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Modulo 7

O documento aborda técnicas de redução de redes elétricas, destacando a importância de simplificar circuitos para facilitar a análise. São apresentados conceitos como associação de elementos em série e paralelo, transformações de fontes e deslocamento de fontes ideais, além das transformações estrela-triângulo e triângulo-estrela. O conteúdo é estruturado em seções que detalham fórmulas e métodos para simplificação de circuitos elétricos.

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O documento aborda técnicas de redução de redes elétricas, destacando a importância de simplificar circuitos para facilitar a análise. São apresentados conceitos como associação de elementos em série e paralelo, transformações de fontes e deslocamento de fontes ideais, além das transformações estrela-triângulo e triângulo-estrela. O conteúdo é estruturado em seções que detalham fórmulas e métodos para simplificação de circuitos elétricos.

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UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET)

Redução de Redes: Módulo 7

Alexandre B. de Lima

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Copyright c 2009 ablima@[Link]


Atualizado em: 14 de março de 2009 Versão 1.0
Tabela de Conteúdo

1. Motivação
2. Associação de Elementos em Série ou em Paralelo
3. Divisão de Corrente e de Corrente
4. Fontes Equivalentes e Transformações de Fontes
5. Deslocamento de Fontes Ideais
6. Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela
3

1. Motivação
Os cálculos necessários para se fazer a análise de redes aumentam
muito rapidamente com o número de equações de análise. É por isso
que convém, sempre que possı́vel, simplificar ou reduzir a rede antes
de iniciar sua análise formal. Estas simplificações também podem
facilitar a compreensão do funcionamento da rede.
As técnicas de redução que veremos neste módulo reduzem o número
de ramos ou o número de nós da rede, transformando-a em uma rede
mais simples, mas equivalente à rede original para fins de análise.

2. Associação de Elementos em Série ou em Paralelo


A resistência (ou indutância, ou capacitância) de uma rede com dois
terminais, constituı́da exclusivamente por elementos de um mesmo
tipo, é designada por resistência (ou indutância, ou capacitância) de
entrada ou resistência (ou indutância, ou capacitância) vista pelos
terminais correspondentes.
A Tabela 1 contém as fórmulas dos elementos equivalentes às as-
4

sociações série-paralelo de resistores, capacitores e indutores1 .

Tabela 1: Associações série-paralelo.


2 resistores em série Req = R1 + R2 Geq = GG11+G G2
2
R1 R2
2 resistores em paralelo Req = R1 +R2 Geq = G1 + G2
2 indutores em série Leq = L1 + L2
2 indutores em paralelo Leq = LL11+L L2
2
2 capacitores em série Ceq = CC11+C C2
2
2 capacitores em paralelo Ceq = C1 + C2

3. Divisão de Corrente e de Corrente


A Fig. a seguir ilustra o divisor de tensão.
1 Sem acoplamento magnético
Seção 3: Divisão de Corrente e de Corrente 5

Fórmula do divisor de tensão:


R2
v2 = v0 (1)
R1 + R2
A Fig. a seguir ilustra o divisor de corrente.
6

Fórmula do divisor de corrente:


G2 R1
i2 = i0 = i0 (2)
G1 + G2 R 1 + R2

4. Fontes Equivalentes e Transformações de Fontes


Muitas vezes os geradores reais são representados por modelos cons-
tituı́dos pela associação de um gerador ideal em série ou em paralelo
com um resistor, como indicado pela Fig. a seguir.
Seção 4: Fontes Equivalentes e Transformações de Fontes 7

Aplicando a LTK ao modelo série temos

v = es − Rs i . (3)
Dualmente, aplicando a LCK a um dos terminais do modelo pa-
ralelo resulta

i = is − v/Rp ⇒ v = Rp is − Rp i. (4)
Seção 4: Fontes Equivalentes e Transformações de Fontes 8

Para que (3) e (4) sejam equivalentes para quaisquer valores de v


e i devemos ter
(
Rp = Rs
(5)
Rp is = es ⇒ is = es /Rs
Muitas vezes a transformação de um a outro modelo permite sim-
plificações importantes no cálculo do circuito. Podemos utilizá-la, por
exemplo, na preparação de um circuito para análise nodal, transfor-
mando geradores ideais de tensão em série com resistores na associação
paralela de geradores ideais de corrente em paralelo com resistores.
Veremos em outro módulo que essas transformações de fontes são ca-
sos particulares dos teoremas de Thévenin e Norton.
É importante ressaltar que a transformação de fontes corresponde
apenas a uma equivalência entre terminais, ou seja, os dois geradores
equivalentes fornecem a mesma corrente a um resistor que for inter-
conectado aos seus terminais.
9

5. Deslocamento de Fontes Ideais


Considere uma fonte ideal de tensão entre os nós a e a0 da rede da
Fig. abaixo. Esta fonte pode ser deslocada através de um dos nós (por
exemplo, do nó a), como indicado na Fig., sem modificar correntes e
tensões no resto da rede.

De fato, antes e depois do deslocamento temos


Seção 5: Deslocamento de Fontes Ideais 10


vba0 = R1 i1 + es

vca0 = R2 i2 + es

vda = R3 i3 + es
 0

Além do mais, nos dois casos o resto da rede injeta, através do


ramo aa0 , a corrente i1 + i2 + i3 .
Dualmente ao caso anterior, podemos mostrar a possibilidade de
deslocar uma fonte de corrente, substituindo-as por fontes indênticas
em paralelo com todos os ramos de uma laço qualquer que contenha
a fonte inicial.
11

De fato, no circuito da Fig. à esquerda representado acima, o papel


da fonte de corrente é o de injetar a corrente is no nó a e extraı́-la do
nó e. No circuito da Fig. à direita isto também ocorre, embora pela
ação de duas fontes distintas. Além disso, nos demais nós do laço as
duas correntes de fonte de anulam, não perturbando o circuito.

6. Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela


Seja a estrela de três ramos indicada na Fig. a seguir, que será trans-
formada no triângulo representado na mesma Fig.
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 12

i1
e1
i1
e1
G10
R31 R12

G30 e0 G20 e3 e2
i3 R32 i2
e3 e2
i3
i2
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 13

Para que as duas redes sejam equivalentes, as correntes fornecidas


pelo resto da rede à estrela ou ao triângulo devem ser as mesmas,
para as mesmas tensões nodais. Ora, no caso do triângulo a corrente
i1 será
e1 − e2 e1 − e3
i1 = +
R12 R31
Generalizando para uma ij (j = 1, 2, 3) qualquer,
3
X ej − ek
ij = , k 6= j , Rjk = Rkj (6)
j=1
Rjk

No caso da estrela,
ij = (ej − e0 )Gj0 , j = 1, 2, 3 (7)
Vamos agora eliminar e0 nesta equação. Para isso notemos que no
nó correspondente a e0 vale
Xn
ij = 0,
j=1
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 14

pela LCK. Fazendo o somatório das Eqs. (7) obtemos


3
X
(ej − e0 )Gj0 = 0
j=1
em que P3
j=1 Gj0 ej
e0 = P3 (8)
j=1 Gj0
Definindo a condutância da estrela como
X 3
GY = Gj0 (9)
j=1

e introduzindo este valor em (8), obtemos uma expressão para e0 .


Substituindo em (7) resulta
3
Gj0 X
ij = Gj0 ej − Gj0 ej
GY j=1
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 15

ou ainda
! 3
G2j0 Gj0 X
ij = Gj0 − ej − Gk0 ek , k 6= j (10)
GY GY
k=1

Identificando os coeficientes das tensões homônimas em (6), concluı́mos


que
GY
Rjk = , j, k = 1, 2, 3; k 6= j (11)
Gj0 Gk0
Detalhando esta relação para as resistênciasde todos os lados do triângulo,
obtemos 
GY
R12 = G10 G20

GY
R23 = G20 G30
(12)
GY

R31 = G30 G10

Vamos agora inverter as Eqs. (12) para calcular as resistências da


estrela em função das resistências do triângulo. Para tal, define-se a
resistência do triângulo por

R∆ = R12 + R23 + R31 (13)


Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 16

Somando as três relações (12) obtemos

G2Y
R∆ = (14)
G10 G20 G30
Multiplicando membro a membro a primeira e última das relações
(12), vem

G2Y R∆
R12 R31 = = (15)
G210 G20 G30 G10
Portanto,
R∆
G10 = (16)
R12 R31
De maneira análoga calcuları́amos as demais condutâncias. Inver-
tendo as condutâncias, para obter as resistências da estrela, chegamos
finalmente às relações
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 17


R12 R31
R10 =
 R∆
R12 R23
R20 = R∆
(17)
R31 R23

R30 =

R∆
As transformações estrela-triângulo ou triângulo-estrela ficam par-
ticularmente simples quando as três resistências de cada rede são
iguais. Neste caso, as fórmulas de transformação se reduzem a
1
R(estrela) =R(triângulo) (18)
3
Estas fórmulas serão especialmente úteis no estudo dos circuitos
trifasicos.
Seção 6: Transformações Estrela-Triângulo e Triângulo-Estrela 18

Referências
[1] L. Q. Orsini, D. Consoni, Curso de Circuitos Elétricos - Volume
1. 2a ed., Editora Edgard Blücher Ltda, 2002.

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