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ONHB 2026 #Rumoacampinas QUESTÃO 1 (2024 - Fase 1) QUESTÃO 2 (2023 - Fase 2)

O documento apresenta uma análise de obras literárias e legais que abordam a experiência feminina e a opressão ao longo da história, destacando a voz de mulheres afrodescendentes e a luta contra desigualdades. Além disso, discute a evolução do futebol feminino e os preconceitos enfrentados por jogadoras, enfatizando a necessidade de um espaço inclusivo e igualitário. O conteúdo reflete sobre a construção social de gênero e a resistência das mulheres em diferentes contextos.

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ONHB 2026 #Rumoacampinas QUESTÃO 1 (2024 - Fase 1) QUESTÃO 2 (2023 - Fase 2)

O documento apresenta uma análise de obras literárias e legais que abordam a experiência feminina e a opressão ao longo da história, destacando a voz de mulheres afrodescendentes e a luta contra desigualdades. Além disso, discute a evolução do futebol feminino e os preconceitos enfrentados por jogadoras, enfatizando a necessidade de um espaço inclusivo e igualitário. O conteúdo reflete sobre a construção social de gênero e a resistência das mulheres em diferentes contextos.

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ONHB 2026

#rumoacampinas ✈️ QUESTÃO 2 (2023 - fase 2)

Leia o poema Vozes-Mulheres, de Conceição


QUESTÃO 1 (2024 - fase 1) Evaristo:

Veja o anúncio a seguir: Documento 023 Poesia p. 63


Vozes-Mulheres
Documento 008 Propaganda p. 66 A voz de minha bisavó
ecoou criança
nos porões do navio
ecoou lamentos
de uma infância perdida.
A voz de minha avó
ecoou obediência
aos brancos-donos de tudo.
A voz de minha mãe
ecoou baixinho revolta
no fundo das cozinhas alheias
debaixo das trouxas
roupagens sujas dos brancos
pelo caminho empoeirado
rumo à favela.
A minha voz ainda
ecoa versos perplexos
com rimas de sangue e fome.
A voz de minha filha
recolhe todas as nossas vozes
recolhe em si
as vozes mudas caladas
engasgadas nas gargantas.
A voz de minha filha
recolhe em si
a fala e o ato.
O ontem – o hoje – o agora.
Não é justo que ela tenha um Volkswagen só para ela? Na voz de minha filha
se fará ouvir a ressonância
A propaganda o eco da vida-liberdade.
Vozes-Mulheres
A. expõe as atividades definidas para cada
gênero, destacando ser o papel doméstico O poema
feminino tão importante quanto o trabalho
masculino. A. aponta que a resistência à violência,
B. explicita seu público alvo ao selecionar imposta pela branquitude, foi possível graças
seus personagens, registrando e perpetuando às gerações atuais de afrodescendentes.
desigualdades. B. atesta a participação ativa da autora na
C. circulou na década de 1960 na revista construção de uma memória social e de uma
Manchete e retrata o carro “fusca”, da identidade afro-brasileiras.
fabricante de automóveis alemã Volkswagen. C. apresenta mulheres negras de várias
D. idealiza uma imagem da família brasileira gerações que pertencem à mesma família e
em torno da posse e consumo de um objeto que narram histórias de sofrimento, opressão,
do desejo. resiliência e luta.
D. remete ao tráfico negreiro, à vida no Brasil
escravista e às difíceis condições de vida das
mulheres nas comunidades negras na
contemporaneidade.
Questão 3 (2022 - fase 1) Art. 279. A mulher casada que cometer
adultério será punida com pena de prisão
Os três fragmentos legais elencados a seguir, celular por um a três anos.
vigentes em diferentes momentos, versam Parágrafo 1º Em igual pena incorrerá:
sobre o adultério, caracterizando-o enquanto 1º O marido que tiver concubina teúda e
crime. O primeiro texto foi retirado das manteúda;
Ordenações Filipinas de 1603; o segundo, do 2º A concubina;
Código Criminal de 1830; e o último texto 3º O corréu adúltero.
pertence ao Código Penal de 1890, (...)
promulgado após a Abolição da escravidão. Parágrafo único. O perdão de qualquer dos
A descriminalização do adultério aconteceu cônjuges, ou sua reconciliação, extingue
apenas em 2005, com a Lei N. 11.106. todos os efeitos da acusação e condenação.

Documento 001 Documento Legal p. 49 Após a leitura dos documentos, selecione a


Ordenações Filipinas, 1603 alternativa mais pertinente:
LIVRO 5
TÍTULO XXXVIII A. É possível traçar um elo entre a sociedade
Do que matou sua mulher, por achá-la em patriarcal, constituída com o respaldo de uma
adultério justiça criminal que subordinava a mulher ao
Achando o homem casado sua mulher em homem e a naturalização da violência contra
adultério, licitamente poderá matar assim a ela.
ela, como o adúltero, salvo se o marido for B. As Ordenações consideravam legítimo o
peão, e o adúltero Fidalgo, ou nosso assassinato cometido pelo marido à esposa
Desembargador, ou pessoa de maior adúltera e ao amante, independente da
qualidade. Porém, quando matasse alguma condição social dos homens envolvidos.
das sobreditas pessoas, achando-a com sua C. No Brasil, homens e mulheres não eram
mulher em adultério, não morrerá por isso iguais perante a lei, e isto fica evidente em
mas será degredado para África com pregão todos os textos legais apresentados.
na audiência pelo tempo, que os Julgadores D. Nos Códigos de 1830 e 1890, o marido é
bem parecer, segundo a pessoa, que matar, considerado adúltero se responsável pela
não passando de três anos. manutenção financeira da amante.

Documento 002 Documento Legal p. 50 QUESTÃO 4 (2022 - fase 2)


Código Criminal, 1830
CAPÍTULO III Documento 025 Revista p. 68
DOS CRIMES CONTRA A SEGURANÇA DO Placar 738, 1984 (página 24)
ESTADO CIVIL, E Por que o futebol feminino deve ser um local
DOMÉSTICO sem preconceitos
SEÇÃO III A modalidade já enfrenta obstáculos que vêm
Adultério de décadas – e sempre dificultaram o acesso
Art. 250. A mulher casada, que cometer de diversas mulheres à prática do esporte.
adultério, será punida com a pena de prisão O crescimento do futebol feminino no Brasil
com trabalho por um a três anos. A mesma nos últimos anos – ajudado pela entrada de
pena se imporá neste caso ao adúltero. clubes de tradição no masculino – trouxe
Art. 251. O homem casado, que tiver novos torcedores, seja pelo fato de poder
concubina, teúda e manteúda, será punido também ver o seu time sendo representado
com as penas do artigo antecedente. na modalidade ou simplesmente para
conhecer mais sobre o esporte. Contudo,
Documento 003 Documento Legal p. 51 diversos ataques de ódio, propagados por
Código Penal, 1890 torcedores e até por comentaristas,
narradores e jornalistas que começaram a
acompanhar mais de perto a modalidade
CAPÍTULO IV acabam agredindo as protagonistas do
DO ADULTÉRIO OU INFIDELIDADE espetáculo – às vezes isso vem de algumas
CONJUGAL jogadoras, que acabam cometendo um
deslize e expressando intolerância religiosa e enfrentamos dificuldades, preconceitos e a
homofobia. Os comportamentos inadequados falta de representatividade em alguns
podem aparecer até de forma inesperada. Em espaços que lutamos para ocupar. Vemos
fevereiro deste ano, o narrador de uma cartolas que não dizem que não se deve
partida do Brasileirão feminino sub-18 elogiou investir no futebol feminino e que o dinheiro
uma jogadora de 16 anos pela sua beleza, e deve ser utilizado com os homens, outros que
não seu futebol. Além da questão da usam a pandemia como muleta para não
sexualização de uma menor de idade, quem realizar competições estaduais, que na
acompanha o futebol feminino sabe que não maioria das vezes é o único torneio de uma
é a beleza da atleta que importa, e sim para o equipe no ano e não dura mais do que um
futebol que ela apresenta nos gramados. O mês. Sabemos que a paixão pelo futebol
futebol é um reflexo da nossa sociedade. E o move a todos que acompanham o esporte,
esporte evolui de acordo com esta sociedade. mas a sua paixão não pode machucar
Sobretudo quando conta com a presença de a essência de alguém. Esperamos que o
torcedores mais conscientes e jogadoras que futebol feminino se torne algo plural e
não têm medo de se posicionar em temas democrático, algo que agregue a todos que
considerados ainda hoje como tabus – pela acompanham a modalidade para que se
própria imprensa inclusive –, como pautas sintam representados. Afinal, o futebol foi
da comunidade LGBTQI+. Se você começou feito pelo povo. E é para o povo.
a acompanhar o futebol há pouco tempo e
acredita que protestos nas redes sociais são Documento 026 Revista p. 69
“mimimi”, tenho um conselho: apenas pare
com esse seu preconceito que nada
acrescenta na modalidade. O que você
considera “mimimi” é algo que o João da
última edição do Big Brother Brasil explicou
bem. É a dor do outro. Antes de falar algo,
simplesmente pense: isso pode ser ruim para
mim? Isso pode me ofender ou ofender
alguém que eu amo? Evite comparações
desnecessárias entre jogadores e jogadoras,
isso não agrega em nada para o desempenho
dentro de campo. Apesar de ser o mesmo
esporte, o futebol feminino enfrentou 40 anos
de proibição e, ainda em 2021, têm mulheres,
garotas e jogadoras que encontram
dificuldades de jogar ou não encontram o
espaço adequado para a prática do esporte.
Muitas profissionais ainda não têm a estrutura
mínima para atuar. Além dessa luta de
espaços que ainda temos de ter até hoje, em
um mundo que se considera evoluído,
encontramos problemas inclusive dentro do Por que o futebol feminino deve ser um local sem preconceitos
esporte, com algumas jogadoras que com o
seu modo de pensar acabam ferindo o Compare o conteúdo das reportagens e
próximo em sua essência. No dia 9 de maio, escolha a alternativa mais
a atacante Chú Santos comentou em suas pertinente.
redes sociais palavras de cunho homofóbico
e de intolerância religiosa contra o Os documentos
recém-falecido ator Paulo Gustavo, mais uma
das quase 500 mil vítimas de Covid-19 no A. permitem verificar avanços das discussões
Brasil. Já não basta os comentários e os sobre gênero e a necessidade de garantir, na
desafios que somos obrigadas a ouvir todos prática, os direitos conquistados, a quebra
os dias pelo simples fato de ser mulher, dos preconceitos e a igualdade.
B. apresentam discursos sobre o futebol
feminino e suas profissionais a partir de
argumentos que em alguns momentos se
aproximam e em outros se opõem.
C. produzidos por autoras mulheres, trazem
perspectivas diversas: enquanto um utiliza a
sexualização das “meninas” como chamariz,
o outro discute o preconceito, dentro e fora
dos campos.
D. demonstram como o futebol, nascido sob a
égide do machismo, com o movimento
feminista torna-se mais igualitário ao permitir
a existência e a profissionalização da
categoria feminina.

QUESTÃO 5 (2022 - fase 2)

Ouça a canção assistindo ao vídeo criado


para ela, e leia trechos da letra.

Documento 033 Música p. 82


Triste, louca ou má

Sobre a canção e seus possíveis significados,


escolha uma alternativa.

A. Discursos médicos apoiados na


perspectiva biológica da diferença entre os
sexos foram utilizados na construção de uma
normativa que tratava a mulher emancipada
como uma degenerada.
B. A canção pode ser interpretada como um
manifesto feminista, uma vez que exalta a
coragem daquelas que, “não sem dores”,
romperam com as normativas da cultura
patriarcal.
C. No Brasil, a adoção do sobrenome do
marido, pelo casamento civil, passou a ser
facultativa à mulher apenas em 1977,
substituindo a obrigatoriedade prevista no
Código Civil de 1916.
D. Os adjetivos “triste”, “louca” e “má”,
utilizados no século XIX para qualificar
mulheres que desafiavam as normas
vigentes, deixaram de ser utilizados com tal
conotação apenas no século XXI.

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