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“Viver é uma arte é, um oficio, só
que precisa cuidado
Pra perceber que olhar só pra dentro
é o maior desperdício”
TERAPIA DE ACEITAÇÃO
E COMPROMISSO
Professora: Me. Raissa Cruz
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“Algumas coisas
mudam, outras não,
e cada pessoa
precisa descobrir a
melhor forma de
lidar com os ambos
tipos de situação”
STEVEN HAYES, KIRK STROSAHL
E KELLY WILSON (2021)
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O QUE É A ACT?
Uma abordagem do funcionamento humano
baseada nos processos de aceitação –
disponibilidade em lidar com a vida como
ela se apresenta – e comprometimento –
manutenção ou mudança de
comportamento guiada por valores.
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Teoria dos quadros
Contextualismo
ou molduras
funcional
relacionais
BASES DA ACT
E dá-lhe filosofia!!!
CONTEXTUALISMO
FUNCIONAL
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Análise do comportamento Contextualismo funcional
CONTEXTUALISMO FUNCIONAL
quanto a explicação
Explicar e antecipar descreve exatamente as
Predição comportamento/ relações funcionais
Precisão
(Base científica) mensurar a envolvidas (está ansioso
probabilidade porque tem ansiedade –
baixa precisão)
É o alcance da explicação —
Intervir e modificar
quantos fenômenos ela
Controle comportamento/
Escopo consegue abranger.
(Base tecnológica) manipular
(Esquiva – Esquiva
contingências
experiencial)
Coerência com outras
Efeitos amplos do ciências, abordagens e
Influência outros níveis de análise
ambiente/ variáveis que Profundidade
(Contexto geral) (linguagem, biologia,
afetam o cpot
história)
Reflexividade
O estímulo é equivalente a ele mesmo. É a relação
A =A
Simetria
TEORIA DAS
MOLDURAS Se você aprende que A → B, então
RELACIONAIS automaticamente sabe que B → A.
(BASE
EQUIVALÊNCIA
Transitividade
DE SIDMAN)
Se você aprende que A → B e B → C, então deriva
A → C.
Exemplo: A = palavra “gato” B = imagem de um
gato C = som da palavra “gato”
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EXEMPLOS
Relações Derivação
branco-rico preto-pobre Todo o branco é bom e rico e todo negro é
branco-bom preto-ruim ruim e pobre
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RESPONDER
RELACIONAL
Qual é a bola maior?
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RESPONDER RELACIONAL
ARBITRARIAMENTE APLICADO
Qual é a maior?
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Exemplos:
- Chorar ao ouvir uma história triste
- Rasgar a bíblia é como estar rasgando o próprio Deus
- Terapia
(Palavras alteram a função do estímulo; estabelecimento de novas
relações)
Essas relações não precisam ser aprendidas através da exposição às
contingências
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De acordo com a RFT, além de aprendermos a relacionar estímulos
arbitrariamente como se fossem equivalentes ou iguais ("Essa
bandeira representa o Brasil"2).
Aprendemos a relacioná-los por oposição ("Felicidade é o oposto de tristeza"),
diferença ("Paixão é diferente de amor").
Comparação ("Bach é melhor do que Vivaldi"),
Hierarquia ("A Análise do Comportamento faz parte da Psicologia").
Também estabelecemos relações espaciais ("O livro está sobre a mesa"),
Temporais ("A Idade Média veio antes do Renascimento"),
De causalidade ("Se você ultrapassar o limite de velocidade, então receberá
uma multa")
Relações dêiticas ou que dependem da perspectiva do falante e do ouvinte
("Se eu fosse você, eu ligaria pra ele já!").
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OPOSIÇÃO
(EXEMPLOS)
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UNIVERSALIDADE DO SOFRIMENTO
DE ACEITAÇÃO E COMPROMISSO
Pensamentos e sentimentos Ao tentarmos controlar os
disfuncionais derivam de pensamentos e emoções,
processos psicológicos perdemos o foco do que é
normais, como o importante para nós.
seguimento de regras
(Hayes et al., 2011). O problema não é o
sofrimento, mas a relação
Culturalmente, aprendemos que estabelecemos com
que sofrer é errado e que ele.(Parar de brigar com as
devemos controlar os emoções)
pensamentos e emoções,
mas eles mudam a partir das
contingências.
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EXEMPLOS
Marido que evita problemas conjugais
dedicando-se ao trabalho. Seu afastamento
pode levar a outras queixas da esposa,
fazendo com que ele se afaste ainda mais.
Indivíduo que sai para não sofrer com o fim
do relacionamento (Já tá sofrendo)
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O MODELO
UNIFICADO DE
MUDANÇA NO
COMPORTAMENTO
(HEXAFLEX)
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Para cada um deles, há um
processo inverso que promove
inflexibilidade, favorecendo o
início e a manutenção da
psicopatologia.
É fundamental considerar que,
em relação a todos os processos,
a promoção de funcionalidade se
aplica igualmente a pacientes e
terapeutas, favorecendo uma
relação terapêutica de melhor
qualidade
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EVITAÇÃO EXPERIENCIAL
É a indisponibilidade em lidar com eventos
internos aversivos, levando a tentativas de
reduzir sua forma, frequência ou intensidade
(Hayes et al., 1996).
A evitação de estímulos que despertam
pensamentos ou emoções indesejados, no
entanto, pode ser contraproducente, reduzir a
variabilidade comportamental e levar a
comportamentos disfuncionais.
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ACEITAÇÃO
Envolve disponibilidade em lidar com os eventos internos do modo
como aparecem (Hayes et al., 2011).
Isso não significa, entretanto, “tolerância passiva ou resignação (...)
Ironicamente, a aceitação é uma das maiores mudanças funcionais
possíveis” (Hayes et al., 2013,p. 185).
Dessa forma, a experiência de desconforto pode adquirir novas
funções diversas da busca de alívio frequentemente disfuncional.
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METÁFORAS PARA
ACEITAÇÃO
Metáfora da pá
Esse estado de receptividade
favorece a manutenção do foco nos
objetivos e valores pessoais, mesmo
na presença do incômodo causado
por pensamentos e sentimentos
adversos.
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FUSÃO COGNITIVA
Quando o indivíduo está sob controle excessivo do
comportamento verbal, representa um estado de literalidade
do pensamento (Hayes et al., 2012).
O contexto e a experiência são ignorados e o pensamento se
torna a principal fonte de regulação do comportamento.
Embora esse processo não seja necessariamente nocivo, padrões
crônicos de fusão podem gerar inflexibilidade e reduzir as
opções de comportamento.
- Eu devo
- Se eu sentir ansiedade, vai dar tudo errado.
- Não posso sofrer, sofrer é ruim (luto)
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PROCESSO INVERSO: DEFUSÃO
O processo inverso, defusão cognitiva, visa reduzir o controle de
eventos internos sobre o comportamento, aumentando o contato
com a experiência presente (Hayes et al., 2013).
Intervenções:
- Metáfora: saia da sua mente e entre na sua vida; a mente não é a sua
amiga.
- Observar pensamentos e sentimentos como se estivessem escritos
em folhas descendo pelas águas de um rio
- Nomear os processos cognitivos (p. ex., “Estou tendo o pensamento
de que sou incapaz”).
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ATENÇÃO RÍGIDA AO PASSADO OU
FUTURO
O esforço contínuo para evitar problemas pode levar
ao enrijecimento da atenção (Hayes et al., 2011).
O indivíduo passa boa parte do tempo preocupado com
o passado ou imaginando problemas que ainda não
surgiram.
Em ambos os casos, está psicologicamente ausente.
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PROCESSO INVERSO: ATENÇÃO
PRESENTE
Permite aumentar o contato com o momento presente.
Capaz de regular sua atenção e manter mais contato com o aqui
e agora, único momento passível de atuação
O indivíduo experimenta o mundo mais diretamente e pode se
comportar de modo mais flexível.
As principais técnicas de promoção da atenção presente:
- Mindfulness
- Checar o corpo e identificar emoções e sensações físicas.
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SELF CONCEITUALIZADO
A noção de self como conteúdo representa a
integração de diversos autoconceitos
fundamentais para o indivíduo.
Esse apego a alguns pensamentos é um exemplo
de fusão cognitiva especialmente arriscado (Hayes
et al., 2013).
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SELF COMO CONTEXTO.
O objetivo dos métodos de desenvolvimento do self como
contexto é a flexibilização das crenças sobre si mesmo.
Assim como o resultado do jogo não influencia o tabuleiro, o
conflito entre eventos internos não precisa comprometer o
indivíduo.
Ex.: Médica e a mãe
Entre os exercícios de treino da perspectiva, o cliente pode, por
exemplo, se imaginar mais velho ou como uma terceira pessoa
e então aconselhar a si mesmo no momento presente.
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OBJETIVOS POUCO CLAROS,
CONDESCENDENTES OU EVITATIVOS
Papel dos valores na ACT é uma contribuição
direta do contextualismo funcional ao seu modelo
de intervenção.
A realização dos valores é o critério de sucesso do
modelo de flexibilidade psicológica.
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VALORES
Os valores não são coisas a serem alcançadas.
Para a ACT, eles são definidos como consequências de natureza
verbal, escolhidas livremente, que resultam de padrões
dinâmicos de comportamento, nos quais o reforçador
predominante se torna intrínseco ao padrão comportamental
(Wilson & Dufrene, 2008).
Por outro lado, os valores podem se tornar disfuncionais quando
indefinidos, baseados na vontade alheia ou evitativos.
Intervenção:
Escrever um discurso imaginário para o próprio funeral
Organizar os eventos pessoais significativos em uma linha que
representa a própria história de vida.
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IMPULSIVIDADE OU EVITAÇÃO
PERSISTENTE
Padrões de inação, impulsividade ou evitação persistente
representam uma ameaça à vida com sentido, pois não são
orientados para valores (Hayes et al., 2011).
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COMPROMISSO
Se a meta final da ACT é a regulação do comportamento em
função dos valores, o compromisso indica o caminho a percorrer.
A ação comprometida constitui padrões comportamentais que
permitem viver a responsabilidade pelos próprios atos,
momento a momento, por meio de metas concretas.
Uma das principais características da ação com compromisso
guiada por valores é que ela elicia vários eventos encobertos
desagradáveis, como se elucidará a seguir.
Solicitar fotos, materiais, produções. (ex.: trend do Instagram,
objetos de arte)
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OBJETIVO DA TERAPIA
(TORNEKE, LUCIANO, BARNES-HOLMES & BOND APUD MANZIONE,
2020)
1. Ajudar o cliente a discriminar a relação entre as
classes funcionais de resposta e as
consequência problemáticas produzidas por
esse responder. Essa classe funcional está
coordenada com autoinstruções ou regras
particulares. (desesperança criativa)
2. Auxiliar o cliente a desenvolver repertório
alternativo de uma maneira que especificará
funções apetitivas para mais comportamentos
(Valores)
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INDICAÇÕES
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