Conjunções
As conjunções são divididas em coordenativas e subordinativas.
O que são conjunções coordenativas?
As conjunções coordenativas ligam orações coordenadas, ou seja,
orações independentes, as quais possuem, individualmente, sentido
completo.
Um exemplo é a frase citada anteriormente:
O estudo é muito importante, mas a mente precisa descansar.
Perceba que a conjunção “mas” liga duas orações independentes, ou
seja, orações que, por si sós, estão completas, sem depender do
sentido da outra oração. Desse modo, mesmo se a conjunção for
retirada, ainda assim teríamos duas orações com sentido completo.
Há 5 tipos de conjunções coordenativas, a saber:
conjunções aditivas, adversativas, alternativas, explicativas e conclus
ivas.
Conjunção Coordenativa Aditiva
Como o próprio nome já diz, as conjunções coordenativas aditivas
ligam termos ou orações, com sentido de adição.
As principais conjunções coordenativas aditivas são: e, nem, mas
também, bem como, mas ainda.
Exemplos:
Eu fui à academia e depois estudei.
O concurseiro não leu o conteúdo e nem resolveu questões.
Fui não apenas ao consultório, mas também ao laboratório.
Conjunção Coordenativa Adversativa
Esse tipo de conjunção liga termos ou orações com sentido
de oposição, contraste, há a quebra de expectativa.
As principais conjunções coordenativas adversativas são: mas,
porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante, e.
Exemplos:
Eu fui à loja, mas não comprei nada.
Ela estudou bastante, porém foi mal na prova.
Choveu muito, contudo não alagou a minha casa.
Conjunção Coordenativa Alternativa
Conectam termos ou orações com sentido de alternância ou
de exclusão/escolha.
As principais conjunções coordenativas são: ou, ou…ou, ora…ora,
quer…quer, seja…seja.
Exemplos:
Ora fico feliz ora triste.
Ou você estuda ou mexe no celular. Os dois não dá!
Conjunção Coordenativa Conclusiva
Conectam termos ou orações com sentido
de conclusão ou consequência.
As principais conjunções desta classificação são: logo, então,
portanto, assim, por isso, por conseguinte, destarte, e, pois (quando
está deslocado, e virá entre vírgulas).
Estudei bastante, logo serei aprovado.
Estou indo embora, por isso quero que me dê um abraço.
Quase não estudei, não fui, pois, aprovado.
NÃO CONFUNDA: A conjunção “e” pode ser:
Aditiva: Eu fui à academia e depois estudei.
Adversativa: Tentei ir à aula e (mas) a chuva não deixou.
Conclusiva: Estudou e (por isso) passou na prova.
Conjunção Coordenativa Explicativa
Essas conjunções conectam termos ou orações com sentido
de explicação, justificativa.
Esta classificação engloba as seguintes conjunções: que, porque,
porquanto (sinônimo de porque), pois (se vier no início da oração).
Corra, pois o cão está vindo.
Não fui bem na prova porque não dormi bem.
Não irei à festa, porquanto estou sem dinheiro.
PARA FIXAR:
Pois conclusivo: vem após o verbo, deslocado entre vírgulas.
Ex: Quase não estudei, não fui, pois, aprovado.
Pois explicativo: inicia uma oração, justificando a outra:
Ex: Corra, pois o cão está vindo.
O que são conjunções subordinativas?
As conjunções subordinativas são aquelas que conectam orações
subordinadas, ou seja, ligam orações que não são autônomas, as
quais dependem sintaticamente uma da outra.
As conjunções subordinativas podem ser integrantes ou adverbiais.
Conjunção subordinativa integrante
As conjunções integrantes indicam que a oração subordinada que
elas iniciam complementa o sentido da oração principal.
Compõe este tipo de conjunção os vocábulos “que” e “se”.
Elas são responsáveis por introduzirem orações substantivas, sendo
aquelas que podem ser substituídas por “isto/disto”, além de
desempenharem funções sintáticas típicas dos substantivos, como
sujeito, objeto direto, objeto indireto, etc.
Exemplo:
Apenas quero que você vá embora (Apenas quero isto).
Eles não sabiam se os pais viriam (Eles não sabiam isto).
Conjunção subordinativa adverbial
Vamos agora aprender o principal tópico das conjunções
subordinativas.
As conjunções subordinativas adverbiais introduzem as
chamadas orações subordinadas adverbiais, sendo responsáveis por
propiciar uma relação semântica de circunstância, de forma
semelhante a um advérbio.
Elas podem ser temporais, causais, concessivas, condicionais,
conformativas, finais, proporcionais, comparativas e consecutivas.
Conjunção subordinativa adverbial temporal
Estas conjunções introduzem uma oração subordinada que traz
uma noção de tempo em relação à oração principal.
Essas conjunções são representadas por: quando, enquanto, desde
que, toda vez que, sempre que, logo que, assim que.
Assim que eu cheguei, ele foi embora.
Quando eu for em Salvador, eu irei à praia.
Enquanto eu lia o meu livro, meu irmão jogava xadrez.
Conjunção subordinativa adverbial causal
Elas introduzem uma oração subordinada que traz a causa do
fato da oração principal.
São formadas por: porque, que, já que, uma vez que, como (com
sentido de porque), pois que, visto que, na medida em que,
porquanto.
Ele não saiu hoje porque estava chovendo.
Ele não quer ir à escola hoje, já que está doente.
Conjunção subordinativa adverbial concessiva
Elas introduzem uma oração subordinada que é oposta/contrária à
oração principal, mas sem impedir a sua realização. Há uma quebra
de expectativa. Nessas orações, o verbo estará no subjuntivo.
As principais conjunções subordinativas adverbiais concessivas
são: embora, apesar de que, conquanto (sinônimo de embora),
mesmo que, ainda que, por mais que, posto que, se bem que, não
obstante, malgrado.
Embora seja inteligente, não passou no concurso.
Ainda que fosse médico, não sabia fazer a cirurgia.
Por mais que estudasse, não sabia fazer um cálculo.
Conjunção subordinativa adverbial conformativa
Essas conjunções indicam que um fato ou ação se desenvolve de
acordo com outro.
As conjunções subordinativas adverbiais conformativas são: como,
segundo, conforme, consoante.
Exemplos:
Segundo o livro, isto não é verdade.
Conforme disse o meu vizinho, não houve nenhum problema aqui.
Conjunção subordinativa adverbial proporcional
Introduzem uma relação de proporcionalidade com a oração
principal.
As conjunções subordinativas adverbiais proporcionais são: à medida
que, à proporção que, ao passo que, quanto mais…mais.
À medida que eu estudo, fico mais perto da minha aprovação.
Quanto mais eu estudo, mais eu aprendo.
NÃO CONFUNDA: Não confunda a conjunção proporcional “à
medida que” com a conjunção causal “na medida em que”.
Conjunção subordinativa adverbial comparativa
As conjunções comparativas introduzem uma oração que traz
uma comparação em relação à oração principal.
São elas: como, assim como, tal qual, tal como, mais que, menos.
Eu corri como o Usain Bolt (corre).
Eu estudei mais que o meu irmão (estudou).
NÃO CONFUNDA: A conjunção “como” pode ser comparativa (Eu
corri como o Usain Bolt), conformativa (Como disse o professor, eu
não tenho conhecimento suficiente), ou causal (Como você não veio,
não irá receber o dinheiro).
Conjunção subordinativa adverbial final
Estas conjunções introduzem orações subordinadas que
indicam finalidade, propósito, objetivo.
As principais conjunções subordinativas adverbiais finais são: que,
para que, a fim de que, do modo que, de sorte que, porque (quando
igual ‘para que’).
Eu tento te ensinar todos os dias a fim de que passe em concurso
público.
Dirijo bem para que chegue seguro ao seu destino.
Limpei as suas janelas de modo que enxergue bem o movimento da
rua.
Conjunção subordinativa adverbial condicional
Elas indicam uma hipótese ou condição para a ocorrência da oração
principal. São geralmente empregadas como o tempo verbal
do subjuntivo, o qual traz valor hipotético.
As conjunções subordinativas adverbiais condicionais são
representadas por: se, caso, quando, salvo se, desde que, contanto
que, a menos que, sem que, a não ser que.
Exemplos:
Se eu tiver tempo, eu irei à festa.
A menos que eu seja convidado, não irei.
NÃO CONFUNDA: A conjunção “desde que” pode ser
tanto temporal (Desde que eu fui embora, não a vi
mais) quanto condicional (Irei à festa, desde que eu consiga
dinheiro).
Conjunção subordinativa adverbial consecutiva
Elas introduzem uma oração subordinada que é consequência do
fato da oração principal.
As principais conjunções são: de modo que, de maneira que, sem
que (com sentido de que não), de sorte que, de forma que,
que (quando aparece ligada a tal, tão, cada, tanto, tamanho).
Estudei tanto que passei no concurso.
Choveu o dia inteiro de maneira que não irei mais ao passeio.
Valor semântico das conjunções
Adição: Passeei e descansei.
Adversidade: Faço tudo e não vejo nada pronto.
Alternativa: Ora estudava, ora fingia que estudava.
Causa: Como estou doente, não vou à festa.
Comparação: Anda como a mãe.
Concessão: Vou à praia, e está chovendo.
Conclusão: Não dormiu em casa porque a cama está arrumada.
Condição: Se resolver ir, chame.
Conformidade: Faço tudo como ele quer.
Consequência: Você mexe-se, e eu atiro.
Explicação: Fica, pois ela vai precisar de ajuda.
Finalidade: Faço o bolo e levo na hora do Parabéns.
Proporção: Tanto mais faz, tanto menos é reconhecido.
Tempo: Quando o professor chegar, eu guardo o telefone.
Polissemia das Conjunções
Valor semântico das principais conjunções
Com base no que foi discutido até agora, você já compreendeu como as conjunções
são frequentemente abordadas nas provas de concursos públicos.
Nesse sentido, acreditamos que seria proveitoso organizar sistematicamente aquelas
que aparecem em várias listas, para que você tenha um conhecimento completo de
seus usos. Isso tornará seu processo de estudo mais eficaz.
Vamos começar?
Valor semântico do E
A conjunção “e” pode indicar as seguintes ideias:
Ele trabalha e estuda. (aditiva)
Estudou, e não passou. (= mas: adversativa)
Estudou, e passou em 1º lugar. (= logo: conclusiva)
Valor semântico do POIS
Quando inicia a oração pode ser causal ou explicativa. Se deslocada, será sempre
conclusiva.
Estude bastante, pois tudo correrá bem. (explicativa)
Ele passou em 1º lugar, pois muito se esforçou. (causal)
Ele muito se esforçou; passou, pois, em 1º lugar. (conclusiva)
Valor semântico do OU
Como conjunção alternativa, pode excluir ou retificar. Pode ser também conjunção
aditiva.
João ou José casará com Maria. (um ou outro; alternativa com valor de exclusão)
O professor ou os professores dirigiram-se ao departamento. (“os professores”
corrige a informação anterior; alternativa com valor de retificação)
O fumo ou a bebida fazem mal à saúde. (= e: aditiva)
Valor semântico do DESDE QUE
A conjunção “desde que” pode expressar as seguintes ideias:
Desde que acordou, não parou de estudar. (= desde que: temporal)
Desde que se esforce, tudo correrá bem. (= caso: condicional)
Valor semântico do QUE
A conjunção “que” pode expressar as seguintes noções:
Fala, que fala, que fala, que fala. (= e: aditiva)
Entre, que estamos atrasados. (= pois: explicativa)
Sei que serei aprovado. (Sei isto: integrante)
Choveu, que o dia foi muito quente. (= porque; causal)
O dia foi tão quente, que choveu. (que antecedido de tão: consecutiva)
Que ele insistisse, eu não iria à festa. (= embora: concessiva)
Esforce-se que tudo corra bem. (= para que: final)
Valor semântico do SE
A conjunção “se” pode expressar as seguintes concepções:
Não sei se ele foi aprovado. (Não sei isto: integrante)
Se ele foi aprovado, não sei. (Não sei isto: só houve mudança da ordem da frase:
integrante)
Se ele for aprovado, seus pais ficarão contentes. (= caso ele seja: condicional)
Se vocês já estão aqui, então, vamos começar a reunião. (= já que: causal)
Se eles eram felizes, não demonstravam contentamento. (= embora: concessiva)