Eloran
A muitos anos, a Terra como conhecemos era permeada de magia e os
elementos caminhavam em sua forma mais bruta sobre o planeta, as nações de norte
a sul faziam uso dos poderes elementais, dobrando a própria natureza com magia, e
todos viviam em harmonia. Então tudo mudou. Um elemental capaz de dominar o Caos
surgiu, erguendo um exército consigo, o Lorde do Caos devastou nações e continentes,
até que os Guardiões, os elementalistas mais poderosos da geração, foram forçados a
tomar uma medida.
Nesse dia um novo planeta surgiu, separado de sua metade mágica, a Terra
cresceu e avançou, com os seres humanos se reerguendo e deixando suas raízes
mágicas para trás, enquanto o fino véu mantinha os dois mundos separados, Eloran e
seus últimos esforços de manter o que restou da magia e da ordem, e a Terra onde a
humanidade progrediu deixando seu passado para trás, à medida que o exército do
caos ganhava força e poder.
Os séculos se passaram, e a fina barreira era cada vez mais enfraquecida,
agora os poucos Guardiões que sobram movimentam suas forças no intuito de despertar
novos guerreiros, uma geração vinda da Terra, que pode ter o potencial de deter o Caos.
A Magia
Sendo um mundo naturalmente mágico, a magia em Eloran é bastante
presente, embora para a maioria dos cidadãos comuns ela se tornou tão rotineira quanto
a eletricidade para os da Terra. Não apenas seres mágicos vivem em conjunto com os
humanos de Eloran como a própria natureza cede aos poderes dos elementalistas.
Os Elementalista são ligados diretamente as fontes ancestrais, conhecidas
como O Sete Elementos da Ordem ou apenas A Ordem. Cada uma das fontes é
associada a um elemento: Água, Fogo, Terra, Ar, Vida, Luz e Escuro, sendo que cada
elementalista é unicamente capaz de tecer um elemento para formar diferentes feitos,
que podem ir de coisas pequenas como ter um leve aumento da força ou prever a
mudança do clima até grandes feitos como controlar a eletricidade ou mover grandes
blocos de pedra.
Embora a maioria das pessoas possam sentir e até mesmo manipular
pequenas porções de um dos elementos, os Elementalistas são ainda mais raros,
representando apenas 10% da população. Um grupo que possuí maior controle e
extensão sobre os elementos, de forma que esses 10% são educados e treinados para
o uso adequado, e aqueles que não forem devidamente treinados podem representar
um risco muito grande, que poderia culminar em grandes desastres.
O domínio elemental é comumente passado de pai para filho, e sendo
priorizado para os filhos o domínio do genitor do mesmo gênero, e em casos de pais
com domínios diferentes o elementalista tende a herdar o potencial mágico da genitora.
A única exceção a essa regra sendo a família Pryam, que por eras governou como os
Grão-Tronos, onde cada filho era dotado de um domínio diferente do pai.
A Torre
Conhecida unicamente como A Torre, o local é muito mais do que apenas o
enorme prédio que se ergue em uma ilha, como também um dos últimos refúgios
capazes de fazer frente contra as forças do Caos. Em seus terrenos, os Elementalistas
de mais alto calibre são treinados e preparados para o mundo externo.
Recebendo jovens de todas as idades e nações, A Torre é controlada pela
Reitora, uma Elementalista Ancestral com um domínio espetacular sobre seu elemento,
sendo ela encarregada de preparar a nova geração e identificar Os Guardiões, que irão
liderar as forças de Eloran na batalha final que se aproxima.
Aqui os jovens recebem treinamento formal e adequado de acordo com suas
afinidades, e até mesmo aquele que apenas possuem leve potencial por vezes buscam
a Torre na esperança de se fortalecerem e ganharem conhecimento.
A Torre também é considerada um dos poucos lugares neutros existentes, onde
nenhuma das nações possuí poder, e graças a isso, a mesma cresceu em influência e
economia, se tornando o coração de toda Eloran, e fazendo de si um grande alvo para
as forças do Caos, que estão determinadas em consumir toda a existência.
As Nações
O que outrora foram As Doze Nações, governadas pelo Conselho dos
Doze, coabitando em paz e harmonia, hoje se divide em Nações independentes
que tem agido por contra própria contra as forças do Caos, permitindo que o
mesmo avance sobre a terra e ganhe cada vez mais forças.
➢ As Terras da Coroa (Lilás): Unidas sob um pacto ancestral, por eras
as Nações foram governadas pelo Grão-trono, uma família eleita que sempre
honrou com a suas obrigações liderando e orientando cada uma das nações
no Conselho dos Doze. No entanto com o início da guerra do Caos, as nações
buscaram agir por conta própria se organizando independentes de si.
Agora devastada pelas forças do Caos, as Terras da Coroa que outrora
recebiam povos de todas as nações, pouco possuem de valor, com boa parte
das suas estruturas destruídas e até mesmo as diversas ilhas do ar que
pontilhavam o local se encontram derrubadas no solo.
➢ O Império do Fogo (Vinho): Uma das nações mais antigas e
ancestrais, localizadas em uma série de ilhas no extremo oriente, são
reconhecidos pela sua política isolacionista, não realizando muitas transações
externas. São um povo conservador, mas que nos últimos anos desenvolveu um
grande arsenal e tem agido como grandes forças na defesa de Eloran.
Seu povo é governado pelo Imperador Fênix, que afirma ser o Guardião
do Fogo, e por sua vez o elementalista mais poderoso do Fogo. E dado a sua
política isolacionista, pouco se sabe do Império do Fogo, exceto por abraçar o
conservadorismo e uma guerra sobre território com os Povos da Água.
➢ O Povo da Água (Azul Escuro): Uma nação rica e fértil, possui um
exército considerável e tem sido a principal responsável em conter os avanços
das forças do caos. Localizada no Sudeste do que conhecemos como Ásia,
esta nação possui duas divisões, que representam a grande economia que se
estende acima da superfície, conhecido como O Povo da Água de Cima, que
possuí uma política tolerável quanto a outros elementalistas, e conta com uma
grande concentração de forças bélicas, e o Povo da Água de Baixo, que se
estendem por boa parte dos oceanos, com uma extensão desconhecida.
Extraindo suas riquezas do fundo do mar, o Povo da Água é tida como
uma das nações mais ricas do mundo, e por isso são inimigos extremamente
ferozes, e é capaz de ceder e formar alianças protetivas com reinos tidos como
rivais.
➢ O Triunvirato da Terra (Ocre): A maior força terrestre e a maior
nação por extensão territorial, a nação é governada por três líderes que
representam os aspectos e os povos da nação como nenhum outro líder
poderia ser capaz de fazer. A nação possuí uma riqueza tecnológica e mística
inigualável e é considerada como um dos principais refúgios contra as forças
do Caos.
Sua maior força está no fato de contarem com o Labirinto, um local ainda
mais antigo que a Torre, e possuidor de conhecimentos ancestrais que datam
antes mesmos do surgimento dos primeiros elementalistas.
Embora originalmente conservadores, com a queda do Grão-reino, e do
Reino das Sombras, passou a aceitar povos de todas as nações e é acreditado
como sendo um dos locais mais seguros e protegidos na guerra.
➢ O Principado de Fogo (Vermelho): Uma das nações mais
militarizadas de Eloran, seu povo é treinado desde a infância como grandes
guerreiros, e sendo uma nação subserviente ao Império do Fogo, seus maiores
heróis atuam como a linha de frente na defesa do Império.
São conhecidos pela sua postura dura e rígida, e apesar disso são
receptivos com qualquer elementalista disposto a ingressar em suas fileiras,
desde que aceitando o rigor e as duras leis do país.
➢ O Império do Norte (Verde): Outrora um grande império que era
governado por uma dinastia de Elementalistas poderosos, suas forças caíram
para as tropas do Caos e boa parte do seu território leste é ocupada pelas
tropas, que se utilizam da terra para conseguir acesso aos demais reinos.
Por se encontrar isolado por diversas montanhas, a queda do Norte
forneceu as Tropas do Caos uma terra facilmente defensável e com grandes
recursos, seja de magia como de seres vivos.
➢ As Colônias (Roxo): Um conjunto de pequenas nações que agem
como irmãs, sendo a mais nova das nações, fundada logo antes do início da
guerra, que teve como intuito fomentar a mistura entre os elementos.
Atualmente, boa parte do território se encontra inexplorada e selvagem, e
sua principal relevância está em abrigar A Torre, de forma que politicamente As
Colônias estão submetidas à Torre, responsável pela gestão e defesa da área.
➢ As Nações Livres (Laranja): Cinco pequenas nações (Ornella,
Ibiacy, Támore, Sudelia e Viália) que se originaram a partir da dissolução de um
antigo império, e que agora buscam reconhecimento. São um dos berços para
todos os povos, e embora ajam de forma independentes, possuem uma
coalização para controle e tomada de decisões, presididas pelos seus
respectivos líderes.
Sua maior característica está em suas terras extremamente férteis e ricas,
e que com a ajuda dos numerosos Elementais da Vida, permitem que o local
se desenvolva em comunhão com a natureza e o reino místico, possuindo
assim grandes áreas inexploradas e permeadas de magia ancestral.
As Nações também dão sede a outra única instituição capaz de fazer frente
A Torre, sendo conhecida como Collegium, o local recebe alunos e treina
diversos Elementalistas para fornecer uma linha de frente de alto nível contra
as forças do Caos.
➢ O Reino da Luz (Amarelo): Um reino quase isolado
geograficamente, mas que possuí as melhores conexões políticas entre as
nações, recebendo assim prestígio e honrarias. O atual rei é reconhecido por
conquistar uma trégua temporária com o Lorde do Caos, garantido uma chance
para a luta contra a batalha.
Por seu isolamento, o Reino se especializou nas suas artes místicas, sendo
capaz de criar uma proteção ancestral que quase nenhum outro lugar sustenta,
permitindo funcionar como o último bastião em caso de necessidade e base
para pesquisas arcanas no Grande Farol.
➢ O Reino de Gelo (Ciano): Outrora uma parte do Povo da Água,
conquistaram sua emancipação em guerras antigas e se tornaram uma nação
tecnológica, investindo seus recursos no desenvolvimento técnico de suas
defesas.
A própria magia é malvista e não muito bem recebida, sendo um povo que
acredita mais em seus trabalhos do que na resolução mágica, e que assim
evitam o contato com o místico e desconhecido.
Seu povo é principalmente o maior exportador de tecnologia e energia para
o restante das nações, sendo o polo industrial do mundo de Eloran,
combinando o conhecimento antigo para até mesmo superar as tecnologias
humanas.
➢ O Conclave Sombrio (Cinza): O que outrora fora um reino próspero
e rico, é atualmente destruído e devastado pelo exército do Caos, ainda que de
fato possua os Lordes do Conclave, que gerem a economia e política, é de
conhecimento público de que todos eles são servos voluntários do Lorde do
Caos, que atuam como negociantes em nome do mesmo.
➢ As Nações do Ar: Um conglomerado de ilhas flutuantes que se
espalham por todos os continentes, o povo do Ar atua principalmente no
comércio de bens e comunicação entre os povos, possuindo em cada uma das
seis grandes ilhas (Anaria, que sobrevoa As Nações Livres; Euterpe, que
sobrevoa O Povo da Água de Cima; Urania, que sobrevoa o Reino da Luz;
Alioth, que sobrevoa o Reino de Gelo; Valkia e Andaluz, que sobrevoam as
Colônias) um portal que forma uma malha intricada de acesso entre os reinos.
Atualmente as nações são governadas por seis conselheiros, eleitos por
voto popular, um para uma das grandes ilhas, e que possuem um porta voz
para reuniões do conselho, sendo que todas as ilhas abraçam a política
cosmopolita e são receptivos a todos os Elementalistas, independente da
origem.