PREGANDO COM PODER
O que você precisa aprender sobre pregação
Clavio J. Jacinto
EDIÇÕES BIBLICAS BEREANAS
1
Em honra ao primeiro pregador do Evangelho (Gálatas 3:8)
cumprindo assim a preciosa promessa da redenção aos pecadores
(Genesis 3:15)
Santifica-os na verdade, a Tua Palavra é a verdade (João 17:17)
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“Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água pela
Palavra” (efésios 5:26)
“O evangelho dispõe da graça de Deus como a única forma do
homem reconhecer sua extrema miséria para em seguida
reconhecer que a misericórdia de Deus lhe concede o direito de
justificação pela obra consumada e perfeita de Cristo sem
depender de qualquer mérito da parte do pecador.” (C. J. Jacinto)
“A essência da verdadeira pregação é levar os pecadores a Cristo e
levar cada redimido para mais perto de Cristo”(John Henry
Jowett)
“Essa geração de pregadores responderá por essa geração de
pecadores” (Leonard Ravenhil)
“Se não vivermos antes, a realidade do Evangelho, não podemos
pregar esperança de vida eterna para ninguém” (Clavio J. Jacinto)
Pregadores Comprometidos.
“Anunciou o profeta Jeremias a todo o povo de Judá” (Jeremias
25:2 veja também I Samuel 4:14 Atos 5:22, 7:52, 8:25 e 15:4)
Trata-se de um chamado divino a santa vocação (Galatas 1:6)
O Dr Martin Lloyd Jones escreveu: “Nenhum homem deveria
pregar a menos que sinta que Deus lhe deu uma mensagem” Acho
que esse conselho muito atual e também ser muito espiritual.
Acho que não deveríamos ocupar-se de tão solene atividade, se
não tivermos a convicção de que o Senhor está agindo em nosso
coração concernente a isso. Deixem-me dizer algo mais, pois um
pregador não pode pregar a palavra a menos que esteja ciente de
que está cheio do Espírito Santo. Aqui está algo fundamental,
porque é quando um cristão está cheio do Espírito Santo, que vai
entender a forma como Ele atua na própria Palavra que Ele
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mesmo inspirou, gosto das palavras de Pr Jack Hyles, quando
afirmou: “Não há nada mais maravilhoso do que pregar o Livro
que o Espírito Santo nos deu e enquanto pregamos, Ele fala aos
corações daqueles que o ouvem. O Espírito Santo fala do lado de
fora através da Sua Palavra e então Ele fala de dentro enquanto
confirma Sua Palavra pregada ao ouvinte. Também é uma coisa
maravilhosa ler a Sua Palavra enquanto o Espírito Santo a
acompanha.”. Pregar a palavra a tempo e fora do tempo, mesmo
em uma época que a maioria não suporta a sã doutrina, é de
crucial importância. Muitas vezes quando não mais há um espaço
no centro das religiões, vá para o deserto, como fez João Batista, e
ainda que seja em numero reduzido, os que querem ouvir, mas
pregue a verdade bíblica com a autoridade do Espírito Santo. Sei o
quanto isso é difícil hoje, porque o cenário não condiz com a
realidade de que estejamos vivendo um verdadeiro avivamento e
de haja muitos pregadores cheios do Espírito Santo. Como
poderia ser diferente? Olhe para a fé dessa gente, ela é uma fé em
si mesmo, em coisas ambíguas, mais pragmática e menos
comprometida coma fidelidade. Nos dias que se igualam a Noé,
pregadores bíblicos terão quase o mesmo resultado de Noé. Mas
isso não deve ser motivo para desânimos, o deserto é um lugar
amplo, é cheio de oportunidades, porque lá encontraremos os que
de fato querem ouvir uma mensagem com frescor celestial, pode
até ser dura, ser revolucionária, frontal e radical, mas a dureza do
martelo da palavra produz efeitos de lapidação, quebra e rompe
com a incredulidade e o formalismo religioso, reduz ao pó todo o
monumento feito ao egocentrismo e a exaltação do homem, que
deseja a todo o custo ser o centro da redenção, colocando a
soberania e o poder de Deus em segundo plano. Se você deseja
ser popular sendo pregador da mensagem da cruz, creio que seus
anseios são falsos, porque só pode pregar a mensagem da cruz
quem deseja se possível morrer todos os dias, pela causa do
evangelho.
“Anunciarei o teu nome a meus irmãos” (Hebreus 2:12 Veja
também Zacarias 7:7 e Atos 13:46)
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“Nossa responsabilidade é de apresentar a verdade da fé cristã
com coragem e clareza, e defender a doutrina bíblica nesses
tempos exigirá todas as virtudes. O inferno é uma realidade certa,
exatamente como é apresentada de maneira tão clara na bíblia.
Fugir dessa verdade é reduzir o aguilhão do pecado, é perverter o
evangelho e se alimentar de mentiras. O inferno não está posto
em votação, será que iremos abrir mão dessa verdade bíblica
diante dos céticos modernos?” (Albert Mohler)
“E em seu nome se pregasse arrependimento e a remissão dos
pecados em todas as nações começando por Jerusalém” (Lucas
24:47)
Há pelo menos três tipos de pregadores em nossos dias. O
primeiro é o pregador morto, não há vida em suas expressões,
não há expressão de poder espiritual em suas palavras, ele é
perito na retórica, pode ter um bom vocabulário, mas não há
paixão verdadeira em suas palavras. Sua abordagem é comum,
não há diferença de conversa, a formalidade da vida secular
caracteriza o ambiente sagrado, não há paixão na pregação do
evangelho, e em muitos casos, certos pregadores estão tão abaixo
do nível que falar sobre o time de futebol ou sobre o seu arista
preferido lhe inspira mais paixão e fervor do que falar sobre o
evangelho. O segundo é mais perigoso do que o primeiro, ele
tornou-se perito na arte de manipulação, não somente adquiriu
uma retórica de contrastes, ele consegue controlar pessoas por
táticas emotivas e motivacionais, ergue o espetáculo por
manobras psicológicas, atua como um mágico de palco consegue
arrebatar de certa forma a maioria devido à falta extrema de
discernimento em nossos dias, porem, tudo o que faz não dura
nada, seu avivamento é instantâneo, ele usa magia espiritual,
manipula e exerce controle psicológico, seu agir é muitas vezes
um poder quase mediúnico, senão quando opera por meio do
espírito do erro. O movimento carismático está cheio desse tipo
de pregador e a igreja pós-moderna sustenta todo o status dessa
espécie de falso profeta. O terceiro é o pregador da cruz, o mero
instrumento do Espírito Santo, nele há expressão de vida
espiritual nele, pois ele é regenerado, é consagrado, é dedicado a
leitura cuidadosa das Escrituras, valoriza em profundidade a obra
da cruz, é servo e está na total dependência do Espírito Santo e
busca comunhão permanente com Deus, A base da sua vida
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ministerial é proclamar as virtudes daquele que das trevas o
transportou para a glória do evangelho, esse tem fervor e paixão,
sabe o que fala e só lhe interessa agradar a Deus, verdadeiro
pregadores são pouquíssimos em nossos dias, se em sua igreja há
pregadores desse quilate, valorize-o porque só eles podem ser
guardiães fieis da sã doutrina. (Clavio J. Jacinto)
“Infelizmente, a maioria das igrejas se contenta em viver na
superfície. O pregador nunca se aprofunda na pregação, de modo
que o povo nunca cresce em adoração. Como resultado, as igrejas
não podem expressar a verdadeira adoração que surge de uma
alma cheia de glória da verdade, então os pregadores substituem
isso por manipulação emocional, melodias bajuladoras e
superstições. Eles chamam isso de louvor, mas, na verdade, é mais
uma expressão de sentimentos do que uma expressão de
verdadeira adoração surgindo na mente que compreendeu a
profundidade da doutrina” (John MacArthur. A Pregação da
[Link] 145 Editora Cultura Cristã)
A espada do Espírito é a Palavra de Deus (Efésios 6:17) nas aos de
um homem piedoso, a pregação com essa espada consiste em um
ato cirúrgico na consciência do pobre pecador, para levar até o
coração humano a cura para a malignidade espiritual do homem
adâmico enfermo.
O porquê do Poder da Palavra.
Como ouvirão se não há quem pregue? (Romanos 10:14) Pregue a
tempo e fora de tempo (II Timóteo 4:2 veja também I Timóteo 3:7
II Timóteo 1:11 com Atos 17:18)
“A palavra de Deus é chamada de martelo (Jeremias 23:29). Cada
pancada do martelo serve para firmar os pregos na madeira,
assim a palavra do pregador serve para firmar o ouvinte mais e
mais em cristo. Os pregadores se desgastam para fortalecer e
firmar o crente. Este é o grande propósito da pregação: não
somente iluminar, mas edificar almas; não somente guiar no
caminho certo, mas manter no caminho. Então, então se você não
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for firmado, não atingiu o propósito de Deus que concedeu a você
instrução” (Thomas Watson. A Fé Cristã. Pagina 16)
“A razão é simples: o que ouvem não as afeta. Não toca suas
emoções. De fato, proclamo ousadamente que nenhuma verdade
espiritual jamais mudou a atitude ou a conduta de alguém, a não
ser que tenha despertado as suas emoções. Nenhum pecador
jamais desejo ardentemente pela salvação, nenhum cristão
jamais acordou do frio espiritual, a não ser que a verdade afetado
o seu coração.”(Jonathan Edwards. Genuína Experiência Espiritual
pagina 25)
Leia Salmos 92:15
A consagração do Pregador:
“Ai de mim se não pregar o Evangelho” (I Corintios 9:12 veja
também Romanos 15:20)
Pois em seu estudo o pregador pode elevar o seu altar e sobre ele
repousar a madeira. Lá, ele pode colocar amorosamente seu
sacrifício intelectual, o seu sermão ... mas ainda assim ele sabe
que o fogo deve descer de Deus. O fogo virá, se ele ora antes e
durante o preparo, essa será sua experiência se ele permanece em
espírito de oração. (Andrew Black Wood)
“Qualquer sermão que não nasce da oração, não é uma mensagem
de Deus, não importa como aprendeu o pregador” (A. W. Tozer)
“Uma grande razão por que Deus ordenou a pregação na Igreja é
para gravar as verdades divinas em nosso coração e em nossas
emoções. Não é suficiente que tenhamos bons comentários e
livros de teologia. Esses podem iluminar a nossa compreensão,
mas não tem o mesmo poder da pregação para mover as nossas
vontades. Deus usa a energia da palavra falada para aplicar a Sua
verdade aos nossos corações de forma mais particular e viva”
(Jonathan Edwards. Genuína experiência Espiritual Pagina 34)
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“Defende-se aqui o fato de esta obra deve primeiro ser realizada
no coração. As faculdades espirituais do homem irregenerado
permanecem adormecidas em sua natureza, não usadas e, para
todos os fins, continuam mortas; este é o golpe que nos sobreveio
por causa do pecado. Elas podem ser despertadas novamente
para uma vida ativa pela operação do Espírito Santo na
regeneração; este é um dos benefícios imensuráveis que
recebemos por meio da obra expiatória de Cristo na cruz” (A . W.
Tozer. Verdadeiras Profecias. Pagina 143)
“O pregador é o condutor áureo através do qual flui o azeite
divino” (EM Bounds)
“A exposição sadia da bíblia é um imperativo Deus vivo. Sem ela,
nenhuma igreja pode ser uma igreja do Novo Testamento no
sentido estrito do termo. Contudo a exposição pode ser conduzida
de modo que acaba por privar os ouvintes de qualquer alimento
espiritual verdadeiro. Pois não são meras palavras que nutrem a
alma, mas o próprio Deus, e, a menos e até que os ouvintes
encontrem Deus em uma experiência pessoal, não estarão
melhores por terem ouvido a verdade. A bíblia não é um fim em si
mesmo, mas um meio para levar os homens ao conhecimento
intimo e suficiente de Deus, a fim de que possam entrar nele,
deliciar-se em sua presença e saborear e conhecer a doçura
interior do próprio Deus no âmago de seu coração” (A. W. Tozer:
Em Busca de Deus. Pagina 19 e 20)
A pregação expositiva requer tempo do pregador e atenção dos
que ouvem, o primeiro deve ser homem de oração, buscar com
cuidado o significado exato dentro do contexto das Escrituras,
assim, a exegese cuidadosa é uma exigência fundamental.(II
Timóteo 3:15 a 17) Com relação ao ouvinte, deve ter seu coração
exercitado a amar a sã doutrina, ser bom conhecedor das
Escrituras e ter uma santa disposição em desejar ouvir bem para
aprender melhor. "Convém atentarmos com mais diligencia para
as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos
desviemos dela" (Hebreus 2:1). A pregação expositiva é o mais
sublime de todos os discursos, é o mais precioso dos diamantes da
coroa da comunicação espiritual. Em nossos dias, se dá um
enorme espaço para a musica, a igreja moderna e apostata canta e
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canta. Veja onde você está, acredito que o culto precisa no
mínimo de uma hora para que o pregador consagrado possa
trazer uma mensagem expositiva de um texto sublime como o
Salmo 23, esse tempo seria ainda extremamente curto se quisesse
fazer uma exposição detalhada desse maravilhoso texto.
Atualmente se reduz o tempo da pregação, se sacrifica o tempo da
Palavra de Deus, substituindo por musicas carnais e
carnavalescas, somadas a tragédia de sermões de auto-estima,
auto-ajuda e temas desse gênero. Uma boa igreja tem pregadores
com um sermão bíblico, terá assim alimento espiritual adequado
para aqueles que com o coração regenerado, querem ser saciados
pelo pão e água da Palavra de Deus, e isso sem se importar com o
tempo que custará receber o mantimento celestial que revigora a
alma justificada pelo sangue da Expiação. Fora dessa realidade só
existe a fantasias religiosas.
“Homens superficiais em oração, serão superficiais na pregação,
ou seja, pura retórica” (Leonard Ravenhill)
“Com efeito, os corações daqueles que escutam devem ser
preparados mediante a oração. De outro modo ainda que no
principio pareça que a palavra comece a germinar, logo tudo se
perde, tudo por falta de oração vigilância e cuidado por parte do
pregador “ (EM Bounds)
Os pregadores bíblicos devem ser:
“Poderosos nas escrituras, ardorosos com as grandes verdades
das doutrinas da graça, mortos para si mesmos, desejando
trabalhar e sofrer, indiferentes as honras dos homens,
quebrantados para o pecado e diminuídos por um sentimento de
grandiosidade, da majestade e da santidade de Deus. A pregação
não é mero ensino. A pregação é a proclamação da mensagem
permeada pelo sentido de grandiosidade, de majestade e da
santidade de Deus. Deus planejou que seu Filho fosse crucificado
(Apocalipse 13:8 II Timóteo 1:9) e que o inferno fosse terrível
(Mateus 25:41) para que tivéssemos os testemunhos mais claros
possíveis do que está em risco quando pregamos. O que confere
seriedade á pregação é que o manto do pregador está encharcado
com o sangue de Jesus e queimado com o fogo do inferno. Esse é o
manto que tona meros falantes em pregadores. Apesar disso,
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tragicamente algumas das mais preeminentes cozes evangélicas
da atualidade reduzem o pavor da cruz e o pavor do inferno- a
primeira, esvaziada do seu poder para suportar nosso castigo, e
outro, desmistificado em desumanização e miséria social deste
mundo” (John Piper em : A Pregação da Cruz Pagina 96, 97 e 98
Editora Cultura Cristã)
“Homens mortos entregam sermões mortos e os sermões mortos
matam, tudo depende do caráter espiritual do pregador” (EM
Bounds)
“A vida que flui da alma transformada é o poder do Espírito Santo
que lhe concede um labor dinâmico para que a vida do evangelho
possa ser soprada pela proclamação do Evangelho” (Clavio J.
Jacinto)
“No lugar secreto da devoção privada, o homem santo encontra a
fonte elo qual abastece o coração para em seguida dar água a
quem encontra com sede em seu caminho” (Clavio J. Jacinto)
Pregar não é apenas um discurso moralmente edificante. Não é
simplesmente um incentivo para animar os ouvintes a um ou dois
dias de serviço penitencial. É tomar o domínio de Deus e colocá-lo
nos mais profundos confins da alma daqueles a quem Ele está
ministrando. É aparafusar a verdade à mente dos homens, de
modo a encantar o coração com mais de Jesus Cristo. Pregar é
uma infecção espiritual que deve impregnar o ouvinte na vida de
Deus e Cristo. (C. Matthew McMahon)
Pregar o evangelho é realmente desdobrar o coração de Deus, a
pessoa e obra de Cristo; e tudo isso pela energia presente do
Espírito Santo, do tesouro incansável das Escrituras Sagradas. (CH
Mackintosh)
Leia Atos 28:31 Salmos 73:28 Efesios 3:8II Corintios 10:16 Salmos
18:35, 21:5 e 25:8 com Apocalipse 19:1
Convicções profundas devem ser a base pelo qual repousa todo o
bom sermão, Millard Erciksson ensina “A não ser que algo esteja
claro na mente daquele que fala, nunca ficará claro na mente
daquele que ouve”. Deve o pregador ser um homem de
consciência santa, coração consagrado, dono de um intelecto ativo
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pois a leitura e a reflexão são os prazeres espirituais de um
homem sábio e cheio do Espírito Santo. Ora, devo também
ressaltar outro fato; a oração. Todo o cristão que deseja crescer
na graça e no conhecimento deve orar e consagrar o estudo
bíblico pela oração, como disse Gene Edward Veith Jr: “O Cristão
fala com Deus em oração, e Deus fala com o cristão pela Palavra”
Leia Neemias 8:8
“Após a oração a temperatura sobe ou desce, o pregador que toca
em Deus pela oração, toca o coração do povo que ouve a pregação”
(Leonard Ravenhill)
“Paulo e Barnabé ficaram em Antioquia ensinando e pregando”
(Atos 15:35 vrja também Jonas 1:2 e 3:2)
“A morte de Estevão ocorreu devido ao fato de sua pregação
suscitar a ira dos ouvintes, os judeus. Assim, o primeiro mártir da
igreja pós-pentecostes é narrada em Atos 7:54 a 60, morre por
conseqüência de uma pregação. É notável esse acontecimento,
pois aqui estamos diante de algo que deveria nos incomodar, pelo
simples fato da pregação moderna quase sempre não vai
incomodar ninguém. A morte de Estevão é esse grito de protesto,
testemunha contra as conveniências dos pregadores atuais, é uma
ressonância contra as mensagens psicologizadas e contra toda a
auto-estima e paradigmas emocionais sobrepostos sobre as
mensagens dos pregadores da era moderna, para atrair as almas
como engodo, elas devem ouvir o que gostam para serem atraídas
para a igreja e somar o êxito do ministério pessoal do
pregador. Nada que importune a consciência do pecador! Nada
que confronte suas estimas pessoais e suas preferências
mundanas, não! Duas coisas estão pautadas na urgência dos
pregadores modernos, o bem estar pessoal e o bem estar do
pecador, e quando menciono o pecador, falo de cada
alma enganada, miríades delas estão freqüentando templos e são
membros de uma instituição religiosa. A maioria dos pregadores
querem satisfazer os outros para garantir o próprio status social,
pois a liderança tornou-se uma espécie de “super-herói” em
alguns casos ídolos vivos, que devem ser venerados com a mais
excelência devoção e reverencia por parte dos “leigos”, o povo
comum. Desse modo, a morte de Estevão é uma conseqüência da
verdade que defendeu, assim como a segurança e o bem estar dos
pregadores modernos é o resultado da mentira que sustentam.
Embora antes Cristo mesmo tenha falado no capitulo 10 de
11
Mateus, que os seus seguidores sofreriam oposição dos familiares,
religiosos e governantes, isso ocorreu na vida de Estevão, a
oposição foi uma reação por causa da verdade que ele defendia
diante daqueles que eram impenitentes. Que tipo de pregação
ouvimos hoje? O que pregam os tele-evangelistas Midiáticos? O
que faz com que a maioria dos pregadores tornem-se populares?
Quantos mártires a igreja ocidental tem clamando diante do trono
de Deus? É hora de despertamos do sono, antes que seja tarde,
pois se a maioria dos cristãos modernos estivesse presente no
martírio de Estevão, eles estariam do lado dos que jogaram as
pedras.” (Clavio J. Jacinto)
Assim, posso me lembrar das palavras de Agostinho de Hipona
“Este é o nosso preço, estarmos sujeitos a verdade” concluímos
com o teólogo John Stott: “A popularidade universal está para os
falsos profetas assim como a perseguição está para os
verdadeiros”
Pois bem, olhemos para a vida santa de Estevão e então tenhamos
a coragem que ele teve (Veja Atos 4:29 a 31) e nunca devemos
permitir que os incrédulos roubem a nossa coragem de sermos
fieis testemunhas de Cristo
Leia II Pedro 2:5 I Corintios 9:27 Marcos 16:15
A Essência da Pregação
“Se esquecermos a absoluta singularidade da morte de Cristo
estamos em heresia. Logo que colocamos de lado ou
minimizamos, logo que diminuímos de qualquer forma-como
fazem os liberais de todos os tipos em sai teologia - o caráter
único e substitutivo da morte de Cristo, nosso ensino não é mais
cristão. Por outro lado, lembremo-nos da outra face do assunto. Se
esquecermos a relação que essa ordem - de rejeição, morte e
ressurreição - tem conosco como cristãos, então teremos uma
ortodoxia estéril, e não teremos verdadeira vida cristã. A vida
cristã irá murchar e morrer; a espiritualidade, em todo e
qualquer sentido bíblico verdadeiro, se acabará” (Francis
Schaeffer em: Verdadeira Espiritualidade. Pagina 39
12
Todo o conselho de Deus, era a base pelo qual Paulo apresentava
seus discursos para formar cristãos devotos, e isso é muito
importante pois de certa forma,a Palavra de Deus tem o poder de
lapidar alma que dispõe-se a ser moldada pelo Evangelho, como
disse Thomas Watson: “amor aos princípios leva a formação de
um cristão completo” e Jean Claude Burroau acrescentou:
“Somente as convicções profundas podem dar alegria ao homem”
Por isso o Teólogo Millard Ericksson ressaltou a importância da
pregação bíblica: “A bíblia é a linha mestra que deve ser seguida,
já que ela detém o direito de definir a fé e a pratica correta”
Cheios da plenitude de Deus (Efésios 3:19) significa ser cheio da
vida abundante que Jesus prometeu (João 7:39) ou seja, a medida
da estatura completa de Cristo (Efésios 4:13)
Precisamos sim, estar atentos a voz do Espírito santo, pois
devemos deixar que Ele consagre o nosso coração com as
grandezas do evangelho pois de outra forma, o pregador será
fraco. As grandezas de Deus podem ser proclamadas com poder se
o coração não estiver consagrado ao evangelho “Como um fogo
que quando agitado dá mais fogo, a Palavra quando soprada pela
pregação ungida inflama mais o ouvinte do que quando 00é lida”
(Thomas Cartwright, pregador puritano)
“E logo nas sinagogas pregava a Cristo” (Atos 9:20)
“E descendo Filipe a cidade de Samaria, lhes pregava a Cristo”
(Atos 8:5)
“A Pregação é a carruagem que carrega o evangelho de Cristo pelo
mundo afora” (Richard Sibbes)
“as pessoas que comumente se sentam bem perto do púlpito
geralmente são tão duras e mortas como os bancos nos quais se
sentam e precisam de montanhas de fogo para que se acendam. O
melhor é pregar para nós mesmos, primeiro, e recordar
freqüentemente em cuja presença estamos e cujo trabalho
estamos fazendo” (Henry Scougal)
“Todo texto bíblico a respeito do qual se ora, abre uma mina de
riquezas insondáveis com uma luz lá do alto, mais brilhante e
plena do que a interpretação mais eficaz” (Charles Bridges)
O sermão do pregador é a ferramenta que o Espírito Santo usa
para convencer o coração dos pecadores e aumentar a fé dos
13
santos. “Que o sermão do pregador seja utilizado pelo Espírito
Santo para criar fé em nossos corações” (Gene Edward Veith Jr)
Leia Jonas 3:4, I Pedro 1:10 Lucas 4:44 e Marcos 1:39
Conclusão Pregar é
Trabalhar com a Palavra de Deus no tempo, e o alvo desse
trabalha não é outra coisa senão resultados eternos. “A pregação
não lhes adiantou de nada porquanto não estava misturada com a
fé daqueles que a ouviram” (Hebreus 4:2)
Pregação Errada: Conseqüências Terríveis:
“Anunciar a Jacó a sua transgressão” (Miqueias 3:8)
A pregação falsa induz ao falso evangelho. Algum tempo atrás
ouvi um pastor ensinar para uma multidão, na sua maioria
incrédula, que a certeza da salvação está nos sentimentos. Ele
dizia que tinha certeza da salvação porque sentia a salvação. Essa
é uma falácia, a lógica é falsa, não somos salvos porque sentimos
algo bom, somos salvos porque cremos na obra consumada e
perfeita de Cristo na cruz, cremos na substituição penal, cremos
em Cristo, e isso não depende de sentimentos e muito menos de
experiências espirituais subjetivas (II Pedro 2:24 João 3;16 a 18
Atos 4:12) Se a bíblia fala que o justo viverá por fé (Habacuque 2:4
Romanos 1:17 Hebreus 10:38 Gálatas 3:11) então é assim que
devemos crer, a confiança naquilo que Cristo fez de forma perfeita
nunca depende de nossos méritos e muito menos de nossos
sentimentos para tornarem-se reais, a salvação é um fato
consumado para todo o que nEle Crê e isso não depende de
sentimentos.
“Somente as Escrituras são o guia infalível para o crente e a
pratica religiosa. Não nos dizem que estamos salvos se estivermos
experiências em determinada ordem. A palavra de Deus promete
salvação somente àquelas que recebem a graça de Deus e
produzem seus frutos. Nunca promete salvação àqueles que
sentem grande convicção do pecado e medo do inferno, seguido
por grande alegria e segurança. O que as Escrituras dizem deveria
ser o suficiente para os cristãos; nossa confiança é na Palavra de
14
Deus, não em nossas próprias idéias.” (Jonathan Edwards em: A
Genuína Experiência Espiritual. Pagina 59)
“Sem duvida, um dos mais sérios erros do púlpito moderno é
colocar mais do pensamento do humano e menos oração, é ter
mais do intelecto do que paixão do coração” (EM Bounds)
“Confusão sobre salvação significa desastre, pois a mensagem do
evangelho é uma questão de vida eterna” (Charles Ryrie)
“A negligencia de um ministro do Evangelho causa perigo as almas
dos outros” (Henry Scougal)
“De fato, homens que continuamente se exaltam no púlpito,
geralmente se perdem em sua própria eloqüência” (Leonard
Ravenhill)
“Os Pregadores do evangelho não podem subir ao púlpito para
pregar antídoto, enquanto eles mesmos são o veneno quando as
luzes do palco se apagam” (Anônimo)
“Se nesse mundo caído onde a iniqüidade se alastra e reina em
muitos corações com tanta rapidez quanto fogo em pólvora, o
pregador que você costuma ouvir não encontra pecados para
denunciar, desconfie dele” (Clavio J Jacinto)
“Uma mudança sutil e visível no inicio do século 20, tornou-se um
grande divisor no final desse século. A mudança da pregação
expositiva para abordagens mais centradas no ser humano tem
trnsformado em debate sobre o lugar das Escrituras na pregação
e da natureza da pregação em si” (Albert Mohler)
“Se Jesus viesse hoje, Ele não limparia o templo, Ele limparia o
púlpito” (Leonar Ravenhill)
“Se Jesus pregasse as mesmas mensagens que alguns pregadores
pregam hoje, Ele nunca seria crucificado” (Leonard Ravenhill)
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No que consiste a demanda tão alta de pregadores fracos e fracos?
Uma falta de profundidade espiritual e a profissionalização de
uma vocação. A pregação moderna não segue o caminho estreito
dos profetas bíblicos, falta compromisso com o Evangelho
fidelidade a Cristo e amor a verdade. A conveniência tem falado
muito alto em nossos dias, como disse Albert Mohler: Uma falta de
coragem teológica, uma perda devastadora de convicções bíblicas
e doutrinarias. Assim, hoje em dia, há mais quem pregue usando
manipulação, piadas, entretenimento e show artístico do que
pregar com seriedade e de forma completamente dependente do
Espírito Santo, como disse A. W. Tozer “Os púlpitos modernos
precisam de mais profetas e menos palhaços”
“O livro santo de Deus a Bíblia Sagrada, sofre agora mais de seus
expositores do que de seus opositores” (Leonard Ravenhill)
Chegará um tempo que não suportarão a sã doutrina (II Timóteo
4:30 essa é a época de batalhar pela fé uma vez dadas aos santos
(Judas 1:3) constitui-se em tempos difíceis, o ministério da
pregação como uma tarefa sofrida (Atos 20:24 e 25)
Conclusão:
“Não sei o que o futuro prepara, mas estou ciente de algo: em vez
de trair o Cordeiro de Deus, mentir e inflamar os cristãos com
todos os tipos de assuntos conhecidos, e retirar o tema do meu
sermão de alguma revista famosa, pregarei a palavra nem que
seja para bancos vazios. Então, suspirarei e chorarei pela
abominação que se comete na Terra” (A.W. Tozer. Recuperando o
Cristianismo, O resgate da Verdadeira Fé. Pagina 161)
“Uma pregação letrada pode ser eloqüente, esmaltada com poesia
e boa retórica, pode ser promover boas sensações e não obstante,
parecer como as mais lindas flores que cobrem um cadáver. Por
debaixo de uma bela retórica pode se esconder uma desolação,
quão profunda é a morte espiritual!” (EM Bounds)
Leia Gálatas 1:8 e 9
16
Uma palavra vital sobre oração:
“Orar é a coisa mais grande que podemos fazer e para fazê-la bem
deve existir quietude, tempo e deliberação; de outra maneira, se
degrada ao nível das coisas pequenas e insignificantes.” (EM
Bounds)
Uma palavra final sobre o caráter da pregação autentica:
“E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o
testemunho do Senhor de Deus, não fui com sublimidade de
palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre
vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado. E eu estive convosco
em fraqueza, e em temor, e em grande temor. E a minha palavra e
a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de
sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e poder;
para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens,
mas no poder de Deus” (I Coríntios 2:1 a 5)
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