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Unid 2

O documento aborda a importância das técnicas de observação celular, destacando a necessidade de microscópios para visualizar células e suas organelas, que são muito pequenas para serem vistas a olho nu. Ele descreve os tipos de microscópios, como ópticos e eletrônicos, suas partes e funcionamento, além dos métodos de preparação de amostras biológicas para análise. A microscopia eletrônica é enfatizada por sua alta resolução, permitindo a visualização de estruturas celulares menores que não podem ser observadas com microscópios ópticos.

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O documento aborda a importância das técnicas de observação celular, destacando a necessidade de microscópios para visualizar células e suas organelas, que são muito pequenas para serem vistas a olho nu. Ele descreve os tipos de microscópios, como ópticos e eletrônicos, suas partes e funcionamento, além dos métodos de preparação de amostras biológicas para análise. A microscopia eletrônica é enfatizada por sua alta resolução, permitindo a visualização de estruturas celulares menores que não podem ser observadas com microscópios ópticos.

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TÉCNICAS DE OBSERVAÇÃO

CELULAR

Prof.: Matheus Felipe Ferreira de Paula


PORQUE OBSERVAR?
Para entendermos a necessidade de técnicas e instrumentos para a
observação e estudo das células é necessário, primeiramente,
destacar a dimensão do universo celular, suas respectivas estruturas
e organelas.
• Células geralmente têm entre 1 e 100 micrômetros (μm) de
tamanho.
• 1 micrômetro (μm) é igual a 1/1000 milímetro (mm).

MICRÔMETRO (µm) 1 μm = 1/1000 mm

NANÔMETRO (nm) 1 nm = 1/1000 μm


PORQUE OBSERVAR?
• O olho humano tem um limite de resolução de cerca de 100 μm.
• Para o campo molecular, é necessário o uso de equipamentos de ampliação.
• Microscópios são capazes de ampliar células, estruturas e moléculas para o
campo visível.
• O poder de resolução de um microscópio depende do seu limite de
resolução, que é a menor distância entre dois pontos distintos numa
imagem.
• Quanto menor o limite de resolução de um microscópio, melhor sua
capacidade de individualizar pontos e maior sua definição de imagem.
• Comparando o limite de resolução do olho humano e dos microscópios,
estes últimos possuem um limite menor, ou seja, melhor poder de resolução.
MICROSCOPIA
• As variedades de microscópios podem pertencer a duas classes:
microscópios ópticos também conhecidos como microscópios de
luz e os microscópios eletrônicos.
• Os microscópios ópticos utilizam uma fonte de raios luminosos que
transpõem a amostra ou a espécime para formação da imagem. Essa
fonte luminosa é proporcionada por uma lâmpada de tungstênio
localizada na base do equipamento.
• Já os microscópios eletrônicos utilizam uma fonte de elétrons que
também deverá transpor a amostra para a formação da imagem.
MICROSCOPIA ÓPTICA OU MICROSCOPIA DE LUZ

Componentes:

A parte mecânica é constituída pelos botões macrométrico e


micrométrico, responsáveis pelo ajuste de foco.
A parte elétrica é constituída por um transformador, um
potenciômetro e uma fonte luminosa, responsáveis por fornecer a
luminosidade.
A parte óptica é constituída pelo condensador, objetivas e oculares,
responsáveis por garantir o aumento da imagem analisada.
Figura 3: Partes do microscópio óptico

Fonte: Araújo e Silva (2015)


MICROSCOPIA ÓPTICA OU MICROSCOPIA DE LUZ

Das partes constituintes de um microscópio


óptico, aquelas que são mais comumente
usadas e mais merecem destaque para um
pleno funcionamento do aparelho são:
• Condensador;
• Objetivas;
• Oculares;
• Mesa ou Platina;
• Charriot;
• Botões Macrométrico e Micrométrico.
Condensador:

O condensador é composto por um


agrupamento de lentes que tem
como principal função convergir os
raios luminosos emitidos pela fonte
em um único ponto, para garantir
que atravessem a amostra ou
espécime a ser analisada. Pelo
condensador é possível controlar a
intensidade de luz que passará pelas
objetivas.
Fonte: [Link]
Objetivas:

É o conjunto de lentes mais


importantes de um microscópio
óptico. Depois dos raios luminosos
terem transpassados a amostra,
entram pela objetiva, garantindo a
ampliação da imagem. Por
padronização as objetivas garantem
19 aumento de 4, 10, 40 e 100x,
nessa ordem. Alguns microscópios
podem apresentar objetivas de 20x.
Fonte: [Link]
Oculares:
É o conjunto de lentes, assim denominado, por estas
ficarem mais próximas ao olho do observador. As
oculares também participam da ampliação da
imagem. A imagem é formada em um prisma óptico
localizado após as objetivas e projetada nas
oculares. As oculares podem ampliar a imagem 10,
16 ou 18X e podem ser substituídas em um mesmo
equipamento. O aumento total de uma amostra é,
portanto, o resultado da a multiplicação do aumento
da objetiva pelo aumento oferecido pela ocular,
sendo que se estivermos em uma objetiva de 4x e em
uma ocular de 10x, teremos um aumento total de 40x.
Fonte: [Link]
Mesa ou Platina:

É um componente estrutural de um
microscópio por onde se fixa a
lâmina contendo a amostra que será
analisada.

Fonte: [Link]
Charriot:

Caracteriza-se como um conjunto de botões


localizados logo abaixo da platina com finalidade
de movimentar a lâmina com a amostra.

Fonte: [Link]
Botões Macrométrico e Micrométrico:

São os componentes mecânicos


de manuseio mais relevantes para
a visualização de uma imagem
satisfatória. Por eles é permitido
ajustar o foco da imagem, sendo
que o macrométrico garante um
ajuste geral e o micrométrico um
ajuste “fino”.

Fonte: [Link]
MICROSCOPIA ÓPTICA OU MICROSCOPIA DE LUZ
Considerando os diferentes tipos de microscópios ópticos utilizados,
podemos destacar:
Microscopia convencional: uso básico em atividades didáticas e
laboratórios simples.
Microscopia de contraste de fase: usa anéis para criar diferença de fase,
destacando componentes intracelulares sem coloração.
Microscopia de fluorescência: usa fluoróforo para corar amostras; a
fluorescência é excitada e captada pelo microscópio, útil para identificar
proteínas e antígenos.
Microscopia confocal: usa laser para iluminar pontos específicos na
amostra, permitindo análise tridimensional detalhada ao agrupar vários
planos focais.
MICROSCOPIA ELETRÔNICA

O microscópio eletrônico usa um feixe de elétrons em vez de luz para


visualizar amostras. Sua resolução é muito maior do que a do
microscópio óptico devido ao menor comprimento de onda dos
elétrons. Isso permite a visualização de organelas celulares e
estruturas menores, como mitocôndrias, ribossomos e vírus, que
não são visíveis ao microscópio óptico. Essa capacidade de alta
resolução torna o microscópio eletrônico essencial para estudos
detalhados da estrutura celular e subcelular.
MICROSCOPIA ELETRÔNICA

A microscopia eletrônica, assim como a óptica, exige a preparação


prévia do material biológico a ser estudado. Porém, na microscopia
eletrônica os métodos de coloração utilizados são diferentes da
microscopia óptica. Na microscopia eletrônica são utilizados,
normalmente, sais de metais pesados capazes de desviar o feixe de
elétrons. Como as estruturas celulares têm densidades diferentes,
em determinados locais os feixes de elétrons mudam de direção e em
outros não. Os feixes de elétrons que não mudarem de direção são
captados para a formação da imagem.
MICROSCOPIA ELETRÔNICA
Tipos de Microscópios Eletrônicos
Microscópio eletrônico de Transmissão:
A imagem neste tipo de microscopia é formada
por diferença de densidade da amostra biológica.
Em locais mais delgados da amostra os elétrons
conseguem atravessar com mais facilidade, ao
contrário de outros mais espessos. Assim, por
diferença de densidade a fotomicrografia
eletrônica possui regiões mais claras e outras
mais escuras, gerando contraste, capaz de
identificar regiões e estruturas celulares.
Fonte: [Link]
MICROSCOPIA ELETRÔNICA
Tipos de Microscópios Eletrônicos

Microscópio eletrônico de Varredura:


Neste caso, o feixe de elétrons não transpassa a
amostra. A amostra ao ser atingida pelo feixe de
elétrons emite elétrons secundários que são
captados por um detector, capaz de gerar uma
imagem. Esse mecanismo é capaz de produzir uma
imagem tridimensional, com maior riqueza de
detalhes.
Fonte: [Link]
PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS BIOLÓGICAS

• Amostras biológicas podem ser vistas a fresco, como urina e sêmen,


sem fixação ou coloração.
• A maioria das amostras biológicas analisadas em laboratório precisa
de fixação e coloração para identificação adequada de suas
estruturas celulares e organelas.
• Métodos de fixação conservam o material biológico por tempo
indeterminado para estudos futuros.
PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS BIOLÓGICAS

• Ácidos, solventes orgânicos como álcool e aldeídos (formaldeído e


glutaraldeído) são usados na fixação, criando ligações covalentes
com proteínas para preservar a amostra.
• Após a fixação, as amostras são infiltradas em parafina para ficarem
firmes e serem cortadas em cortes ultrafinos em um micrótomo.
• Amostras que não podem ser cortadas, como sangue e esfregaço
cérvico vaginal, são diretamente colocadas em lâminas de vidro.
MICRÓTONO
TIPOS DE IMAGEM

Fonte: [Link]
TIPOS DE IMAGEM

Fonte: [Link] Fonte: [Link]


TIPOS DE IMAGEM

Fonte: [Link] Fonte: [Link]


Na Próxima Unidade

Veremos sobre Estrutura e Organização Celular

Bons estudos!

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