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Concordancia e Regencia

O documento aborda as regras de concordância verbal e nominal, detalhando como os adjetivos e verbos devem concordar em gênero e número com os substantivos e pronomes. Também discute a regência verbal e nominal, explicando como os termos se relacionam na oração e as preposições necessárias. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar as regras apresentadas.
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Concordancia e Regencia

O documento aborda as regras de concordância verbal e nominal, detalhando como os adjetivos e verbos devem concordar em gênero e número com os substantivos e pronomes. Também discute a regência verbal e nominal, explicando como os termos se relacionam na oração e as preposições necessárias. Exemplos práticos são fornecidos para ilustrar as regras apresentadas.
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APOIO PEDAGÍGICO AO NÚCLEO COMUM

CONCORDÂNCIA VERBAL E
NOMINAL
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL

Tutora: Ariana de Carvalho


CONCORDÂNCIA NOMINAL

Ocorre entre o núcleo (normalmente um substantivo ou um pronome) e o predicativo


ou adjunto adnominal
(adjetivo, pronome adjetivo, numeral e artigo).

 Os alunos estavam empolgados com o projeto.


 A clara manhã se elevara no horizonte.

Adjetivo posposto a dois (ou mais) substantivos com gêneros diferentes


Concorda com o mais próximo ou no masculino plural.

 Comprei sapato e camisas novas.


 Comprei sapato e camisas novos
Adjetivo anteposto a dois (ou mais) substantivos com gêneros diferentes

a) Concorda com o termo mais próximo quando desempenha


o papel de adjunto adnominal.

 Você percebeu tamanha injustiça e desconforto?

b) Concorda com o mais próximo ou no plural quando desempenha o papel de


predicativo.

 Adquirimos arruinados garagem e quintal.


 Adquirimos arruinada garagem e quintal.
Palavras específicas

Obrigado
Concorda com o substantivo a que se refere. Emprega-se a mesma regra para: mesmo
(adjetivo), próprio, incluso, anexo, leso e quite.

 Muito obrigado, disse o diretor.


Muito obrigada, respondeu a moça.

Menos
A palavra é invariável e sempre fica no singular.
 Nessa classe há menos mulheres do que homens.
Mesmo
a) Invariável quando desempenha o papel de advérbio.
 Elas fizeram isso tudo sozinhas mesmo?
b) Variável quando desempenha o papel de pronome reflexivo.
 Elas mesmas fizeram o trabalho.
Meio
a) Variável quando desempenha o papel de numeral.
 Meu irmão comeu meia melancia.
b) Invariável quando desempenha o papel de advérbio.
 As portas estão meio fechadas apenas.
Bastante
a) Variável quando desempenha o papel de pronome indefinido.
 Havia bastantes mulheres lindas naquele evento.

b) Invariável quando desempenha o papel de advérbio.


 As mulheres eram bastante lindas.

É proibido, é necessário, é bom


As expressões são invariáveis quando apresentam sentido genérico, e variáveis quando
apresentam sentido específico.

 É proibido entrada. São proibidas as entradas.


 Manteiga é bom. A manteiga é boa.
Só e longe
a) Variáveis quando desempenham o papel de adjetivo.
 As testemunhas ficaram sós.
 Andei por longes lugares.

b) Invariáveis quando desempenham o papel de advérbio.


 Só as testemunhas sabem a verdade.
 Há lugares longe daqui.
Adjetivos formados por dois ou mais adjetivos

Varia apenas o último elemento (com poucas exceções).


 Houve conflitos franco-germânicos.
 Exceção. O homem surdo-mudo. Os homens surdos-mudos.

Adjetivos compostos
formados por cor + substantivo
Os dois elementos são invariáveis.
 As blusas vermelho-sangue. (sangue = substantivo)

Adjetivos compostos
formados por cor + adjetivo
Somente o segundo elemento é variável.
 Suas camisetas verde-claras. (clara = adjetivo)
CONCORDÂNCIA VERBAL
Sujeito simples

Coletivo
O verbo concorda no singular.
 O cardume foi pescado ilegalmente.
Coletivo acompanhado de adjunto
O verbo concorda com o coletivo ou com o adjunto.
 Um cardume de sardinhas foi pescado ilegalmente.
 Um cardume de sardinhas foram pescadas ilegalmente.
Formado por nome próprio no plural
a) Com artigo, o verbo ficará no plural.
 Os Estados Unidos invadiram o Iraque.
b) Sem artigo, o verbo ficará no singular.
 Minas Gerais possui grandes fazendas de café.
Formado pelos pronomes relativos que ou quem
a) Em que, o verbo concorda com o antecedente.
 Sou eu que fiscalizo esses pedidos.

b) Em quem, o verbo concorda com o antecedente ou fica na 3a pessoa do singular.


 Sou eu quem fiscalizo esses pedidos.
 Sou eu quem fiscaliza esses pedidos.

Pronome indefinido e interrogativo


a) Com pronome no singular, o verbo concorda no singular.
 Qual de nós comprará o carro?

b) Com pronome no plural, o verbo concorda na 3a pessoa


do plural ou com o pronome pessoal.
 Quais de nós viajarão (viajaremos)?
Sujeito composto por diferentes pessoas gramaticais

Anteposto
O verbo irá para o plural.
 O dólar e o euro inflacionaram o real.

Posposto
O verbo concorda no plural ou com o núcleo do sujeito mais próximo.
 Chegaram o diretor e o professor.
 Chegou o diretor e o professor.

Núcleos sinônimos
O verbo pode concordar no singular ou no plural.
 Medo e terror é (são) frequente(s) em cidades grandes
Sujeito composto por diferentes pessoas gramaticais

Núcleos resumidos e gradativos


a) Com sujeito resumido por tudo, nada, alguém ou ninguém,
o verbo ficará no singular.
 Sapato, calça, camisa e meia tudo estava no lugar.

b) Com sujeito formado por gradação, o verbo concorda


no singular ou no plural.
 Um sussurro, uma fala, um grito teria (teriam) resolvido tudo.

O verbo concorda no plural ou com a pessoa que tiver prevalência.


 Eu, tu e ele compramos o livro.
 Tu e ele fizestes (fizeram) a lição.
Sujeito composto por diferentes pessoas gramaticais

Núcleo ligado por ou, nem


O verbo fica no singular se há ideia de exclusão, ou no plural, se há ideia de inclusão.
 João ou Jonas será o presidente do clube. (exclusão = o clube terá somente um
presidente)
 Laranja ou maçã fazem bem à saúde. (inclusão = as duas frutas são saudáveis)

Um e outro, nem um nem outro


O verbo fica no singular.
 Nem um nem outro atendeu o meu pedido.
Verbos impessoais
Sempre na 3a pessoa do singular
 Faz cinco anos que estive aqui.
 Havia muitas mulheres e crianças na fila.

Se como partícula apassivadora e índice de indeterminação do sujeito


a) Como partícula apassivadora, o verbo concorda normalmente
com o sujeito da oração.
 Alugam-se casas. (Casas são alugadas)

b) Como índice de indeterminação do sujeito, o verbo fica na 3a pessoa do singular.


 Precisa-se de empregados com prática. (“de empregados” não funciona como
sujeito)
Verbo ser

a) Em predicados nominais, quando o sujeito for representado por um dos pronomes


tudo, nada, isto, isso, aquilo, o verbo concorda com o predicativo.
 Tudo são flores.

b) A concordância com o sujeito pode ocorrer quando se


quer enfatizá-lo.
 Aquilo é sonhos vãos.
Verbo ser

c) Concorda com a expressão numérica em: horas, datas,


tempo, distância.
 São duas horas.
 É uma hora.

Atenção. Podem ocorrer as duas concordâncias em datas;


quando a palavra “dia” está subentendida, o verbo fica no singular.
 Hoje são 24 de outubro. / Hoje é (dia) 24 de outubro.
Verbo ser

d) Concorda tanto com o sujeito quanto com o predicativo.


 O problema é as pesquisas de opinião pública.
 O problema são as pesquisas de opinião pública.

Atenção. A concordância se torna obrigatória com o termo que designa pessoa.


 A coisa mais importante da minha vida são meus amigos.

É muito, é pouco, é suficiente


O verbo concorda sempre no singular.
 Cem quilos é muito.
REGÊNCIA
NOMINAL E VERBAL

Cuida especialmente das relações


de dependência em que se
encontram os termos na oração ou
as orações entre si no período
composto.
VEJA:
AGORA NOTE:
Quando um termo REGENTE é um VERBO, ocorre
a REGÊNCIA VERBAL.
VOLTEMOS:
AGORA VEJA:
• Nota: Na regência verbal, o termo regido pode
ser ou não preposicionado: na regência
nominal, ele é obrigatoriamente preposicionado.
A palavra REGÊNCIA vem do verbo reger
(reger = -ência), e este do latim Regere = dirigir,
guiar, conduzir, governar.

Dessa forma, regente é aquele que DIRIGE,


CONDUZ, GOVERNA, e regido é aquele que é
DIRIGIDO, CONDUZIDO, GOVERNADO.
Fique atento a isto:

 termo que completa sentido de verbo é OBJETO (termo regido).

- sem preposição obrigatória, objeto direto;

- por meio da preposição obrigatória é objeto indireto.

 Podem ocorrer em período simples ou composto por subordinação.


REGÊNCIA DE ALGUNS NOMES
Hábil em
• Acessível a Habituado a
• Acostumado a ou com Inacessível a
• Alheio a Indeciso em
• Alusão a Invasão de
Junto a ou de
• Ansioso por
Leal a
• Atenção a ou para
Maior de
• Atento a ou em
• Benéfico a
Preferência a ou por
• Compatível com Preferível a
• Cuidadoso com Prejudicial a
• Desacostumado a ou com Próprio de ou para
• Desatento a Próximo a ou de
• Desfavorável a Querido de ou por
• Desrespeito a Respeito a ou por
• Estranho a Sensível a
• Favorável a Simpatia por
• Fiel a Simpático a
• Grato a Útil a ou para
ASPIRAR

= 'almejar', 'pretender' pede complemento com a preposição 'a'


(objeto indireto):

= 'cheirar', 'sorver', 'inalar' pede complemento sem preposição


(objeto direto):
ASSISTIR
= 'prestar assistência', 'dar ajuda' normalmente com
complemento sem preposição (objeto direto)

= 'ver', 'presenciar como espectador' complemento com a


preposição 'a' (objeto indireto):
= caber’, ‘pertencer’ pede complemento com a
preposição 'a' (objeto indireto):

= morar – intransitivo, regido pela preposição ‘em’:

Ele assiste em São Paulo.


VI adj. adv. de lugar
CHAMAR

= ‘convocar’, ‘mandar vir’ exige complemento sem


preposição (objeto direto):

= 'cognominar', 'dar nome’ pode ser:

transitivo direto seguido de predicativo do


objeto direto introduzido ou não pela preposição
'de‘;
transitivo indireto seguido de predicativo do
objeto indireto introduzido ou não pela
preposição 'de‘
1

2
Chamei- o de covarde. Chamei- lhe de covarde.

Chamei-o covarde. Chamei-lhe covarde.


ESQUECER, LEMBRAR

 não acompanhados de pronome pessoal oblíquo


átono pedem complemento sem preposição (objeto
direto).

 acompanhados de pronome pessoal oblíquo átono pedem


complemento com preposição 'de' (objeto indireto):
IMPLICAR

= 'trazer como conseqüência', 'acarretar' exige


complemento sem preposição (objeto direto):

= 'mostrar-se impaciente', 'demonstrar antipatia' exige


complemento com a preposição 'com' (objeto indireto):
INFORMAR

Normalmente é usado com dois complementos: um sem


preposição (objeto direto) e outro com preposição (objeto
indireto). Admite duas construções: informar alguma coisa a
alguém ou informar alguém de (ou sobre) alguma coisa.
OBEDECER

Na linguagem culta deve ser empregado como transitivo


indireto, com o complemento introduzido pela preposição
'a':
NAMORAR

usado como complemento, é transitivo direto;


portanto o complemento não deve vir introduzido por
preposição:

OD

ERRADO:
QUERO NAMORAR COM VOCÊ.
PAGAR / PERDOAR

Se o complemento denota coisa deve vir sem preposição


(objeto direto); mas se o complemento denota pessoa deve vir
regido pela preposição 'a' (objeto indireto).

OI
PREFERIR

Na linguagem culta, o verbo preferir deve ser empregado


com dois complementos: um sem preposição (objeto direto) e
outro com a preposição 'a' (objeto indireto).
QUERER

= 'desejar', 'ter vontade de' pede complemento sem


preposição (objeto direto):

= 'estimar', 'ter afeto' é transitivo indireto com complemento


regido pela preposição 'a':
SIMPATIZAR / ANTIPATIZAR
Pede complemento com a preposição 'com' (objeto indireto) .
NÃO É PRONOMINAL.

Antipatizamos com sua ideia.


ERRADO: SIMPATIZOU- SE COM ELE.
VISAR

= 'mirar' e de 'dar visto' pede complemento sem preposição


(objeto direto):

= ‘ter vista', 'objetivar' é transitivo indireto com


complemento regido pela preposição 'a':
PARA NÃO ESQUECER

Os pronomes o, a, os, as devem ser empregados como


complementos de verbos transitivos diretos e os pronomes lhe,
lhes como complementos de verbos transitivos indiretos:
Quero uma mesa nova.
—> Quero-a.
Quero a meus pais.
—> Quero-lhes.

Paguei o empréstimo.
—> Paguei-o.
Paguei ao gerente.
—> Paguei-lhe.

Convidei meus pais.


—> Convidei-os.
Obedeço a meu pai.
—> Obedeço-lhe.
Os verbos aspirar (desejar);
assistir (presenciar); visar (desejar)
NÃO podem ter seus objetos
indiretos substituídos pelo pronome
pessoal oblíquo átono LHE.

Ele assistiu ao filme.

Eu não assisti a ele.


O verbo PREFERIR NÃO PODE ser usado em
construções como:

Prefiro mais dançar do que cantar.


(A)

Antes prefiro chocolate do que sorvete.


(A)

Ele prefere muito mais estudar que passear.


(A)

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