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Alekan RPG

Alekan, um ferreiro da vila de Valescuro, se vê envolvido em uma trama de mistério e conflito após a chegada de Harkin, que relata eventos estranhos na Mina do Corvo. Após confrontos com a guarda local e o Barão, Alekan assume a responsabilidade de investigar a mina, enfrentando criaturas e uma entidade sombria, o que culmina em uma revolução popular que transforma a estrutura feudal da vila. Com a vitória sobre as forças de Blackstone, Alekan inicia a construção de uma nova sociedade, estabelecendo medidas comunitárias e um conselho popular.

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Alekan RPG

Alekan, um ferreiro da vila de Valescuro, se vê envolvido em uma trama de mistério e conflito após a chegada de Harkin, que relata eventos estranhos na Mina do Corvo. Após confrontos com a guarda local e o Barão, Alekan assume a responsabilidade de investigar a mina, enfrentando criaturas e uma entidade sombria, o que culmina em uma revolução popular que transforma a estrutura feudal da vila. Com a vitória sobre as forças de Blackstone, Alekan inicia a construção de uma nova sociedade, estabelecendo medidas comunitárias e um conselho popular.

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Resumo Detalhado da História:​

Contexto e Personagem Principal


Alekan: Ferreiro, minerador e ourives discreto da vila de Valescuro, um feudo
incrustado em montanhas cinzentas. Vive uma vida modesta, dividida entre a mina,
a forja e trabalhos ocasionais com metais preciosos.

Início da Trama: A Chegada de Harkin


Madrugada em Valescuro: Alekan é acordado por batidas urgentes na porta de sua
cabana-oficina.

Harkin, carroceiro pragmático, relata eventos perturbadores:

Durante uma entrega perto da Mina do Corvo (abandonada após um desabamento),


ele ouviu sussurros em uma língua estranha que transmitia "fome" e um "chamado".

Encontrou marcas de pés deformados no chão e sentiu um "frio de túmulo".

Livia, filha do fazendeiro Menno, que acompanhava a carroça, entrou em transe e


começou a caminhar em direção à mina. Agora está com febre e murmura a língua
estranha.

Harkin pede a opinião de Alekan, reconhecendo seu conhecimento prático das


minas e da terra, já que a guarda local (Sargento Borin) ignorou o caso.

Desenvolvimento: Negação e Conflito


Alekan inicialmente recusa envolvimento, sugerindo que Harkin procure o padre ou
insista com a guarda.

Harkin segue o conselho, mas a situação se agrava:

Ataque aos porcos de Menno: Uma criatura arrasta dois porcos para os bosques.

Livia piora, falando "em línguas".

A guarda, liderada pelo Sargento Borin, age com lentidão e ceticismo.

Alekan provoca Borin publicamente, gritando que os impostos deveriam garantir a


ação da guarda.

Confronto com Borin: O sargento humilha Alekan publicamente, desafiando-o a


investigar a mina sozinho.
Alekan se torna um "reclamão" marcado, isolado pela comunidade.

A Noite e a Conspiração
Harkin retorna à noite com novas informações:

A guarda encontrou vestígios dos porcos, mas atribuiu a um "urso doente".

O jovem guarda Joric revela que as pegadas levavam para dentro da Mina do Corvo
e que há um cheiro de morte saindo da mina.

Joric sugere que Alekan investigue por conta própria e traga provas concretas.

Menno oferece uma bolsa de moedas como recompensa por uma investigação
discreta.

Alekan recusa novamente, mas Joric alerta sobre as consequências políticas: se a


criatura atacar alguém, a culpa pode cair sobre Alekan, que foi avisado primeiro e
falhou em agir.

Confronto com o Barão


Alekan vai ao solar do Barão Dravos Faubert para uma audiência.

Argumenta que a guarda é ineficiente e que a responsabilidade pelo caso está sendo
indevidamente colocada sobre ele.

Rolando um 18 em persuasão, Alekan convence o Barão, que oferece um contrato:

Alekan será encarregado oficialmente de investigar a ameaça.

Receberá um salário diário e acesso a suprimentos.

Em troca, se falhar, sua forja poderá ser confiscada.

Alekan rejeita o contrato com desdém, recusando o pagamento e exigindo que o


acordo seja afixado publicamente.

O Barão revida, declarando Alekan um "lobisomem" (fora-da-lei) e afirmando que, se


ele morrer na mina, será usado como bode expiatório.

Preparação para a Investigação


Alekan semeia dúvida entre os guardas pessoais do Barão (Henry e Brokk), mas não
os converte em aliados.

Na vila, a hostilidade é palpável. Alekan é evitado pelos moradores.

Ele se equipa:

Forja uma lança com ponta de prata.

Veste armadura de couro e ferro.

Compra provisões e visita a curandeira Madge, que lhe fornece unguentos e um


líquido especial para tratar a lâmina contra "coisas que não vivem".

Compra um porco vivo para servir de isca.

Investigações na Mina do Corvo


Alekan segue para a Mina do Corvo com o porco.

Na entrada, talha o animal para atrair a criatura com sangue e o afugenta para
dentro da mina.

Dentro da mina, encontra dois túneis:

À esquerda: sons de mastigação (a criatura se alimentando do porco).

À direita: sussurros e um cheiro forte de podridão (a fonte da ameaça).

Alekan escolhe enfrentar a criatura à esquerda.

Confronto na Câmara da Mina


Com furtividade e percepção críticas (rolagem de 20), Alekan se aproxima sem ser
detectado.

Encontra uma criatura humanoide deformada se alimentando do porco.

Percebe um medalhão de estanho brilhando na parede, com o símbolo da antiga


Companhia de Mineiros.

Ataca pela retaguarda, cravando a lança de prata na base do crânio da criatura


(ataque crítico, rolagem de 20).
A criatura morre instantaneamente, desintegrando-se em cinzas. O medalhão emite
um brilho frio.

O sussurro no túnel principal para e retorna com fúria, agora dirigindo-se a Alekan:
"MEU... SERVO... ROTO...".

Enfrentando a Entidade de Sombra


Alekan pega o medalhão e o crânio da criatura como prova.

Aguarda em emboscada a entidade que se aproxima: uma névoa negra com uma
silhueta humanaide no centro.

Com um plano ousado:

Arremessa o medalhão na névoa (rolagem de 19), que reage como se fosse


queimada.
Avança com a lança (rolagem de 16), atingindo o núcleo da entidade.
Grita "QUEIME, CRIATURA DAS TREVAS!" (rolagem de 20, crítico).
O medalhão irradia luz branca, envolvendo a entidade em "chamas frias" que a
consomem completamente.

A ameaça é erradicada, mas Alekan percebe que o medalhão era um selo roubado,
desencadeando a escuridão.

Retorno à Vila e Confronto Público


Alekan retorna ao amanhecer, encontrando a vila em polvorosa.

A família de Menno está em crise: Livia piorou, e o Barão e Borin estão investigando,
sugerindo "envenenamento por metais" para culpar Alekan.

Alekan confronta o Barão publicamente, jogando o crânio da criatura a seus pés.

Em um ato dramático, queima o medalhão em uma fogueira pública (rolagem de 20),


causando um clarão sobrenatural que purifica Livia e cura sua febre.

O Barão é forçado a reconhecer a ameaça real e a ação de Alekan, mas o convoca


para uma reunião privada.

O Discurso Revolucionário
Alekan recusa a reunião privada e faz um discurso inflamado (rolagem de 20) à
multidão, criticando a exploração feudal e convocando o povo a marchar ao solar.
O povo se mobiliza. Joric, o guarda, abandona seu posto e se junta à multidão.

O Barão, encurralado, concorda em realizar um conselho público no local.

A Declaração do Novo Poder


Alekan declara o fim do feudalismo em Valescuro (rolagem de 20).

Anuncia a expulsão pacífica do Barão e sua família, a transformação do solar e das


terras em patrimônio coletivo, e a criação de um Conselho Popular de
Administração.

O povo aceita a nova ordem. O intendente Hectar rasga os registros antigos e se


oferece para ajudar na transição.

Consolidação e Primeiras Medidas


Alekan ordena que os estoques do solar sejam usados para uma festa comunitária,
simbolizando a nova era.

Propõe mudar o nome da vila (surgindo "Vale da Forja Livre").

Estabelece um conselho provisório com representantes dos ofícios.

Planeja enviar Grif, um peleiro, como mensageiro informal para espalhar a notícia da
revolução entre o povo comum do vizinho Kael, não entre as autoridades.

Ameaça Iminente e Preparação para a Batalha


Borin foge e alerta o Conde de Blackstone, senhor feudal superior.

Uma pequena tropa de cavalaria de Blackstone se aproxima para esmagar a


rebelião.

Alekan organiza a defesa com eficiência crítica (rolagem de 20):

Paliçadas para funilar os atacantes.

Óleo na estrada para desestabilizar a cavalaria.

Milícias populares armadas com lanças.

Armadilhas incendiárias.

Com um discurso inspirador (rolagem de 20), Alekan levanta o moral da população.


A Batalha pela Forja Livre
O plano é executado perfeitamente (rolagem de 20).

A cavalaria de Blackstone é emboscada, desorganizada e dizimada.

O Capitão Rykard é capturado e ferido.

Borin é capturado, revelando-se um traidor que exagerou o caos para obter poder.

A vila vence sua primeira batalha sem baixas fatais.

Desfecho da Parte 1
Alekan decide tratar os feridos e prender os capturados.

Propõe negociar o resgate do Capitão Rykard com Blackstone, exigindo recursos


úteis (grãos, ferro, livros) em vez de ouro.

Borin será julgado pelo Conselho Popular.

Grif parte para Kael para espalhar a história da revolução entre o povo comum.

O Vale da Forja Livre sobreviveu ao primeiro ataque, mas agora enfrenta a


perspectiva de uma guerra maior e a necessidade de construir uma sociedade nova
e funcional.​

1. O DIA APÓS A BATALHA: O LÍDER QUE SERVE
Contexto: Após derrotar as forças de Blackstone, Alekan enfrenta o cansaço
extremo, mas recusa o isolamento. Em vez de descansar no solar, faz uma ronda
estratégica pelos núcleos da comunidade.

Interações Detalhadas:

Com Madge (Hospital):

Cenário: Sala do hospital cheirando a ervas e tensão.

Diálogo: Alekan pergunta "O que você precisa?".

Pedido de Madge: Ataduras limpas de linho, vasilhas de cobre/estanho para ferver


instrumentos, e a viúva Marta como ajudante.
Presente/Preço: Madge lhe dá um "energético" — um chá amargo e forte que afasta
o cansaço por horas, mas com a sensação de que "a conta será cobrada depois".

Com Thrain (Chefe Lenhador):

Cenário: Círculo de homens afiando machados e contando ferimentos leves.

Pedidos de Thrain:

Afiação dos machados na forja.


Manutenção de parte das paliçadas como defesa permanente.
Fabricação de mais estacas afiadas para o próximo ataque.
Uso da madeira das árvores derrubadas para reparar telhados antes do inverno.
Com Joric (Milícia):

Cenário: No muro, inspecionando o horizonte.

Pedidos de Joric:

Turnos de descanso reais para os homens.


Mais armas, especialmente lanças (muitas quebraram).
Treinamento militar (não apenas espetar, mas lutar) e um espaço para práticas.
Com Outros Líderes:

Moleiro: Verificação do moinho.

Ferreiro Doran: Mais carvão e ajudantes.

Marta: Sal e organização das cozinhas comunitárias.

Impacto: Essas interações, focadas em necessidades tangíveis (não ouro ou glória),


transformam o respeito em algo próximo à devoção. Alekan se estabelece como um
facilitador, não um governante distante.

2. O PLANEJAMENTO NOTURNO: O SONHO E A LISTA


Noite na Cabana:

Alekan retorna à sua antiga cabana de ferreiro, que lhe parece estranha e pequena
após os eventos.
Sob o efeito do chá de Madge, sua mente gira em torno dos problemas: a carta para
Blackstone, o julgamento de Borin, defesas, alimento e a "semente" plantada por Grif
em Kael.

Ele adormece sentado à mesa e sonha:

Com pessoas chegando de todas as partes do mundo, famintas por pão e justiça.
Pensamento: "Não posso deixá-los para trás".
Com o mar, o que o acalma. Um sonho que antes era inquieto, torna-se uma
meditação plácida.
Ritual Matinal:

Antes do amanhecer, escreve num pergaminho: "OBRIGADO POR TUDO" — mais um


lembrete para si mesmo do que para os outros.

Refeição Pública: Pega mais comida do que irá comer, esquenta leite, prepara carne,
pão, uvas e come na mesa da praça, em frente ao poço. Está disponível, acessível.

Enquanto come, escreve a LISTA FUNDACIONAL (8 pontos principais).

3. A LISTA FUNDACIONAL: UMA CONSTITUIÇÃO EM GESTAÇÃO


Os 8 pontos, entregues a Hectar para discussão no Conselho:

Programa de Aprendizes: Para formar núcleos especializados em saúde, segurança,


infraestrutura.

Recolha de Armas: Estocar o que foi usado na batalha enquanto se fabricam novas.

Forja Coletiva: Construção de uma forja centralizada e eficiente. Enquanto não


pronta, sua própria forja e ferramentas ficam abertas para todos.

Expedições de Coleta: Buscar ingredientes para medicamentos e temperos.


Filosofia: "A vida deve ser boa, não devemos sobreviver, mas viver."

Leis de Caça Sustentável:

Liberação das terras de caça antes reservadas ao Barão.

Respeito aos períodos de resguardo das espécies.

Proibição expressa de abater fêmeas gestantes.


Política de Educação e Cultura:

Leituras públicas de livros para crianças.

Abertura da biblioteca do Barão para todos, com serviço de chá e biscoitos.

Recrutamento de professoras de leitura, caligrafia e arte.

(Ação Imediata: Alekan mesmo pega um livro de contos e começa a narrar para as
crianças, "dando o start").

Correio Postal: Caixa para os moradores solicitarem melhorias por escrito.

Audiências Diárias: Momento para ouvir solicitações de quem não sabe escrever.

Reação de Hectar: "É... sistêmico. Do leite quente para a criança até a geopolítica da
caça. Você está construindo uma civilização a partir do zero, Alekan."

4. IMPLEMENTAÇÃO E PRIMEIROS FRUTOS


O Contador de Histórias: A imagem de Alekan, mãos calejadas de ferreiro, virando
páginas delicadas, é poderosa. Elara, ex-costureira do Barão com educação refinada,
se oferece como professora. A biblioteca é aberta simbolicamente.

A Forja Coletiva: Doran, inicialmente ciumento, é conquistado pela visão de


eficiência ("uma forja maior, com dois foles"). Começam os croquis. A forja de
Alekan fica aberta e atrai aprendizes.

As Expedições: Tornam-se atividades comunitárias "quase festivas" para jovens e


caçadores.

O Correio e a Audiência: Institucionalizam o acesso ao poder de forma


desorganizada, mas genuína.

Decisões do Conselho naquele dia:

Borin: Sentenciado a trabalho forçado na construção da nova forja e reparações, sob


vigilância, por tempo indeterminado. "Não é uma vingança, é uma reparação."

Carta a Blackstone (versão inicial): Redigida por Hectar. Oferece a troca do Capitão
Rykard por uma carga de grãos, ferro em bruto e uma promessa escrita de não
agressão (que todos sabem valer pouco, mas estabelece um precedente).
Sugestão Estratégica de Joric: Formação dos "Patrulheiros do Vale" — homens e
mulheres que conhecem as montanhas, para vigilância proativa e mensagens. É a
versão militar da estratégia de espalhar ideias, como fez Grif.

5. AS REVISÕES ESTRATÉGICAS DE ALEKAN


Alekan intervém para ajustar as decisões do Conselho:

Sobre o Trabalho Forçado: Reluta, mas aceita a vontade da maioria. Seu incômodo é
com o tratamento de prisioneiros de guerra, mesmo traidores.

Sobre a Carta a Blackstone:

Remove o minério da lista de pedidos.

Adiciona LIVROS, sendo 3/4 técnicos (engenharia, marcenaria, forjaria, mineração).

A "promessa de não-agressão" deve ser assinada em 18 vias para serem afixadas


em tavernas dos feudos vizinhos (não nos palácios), tornando-a um instrumento de
constrangimento público.

Símbolo Poderoso: As portas da biblioteca do solar não ficarão abertas, serão


REMOVIDAS E QUEIMADAS, simbolizando que o conhecimento não é mais um
privilégio trancado.

Sistema de Defesa em Camadas (proposto por Alekan):

Vigia com luneta no ponto mais alto do solar.


Sino de aviso.
Fogueira de sinalização no alto da montanha (além do campo de visão).
Postos de vigilância com cavalos para transmissão rápida.
Bonecos de palha para treinamento.
Aulas de manutenção diária de armas (ministradas por ele mesmo).
6. A CHEGADA DOS REFUGIADOS E A REVELAÇÃO PESSOAL
Quem são: Cerca de 30 pessoas de Sotavento, um feudo a três dias de marcha.
Famílias de camponeses, um carpinteiro, um casal de tecelões.

Motivo: Fugiram porque seus senhores dobraram impostos para pagar por guerras
(contra Blackstone... e contra o Vale). Ouvirarn "histórias de um lugar sem barão,
onde um ferreiro lê livros para crianças".
O Impacto Emocional em Alekan: O nome "Sotavento" o atinge como uma flecha. Era
um pescador lá até os 14 anos, quando o "grande bloqueio do mar" expulsou os
humildes das praias. Elder era o líder da guilda de pescadores que seu pai admirava.

Transparência com o Conselho: Alekan revela sua conexão pessoal, mas afirma que
isso não influenciará sua justiça. O gesto aprofunda o respeito dos conselheiros.

Integração Pragmática: São tratados como infusão de recursos e habilidades, não


como fardo. Direitos com responsabilidades.

7. A VISITA DOS HOMENS DE KAEL


Quem são: Cerca de 10 homens vestidos com peles e couro, armados com arcos e
machados. Grif os trouxe.

Motivo: Não vieram por necessidade. Vieram para ver se a história de um lugar sem
senhores é verdadeira. "Talvez... para ficar. Se o preço for certo."

Abordagem de Alekan: Recebe-os como observadores e possíveis parceiros, não


como súditos. Mostra a forja coletiva, explica o sistema do Conselho.

Proposta de Comércio: Oferece trocar riquezas do antigo regime (exceto metal em


grande quantidade, por enquanto) por grãos, peles, conhecimento de ervas. Fala em
futuras rotas comerciais.

Ponto de Conexão: Korn, um dos caçadores, revela que seu clã despreza Blackstone,
que cobiça suas montanhas de ferro. Alekan propõe uma "compreensão" baseada
em interesses comuns.

8. O DESAFIO DOS CONSTRUTORES LIVRES


Quem são: Mestre Borin (homem idoso, preciso) e a Arquiteta Sênior Lyra, da Guilda
dos Construtores Livres de Stonehaven. Uma corporação amoral, habilidosa e cara.

Proposta Inicial da Guilda:

Eles: Projetam e constroem infraestrutura de ponta (aqueduto, forja hidráulica,


mercado coberto, hospital moderno), fornecendo materiais especializados.

Pagamento: Uma porcentagem dos excedentes de produção do Vale por 10 anos


(ferro, madeira, tecidos, comércio).

Condição: O direito de usar o nome "A Cidade Livre de Alekan, projetada pela Guilda
de Stonehaven".
Resposta de Alekan (Recusa Calculada):

Argumenta que uma comunidade que acabou de se libertar precisa reinvestir todo
excedente em si mesma.

Oferece uma alternativa: um projeto único, pago à vista (ex: sistema de água para
lavouras). Sem dívidas de longo prazo.

O Golpe de Teatro: No meio da negociação, soa o gongo da hora da leitura para as


crianças. Alekan se levanta, senta no chão da praça e começa uma aula sobre a
diferença entre o Norte Geográfico e o Norte Magnético. Depois, vira-se e entrega o
livro a Mestre Borin, pedindo que ele continue.

Resultado: Borin, constrangido e depois cativado, dá uma aula improvisada. Alekan


co-opta o poderoso mestre construtor, transformando-o momentaneamente em
"Professor Borin". A Guilda reconsidera e aceita a ideia de um projeto único.

9. A CRISE DO CERCO E O BLEFE DO RIO


Ameaça: Blackstone mobiliza-se para um cerco prolongado, buscando estrangular o
Vale pela fome no inverno.

Conselho de Madge (Chamada para a Reunião): Ela alerta para os perigos internos
do cerco:

Ar parado → Doença. (Solução: ventilação no hospital, projeto de Lyra).

Escuridão e silêncio → Desespero. (Solução: luz, canções, histórias).

Água contaminada. (Solução: ponto de coleta protegido, fervura constante).

Perda da esperança. (Solução: guardar sementes de cada alimento como símbolo


do futuro).

Estratégia de Alekan: A Carta-Ameaça

Conteúdo: Dirigida "Aos Trabalhadores do Feudo de Blackstone". Explica a luta pela


liberdade. Declara que, se o cerco começar, envenenarão o Rio Beliarte com
"venenos da forja e maldição da terra". Ameaça devastar a água que abastece
soldados, campos e cidade.
Divulgação: Ordena que seja copiada e que 300 cidadãos de Blackstone sejam
pagos para lê-la em voz alta em praça pública. Panfletos são espalhados na
madrugada.

Votação do Conselho: Aprovam o ENVIO da carta como blefe, mas NÃO a execução
real da ameaça. Alekan revela que a assinou com seu nome para assumir a
responsabilidade.

Missão de Reconhecimento de Alekan:

Viaja disfarçado a Blackstone.

Espalha panfletos subversivos com a frase: "OS MINEIROS EXTRAEM / OS


FERREIROS FORJAM / OS MERCADORES VENDEM / TODOS PAGAM / E O BARÃO?".

Bebe publicamente da água do rio para mostrar que ela ainda é segura, ligando o
perigo apenas à ação do Barão.

A estratégia funciona: causa pânico, divisão e petições ao Conde para evitar o cerco.

10. A CONFERÊNCIA NA PONTE DE PEDRA: A NEGOCIAÇÃO FINAL


Convite: Blackstone convoca uma mediação com o Padre Abade Orwin (neutro) na
Ponte de Pedra do Beliarte, fronteira.

Preparativos de Alekan:

Acompanhantes: Joric (defesa), Hectar (administração), Madge (sabedoria).

Segurança: Batedores nos arredores. Canoa escondida sob a ponte com armas e
suprimentos (espada, balestra, óleo, tocha).

Arma Secreta: Adaga fina sem guarda, costurada no punho do seu sobretudo.

Discurso Inicial do Conde Malthus: Exige rendição incondicional, devolução das


terras ao herdeiro de Faubert, entrega de Borin e de Alekan para julgamento.

Contra-Ataque de Alekan:

Reviravolta Emocional: Revela que sabe que Rykard é sobrinho do Conde.

Demonstração de Força: Relembra a vitória anterior ("abatemos 300 homens sem


perder um só").
Blefe Estratégico: Alega ter aliados nos "clãs livres do norte" (Kael) e "tribos do mar".

Ameaça Reiterada: Pinta um quadro vívido da devastação do rio e da terra.

Oferece uma Saída: "Uma nova relação".

11. OS TERMOS DO ACORDO DE PAZ (VERSÃO FINAL)


Alekan apresenta seus termos, que após negociação são aceitos:

NATUREZA DO DOCUMENTO:

Contrato triplamente testemunhado (Hectar/Vale, Escriba/Blackstone, Padre Abade).

Assinado por Alekan, Conde Malthus e Padre Abade (como garantidor).

Copiado em DEZOITO VIAS e enviado para tavernas, mosteiros e casas de comércio


de todos os feudos vizinhos para publicidade máxima.

TROCA DE PRISIONEIROS (a ocorrer em 3 dias):

O Vale entrega: Capitão Rykard (sobrinho do Conde) e o traidor Borin (para


julgamento por Blackstone).

Blackstone entrega:

500 medidas padrão de grãos (quantidade fixa, negociada para evitar abusos).

Uma carga de LIVROS, baseada em uma lista fornecida pelo Vale. A lista deve ser
predominantemente de tratados técnicos (engenharia, agricultura, metalurgia,
arquitetura, medicina, navegação, matemática, história). É expressamente proibido
incluir livros sobre guerra ou fortificação.

QUESTÕES TERRITORIAIS:

Reconhecimento formal da posse da MINA DE PRATA na encosta leste da Montanha


Gêmea pelo Vale da Forja Livre. Alekan argumenta com base em:

Disputa histórica entre o antigo Barão Faubert e o Conde Malthus.

Fato de que o Vale limpou a mina de uma ameaça antiga (referência à aventura
anterior com o veneno), legitimando sua posse pelo trabalho e sangue.
COMPORTAMENTO MÚTUO:

O Vale cessa toda propaganda ativa (panfletos, emissários) dentro da cidade de


Blackstone.

O Conde reconhece que não pode controlar boatos ou o descontentamento natural


de seu povo, cabendo a ele governar com justiça para mitigá-los.

CLAÚSULA DE NÃO-AGRESSÃO:

Versão Inicial do Conde: 5 anos.

Versão Final de Alekan (aceita): Vigente "ENQUANTO A CASA DE BLACKSTONE


ESTIVER NO PODER".

Significado: Uma cláusula perpétua que vincula a paz à continuidade da própria


linhagem do Conde, tornando a quebra do tratado um risco existencial para sua
família.

Toque Final de Alekan: Durante a negociação, ele menciona casualmente a futura


"Biblioteca do Professor Borin, dos Construtores Livres", sugerindo uma relação
privilegiada com a poderosa Guilda — um blefe adicional que aumenta seu prestígio.

12. EPÍLOGO: LEGITIMAÇÃO E NOVO COMEÇO


Sir Gerold (tio de Rykard) acompanha o grupo ao Vale para verificar o estado do
sobrinho. Testemunha o bom tratamento e a organização da comunidade, gerando
respeito.

O Padre Abade Orwin testemunha a assinatura, dando legitimidade sagrada e


política ao acordo.

Hectar resume: "Você ganhou reputação. Aos olhos de um padre respeitado e de um


cavaleiro veterano, o Vale da Forja Livre não é mais uma rebelião. É uma entidade
política. Com leis, com honra, com capacidade de negociar."

FIM DO ARCO 1. O Vale sobreviveu à guerra e à diplomacia. Alekan forjou a paz.


Agora, o desafio é forjar uma nação.​

SEGREDOS E TECNOLOGIAS OCULTAS
1. Prensa de Tipos Móveis ("Alekanógrafo")
Segredo máximo do Vale, guardado apenas por Alekan.
Desenvolvida em sigilo absoluto:

Alekan forja os tipos metálicos sozinho.

Thrain constrói a prensa em partes desconexas, sem saber do propósito.

Montada em um porão secreto sob o solar, acessível por passagem oculta.

Evolução da tecnologia:

Primeiro: cópia de textos (ex: livros de arquitetura de Blackstone).

Depois: tipos para formas geométricas, ângulos e símbolos técnicos, permitindo


impressão de planos de construção precisos.

Por fim: sistema de cores e hachuras para indicar materiais (água, pedra, madeira,
ferro).

Cópias distribuídas:

Livro "Aventuras no Amarelo Deserto" com selo da bigorna.

Mapas estelares astorianos copiados.

Prensas adicionais:

Duas novas prensas construídas em segredo.

Uma instalada no navio "Elefante Vermelho", em compartimento oculto atrás de


estante.

2. Pedra-Cinza Estelar
Material lendário encontrado no território comprado do Barão Costeiro.

Propriedades anômalas:

Densa, mas aparentemente leve.

Brilho próprio sutil, não reflexo.

"Absorve e emite energia de forma diferente".


Descoberta e captura:

Expedição astoriana (liderada pela Doutora Isolde) estudava o veio em sigilo.

Alekan captura Isolde, expulsa seus homens e confisca todos os equipamentos,


mapas e amostras.

Extração e ocultação:

Veio é coberto com lama e galhos, trilhas apagadas.

Extração noturna e secreta por Alekan e poucos homens de confiança.

Pedra armazenada na cripta secreta sob o solar.

Interesse de Astória:

Sociedade de Cartógrafos e Naturalistas de Astória busca a pedra como


"estabilizador potencial de categoria VII".

Acreditam que ela pode ter aplicações em lâminas indestrutíveis e fontes de luz fria.

3. Cripta Secreta e Laboratório


Construída sob o solar sob pretexto de "celeiros frios e arquivo à prova de fogo".

Acesso restrito: apenas Alekan, Dovan (pedras/metais), Thrain (madeira) e


trabalhadores jurados ao silêncio.

Função real: armazenar a pedra-cinza estelar e servir como laboratório futuro.

RELAÇÕES PESSOAIS E DINÂMICAS DE PODER


Alekan
Transição de líder revolucionário para arquiteto de estado.

Estilo de liderança:

Prático, humano, mas implacável quando necessário.

Distribui generosidade (doa sua casa para o idoso Rikkan).

Mostra vulnerabilidade (cansaço visível, pede chá energético a Madge).


Segredos pessoais:

Guardião absoluto da prensa.

Conhecimento ourives e autodidata.

Paixão antiga pelo mar e astronomia.

Animais de estimação: Fridda (cadela preta) e Nuvem (gata cinza), usados como
símbolo de cuidado comunitário.

Doutora Isolde (Astoriana)


Evolução da relação:

Inimiga/Prisioneira: capturada após ser surpreendida estudando a pedra-cinza.


Observadora forçada: testemunha a sociedade do Vale.
Colaboradora cautelosa: oferece diagramas para adaptar seus instrumentos.
Participante voluntária: decide ficar após a Feira para estudar o "fenômeno" do Vale.
Motivações:

Curiosidade científica incontrolável.

Fascínio pelo experimento social do Vale.

Desejo de estudar a pedra-cinza em um ambiente de "aplicação prática".

Segredo mantido: ela não sabe da prensa, apenas vê seus resultados (livros, mapas,
planos perfeitos).

Professor Borin e Lyra ("Geômetra")


Arquitetos da Guilda de Stonehaven, agora colaboradores do Vale.

Conhecem parcialmente os segredos:

Viram os planos impressos perfeitos e a pedra-cinza.

Não sabem da prensa, apenas que Alekan tem um "dom da forja" ou dispositivo
secreto.

Fizeram um pacto de silêncio com Alekan.


Papel no Vale:

Projetam aqueduto, porto e infraestrutura.

Supervisionam Isolde como "arquitetos-vigias".

Conselho e Cidadãos
Hectar: administrador, cuida de documentos e economia. Sabe da prensa de textos?
Não claramente.

Joric: chefe de defesa, leal, implacável.

Madge: curandeira e conselheira intuitiva, observa Isolde com desconfiança.

Thrain e Dovan: conhecem partes da cripta, mas não seu propósito completo.

Povo do Vale: vê Alekan como líder justo e generoso, ignora segredos tecnológicos.

DESENVOLVIMENTOS DO VALE E EVENTOS CHAVE


Expansão e Infraestrutura
Estrada principal pavimentada e iluminada (postes a cada 100m), símbolo de
segurança.

Aqueduto em construção (projeto de Borin/Lyra).

Porto no corredor costeiro:

Comprado do Barão de Costa Oriental por preço baixo (aproveitando sua falência).

Canal de navegação projetado como armadilha defensiva (leva navios atacantes a


encalhar).

Plataformas de defesa camufladas nas falésias.

Economia e Soberania
Moeda própria do Vale (bigorna e livro entrelaçados), de prata, aceita na feira.

Política de valor agregado: compram minério bruto, vendem aço trabalhado,


ferramentas e joias.

Feira da Forja Livre:


Evento para abrir comércio e projetar poder cultural.

Atrai nobres, mercadores e clãs necessitados do norte.

Defesa e Diplomacia
Estratégia contra bandidos: guerrilha, armadilhas não letais e blefe com os clãs de
Kael.

Tratado com Blackstone mantido (troca de Rykard por grãos e livros).

Ameaça de Astória latente, mas sem retaliação imediata.

Relação com o Barão Costeiro: de vassalo a soberano no corredor marítimo.

FEIRA DA FORJA LIVRE – CLÍMAX


Preparativos
Produção em massa de itens de ferro, prata, comida e cerveja.

Emissários marítimos convidam reinos vizinhos.

Bigornas musicais (sete, afinadas) instaladas em segredo na praça.

Eventos Simbólicos
Recepção no porto: bebidas de boas-vindas, festa para tripulações.

Abertura com a "Sinfonia das Bigornas":

Alekan toca com 3 crianças e 3 idosos seguindo sinais visuais.

Melodia simples, finalizando com releitura do Hino Real (ressignificando o passado).

Mensagem clara: "Este som é nosso agora".

Comércio e diplomacia:

Oficina de precificação para trocas justas.

Livros copiados vendidos a alto preço ("Clássicos da Bigorna").

Clãs do norte trocam peles por sal e medicamentos.

Conquistas e Resultados
Sucesso econômico: moeda do Vale aceita, lucros gerados.

Sucesso cultural: identidade da "bigorna" solidificada.

Sucesso diplomático: nobres e mercadores saem impressionados.

Integração de Isolde: ela decide ficar voluntariamente como pesquisadora.

SITUAÇÃO FINAL – VALE DA FORJA LIVRE


Ativos
Território soberano com corredor marítimo e porto defensivo.

Tecnologia secreta: prensa de tipos móveis e impressão técnica.

Material estratégico: estoque oculto de pedra-cinza estelar.

Recurso humano: Isolde, cientista astoriana colaborando voluntariamente.

Identidade cultural forte (símbolo da bigorna, música, livros).

Economia em crescimento com moeda própria e valor agregado.

Defesas inteligentes (porto-armadilha, patrulhas, blefes).

Ameaças e Desafios
Astória: sociedade secreta com interesse na pedra e ressentimento pela captura de
Isolde.

Blackstone: tratado frágil, Conde Malthus ainda uma ameaça latente.

Crescimento: sucesso atrai cobiça, predadores oportunistas e atenção indesejada.

Sustentabilidade de Alekan: cansaço visível, necessidade de delegar poder.

Próximas Encruzilhadas
Explorar a pedra-cinza com Isolde (risco de atrair Astória).

Expandir o comércio marítimo com o "Elefante Vermelho".

Consolidar instituições internas para não depender apenas de Alekan.

Preparar defesas contra retaliação de Astória ou Blackstone.


LEGADO EM CONSTRUÇÃO
Alekan forjou mais que um Vale; forjou um experimento social em escala real: uma
sociedade baseada em trabalho, precisão, justiça comunitária e segredos bem
guardados. O equilíbrio entre transparência com o povo e sigilo tecnológico é seu
maior ativo e risco. O futuro dependerá de como administrará as tensões entre
crescimento, segurança e humanidade.

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