Java Jse Programação Avançada
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Java SE - Programação Avançada
Apresentação 5
Exercícios do Módulo 1 21
Módulo 2 - Coleções 22
Aula 4 - Visão geral das coleções 22
Características das coleções 22
Aula 5 - Interface Collection e classe Collections 25
A interface List 25
A interface Set 33
A interface Map 34
Aula 6 - Classe Arrays 36
Definição da classe Arrays 36
Exercícios do Módulo 2 37
Exercícios do Módulo 3 41
Módulo 4 - Multithreading 42
Aula 8 – Criação e execução de threads 42
Definição de threads 42
Criação de threads 42
Definindo um nome para a thread 45
Executando múltiplas threads 46
Aula 9 - Estados de threads 48
A classe Thread 48
Prioridades e agendamento de threads 49
Aula 10 - Relacionamentos entre threads - sincronismo 50
Aula 11 - Multithreading com GUI 54
Exercícios do Módulo 4 57
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Exercícios do Módulo 5 77
Módulo 6 - Arquivos 78
Aula 18 - Entrada e saída em Java usando arquivos 78
Entrada e saída em Java: streams 78
InputStream e OutputStream 78
Manipulação de arquivos: FileInputStream e FileOutputStream 80
Aula 19 - A classe File 83
Utilizando a classe File 83
FileReader e FileWriter 85
Exercícios do Módulo 6 89
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Apresentação
Caro aluno, nesta disciplina, vamos estudar os conceitos avançados da linguagem Java.
É importante ter um bom conhecimento dos conceitos em Java SE na parte referente à programação
básica, pois são essenciais para uma completa compreensão das aulas de Java SE na parte de programação
avançada, que é objeto de nosso estudo.
Nesta disciplina, trataremos de temas como tratamento de erros, coleções, threads, manipulação de
arquivos e acesso a banco de dados. Colocando de outra forma, trabalharemos com aplicações mais próximas
àquelas usadas pelas empresas. Portanto, seus horizontes profissionais certamente serão bastante ampliados
a partir desse novo conhecimento.
Todo bom sistema possui acesso a banco de dados, e esse mecanismo será abordado aqui. Suponha que
você esteja trabalhando em um aplicativo qualquer (um cadastro de clientes, por exemplo). Enquanto seus
clientes são cadastrados, seu aplicativo atualiza o valor do dólar. Essa atualização ocorre de forma assíncrona,
e, para entendê-la, estudaremos threads.
A quantidade de código nesta disciplina é substancialmente ampla porque nosso foco é na compreensão
dos recursos mais avançados da linguagem.
Espero que todos tenham um excelente aprendizado e aproveitem ao máximo nossas aulas. Você poderá
contar conosco para ajudá-lo ao longo dessa importante jornada rumo à sua profissionalização como
desenvolvedor Java!
Prof. Emilio
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Como o próprio nome sugere, uma exceção é algo que acontece de forma inesperada frente a um evento
considerado como regra. Trazendo esse conceito para os nossos programas, uma exceção ocorre quando a
execução de um código produz um resultado diferente daquele considerado “normal”.
Vamos considerar o exemplo apresentado no quadro 1, em que exceções ocorrem e não são tratadas.
Quando esse programa é executado, pode ocorrer uma das três situações a seguir:
1. O usuário fornece um valor que é possível converter para inteiro. Por exemplo: 10. Nesse caso, a con-
versão ocorre normalmente, e a resposta é apresentada na tela, de acordo com a execução do código
na Linha 9:
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2. O usuário fornece um valor que não pode ser convertido para inteiro. Por exemplo: “vinte”, ou mesmo
020. Esses valores não podem ser devidamente convertidos para o inteiro que o programa espera
receber, pois não possuem um formato adequado. Se um deles (digamos, “vinte”) for informado pelo
usuário, teremos a saída a seguir:
Esse erro indica justamente a impossibilidade de conversão ocorrida na linha 8. Veja que a indicação do
erro, lendo de baixo para cima, apresenta o nome da classe seguido do número da linha. Observe, também,
que, seguindo esse erro no mesmo sentido, na segunda linha, temos:
at [Link](Unknown Source)
o que mostra que a causa do erro gerado na linha 8 é a execução do método parseInt().
3. Ao invés de fornecer um valor, o usuário clica no botão “Cancelar”. Nesse caso, o erro é um pouco
diferente:
Esse erro, ocorrido na mesma linha que o anterior, é produzido pela falta de um valor. Se o usuário clicar
em “Cancelar”, como indicado no exemplo, nenhum valor é atribuído à string na linha 7, e ela recebe o valor
null. Como null não pode ser convertido para inteiro, ocorre a exceção.
Esse e muitos outros tipos de exceção podem ocorrer sempre que for detectada uma inconsistência na
execução do programa.
Mas fique tranquilo, pois exceções são muito comuns. Por mais perfeito que possa parecer um programa,
elas são inevitáveis, especialmente quando se depende de agentes externos. Alguns exemplos de exceções
são:
• Um programa tenta gravar alguma informação em um disco externo, mas esse disco não está dis-
ponível.
• Um programa tenta enviar um e-mail, mas a internet está indisponível.
• Um programa tenta enviar um arquivo para uma pasta compartilhada na rede, mas a rede está fora
do ar.
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Como vimos, não podemos evitar as exceções, mas podemos tratá-las. No nosso exemplo, podemos re-
escrever o programa da forma mostrada no quadro 2.
Nessa versão do programa, usamos um bloco try...catch. Esse bloco, de forma geral, funciona como mos-
tra o quadro 3.
try{
código desejado
} catch(ClasseDaExceçãoException e) {
código alternativo, se uma exceção ocorrer no bloco try.
}
• Código desejado: é o código considerado normal para o nosso programa. No nosso exemplo do
quadro 2, o código desejado é:
• ClasseDaExceçãoException: é a classe que define uma referência responsável por receber o erro
gerado pelo código. No nosso exemplo, é NumberFormatException:
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• Código alternativo: é o código escrito como alternativa ao erro. No nosso exemplo, apenas mos-
tramos uma mensagem na tela informando a mensagem de erro:
Quando executamos o programa do quadro 2 informando um valor inválido (por exemplo, a palavra “vin-
te”, como sugerido anteriormente), temos o resultado:
Dessa forma, dizemos que o código está protegido pelo bloco try, e o bloco catch tem por finalidade cap-
turar a exceção gerada. A captura da exceção é realizada por meio da atribuição dessa exceção à referência
cujo tipo é definido no parâmetro do bloco catch().
Para entender o mecanismo de captura de exceções, vamos considerar o mesmo exemplo do quadro 2,
de forma mais simplificada, no quadro 4.
Aqui, o erro é causado no momento em que ocorre a conversão de uma string para int. Falando mais
especificamente, o erro é gerado pelo método parseInt(). Esse método, pela sua definição, verifica se é pos-
sível converter a string mencionada. Se não for, o método cria a exceção do tipo NumberFormatException,
ou seja, cria um objeto dessa classe que é passado para a referência definida no bloco catch(), como mostra
o quadro 5.
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} catch (NumberFormatException e) {
[Link]([Link]());
}
}
Como a exceção é produzida por um método? No caso do parseInt() dos nossos exemplos anteriores, não
temos acesso à sua implementação, por ser um método pertencente à API do Java. Por isso, vamos criar o
nosso método capaz de lançar uma exceção.
Vamos considerar um exemplo com base no seguinte cenário: um método recebe como parâmetro a idade
de uma pessoa e retorna o texto “Maior de Idade” se o valor for maior ou igual a 18 e o texto “Menor de
Idade” caso contrário.
O problema com o método exibirMaioridade() é que ele pode receber valores negativos. Como regra
geral, não existe idade negativa, e isso deve ser evitado. Como o nosso método permite receber qualquer
valor inteiro e está definido em uma classe capaz de ser aproveitada para qualquer tipo de aplicação, não
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convém criarmos uma mensagem de erro apenas. Já que idade negativa é inválida, não podemos aceitá-la
no método.
Sendo assim, nós podemos fazer o método lançar uma exceção toda vez que ele receber um valor nega-
tivo para a idade. A nova versão é mostrada no quadro 7.
Como pode ser visto no quadro 7, uma exceção é criada (e, portanto, lançada) por um método por meio
da instrução:
O comando throw tem por objetivo criar uma nova exceção (se for seguido do operador new) ou propagar
uma exceção existente.
Observe o valor negativo informado como parâmetro. Sua execução produz o resultado mostrado no qua-
dro 9.
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No exemplo do quadro 8, escolhemos uma classe da API chamada IllegalArgumentException para cap-
turar nossa exceção. Para tratarmos esse erro, vamos usar o bloco try...catch() de forma adequada, como
mostra o quadro 10.
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} catch (IllegalArgumentException e) {
[Link]([Link]());
}
}
Existem diversas classes disponíveis parta tratamento de exceções. Algumas do pacote [Link] são
apresentadas a seguir:
• ArithmeticException.
• ArrayIndexOutOfBoundsException.
• ArrayStoreException.
• ClassCastException.
• ClassNotFoundException.
• CloneNotSupportedException.
• EnumConstantNotPresentException.
• Exception.
• IllegalAccessException.
• IllegalArgumentException.
• IllegalMonitorStateException.
• IllegalStateException.
• IllegalThreadStateException.
• IndexOutOfBoundsException.
• InstantiationException.
• InterruptedException.
• NegativeArraySizeException.
• NoSuchFieldException.
• NoSuchMethodException.
• NullPointerException.
• NumberFormatException.
• ReflectiveOperationException.
• RuntimeException.
• SecurityException.
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• StringIndexOutOfBoundsException.
• TypeNotPresentException.
• UnsupportedOperationException.
Cada uma dessas classes foi criada com um propósito definido, mas elas seguem uma hierarquia.
Hierarquia de exceções
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Com base nessa hierarquia, vamos considerar mais um exemplo, apresentado no quadro 12.
Veja, no quadro 12, que temos os dois métodos anteriores sendo executados:
É possível definir um bloco catch() para cada exceção separadamente. Mas por que faríamos isso? Essa
é uma boa prática quando queremos tratar cada exceção de uma forma diferente. Por exemplo, se o erro
for NumberFormatException, podemos enviar um e-mail para o usuário, e, se for IllegalArgumentException,
podemos gerar um arquivo de log.
No exemplo do quadro 12, as duas exceções, quando capturadas, apresentam uma mensagem na tela.
Sendo assim, podemos definir uma única exceção capaz de capturar ambas. A condição é que essa exceção
represente uma superclasse comum a todas as classes de exceção que queremos simplificar.
Por exemplo, o programa do quadro 12 pode ser escrito da forma mostrada no quadro 13.
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Veja que, nesse exemplo, a exceção declarada no bloco catch() é do tipo Exception, que é superclasse
de NumberFormatException e de IllegalArgumentException. Aliás, Exception é superclasse de todas as exce-
ções, como vimos na hierarquia.
Nesse caso, porém, um cuidado deve ser tomado. Ainda que queiramos tratar as exceções individualmen-
te, podemos ainda incluir a captura para Exception para as demais. Mas é necessário que essa seja a última
exceção a ser capturada, como mostra o quadro 14.
Se fizermos o contrário, ou seja, se colocarmos Exception no primeiro bloco catch(), os demais não serão
alcançados, e o compilador entende dessa forma. Veja o erro de compilação indicado no Eclipse no quadro
15.
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A regra geral para essa situação é: “Se usar mais de um bloco catch(), verificar a hierarquia de classes
envolvida. As classes mais específicas devem ser indicadas primeiro, e as mais generalizadas, por
último”.
Como mostrado na hierarquia de exceções em Java, sabemos que todas elas, direta ou indiretamente, são
subclasses de Exception. Mesmo assim, temos dois tipos de exceção:
São exceções cujas classes são subclasses de São exceções cujas classes são subclasses de
Exception, em qualquer nível, não passando pela RuntimeException, apesar de esta ser subclasse de
classe RuntimeException. Elas são verificadas por Exception. Esse grupo representa as exceções cujas
serem tratadas de forma diferente pelo JVM, já ações podem ser contornadas pelo programa.
que representam exceções mais difíceis de ser
contornadas pelo programa.
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Java SE - Programação Avançada
Nos exemplos usados nas aulas anteriores, tratamos das exceções não verificadas. Veja o exemplo mos-
trado no quadro 16.
Quadro 16: Classe TesteExcecoes02 reescrita, que lança exceção não verificada
Apesar de o método exibirMaioridade() lançar uma exceção do tipo IllegalArgumentException, nós prote-
gemos o código por questões de melhor interação com o usuário, mas observe que é permitido que ele seja
executado fora do bloco protegido.
Consideremos, agora, um método da classe FileReader, responsável por abrir um arquivo texto, mostrado
no quadro 17 (trataremos de arquivos texto mais à frente nesta disciplina).
Quadro 17: Classe Arquivos contendo métodos que lançam exceções verificadas
Verifique, no quadro 17, que estão ocorrendo erros tanto no construtor da classe como no método close().
Isso porque o construtor lança uma exceção do tipo FileNotFoundException, e o método lança outra do tipo
IOException, que são exceções verificadas.
Como visto, podemos resolver esse problema de duas formas, como mostrado nos quadros 18 e 19.
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Declaramos que o método lança exceção verificada usando a palavra throws após a lista de parâmetros
do método lerArquivo(), seguido das classes envolvidas na exceção.
Outra forma é simplificar as exceções declaradas no método por uma superclasse, como no quadro 20.
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Vale ressaltar que, em todos os lugares em que esse método for chamado, ou ele deve estar em um bloco
protegido, ou o método que o executar também deve declarar que lança uma exceção verificada compatível.
O bloco finally
Além do tradicional bloco try...catch, podemos ter também o bloco finally. Ele é executado sempre, inde-
pendentemente do que ocorrer no bloco try ou no bloco catch(). Geralmente, é usado para liberar recursos
consumidos pelo programa, por exemplo, fechar a conexão com um banco de dados que foi aberta inicial-
mente, fechar um arquivo aberto para edição etc.
Para encerrar nossa abordagem sobre tratamento de exceções, podemos usar o bloco try juntamente com
o bloco finally, dispensando, assim, o uso do bloco catch(). No exemplo do quadro 21, se não desejamos
tomar nenhuma providência no bloco catch(), podemos omiti-lo, como é mostrado no quadro 22.
Resumindo esse assunto, podemos ter uma das situações apresentadas no quadro 23.
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Exercícios do Módulo 1
Exercício 1: Calculadora
Esse código deve ser escrito dentro de um bloco try...catch, prevendo as seguintes exceções:
Escrever um programa contendo o método main() que teste o método que você criou. Esse método
também deve ter um bloco try...catch para capturar a exceção e apresentar uma mensagem adequada
para o usuário.
Um aluno possui quatro notas na disciplina Java Avançado. Escrever um programa que solicite essas
notas e as armazene em um array de variáveis do tipo double. O programa deverá possuir uma estrutura
de repetição com um índice iniciando em 0 e terminado em 4. Como não existe o índice 4, o programa
lançará uma exceção do tipo ArrayIndexOutOfBoundsException. Capturar essa exceção em um bloco
try...catch...finally. No bloco finally, calcular a média e, em seguida, apresentá-la na tela.
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Módulo 2 - Coleções
É muito comum encontrarmos elementos dispostos em coleções, que são estruturas de dados pré-em-
pacotadas. Por exemplo, uma sala de aula possui uma coleção de alunos, um estacionamento possui uma
coleção de automóveis, uma empresa possui uma coleção de funcionários, e assim por diante.
As coleções possuem características peculiares, que definem certas diferenças entre elas:
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Na figura, podemos ver que Collection é a interface estendida pelas interfaces List, Set e Queue. Além dis-
so, temos outra interface em outra hierarquia, a interface Map. Cada uma delas apresenta as peculiaridades
que comentamos anteriormente.
Neste curso, abordaremos as interfaces List, Set e Map, com as principais classes que as implementam.
Para entender suas características, vamos aprender alguns conceitos preliminares:
• Índice: número que indica a posição de um elemento na coleção. Por exemplo, se meu nome for o
primeiro em uma lista, seu índice é 0 (zero). Isso mesmo! O primeiro índice de uma coleção é zero.
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Java SE - Programação Avançada
• Chave: outra forma de indicar um elemento na coleção, mas não tem a ver com sua posição. Por
exemplo, em uma lista de pessoas candidatas a um emprego, a localização de um candidato pode
ser realizada por seu CPF.
• Ordenação: significa a ordem baseada na posição do elemento na coleção, tal como está. Se um
funcionário chamado Manoel for o primeiro a ser inserido em uma coleção, pela ordenação, ele será
o primeiro elemento da lista. Ordenação está relacionada à posição dos elementos na sua forma
natural.
• Classificação: muitas vezes, a classificação confunde-se com a ordenação, mas não é a mesma
coisa. Ela tem por finalidade mudar a ordem (ordenação) tomando como base alguma regra prede-
finida. Por exemplo, se uma empresa inclui seus funcionários em uma coleção, a ordem de inserção
será a ordem natural. Posteriormente, a empresa decide listar esses funcionários em ordem alfabé-
tica. Essa é a regra estabelecida para alterar a ordem original.
Agora podemos definir as classes que implementam as três interfaces que estudaremos: List, Set e Map.
Elas estão no pacote [Link].*, conforme consta na tabela 1.
• List: permite inserção e remoção em qualquer posição, além de ordenação. Admite elementos re-
petidos.
• Set: permite inserção e remoção, mas não em qualquer posição. Não admite elementos repetidos.
• Map: utiliza conceito de chave-valor. Cada elemento dessa coleção é formado pelo par chave-valor
e não apenas pelo valor.
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A interface List
• Os métodos da classe ArrayList não são sincronizados e, por isso, são mais rápidos. Atualmente, ela
é preferida em relação à Vector.
• A classe LinkedList utiliza o conceito de lista ligada para tratar seus elementos.
Essas classes, na verdade, fazem a mesma coisa. Com objetos delas, podemos manipular o que chamamos
de listas, já que implementam a mesma interface. A classe Vector era predominante até a versão 1.3 do Java;
na versão 1.4, foi incluída a ArrayList. A diferença é que os métodos da classe Vector são thread-safe, ou
seja, são sincronizados (veremos o conceito de sincronismo e thread-safe no módulo sobre multithreading).
Agora vamos estudar alguns exemplos. Comecemos com o apresentado no quadro 24.
No exemplo do quadro 24, apresentamos os métodos add(), size() e get(). O método add() recebe como
parâmetro Object, significando que ele pode receber literalmente qualquer tipo de elemento. O método size()
não recebe nenhum parâmetro e retorna o número de elementos da lista. O método get() recebe uma posi-
ção como parâmetro e retorna o elemento nela. As definições desses métodos são:
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Java SE - Programação Avançada
Nessa versão do nosso exemplo, consideramos que a lista pode receber qualquer tipo de elemento. Ana-
lisemos, agora, o exemplo do quadro 25.
Quadro 25: Classe TesteListas reescrita, especificando o tipo String como elemento
Observe, no quadro 25, que foi necessário realizar um typecast na linha 13. Isso foi necessário porque o
método get() retorna Object, e seu retorno foi atribuído a uma string, que é subclasse de Object.
No exemplo anterior, do quadro 24, esse procedimento não foi necessário porque o método println() pos-
sui uma versão sobrecarregada que recebe Object como parâmetro.
26
Java SE - Programação Avançada
Agora, e se inserirmos um elemento na lista diferente de string? Veja o exemplo do quadro 26.
Quadro 26: Classe TesteListas reescrita, especificando elementos como string na saída, mas incluindo
um elemento inteiro ao final da lista
Por que ocorreu esse erro? Foi justamente na linha 14, que faz um typecast para o tipo String, sendo que
o valor armazenado na posição indicada é um inteiro.
A solução para esse problema é fazer uma verificação de tipos, se estivermos, por exemplo, interessados
apenas nos elementos do tipo String. Veja a solução no quadro 27.
27
Java SE - Programação Avançada
Antes da versão 5 do Java, o que o quadro 27 apresenta era o único recurso disponível. Essa abordagem
exigia que a verificação fosse feita sempre que o elemento da lista tivesse de ser atribuído a um tipo espe-
cífico, justamente para evitar a exceção do tipo ClassCastException, como vimos. Na versão 5, foi incluído o
conceito de genéricos (tradicionalmente chamado de generics). As interfaces e classes que implementam a
interface Collection passaram a ser genéricas. Com isso, especificamos o tipo do elemento no momento da
criação do objeto. Analisemos o exemplo do quadro 28.
Qualquer tentativa de inserirmos algum elemento com tipo diferente de string causará um erro de com-
pilação, não mais uma exceção. Veja a utilização dos caracteres “<>” na declaração e na instanciação da
classe (linha 7 do quadro 28).
• Removendo elementos
Podemos remover elementos de duas formas, ambas indicadas no exemplo do quadro 29.
28
Java SE - Programação Avançada
Na linha 17, removemos o elemento informando o índice, e, na linha 18, informamos o elemento que
desejamos remover.
• Ordenando elementos
É possível, também, classificar os elementos de uma lista por meio de sua ordenação. A classificação é
realizada pela ordem natural dos elementos. A seguir, apresentamos a ordem natural de alguns deles:
A ordenação é realizada por intermédio do método sort(), da classe Collections. Atenção: a classe Collec-
tions é diferente da interface Collection. Observe o nome:
[Link](lista)
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Java SE - Programação Avançada
Quadro 30: Classe TesteListasOrdenada, com uma instrução para ordenar a lista e sua saída
Agora, vamos a um exemplo diferente. Teremos uma classe chamada Pessoa, e o objetivo é incluir ele-
mentos do tipo Pessoa em uma lista. A solução é mostrada no quadro 31.
30
Java SE - Programação Avançada
Vamos criar um programa que permita inserir objetos da classe Pessoa em uma lista, como mostrado no
quadro 32.
Quadro 32: Classe TesteListaPessoas declarando um objeto ArrayList parametrizado para Pessoa
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Java SE - Programação Avançada
Como podemos resolver esse problema? É simples. Toda classe possui um método chamado toString(),
que é uma representação string do objeto. Esse método é definido na classe Object e deve ser sobrescrito
nas subclasses se desejarmos criar uma representação personalizada em forma de string de um objeto. A
implementação padrão desse método é a exibição do nome da classe seguido do endereço de memória do
objeto. Sendo assim, precisamos implementar o método toString() na classe Pessoa. A solução está no qua-
dro 33.
Observe, no quadro 33, que escolhemos a representação de uma pessoa da seguinte forma: “[codigo,
nome]”.
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Java SE - Programação Avançada
A chamada ao método toString() é implícita, não sendo necessário chamar explicitamente o método, a
menos que o objetivo seja atribuí-lo a uma string.
A interface Set
Diferentemente das listas, a interface Set define o que chamamos de conjuntos. Estes, como principal
característica, não permitem elementos duplicados.
Observe que o nome “Emanoel” foi inserido duas vezes. Vamos ver o resultado?
A tentativa de inclusão de um elemento repetido causou falha na execução do método, razão pela qual
ele retornou false.
Se desejarmos colocar os elementos dessa lista em ordem, não fazemos da mesma forma que em List,
uma vez que os elementos de um conjunto (Set) não permitem tal ordenação. É necessário usar um meca-
nismo que permita inserir os elementos já ordenados. Isso é feito pela classe TreeSet, apresentada no quadro
35.
33
Java SE - Programação Avançada
O resultado é exibido a seguir. Observe que os nomes foram exibidos em ordem alfabética.
Para remover um elemento de um conjunto, temos disponível apenas o método remove(), que recebe
como parâmetro o objeto a ser removido.
A interface Map
As coleções do tipo Map consideram, como já foi dito, elementos constituídos por uma chave e um valor. O
valor pode ser repetido, mas a chave deve ser exclusiva. No exemplo do quadro 36, a seguir, incluímos uma
lista de alunos contendo o RA (registro acadêmico) como chave e o nome como valor.
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Java SE - Programação Avançada
Uma atenção especial deve ser dada ao código das linhas 14 a 16. Na estrutura de repetição desse código,
percorremos a coleção levando em conta que cada elemento é composto de duas partes. Podemos fazer uma
comparação com um dicionário, em que temos palavras e seus significados. A declaração [Link]<Integer,
String> aluno declara um elemento desse dicionário, considerando as parametrizações da classe genérica. A
chave de uma coleção do tipo Map é, na verdade, um conjunto baseado em Set.
Podemos realizar a busca de elementos em um Map de forma semelhante às listas ou aos conjuntos.
Analise o código do quadro 37.
Quadro 37: Classe TesteMapas reescrita, com uma busca de elemento pela chave
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Java SE - Programação Avançada
O método containsKey() recebe como parâmetro um Object indicando a chave desejada e retorna true se
for encontrado um elemento com ela. O método get() recebe como parâmetro a chave e retorna o elemento
com esta.
A classe Arrays é muito útil quando desejamos manipular arrays. Ela é uma das classes disponíveis na API
do Java.
Como exemplo, vamos ordenar e buscar elementos em um array. Neste exemplo, iremos usar o método
sort() e o método binarySearch(), que faz uma busca por um determinado elemento e retorna sua localização
no array.
Inicialmente, definimos um array de inteiros quaisquer. Para exibir os elementos em forma de string, usa-
mos o método [Link] (array);, que recebe um array como parâmetro.
Depois, vamos usar o método sort(), que ordena o array em ordem crescente, desta forma: [Link]
(array);.
Depois, mostramos o array novamente. Em seguida, vamos armazenar em um inteiro, posicao, a posição
do elemento “2112” no array, desta forma:
[Link](array, numero_que_estamos_procurando);
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Java SE - Programação Avançada
É importante consultar a API do Java para conhecer e utilizar os métodos disponíveis para as coleções.
Exercícios do Módulo 2
Exercício 1: Lista de alunos
a. Alterar a classe Aluno do exercício 1, de forma que ela implemente a interface Comparable<>
e, consequentemente, sobrescreva o método compareTo() dessa classe. Esse método deve
retornar um inteiro, e os possíveis valores são:
• 1: indica que o conjunto de elementos está em ordem.
• 0: indica que os elementos são iguais.
• -1: indica que os elementos não estão em ordem.
b. Levar em conta que os alunos são classificados pelo nome.
c. Alterar também o programa do exercício 1 de forma que o método main() execute a instrução:
[Link](alunos);.
d. Exibir os alunos, agora classificados pelo nome.
a. Escrever um método que receba como parâmetro uma lista de alunos e retorne uma coleção Map
contendo como chave o RM do aluno e como valor o nome do aluno.
b. Alterar, novamente, o método main() do programa do exercício 2, de forma a executar o método
criado no item a.
c. Exibir na tela os alunos a partir da coleção Map.
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Java SE - Programação Avançada
A API do Java é a documentação oficial da linguagem. No passado, era comum a API de uma determinada
linguagem ser disponibilizada de forma impressa, mas esse conceito mudou bastante. No caso do Java, a
cada nova versão, um grupo de classes e/ou métodos é inserido ou alterado. Nesse contexto, é importante
consultar a API para obtermos as definições atualizadas.
Para a confecção deste material, a tela obtida quando acessamos esse link produz a interface apresentada
na figura 3. Você deve estar atento às novas atualizações.
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Java SE - Programação Avançada
Utilizamos a API do Java sempre que desenvolvemos uma aplicação e não estamos interessados em rein-
ventar a roda. Seria isso necessário?
Vamos considerar o seguinte cenário para ilustrar a utilização da API: desejamos usar a classe JOptionPa-
ne, mas não sabemos qual o seu pacote. O que devemos fazer?
Na aba correspondente aos pacotes, existe um link escrito: “All Classes”. Selecionado-o, temos a lista de
todas as classes no painel esquerdo inferior. Nele, selecionamos a classe desejada, como mostra a figura 4.
Na definição da classe, temos todos os métodos documentados. Basta selecionar o desejado e implemen-
tá-lo. Por exemplo, queremos implementar o método showMessageDialog(). Vamos ver como fazer isso?
Localizamos o método desejado, como mostra a figura 5.
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Java SE - Programação Avançada
Na figura, vemos que existem três versões sobrecarregadas. Escolhemos a que melhor nos atende. Por
exemplo, da forma mostrada no quadro 39.
Exercícios do Módulo 3
Exercício 1: Pesquisa por classes e métodos
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Java SE - Programação Avançada
Módulo 4 - Multithreading
Definição de threads
Threads permitem que um programa simples possa executar várias tarefas diferentes ao mesmo tempo,
independentemente umas das outras.
A linguagem Java suporta a execução paralela de código por meio do multithreading, em que uma thread
é um caminho de execução independente que está apto para rodar simultaneamente com outras threads.
Um programa Java, quando iniciado, roda em uma thread criada pela JVM (a thread principal - main) e
torna-se multithread pela criação de threads adicionais.
Se o código não for thread-safe e estiver rodando em um ambiente multithread, os resultados obtidos
podem ser inesperados ou incorretos, pois uma thread pode desfazer o que a outra já realizou.
Esse é o problema clássico da atualização do contador em uma aplicação multithread. Para resolver esse
problema, devemos usar o sincronismo, que vai bloquear os recursos até que a thread que os está usando
acabe de processá-los.
Criação de threads
A forma recomendada é implementar a interface Runnable, pois, quando estendemos uma classe, não
podemos fazê-lo com nenhuma outra, já que não existe herança múltipla em Java.
Mas vamos apresentar exemplos dos dois casos. O primeiro exemplo estenderá a classe Thread, e os de-
mais implementarão a interface Runnable.
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Java SE - Programação Avançada
Observe que essa classe possui um método chamado run(). Esse método é executado pela thread no
momento em que é iniciada. Nós não o executamos por nossa conta!
O código que desejamos executar pela thread deve ser escrito dentro desse método. Mas como fazemos
para executá-lo? Vamos ver o programa que o utiliza no quadro 41.
Instanciamos a classe ExemploThread e, a partir dessa instância, executamos o método start(). É ele
quem inicia a thread e, quando estiver pronto, seu método run() é executado.
Observe que tanto no método run() da classe ExemploThread como no método main() existe uma estru-
tura de repetição que imprime um caractere na tela. No momento em que o thread é iniciado, ele passa a ser
executado de forma independente, e as duas estruturas de repetição são executadas assim. Para visualizar o
resultado, incluímos um tempo de 200 milissegundos entre cada caractere a ser mostrado.
43
Java SE - Programação Avançada
A impressão dos caracteres “x” e “y” ocorre de forma desordenada, pois não temos controle sobre eles,
já que se executam de forma independente.
O próximo exemplo realiza a mesma tarefa, porém vamos implementar a interface Runnable.
A interface Runnable define o método run(), de forma que as classes que a implementarem devem imple-
mentar esse método.
44
Java SE - Programação Avançada
A classe Thread não nos obriga a implementar o método run() porque, pela própria definição, ela já im-
plementa Runnable. A criação da thread, nesse caso, passa a ser a apresentada no quadro 43.
45
Java SE - Programação Avançada
O resultado após a execução do método main() no Quando atribuímos um novo nome para a thread
quadro 45 é: que criamos, como em
Quadro 46: Classe TesteThread03 reescrita: atribuindo o nome para a thread posteriormente
É muito comum existirem várias threads sendo executadas simultaneamente, e, na maioria dos casos,
elas atuam sobre um mesmo objeto. Vamos elucidar a execução de múltiplas threads pelo próximo exemplo,
mostrado no quadro 47.
46
Java SE - Programação Avançada
Quadro 48: Classe TesteThread04: definindo mais de uma thread sobre o mesmo objeto
Observe mais uma vez que não há concordância entre as duas threads, porque estão em processos se-
parados.
47
Java SE - Programação Avançada
A classe Thread
Dependendo do momento no ciclo de vida da thread, existem estados específicos. O diagrama da figura 7
mostra os estados nos quais uma thread em Java pode estar e alguns métodos que podem ser usados para
mudar de um para outro.
Estado Descrição
Nesse estado, nenhum recurso do sistema foi alocado para a thread ainda.
Runnable / Este é o estado em que a thread está pronta para rodar. O método start() requisita os recursos
Running do sistema necessários para rodar a thread e chama o seu método run().
O estado Running ocorre quando o agendador de tarefas coloca a thread para funcionar.
Quando uma thread está “Running”, está também “Runnable”, e as instruções do seu método
run() é que estão sendo executadas pela CPU.
48
Java SE - Programação Avançada
Waiting / O estado Waiting significa que a thread está impedida de executar por alguma razão, que pode
Blocking ser:
Alguém executa o método suspend().
Alguém executa o método sleep().
A thread bloqueia, esperando por I/O.
A thread usa seu método wait() para esperar por uma variável de condição.
O exemplo abaixo coloca a thread atual “para dormir” por um segundo.
Cada uma dessas maneiras tem a sua forma específica de sair do estado Waiting / Blocking.
Se a thread foi suspensa, alguém precisa mandar-lhe a mensagem resume().
Se a thread foi posta para dormir, voltará a ser Runnable quando o número de milissegundos
determinado passar.
Se a thread está bloqueada, esperando por I/O, esta precisa ser completada.
Se a thread está esperando por uma variável de condição, o objeto que a “segura” precisa liberá-
la, por meio de um notify() ou de um notifyAll().
Dead Uma thread pode morrer de “causas naturais” (quando o seu método run() acaba normalmente)
ou pode ser finalizada pelo método stop().
O método stop() não é considerado seguro, mas ainda assim é executado, finalizando a thread
esteja ela onde estiver executando alguma tarefa.
Quando trabalhamos com threads em Java, devemos saber que cada uma possui uma prioridade de exe-
cução e que o gerenciador de threads (scheduler) decidirá qual executar primeiro.
Por padrão, todas as threads possuem prioridade NORM_PRIORITY, cujo valor é 5 e está declarada na
classe Thread. Além disso, cada uma herda automaticamente a prioridade da thread que a criou.
Veja um exemplo no qual temos duas threads. A primeira possui a prioridade máxima, enquanto a segun-
da possui a prioridade mínima, conforme pode ser visto nos quadros 49 e 50.
49
Java SE - Programação Avançada
Observe que atribuímos prioridade máxima a t2 e, quando ela entrou em execução, tomou a frente da
thread que havia sido iniciada antes, t1.
As threads são executadas em processos separados por definição. Por padrão, não existem formas de
relacioná-las. Mas podemos mudar esse cenário.
Como exemplo, suponhamos que uma conta corrente seja acessada por duas threads diferentes. Cada
uma consulta o saldo e, em seguida, efetua o saque, se houver saldo. As classes envolvidas nesse exemplo
são apresentadas nos quadros 51, 52 e 53.
50
Java SE - Programação Avançada
Quadro 51: Classe [Link]: indica a classe cujo objeto será manipulado pelas threads
Quadro 52: Classe [Link]: é a classe que representará cada thread, pois implemen-
ta a interface Runnable
51
Java SE - Programação Avançada
Quadro 53: Classe [Link]: Programa que criará duas threads e as executará
Quando executamos esse programa mais de uma vez, obtemos diferentes resultados em cada execução.
Uma delas é mostrada a seguir:
52
Java SE - Programação Avançada
Se houvesse uma harmonia entre as threads, em todos os momentos apareceriam as mensagens, nesta
ordem:
Ou seja, primeiro seria indicado o saque e, em seguida, o saldo. Mas não é o que vemos. Além disso,
existe o risco de ocorrer um saque sem saldo suficiente, tornando o saldo final negativo, porque uma thread
pode verificá-lo ao mesmo tempo que a outra e, havendo saldo disponível, as duas realizariam o saque.
Essa é a situação ideal para o que chamamos de sincronismo, ou seja, devemos sincronizar essas ope-
rações para garantir que, enquanto uma thread estiver consultando o saldo, ela permita o acesso a outra
somente após finalizar a operação de saque. Em outras palavras, uma thread consulta o saldo e realiza o
saque, enquanto a outra aguarda sua vez para entrar em processamento.
Na classe ProcessaContaCorrente, temos o método que realiza esse trabalho para nós, que é efetuarOpe-
racao(). Esse método deve ser sincronizado. Veja o quadro 54.
53
Java SE - Programação Avançada
É possível executar threads em interface gráfica (GUI – graphical user interface), da mesma forma que em
outras aplicações. No exemplo que apresentaremos, quando o usuário clicar em um botão, a hora é atualiza-
da em uma caixa de textos a cada segundo.
É importante entendermos que esse exemplo trata de interface gráfica, mas que o tema associado a ela
será abordado no próximo módulo. O objetivo aqui é ilustrar sua funcionalidade. Vamos ao exemplo, então.
Veja o quadro 55.
54
Java SE - Programação Avançada
Quadro 55: Classe Cronometro: definição de uma interface gráfica para execução de threads
55
Java SE - Programação Avançada
Quando clicamos no botão “Iniciar”, a thread é criada e iniciada, mostrando a hora atualizada a cada
segundo por certo tempo. Para terminarmos antecipadamente a execução, clicamos no botão “Terminar”, o
que encerra a thread.
O ponto importante a ser destacado aqui é que a classe possui a interface gráfica e a thread manipula um
elemento dela, que é a caixa de textos. A classe Cronometro, que gerou essa janela, não pode ser a imple-
mentadora de Runnable porque teríamos que atualizar a janela a cada segundo, já que esse é o objetivo da
thread. Não podemos, também, criar uma classe separada, por esta não ter acesso à caixa de textos. Para
mantermos a orientação a objetos coerente, sem as famosas “gambiarras”, usaremos um modelo sofisticado
conhecido como “classe interna anônima”. O código que utiliza esse conceito está destacado no quadro 56.
Quadro 56: Código que implementa uma classe interna anônima como evento de ação
Observe que foi passado como parâmetro para o construtor da classe Thread uma instância de Runnable,
mas não podemos criar instâncias de Runnable por ser uma interface. Então, o que aconteceu?
Verifique que temos a instrução new Runnable() {}, que não é uma instância isolada; ela é seguida de um
bloco de código (código entre chaves). O código entre chaves é uma implementação anônima da interface,
que, por ser anônima, possui apenas conteúdo, mas nenhum nome.
56
Java SE - Programação Avançada
De toda forma, foi passado um objeto Runnable para a thread, porém ele não foi atribuído a uma refe-
rência.
Exercícios do Módulo 4
Exercício 1: Revisão
Alterar a classe ProcessaProdutos de modo a ter seus métodos sincronizados. O que é possível verifi-
car após a execução da aplicação?
57
Java SE - Programação Avançada
Definir uma interface gráfica em Java não é uma tarefa difícil. A definição da interface consiste em decla-
rarmos e instanciarmos elementos com base nas classes que os definem.
Existem diversos editores de interface gráfica dis- mamos o método setBounds() informando os quatro
poníveis para integrarmos com o Eclipse. Window- parâmetros, nesta ordem:
Builder é um editor de que eu gosto bastante de usar • int x: distância horizontal do canto superior
e que recomendo. esquerdo da janela.
• int y: distância vertical do canto superior es-
Neste módulo, conheceremos os mecanismos de querdo da janela.
definição de classes que nos permitirão definir uma • int width: largura da janela.
interface gráfica. O universo é vasto, por isso traba- • int height: altura da janela.
lharemos com as que nos permitem criar uma apli-
cação para Windows. Para ilustrar o desenvolvimento Exibindo a janela
de uma interface gráfica, vamos elaborar uma passo
a passo. A exibição da janela consiste na instanciação da
classe que criamos, ou seja, do nosso JFrame. O pro-
Definindo a classe grama no quadro 58 será usado em todas as etapas.
Sempre que mencionarmos a execução da janela, na
O primeiro passo é representado pelo código no verdade estamos nos referindo à execução do mé-
quadro 57. todo main() na classe TestePrograma desse quadro.
Quadro 57: Classe Programa estendendo a clas- Quadro 58: Classe TestePrograma instanciando e
se JFrame exibindo a janela definida na classe Programa
58
Java SE - Programação Avançada
59
Java SE - Programação Avançada
60
Java SE - Programação Avançada
A interface gráfica em Java é dita orientada a eventos. Eventos são ações produzidas sobre os componen-
tes, diferentemente de métodos, que são ações executadas a partir dos componentes. Exemplos de eventos:
• Clicar em um botão.
• Selecionar um item em uma lista.
• Pressionar uma tecla.
• Redimensionar uma janela.
• Iniciar uma aplicação.
Se uma aplicação está interessada em um evento específico (por exemplo, “clique em um botão”), deve
solicitar ao sistema para “escutar” o evento. Os eventos são executados pelo sistema operacional; quando
falamos em “escutar”, dizemos que o sistema aguarda por uma ação, e, quando esta é produzida, o código
escrito para o evento em questão é executado.
Eventos são definidos por meio de interfaces, conhecidas como listeners. Existem listeners específicos
para cada tipo de evento.
61
Java SE - Programação Avançada
void mouseClicked(MouseEvent e)
void mousePressed(MouseEvent e)
Ocorre nas mais diversas ações void mouseReleased(MouseEvent e)
MouseListener
produzidas pelo mouse. void mouseEntered(MouseEvent e)
void mouseExited(MouseEvent e)
62
Java SE - Programação Avançada
Vamos ver como os eventos são manipulados em uma interface. Existem alguns que são usados com mais
frequência que outros.
Na interface que estamos desenvolvendo para este módulo, vamos usar o botão de comandos para ilus-
trar a utilização do evento de ação. Usaremos o conceito de classes internas anônimas, abordado no módulo
sobre multithreading.
Vamos mostrar aqui apenas o trecho do código para o botão que recebe o evento de ação (ActionListe-
ner). O código no quadro 62 permite executar esse evento.
Quadro 62: Definição do evento de ação para o botão btnEnviar no construtor da classe Programa
De modo geral, tomamos o componente a partir do qual queremos executar o evento e chamamos o
método addXXX(), em que XXX é o nome da interface. No nosso exemplo, para a interface ActionListener,
tomamos o método addActionListener().
Como parâmetro para esse método, informamos uma implementação anônima da interface.
Normalmente, os eventos são usados para colher informações de outros componentes ou atribuir valores
a eles. Por exemplo, uma interface representando um login (tela para entrada de usuário e senha) possui um
botão que, quando acionado, realiza a validação do usuário. Esta é realizada por meio da leitura das caixas
de texto nas quais o usuário fornece suas credenciais.
Outro exemplo que podemos mencionar é quando fazemos uma busca de um cliente em um banco de
dados usando seu CPF. Fornecemos o CPF em uma caixa de texto, clicamos em um botão, e o evento de
ação deste executa um conjunto de instruções capazes de buscar as informações em registros de um banco
de dados. Cada campo do registro é exibido em caixas de texto.
63
Java SE - Programação Avançada
As entradas ou saídas de dados em componentes de interface gráfica estão relacionadas aos métodos que
executamos para cada um deles.
No exemplo que estamos explorando neste módulo, consideremos que o sexo seja preenchido no compo-
nente JComboBox quando a janela for construída, ou seja, no construtor da classe. O código correspondente
a essa ação é mostrado no quadro 63.
Agora que tivemos uma visão geral dos componentes, bem como de seu funcionamento, seus métodos
e seus eventos, vamos apresentar uma visão deles tomando como base sua hierarquia e suas classes. Essa
hierarquia é apresentada na figura 9.
64
Java SE - Programação Avançada
65
Java SE - Programação Avançada
Aula 15 - Applets
Applet é um programa Java executado no browser. Ele pode ser uma aplicação Java totalmente funcional,
pois tem toda a API à sua disposição.
Cinco métodos na classe Applet fornecem as funcionalidades de que você precisa. Eles estão definidos na
tabela 5.
Método Descrição
init() Esse método destina-se a tudo o que é necessário para a inicialização do applet.
start() Esse método é chamado automaticamente depois que o navegador chama o método init(). Ele
também é chamado sempre que o usuário retorna para a página que contém o applet depois de
ter ido para outras.
stop() Esse método é chamado automaticamente quando o usuário sai da página que contém o applet.
Pode, portanto, ser chamado repetidamente na mesma aplicação.
destroy() Esse método só é chamado quando o navegador fecha normalmente. Como applets são
desenvolvidos para ser executados em uma página HTML, é importante liberar recursos alocados
por eles, e essa limpeza é feita nesse método.
paint(Graphics) Invocado imediatamente após o método start ( ) e a qualquer momento em que o applet precisar
redesenhar seu conteúdo no navegador..
66
Java SE - Programação Avançada
[Link].
[Link].
A classe Applet
Cada applet é uma extensão da classe [Link]. A classe base Applet fornece métodos que seu
applet pode usar para obter informações e serviços a partir do contexto do navegador. Esses métodos podem
realizar as seguintes ações:
Chamando um applet
Um applet pode ser executado pela sua incorporação em um arquivo HTML. A tag <applet> é a base para
a incorporação de um applet em um arquivo HTML.
67
Java SE - Programação Avançada
<html>
<title>Exemplo Applets</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”320” height=”120”>
Se o browser estiver habilitado para Java,
uma mensagem aparecerá.
</applet>
<hr>
</html>
O atributo code da tag <applet> é necessário. Ele especifica a classe Applet a ser executada. A largura
(width) e a altura (height) também são obrigatórias para especificar o tamanho inicial do painel em que o
applet será executado.
Navegadores não habilitados para Java não processam o elemento <applet>. Portanto, qualquer informa-
ção dentro dessa tag não relacionada com o applet torna-se visível para eles.
O exemplo que apresentamos aqui demonstra o uso de parâmetros a ser passados para um applet. O
método [Link] () obtém o nome do parâmetro a ser passado, em forma de string.
O exemplo no quadro 66 mostra o applet recebendo parâmetros, e o programa HTML do quadro 67 mostra
como passá-los.
Quadro 67: Demonstração da passagem de parâmetros para o applet pelo código HTML
68
Java SE - Programação Avançada
<html>
<title>Checkerboard Applet</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”480”
height=”320”>
<param name=”nome” value=”José”>
<param name=”email” value=”jose@[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>
Manipulação de eventos
Quadro 68: Classe EventosApplet: definindo um evento de ação para o botão “botao”
Exibindo imagens
Um applet pode exibir imagens em formatos GIF, JPEG, BMP, dentre outros. No quadro 69, temos um
exemplo de como exibir uma imagem no applet.
69
Java SE - Programação Avançada
Agora vamos chamar esse applet. O código HTML no quadro 70 mostra essa chamada.
<html>
<title>Exemplo Imagem</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”300”
height=”200”>
<param name=”imagem” value=”[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>
70
Java SE - Programação Avançada
Além de imagens, é possível reproduzir arquivos de áudio e vídeo. Os métodos para essa finalidade estão
listados na tabela 6.
Para obter um objeto AudioClip, é necessário chamar o método getAudioClip() da classe Applet. Esse mé-
todo retorna imediatamente se a URL resolve um arquivo de áudio ou vídeo real. O arquivo não é baixado
até que seja feita uma tentativa de reproduzir o clipe.
71
Java SE - Programação Avançada
Podemos executar esse applet por intermédio do programa HTML do quadro 72.
<html>
<title>The ImageDemo applet</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”0” height=”0”>
<param name=”audio” value=”[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>
Nesta aula, apresentaremos o uso do JMF - Java Media Framework. Mostraremos uma visão geral do fra-
mework, incluindo as principais funcionalidades e pontos de extensão.
O JMF é um framework da Oracle (desenvolvido em parceria com a Intel e a IBM) que permite manipular
recursos multimídia em aplicações Java.
Para utilizar os serviços de áudio e vídeo disponibilizados pelo framework, são necessários dispositivos de
entrada (microfones, câmeras, arquivos de áudio/vídeo, streaming via rede) e/ou dispositivos de saída (mo-
nitor e caixa de som), dependendo da necessidade, que poderá ser, por exemplo:
Codec
Um codec é utilizado para compressão e descompressão de dados. A compressão é utilizada quando esses
dados vão ser transmitidos ou armazenados. No componente receptor, eles são descompactados para um
formato de apresentação. A tabela 7 mostra os formatos geralmente utilizados pelos codecs e os protocolos
utilizados.
72
Java SE - Programação Avançada
Arquitetura do JMF
um DataSource encapsula o stream de áudio/vídeo, como um Vídeo Tape e um Player disponibiliza pro-
cessamento e mecanismos de controle (avançar, retroceder), similar a um vídeo-cassete, que reproduzirá a
mídia em um dispositivo de saída, tal como microfones e monitores.
Para a criação dos componentes providos pelo JMF para capturar, processar e apresentar os recursos de
multimídia, são utilizados os seguintes componentes:
Manager: Responsável pela criação de DataSources e Players, entre outros, além de possibilitar a cus-
tomização de componentes do framework;
PackageManager: Mantém um registro dos pacotes que contém classes do JMF, tal como classes custo-
mizadas: Players, Processors e DataSources;
PlugInManager: Responsável por manter a lista de plug-ins disponíveis para uso pelo JMF. É possível
instalar novos plug-ins (JORGE; VINICIUS; MARTINS, 2012).
73
Java SE - Programação Avançada
Para trabalharmos com JMF, primeiro precisamos obter o framework. Isso pode ser feito de: http://
[Link]/technetwork/java/javasebusiness/downloads/java-archive-downloads-java-client-419417.
html#7372-jmf-2.1.1e-oth-JPR. Verifique possíveis atualizações e mudanças de link.
Para adicionar esse framework à sua aplicação, é necessário incluí-lo no projeto. Para tanto, siga os pas-
sos:
74
Java SE - Programação Avançada
Agora estamos prontos para criar uma aplicação. O código no quadro 73 apresenta um applet utilizando
o JMF.
75
Java SE - Programação Avançada
76
Java SE - Programação Avançada
Exercícios do Módulo 5
Exercício 1: Elaboração de uma interface gráfica.
a. Criar uma interface gráfica a partir de uma classe chamada AlunosGUI para receber informações
de alunos. A interface deverá se parecer com esta:
b. Escrever uma classe chamada TesteAlunos contendo o método main(), que instancie a classe
AlunosGUI e a apresente na tela.
a. Criar uma classe chamada Aluno, com os atributos: rm, nome, curso, periodo.
b. Nessa classe, inserir os getters e setters. Para isso, usar o template do Eclipse.
c. Sobrescrever o método toString() na classe, de modo a retornar a representação string de um
aluno no formato: “[rm – nome – curso – período]”.
d. Na classe Aluno, definir um objeto estático do tipo List<Aluno>, instanciado como new
ArrayList<Aluno>().
77
Java SE - Programação Avançada
Módulo 6 - Arquivos
Em Java, o processo de entrada/saída (input/output) é realizado por meio de streams. Streams consistem
em uma abstração criada para representar locais reais (teclado, disco, monitor, rede de comunicação etc.)
nos quais dados devem ser obtidos ou escritos.
Observe que canais de comunicação e arquivos em disco podem ser abertos em modo entrada ou modo
saída.
Existem dois mecanismos básicos para manipular streams: bufferizados e não bufferizados. Estes últimos
acessam diretamente os arquivos ou dispositivos indicados como de entrada ou saída de dados. Mecanismos
bufferizados empregam uma zona de memória própria ao mecanismo de entrada e saída para armazenar
temporariamente os dados manipulados.
Em Java, são definidos dois tipos de streams: de caracteres e de bytes. O primeiro é dito modo texto, cujo
conteúdo é compreensível na linguagem humana. O segundo consiste na representação da informação em
bytes, a mesma representação utilizada pelos computadores.
O pacote [Link] disponibiliza um grande conjunto de classes para manipular streams. Nele, existem clas-
ses para manipular tanto streams bufferizados quanto não bufferizados, em modo texto e em modo byte.
Algumas dessas classes e seus serviços serão objetos de estudo neste material.
InputStream e OutputStream
Essas classes são as mais genéricas para entrada e saída de stream de bytes. Elas definem a estrutura
para entrada e saída que é especializada por outras classes, conforme mostra a figura 13.
78
Java SE - Programação Avançada
Serviço Descrição
int read ( ) Lê um byte e retorna o seu valor em um inteiro. Retorna –1 se chegou ao fim do
arquivo.
int read (byte b[ ]) Escreve os bytes lidos na array de bytes b. Serão lidos, no máximo, [Link]
bytes. Retorna o número de bytes lidos.
int read (byte b[], int off, int Escreve length bytes lidos no array de bytes passado como parâmetro. O primeiro
length) byte lido é armazenado na posição off do array. Retorna o número de bytes lidos.
79
Java SE - Programação Avançada
void close ( ) Fecha a stream. Se existir uma pilha de streams, fechará a do topo da pilha e
depois todas as outras.
int available ( ) Retorna o número de bytes disponíveis para leitura.
long skip (long nroBytes) Este método é usado para movimentar o ponteiro do arquivo. Ele descarta
nroBytes bytes da stream. Retorna o número de bytes descartados.
boolean void markSupported Retorna true se os métodos mark() e reset() são suportados pela stream.
()
void mark (int posicao) Marca um determinado byte no arquivo.
void reset( ) Volta ao ponto marcado.
Fonte: Sierra e Bates (2008).
A manipulação de arquivos em Java pode ser realizada com as classes FileInputStream e FileOutputStre-
am. Ao contrário do teclado e do monitor, arquivos não se encontram abertos para leitura ou escrita. Para
realizar essas operações, devem ser indicados de forma explícita no código.
Assim como o arquivo é aberto, ele deve ser fechado após seu uso. Na tabela 10, são apresentados os
construtores e alguns métodos dessas classes.
80
Java SE - Programação Avançada
O exemplo apresentado no código dos quadros 74, 75 e 76 ilustra a gravação e a leitura de um objeto no
arquivo. O objeto a ser gravado deve ser serializado, ou seja, a classe deve implementar Serializable.
81
Java SE - Programação Avançada
82
Java SE - Programação Avançada
A classe File é uma abstração para manipulação de arquivos em Java. A tabela 11 apresenta os principais
métodos dela.
Métodos Descrição
File( String n ) Cria um novo objeto para referenciar o arquivo especificado.
boolean canRead() Retorna true ou false, indicando se a aplicação pode ou não ler o arquivo.
boolean canWrite() Retorna true ou false, indicando se a aplicação pode ou não escrever no arquivo.
boolean compareTo( Object Compara o nome do arquivo corrente com o arquivo passado por parâmetro.
ob )
String getName() Retorna o nome do arquivo.
String getPath() Retorna o nome do caminho do arquivo.
String isFile() Retorna true se o objeto se refere a um arquivo.
String isDirectory() Retorna true se o objeto se refere a um diretório.
String[] list() Retorna um array de strings contendo todos os arquivos que constam no diretório.
Fonte: Sierra e Bates (2008).
83
Java SE - Programação Avançada
O exemplo do quadro 77 apresenta um código que lista os arquivos e os diretórios a partir da pasta Win-
dows, na unidade C.
84
Java SE - Programação Avançada
FileReader e FileWriter
A manipulação de arquivos de acesso sequencial, ou arquivos texto, dá-se por meio das classes FileReader
e FileWriter, cuja hierarquia é apresentada na figura 14.
A tabela 12 apresenta alguns dos serviços disponíveis nessas classes. Essas operações acessam direta-
mente os arquivos especificados a cada operação
85
Java SE - Programação Avançada
O exemplo do quadro 78 realiza uma leitura de um arquivo texto caráter por caráter e exibe-os na tela.
O exemplo do quadro 79 realiza a leitura considerando uma linha de cada vez, ao invés de caracteres.
86
Java SE - Programação Avançada
Finalmente, o exemplo do quadro 81 apresenta um código que lê uma lista de nomes e os grava em um
arquivo.
87
Java SE - Programação Avançada
88
Java SE - Programação Avançada
Exercícios do Módulo 6
Exercício 1: Criação de um editor de textos
a. Criar uma interface gráfica representando um editor de textos, conforme modelo a seguir:
b. Para o evento de ação do botão “Abrir Arquivo”, escrever uma instrução para gerar uma caixa de
diálogo solicitando o arquivo a ser aberto e exibido na caixa de textos. A classe a ser utilizada
nesse evento é JFileChooser, e a instrução é semelhante a:
} catch (Exception e) {
[Link]([Link], [Link]());
}
c. De forma semelhante, para o evento de ação do botão “Salvar Arquivo”, escrever um código que
apresente um diálogo onde o usuário deverá fornecer o nome do arquivo a ser salvo:
} catch (Exception e) {
[Link]([Link], [Link]());
}
d. Escrever uma classe chamada TesteEditor, contendo o método main(), que instancie a classe
EditorTextos e a apresente na tela.
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Java SE - Programação Avançada
O objetivo deste exercício é apresentar uma amostra do conteúdo de um arquivo. Para tanto, apenas
os 20 primeiros caracteres do arquivo são lidos, e seu conteúdo é seguido por três pontos (...).
Escrever um programa que leia um arquivo texto caráter por caráter e acumule apenas os 20 primeiros
caracteres, seguidos por três pontos. Se o conteúdo do arquivo tiver menos de 20 caracteres, mostrar
todo seu conteúdo.
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Java SE - Programação Avançada
Uma funcionalidade essencial em qualquer sistema é a habilidade para comunicar-se com um repositório
de dados. Podemos definir repositório de dados de várias maneiras, por exemplo, como um conjunto de ob-
jetos de negócio em um sistema de arquivos ou um banco de dados.
Bancos de dados constituem o tipo mais comum de repositório. Java dispõe de uma API para acessar
repositórios de dados: Java DataBase Connectivity API, ou JDBC API.
A maioria dos fornecedores de bancos de dados oferece uma implementação particular de drivers para
acesso a banco de dados. A vantagem de JDBC é a portabilidade da aplicação cliente, inerente à linguagem
Java.
A API JDBC compreende uma especificação para os desenvolvedores de drivers JDBC e os desenvolvedo-
res de aplicações clientes que precisem acessar bancos de dados em Java.
Como esse assunto é de extrema importância, estudaremos o acesso a banco de dados em Java por in-
termédio de aplicações.
91
Java SE - Programação Avançada
92
Java SE - Programação Avançada
Uma vez com o connector, criamos um novo projeto no Eclipse e inserimo-lo. A maneira mais prática de
fazer isso é clicando com o botão direito do mouse sobre o projeto, selecionando a opção Build Path, e, em
seguida, Configure Build Path..., como mostra a figura 18.
93
Java SE - Programação Avançada
Em seguida, clique no botão Add External JARs... e selecione o arquivo .jar correspondente ao driver do
MySQL. Aceite a opção clicando em OK. A figura 20 apresenta esse processo.
94
Java SE - Programação Avançada
JDBC é um padrão no qual está definida uma estrutura geral de acesso ao driver de banco de dados por
meio de interfaces e o fornecedor se encarrega de implementar as classes que concretamente vão realizar
o serviço.
Criaremos uma classe com os métodos que realizarão as operações básicas no banco de dados: INSERIR,
REMOVER, BUSCAR e ALTERAR. Esse grupo de operações é tradicionalmente conhecido como CRUD (Create,
Recover, Update, Delete).
• A interface Connection designa um objeto, no caso con, para receber a conexão estabelecida.
• A interface PreparedStatement permite-nos usufruir de SQL armazenado ou pré-compilado no ban-
co, quando o banco de dados suportar esse recurso.
• A interface ResultSet permite colher os resultados da execução de nossa query no banco de dados.
Essa interface apresenta uma série de métodos para prover o acesso aos dados.
Agora devemos definir uma string de conexão para o nosso banco de dados agenda. Uma string de cone-
xão contém as informações necessárias para o acesso, e cada banco de dados possui sua própria estrutura
de conexão. A linha 10 do código no quadro 83 mostra a string de conexão par ao banco de dados MySQL.
95
Java SE - Programação Avançada
Em seguida, desenvolveremos os métodos para abrir e fechar a conexão com o banco de dados. Fazemos
isso em dois passos. Primeiro, carregamos o driver para o banco de dados na JVM da aplicação.
A classe DriverManager
Cada fornecedor tem o seu driver específico, construído como uma classe JDBC. A chamada à função
forName(classe) registra a classe nomeada na JVM corrente.
Uma vez carregado, o driver registra-se para o DriverManager e está disponível para a aplicação. Utiliza-
mos, então, a classe DriverManager para abrir uma conexão com o banco de dados. O quadro 84 apresenta
o código para essa finalidade.
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Java SE - Programação Avançada
Estabelecida a conexão, podemos executar comandos SQL para manipular o banco de dados. Neste exem-
plo, trabalharemos com o paradigma orientado a objetos. Para tanto, criaremos uma classe que representará
as entidades a ser mapeadas para o banco de dados.
Como temos uma tabela chamada CONTATOS, criamos uma classe chamada Contatos (a coincidência de
nomes é opcional) para definir objetos a ser usados como elementos de entidade. Em outras palavras, cada
objeto da nossa classe Contatos representará um registro na tabela CONTATOS. A classe Contatos está de-
finida no quadro 85.
Criando métodos para realizar as operações CRUD - Create, Recover, Update, Delete
• Inserir um registro: o método receberá como parâmetro um objeto da classe Contatos para
persisti-lo no banco de dados. O código para esse método está ilustrado no quadro 86.
Quadro 86: Método incluir: usa um objeto da classe Contatos como parâmetro para a inclusão no banco
de dados
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Java SE - Programação Avançada
• Remover um registro: recebe como parâmetro o código (ID) do contato a ser removido. O código
para remover o registro está apresentado no quadro 87.
Quadro 87: Método remover(): recebe o valor do código do contato (parâmetro id) para remover o con-
tato
• Buscar um registro: recebe como parâmetro o código do contato e retorna o objeto em questão.
Se não houver registro com o código informado, o método retornará null. Esse código está apresen-
tado no quadro 88.
Quadro 88: Método buscar(): recebe como parâmetro o código do contato (parâmetro id) e retorna o
objeto com esse código, ou null se não houver objeto com o código especificado
• Alterar um registro: recebe como parâmetro o objeto Contatos a ser removido, tomando como
base seu ID. O código para alterar um registro está apresentado no quadro 89.
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Java SE - Programação Avançada
Quadro 89: Método alterar(): recebe como parâmetro um objeto da classe Contatos com os valores a
ser atualizados
• Listar todos os contatos: o método retornará uma lista contendo todos os contatos. Esse código
está ilustrado no quadro 90.
Quadro 90: Método listar(): retorna uma lista parametrizada para Contatos, que armazena todos os con-
tatos contidos no banco de dados
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Java SE - Programação Avançada
Quadro 91: Classe TesteBancoDados: instancia a classe Contatos, inclui esta instância no banco de dados
e lista todos os contatos
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Java SE - Programação Avançada
As instruções SQL nos nossos exemplos utilizam o conceito de “curinga”, ou seja, ela espera receber os
dados por intermédio de parâmetros:
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Java SE - Programação Avançada
Temos aqui quatro pontos de interrogação, representando uma incógnita a ser preenchida na execução da
instrução. Dependendo do tipo de dado relacionado ao banco de dados, temos um tipo compatível em Java
para fornecer. Esses parâmetros são preenchidos por meio do método setXXX(), em que XXX representa o
tipo a ser usado.
Esse método recebe dois parâmetros. O primeiro representa a posição do parâmetro na instrução SQL.
Se for o primeiro, seu valor é 1; se for o segundo, seu valor é 2, e assim por diante. O segundo parâmetro
representa o dado a ser inserido, de acordo com o tipo representado por XXX.
Quadro 92: Códigos para informar parâmetros para os campos no banco de dados
[Link](1, [Link]());
[Link](2, [Link]());
[Link](3, [Link]());
[Link](4, new [Link]([Link]().getTime()));
O método setString() recebe como segundo parâmetro uma string; o método setDate() espera receber
um objeto do tipo [Link].
A classe Date do pacote [Link] é, na verdade, uma subclasse da classe Date do pacote [Link].
De forma semelhante, a interface ResultSet possui métodos para recuperar os valores dos campos no
banco de dados. Esses métodos possuem o formato getXXX(), sendo XXX o tipo correspondente no banco
de dados.
Na tabela 17, temos uma relação de tipos no banco de dados que correspondem a tipos no Java.
CHAR String
VARCHAR String
LONGVARCHAR String
NUMERIC [Link]
DECIMAL [Link]
BIT [Link]
TINYINT boolean
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Java SE - Programação Avançada
SMALLINT byte
INTEGER short
BIGINT long
REAL float
FLOAT double
DOUBLE double
BINARY byte[]
VARBINARY byte[]
LONGVARBINARY byte[]
DATE [Link]
TIME [Link]
TIMESTAMP [Link]
Fonte: Produção do autor.
Quando desenvolvemos aplicações que acessam banco de dados, é comum executarmos rotinas comple-
xas de manipulação desses dados.
Dependendo da rotina a ser executada, isso pode requerer várias consultas e atualizações na base, o
que acarreta um maior consumo de recursos pela aplicação. No caso de aplicações web, isso se torna ainda
mais crítico devido à maior quantidade de informações que precisam trafegar pela rede e de requisições ao
servidor.
Uma boa forma de contornar esse consumo de recursos diretamente pela aplicação é transferir parte do
processamento direto para o banco de dados. Assim, considerando que as máquinas servidoras geralmente
têm configurações de hardware mais robustas, enquanto nada se pode garantir com relação às máquinas
clientes, essa pode ser uma alternativa a se considerar.
Para isso, usamos os stored procedures. Eles são rotinas definidas no banco de dados e identificadas por
um nome pelo qual podem ser invocadas. Um procedimento desses pode executar uma série de instruções,
receber parâmetros e retornar valores.
Explicaremos a seguir como trabalhar com procedures no banco de dados MySQL. Para iniciar, vamos
entender como é a sintaxe utilizada para criação desse tipo de objeto:
103
Java SE - Programação Avançada
DELIMITER $$
CREATE PROCEDURE nome_procedimento (parâmetros)
BEGIN
/*CORPO DO PROCEDIMENTO*/
END $$
DELIMITER ;
Os parâmetros são opcionais, mas, se fornecidos, devem seguir a sintaxe (dentro dos parênteses):
O MODO indica a forma como o parâmetro será tratado no procedimento, se será apenas um dado de
entrada, apenas de saída ou se terá ambas as funções. Os valores possíveis para o modo são:
• IN: indica que o parâmetro é apenas para entrada/recebimento de dados, não podendo ser usado
para retorno.
• OUT: usado para parâmetros de saída. Para esse tipo, não pode ser informado um valor direto (como
“teste”, 1 ou 2.3), mas deve ser passada uma variável por referência.
• INOUT: como é possível imaginar, esse tipo de parâmetro pode ser usado para os dois fins (entrada
e saída de dados). Nesse caso, também deve ser informada uma variável e não um valor direto.
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Java SE - Programação Avançada
Quadro 93: Método buscarProcedure(): define um objeto para acessar uma stored procedure
Exercícios do Módulo 7
Nestes exercícios, aproveitaremos a interface gráfica definida no Módulo 5.
a. Em um novo projeto, copiar as classes AlunosGUI e Aluno do projeto que você definiu no Módulo
5.
b. Criar uma classe chamada AlunosDAO.
c. Nessa classe, definir um método para abrir uma conexão com o banco de dados e outro para
fechar a conexão. As assinaturas deles deverão ser análogas às sugeridas abaixo:
private void abrirConexao() throws Exception
private void fecharConexao() throws Exception
d. Incluir um método para incluir um aluno no banco de dados. Esse método deverá ter a assina-
tura:
public void incluir(Aluno aluno) throws Exception
e. Incluir um método para retornar a uma lista com todos os alunos. Esse método deverá ter a
seguinte assinatura:
public List<Aluno> listarAlunos()
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Java SE - Programação Avançada
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Java SE - Programação Avançada
Considerações Finais
Pudemos aplicar os conceitos de herança, polimorfismo e interfaces em partes mais avançadas da lingua-
gem, como a definição de threads a partir da interface Runnable, elementos de interface gráfica por intermé-
dio de classes internas anônimas e muito mais.
Verificamos também que tudo o que o Java pode oferecer possui grande consistência na sua aplicabilida-
de, afinal, essa linguagem surgiu para ser robusta e consistente.
O mundo de desenvolvimento Java é bastante amplo. Podemos criar desde aplicações simples, baseadas
em interface gráfica, até aplicações para a web, contemplando frameworks importantes de mercado.
Para acesso a banco de dados, temos à disposição um framework excelente, o Hibernate, e sua implemen-
tação por meio de annotations, o JPA (Java Persistence API). Essas aplicações utilizam tudo o que estudamos.
Convido você a mergulhar mais ainda nesse maravilhoso mundo do desenvolvimento Java, que certamen-
te trará muitos benefícios profissionais a todos.
Prof. Emilio
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Java SE - Programação Avançada
Caro aluno, a seguir as respostas comentadas das listas de exercícios dos módulos desta disciplina.
Recomendo que você tente primeiro fazer sozinho as tarefas e use os chats e fóruns para tirar suas dúvi-
das. Depois você pode conferir as respostas, ok?
Exercício 1 – Módulo 1
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• Neste exercício optamos por realizar uma leitura via teclado (linhas 7 a 9).
• Os valores foram armazenados em variáveis do tipo String para justificar a conversão e consequen-
temente o tratamento de erros.
• Nas linhas 20 e 21 estão os códigos que fazem a conversão, e são vulneráveis a erros porque os
valores a serem convertidos são fornecidos pelo usuário, e podem estar em um formato incorreto.
• Nas linhas 32 e 34 as exceções são propagadas e capturadas no bloco try...catch, na linhas 6 a 15.
Exercício 2 - Módulo 1
Solução
Comentários
• Neste programa declaramos e criamos um array de 4 posições na Linha 7.
• Declaramos também duas variáveis para acumular a soma dos valores das notas, na estrutura de
repetição (variável soma), e uma variável para armazenar a média das notas (variável media).
• Observe na estrutura de repetição, na Linha 12, que nossa iteração se estende até o índice 4, que
está além do último índice do array, que é 3.
• Quando o loop for chegar até este valor, uma exceção do tipo ArrayIndexOutOfBounds é lançada,
mas até a posição 3, a soma dos elementos do array já foi acumulada na variável soma.
• No bloco finally, Linha 18 a 20, a média é calculada de forma correta, pois o quinto elemento do
array, por não existir, entrou na exceção e, portanto, não foi considerado.
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 1 – Módulo 2
Solução
Comentários
• O método toString(), definido na Linha 35, é uma sobrescrita do método definido na classe Object. Este
método foi sobrescrito nesta classe para que os objetos da classe Aluno tenham uma representação
em forma de String adequada, especialmente para saídas na tela ou em componentes de interface
gráfica.
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• Na linha 8 desta classe criamos uma lista de alunos, ou seja, um objeto ArrayLIst parametrizado
para a classe Aluno, significando que somente objetos Aluno podem ser inseridos na lista.
• Nas linhas 9 a 13 inserimos objetos na lista, levando em conta o construtor sobrecarregado desta
classe.
• A Linha 15 define um loop for aprimorado, e na Linha 16 o programa exibe o conteúdo de cada
elemento da lista na tela. Sabemos que cada elemento é um objeto da classe Aluno, e nesta ocasião,
o método toString() é chamado pela JVM. A saída deste programa é:
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 2 - Módulo 2
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• A implementação da interface Comparable, conforme codificado na Linha 3 da nova versão da
classe Aluno, serve para solicitar a implementação do método compareTo(), definido na Linha 40.
Este método é usado pelos mecanismos de ordenação. Nossa responsabilidade é atribuir uma
funcionalidade a ele, no sentido de definir o que ocorre entre dois elementos. Em outras palavras,
nós devemos levar em conta uma comparação entre o objeto passado como parâmetro e o objeto
que executa o método (this). No nosso exemplo, decidimos que a ordenação entre objetos da classe
Pessoa ocorre através do nome; então é o nome que mencionamos como critério de ordenação na
definição do método. Felizmente, o nome é uma String, e a classe String também define o método
compareTo(), por implementar também a interface Comparable.
• Com esta implementação, o método sort() da classe Collections tem condições de classificar os
elementos de uma lista de objetos Aluno.
Exercício 3 – Módulo 2
Solução
Comentários
• Neste Exercício nós usamos uma estrutura de repetição percorrendo os elementos da lista de alunos
(Linha 21 da classe TesteAluno). Como cada elemento desta lista é um objeto da classe Aluno,
113
Java SE - Programação Avançada
tomamos os valores do rm (método getRm()) e o valor do nome (método getNOme()) e com eles,
adicionamos um novo elemento ao Map (método gerarMap(), linhas 26 a 32).
Exercício 1 – Módulo 3
Solução
Comentários
• A classe Random, como já podíamos imaginar, define métodos para manipular números aleatórios.
• Na Linha 7 criamos um objeto desta classe.
• Na Linha 8 executamos o método nextDouble() a partir deste objeto. Este método retorna um valor
aleatório entre 0 e 1.
• Na Linha 11 criamos um array de bytes.
• O método nextBytes() recebe como parâmetro o array de bytes, e define um valor aleatório para
cada elemento do array.
• Ao executar este programa, temos o seguinte resultado:
• Se você tentar executar este programa, certamente obterá valores diferentes, visto tratar-se de
números aleatórios
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 1 – Módulo 4
Solução
Comentários
Os comentários também estão disponíveis na apostila. É importante implementar e executar estes códigos
antes de prosseguir com os exercícios.
Exercício 2 – Módulo 4
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• A classe Produtos representa um objeto-alvo para nossos threads.
• A classe ProcessaProdutos é a classe responsável por definir os threads. Observe que, para efeito de
testes, incluímos um temporizador nas linhas 11 e 14 desta classe. Isso foi feito para demonstrar o
que ocorre quando dois ou mais threads acessam o mesmo objeto. A execução desejada é a definida
no método realizarCompra(), ou seja:
o Verificar o preço (método verificarPreco() – Linha 10)
o Aplicar o reajuste (método reajustaPreco() – Linha 13)
o Efetuar a venda (método efetuarCompra() – Linha 16)
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Java SE - Programação Avançada
• Na classe TesteProdutos foram criados três threads apontando para o mesmo objeto. Quando
executamos este programa, obtemos o seguinte resultado:
• Os resultados parecem sem sentido, não? Isso corre porque os três threads são executados simul-
taneamente, e a ordem é caótica. Para que possamos garantir a ordem a execução completa e
exclusiva para cada thread, é necessário sincronizar o método realizarCompra() da classe Processa-
Produtos. Este é justamente o objetivo do Exercício 3.
Exercício 3 – Módulo 4
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• Neste exercício tomamos o método realizarCompra() e incluímos a palavra reservada synchronized.
Desta forma sincronizamos todas as operações contidas neste método, ou seja, quando um thread
estiver executando-o, o outro deverá aguardar pelo sue término. O resultado da execução do mes-
mo programa produz o seguinte resultado:
Exercício 1 – Módulo 5
Solução
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Java SE - Programação Avançada
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• Nesta classe declaramos os componentes da interface gráfica (Linhas 14 a 29).
• Na sequencia definimos o construtor da classe onde:
o Instanciamos cada um dos componentes
o Definimos suas dimensões (execução do método setBounds())
o Adicionamos os componentes no painel.
Exercício 2 – Módulo 5
Solução
Comentários
• Neste exercício criamos uma classe chamada Aluno com os atributos selecionados.
• Sobrescrevemos o método toString() (Linha 37)com o objetido de definirmos uma representação
String para os objetos desta classe.
• A lista de alunos (List<Alunos>), definida na Linha 10, servirá para receber objetos da classe Aluno.
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 3 – Módulo 5
Solução
Comentários
• Nas Linhas 62, 79 e 88 foram definidos os métodos addActionListener() para os três botões da
interface gráfica, seguindo o critério de classe interna anônima. Houve uma implementação da
interface ActionListener para cada um dos botões.
• Nas Linhas 65 a 74 foram definidos os códigos para criar um objeto da classe Aluno e inseri-lo na
lista.
• NA linha 92 foi definido um objeto da classe DefaultListModel<>. Para maniopular um elemento
JList, o procedimento é diferente do usado para inserir elementos em um componente JComboBox.
É necessário criar um modelo, e em seguida, inserir este modelo no componente JList. Observe que
nas Linhas 93 a 95 foram incluídos objetos no modelo, e após a execução da estrutura de repetição,
o modelo foi adicionado ao JList através do método setModel() (Linha 96).
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Exercício 1 – Módulo 6
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• O evento de ação do botão “Abrir Arquivo” é usado para abrir um arquivo e exibir seu conteúdo na
caixa de textos. A classe JFileChooser permite definirmos objetos que apresentam caixas de diálogo
para manipulação de arquivos. O método showOpenDialog() apresentado na Linha 43 produz o
diálogo abaixo:
• Se o usuário selecionar um arquivo e clicar no botão “Abrir”, o método retorna ovalor da constante
JFileChooser.APPROVE_OPTION, que é a condição para darmos continuidade à abertura do arquivo.
NA linha 46 estamos executando o método getSelectedFile(), que retorna justamente o arquivo que
queremos abrir.
• Na linha 55 já temos o conteúdo do arquivo armazenado na variável texto, e o incluímos na caixa de
textos.
• Um procedimento semelhante é realizado na Linha 67, onde o método showSaveDialog() é executado.
A diferença é que o usuário deve fornecer o nome para o arquivo. Se o nome do arquivo fornecido
for existente, o próprio objeto JFileChooser realiza a confirmação de sobrescrita do arquivo.
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 2 – Módulo 6
Solução
Comentários
• Neste exercício realizamos a leitura dói arquivo um caractere de cada vez. Na linha 17 verificamos se
o número de caracteres atingiu o valor 20. Se atingiu, concatenamos a String “...” ao final da variável
que armazena os 20 primeiros caracteres do arquivo À variável texto.
• Na linha 20, o resultado esperado é exibido na tela.
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Java SE - Programação Avançada
Exercício 1 – Módulo 7
Solução
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Java SE - Programação Avançada
Comentários
• Para este exercício utilizamos o banco de dados que chamamos de ead_java, conforme String de
conexão definida na Linha 11. A tabela do banco de dados deste Exercício é a mostrada abaixo:
Exercício 2 – Módulo 7
Solução
128
Java SE - Programação Avançada
Comentários
• A alteração neste exercício ocorreu na classe AlunosGUI. Os métodos dos botões “Enviar” e “Listar
Alunos” foram adaptados para refletir o acesso ao banco de dados.
• Nas linhas 68 a 72 um objeto da classe Aluno é criado e populado com as informações da interface
gráfica.
• Na linha 74, um objeto da classe AlunosDAO é criado, para que seus métodos de acesso a dados
possam ser usados.
• Na linha 75, executamos o método incluir()< informando como parâmetro o objeto aluno, riado para
esta finalidade.
• Para listar os alunos no componente JList, a alteração realizada ocorreu no evento de ação do botão
“Listar Alunos”.
• Na Linha 102 executamos o método listarAlunos() a partir de uma instância da classe AlunosDAO().
O retorno deste método foi atribuído a uma lista de alunos, e esta lista foi usada para preencher o
componente JList (Linhas 104 a 107).
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Java SE - Programação Avançada
Referências Bibliográficas
ARNOLD, K.; GOSLING, J.; HOLMES, D. A linguagem de programação Java. Porto Alegre: Bookman,
2007.
BARNES, D. J.; KÖLLING, M. Programação orientada a objetos com Java. São Paulo: Pearson Pren-
tice-Hall, 2004.
DEITEL, H.; DEITEL, P. Java: como programar. São Paulo: Prentice-Hall, 2010.
JORGE, Eduardo; VINICIUS, Marcus; MARTINS, Silvio. Aplicações multimídia em Java. 2012. Disponí-
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SIERRA, K.; BATES, B. Sun certified programmer for Java 6 study guide. New York: McGrall-Hill,
2008.
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