Fisiopatologia Geral
UNIDADE 1
NOÇÕES GERAIS DE
FISIOPATOLOGIA GERAL
TUTORA: PERLA RODRIGUES
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Descrever as bases da fisiologia e patologia;
Entender os conceitos que se unem e formam a fisiopatologia;
Compreender os mecanismos que agem na formação da doença;
Analisar os conceitos da fisiopatologia, integrando-a aos diversos sistemas do corpo humano;
Descrever os mecanismos fisiopatológicos envolvidos no desenvolvimento de doenças;
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
Apresentar os aspectos relacionados e a diversidade dos mecanismos envolvidos no processo
saúde e doença;
Estimular a análise crítico-reflexiva sobre a fisiopatologia das doenças;
Integrar os conhecimentos básicos de Biologia Celular e Molecular, Bioquímica, Imunologia,
Parasitologia, Virologia, Bacteriologia, Micologia e Patologia;
Compreender o processo e mecanismos de formação dos transtornos orgânicos que podem
acometer o corpo humano;
Desenvolver uma visão abrangente sobre os mecanismos de desenvolvimento das doenças;
Estimular sua capacidade de raciocínio clínico sobre as possibilidades de tratamento e de cura.
PLANO DE ESTUDO
01 02 03
BASES DA FISIOLOGIA E DOR, AGRESSÃO, SISTEMA
PATOLOGIA (E TERMOS DEFESA, ADAPTAÇÃO OSTEOARTICULAR
RELACIONADOS À E LESÃO
PATOLOGIA)
01
Bases da fisiologia e
patologia (e termos
relacionados à patologia)
INTRODUÇÃO
FISIOLOGIA PATOLOGIA
Deriva do grego physis = natureza Deriva do grego pathos = doenças,
e logos = estudo. sofrimento e logos = estudo.
É uma área que sinaliza se as É a ciência que estuda as causas das
funções e o processo de doenças, os mecanismos que as
funcionamento do corpo dos seres produzem e as alterações
vivos (humanos) estão morfológicas e funcionais que
adequados. apresentam.
INTRODUÇÃO
PATOLOGIA GERAL ANATOMIA PATOLÓGICA
Área da patologia que está Área da patologia que compete
voltada ao estudo dos estudar as alterações
mecanismos básicos das fisiopatológicas de cada estrutura
doenças e tecidos frente a do órgão do corpo, junto as suas
estímulos diversos, ou seja, respostas mais específicas
focada em compreender as (detalhadas), as quais ocorrem nos
reações presentes em células e órgãos e tecidos também em
tecidos em decorrência de uma decorrência do fator doença, as
determinada doença. Analisa as chamadas alterações ou
reações básicas e não realiza modificações fisiopatológicas.
análises das reações específicas.
PROCESSOS PATOLÓGICOS
Conceito: é o conjunto de alterações do ponto
de vista morfológico, molecular e funcional dos
tecidos frente às agressões fisiológicas
ocorridas. Estuda o sofrimento humano, sua
origem, mecanismos e natureza.
Aspectos envolvidos: a patologia engloba
diferentes áreas ou segmentos, tais como:
Etiologia, Patogenia ou Patogênese, Alterações
Morfológicas, Fisiopatologia.
PROCESSOS PATOLÓGICOS
ETIOLOGIA: esse termo esta relacionado as causas desencadeadoras da
doença ou evento patológico;
Estuda as causas gerais e origens de um determinado
fenômeno. Já associado a área da medicina, esse termo se
atribui a compreender a causa das doenças, podendo ser
determinado por fatores intrínsecos ou adquiridos.
PROCESSOS PATOLÓGICOS
PATOGENIA OU PATOGÊNESE: esse termo esta relacionado aos mecanismos
do desenvolvimento do evento patológico;
Refere-se a origem ou evolução de um determinado
processo de morbidade. É o processo de eventos
relacionados a estímulos iniciais da doença.
PROCESSOS PATOLÓGICOS
ALTERAÇÕES MORFOLÓGICAS: esse termo está relacionado às alterações
estruturais induzidas nas células e nos órgãos;
É a área que interpreta a existência de alterações
Anemia estruturais nas células e tecidos, as quais podem ser Fratura de
falciforme caracterizadas pela presença de determinada doença fíbula
ou diagnósticos. É o que pode ser visualizado macro
ou microscopicamente.
• Exemplo de lesão macroscópica: fratura óssea – deformidade
Microscópica estrutural ou visceral.
• Exemplo de lesão microscópica: as alterações de cunho hemático Macroscópica
– anemia falciforme, a qual se relaciona a uma deformidade
estrutural, só que associada à alteração celular
PROCESSOS PATOLÓGICOS
FISIOPATOLOGIA: O termo fisiopatologia refere-se à junção dos processos
normais e patológicos que acontecem no corpo humano, integrando as diversas
áreas como Biologia, Anatomia, Fisiologia, Histologia e outras áreas específicas de
cada segmento (órgão) ou função.
Estuda os distúrbios funcionais e significados clínicos. A natureza
das alterações morfológicas e sua distribuição nos diferentes
tecidos influenciam o funcionamento normal e determinam as
características clínicas, tanto no seu curso (evolução) como no
prognóstico da doença (desfecho clínico, ou seja, o que
acontecerá – alta, observação clínica, internação clínica, óbito).
Semiologia: é o estudo dos sinais e sintomas das doenças.
PROCESSOS PATOLÓGICOS
FISIOPATOLOGIA GERAL: aborda as reações das células e dos tecidos, aos
estímulos anormais relacionados ao fator doença, a chamada compensação e
descompensação;
FISIOPATOLOGIA SISTÊMICA: possui como propósito examinar as respostas
específicas de cada sistema (órgãos e tecidos), ou seja, é área que visa
compreender como o organismo humano esta respondendo ao agente agressor
(microrganismo e/ou corpo estranho), o qual desencadeia o processo de
adoecimento.
CONCEITO DE DOENÇA E SAÚDE
SAÚDE: a Organização Mundial da Saúde (OMS) conceitua saúde como um
estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas pela
ausência de doenças ou enfermidades.
CONCEITO DE DOENÇA E SAÚDE
DOENÇA: é quando há um desequilíbrio ou desestruturação quanto ao
funcionamento de algum sistema do corpo humano, deixando o sujeito susceptível
ao adoecimento.
CONCEITO DE DOENÇA E SAÚDE
Infecções
Doenças Degenerativas
As doenças podem ser divididas em
várias subcategorias, e as mais Distúrbios nutricionais
comuns se referem as:
Disfunções metabólicas
Distúrbios imunológicos
Neoplasmas
Distúrbios psiquiátricos
Dentre outras
CONCEITO DE DOENÇA E SAÚDE
Em 1988, a Constituição brasileira passa a
considerar a saúde como um direito de
todos e dever do Estado.
A ONU reforça esse conceito,
acrescentando ainda quatro condições
mínimas para que um Estado possa
assegurar o direito à saúde ao seu povo:
● Disponibilidade financeira;
● Acessibilidade;
● Aceitabilidade;
● Qualidade dispensada pelos serviços
de saúde pública no país.
MÉTODOS DE ESTUDO EM
FISIOPATOLOGIA
MICROSCÓPIO: é um instrumento ótico com capacidade de ampliar imagens de
objetos muito pequenos graças ao seu poder de resolução. Ele pode ser composto
ou simples: microscópio composto tem duas ou mais lentes associadas;
microscópio simples é constituído por apenas uma lente de células. Ele visa
identificar alterações que sinalizam quais alterações estão presente no
organismo humano. Essas alterações podem também serem identificadas como
desequilíbrio homeostático.
A homeostase celular (Homeostasia)- é a capacidade das células se manterem em
condições estáveis no meio interno, quando estas células sofrem alterações,
podemos dizer que estas perderam a homeostase (equilíbrio interno), gerando
instabilidade e alterações nas suas funções, provocando o adoecimento das células.
MÉTODOS DE ESTUDO EM
FISIOPATOLOGIA
CÉLULA: ONDE TUDO COMEÇA
Nosso corpo é pluricelular, ou seja,
constituído de vários tipos de células
e demais componentes, como:
• Células sanguíneas: hemácias,
leucócitos;
• Células adiposas;
• Células ósseas: osteoblastos,
osteócitos;
• Células do sistema nervoso:
neurônios;
• Células epiteliais: pele.
CÉLULA: ONDE TUDO COMEÇA
Cada célula possui uma função específica, a
saber: nutrição, proteção, produção de energia
e reprodução. A seguir, encontram-se outras
atribuições das respectivas estruturas:
• Reprodução: acontece através de duas
células, o espermatozoide e o óvulo.
• Regeneração: acontece através da mitose
celular, onde novas células se formam e as
velhas morrem.
• Reparação de uma lesão: acontece a
reposição das células que se perderam.
CÉLULA: ONDE TUDO COMEÇA
ESTRUTURA DE UMA CÉLULA
• Núcleo celular: envolvido pela membrana nuclear, o núcleo contém o material
genético das células (DNA);
• Citoplasma: o citoplasma carrega o conteúdo celular donde cada organela possui
uma função vital. É constituído de hialoplasma, substância fluida e viscosa, região
chamada citosol e de uma espécie de esqueleto que dá forma e sustenta as
organelas, o citoesqueleto;
• Membrana plasmática: membrana fina e flexível com permeabilidade seletiva
(regula a passagem e a troca de substâncias) que envolve as células;
• Organelas celulares: as organelas são como pequenos órgãos, cada uma possui
uma função específica, dentre respiração, nutrição e excreção das células. São
elas: mitocôndrias, retículo endoplasmático, complexo de Golgi, lisossomos,
peroxissomos, centríolos e vacúolos. Os ribossomos não são considerados
organelas, pois não possuem membranas.
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
O corpo humano, é
formado por estruturas
simples como as células,
até as mais complexas
como os órgãos. O nível
de organização do corpo
humano é a seguinte:
células, tecidos,
órgãos, sistemas e
organismo.
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
Os principais componentes do corpo humano, analisando de forma química,
são:
O hidrogênio e o oxigênio estão em forma
65% OXIGÊNIO de água (H2O), ocupando 65% do corpo.
9,5% HIDROGÊNIO O oxigênio também está presente no
corpo humano através dos pulmões,
3,2% NITROGÊNIO fazendo parte do processo de respiração
e oxigenação das células de todo o corpo.
18,5% CARBONO O nitrogênio está presente na constituição
molecular das proteínas ácidos nucleicos.
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
A atividade permanente dos nossos órgãos assegura a manutenção desse
equilíbrio, por exemplo:
• Rins: têm a função de excretar certos produtos do catabolismo, regulando assim o
metabolismo da água e o pH do sangue;
• Pulmões: absorvem o oxigênio e eliminam o gás carbônico e o vapor de água;
• Intestinos: evacuam os resíduos dos alimentos que ingerimos e as secreções
digestivas;
• Pâncreas: produz insulina e regula o nível de açúcar no sangue;
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
METABOLISMO
• Catabolismo: representa a decomposição
de substâncias para fornecer energia às
células;
• Anabolismo: representa a construção de
substâncias necessárias ao crescimento e
reparo dos tecidos.
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO GERAL
ORGANELAS
CELULARES:
Em uma célula animal
eucariótica há três
componentes básicos, são
elas: membrana plasmática,
citoplasma e material
genético (DNA).
O QUE SÃO OS GENES?
• Gene- É uma sequência de nucleotídeos do DNA que pode ser transcrita em uma versão
de RNA e consequentemente traduzida em uma proteína. Os genes estão localizados
nos cromossomos e ocupam um lugar bem definido nessa estrutura.
• DNA- É a parte do núcleo que contém a receita completa para a fabricação de todas as
proteínas que formam a célula, e os genes são os responsáveis por formar essas
características. É a unidade fundamental da hereditariedade.
• Locus gênico- O lugar que um gene ocupa em um cromossomo.
GABARITO
1- D
2- A
3- Através da contaminação por vírus e bactérias, em que o corpo não
consegue combater; Através da deficiência ou falta de elementos químicos
ou nutrientes, como nitrogênio, oxigênio etc.; Através de doenças que
atingem os componentes da célula.
4- Através da presença de: infecções; doenças degenerativas; distúrbios
nutricionais; disfunções metabólicas; distúrbios imunológicos; neoplasmas;
distúrbios psiquiátricos.
02
Dor, Agressão, Defesa,
Adaptação e Lesão
Como acontece a dor?
O cérebro recebe essa informação,
processa e entende que é uma agressão,
para o organismo reagir. Podemos chamar
de sinal de alerta. É uma sensação particular
de cada sujeito, para alguns pode ser mais
intensa, para outros não tão expressiva.
MECANISMOS DE AÇÃO TECIDUAL
A palavra “dor”, vem do latim “dolore”, trazendo o significado de sofrimento. Dor
fisiológica é um reflexo protetor do organismo, para evitar uma injúria ou dano
tecidual. Frente à lesão tecidual a dor patológica providenciará condições para a
cicatrização.
A dor se manifesta antes de ocorrer o processo de lesão completa (primeiro
sinal de muitas doenças), fazendo com que o sistema de defesa faça e inicie o
combate ao agente agressor, visando evitar que a lesão seja mais profunda.
Os medicamentos mais consumidos no mundo são os analgésicos.
MECANISMOS DE AÇÃO TECIDUAL
Em 2016, a dor foi definida pela Associação Internacional para o Estudo da Dor
(1979) como sendo uma experiência angustiante associada a uma lesão
tecidual atual ou potencial, podendo ser desencadeada por componentes
sensoriais, emocionais, cognitivos e sociais.
A dor passou ser considerada como o quinto sinal vital, pois está relacionada ao
processo de instalação da doença e através da avaliação do seu mecanismo se
pode descobrir a sua causa e o tipo de órgão ou tecido acometido.
*Analgesia congênita: é uma doença rara que faz com que o indivíduo não
sinta nenhum tipo de dor.
NOCICEPTORES
Nociceptores são os terminais nervosos, livres do sistema nervoso periférico, que
fornecem um rápido aviso para o sistema nervoso central (impulsos e informações aos
neurônios) quando há uma lesão ou sinal de perigo (agressão).
A qualidade e a quantidade da dor dependem, e varia de pessoa para pessoa, do
entendimento da situação geradora da dor, experiência prévia com o desencadeador
álgico, cultura, da atenção, ansiedade e capacidade da pessoa de se abstrair das
sensações nóxicas (distração) e dos sentimentos de controle da dor.
Expressões de neuroplasticidade: Mudanças no limiar de dor e da capacidade de
resposta.
A nocicepção, após o desaparecimento do sinal de alarme, toma características
motivacionais, semelhantes à fome, sede ou desejo sexual
ESCALA VISUAL ANALÓGICA - EVA
Correlação entre
escala visual e
verbal:
1-3: dor leve; impacto
mínimo.
4-6: dor moderada;
impacto moderado.
7-10: dor intensa;
grande impacto.
UMA ESTRATÉGIA CLÍNICA PARA MENSURAR A DOR OU QUANTIFICÁ-LA!
ESTRUTURA DO CORPO – VISÃO
GERAL
Existem cinco classes de nociceptores:
• Quimioceptores: reagem aos estímulos químicos que nossos tecidos liberam quando
estão inflamados, ou apresentam doenças. Quando sofremos uma lesão, seja traumática,
inflamatória ou isquêmica, substâncias como a serotonina, enzimas proteolíticas,
bradicinina e a histamina são liberadas no sangue, fazendo com que os quimioceptores
detectem;
• Termoceptores: são receptores de dor que são ativados quando há uma possível lesão
ou elemento de elevada temperatura;
• Mecanorreceptores: toda pressão mecânica que ultrapasse o limite no simples toque
até causar uma lesão, como um impacto, vibração ou a deformação de algum tecido do
nosso corpo, ativa os mecanorreceptores;
• Nociceptores silenciosos: são considerados inativos. São ativados somente em
momentos de ameaça potencial;
• Nociceptores polimodais: ainda são um desafio para os cientistas.
FIBRAS DE CONDUÇÃO NERVOSA
As fibras nervosas ou neurofibras são prolongamentos citoplasmáticos finos que
compõem a estrutura dos neurônios. No sistema nervoso, essas fibras exercem a
função de conduzir impulsos nervosos e ocorrem em dois tipos: dendritos e axônios.
A dor nociceptiva se apresenta em duas fases. A primeira fase é mediada pelas fibras
de rápida condução, fibras tipo A∆ (dor aguda, extrema) e a segunda fase pelas fibras
de condução lenta do tipo C (dor prolongada e menos intensa)
Fibras A Delta (tipo A∆): os receptores constituídos por ela acabam caracterizando a
dor aguda e bem localizada.
Fibras axonais (tipo C): essas fibras caracterizam a dor como mal localizada e
contínua.
AGRESSÃO, DEFESA, ADAPTAÇÃO
E LESÃO
Lesão ou processo patológico, na visão de Hall e Guyton (2017), é o conjunto de
alterações morfológicas, moleculares e/ou funcionais que surgem nos tecidos após
agressões. As lesões podem ser dinâmicas: começam, evoluem e tendem para a cura
ou para a cronicidade (um estado ainda mais crítico e maiores complicações, aas vezes
irreversível).
O alvo dos agentes agressores são as moléculas, especialmente as macromoléculas de
cuja ação dependem as funções vitais. Toda lesão se inicia no nível molecular. Os
mecanismos de defesa, quando acionados, podem gerar lesão no organismo, pois os
mecanismos defensivos são destinados a matar (lesar) invasores vivos, por exemplo
microrganismos, os quais são formados por células semelhantes às dos tecidos do
organismo invadido.
AGRESSÃO, DEFESA, ADAPTAÇÃO E
LESÃO
Existem algum passos cronológicos entre a invasão de um
microrganismo e suas consequências:
CAUSA INCUBAÇÃO
Fator x invasão de algum É o período geralmente
microorganismo; EVOLUÇÃO sem manifestações;
(Cura → sem sequela
ou → com sequela /
Cronificação /
Complicações /
ESTADO Óbito). PRODRÔMICO
É o período da É o período da
manifestação de sinais e manifestação de sinais e
sintomas típicos; sintomas inespecíficos;
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES
As lesões celulares, podem ser consideradas em dois grupos:
• Lesões não-letais: são aquelas compatíveis com a recuperação do estado de
normalidade após cessada a agressão;
• Lesões letais: são representadas pela necrose (morte celular seguida de autólise) e
pela apoptose (morte celular não seguida de autólise). As alterações do interstício
(da matriz extracelular) englobam as modificações da substância fundamental
amorfa e das fibras elásticas, colágenas e reticulares, que podem sofrer alterações
estruturais e depósitos de substâncias formadas in situ ou originadas da circulação;
A lesão mais complexa que envolve todos os componentes
teciduais é a Inflamação. Esta se caracteriza por: modificações
locais da microcirculação; pela saída de células do leito vascular,
acompanhadas por lesões celulares e do interstício provocadas
principalmente pela ação das células fagocitárias e pelas lesões
vasculares que acompanham o processo.
CLASSIFICAÇÃO DAS LESÕES
A letalidade/não-letalidade está frequentemente ligada à qualidade, à
intensidade e à duração da agressão, bem como ao estado funcional
ou tipo de célula atingida. As agressões podem modificar o
metabolismo celular, induzindo o acúmulo de substâncias
intracelulares (degenerações), ou podem alterar os mecanismos que
regulam o crescimento e a diferenciação celular (originando
hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias, hipoplasias, metaplasias,
displasias e neoplasias). TERATOMA
Os distúrbios da circulação, incluem: aumento, diminuição ou
cessação do fluxo sanguíneo para os tecidos (hiperemia, oligoemia e
isquemia); coagulação do sangue no leito vascular (trombose);
aparecimento na circulação de substâncias que não se misturam ao
sangue e causam oclusão vascular (embolia); saída de sangue do leito
TROMBOSE vascular (hemorragia); e ainda alterações das trocas de líquidos entre
o plasma e o interstício (edema).
ADAPTAÇÃO CELULAR
Quando as estruturas celulares sofrem ou passam por algum evento de stress que
colocam em risco suas estruturas e funcionamento normal as células sofrem mudanças
adaptativas para permitir a sobrevida e manutenção do seu funcionamento. Entretanto
cabe destacar que, quando o stress é insuperável ou sua adaptação é inefetiva, ocorre
morte celular. Estruturas celulares como os Fibroblastos e Hepatócitos, se dividem
rapidamente somente quando são estimulados.
O período adaptativo ocasiona as seguintes alterações celulares:
Alteração no tamanho, Alterações quanto a mudança
volume ou número celular: no seu tipo ou forma celular:
oAtrofia oMetaplasia
oHipertrofia oDisplasia
oHiperplasia
ADAPTAÇÃO CELULAR
Alteração no tamanho, volume ou número celular:
● Atrofia: diminuição na demanda de trabalho ou condições adversas, tornando-se mais
eficientes quanto ao seu funcionamento compatível com a sobrevida (atividade de
compensação). As causas gerais de atrofia: desuso, desnervação, perda de estímulo
endócrina, nutrição inadequada e isquemia ou diminuição do fluxo sanguíneo;
● Hipertrofia: é o aumento do tamanho das células e consequentemente do tecido e/ou
órgão, causada por demanda funcional maior ou estimulação hormonal (aumento de carga
de trabalho imposta a um órgão ou parte do corpo), como por exemplo as fibras
musculares estriadas cardíacas e esqueléticas; pode ocorrer como resultado de condições
fisiológicas normais ou patológica;
● Hiperplasia: é o crescimento de um tecido ou órgão pelo aumento do número de células
em resposta fisiológica (normal) a um estímulo. Os tipos de são: hiperplasia muscular,
foveolar, gengival, endometrial, prostática. Um dos grandes temores quanto a hiperplasia é
que ela é confundida em alguns casos com neoplasias (patologias que evolvem o câncer),
porém neoplasia é uma proliferação celular anormal de maneira não fisiológica, que não
responde a um estímulo.
ADAPTAÇÃO CELULAR
Alterações quanto à mudança no seu tipo ou forma celular:
● Metaplasia: é a transformação de uma célula ou tecido em outro com características
diferentes. A Metaplasia pode ser considerada uma adaptação da célula a estímulos
adversos, podendo ainda ser considerada um evento passível de reversão, na qual o tipo
de célula adulta (epitélio ou mesênquima) é substituído por outro tipo de célula adulta;
● Displasia: são alterações citológicas atípicas no tamanho e forma das estruturas
celulares. O referido termo na maioria das vezes é utilizado para descrever o surgimento
de anomalias durante o desenvolvimento de um órgão ou tecido corporal, ocorrendo uma
proliferação celular, resulta em células com tamanho, forma e características variadas (a
exemplo disso, células cancerígenas). Existem tipos variados de displasias, são eles:
Displasia mamária; Displasia fibrosa; Displasia congênita de quadril.
INFLAMAÇÃO E REPARO
Caracteriza-se como sendo uma resposta de defesa do organismo frente a um agente
agressor, cujo objetivo é promover a cura e/ou reparo. A magnitude desse processo, esta
vinculada e regulada por fatores como pró e anti-inflamatórios. A inflamação por si só, é
considerada um processo altamente benéfico e essencial para a sobrevivência humana, uma
vez que em conjunto com a ação de hormônios e outras moléculas sinalizadoras, são
responsáveis pela regeneração e reparo das estruturas ora danificadas.
Todo processo de reparação
tecidual causa o aparecimento de 5 EDEMA/TUMOR/
sinais cardeais que podem variar
com o tamanho e profundidade da
lesão:
INFLAMAÇÃO E REPARO
Durante o período da inflamação aguda ocorrem duas manifestações clínicas
importantes na tentativa de eliminar a lesão e/ou recuperar ou reestabelecer o
tecido e área lesionada:
● Alteração do calibre vascular: visa aumentar o fluxo sanguíneo local. Há também
o aumento da permeabilidade vascular, permitindo a eliminação das proteínas
plasmáticas da circulação. Os leucócitos também são ativados (recrutados) para o
local através do sistema vascular, na tentativa de potencializar a proteção daquela
região afetada.
● Eventos celulares: como citado anteriormente, os leucócitos (neutrófilos) migram
para o local da lesão, para a eliminação do agente agressor.
INFLAMAÇÃO E REPARO
Nas inflamações agudas podemos citar vários estímulos para que a
inflamação aconteça, como:
● Infecções (bactérias, vírus, fungos e parasitas);
● Traumas como cortes e penetrações, queimaduras ou o frio profundo;
● Isquemia tecidual que leva à necrose, como no caso do infarto do miocárdio;
● Corpos estranhos como farpas, poeira, dentre outros;
● Reações imunológicas que podem acontecer contra os próprios tecidos ou com
substâncias do ambiente.
O mecanismo de reparação do dano é altamente sincronizado e pode ser dividido
basicamente em três fases: uma fase degenerativa seguida de uma fase
regenerativa, e uma terceira fase de remodelamento do tecido danificado.
INFLAMAÇÃO E REPARO
TIPOS DE INFLAMAÇÃO
A inflamação pode ser dividida em aguda ou crônica.
Inflamação Aguda: ocorre mediante alguns processos, são eles: dependência do
hospedeiro (tipo de agente agressor), intensidade da lesão, do local e do tecido ou área
afetada. A inflamação aguda possui um dos três resultados:
● Resolução da lesão, através da neutralização e reparo do local lesionado;
● Pode ser sucedida por uma inflamação crônica, se o agente agressor não for
removido;
● A cicatrização é o reparo esperado do local ou da área afetada após a destruição
tecidual pela inflamação, embora possa acontecer a perda da função, devido à
possibilidade de os tecidos não se regenerarem
MEDIADORES QUÍMICOS DA
REAÇÃO INFLAMATÓRIA
INFLAMAÇÃO E REPARO
TIPOS DE INFLAMAÇÃO
Inflamação Crônica: acontece após a inflamação aguda e quando não ocorre o
processo de reparação ou reestabilização fisiológica (esperado), em que o agente
agressor não foi eliminado. A inflamação crônica pode durar dias, semanas, meses ou
até mesmo anos.
Duas pressões são necessárias para a regulação da água dentro do organismo
(pressão hidrostática e pressão oncótica), e na presença da inflamação sofrem
alteração pela presença de mediadores químicos, sendo responsáveis pelo processo
de formação do edema ocorrido nos processos inflamatórios, formando e liberando
duas substâncias:
● Exsudato: purulento, fruto do processo inflamatório intenso, sendo rico em
neutrófilos e fragmentos de células;
● Transudato: composição mais líquida com pouco teor proteico, é um ultrafiltrado do
plasma sanguíneo).
INFLAMAÇÃO E REPARO
MEDIADORES QUÍMICOS DA
REAÇÃO INFLAMATÓRIA
Os mediadores químicos são os responsáveis pelos eventos que acontecem na reação
inflamatória. São substâncias produzidas pelas células no local da inflamação ou são
sintetizadas pelo corpo e circulam pelo plasma sanguíneo, podendo também atuar em
vários lugares com efeitos diferentes, tanto os derivados das células quanto os
produzidos pelo corpo e liberados no plasma.
Os mediadores da inflamação aguda podem derivar do plasma, das células do local
inflamado, de proteínas plasmáticas. Já os mediadores da inflamação crônica exigem o
entendimento da atuação das células na fase inflamatória crônica. Estes são
compostos derivados do hospedeiro que são secretados por células ativadas e servem
para ativar ou aumentar aspectos específicos da inflamação.
MEDIADOR FONTE AÇÃO
HISTAMINAS Mastócitos; Basófilos e Vasodilatação, + permeabilidade vascular e ativação
Plaquetas endotelial
PROSTAGLANDINAS Mastócitos e Leucócitos Vasodilatação; dor e febre
PRINCIPAIS LEUCOTRIENOS Mastócitos e Leucócitos + Permeabilidade vascular, quimiotaxia, adesão e
ativação de leucócitos
MEDIADORES
DA CITOCINAS (TNF, IL- Macrófagos, Células Ativação endotelial, febre, anormalidades metabólicas,
INFLAMAÇÃO 1, IL-6 endoteliais e Mastócitos hipotensão (choque)
QUIMIOCINAS Leucócitos e Macrófagos Quimiotaxia, ativação de leucócitos
ativos
FATOR ATIVADOR Leucócitos e Mastócitos Vasodilatação, + permeabilidade vascular, adesão de
PLAQUETÁRIO leucócitos, quimiotaxia, desgranulação, explos. oxi.
COMPLEMENTO Plasma (produzido no fígado) Quimiotaxia, ativação de leucócitos, eliminação direta
do alvo, vasodilatação
CININAS Plasma (produzido no fígado) + Permeabilidade vascular, contração muscular lisa,
vasodilatação e dor
MEDIADORES QUÍMICOS DA
REAÇÃO INFLAMATÓRIA
MEDIADORES QUÍMICOS DA
REAÇÃO INFLAMATÓRIA
Os mediadores químicos podem ser classificados como exógenos ou endógenos:
● Exógenos: são produzidos e liberados por organismos como vírus e bactérias,
solúveis e responsáveis pela quimiotaxia;
● Endógenos: são os componentes do sistema de complemento que atuam no
processo inflamatório.
Alguns mediadores, enzimas e processos mais comuns:
o Elevação das proteínas da fase aguda;
o Elevação da proteína C reativa (PCR);
o Fibrinogênio;
o Proteína amiloide A sérica;
o Leucocitose.
MEDIADORES QUÍMICOS DA
REAÇÃO INFLAMATÓRIA
Sepse- É um problema que ocorre nos pacientes com infecções graves, caracterizada
por um intenso estado inflamatório em todo o organismo, que inclui a produção
excessiva de mediadores inflamatórios e pela excessiva ativação de células
inflamatórias mediante grande quantidade de agressores. A sepse é desencadeada
pela invasão da corrente sanguínea por agentes infecciosos, principalmente bactérias
ou vírus.
Principais sintomas da Sepse:
o Febre;
o Pressão Baixa;
o Aumento da frequência cardíaca;
o Aumento da frequência respiratória;
o Sonolência ou confusão mental.
EFEITOS SISTÊMICOS DA
INFLAMAÇÃO
Alguns efeitos ou reflexos sistêmicos do corpo humano são característicos e esperados
de um processo inflamatório. Dentre eles, podemos observar a presença de:
● Febre (geralmente quando a inflamação está associada à infecção);
● Dor;
● Aumento da pressão sanguínea;
● Sonolência;
● mal-estar;
Todas essas respostas são mediadas por substâncias oriundas do plasma, das células
do conjuntivo, do endotélio, dos leucócitos e plaquetas que regulam a inflamação e
chamadas genericamente de mediadores químicos da inflamação.
GABARITO
1- Pressão Hidrostática é a pressão decorrente da compressão dos líquidos
da região intravascular. Uma pressão hidrostática aumentada faz com que o
líquido saia da circulação, ou seja, aumenta as forças que levam à saída de
líquidos do interior dos vasos para o interstício. Pressão oncótica ou pressão
osmótica coloidal: é a pressão decorrente das propriedades coligativas da
água, devido a diferenças de concentração. É a pressão externa que deve
ser aplicada a uma solução mais concentrada para evitar a diluição ou
osmose. Essa pressão faz com que os líquidos fiquem no interior dos vasos.
GABARITO
2- Elevação das proteínas da fase aguda: estas encontram-se diretamente
relacionadas a uma classe de proteínas, cuja concentração plasmática
estará aumentada ou minimizada na presença de uma resposta à inflamação. Elas também
podem ser nominadas de “biomarcadores”, que podem ser utilizadas em diversos processos
inflamatórios ou mesmo infecciosos como ferramentas auxiliares para a realização de
diagnóstico laboratorial e clínico; Elevação da Proteína C Reativa (PCR): é uma
proteína produzida pelo fígado na fase aguda da inflamação, que reage rapidamente em fases
agudas em resposta à ação dos macrófagos, no processo de fagocitose, sendo medida em
laboratório e servindo de ferramenta de análise para o diagnóstico de doenças; Fibrinogênio:
também é uma proteína natural que age na fase aguda da inflamação. É produzida pelo fígado,
após liberado no sangue é convertido em fibrina que atua na formação do coágulo, atuando até
o final da cicatrização; Proteína amiloide A sérica: é produzida pelo fígado e indicadora de
inflamação aguda. Pode se depositar nos tecidos, ocasionando a amiloidose, que é na verdade
a malformação de compostos proteicos durante a atividade inflamatória; Leucocitose (aumento
da liberação de leucócitos pela medula óssea): estimulada por citocinas no sangue, durante o
processo inflamatório. Já a redução do número de leucócitos ou glóbulos brancos pode ser
chamada de leucopenia ou leucocitopenia.
GABARITO
3- Causa (fator vs invasão de algum microrganismo); Período de incubação
(geralmente sem manifestações); Período prodrômico (sinais e sintomas
inespecíficos); Período de estado (sinais e sintomas típicos); Evolução (cura → sem
sequela ou → com sequela / cronificação / complicações/ óbito). Essas etapas se
resumem na seguinte ocorrência: agressão; defesa; adaptação; lesão.
4-Rubor; calor; edema (tumor); dor; perda ou limitação funcional.
03
Sistema Osteoarticular
TECIDO ÓSSEO
● Aproximadamente, 40% do nosso corpo é formado por músculos que rodeiam o
esqueleto e permitem a movimentação;
● Juntando o tecido muscular e o tecido esquelético, temos o sistema esquelético-
articular;
● O sistema ósseo de um adulto, é formado por 206 ossos com uma infinidade de
formatos (achatados, irregulares, cuboides, longos, etc);
● Os ossos possuem função principal de proteger estruturas internas sensíveis como
o cérebro e a medula espinhal;
● Os ossos servem como alavancas para nos manter em movimento bípede. A
estrutura óssea ainda tem uma grande função de armazenar sais de cálcio que
podem ser absorvidos pelo sangue, quando houver falta no organismo.
Esqueleto Apendicular
Esqueleto Axial
TECIDO ÓSSEO
● O tecido ósseo possui seu próprio sistema de vasos sanguíneos, vasos linfáticos e
nervos:
1. Os vasos sanguíneos são responsáveis em levar nutrientes aos ossos;
2. Já os vasos linfáticos são responsáveis em remover os restos metabólicos da
atividade celular;
3. Os nervos tem a função de fazer o contato entre as células ósseas e o cérebro;
● Nos ossos existem as marcas ósseas ou acidentes ósseos, que são espaços,
ondulações e depressões que servem de pontos para fixação de músculos, fazendo
parte de um sistema integrado de proteção, segurança e liberdade de movimentos.
CÉLULAS DO TECIDO ÓSSEO
OSTEÓCITOS OSTEOCLASTOS OSTEOBLASTOS
Células maduras e Células gigantes Células derivadas de
responsáveis pela matriz multinucleadas, responsáveis colágeno e de proteínas.
óssea, pela formação do pelo processo de reabsorção Estas proteínas são
osso e com a forma de ou decomposição do osso, nos fundamentais no processo
aranha, responsável pela casos de remodelamento, de mineralização, óssea,
sua sustentação. através da osteólise. feita pelos osteoblastos.
ETAPAS DO PROCESSO DE OSSIFICAÇÃO
● O processo pelo qual o osso é formado chama-se de “ossificação” (ossi = osso;
ficação = fabricação), a qual ocorre em quatro etapas principais:
1. Formação inicial de ossos no embrião e feto;
2. Crescimento dos ossos durante a infância e a adolescência até atingir a fase
adulta;
3. Remodelamento ósseo (substituição do tecido ósseo por tecido jovem);
4. Reparo de fraturas durante a vida;
● O endurecimento ósseo só acontece em virtude da presença do colágeno, que além
da dar dureza, permite certa flexibilidade, fazendo com que o osso não se torne
quebradiço.
TIPOS DE TECIDO ÓSSEO
Dependendo do tamanho e da
distribuição dos espaços, as regiões de
um osso podem ser classificadas como
compactas ou cortical e esponjosas.
Cerca de 80% do osso propriamente dito
é compacto e 20% é esponjoso.
Legenda da Imagem
Bone Anatomy = Anatomia óssea;
Spongy bone - Contains red marrow = Osso
esponjoso - Contém medula vermelha;
Compact bone = Osso compacto;
Blood vessels in bone marrow = Vasos
sanguíneos na medula óssea;
Blood stem cell = Células-tronco do sangue;
Red Blood cells = Glóbulos vermelhos;
White Blood cells = Glóbulos brancos;
Platelets = Plaquetas.
MEDULA ÓSSEA
A medula óssea, é formada de gordura e de substâncias responsáveis pela formação
das células sanguíneas. Sem a medula óssea, seria impossível nosso corpo
sobreviver, pois é a medula que produz todas as células sanguíneas o tempo todo, ou
seja, durante toda a nossa vida. É dividida em:
1. Medula amarela: encontrada nas cavidades maiores de ossos grandes do corpo e
consiste em sua grande maioria de células adiposas;
2. Medula vermelha: constituída de tecido hematopoiético e é o local onde acontece
a produção de eritrócitos e leucócitos;
A produção excessiva de uma das células sanguíneas ou a produção reduzida pode
afetar o equilíbrio do sangue e produzir doenças, deficiência nutricional, ou o
crescimento da matriz fibrosa da medula podem gerar alterações em sua função e
comprometer o equilíbrio corporal.
Um exemplo de doença da medula óssea é a leucemia.
LEUCEMIA
● A leucemia é a produção exagerada de leucócitos que sofrem mutação e, pelo
caráter imaturo, tornam-se células cancerosas ou leucêmicas;
● Pode acontecer devido à ordem hereditária ou adquirida;
● Aos poucos essas células leucêmicas vão substituindo as células normais e passam
a alterar o comportamento do sangue;
● O mecanismo fisiopatológico da doença se inicia nas células-tronco através da
proliferação anormal e a redução da apoptose (morte celular programada).
LEUCEMIA
● A doença é percebida pelos sintomas clínicos, tais como fraqueza, cansaço,
infecções frequentes e sangramentos anormais. Geralmente, o diagnóstico é
baseado em exames laboratoriais;
● A disfunção no processo de produção das células hematopoiéticas e a proliferação
das células neoplásicas afeta o transporte de oxigênio devido à disfunção das
hemácias, causando anemia e fadiga;
● A disfunção pela falta de plaquetas gera os sangramentos aumentados pela
trombocitopenia;
● A redução acentuada dos neutrófilos leva ao quadro de febre sem causa
perceptível;
● O tratamento é baseado no mecanismo de ação da doença, incluindo quimioterapia,
imunoterapia, radioterapia, transplante de medula óssea ou a associação de
diferentes tratamentos.
TIPOS DE LEUCEMIA
01 02
Leucemia Linfocítica Leucemia Linfocítica
aguda Crônica
Desenvolve-se em curto período e Desenvolve-se de maneira lenta,
os sintomas se agravam afetando as células maduras e
rapidamente, sendo mais comum geralmente são diagnosticadas em um
seu aparecimento em crianças. exame de rotina.
Leucemia Mielocítica
03 04
Leucemia Mielocítica
Aguda Crônica
Caracteriza-se pela produção Caracteriza-se pela produção
cancerosa de células mielogênicas cancerosa de células mielogênicas
jovens na medula óssea, que jovens na medula óssea, que
posteriormente se espalham pelo posteriormente se espalham pelo corpo.
corpo.
OSTEOPOROSE (OP)
● A OP é um dos distúrbios metabólicos que acomete a estrutura óssea, em
especial a sua formação onde há falta de depósitos normais de sais de cálcio e
redução nas proteínas ósseas, tornando-os frágeis e susceptíveis a fraturas;
● O cálcio é o elemento estrutural do sistema esquelético e uma deficiência de
cálcio na alimentação pode reduzir a resistência óssea e levar à osteoporose;
● Pode ser classificada em:
1. Primária: quando as causas são naturais (menopausa e senilidade);
2. Secundária: quando há uma causa primária (certos medicamentos, outras
doenças, sedentarismo etc.);
3. Idiopática: as causas desconhecidas.
OSTEOPOROSE (OP)
● A primeira etapa da perda de cálcio é chamada de osteopenia, que progride
com a degradação óssea até que todas as células não consigam mais repor o
cálcio perdido;
● O tratamento se baseia na indução da absorção de cálcio através de
medicamentos e a reposição nutricional de vitamina D e cálcio, além da
exposição solar para melhorar a absorção da vitamina D.
Osso saudável Osteoporose
OSTEOARTRITE (OA)
● Também chamada de doença articular degenerativa, está relacionada as articulações,
com consequente alterações estruturais do tecido ósseo e processo inflamatório
recorrente;
● É a doença mais comum em pessoas acima de 65 anos. A OA é a forma mais comum de
doença articular e esta possui os seguintes fatores de risco que podem potencializar a
existência da referida doença, tais como: gênero, idade, trauma, uso excessivo,
genética e obesidade, contribuindo para iniciar o processo de lesão nos diferentes
componentes articulares.
● A doença não tem cura, mas tem controle pela dieta, exercícios físicos, uso de órteses,
e a administração de medicamentos.
OSTEOARTRITE (OA)
A OA possui algumas classificações conforme seu estágio evolutivo, são estes:
Grau I: provável diminuição do espaço articular, com possível osteófitose;
Grau II: osteófitos bem definidos e possível diminuição do espaço articular;
Grau III: múltiplos osteófitos, clara diminuição do espaço articular e possíveis deformidades
nas extremidades ósseas;
Grau IV: grandes osteófitos, intensa diminuição do espaço articular, esclerose grave e
extremidades ósseas com deformidades definidas;
O tratamento é baseado no controle de peso, realização de exercícios para o fortalecimento
muscular e melhora da força, utilização de medicamentos específicos para auxiliar na
qualidade de vida e também o entendimento do processo da doença, pois é gradativa, com
tendência à piora
Extremidades ósseas em contato
Erosão óssea;
Membrana sinovial
Articulação normal Osteoartrite inflamada e inchada
FRATURAS
A palavra fratura significa a quebra ou a ruptura do osso. Os tipos de fraturas incluem as
seguintes:
1. Parcial: uma ruptura incompleta através do osso, como uma fissura.
2. Completa: ruptura completa do osso. Significando que o osso esta quebrado em dois
ou mais fragmentos.
3. Fechada (simples): o osso fraturado não rompeu a pele.
4. Aberta (composta): as extremidades fraturadas do osso projetam-se através da pele.
FRATURAS
O processo de reparação de uma fratura é delicado, pois enquanto não acontece
a calcificação do local, o osso não pode suportar peso. O processo de fixação do
osso envolve o recrutamento das células inflamatórias, a liberação de citocinas
para a ativação das células progenitoras, formando inicialmente, o calo ósseo.
Este processo dura cerca de sete dias, em média. Após este período inicia a
fixação do cálcio que dará dureza e resistência ao osso, e este processo pode
durar semanas.
FRATURAS
A cicatrização de uma fratura pode ser interrompida por diversos fatores e/ou mecanismos,
tais como:
1. Deslocamento de fragmentos podem retardar a cicatrização;
2. Imobilização inadequada podem gerar movimento das partes ósseas, bloqueando a
formação do calo ósseo entre as duas partes do osso;
3. Infecções podem acontecer geralmente em fraturas expostas, impedindo a formação do
calo ósseo;
4. Doenças prévias ou deficiências nutricionais de cálcio ou fósforo, e outros nutrientes
podem impedir a formação óssea.
GABARITO
1-Também chamada de doença articular degenerativa, está relacionada às
articulações, com consequentes alterações estruturais do tecido ósseo e
processo inflamatório recorrente.
2-Parcial: uma ruptura incompleta através do osso, como uma fissura;
Completa: ruptura completa do osso, significando que o osso está quebrado
em dois ou mais fragmentos; Fechada (simples): o osso fraturado não
rompeu a pele; Aberta (composta): as extremidades fraturadas do osso
projetam-se através da pele.
3-Significa a quebra ou a ruptura do osso. Essa ruptura pode acontecer de
várias formas, de maneira que o osso sofra a perda de continuidade de
sua estrutura.
GABARITO
4- A osteoporose é um desequilíbrio entre a reabsorção e a formação óssea,
que ocorre de forma silenciosa ocasionando perda da qualidade de vida da
pessoa acometida com essa doença, potencializando outros tipos de
acometimentos tais como quedas ou risco para tal e, consequentemente,
fraturas sejam por tais eventos (quedas) ou espontâneas
Espero contribuir com a
sua jornada de
aprendizado!