Angola é um país de contrastes profundos e beleza intensa.
Localizada na costa ocidental da África
Austral, banhada pelo Oceano Atlântico, ela carrega marcas da sua história colonial, da luta pela
independência e de uma longa guerra civil, mas também revela uma força cultural vibrante e uma
juventude cheia de criatividade. De Luanda ao Deserto do Namibe, passando pelas quedas de Quedas de
Kalandula, o país mistura urbanização acelerada com paisagens naturais impressionantes.
Nas grandes cidades, sobretudo em Luanda, o crescimento populacional rápido trouxe desafios sociais
visíveis. Entre eles, surge o fenómeno dos chamados “puladores de muros”. A expressão refere-se, de
forma popular, a jovens que invadem residências para furtos rápidos, escalando muros altos que cercam
casas e condomínios. Esse comportamento tornou-se parte do vocabulário urbano e reflete problemas
mais profundos, como o desemprego juvenil, a desigualdade social e a falta de oportunidades em
determinados bairros periféricos.
No entanto, reduzir Angola a esse fenómeno seria injusto. A mesma juventude que, em alguns casos,
envereda pela criminalidade, é também responsável por movimentos culturais fortes como o kuduro, o
rap angolano e iniciativas de empreendedorismo digital. Em bairros marcados por dificuldades, surgem
projetos comunitários, igrejas, associações juvenis e pequenos negócios que procuram oferecer
alternativas ao caminho do crime.
O tema dos puladores de muros revela, acima de tudo, a tensão entre crescimento urbano e inclusão
social. Muros mais altos simbolizam o medo; mas pontes sociais — educação, emprego e políticas
públicas eficazes — representam esperança. Angola continua em construção, não apenas de estradas e
edifícios, mas de oportunidades. O futuro do país dependerá da capacidade de transformar desafios
urbanos em soluções que valorizem a sua maior rique
A presença de macacos na Índia é um fenómeno marcante tanto na paisagem urbana quanto na rural.
Em muitas cidades, especialmente em Nova Délhi e Jaipur, é comum ver grupos de macacos circulando
por telhados, fios elétricos e mercados. Esses animais, principalmente o macaco-rhesus (Macaca
mulatta) e o langur-cinzento (Semnopithecus entellus), adaptaram-se de forma impressionante ao
ambiente humano.
A relação entre humanos e macacos na Índia é profundamente influenciada pela religião e pela cultura.
No hinduísmo, o deus Hanuman, representado com forma de macaco, simboliza força, lealdade e
devoção. Por isso, em muitos templos, os macacos são alimentados e protegidos, sendo vistos como
animais sagrados. Em cidades como Varanasi, eles circulam livremente nas áreas religiosas, interagindo
com peregrinos e turistas.
Entretanto, essa convivência nem sempre é pacífica. O crescimento urbano, a redução de áreas
florestais e a oferta fácil de alimento nas cidades contribuíram para o aumento da população de
macacos em zonas habitadas. Há relatos frequentes de invasões a casas, furtos de comida e até
confrontos com moradores. Em alguns casos, as autoridades tentam controlar a situação por meio de
realocação ou campanhas de conscientização para que as pessoas não alimentem os animais.
O fenómeno dos macacos na Índia reflete um desafio maior: o equilíbrio entre tradição cultural,
preservação ambiental e vida urbana moderna. Eles são, ao mesmo tempo, símbolo religioso, atração
turística e questão de saúde pública. Assim, a Índia continua buscando formas de harmonizar essa
convivência, respeitando suas crenças e protegendo tanto os animais quanto a população.