Download
Download
Resumo
Como citar: Objetivo: Avaliar o conhecimento de profissionais acerca do aplicativo DigiSUS e verificar a necessidade de
Almeida EW, Godoy S, Silva IR, Dias OV, Marchi-Alves
LM, Ventura CA, et al. Saúde digital e enfermagem: desenvolvimento de software para comunicação entre profissionais de enfermagem e usuários da Estratégia
ferramenta de comunicação na Estratégia Saúde da
Família. Acta Paul Enferm. 2022;35:eAPE02086. Saúde da Família.
Métodos: Estudo descritivo, transversal com abordagem quantitativa. A investigação foi conduzida nos meses
DOI de abril e maio de 2020 em uma cidade com uma cobertura de 100% da Atenção Básica. Foram convidados
[Link]
todos os enfermeiros cadastrados (140) e atuantes na ESF do município.
Resultados: Foram analisadas as respostas de 39 enfermeiros, com idade entre 29 e 50 anos, maioria
mulher, com atuação há mais de 10 anos na Estratégia Saúde da Família do município norte-mineiro. A maior
parte dos enfermeiros informou conhecer as tecnologias disponibilizadas pelo Ministério da Saúde, porém 25
(64,1%) não conhecem o aplicativo do DigiSUS.
Conclusão: Esta pesquisa demonstra a necessidade e expectativa dos enfermeiros de terem acesso a um protótipo
de aplicativo que facilite a comunicação com os usuários da Estratégia Saúde da Família do Sistema Único de Saúde.
Descritores
Aplicativos móveis; Comunicação; Software; Projetos de
Tecnologias de informação e comunicação; Estratégias Abstract
eSaúde; Estratégia saúde da família
Objective: Evaluate the knowledge of professionals about the DigiSUS application and verify the need for software
Keywords development for communication between nursing professionals and users of the Family Health Strategy (FHS).
Mobile applications; Communication; Software; Information
technologies and communication projects; eHealth Methods: Descriptive, cross-sectional study with quantitative approach. The research was undertaken in April
strategies; Family health strategy and May 2020 in a city with 100% Primary Care coverage. All registered nurses (140) who were working in
Descriptores the city’s FHS were invited.
Aplicaciones móviles; Comunicación; Software; Proyectos
de tecnologías de información y comunicación; Estrategias
Results: We analyzed the answers of 39 nurses, aged between 29 and 50 years, mostly women, who had
de esalud; Estrategia de salud familiar been working for more than 10 years in the Family Health Strategy of the city in the North of Minas Gerais.
Most nurses reported knowing the technologies provided by the Health Department, but 25 (64.1%) do not
Submetido know the DigiSUS application.
29 de Julho de 2021
Aceito
Conclusion: This research demonstrates the nurses’ need and expectation to have access to a prototype
9 de Dezembro de 2021 application that facilitates communication with users of the Family Health Strategy in the Unified Health System.
Métodos: Estudio descriptivo, transversal, con enfoque cuantitativo. La investigación fue llevada a cabo en los meses de abril y mayo de 2020 en una ciudad
con una cobertura del 100 % de la Atención Básica. Se invitó a todos los enfermeros registrados (140) y que trabajan en la ESF del municipio.
Resultados: Se analizaron las respuestas de 39 enfermeros, entre 29 y 50 años, mayoría de mujeres, que trabajan hace más de 10 años en la Estrategia
Salud de la Familia de un municipio del norte del estado de Minas Gerais. La mayor parte de los enfermeros informó que conocía las tecnologías que el
Ministerio de Salud pone a disposición, pero 25 (64,1 %) no conocen la aplicación DigiSUS.
Conclusión: Este estudio demuestra la necesidad y expectativa de los enfermeros de tener acceso a un prototipo de aplicación que facilite la comunicación
con los usuarios de la Estrategia Salud de la Familia del Sistema Único de Salud.
a ideia de acesso físico das pessoas aos serviços de mação entre o acesso de informações, construção de
saúde e, assim, alcançar a projeção de acesso e aces- conhecimentos e mudanças comportamentais capa-
sibilidade de informações que possibilitem a cons- zes de modificar realidades a partir, por exemplo, da
trução de conhecimentos para a emancipação social adoção de hábitos saudáveis que modificam vulne-
capaz de favorecer a garantia do direito à saúde. rabilidades individuais e sociais. Logo, pode ser no
Assim sendo, as TIC, no contexto da saúde digital, âmbito da ESF que a saúde digital ocasiona maior
são fundamentais; logo, os profissionais de saúde impacto para o acesso universal à saúde.
são indispensáveis nesse processo. Nessa conjuntu- Nessa perspectiva e na confluência do trabalho
ra, a OMS reconhece e valoriza seus profissionais dos enfermeiros com a política de saúde digital, este
para que, por meio deles, sejam alcançadas eficiên- estudo tem por objetivo avaliar o conhecimento de
cia e resolutividade dos serviços.(8) profissionais acerca do software DigiSUS e verificar
Entre esses profissionais estão os enfermeiros a necessidade de desenvolvimento de software para
com a missão de promover saúde e bem estar da po- comunicação entre profissionais de enfermagem e
pulação, cuidando de indivíduos, famílias e comu- usuários da ESF.
nidades. Esses profissionais são reconhecidos como
fundamentais para a sustentabilidade dos sistemas
de saúde em níveis local e global, advogando pe- Métodos
los direitos dos pacientes em favor dos ODS; são,
também, formuladores de políticas, que se utili- Estudo descritivo, transversal com abordagem
zam de evidências que projetam a enfermagem no quantitativa. Trata-se da primeira fase de uma pes-
atendimento das necessidades da população. Estão, quisa aplicada ou tecnológica,(16) cuja finalidade é
portanto, aptos para o presente e, por serem inova- produzir conhecimentos científicos para melhorar o
dores e adaptáveis, são indispensáveis para o futuro acesso e a comunicação entre enfermeiros e usuários
que projeta estimativas epidemiológicas preocupan- da Estratégia Saúde da Família de um município lo-
tes para a saúde global,(9-13) levando-se também em calizado no Norte de Minas Gerais. Dessa forma,
consideração a relação custo-eficácia nos serviços faz-se necessário compreender o conhecimento e
de saúde.(12) Os profissionais de enfermagem cons- as necessidades dos enfermeiros que trabalham na
tituem o maior grupo ocupacional do setor saúde ESF, a fim de estruturar estratégias eficazes para a
globalmente, com aproximadamente 59% da força implementação e desenvolvimento de um protótipo
de trabalho;(14) no Brasil, a enfermagem represen- de software aplicativo baseado na metodologia do
ta aproximadamente 70% da força de trabalho em Design Centrado no Usuário (UX).(17)
saúde.(14,15) Esta metodologia permite a participação ativa
Assim, tem-se o entendimento de que a en- dos usuários na construção do protótipo de software
fermagem é indispensável para o desempenho do aplicativo; assim, antes de iniciar a criação da tecno-
SUS, que apresenta a Atenção Primária à Saúde logia móvel, os pesquisadores realizaram um inqué-
como principal contexto de promoção da saúde, rito para diagnosticar necessidades dos enfermeiros.
prevenção de riscos ou agravos e de reabilitação. Apesar do Ministério da Saúde possuir o aplicativo
Especialmente nesse nível de atenção à saúde, o Meu DigiSUS, o mesmo não apresenta funciona-
processo de descentralização é fundamental para lidades que permitam que o enfermeiro se comu-
garantir os princípios do SUS, em que a Estratégia nique com os seus pacientes. Portanto, tornou-se
de Saúde da Família (ESF) constitui importante necessário conhecer as necessidades do enfermeiro,
dispositivo de reorientação das ações e serviços de além de questioná-lo sobre eventual expectativa de
saúde pautados na família e no contexto domici- uso de um novo protótipo a ser criado, ou incorpo-
liar e comunitário que, em conjunto, conformam rar melhorias no já existente. Além disso, a justifi-
valiosa matriz de cuidados. É nesse contexto de in- cativa de utilizar a metodologia UX está fundamen-
terações que se insere a micropolítica de transfor- tada na teoria da usabilidade do usuário. O fato de
convidar o usuário a participar da criação garante Os dados foram submetidos a análise estatística
melhores possibilidades de que o mesmo venha a descritiva com cálculo de frequência e porcentagem
utilizar o produto gerado. por meio do programa Statistical Package for the
Um questionário online foi desenvolvido espe- Social Sciences (SPSS) versão 25.
cificamente para este estudo. Antes de ser utilizado,
foi avaliado em face e conteúdo, bem como testado e
corrigido por cinco enfermeiros pesquisadores; con- Resultados
tém 69 questões distribuídas em cinco domínios:
(1) características pessoais, (2) organização e gestão Foram analisadas as respostas de 39 enfermeiros,
na ESF; (3) princípios e diretrizes do SUS; (4) fun- com idade entre 29 e 50 anos. Dentre os participan-
ções, ação e habilidades desenvolvidas na ESF e (5) tes, 32 (80%) são mulheres, sendo que 28 (71,8%)
conhecimento do enfermeiro em relação às tecno- possuem especialização lato sensu e 5 (12,5%)
logias digitais disponibilizadas pelo Ministério da atuam há mais de 10 anos na Estratégia Saúde da
Saúde. Este último domínio possibilitou avaliar o Família do município norte-mineiro. A maior par-
conhecimento que os enfermeiros possuem em rela- te dos 24 (61,5%) enfermeiros informou conhecer
ção ao aplicativo já existente - DigiSUS, e levantar as tecnologias disponibilizadas pelo Ministério da
informações sobre a necessidade de criação e imple- Saúde (MS), e que gostaria de utilizar um aplicati-
mentação de um novo protótipo software aplicativo, vo/software para comunicação com os usuários ca-
que facilite o acesso e comunicação entre enfermei- dastrados na ESF em que atua 33 (84,6%). Porém,
ro e o usuário da ESF na cidade pesquisada. 25 (64,1%) não conhecem o aplicativo do DigiSUS
A investigação foi conduzida nos meses de e 29 (74,4%) referiram não utilizar nenhuma tec-
abril e maio de 2020 em uma cidade com área ter- nologia para comunicação com o usuário da ESF
ritorial de 3.589,811 km², 413.487 habitantes e (Tabela 1).
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal
de 0,770(18) contando com 89 Centros de Saúde / Tabela 1. Conhecimento e uso de tecnologias de comunicação
Unidades Básicas de Saúde, segundo dados abertos do Ministério da Saúde por enfermeiros em um município
disponíveis no CNESNet.(19) Dados obtidos pelo norte-mineiro
sistema de informação e gestão da Atenção Básica Questões
Sim Não
Sem
resposta
n(%) n(%)
e-Gestor indicam que o município possui uma co- n(%)
bertura de 100% da Atenção Básica.(20) Foram con- Você conhece as tecnologias digitais disponibilizadas
pelo Ministério da Saúde?
24(61,5) 14(35,9) 1(2,6)
vidados todos os enfermeiros cadastrados (140) e Você conhece o aplicativo DigiSUS? 13(33,3) 25(64,1) 1(2,6)
atuantes na ESF do município. Os participantes Na sua cidade é utilizada alguma tecnologia que
facilite o acesso e comunicação entre o Enfermeiro e
9(23,1) 29(74,4) 1(2,6)
cliente nos serviços de saúde,(34-37) podem integrar Inquiridos sobre o contexto em que vivem no
diferentes profissionais de saúde entre si, ou alinhar que tange ao uso de tecnologia que facilite a co-
determinados profissionais aos protocolos adotados municação entre o enfermeiro e o usuário da ESF
pelo sistema de saúde. Todavia, é notório que seu na cidade estudada, 24 (74,4%) dos enfermeiros
uso excessivo pode infringir o código de ética pro- que participaram no estudo informaram a inexis-
fissional e que o comportamento aditivo pode vir a tência de ferramenta tecnológica no município nor-
causar prejuízos.(33,38) te-mineiro que possa proporcionar essa interação.
Os benefícios do uso das tecnologias do MS são Importa salientar, contudo, que 33 (84,6%) enfer-
apontados pela facilidade, resolubilidade na organi- meiros participantes desejam que seja desenvolvido
zação do trabalho, além de constituir em banco de e implementado um aplicativo/software de comu-
dados com fontes seguras para acesso a prontuários nicação que promova maior comunicação com as
de pacientes, facilitando o atendimento. Em termos famílias cadastradas na ESF onde esses profissionais
de agendamento, a adoção de soluções digitais é de enfermagem trabalham, o que deve merecer nos-
cada vez mais interessante, cômoda e conveniente, so esforço para prosseguimento desta pesquisa.
tanto para os serviços como para a clientela.(35,39) O aplicativo DigiSUS pode ser encontrado na
No entanto, as realidades distinguem-se entre paí- versão para smartphones Android e IOS, cujas fun-
ses desenvolvidos e em desenvolvimento; no caso cionalidades permitem ao usuário do SUS acessar
aqui estudado, os enfermeiros da ESF enfrentam seus dados e informações, como o número do seu
dificuldades no acesso à internet, falta de materiais cartão SUS, lista de medicamentos, vacinas, exames
e estrutura física inadequada. Por essa razão, não é e estabelecimentos de saúde próximos à localização
de surpreender que, quando questionados, a maior dos usuários. Além de oferecer e implementar esse
parte dos enfermeiros - 25 (64,1%) tenham decla- tipo de tecnologia móvel, o MS deve direcionar es-
rado desconhecer os aplicativos do MS do Brasil, forços para capacitar os profissionais quanto ao uso
como o DigiSUS. Os participantes que informa- dessa ferramenta, disseminando e incentivando os
ram utilizá-lo afirmam que o aplicativo auxilia nos usuários à incorporação e melhoria da tecnologia
atendimentos, promove entretenimento e acesso à móvel em sua prática diária.(42,43)
informação com agilidade. O desempenho dos par- Nesse contexto, observamos, também, que o
ticipantes do estudo depende não só da estrutura Programa Saúde da Família criado em 1994, hoje
físico-funcional da unidade em que trabalham e da denominado Estratégia Saúde da Família, demorou
falta de liderança que invista na educação continua- cerca de 27 anos para elaborar estratégias de infor-
da. Temos que considerar, também, que o aplicativo matização na APS. No ano de 2019, o Ministério
DigiSUS teve seu lançamento no ano de 2015; o da Saúde instituiu, por meio da Portaria no 2.983,
fato de ser relativamente novo para o perfil etário de 11 de novembro de 2019, o Programa de Apoio
dos enfermeiros, aliado à falta de investimento na à Informatização da Atenção Básica, tornando prio-
educação continuada, explica seu desconhecimento ridade: rede de dados, capacitação de profissionais,
e nos coloca em alerta. A esses determinantes, por- prontuário eletrônico com registro de anamnese,
tanto, se deve adicionar o fator geracional, já que 22 prescrição de medicamentos, informações dos pa-
(56,4%) dos entrevistados nasceram entre os anos cientes, solicitação de exames, emissão de atestados,
1970 a 1989 e compõem gerações cujo domínio entre outros como meio de integração da rede de
restrito de tecnologias móveis e baixa alfabetização atenção à saúde do SUS.(44) No entanto, com o con-
digital é comum,(40,41) o que constitui um desafio texto pandêmico do Coronavírus (COVID-19), a
e deve ser levado em conta pelos gestores; portan- Portaria nº 1.247, de 18 de maio de 2020 prorro-
to, é importante que a incorporação de tecnologias gou o programa.(45)
na ESF seja acompanhada de educação continua- Sabemos que os princípios de saúde pública não
da, com foco nesses novos modelos de tecnologia devem ser modificados ao se adotar metas de saúde
digital. digital: esta meta vem para apoiar e promover me-
lhor atendimento à saúde das populações. Saúde di- Pan-Americana da Saúde para posicionamento do se-
gital é meio e não fim em si mesmo. A digitalização tor saúde dos países, em sintonia com a era de trans-
não deve modificar os princípios de saúde pública; formação digital em curso na região das Américas,
em vez disso, deve apoiar e permitir sua implemen- colocando em prática os oito princípios norteadores
tação, promover acesso, universalização, qualidade para esse fim: conectividade universal, bens digitais,
dos serviços prestados, eficiência, inclusão e equida- saúde digital inclusiva, interoperabilidade, direitos
de na atenção à saúde.(36) humanos, inteligência artificial, segurança da infor-
Acresça-se que para realizar intervenções visando mação e arquitetura de saúde pública.(50)
a adoção de métodos digitais envolvendo profissio- Com a primeira fase de nossa pesquisa con-
nais de saúde e também seus clientes, o planejador da cluída, temos agora o compromisso de prosseguir
intervenção precisa ter em perspectiva a compreensão para a segunda fase, construindo e dando acesso ao
do contexto psicossocial dos usuários, já que tais pro- aplicativo de que os enfermeiros necessitam para
cessos superam avaliação de aceitabilidade, satisfação uma atuação em que seja possível praticar os prin-
e usabilidade e, portanto, devem abranger elementos cípios da era da transformação digital e responder
comportamentais da intervenção. Tendo tais aspectos ao chamado à ação conclamado pela Organização
em perspectiva, os interventores poderão antecipar e Pan-Americana da Saúde. Consideramos reduzido
interpretar o uso e os resultados da intervenção, bus- o tempo decorrido entre a coleta de dados deste es-
cando também meios para torná-la persuasiva, viável tudo e a instituição da Portaria no 2.983, de 11 de
e relevante para os usuários.(46,47) novembro de 2019 do MS visando a informatização
A literatura tem fartas evidências de que as re- da Atenção Básica para uma avaliação, especialmen-
lações satisfatórias entre enfermeiro-paciente au- te em um contexto pandêmico, podendo consti-
mentam as chances de pacientes alcançarem saúde tuir-se um fator limitante e, portanto, indicativo de
e bem-estar; o contato presencial em serviços de necessidade de replicação do estudo e reavaliação.
atenção primária é essencial para estimular que in-
tervenções digitais possam vir a acontecer, especial-
mente para os pacientes mais idosos; e é importante Conclusão
ressaltar para a clientela que o uso de serviços digi-
tais pode ser mais acentuado onde ele não é percebi- Esta pesquisa demonstra a necessidade e expectati-
do como substituto do atendimento presencial, mas va dos enfermeiros de terem acesso a um protóti-
sim como uma solução equilibrada.(48,49) po de aplicativo que facilite a comunicação com os
É de se destacar os incentivos da OMS e a política usuários da Estratégia Saúde da Família do Sistema
de saúde digital que convidam os gestores a imple- Único de Saúde.
mentarem a saúde digital como processo de quali-
dade da assistência, impactando e transformando
os serviços de saúde. Dessa forma, faz-se necessário Agradecimentos
que o Ministério da Saúde estabeleça parceria com
as secretarias de saúde e demais órgãos públicos, apli- O presente trabalho foi realizado com apoio da
cando recursos necessários e estruturando os espaços Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
físicos das ESF; providencie aquisição de computa- Nível Superior - Brasil (CAPES) - Código de
dores e internet de qualidade; promova capacitação Financiamento 001.
dos profissionais e ensinamento aos usuários do SUS
a utilizarem as ferramentas disponibilizadas pelo MS
conectando a população com a rede de assistência à Colaborações
saúde, para gerar contribuição para o acesso universal
à saúde. Em assim atuando, o Ministério estará res- Almeida EWS, Godoy S, Silva IR, Dias OV,
pondendo ao recente chamado à ação da Organização Marchi-Alves LM, Ventura CAA e Mendes IAC de-
14. World Health Organization (WHO). State of the world’s nursing 2020: 32. Colodetti R, Prado TN, Bringuente ME, Bicudo SD. Aplicativo
investing in education, jobs and leadership. Geneva: WHO; 2019. 144 p. móvel para o cuidado da úlcera do pé diabético. Acta Paul Enferm.
2021;34:eAPE00702.
15. Oliveira AP, Ventura CA, Silva FV, Angotti Neto H, Mendes IA, Souza KV,
P et al.. State of Nursing in Brazil [editorial]. Rev Lat Am Enfermagem. 33. Pote H, Rees A, Holloway-Biddle C, Griffith E. Workforce challenges
2020 Dec 9;28:e3404. in digital health implementation: how are clinical psychology
training programmes developing digital competences? Digit Health.
16. Boissel JP. Planning of clinical trials. J Intern Med. 2004;255(4):427- 2021;7:2055207620985396.
38.
34. Godinho MA, Ashraf MM, Narasimhan P, Liaw ST. Community health
17. Lowdermilk T. Design Centrado no Usuário: um guia para o alliances as social enterprises that digitally engage citizens and
desenvolvimento de aplicativos amigáveis. São Paulo: Novatec; 2013.
integrate services: A case study in Southwestern Sydney (protocol). 44. Brasil. Portaria nº 2.983, de 11 de novembro de 2019. Institui o
Digit Health. 2020;6:2055207620930118 Programa de Apoio à Informatização e Qualificação dos Dados da
Atenção Primária à Saúde - Informatiza APS, por meio da alteração
35. Alami H, Gagnon MP, Fortin JP. Digital health and the challenge of das Portarias de Consolidação nº 5/GM/MS e nº 6/GM/MS, de 28 de
health systems transformation. mHealth. 2017;3(8):31. setembro de 2017. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2019 [citado
36. Odone A, Buttigieg S, Ricciardi W, Azzopardi-Muscat N, Staines A. 2021 Mar 28]. Disponível em: [Link]
Public health digitalization in Europe. Eur J Public Health. 2019;29 portaria-n-2.983-de-11-de-novembro-de-2019-227652196
Supplement_3:28–35. 45. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria Nº 1.247, de 18 de Maio De 2020.
37. Souza-Júnior VD, Mendes IA, Mazzo A, Godoy S. Application of 2020. Prorroga o prazo dos estabelecimentos de Atenção Primária à
telenursing in nursing practice: an integrative literature review. Appl Saúde com equipes de Saúde da Família e equipes de Atenção Primária
Nurs Res. 2016;29:254–60. não informatizadas aderidos ao Projeto Piloto de Apoio à Implementação
da Informatização na Atenção Primária à Saúde. Brasília (DF): Ministério da
38. King AL, Pádua MK, Gonçalves LL, Santana de Souza Martins A, Nardi Saúde; 2020. [citado 2021 Mar 28]. Disponível em: [Link]
AE. Smartphone use by health professionals: A review. Digit Health. en/web/dou/-/portaria-n-1.247-de-18-de-maio-de-2020-258046342
2020;6:2055207620966860.
46. Morrison L, Muller I, Yardley L, Bradbury K. The person-based approach
39. Tanbeer SK, Sykes ER. MyHealthPortal - A web-based e-Healthcare to planning, optimising, evaluating and implementing behavioural
web portal for out-of-hospital patient care. Digit Health. health interventions. Eur Health Psychol. 2018;20(3):464–9.
2021;7:2055207621989194.
47. Yardley L, Morrison L, Bradbury K, Muller I. The person-based approach
40. Kuek A, Hakkennes S. Healthcare staff digital literacy levels and to intervention development: application to digital health-related
their attitudes towards information systems. Health Informatics J. behavior change interventions. J Med Internet Res. 2015;17(1):e30.
2020;26(1):592–612.
48. Hazel CA, Bull S, Greenwell E, Bunik M, Puma J, Perraillon M. Systematic
41. Azzopardi-Muscat N, Sørensen K. Towards an equitable digital public review of cost-effectiveness analysis of behavior change communication
health era: promoting equity through a health literacy perspective. Eur apps: assessment of key methods. Digit Health. 2021;7:1-13.
J Public Health. 2019;29 Supplement_3:13–7.
49. Lindberg J, Bhatt R, Ferm A. Older people and rural eHealth: perceptions
42. O aplicativo Meu DigiSUS permite acesso às informações de saúde do of caring relations and their effects on engagement in digital primary
SUS. Brasília (DF): Datasus; 2019 [citado 2021 Mar 28]. Disponível health care. Scand J Caring Sci. 2021;35(4):1322–31.
em: [Link]
acesso-informacoes-saude-sus/ 50. Pan American Health Organization (PAHO). From the evolution of
information systems for health to the digital transformation of the health
43. Souza RS, Ribeiro WM, Silva PP. O uso do aplicativo de saúde pública sector. IS4H Conference Report Pan American Health Organization,
móvel meu digisus. Rev Valore. 2019; 390-406. Washington (DC): OPAS; 2021. [PAHO/EIH/IS/21-0006]