Un 4
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Unidade 4
Os Resultados da Pesquisa Científica
Aula 1
Conhecendo as Etapas da Pesquisa Científica
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá
aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?
Ponto de Partida
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Vamos tomar como base a seguinte questão: você está desenvolvendo seu trabalho de
conclusão de curso, você já definiu o tema da sua pesquisa: “impacto da tecnologia na
saúde mental de adolescentes” e definiu também o problema da sua pesquisa: em que
medida o uso noturno de dispositivos eletrônicos interfere nos padrões de sono e bem-
estar emocional em adolescentes de 13 a 17 anos? A partir desse tema e do problema
de pesquisa, ao final da aula, vamos pensar em como a justificativa pode começar a ser
redigida; vamos refletir também sobre o objetivo geral da pesquisa.
Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Diferentes são os conceitos encontrados na literatura para se definir o que é o TCC e o
que é a monografia. O que podemos entender como um consenso entre os autores é
que se trata de estudos sobre um determinado tema que obedecem a uma
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
“A palavra ‘monografia’ deriva do grego monos (um só) + graphein (escrever). Logo se
percebe que se trata de um documento escrito que trata de um só assunto” (Silva,
2015, p. 100). A monografia pode ser entendida como um trabalho que aborda um
assunto ou um problema de maneira sistemática, profunda e completa em uma
determinada área do conhecimento. Segundo Baptista e Campos (2016, p. 54), “há três
tipos básicos de trabalhos monográficos: tais como as monografias de conclusão de
curso, as dissertações de mestrado e as teses de doutorado”. Vamos conhecer mais
sobre esses trabalhos, focando especificamente no TCC.
Mestrado Tem o período fixo de dois anos e é voltado para a pesquisa cientifica. O seu
acadêmico – objetivo é aprofundar e direcionar os conhecimentos obtidos na graduação e
Stricto Sensu formar pesquisadores e professores de ensino superior. Ele conta com a
supervisão de um orientador e exige defesa de uma dissertação para a obtenção
do título de mestre.
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A escolha do tema da pesquisa
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Após a escolha do tema, ele precisa ser bem delimitado. E o que isso quer dizer? O
autor precisa ser bem específico com os aspectos que vai abordar a respeito daquele
assunto para que seja possível trabalhá-lo no todo, da forma mais abrangente possível.
Vamos pensar de que forma é possível delimitar um tema de pesquisa a partir de um
exemplo prático na Figura 1:
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Problema e hipóteses
Um dos primeiros passos ao desenvolver uma pesquisa científica passa por elaborar a
pergunta de pesquisa. O problema da pesquisa está intimamente ligado ao tema, é a
pergunta que o pesquisador vai buscar responder ao longo da investigação. Na maioria
das áreas de estudo, é uma tarefa quase impossível sanar todos os questionamentos
que surgem ao olhar para o tema escolhido e no decorrer da pesquisa. A pergunta
elaborada para direcionar a pesquisa não deve derivar de uma simples opinião ou de
um questionário, mas sim ter cunho científico. A pergunta da pesquisa não apresenta
uma resposta imediata e permite que sejam levantadas várias respostas hipotéticas a
respeito do assunto em questão (Crivelaro; Crivelaro; Miotto, 2011).
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Assim, para elaborar uma boa pergunta de pesquisa, é necessário ter um certo
domínio da literatura da área de estudos. Também é recomendável que o pesquisador
discuta sobre ela com os seus pares. A pergunta de pesquisa é o ponto de partida de
todos os estudos científicos. Ela expressa a dúvida, inquietação e incerteza do
pesquisador frente a uma parte do campo de estudo de uma disciplina. Tomando
como base o exemplo do tema anterior, a pergunta da pesquisa poderia ser: “Como o
trabalho industrial no Brasil se modificou nas décadas de 2000 a 2020?” ou ainda
“Como o trabalho no Brasil foi afetado pela 4ª Revolução Industrial no período de 2000
a 2020?”. Após a elaboração a pergunta da pesquisa, o pesquisador deve elaborar as
hipóteses, um passo que orientará o trabalho investigativo.
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Consistência lógica O enunciado da hipótese não deve ser contraditório, além disso, deve ser
compatível com o conhecimento científico já existente.
A hipótese precisa ser baseada em uma teoria já estabelecida, a fim de que haja
Apoio teórico uma probabilidade maior de produção de conhecimento relevante.
É importante ressaltar que, mesmo quando a hipótese inicial for negada, a pesquisa
tem sua relevância: isso pode indicar que novos conceitos estão sendo construídos. O
importante é que todos os cuidados sejam tomados na interpretação e análise nas
buscas bibliográficas.
Justificativa da pesquisa
A justificativa da pesquisa é o momento que se apresenta para o leitor o porquê de a
pesquisa estar sendo feita. O pesquisador deve incluir uma consideração sobre a
relevância do tema ou problema a ser investigado, o que e onde se pode contribuir
com a realização da pesquisa. É uma apresentação completa das razões (teóricas) e dos
motivos de ordem prática que mostram a importância da realização da pesquisa. De
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Dessa forma, a justificativa da pesquisa deve ser redigida de modo a sustentar o motivo
da realização, sendo ela bem argumentada e embasada teoricamente. Isso é
fundamental para mostrar a sustentação da argumentação para o leitor e convencer
uma possível banca julgadora sobre a importância da realização da pesquisa. A
justificativa deve ser escrita de forma clara e objetiva para que o leitor compreenda
exatamente o que o pesquisador pretende desenvolver no decorrer da pesquisa.
PENSAMENTO CIENTÍFICO
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É importante ressaltar que os objetivos, geral e específicos, precisam ser escritos com
verbos no infinitivo, ou seja, desejamos “alcançar” os objetivos da pesquisa. Os verbos
devem ser claros e diretos, como: verificar, indicar, identificar, citar, localizar, organizar,
entre outros. Assim, é mais preciso traçar um cronograma de execução da pesquisa.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Vamos retomar a nossa situação inicial: você começou a redigir seu TCC; seu tema de
pesquisa é o “impacto da tecnologia na saúde mental de adolescentes”. Você definiu
também o problema da sua pesquisa: “em que medida o uso noturno de dispositivos
eletrônicos interfere nos padrões de sono e bem-estar emocional em adolescentes de
13 a 17 anos?”. A justificativa pode começar a ser redigida contextualizando o uso de
tecnologia pelos adolescentes: “Diante da experiência de adolescentes na era digital,
com o uso generalizado de dispositivos tecnológicos e plataformas online, surge a
necessidade de investigar os potenciais impactos específicos na saúde mental dessa
faixa etária. O problema de pesquisa consiste em compreender de que forma a
exposição constante à tecnologia influencia fatores como ansiedade, depressão e
qualidade do sono entre os adolescentes”. O objetivo da pesquisa é analisar o impacto
da tecnologia na saúde mental de adolescentes na faixa etária de 13 a 17 anos.
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Referências
Referências
BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de. Metodologias de Pesquisa em
ciências: análises quantitativas e qualitativas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ltc, 2016.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTTO, Luciana Bernardo. Guia
prático de monografias, dissertações e teses: elaboração e apresentação. 5ª ed.
Campinas: Editora Alínea, 2011.
SILVA, Airton Marques da. Metodologia da pesquisa. 2ª ed. Fortaleza: EDUECE, 2015.
Aula 2
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Ponto de Partida
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Olá, estudante!
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Agora você precisa definir o recorte temporal para realizar o estado da arte, definir o
recorte em relação aos sujeitos que vão participar da pesquisa e os instrumentos para
a coleta dos dados. Bons estudos!
Vamos Começar!
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Estamos caminhando para a compreensão da construção de uma pesquisa acadêmica
bem estruturada, pautada nos princípios científicos e éticos no tocante à sua
organização e sistematização. Precisamos começar a pensar no desenvolvimento do
“corpo da pesquisa”, ou seja, no método, na metodologia e nos procedimentos técnicos
e teóricos. Vamos começar diferenciando método e metodologia, que muitas vezes são
usados como sinônimos, um equívoco. De maneira simplificada, o método é mais
específico e se refere aos procedimentos concretos utilizados em uma pesquisa,
enquanto a metodologia é mais abrangente e aborda as considerações teóricas e
conceituais que orientam a escolha e aplicação desses métodos.
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Metodologia da pesquisa
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Os dados da pesquisa
Após a seleção dos objetos/sujeitos ou participantes da pesquisa é necessário pensar
nos dados dessa pesquisa. Todavia, os métodos e procedimentos de coleta serão
diferentes para cada tipo de pesquisa. Para fins didáticos, para compreendermos como
podemos coletar os dados, podemos dividir as pesquisas em duas áreas: experimental,
que envolve a coleta de dados em campo ou laboratório, podendo ser tanto qualitativa
quanto quantitativa, e a pesquisa bibliográfica, que envolve a procura na literatura
existente de uma resposta para o problema tratado.
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Há diversas técnicas de coletas de dados. Cada pesquisa utilizará uma técnica que
esteja mais adequada aos seus objetivos. Nas pesquisas quantitativas, os dados podem
vir da observação, de levantamentos ou de surveys. A observação pode ser:
estruturada (em que é especificado o que deve ser observado e como deve ser sua
coleta); natural (no ambiente em que a situação ocorre); planejada (em um ambiente
artificial); disfarçada (entrevistados não sabem que estão sob observação); não
disfarçada (entrevistados sabem que estão sob observação).
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O questionário se constitui como uma série de perguntas que devem ser respondidas
pelos sujeitos da pesquisa. Ele deve ser objetivo e com uma extensão limitada, estando
acompanhado de instruções que esclareçam o propósito e facilitem o preenchimento
pelo público-alvo. As vantagens dos questionários são: menor curso, anonimato das
respostas e menor influência dos entrevistadores. As desvantagens podem ser: baixo
índice de retorno; são limitados a quem saiba ler e escrever. É preciso que o número de
questões não seja extenso. Os tipos de questões podem ser classificados em abertas
(em que o informante pode responder livremente), fechadas (escolha entre duas
opções disponíveis de resposta) e múltipla escolha (dispõe uma série de respostas
possíveis).
Os formulários, por sua vez, são coleções de questões anotadas pelo entrevistador na
presença do público-alvo; eles podem ser configurados como um meio-termo entre
entrevista e questionário. Suas vantagens são: a presença do pesquisador, que pode
elucidar os objetivos da pesquisa; ser amplamente utilizável e flexível. Como
desvantagens possíveis do formulário, podemos citar: menor liberdade de respostas
dada a presença do pesquisador, tempo de resposta mais demorado e risco de
distorções pela presença do pesquisador entrevistador.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
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Você precisa deixar claro para o leitor o recorte temporal que fará na busca pelos
estudos disponíveis, o estado da arte da pesquisa. Isso é necessário porque é relevante
buscar as últimas produções a respeito do tema da pesquisa. Então, como o tema é
referente ao uso da tecnologia, o recorte pode ser referente aos últimos cinco anos. É
necessário também mostrar o recorte em relação aos sujeitos, pois não é possível
coletar dados com todos os adolescentes do país, por exemplo. Assim, os dados podem
ser coletados com adolescentes de uma cidade do sul de Minas Gerais por meio de um
questionário com respostas de múltipla escolha. Por se tratar de participantes menores
de idade, para que eles possam participar da pesquisa, é necessário o consentimento
prévio dos pais.
Saiba mais
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1. Saber coletar os dados de uma pesquisa científica é essencial para a obtenção de
bons resultados e para que eles sejam confiáveis aos olhos do leitor da pesquisa. A
coleta de dados varia, a depender do tipo de pesquisa que está sendo realizado: se
é qualitativa ou quantitativa, por exemplo. Para se aprofundar no assunto, leia o
artigo “Um apanhado teórico-conceitual sobre a pesquisa qualitativa: tipos, técnicas
e características”, de Cristiano Lessa de Oliveira.
2. Método e metodologia são elementos interligados no desenvolvimento da pesquisa
científica. Embora sejam elementos que precisam ser desenvolvidos, são distintos e
o pesquisador precisa compreender a diferença entre ambos. Saiba mais sobre o
método da pesquisa e como fazer essa escolha lendo o artigo: “A seção de método
de um artigo científico”, de Mauricio Gomes Pereira.
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Referências
Referências
BAPTISTA, Makilim Nunes; CAMPOS, Dinael Corrêa de. Metodologias de Pesquisa em
ciências: análises quantitativas e qualitativas. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ltc, 2016.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTOO, Luciana Bernardo. Guia
prático de monografias, dissertações e teses: Elaboração e apresentação. 5ª ed.
Campinas: Editora Alínea, 2011.
SILVA, Airton Marques da. Metodologia da pesquisa. 2ª ed. Fortaleza: EDUECE, 2015.
Aula 3
Análise e Interpretação dos Dados da Pesquisa
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Olá, estudante!
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Vamos treinar a análise de tabelas e gráficos a partir da seguinte questão: você e sua
equipe foram contratados para realizar uma pesquisa quantitativa sobre a inserção das
mulheres no mercado de trabalho e suas condições de vida no município de Campinas.
O estado de São Paulo será analisado em um contexto mais amplo, para fins
comparativos a partir de uma base de dados secundários. Após a coleta dos dados, ao
colocar os valores referentes às populações do município de Campinas e do estado na
construção de um mesmo gráfico, a barra correspondente à população do município
ficou quase invisível.
Vamos Começar!
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Quadros, gráficos e tabelas
Após coletarmos os dados, realizamos as análises iniciais, sejam estatísticas, sejam
algum tipo de interpretação. É necessário inserir os resultados na pesquisa. Este é o
momento de mostrar para o leitor o que você encontrou com o desenvolvimento do
seu estudo. Apresentar os resultados de uma pesquisa científica de forma clara e eficaz
é fundamental para comunicar suas descobertas de maneira acessível e compreensível
para os leitores. Os resultados precisam ser discutidos articulando a hipótese inicial da
pesquisa e outros estudos relevantes no campo em questão (Shishito, 2018).
As tabelas são formas não discursivas, representadas por números e códigos, dispostos
em ordem, segundo as variáveis analisadas do fenômeno. As tabelas,
preferencialmente, devem ser completas para que dispense a consulta ao texto,
contenha os dados necessários, tenha uma estrutura simples, objetiva e certa
consistência lógica. Vamos acompanhar a seguir um exemplo de como os dados da
pesquisa podem ser apresentados em uma tabela:
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Outra forma de apresentar os dados da pesquisa é por meio do gráfico de barras. Eles
permitem uma comparação visual por meio da altura das barras. Os dados são
indicados no gráfico para que o leitor entenda a que o autor está se referindo. Os
gráficos de barras são mais apropriados para as variáveis ordinais, ou seja, aquelas em
que os atributos têm uma ordenação, por exemplo a distribuição por anos ou por grau
de instrução. Para os gráficos que utilizam os eixos verticais (y) e horizontais (x), como o
da Figura 2 a seguir, é importante sinalizar, a partir de legendas, quais valores estão
referenciados em cada eixo.
Pode ser feita uma introdução antes da inserção do gráfico, por exemplo: Os dados da
Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílios Contínua divulgada pelo IBGE em 2023
indicaram que de 2016 a 2022 a presença de telefone fixo convencional diminui mais
de 20% nas residências brasileiras. Por outro lado, no mesmo período a presença de
telefone móvel celular subiu mais de 3%, mas ainda não chegou à totalidade dos lares
brasileiros. Os dados podem ser visualizados na Figura 2 a seguir.
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Figura 2 | Domicílios com telefone fixo convencional e com telefone móvel celular (%).
Fonte: IBGE (2023).
Também podem ser utilizados os gráficos de setores (pizza) para a apresentação dos
resultados da pesquisa. Esse gráfico apresenta uma frequência relativa de uma
observação. Eles não são bons para comparações temporais. Os gráficos de setores são
mais apropriados para representar variáveis qualitativas nominais, ou seja, aquelas em
que os atributos descritos não têm uma relação de ordem entre si. A Figura 3 traz um
exemplo desse tipo aplicado às notas dos alunos. A discussão pode ser relacionada a
motivação dos alunos, à indisciplina, a frequência nas aulas ou a outro fator que esteja
associado ao que foi pesquisado.
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Esses são alguns exemplos de como os dados podem ser apresentados, mas também
podem ser utilizados histogramas, tabulação cruzada, diagramas de dispersão, gráfico
sequencial, dentre outros. É importante ressaltar que, na hora de interpretar os dados
e expor os resultados, o pesquisador deve ter muito cuidado para não enviesar e
comprometer esses dados com sua análise. Assim, espera-se que, na seção de
resultados, se encontrem as informações mais relevantes que a pesquisa obteve. A
seção de resultados deve ter um texto simples, objetivo, que preze pela clareza e pela
ordenação lógica, seguindo sempre as regras da comunicação científica. Muitas vezes,
se faz necessário redigir o texto mais de uma vez, até alcançar a clareza pretendida.
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As considerações finais
Após a apresentação e discussão dos resultados, a pesquisa se encaminha
naturalmente para as considerações finais. Alguns autores se referem a esse momento
da pesquisa como a etapa das conclusões. Entretanto, se consideramos o processo de
construção do conhecimento como algo fluído e dinâmico, em constante construção, é
possível admitir que o tema escolhido não é algo que se finda. Sempre haverá a
possibilidade de trabalhar o tema de uma outra maneira, a partir de uma outra
perspectiva, abordando novos tópicos ou novos questionamentos.
Marconi e Lakatos (2024, p. 151) apontam que, ao finalizar um trabalho, se deve “a)
Evidenciar as conquistas alcançadas com o estudo. b) Indicar as limitações e as
reconsiderações. c) Apontar a relação entre os fatos verificados e a teoria”. É
importante mostrar para o leitor que os argumentos, teorias, hipóteses e conceitos
conversam entre si, se unem e se complementam. Dessa forma, o autor pode
apresentar também propostas e sugestões para novos estudos e depois se preocupar
com a elaboração dos documentos pós-textuais.
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elementos pós-textuais que devem ser apresentados, e define aqueles que são
obrigatórios e os que são opcionais. O TCC é definido como um “documento que
apresenta o resultado de estudo, devendo expressar conhecimento do assunto
escolhido, que deve ser obrigatoriamente emanado da disciplina, módulo, estudo
independente, curso, programa, e outros ministrados” (ABNT, 2011, p. 4). A seguir, na
Figura 4, podemos visualizar um esquema que apresenta a estrutura do trabalho
acadêmico:
O TCC sistematiza os resultados de uma pesquisa científica, sendo assim, para a sua
elaboração, é necessário aplicar os procedimentos observados na construção de um
estudo científico. O seu intuito é aprofundar o conhecimento do aluno/pesquisador em
um determinado tema. Ele é realizado normalmente no final de um curso para
demonstrar o conhecimento adquirido durante aquele período. Não existe um padrão
quanto ao tipo de trabalho que será solicitado, podendo ser um artigo, uma
monografia, um paper, relatório de estágio, etc. Assim, cada instituição de ensino faz a
determinação do tipo de trabalho que o aluno fará (Baptista; Campos, 2016).
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O esquema anterior nos permitiu visualizar aqueles elementos que são obrigatórios e
os que são opcionais. Vamos olhar de maneira mais detalhada para esses elementos.
Não podemos esquecer que a NBR 14724 (2011) nos orienta quanto à estrutura do
trabalho; o conteúdo deve ser desenvolvido pelo pesquisador, contemplando de
maneira detalhada aqueles elementos abordados no projeto de pesquisa.
No exemplo anterior, apresentamos apenas a lista de tabelas, mas podem ser inseridas
também listas de ilustrações, abreviaturas, siglas e símbolos; isso depende desses
elementos estarem presentes ou não no decorrer do trabalho. O sumário deve ser
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elaborado de acordo com a ABNT NBR 6027 (2013). As margens das páginas devem ser
de 3cm para a esquerda e a superior e 2cm para a direita e a inferior. A recomendação
é que o texto seja digitado em fonte 12 e o espaçamento entre linhas deve ser 1,5. Por
fim, é importante fazer toda a parte textual primeiro para depois voltar nos elementos
pré-textuais.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Retomando a nossa situação inicial, você e sua equipe estavam realizando um trabalho
com a sistematização e apresentação gráfica de dados da pesquisa survey e de dados
coletados de bases de dados secundárias. Por estar trabalhando com dois grupos
populacionais de tamanhos distintos: amostra da população do município de Campinas
e população total do estado de São Paulo, a representação gráfica apresentou um
desenho de difícil visualização e comparação dos dados. Uma forma de permitir a
comparação de padrões de distribuição de frequências a partir de gráficos é a
transformação dos dados em valores percentuais.
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Saiba mais
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1. Representar os dados da pesquisa de maneira gráfica pode ser uma estratégia
interessante para prender a atenção do leitor e deixar o conteúdo visualmente
mais atrativo. Para isso, é necessário que o autor da pesquisa saiba como elaborar
os gráficos e tabelas. O Microsoft Excel é um forte aliado nesse sentido. Para saber
mais sobre o assunto, acesse o capítulo 6 – “Gráficos” (p. 60-97), do livro Gráficos
em Dashboard para Microsoft Excel 2013, de José Eduardo Chamon, disponível na
Minha Biblioteca.
2. A elaboração do trabalho de conclusão de curso concretiza a finalização de todo
um processo de formação que se deu durante um tempo, seja em um curso de
graduação, seja na pós-graduação. Ele sintetiza os conhecimentos adquiridos pelo
aluno/pesquisador nesse período. Por isso, é importante saber elaborar
corretamente esse trabalho. Para conseguir compreender melhor esse processo,
leia o texto “Pequeno guia prático para se fazer uma monografia acadêmica” de
Paulo Roberto de Almeida.
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Referências
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 14724: informação
e documentação: Trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro: ABNT, 2011.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTTO, Luciana Bernardo. Guia
prático de monografias, dissertações e teses: Elaboração e apresentação. 5ª ed.
Campinas: Editora Alínea, 2011.
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Aula 4
Normas e Padronização Científica
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aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?
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Ponto de Partida
Olá, estudante!
Vamos refletir e exercitar sobre a seguinte questão: você finalizou seu trabalho de
conclusão de curso e seguiu a norma 14724 da ABNT no tocante à formação. Agora é o
momento de revisar as referências e as citações que foram feitas no decorrer do texto.
Você percebeu que suas citações não estão padronizadas; à medida que foi escrevendo
o texto, você se confundiu. Então para ficar mais fácil realizar o ajuste, você vai elaborar
um esquema que sintetize as principais características de cada tipo de citação para que
você possa voltar no texto e realizar a revisão de maneira mais eficaz. Bons estudos!
Vamos Começar!
Vamos Começar!
Falamos bastante nas normas que precisam ser aplicadas nos trabalhos acadêmicos,
na padronização científica, mas por que precisamos seguir essas normas? Só existem
as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)? Muitos outros
questionamentos podem ser feitos, mas o que nos importa saber é que existem outras
normas que são utilizadas para padronizar os trabalhos acadêmicos, como a American
Psychological Association (APA). As normas da APA são direcionadas principalmente
para as áreas da Psicologia e da Administração e não apresentam orientações quanto a
formatação de capa, folha de rosto, anexos, etc. (PUCMG, 2022). Existem ainda outras
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normas, como a Chicago, a Harvard ou a Vancouver. Cada uma delas tem seus
elementos específicos e formas próprias de formatação.
Por que utilizamos, na maioria das vezes, as normas da ABNT? Porque são as mais
utilizadas nacionalmente, mesmo sendo facultativas do ponto de vista institucional.
Isso quer dizer que as instituições podem adotá-las em partes ou no todo (no entanto,
uma vez adotadas, todos os trabalhos realizados para a instituição devem se adequar a
elas). Elas são necessárias, pois a ciência exige um padrão não apenas na condução de
seus experimentos, mas também na divulgação de seus resultados. Nesse sentido,
compreendemos que as normas não têm o intuito de limitar a produção científica, e
sim de adequar as produções a fim de favorecer a transmissão e divulgação do
conhecimento. Vamos falar especificamente das normas de citações e de referências,
que são dois elementos primordiais na realização de um bom trabalho acadêmico.
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Citações – ABNT NBR 10520/2023
Sempre que vamos construir um texto científico, é necessário dialogar com outros
autores, por meio da consulta a textos já publicados. Precisamos nos lembrar de que o
conhecimento é dinâmico e está constantemente em construção; essa busca permite
também a compreensão do estado da arte do tema em questão. Dessa forma, ao
construir o texto, o pesquisador vai inserir conceitos e ideias que são de outros
pesquisadores e, para que a pesquisa seja ética e não configure plágio, é necessário
que as citações sejam feitas conforme estabelece a norma. A norma da ABNT NBR
10520 (2023) é a que estabelece como as citações devem ser inseridas no texto.
Quando realizamos uma citação no decorrer de nosso texto, estamos dando crédito ao
autor que utilizamos como fonte. Estamos sinalizando para o nosso leitor que aquela
ideia, aquele conceito ou aquela visão não é nossa, mas de outra pessoa. Entretanto,
concordamos com o autor ou estamos colocando no texto para, a partir dele, elaborar
um contraponto. As citações podem ser diretas ou indiretas. Também pode ser feita a
citação da citação. Elas podem ser inseridas em qualquer parte do texto. Precisamos
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nos atentar para como mencionar o autor no decorrer do texto. Vamos ver todas essas
questões de maneira mais detalhada.
Citações diretas
As citações diretas consistem na transcrição literal das palavras do autor base no texto
que estamos escrevendo. De maneira geral, elas podem ser curtas (até 3 linhas, entre
aspas duplas no corpo do texto) ou longas (mais de 3 linhas, em parágrafo a parte com
recuo lateral). Em ambos os casos, é preciso mencionar o sobrenome do autor, o ano
da publicação e a página de onde aquele trecho foi retirado (Marconi, Lakatos, 2024).
Vamos ver alguns exemplos no Quadro 1:
Um autor Quando se pensa na história da ética das pesquisas com seres humanos, Faintuch (2021,
p. 9) aponta que “o primeiro registro encontra-se na Bíblia, com uma pesquisa
prospectiva controlada não aleatorizada”.
Dois ou De acordo com Marconi e Lakatos (2024, p. 15), a leitura é “um dos fatores decisivos do
três estudo, é imprescindível em qualquer tipo de investigação científica”.
autores Quando pensamos na formação dos indivíduos para a atuação na sociedade, é preciso
que essa formação seja “considerada algo em constante processo de construção e
desenvolvimento” (Mariano; Franco; Oliveira, 2021, p. 364).
Quatro ou O início da vida acadêmica ocasiona muitas mudanças na vida dos estudantes. “É um
mais processo marcado por modificações nos vínculos comportamentais, que juntamente com
autores fatores psicossociais, estilo de vida e situações do meio acadêmico torna-os vulneráveis a
circunstâncias de risco à saúde” (Neves et al., 2015, p. 65).
Note que a inserção da citação no texto varia de acordo com a estrutura da frase e de
acordo com a maneira com que ela está sendo escrita. O que não muda na citação
direta curta é a maneira como ela é apresentada no texto, sempre entre aspas duplas,
acompanhada do sobrenome do autor ou autores, do ano da publicação e da página
de onde foi retirada. As aspas simples são utilizadas para indicar citação no interior da
citação. Em relação às citações diretas longas, a maneira como elas aparecem nos
textos é diferente das curtas, mas permanece a obrigatoriedade de indicação de autor,
ano e página ou localização do trecho citado quando for possível. Vejamos alguns
exemplos:
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Citações indiretas
As citações indiretas são aquelas em que não há transcrição literal de alguma parte do
texto, mas o autor se baseou no texto-fonte para escrever. As citações indiretas podem
ser comentários ou críticas a uma determinada ideia; podem ser usadas para
concordar ou refutar um argumento. Isso sempre depende da estrutura do texto em
questão. A maneira como o sobrenome do autor ou dos autores aparecem no texto ou
no final da frase deve seguir o que está determinado na norma da ABNT. Por não
serem transcrições literais, elas não apresentadas entre aspas e não há a necessidade
de indicação da página do texto base (Marconi; Lakatos, 2024). Acompanhe alguns
exemplos a seguir:
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A palavra apud pode ser traduzida como “citado por”; isso quer dizer que o autor não
teve contato diretamente com a obra citada: ele a leu por meio de outra citação
(Marconi, Lakatos, 2024). Por ser uma palavra que vem do latim, ela deve sempre ser
apresentada em itálico no texto. A citação da citação deve ser evitada: o recomendado
é que sempre se busque o texto-fonte a que se está referindo. Entretanto, existem
alguns casos em que de fato não é possível consultar o texto original, então realiza-se o
apud. As regras de apud seguem as regras de citações diretas e indiretas:
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Por fim, devemos nos atentar para o fato de que, quando há a indicação de siglas
(ABNT, IBGE, APA, MEC etc.) no corpo do texto ou no final da frase, a recomendação é
para que elas sejam grafas em letras maiúsculas. O essencial é que a norma seja
consultada sempre que ocorra alguma dúvida, isso facilita a escrita do texto e diminui a
possibilidade de cometermos erros no momento da escrita. Em algumas ocasiões,
como no envio de um artigo para um evento ou para uma revista científica, a inserção
correta das citações e das referências pode ser um diferencial para que o responsável
pelo texto o envie ou não para a correção.
Isso quer dizer que não existe um padrão para todos os documentos. Cada tipo de
documento é apresentado de uma maneira específica nas referências do texto. Isso
não quer dizer que não existam regras para a elaboração das referências. De maneira
geral,
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Vamos buscar compreender como cada documento deve ser apresentado. Começando
pela autoria de pessoas físicas, o autor ou os autores devem ser apresentados pelo
último sobrenome, em letras maiúsculas, seguidos pelos prenomes e outros
sobrenomes abreviados ou não. Os autores devem ser separados por ponto e vírgula.
Precisamos padronizar a forma de apresentação dos prenomes e sobrenomes. Isso
quer dizer que se apresentarmos todo o nome de um autor em uma referência, em
todas isso deve ser feito. Se apresentarmos apenas a inicial, isso deve ser seguido nas
outras também. Acompanhe os exemplos no Quadro 2:
Um autor ALVES, Roque de Brito. Ciência criminal. Rio de Janeiro: Forense, 1995.
ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um enfoque
econômico-financeiro. 8ª ed. São Paulo: Atlas, 2007.
Dois ou três SOUZA, J. C.; PEREIRA, A. M. Metodologia de trabalho. 3ª ed. São Paulo: Estrela,
autores 2011.
PASSOS, L. M. M.; FONSECA, A.; CHAVES, M. Alegria de saber: matemática,
segunda série, 2, primeiro grau: livro do professor. São Paulo: Scipione, 1995.
136 p.
Quatro ou mais de URANI, A. et al. Constituição de uma matriz de contabilidade social para o Brasil.
quatro autores Brasília: IPEA, 1994.
TAYLOR, Robert; LEVINE, Denis; MARCELLIN-LITTLE, Denis; MILLIS, Darryl.
Reabilitação e fisioterapia na prática de pequenos animais. São Paulo: Roca,
2008.
Note que, quando há a indicação de quatro ou mais autores, a norma estabelece que
convém indicar todos; entretanto, é permitido utilizar a expressão et al. após o nome
do primeiro autor. Outro ponto importante é que as referências devem obedecer aos
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Livro com LANDAU, L.; CUNHA, G. G.; HANGUENAUER, C. (org.). Pesquisa em realidade virtual
responsabilidade e aumentada. Curitiba: Editora CRV, 2014. 164 p.
Intelectual
Autoria do BACHEGA, K.; ACCETTURI, E. Transplantes de tecido ósseos no Brasil: uma história
capítulo distinta segura de sucesso da odontologia. In: SANTOS, P. S. S. et al. (org.). Odontologia em
da autoria do transplante de órgãos e tecidos. Curitiba: Editora CRV, 2018. cap. 7, p. 109-127.
livro no todo
Perceba que, no caso de documentos com título e subtítulo, apenas o título aparece em
destaque. No caso de um artigo de revista, o elemento destacado é o nome da revista;
o mesmo acontece quando utilizamos apenas o capítulo de um livro como referência.
Existem ainda muitos outros documentos que podem ser referenciados, como
legislações, vídeos, podcasts. Vamos acompanhar alguns outros exemplos no Quadro
4:
Constituição BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF:
Federal Senado Federal, [2016]. 496 p. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 9 nov. 2023.
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Atos BRASIL. Ministério da Educação. Ofício circular 017/MEC. Brasília, DF: Ministério da
administrativos Educação, 26 jan. 2006. Assunto: FUNDEB.
normativos
Documento MAMILOS: A Nova Tradicional Família Brasileira. Entrevistadoras: Juliana Wallauer e Cris
sonoro em Bartis. Entrevistado: Pastor Henrique Vieira. [S. l.]: B9, fev. 2019. Podcast. Disponível em:
meio [Link]
eletrônico Acesso em: 9 nov. 2023.
BOOK. [S. l.: s. n.], 2010. 1 vídeo (3 min). Publicado pelo canal Leerestademoda.
Disponível em: [Link] Acesso em: 9 nov. 2023.
Filmes, vídeos, BLADE Runner. Direção: Ridley Scott. Produção: Michael Deeley. Intérpretes: Harrison
entre outros Ford; Rutger Hauer; Sean Young; Edward James Olmos e outros. Roteiro: Hampton
em meio Fancher e David Peoples. Música: Vangelis. Los Angeles: Warner Brothers, c1991. 1 DVD
eletrônico (117 min), widescreen, color. Baseado na novela “Do androids dream of electric sheep?”,
de Philip K. Dick.
Todas as possibilidades estão listadas na norma da ABNT. Por ser muito ampla, é claro
que não damos conta de recordar de todas de maneira automática. Por isso, o
essencial é sempre consultar o manual a fim de elaborar de maneira correta o corpo de
referências de um trabalho acadêmico. E você pode se questionar: mas onde eu
encontro todas essas informações? A resposta é: depende! Dependendo da fonte, você
encontrará a chamada ficha catalográfica com todas as informações necessárias no
próprio documento. Se for um artigo científico, as informações normalmente constam
no cabeçalho da página ou no rodapé. Quando a publicação não apresentar essas
informações tão explicitamente, o pesquisador fará uso da norma para identificar os
elementos essenciais, a fim de referenciá-los corretamente.
Vamos Exercitar?
Vamos Exercitar?
Agora que já compreendemos a inserção de citações no decorrer dos textos
acadêmicos e como devemos elaborar as referências, é hora de retomarmos nossa
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
situação inicial. Você está finalizando seu TCC e percebeu que suas citações não estão
padronizadas; à medida que você foi escrevendo o texto, você se confundiu. Então,
para ficar mais fácil realizar o ajuste, você decidiu elaborar um esquema que sintetize
as principais características de cada tipo de citação, para que você possa voltar no texto
e realizar a revisão de maneira mais eficaz.
Citação indireta
Não necessita aspas nem recuo.
Não necessita citar a página.
Saiba mais
Saiba mais
Inserir corretamente citações no decorrer de um texto acadêmico e posteriormente
elaborar o corpo de referências é primordial para um trabalho acadêmico confiável e
dentro do que se espera dos padrões científicos. Assim, é necessário que você tenha
conhecimento sobre esses tópicos. Para isso, leia o capítulo 6 – “Apresentação de
citações diretas e indiretas e elaboração de referências bibliográficas”, p. 207-237, do
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Referências
Referências
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). ABNT NBR 6023: informação e
documentação: Referências: elaboração. Rio de Janeiro: ABNT, 2018.
CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTOO, Luciana Bernardo. Guia
prático de monografias, dissertações e teses: Elaboração e apresentação. 5ª ed.
Campinas: Editora Alínea, 2011.
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Aula 5
Os Resultados da Pesquisa Científica
Videoaula de Encerramento
Videoaula de Encerramento
Estudante, esta videoaula foi preparada especialmente para você. Nela, você irá
aprender conteúdos importantes para a sua formação profissional. Vamos assisti-la?
Ponto de Chegada
Disciplina
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Ponto de Chegada
Olá, estudante! Para desenvolver a competência desta unidade, que é “compreender a
construção e estruturação de um relatório final de pesquisa, suas normas e
padronizações, possibilitando a articulação dos conhecimentos adquiridos e a prática
do pensar científico”, você deve primeiramente entender o que é um trabalho de
conclusão de curso. Depois é preciso compreender as partes desse TCC, ou seja, todos
os elementos que precisam ser contemplados no seu desenvolvimento de maneira
teórica e metodológica. Por fim, é necessário também observar as normas e a
padronização científica, a maneira como o TCC precisa ser formatado e como as
citações e referências precisam ser inseridas no texto.
A elaboração do TCC é um dos elementos que marcam a finalização de uma etapa, seja
de um curso de graduação ou de pós-graduação. Para a sua correta elaboração, ela
precisa seguir normas de estruturação e estar dentro do que se espera dos padrões
científicos de um trabalho acadêmico. A ética é primordial no desenvolvimento da
pesquisa, independentemente do seu tipo. Para além disso, é preciso pensar em cada
etapa específica da pesquisa e o que precisa ser desenvolvido nela. É importante
relembrar que a NBR 14724 (2011) nos orienta quanto à formatação e apresentação do
TCC, mas o conteúdo fica sob responsabilidade do pesquisador.
PENSAMENTO CIENTÍFICO
Por fim, e não menos importante, a NBR 6023 (2018) apresenta as instruções de como
o corpo de referências do trabalho deve ser elaborado. Cada documento tem um
formato específico de apresentação dos elementos que são essenciais para a sua
identificação individual. As referências devem ser elaboradas em ordem alfabética a
partir do último sobrenome do autor ou conforme ocorrer o elemento de entrada na
referência.
Reflita
A partir do que foi exposto, reflita sobre os seguintes questionamentos:
Qual a importância das normas de citações e de referências para o desenvolvimento dos trabalhos
acadêmicos?
É realmente necessário elaborar um TCC ao concluir um curso de graduação ou pós-graduação?
É Hora de Praticar!
É Hora de Praticar!
Disciplina
PENSAMENTO CIENTÍFICO
Vamos pensar em uma situação em que, na sua pesquisa, você está investigando a
ocupação de jovens entre 15 e 29 anos. Você estabeleceu um recorte temporal dos
últimos 10 anos. Assim, você buscou os dados divulgados pelo IBGE na Síntese de
indicadores sociais de 2012 e de 2022. Os gráficos encontrados foram os seguintes:
Disciplina
PENSAMENTO CIENTÍFICO
PENSAMENTO CIENTÍFICO
Bons estudos!
Reflita
Qual é a recomendação para se trabalhar com dados em uma pesquisa? Na hora de
interpretá-los e expor os resultados, o pesquisador deve ter muito cuidado para não
enviesar e comprometer esses dados com sua análise.
Olhando para o mesmo indicador no período seguinte em 2017 e 2018, o índice dos
jovens entre 15 e 29 anos que somente trabalhavam se manteve em 39,4%, tendo um
discreto aumento em 2019 para 40,2%, e caindo significativamente em 2020 para
35,1%. Precisamos nos recordar de que 2020 foi o ano da pandemia de Covid-19;
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PENSAMENTO CIENTÍFICO
Assimile
Vamos analisar a figura a seguir para compreender de maneira sintetizada as etapas a
serem seguidas na elaboração de um Trabalho de Conclusão de Curso.
Referências
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CRIVELARO, Lana Paula; CRIVELARO, Lara Andréa; MIOTOO, Luciana Bernardo. Guia
prático de monografias, dissertações e teses: Elaboração e apresentação. 5ª ed.
Campinas: Editora Alínea, 2011.