindo para a formação de uma autoimagem que,
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muitas vezes, busca aderir a modelos idealizados e muitas vezes inalcançáveis


(MURARI; DORNELES, 2018).
Essa exposição constante gera impactos profundos no bem-estar psicológico,
especialmente entre os jovens, que estão em fase de construção da identidade
pessoal e social. A insatisfação corporal, frequentemente associada à comparação
social e à internalização de padrões estéticos rígidos, pode desencadear distúrbios
alimentares, baixa autoestima e transtornos relacionados à imagem corporal
(MURARI; DORNELES, 2018).
Entretanto, a estética não se reduz ao aspecto físico e visual; ela está também
vinculada à autoexpressão e ao empoderamento. Senra Michel e Rosito (2019)
destacam que a estética pode ser um instrumento de valorização da diversidade
corporal e de resistência aos padrões hegemônicos, especialmente quando as
narrativas estéticas são construídas de forma crítica e inclusiva. A construção de uma
estética que valorize a pluralidade e a autenticidade cria um espaço para que os
indivíduos reconquistem o controle sobre suas próprias imagens, superando
estereótipos e contribuindo para uma maior aceitação social.
Neste contexto, o papel do profissional de estética torna-se cada vez mais
complexo e relevante. Não se trata apenas da aplicação de técnicas e procedimentos,
mas de uma compreensão ampla das dimensões psicológicas, sociais e culturais
envolvidas. Esse profissional deve atuar como mediador entre os desejos do cliente e
a promoção de uma autoimagem saudável, promovendo intervenções que respeitem
a individualidade e o bem-estar integral (LOPES; MENDONÇA, 2016). A atuação
ética, fundamentada no respeito e na valorização do cliente em sua totalidade, é
essencial para que a estética contribua positivamente para a saúde emocional e a
qualidade de vida.
Além disso, a formação acadêmica e técnica desses profissionais deve
contemplar aspectos éticos e humanísticos, de modo a prepará-los para lidar com as
demandas emocionais e culturais de seus clientes. A educação em estética, portanto,
deve ser interdisciplinar, integrando conhecimentos de psicologia, sociologia e
comunicação (SENRA MICHEL; ROSITO, 2019).
Em suma, a construção da autoimagem é um processo complexo e
multifacetado, permeado por fatores sociais, culturais e tecnológicos. A cultura digital
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amplifica essas influências, trazendo novos desafios para a formação e atuação dos
profissionais de estética. Para responder a esses desafios, é fundamental que sua
prática seja alicerçada em princípios éticos, humanísticos e inclusivos, promovendo
uma estética que valorize a diversidade, respeite as individualidades e contribua para
o fortalecimento da autoestima e do bem-estar dos indivíduos.

O papel do profissional em estética na promoção de uma autoimagem saudável

O profissional de estética desempenha um papel fundamental não apenas na


melhora da aparência física, mas também na promoção de uma autoimagem
saudável, que envolve autoestima e bem-estar emocional (LIMA; GASPARIN;
GREGÓRIO, 2024). Essa atuação exige sensibilidade para compreender que a
estética pode afetar a percepção que o indivíduo tem de si mesmo em múltiplos níveis.
Um dos maiores desafios do esteta é lidar com as expectativas do cliente, que
muitas vezes são influenciadas por padrões sociais idealizados difundidos pela mídia
e, sobretudo, pelas redes sociais digitais (MURARI; DORNELES, 2018). É papel do
profissional ajudar a diferenciar o desejo legítimo de melhorias estéticas da
internalização de padrões muitas vezes irreais e prejudiciais.
Para isso, o diálogo aberto e empático torna-se essencial, possibilitando que o
cliente expresse suas inseguranças e compreenda as reais motivações por trás da
busca por procedimentos estéticos. A escuta ativa contribui para um atendimento mais
humanizado e consciente.
A formação técnica e contínua do profissional em estética deve capacitá-lo a
identificar sinais de insatisfação corporal patológica, como a dismorfia corporal, e
encaminhar os clientes para suporte especializado quando necessário (BONFIM;
NASCIMENTO; BORGES, 2016).
Além disso, a cultura digital, ao difundir padrões estéticos idealizados, pode
aumentar a vulnerabilidade emocional dos indivíduos, especialmente jovens, ao criar
uma pressão constante para adequação à imagem virtual (LOPES; MENDONÇA,
2016). O profissional esteta deve atuar criticamente, desconstruindo esses padrões e
incentivando a valorização da diversidade e da autenticidade corporal.
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Práticas estéticas que respeitam a individualidade do corpo, promovendo o


autocuidado e a saúde integral, são fundamentais para fortalecer uma autoimagem
positiva. O profissional deve incentivar uma visão plural da beleza, que ultrapasse
estereótipos. Nesse sentido, a educação estética deve adotar uma abordagem crítica,
valorizando as singularidades e contribuindo para a saúde integral dos indivíduos
(SOUZA; MELO, 2024).
O ambiente de atendimento, nesse sentido, deve ser inclusivo e acolhedor, livre
de julgamentos, onde o cliente se sinta seguro para explorar sua autoimagem sem
pressões externas. Essa abordagem fortalece a relação de confiança entre esteta e
cliente.
É importante também que o profissional participe de discussões éticas sobre
os limites e responsabilidades da estética na sociedade contemporânea,
considerando os impactos emocionais e sociais de suas práticas.
O desenvolvimento de uma postura ética e multidisciplinar é essencial para o
profissional de estética, ampliando seu campo de atuação e permitindo que contribua
não apenas para a melhora da aparência física, mas também para a promoção do
bem-estar integral do indivíduo. Essa abordagem valoriza a formação técnica aliada
ao respeito pela individualidade, saúde emocional e qualidade de vida dos clientes,
promovendo um atendimento humanizado e responsável (COSTA et al., 2013; SILVA;
SILVA; ROCHA, 2023).
Por fim, o papel do profissional em estética é crucial para enfrentar os desafios
trazidos pela cultura digital e a sociedade atual, atuando como agente transformador
que promove saúde, autoestima e uma autoimagem positiva e sustentável.

Educação e Estética: Formando Profissionais Conscientes para uma Prática


Transformadora

A relação entre educação e estética é fundamental para a formação de


profissionais capazes de atuar de maneira ética, crítica e transformadora na área da
estética. A educação, nesse contexto, não se limita à transmissão de técnicas, mas
se estende à construção de uma consciência sobre os impactos sociais, culturais e
emocionais dos procedimentos estéticos. Berkenbrock-Rosito e Marchina (2018)
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destacam que a instauração da Educação Estética voltada para a formação humana


é possível à luz das Diretrizes Curriculares Nacionais, fundamentando-se em uma
abordagem hermenêutica que integra conhecimentos técnicos, éticos e psicossociais.
A formação profissional em estética deve incorporar conteúdos relacionados à
psicologia do corpo, saúde mental e cultura digital, pois esses elementos influenciam
diretamente a percepção que os clientes têm de si mesmos e suas expectativas em
relação aos tratamentos. A educação, nesse contexto, prepara o profissional para
reconhecer as demandas reais e evitar a reprodução de padrões irreais e prejudiciais
à saúde emocional. Segundo o estudo de Lima et al. (2021), práticas estéticas e
corporais desempenham um papel significativo na atenção psicossocial, promovendo
a criação e produção de subjetividade.
A educação continuada tem um papel fundamental na formação crítica de
profissionais da área da estética, especialmente em uma sociedade moldada pela
cultura digital e pelas redes sociais. A constante exposição a padrões de beleza
idealizados e a influência das redes sociais na construção da autoimagem impactam
diretamente a autoestima dos indivíduos, gerando desafios significativos para os
profissionais que atuam no cuidado com o corpo e o bem-estar.
Nesse contexto, torna-se essencial que a formação desses profissionais vá
além da técnica, incorporando aspectos éticos, sociais e psicológicos. Conforme
apontam Silva et al. (2021), o uso intensivo das redes sociais pode estar associado a
uma maior insatisfação corporal e a uma imagem distorcida de si, o que demanda
uma atuação consciente e crítica por parte do profissional esteta.
Além disso, a formação continuada precisa contemplar uma abordagem
pedagógica que favoreça o pensamento crítico e a compreensão da estética como
fenômeno social e cultural. Vilaça e Gonçalves (2022) destacam que, diante da
presença crescente da cultura digital, é imprescindível que os processos educativos
promovam a criatividade, o diálogo e a consciência crítica, preparando os profissionais
para lidar com os desafios contemporâneos da sociedade da imagem
Outro aspecto relevante na educação em estética é a sensibilização para a
promoção da diversidade corporal e a valorização de diferentes padrões de beleza,
enfrentando a homogeneização estética muitas vezes reforçada pela mídia e redes
sociais. Estudos indicam que os padrões midiáticos podem intensificar a insatisfação
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com o corpo, sobretudo entre adolescentes (DUMITH et al., 2012). Um olhar plural
sobre a estética contribui para o respeito à individualidade dos clientes e para a
construção de uma autoimagem mais positiva e saudável.
Nesse contexto, a articulação entre educação e bem-estar corporal reforça o
papel do profissional esteta como agente de transformação social. A atuação do esteta
não deve se limitar à melhora da aparência física, mas incluir o bem-estar emocional
e a autoestima dos clientes, integrando uma compreensão mais ampla de estética
enquanto fenômeno cultural e psicossocial. Para tanto, é importante reconhecer a
estética como parte de uma rede multiprofissional que inclui psicólogos, gestores de
saúde e profissionais do bem-estar (SILVA; SILVA; ROCHA, 2023).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa analisou a complexa relação entre estética, autoimagem


e cultura digital no contexto contemporâneo, enfatizando o papel do profissional esteta
diante dos desafios impostos por padrões de beleza amplificados nas redes sociais.
Ficou evidente que os procedimentos estéticos, embora possam proporcionar
benefícios à autoestima e ao bem-estar, devem ser aplicados com responsabilidade,
consciência ética e atenção às questões emocionais e socioculturais envolvidas.
Observou-se que a cultura digital exerce forte influência sobre a percepção que
os indivíduos têm de si mesmos, muitas vezes resultando em cobranças excessivas
e busca incessante por uma aparência idealizada. Nesse cenário, os profissionais da
estética assumem não apenas o compromisso técnico, mas também a função de
orientar, acolher e atuar de maneira crítica, promovendo uma relação mais saudável
entre o corpo e a subjetividade.
A educação surge, portanto, como elemento indispensável para a construção
de práticas estéticas mais humanizadas e responsáveis. Investir na formação ética,
interdisciplinar e contínua desses profissionais é fundamental para capacitá-los a lidar
com os efeitos psicossociais da cultura digital e com as demandas emocionais dos
indivíduos que buscam os procedimentos.
Além disso, foi possível concluir que o campo da estética precisa ser
compreendido como um espaço de cuidado integral, que considera não apenas os
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aspectos físicos, mas também as dimensões emocional, social e cultural da pessoa


atendida. Isso amplia o alcance das práticas estéticas e fortalece sua contribuição
para a promoção da saúde e do bem-estar.
A integração entre educação e estética mostrou-se uma estratégia necessária
para a superação de práticas meramente técnicas e mercadológicas, valorizando a
formação de profissionais conscientes do seu papel social. Essa articulação permite
a construção de novos referenciais de beleza, pautados pela diversidade e pelo
respeito às particularidades de cada indivíduo.
Por fim, espera-se que os debates apresentados neste estudo incentivem
novas reflexões e investigações acadêmicas sobre o tema, contribuindo para o
fortalecimento de práticas estéticas éticas, críticas e socialmente comprometidas. A
estética, nesse sentido, precisa reafirmar seu compromisso com a promoção de uma
autoimagem saudável e com o enfrentamento das consequências da cultura digital na
sociedade contemporânea.

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