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Java Jse Programação Avançada

O documento aborda conceitos avançados da linguagem Java, incluindo tratamento de exceções, coleções, multithreading, componentes GUI, manipulação de arquivos e acesso a banco de dados. Cada módulo contém aulas detalhadas e exercícios práticos para reforçar o aprendizado. O objetivo é preparar os alunos para desenvolver aplicações Java mais complexas e próximas das utilizadas no mercado de trabalho.
Direitos autorais
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Java Jse Programação Avançada

O documento aborda conceitos avançados da linguagem Java, incluindo tratamento de exceções, coleções, multithreading, componentes GUI, manipulação de arquivos e acesso a banco de dados. Cada módulo contém aulas detalhadas e exercícios práticos para reforçar o aprendizado. O objetivo é preparar os alunos para desenvolver aplicações Java mais complexas e próximas das utilizadas no mercado de trabalho.
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Java SE - Programação Avançada

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Java SE - Programação Avançada

Apresentação 5

Módulo 1 - Tratamento de exceção 6


Aula 1 – Utilização do tratamento de exceções em Java 6
Visão geral do tratamento de exceções 6
Lançando uma exceção: throw new 10
Classes Java para tratamento de exceções 13
Aula 2 - Hierarquia de exceções em Java 14
Hierarquia de exceções 14

Sumário Aula 3 - Tipos de exceções 17


Exceções verificadas e não verificadas 17
O bloco finally 20

Exercícios do Módulo 1 21

Módulo 2 - Coleções 22
Aula 4 - Visão geral das coleções 22
Características das coleções 22
Aula 5 - Interface Collection e classe Collections 25
A interface List 25
A interface Set 33
A interface Map 34
Aula 6 - Classe Arrays 36
Definição da classe Arrays 36

Exercícios do Módulo 2 37

Módulo 3 - Documentação API do Java 39


Aula 7 - Conceitos da API do Java 39
Utilização da API do Java 39

Exercícios do Módulo 3 41

Módulo 4 - Multithreading 42
Aula 8 – Criação e execução de threads 42
Definição de threads 42
Criação de threads 42
Definindo um nome para a thread 45
Executando múltiplas threads 46
Aula 9 - Estados de threads 48
A classe Thread 48
Prioridades e agendamento de threads 49
Aula 10 - Relacionamentos entre threads - sincronismo 50
Aula 11 - Multithreading com GUI 54

Exercícios do Módulo 4 57

Módulo 5 - Componentes GUI 58


Aula 12 - Introdução aos componentes GUI 58
Definindo a classe 58
Exibindo a janela 58

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Java SE - Programação Avançada

Aula 13 - Eventos GUI 61


Tratamento de eventos GUI 63
Aula 14 - Entrada e saída baseadas em GUI 63
Visão geral de componentes swing 64
Aula 15 - Applets 66
Ciclo de vida de um applet 66
Exemplo de aplicação usando Applet 67
A classe Applet 67
Chamando um applet 67
Aula 16 - Informando parâmetros para o applet 68
Exibindo imagens 69
Reproduzindo áudio e vídeo 71
Aula 17 - Java Media Framework 72
Adicionando recursos de áudio e vídeo a uma aplicação Java 72
Codec 72
Arquitetura do JMF 73

Exercícios do Módulo 5 77

Módulo 6 - Arquivos 78
Aula 18 - Entrada e saída em Java usando arquivos 78
Entrada e saída em Java: streams 78
InputStream e OutputStream 78
Manipulação de arquivos: FileInputStream e FileOutputStream 80
Aula 19 - A classe File 83
Utilizando a classe File 83
FileReader e FileWriter 85

Exercícios do Módulo 6 89

Módulo 7 - Acesso a Banco de Dados JDBC 91


Aula 20 - Conectividade com BD 91
Java DataBase Connectivity API 91
Tipos de drivers JDBC 92
Utilizando o driver JDBC 92
Inserindo o connector Java para acesso ao MySQL 92
Aula 21 - Objetos de acesso a dados 95
Declarando objetos de acesso a dados usando interfaces 95
Definindo a string de conexão 95
A classe DriverManager 96
Criando métodos para realizar as operações CRUD - Create, Recover, Update,
Delete 97
Hierarquia de classes JDBC 101
Métodos das interfaces PreparedStatement e ResultSet 101
Aula 22 - Stored procedures no MySQL 103
Criando e invocando stored procedures no MySQL 103
Chamando uma procedure MySQL em Java 104

Exercícios do Módulo 7 105

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Java SE - Programação Avançada

Considerações Finais 107

Respostas Comentadas dos Exercícios 108


Exercício 1 – Módulo 1 108
Exercício 2 - Módulo 1 109
Exercício 1 – Módulo 2 110
Exercício 2 - Módulo 2 112
Exercício 3 – Módulo 2 113
Exercício 1 – Módulo 3 114
Exercício 1 – Módulo 4 116
Exercício 2 – Módulo 4 116
Exercício 3 – Módulo 4 118
Exercício 1 – Módulo 5 119
Exercício 2 – Módulo 5 121
Exercício 3 – Módulo 5 122
Exercício 1 – Módulo 6 123
Exercício 2 – Módulo 6 126
Exercício 1 – Módulo 7 127
Exercício 2 – Módulo 7 128

Referências Bibliográficas 130

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Java SE - Programação Avançada

Apresentação

Caro aluno, nesta disciplina, vamos estudar os conceitos avançados da linguagem Java.

É importante ter um bom conhecimento dos conceitos em Java SE na parte referente à programação
básica, pois são essenciais para uma completa compreensão das aulas de Java SE na parte de programação
avançada, que é objeto de nosso estudo.

Nesta disciplina, trataremos de temas como tratamento de erros, coleções, threads, manipulação de
arquivos e acesso a banco de dados. Colocando de outra forma, trabalharemos com aplicações mais próximas
àquelas usadas pelas empresas. Portanto, seus horizontes profissionais certamente serão bastante ampliados
a partir desse novo conhecimento.

Todo bom sistema possui acesso a banco de dados, e esse mecanismo será abordado aqui. Suponha que
você esteja trabalhando em um aplicativo qualquer (um cadastro de clientes, por exemplo). Enquanto seus
clientes são cadastrados, seu aplicativo atualiza o valor do dólar. Essa atualização ocorre de forma assíncrona,
e, para entendê-la, estudaremos threads.

A quantidade de código nesta disciplina é substancialmente ampla porque nosso foco é na compreensão
dos recursos mais avançados da linguagem.

Espero que todos tenham um excelente aprendizado e aproveitem ao máximo nossas aulas. Você poderá
contar conosco para ajudá-lo ao longo dessa importante jornada rumo à sua profissionalização como
desenvolvedor Java!

Prof. Emilio

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Java SE - Programação Avançada

Módulo 1 - Tratamento de exceção

Aula 1 – Utilização do tratamento de exceções em Java

Visão geral do tratamento de exceções

Como o próprio nome sugere, uma exceção é algo que acontece de forma inesperada frente a um evento
considerado como regra. Trazendo esse conceito para os nossos programas, uma exceção ocorre quando a
execução de um código produz um resultado diferente daquele considerado “normal”.

Vamos considerar o exemplo apresentado no quadro 1, em que exceções ocorrem e não são tratadas.

Quadro 1: classe TesteExcecoes sem tratamento de exceções

No quadro 1, as linhas que merecem destaque são:

Linha 7: o usuário fornece um valor para a idade.

Linha 8: o valor fornecido é convertido para inteiro.

Quando esse programa é executado, pode ocorrer uma das três situações a seguir:

1. O usuário fornece um valor que é possível converter para inteiro. Por exemplo: 10. Nesse caso, a con-
versão ocorre normalmente, e a resposta é apresentada na tela, de acordo com a execução do código
na Linha 9:

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Java SE - Programação Avançada

2. O usuário fornece um valor que não pode ser convertido para inteiro. Por exemplo: “vinte”, ou mesmo
020. Esses valores não podem ser devidamente convertidos para o inteiro que o programa espera
receber, pois não possuem um formato adequado. Se um deles (digamos, “vinte”) for informado pelo
usuário, teremos a saída a seguir:

Esse erro indica justamente a impossibilidade de conversão ocorrida na linha 8. Veja que a indicação do
erro, lendo de baixo para cima, apresenta o nome da classe seguido do número da linha. Observe, também,
que, seguindo esse erro no mesmo sentido, na segunda linha, temos:

at [Link](Unknown Source)

o que mostra que a causa do erro gerado na linha 8 é a execução do método parseInt().

3. Ao invés de fornecer um valor, o usuário clica no botão “Cancelar”. Nesse caso, o erro é um pouco
diferente:

Esse erro, ocorrido na mesma linha que o anterior, é produzido pela falta de um valor. Se o usuário clicar
em “Cancelar”, como indicado no exemplo, nenhum valor é atribuído à string na linha 7, e ela recebe o valor
null. Como null não pode ser convertido para inteiro, ocorre a exceção.

Esse e muitos outros tipos de exceção podem ocorrer sempre que for detectada uma inconsistência na
execução do programa.

Mas fique tranquilo, pois exceções são muito comuns. Por mais perfeito que possa parecer um programa,
elas são inevitáveis, especialmente quando se depende de agentes externos. Alguns exemplos de exceções
são:

• Um programa tenta gravar alguma informação em um disco externo, mas esse disco não está dis-
ponível.
• Um programa tenta enviar um e-mail, mas a internet está indisponível.
• Um programa tenta enviar um arquivo para uma pasta compartilhada na rede, mas a rede está fora
do ar.

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Java SE - Programação Avançada

Mecanismo de tratamento e captura de exceções: try...catch

Como vimos, não podemos evitar as exceções, mas podemos tratá-las. No nosso exemplo, podemos re-
escrever o programa da forma mostrada no quadro 2.

Quadro 2: Classe TesteExcecoes com tratamento de exceções

Nessa versão do programa, usamos um bloco try...catch. Esse bloco, de forma geral, funciona como mos-
tra o quadro 3.

Quadro 3: Sintaxe do try...catch

try{
código desejado
} catch(ClasseDaExceçãoException e) {
código alternativo, se uma exceção ocorrer no bloco try.
}

No quadro 3, temos as seguintes partes a destacar:

• Código desejado: é o código considerado normal para o nosso programa. No nosso exemplo do
quadro 2, o código desejado é:

• ClasseDaExceçãoException: é a classe que define uma referência responsável por receber o erro
gerado pelo código. No nosso exemplo, é NumberFormatException:

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Java SE - Programação Avançada

• Código alternativo: é o código escrito como alternativa ao erro. No nosso exemplo, apenas mos-
tramos uma mensagem na tela informando a mensagem de erro:

Quando executamos o programa do quadro 2 informando um valor inválido (por exemplo, a palavra “vin-
te”, como sugerido anteriormente), temos o resultado:

Dessa forma, dizemos que o código está protegido pelo bloco try, e o bloco catch tem por finalidade cap-
turar a exceção gerada. A captura da exceção é realizada por meio da atribuição dessa exceção à referência
cujo tipo é definido no parâmetro do bloco catch().

Para entender o mecanismo de captura de exceções, vamos considerar o mesmo exemplo do quadro 2,
de forma mais simplificada, no quadro 4.

Quadro 4: Exemplo de tratamento de exceções simplificado

public static void main(String[] args) {


try {
String idade = “20”;
int valorIdade = [Link](idade);
} catch (NumberFormatException e) {
[Link]([Link]());
}
}

Aqui, o erro é causado no momento em que ocorre a conversão de uma string para int. Falando mais
especificamente, o erro é gerado pelo método parseInt(). Esse método, pela sua definição, verifica se é pos-
sível converter a string mencionada. Se não for, o método cria a exceção do tipo NumberFormatException,
ou seja, cria um objeto dessa classe que é passado para a referência definida no bloco catch(), como mostra
o quadro 5.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 5: Explicação do tratamento de exceções

public static void main(String[] args) {


try {
String idade = “20”;
int valorIdade = [Link](idade);

} catch (NumberFormatException e) {
[Link]([Link]());
}
}

Lançando uma exceção: throw new

Como a exceção é produzida por um método? No caso do parseInt() dos nossos exemplos anteriores, não
temos acesso à sua implementação, por ser um método pertencente à API do Java. Por isso, vamos criar o
nosso método capaz de lançar uma exceção.

Vamos considerar um exemplo com base no seguinte cenário: um método recebe como parâmetro a idade
de uma pessoa e retorna o texto “Maior de Idade” se o valor for maior ou igual a 18 e o texto “Menor de
Idade” caso contrário.

A definição do método é apresentada no quadro 6.

Quadro 6: Classe Pessoa com método que não trata exceções

O problema com o método exibirMaioridade() é que ele pode receber valores negativos. Como regra
geral, não existe idade negativa, e isso deve ser evitado. Como o nosso método permite receber qualquer
valor inteiro e está definido em uma classe capaz de ser aproveitada para qualquer tipo de aplicação, não

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Java SE - Programação Avançada

convém criarmos uma mensagem de erro apenas. Já que idade negativa é inválida, não podemos aceitá-la
no método.

Sendo assim, nós podemos fazer o método lançar uma exceção toda vez que ele receber um valor nega-
tivo para a idade. A nova versão é mostrada no quadro 7.

Quadro 7: Classe Pessoa com método que usa throw new

Como pode ser visto no quadro 7, uma exceção é criada (e, portanto, lançada) por um método por meio
da instrução:

O comando throw tem por objetivo criar uma nova exceção (se for seguido do operador new) ou propagar
uma exceção existente.

A utilização do método exibirMaioridade() da classe Pessoa fica como mostra o quadro 8.

Quadro 8: classe TesteExcecoes02

Observe o valor negativo informado como parâmetro. Sua execução produz o resultado mostrado no qua-
dro 9.

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Quadro 9: Explicação do tratamento de exceções

No exemplo do quadro 8, escolhemos uma classe da API chamada IllegalArgumentException para cap-
turar nossa exceção. Para tratarmos esse erro, vamos usar o bloco try...catch() de forma adequada, como
mostra o quadro 10.

Quadro 10: Classe TesteExcecoes02 com try...catch

O quadro 11 apresenta uma ilustração da exceção gerada pelo método exibirMaioridade().

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 11: Explicação do tratamento de exceções

public static void main(String[] args) {


try { String resultado = [Link](-10);

} catch (IllegalArgumentException e) {
[Link]([Link]());
}
}

Classes Java para tratamento de exceções

Existem diversas classes disponíveis parta tratamento de exceções. Algumas do pacote [Link] são
apresentadas a seguir:

• ArithmeticException.
• ArrayIndexOutOfBoundsException.
• ArrayStoreException.
• ClassCastException.
• ClassNotFoundException.
• CloneNotSupportedException.
• EnumConstantNotPresentException.
• Exception.
• IllegalAccessException.
• IllegalArgumentException.
• IllegalMonitorStateException.
• IllegalStateException.
• IllegalThreadStateException.
• IndexOutOfBoundsException.
• InstantiationException.
• InterruptedException.
• NegativeArraySizeException.
• NoSuchFieldException.
• NoSuchMethodException.
• NullPointerException.
• NumberFormatException.
• ReflectiveOperationException.
• RuntimeException.
• SecurityException.

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Java SE - Programação Avançada

• StringIndexOutOfBoundsException.
• TypeNotPresentException.
• UnsupportedOperationException.

Cada uma dessas classes foi criada com um propósito definido, mas elas seguem uma hierarquia.

Aula 2 - Hierarquia de exceções em Java

Hierarquia de exceções

Basicamente, a hierarquia de classes em Java segue o esquema mostrado na figura 1.

Figura 1 – Hierarquia das exceções em Java.

Na hierarquia apresentada, podemos verificar que:

• A superclasse de todas as classes representativas de exceções é Throwable.


• Throwable possui duas subclasses: Exception e Error.
• A classe Error representa os erros que estão fora do controle do programa, por exemplo, memória
insuficiente, erro do JVM, erro no disco, entre outros. Eles não são capturados por não representa-
rem dados específicos do seu programa.

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Java SE - Programação Avançada

A classe Exception possui como subclasses praticamente todas as exceções da API.

Com base nessa hierarquia, vamos considerar mais um exemplo, apresentado no quadro 12.

Quadro 12: Classe TesteExcecoes3

Veja, no quadro 12, que temos os dois métodos anteriores sendo executados:

• parseInt() => lança NumberFormarException.


• exibirMaioridade() => lança IllegalArgumentException.

É possível definir um bloco catch() para cada exceção separadamente. Mas por que faríamos isso? Essa
é uma boa prática quando queremos tratar cada exceção de uma forma diferente. Por exemplo, se o erro
for NumberFormatException, podemos enviar um e-mail para o usuário, e, se for IllegalArgumentException,
podemos gerar um arquivo de log.

No exemplo do quadro 12, as duas exceções, quando capturadas, apresentam uma mensagem na tela.
Sendo assim, podemos definir uma única exceção capaz de capturar ambas. A condição é que essa exceção
represente uma superclasse comum a todas as classes de exceção que queremos simplificar.

Por exemplo, o programa do quadro 12 pode ser escrito da forma mostrada no quadro 13.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 13: Classe TesteExcecoes3 reescrita

Veja que, nesse exemplo, a exceção declarada no bloco catch() é do tipo Exception, que é superclasse
de NumberFormatException e de IllegalArgumentException. Aliás, Exception é superclasse de todas as exce-
ções, como vimos na hierarquia.

Nesse caso, porém, um cuidado deve ser tomado. Ainda que queiramos tratar as exceções individualmen-
te, podemos ainda incluir a captura para Exception para as demais. Mas é necessário que essa seja a última
exceção a ser capturada, como mostra o quadro 14.

Quadro 14: Classe TesteExcecoes3 reescrita com mais de um bloco catch

Se fizermos o contrário, ou seja, se colocarmos Exception no primeiro bloco catch(), os demais não serão
alcançados, e o compilador entende dessa forma. Veja o erro de compilação indicado no Eclipse no quadro
15.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 15: classe TesteExcecoes3 com exceções aninhadas incorretamente

A regra geral para essa situação é: “Se usar mais de um bloco catch(), verificar a hierarquia de classes
envolvida. As classes mais específicas devem ser indicadas primeiro, e as mais generalizadas, por
último”.

Aula 3 - Tipos de exceções

Exceções verificadas e não verificadas

Como mostrado na hierarquia de exceções em Java, sabemos que todas elas, direta ou indiretamente, são
subclasses de Exception. Mesmo assim, temos dois tipos de exceção:

Exceções verificadas Exceções não verificadas

São exceções cujas classes são subclasses de São exceções cujas classes são subclasses de
Exception, em qualquer nível, não passando pela RuntimeException, apesar de esta ser subclasse de
classe RuntimeException. Elas são verificadas por Exception. Esse grupo representa as exceções cujas
serem tratadas de forma diferente pelo JVM, já ações podem ser contornadas pelo programa.
que representam exceções mais difíceis de ser
contornadas pelo programa.

No caso das exceções verificadas, os métodos que as lançam, obrigatoriamente:

• Ou devem ser colocados em um bloco try...catch.


• Ou devem declarar que lançam exceção verificada.

17
Java SE - Programação Avançada

Nos exemplos usados nas aulas anteriores, tratamos das exceções não verificadas. Veja o exemplo mos-
trado no quadro 16.

Quadro 16: Classe TesteExcecoes02 reescrita, que lança exceção não verificada

Apesar de o método exibirMaioridade() lançar uma exceção do tipo IllegalArgumentException, nós prote-
gemos o código por questões de melhor interação com o usuário, mas observe que é permitido que ele seja
executado fora do bloco protegido.

Consideremos, agora, um método da classe FileReader, responsável por abrir um arquivo texto, mostrado
no quadro 17 (trataremos de arquivos texto mais à frente nesta disciplina).

Quadro 17: Classe Arquivos contendo métodos que lançam exceções verificadas

Verifique, no quadro 17, que estão ocorrendo erros tanto no construtor da classe como no método close().
Isso porque o construtor lança uma exceção do tipo FileNotFoundException, e o método lança outra do tipo
IOException, que são exceções verificadas.

Como visto, podemos resolver esse problema de duas formas, como mostrado nos quadros 18 e 19.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 18: Protegendo o código como exceções verificadas

Quadro 19: Declarando o método main lançando uma exceção verificada

Declaramos que o método lança exceção verificada usando a palavra throws após a lista de parâmetros
do método lerArquivo(), seguido das classes envolvidas na exceção.

Outra forma é simplificar as exceções declaradas no método por uma superclasse, como no quadro 20.

Quadro 20: Método main() lançando a exceção generalizada Exception

19
Java SE - Programação Avançada

Vale ressaltar que, em todos os lugares em que esse método for chamado, ou ele deve estar em um bloco
protegido, ou o método que o executar também deve declarar que lança uma exceção verificada compatível.

O bloco finally

Além do tradicional bloco try...catch, podemos ter também o bloco finally. Ele é executado sempre, inde-
pendentemente do que ocorrer no bloco try ou no bloco catch(). Geralmente, é usado para liberar recursos
consumidos pelo programa, por exemplo, fechar a conexão com um banco de dados que foi aberta inicial-
mente, fechar um arquivo aberto para edição etc.

O exemplo do quadro 21 ilustra a utilização do bloco finally.

Quadro 21: Utilização do bloco catch com o bloco finally

Para encerrar nossa abordagem sobre tratamento de exceções, podemos usar o bloco try juntamente com
o bloco finally, dispensando, assim, o uso do bloco catch(). No exemplo do quadro 21, se não desejamos
tomar nenhuma providência no bloco catch(), podemos omiti-lo, como é mostrado no quadro 22.

Quadro 22: Utilização do bloco finally sem o bloco catch

Resumindo esse assunto, podemos ter uma das situações apresentadas no quadro 23.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 23: Modelos de utilização de blocos protegidos

try { try { try {


//código //código //código
} catch(Exception e) { } catch(Exception e) { } finally {
// exceção // exceção // finalização
} finally { } }
// finalização
}

Exercícios do Módulo 1
Exercício 1: Calculadora

Escrever um programa contendo um método que receba três parâmetros:

• O primeiro operando (string).


• O segundo operando (string).
• A operação (int).

Com essas informações, o método deve retornar o resultado.

Esse código deve ser escrito dentro de um bloco try...catch, prevendo as seguintes exceções:

• NumberFormatException – para as conversões de texto para o tipo int.


• ArithmeticException – quando ocorrer divisão por zero.

O método deverá lançar essas exceções, quando surgirem.

Escrever um programa contendo o método main() que teste o método que você criou. Esse método
também deve ter um bloco try...catch para capturar a exceção e apresentar uma mensagem adequada
para o usuário.

Exercício 2: Cálculo da média das notas de um aluno

Um aluno possui quatro notas na disciplina Java Avançado. Escrever um programa que solicite essas
notas e as armazene em um array de variáveis do tipo double. O programa deverá possuir uma estrutura
de repetição com um índice iniciando em 0 e terminado em 4. Como não existe o índice 4, o programa
lançará uma exceção do tipo ArrayIndexOutOfBoundsException. Capturar essa exceção em um bloco
try...catch...finally. No bloco finally, calcular a média e, em seguida, apresentá-la na tela.

21
Java SE - Programação Avançada

Módulo 2 - Coleções

Aula 4 - Visão geral das coleções

Características das coleções

É muito comum encontrarmos elementos dispostos em coleções, que são estruturas de dados pré-em-
pacotadas. Por exemplo, uma sala de aula possui uma coleção de alunos, um estacionamento possui uma
coleção de automóveis, uma empresa possui uma coleção de funcionários, e assim por diante.

As coleções possuem características peculiares, que definem certas diferenças entre elas:

• Em uma biblioteca, podem existir livros idênticos, ou seja, exemplares repetidos.


• Em uma sala de aula, não podem existir alunos idênticos, ou seja, alunos não podem se repetir na
mesma sala.

Essas peculiaridades também se aplicam às coleções em Java. Analise a figura 2.

22
Java SE - Programação Avançada

Figura 2 – Hierarquia das coleções em Java. Fonte: Sierra e Bates (2008).

Na figura, podemos ver que Collection é a interface estendida pelas interfaces List, Set e Queue. Além dis-
so, temos outra interface em outra hierarquia, a interface Map. Cada uma delas apresenta as peculiaridades
que comentamos anteriormente.

Neste curso, abordaremos as interfaces List, Set e Map, com as principais classes que as implementam.
Para entender suas características, vamos aprender alguns conceitos preliminares:

• Índice: número que indica a posição de um elemento na coleção. Por exemplo, se meu nome for o
primeiro em uma lista, seu índice é 0 (zero). Isso mesmo! O primeiro índice de uma coleção é zero.

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Java SE - Programação Avançada

• Chave: outra forma de indicar um elemento na coleção, mas não tem a ver com sua posição. Por
exemplo, em uma lista de pessoas candidatas a um emprego, a localização de um candidato pode
ser realizada por seu CPF.
• Ordenação: significa a ordem baseada na posição do elemento na coleção, tal como está. Se um
funcionário chamado Manoel for o primeiro a ser inserido em uma coleção, pela ordenação, ele será
o primeiro elemento da lista. Ordenação está relacionada à posição dos elementos na sua forma
natural.
• Classificação: muitas vezes, a classificação confunde-se com a ordenação, mas não é a mesma
coisa. Ela tem por finalidade mudar a ordem (ordenação) tomando como base alguma regra prede-
finida. Por exemplo, se uma empresa inclui seus funcionários em uma coleção, a ordem de inserção
será a ordem natural. Posteriormente, a empresa decide listar esses funcionários em ordem alfabé-
tica. Essa é a regra estabelecida para alterar a ordem original.

Agora podemos definir as classes que implementam as três interfaces que estudaremos: List, Set e Map.
Elas estão no pacote [Link].*, conforme consta na tabela 1.

Tabela 1 – Definição das interfaces List, Set e Map

Classe Interface Ordenada Classificada


HasMap Map Não. Não.
Hashtable Não. Não.
TreeMap Sim. Pela ordem natural ou
customizada.
LinkedHashMap Pela ordem de Não.
inserção ou último
acesso.
HashSet Set Não. Não.
TreeSet Sim. Pela ordem natural ou
customizada.
LinkedHashSet Pela ordem de Não.
inserção.
ArrayList List Pelo índice. Não.
Vector Pelo índice. Não.
LinkedList Pelo índice. Não.
PriorityQueue Sim. Pela ordem de
prioridade.

Sobre essas três interfaces, temos as seguintes informações, de forma sumarizada:

• List: permite inserção e remoção em qualquer posição, além de ordenação. Admite elementos re-
petidos.
• Set: permite inserção e remoção, mas não em qualquer posição. Não admite elementos repetidos.
• Map: utiliza conceito de chave-valor. Cada elemento dessa coleção é formado pelo par chave-valor
e não apenas pelo valor.

A seguir, estudaremos cada uma delas, por meio de exemplos.

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Java SE - Programação Avançada

Aula 5 - Interface Collection e classe Collections

A interface List

A interface List é implementada pelas classes ArrayList, Vector e LinkedList.

• Os métodos da classe ArrayList não são sincronizados e, por isso, são mais rápidos. Atualmente, ela
é preferida em relação à Vector.
• A classe LinkedList utiliza o conceito de lista ligada para tratar seus elementos.

Em relação às classes ArrayList/Vector e LinkedList, podemos apresentar as seguintes conclusões:

Inserção / remoção Busca

LinkedList Rápida Lenta

ArrayList / Vector Lenta Rápida

Essas classes, na verdade, fazem a mesma coisa. Com objetos delas, podemos manipular o que chamamos
de listas, já que implementam a mesma interface. A classe Vector era predominante até a versão 1.3 do Java;
na versão 1.4, foi incluída a ArrayList. A diferença é que os métodos da classe Vector são thread-safe, ou
seja, são sincronizados (veremos o conceito de sincronismo e thread-safe no módulo sobre multithreading).

Agora vamos estudar alguns exemplos. Comecemos com o apresentado no quadro 24.

Quadro 24: Classe TesteListas, contendo a declaração de um objeto ArrayList

No exemplo do quadro 24, apresentamos os métodos add(), size() e get(). O método add() recebe como
parâmetro Object, significando que ele pode receber literalmente qualquer tipo de elemento. O método size()
não recebe nenhum parâmetro e retorna o número de elementos da lista. O método get() recebe uma posi-
ção como parâmetro e retorna o elemento nela. As definições desses métodos são:

25
Java SE - Programação Avançada

public boolean add(Object e);


public int size();
public Object get(int index);

Nessa versão do nosso exemplo, consideramos que a lista pode receber qualquer tipo de elemento. Ana-
lisemos, agora, o exemplo do quadro 25.

Quadro 25: Classe TesteListas reescrita, especificando o tipo String como elemento

Observe, no quadro 25, que foi necessário realizar um typecast na linha 13. Isso foi necessário porque o
método get() retorna Object, e seu retorno foi atribuído a uma string, que é subclasse de Object.

No exemplo anterior, do quadro 24, esse procedimento não foi necessário porque o método println() pos-
sui uma versão sobrecarregada que recebe Object como parâmetro.

A execução do programa do quadro 25 produz a saída já esperada:

26
Java SE - Programação Avançada

Agora, e se inserirmos um elemento na lista diferente de string? Veja o exemplo do quadro 26.

Quadro 26: Classe TesteListas reescrita, especificando elementos como string na saída, mas incluindo
um elemento inteiro ao final da lista

A execução desse programa produz a saída:

Por que ocorreu esse erro? Foi justamente na linha 14, que faz um typecast para o tipo String, sendo que
o valor armazenado na posição indicada é um inteiro.

A solução para esse problema é fazer uma verificação de tipos, se estivermos, por exemplo, interessados
apenas nos elementos do tipo String. Veja a solução no quadro 27.

Quadro 27: Classe TesteListas reescrita

27
Java SE - Programação Avançada

Antes da versão 5 do Java, o que o quadro 27 apresenta era o único recurso disponível. Essa abordagem
exigia que a verificação fosse feita sempre que o elemento da lista tivesse de ser atribuído a um tipo espe-
cífico, justamente para evitar a exceção do tipo ClassCastException, como vimos. Na versão 5, foi incluído o
conceito de genéricos (tradicionalmente chamado de generics). As interfaces e classes que implementam a
interface Collection passaram a ser genéricas. Com isso, especificamos o tipo do elemento no momento da
criação do objeto. Analisemos o exemplo do quadro 28.

Quadro 28: Classe TesteListasGeneric, declarando um objeto ArrayList parametrizado

Qualquer tentativa de inserirmos algum elemento com tipo diferente de string causará um erro de com-
pilação, não mais uma exceção. Veja a utilização dos caracteres “<>” na declaração e na instanciação da
classe (linha 7 do quadro 28).

Daqui para a frente, todas as coleções que utilizarmos serão genéricas.

• Removendo elementos

Podemos remover elementos de duas formas, ambas indicadas no exemplo do quadro 29.

28
Java SE - Programação Avançada

Quadro 29: Classe TesteListasGeneric reescrita, com um elemento sendo removido

Na linha 17, removemos o elemento informando o índice, e, na linha 18, informamos o elemento que
desejamos remover.

• Ordenando elementos

É possível, também, classificar os elementos de uma lista por meio de sua ordenação. A classificação é
realizada pela ordem natural dos elementos. A seguir, apresentamos a ordem natural de alguns deles:

• String: a ordem natural é alfabética.


• Números (int, double etc.): a ordem natural é numérica.

A ordenação é realizada por intermédio do método sort(), da classe Collections. Atenção: a classe Collec-
tions é diferente da interface Collection. Observe o nome:

[Link](lista)

Vamos a um exemplo, mostrado no quadro 30.

29
Java SE - Programação Avançada

Quadro 30: Classe TesteListasOrdenada, com uma instrução para ordenar a lista e sua saída

Agora, vamos a um exemplo diferente. Teremos uma classe chamada Pessoa, e o objetivo é incluir ele-
mentos do tipo Pessoa em uma lista. A solução é mostrada no quadro 31.

30
Java SE - Programação Avançada

Quadro 31: Classe Pessoa

Vamos criar um programa que permita inserir objetos da classe Pessoa em uma lista, como mostrado no
quadro 32.

Quadro 32: Classe TesteListaPessoas declarando um objeto ArrayList parametrizado para Pessoa

A execução do programa do quadro 32 produz o seguinte resultado:

31
Java SE - Programação Avançada

Parece estranho, não? O problema aqui é que estamos usando a instrução

que imprime o objeto Pessoa, e não um de seus atributos!

Como podemos resolver esse problema? É simples. Toda classe possui um método chamado toString(),
que é uma representação string do objeto. Esse método é definido na classe Object e deve ser sobrescrito
nas subclasses se desejarmos criar uma representação personalizada em forma de string de um objeto. A
implementação padrão desse método é a exibição do nome da classe seguido do endereço de memória do
objeto. Sendo assim, precisamos implementar o método toString() na classe Pessoa. A solução está no qua-
dro 33.

Quadro 33: Classe Pessoa reescrita, sobrescrevendo o método toString()

Observe, no quadro 33, que escolhemos a representação de uma pessoa da seguinte forma: “[codigo,
nome]”.

A execução do programa, agora, produz a seguinte saída:

32
Java SE - Programação Avançada

A chamada ao método toString() é implícita, não sendo necessário chamar explicitamente o método, a
menos que o objetivo seja atribuí-lo a uma string.

A interface Set

Diferentemente das listas, a interface Set define o que chamamos de conjuntos. Estes, como principal
característica, não permitem elementos duplicados.

Veja o exemplo apresentado no quadro 34.

Quadro 34: Classe TesteConjuntos. Inclusão de elementos no HashSet verificando se incluiu

Observe que o nome “Emanoel” foi inserido duas vezes. Vamos ver o resultado?

A tentativa de inclusão de um elemento repetido causou falha na execução do método, razão pela qual
ele retornou false.

Se desejarmos colocar os elementos dessa lista em ordem, não fazemos da mesma forma que em List,
uma vez que os elementos de um conjunto (Set) não permitem tal ordenação. É necessário usar um meca-
nismo que permita inserir os elementos já ordenados. Isso é feito pela classe TreeSet, apresentada no quadro
35.

33
Java SE - Programação Avançada

Quadro 35: Classe TesteConjuntos02, definindo um objeto TreeSet

O resultado é exibido a seguir. Observe que os nomes foram exibidos em ordem alfabética.

Para remover um elemento de um conjunto, temos disponível apenas o método remove(), que recebe
como parâmetro o objeto a ser removido.

A interface Map

As coleções do tipo Map consideram, como já foi dito, elementos constituídos por uma chave e um valor. O
valor pode ser repetido, mas a chave deve ser exclusiva. No exemplo do quadro 36, a seguir, incluímos uma
lista de alunos contendo o RA (registro acadêmico) como chave e o nome como valor.

34
Java SE - Programação Avançada

Quadro 36: Classe TesteMapas, incluindo elementos em uma coleção HashMap

Uma atenção especial deve ser dada ao código das linhas 14 a 16. Na estrutura de repetição desse código,
percorremos a coleção levando em conta que cada elemento é composto de duas partes. Podemos fazer uma
comparação com um dicionário, em que temos palavras e seus significados. A declaração [Link]<Integer,
String> aluno declara um elemento desse dicionário, considerando as parametrizações da classe genérica. A
chave de uma coleção do tipo Map é, na verdade, um conjunto baseado em Set.

• Buscando elementos em um Map

Podemos realizar a busca de elementos em um Map de forma semelhante às listas ou aos conjuntos.
Analise o código do quadro 37.

Quadro 37: Classe TesteMapas reescrita, com uma busca de elemento pela chave

35
Java SE - Programação Avançada

O método containsKey() recebe como parâmetro um Object indicando a chave desejada e retorna true se
for encontrado um elemento com ela. O método get() recebe como parâmetro a chave e retorna o elemento
com esta.

Aula 6 - Classe Arrays

Definição da classe Arrays

A classe Arrays é muito útil quando desejamos manipular arrays. Ela é uma das classes disponíveis na API
do Java.

Como exemplo, vamos ordenar e buscar elementos em um array. Neste exemplo, iremos usar o método
sort() e o método binarySearch(), que faz uma busca por um determinado elemento e retorna sua localização
no array.

Inicialmente, definimos um array de inteiros quaisquer. Para exibir os elementos em forma de string, usa-
mos o método [Link] (array);, que recebe um array como parâmetro.

Depois, vamos usar o método sort(), que ordena o array em ordem crescente, desta forma: [Link]
(array);.

Depois, mostramos o array novamente. Em seguida, vamos armazenar em um inteiro, posicao, a posição
do elemento “2112” no array, desta forma:

[Link](array, numero_que_estamos_procurando);

IMPORTANTE: o método [Link] só funciona se o array estiver na ordem crescente! Ou seja,


só use binarySearch() após usar sort(), pois ele usa uma busca inteligente.

Vamos ao exemplo apresentado no quadro 38.

36
Java SE - Programação Avançada

Quadro 38: Classe TesteArrays com o resultado da execução

É importante consultar a API do Java para conhecer e utilizar os métodos disponíveis para as coleções.

Exercícios do Módulo 2
Exercício 1: Lista de alunos

a. Criar uma classe chamada Aluno, contendo os atributos:


• RM.
• Nome.
• Curso.
b. Nessa classe, incluir os métodos getters e setters (usar o recurso do Eclipse para essa operação).
c. Incluir, na classe Aluno, um construtor que receba como parâmetros os três atributos da classe.
d. Na classe, sobrescrever o método toString, de forma a representar um objeto da classe Aluno no
seguinte formato: “[rm – nome – curso]”.
e. Agora, criar uma classe contendo o método main() que crie uma lista de cinco alunos, ou seja,
um ArrayList contendo cinco objetos da classe Aluno.
f. Em uma estrutura de repetição, exibir os dados dos alunos na tela, aproveitando o método
toString() que se sobrescreveu.

Listagem dos pacotes


37
Java SE - Programação Avançada

Exercício 2: Classificação da lista de alunos

a. Alterar a classe Aluno do exercício 1, de forma que ela implemente a interface Comparable<>
e, consequentemente, sobrescreva o método compareTo() dessa classe. Esse método deve
retornar um inteiro, e os possíveis valores são:
• 1: indica que o conjunto de elementos está em ordem.
• 0: indica que os elementos são iguais.
• -1: indica que os elementos não estão em ordem.
b. Levar em conta que os alunos são classificados pelo nome.
c. Alterar também o programa do exercício 1 de forma que o método main() execute a instrução:
[Link](alunos);.
d. Exibir os alunos, agora classificados pelo nome.

Exercício 3: Criando um Map a partir da lista de alunos

a. Escrever um método que receba como parâmetro uma lista de alunos e retorne uma coleção Map
contendo como chave o RM do aluno e como valor o nome do aluno.
b. Alterar, novamente, o método main() do programa do exercício 2, de forma a executar o método
criado no item a.
c. Exibir na tela os alunos a partir da coleção Map.

38
Java SE - Programação Avançada

Módulo 3 - Documentação API do Java

Aula 7 - Conceitos da API do Java

Utilização da API do Java

A API do Java é a documentação oficial da linguagem. No passado, era comum a API de uma determinada
linguagem ser disponibilizada de forma impressa, mas esse conceito mudou bastante. No caso do Java, a
cada nova versão, um grupo de classes e/ou métodos é inserido ou alterado. Nesse contexto, é importante
consultar a API para obtermos as definições atualizadas.

A API pode ser obtida no link: [Link]

Para a confecção deste material, a tela obtida quando acessamos esse link produz a interface apresentada
na figura 3. Você deve estar atento às novas atualizações.

Figura 3 - Tela de especificações de API. Fonte: [Link]

39
Java SE - Programação Avançada

Utilizamos a API do Java sempre que desenvolvemos uma aplicação e não estamos interessados em rein-
ventar a roda. Seria isso necessário?

Vamos considerar o seguinte cenário para ilustrar a utilização da API: desejamos usar a classe JOptionPa-
ne, mas não sabemos qual o seu pacote. O que devemos fazer?

Na aba correspondente aos pacotes, existe um link escrito: “All Classes”. Selecionado-o, temos a lista de
todas as classes no painel esquerdo inferior. Nele, selecionamos a classe desejada, como mostra a figura 4.

Figura 4 – A classe JOptionPAne mostrada na API. Fonte: [Link]

Na definição da classe, temos todos os métodos documentados. Basta selecionar o desejado e implemen-
tá-lo. Por exemplo, queremos implementar o método showMessageDialog(). Vamos ver como fazer isso?
Localizamos o método desejado, como mostra a figura 5.

Figura 5 – Demonstração dos métodos da classe JOptionPAne. Fonte: [Link]

40
Java SE - Programação Avançada

Na figura, vemos que existem três versões sobrecarregadas. Escolhemos a que melhor nos atende. Por
exemplo, da forma mostrada no quadro 39.

Quadro 39: Classe TesteAPI

A execução produz o resultado:

Exercícios do Módulo 3
Exercício 1: Pesquisa por classes e métodos

a. Entrar na API do Java, na internet, pelo link: [Link]


b. Pesquisar pelas seguintes classes e métodos:
• Classe Random: métodos nextDouble(), nextBytes().
• Classe JOptionPane: método showInputDialog() (verificar o método, que possui sete pa-
râmetros).
• Classe JOptionPane: constantes.
c. Com base na sua pesquisa, criar uma aplicação de sua escolha que utilize os métodos pesquisados.

41
Java SE - Programação Avançada

Módulo 4 - Multithreading

Aula 8 – Criação e execução de threads

Definição de threads

Threads permitem que um programa simples possa executar várias tarefas diferentes ao mesmo tempo,
independentemente umas das outras.

A linguagem Java suporta a execução paralela de código por meio do multithreading, em que uma thread
é um caminho de execução independente que está apto para rodar simultaneamente com outras threads.

Um programa Java, quando iniciado, roda em uma thread criada pela JVM (a thread principal - main) e
torna-se multithread pela criação de threads adicionais.

Thread safety é um conceito existente no contexto de programas multithread, em que um trecho de


código é thread-safe se ele funcionar corretamente durante execução simultânea por várias threads.

Se o código não for thread-safe e estiver rodando em um ambiente multithread, os resultados obtidos
podem ser inesperados ou incorretos, pois uma thread pode desfazer o que a outra já realizou.

Esse é o problema clássico da atualização do contador em uma aplicação multithread. Para resolver esse
problema, devemos usar o sincronismo, que vai bloquear os recursos até que a thread que os está usando
acabe de processá-los.

Vamos ver nos próximos tópicos como isso funciona.

Criação de threads

A criação de uma thread pode ser realizada de duas formas:

• Criando uma classe que estende a classe Thread.


• Criando uma classe que implementa a interface Runnable.

A forma recomendada é implementar a interface Runnable, pois, quando estendemos uma classe, não
podemos fazê-lo com nenhuma outra, já que não existe herança múltipla em Java.

Mas vamos apresentar exemplos dos dois casos. O primeiro exemplo estenderá a classe Thread, e os de-
mais implementarão a interface Runnable.

42
Java SE - Programação Avançada

O quadro 40 traz o primeiro exemplo.

Quadro 40: Classe ExemploThread estendendo a classe Thread

Observe que essa classe possui um método chamado run(). Esse método é executado pela thread no
momento em que é iniciada. Nós não o executamos por nossa conta!

O código que desejamos executar pela thread deve ser escrito dentro desse método. Mas como fazemos
para executá-lo? Vamos ver o programa que o utiliza no quadro 41.

Quadro 41: Classe TesteThread definindo uma nova Thread

Instanciamos a classe ExemploThread e, a partir dessa instância, executamos o método start(). É ele
quem inicia a thread e, quando estiver pronto, seu método run() é executado.

Observe que tanto no método run() da classe ExemploThread como no método main() existe uma estru-
tura de repetição que imprime um caractere na tela. No momento em que o thread é iniciado, ele passa a ser
executado de forma independente, e as duas estruturas de repetição são executadas assim. Para visualizar o
resultado, incluímos um tempo de 200 milissegundos entre cada caractere a ser mostrado.

43
Java SE - Programação Avançada

A execução do programa do quadro 41 traz o resultado:

A impressão dos caracteres “x” e “y” ocorre de forma desordenada, pois não temos controle sobre eles,
já que se executam de forma independente.

Esse mecanismo é ilustrado na figura 6.

Figura 6 – Execução de uma thread ao longo do tempo. Fonte: [Link]

O próximo exemplo realiza a mesma tarefa, porém vamos implementar a interface Runnable.

Quadro 42: Classe ExemploThreadRunnable implementando Runnable

A interface Runnable define o método run(), de forma que as classes que a implementarem devem imple-
mentar esse método.

44
Java SE - Programação Avançada

A classe Thread não nos obriga a implementar o método run() porque, pela própria definição, ela já im-
plementa Runnable. A criação da thread, nesse caso, passa a ser a apresentada no quadro 43.

Quadro 43: Classe TesteThread02 definindo uma nova thread

Instanciamos a classe ExemploThreadRunnable e passamos essa instância para o construtor da classe


Thread. Observe que criamos um objeto da classe Thread e não mais de uma subclasse. O resultado é o
mesmo que no caso anterior.

Definindo um nome para a thread

Podemos definir um nome para a thread de duas formas:

• Pelo método setName().


• Pelo construtor da classe Thread.

Essas formas estão ilustradas no exemplo dos quadros 44 e 45.

Quadro 44: Classe ExemploThreadRunnable02: obtendo o nome da thread

45
Java SE - Programação Avançada

Quadro 45: Classe TesteThread03: atribuindo um nome para a thread

O resultado após a execução do método main() no Quando atribuímos um novo nome para a thread
quadro 45 é: que criamos, como em

o método run() chamado por ela mostrará o seu


Como cada thread executa em um processo sepa- nome, como no exemplo.
rado, a instrução
Podemos refatorar nosso programa de forma que
o nome da thread seja informado, ou alterado, poste-
fornece o nome da thread que está em execução, riormente, da forma mostrada no quadro 46.
e não de outra. Se ela estiver no método main(),
mostrará o nome da thread que o executa. No caso,
a thread principal possui, coincidentemente, esse
nome: “main”.

Quadro 46: Classe TesteThread03 reescrita: atribuindo o nome para a thread posteriormente

Executando múltiplas threads

É muito comum existirem várias threads sendo executadas simultaneamente, e, na maioria dos casos,
elas atuam sobre um mesmo objeto. Vamos elucidar a execução de múltiplas threads pelo próximo exemplo,
mostrado no quadro 47.

46
Java SE - Programação Avançada

Quadro 47: Classe ThreadMultiplo

A chamada é mostrada no quadro 48.

Quadro 48: Classe TesteThread04: definindo mais de uma thread sobre o mesmo objeto

A execução produz o resultado:

Observe mais uma vez que não há concordância entre as duas threads, porque estão em processos se-
parados.

47
Java SE - Programação Avançada

Aula 9 - Estados de threads

A classe Thread

Dependendo do momento no ciclo de vida da thread, existem estados específicos. O diagrama da figura 7
mostra os estados nos quais uma thread em Java pode estar e alguns métodos que podem ser usados para
mudar de um para outro.

Figura 7 - Estados da thread. Fonte: Sierra e Bates (2008).

A descrição dos estados, juntamente com exemplos, é mostrada a seguir:

Estado Descrição

NewThread Inicialização da thread: realizada por meio do construtor Thread().

Nesse estado, nenhum recurso do sistema foi alocado para a thread ainda.

Runnable / Este é o estado em que a thread está pronta para rodar. O método start() requisita os recursos
Running do sistema necessários para rodar a thread e chama o seu método run().

O estado Running ocorre quando o agendador de tarefas coloca a thread para funcionar.
Quando uma thread está “Running”, está também “Runnable”, e as instruções do seu método
run() é que estão sendo executadas pela CPU.

48
Java SE - Programação Avançada

Waiting / O estado Waiting significa que a thread está impedida de executar por alguma razão, que pode
Blocking ser:
Alguém executa o método suspend().
Alguém executa o método sleep().
A thread bloqueia, esperando por I/O.
A thread usa seu método wait() para esperar por uma variável de condição.
O exemplo abaixo coloca a thread atual “para dormir” por um segundo.

Cada uma dessas maneiras tem a sua forma específica de sair do estado Waiting / Blocking.
Se a thread foi suspensa, alguém precisa mandar-lhe a mensagem resume().
Se a thread foi posta para dormir, voltará a ser Runnable quando o número de milissegundos
determinado passar.
Se a thread está bloqueada, esperando por I/O, esta precisa ser completada.
Se a thread está esperando por uma variável de condição, o objeto que a “segura” precisa liberá-
la, por meio de um notify() ou de um notifyAll().

Dead Uma thread pode morrer de “causas naturais” (quando o seu método run() acaba normalmente)
ou pode ser finalizada pelo método stop().
O método stop() não é considerado seguro, mas ainda assim é executado, finalizando a thread
esteja ela onde estiver executando alguma tarefa.

Prioridades e agendamento de threads

Quando trabalhamos com threads em Java, devemos saber que cada uma possui uma prioridade de exe-
cução e que o gerenciador de threads (scheduler) decidirá qual executar primeiro.

Por padrão, todas as threads possuem prioridade NORM_PRIORITY, cujo valor é 5 e está declarada na
classe Thread. Além disso, cada uma herda automaticamente a prioridade da thread que a criou.

As constantes MAX_PRIORITY (prioridade máxima), MIN_PRIORITY (prioridade mínima) e NORM_PRIO-


RITY (prioridade normal) são usadas para definir as prioridades das threads Java.

Veja um exemplo no qual temos duas threads. A primeira possui a prioridade máxima, enquanto a segun-
da possui a prioridade mínima, conforme pode ser visto nos quadros 49 e 50.

49
Java SE - Programação Avançada

Quadro 49: Classe ExemploPrioridades

Quadro 50: Classe TesteThread05: definindo prioridades para as threads

Observe que atribuímos prioridade máxima a t2 e, quando ela entrou em execução, tomou a frente da
thread que havia sido iniciada antes, t1.

Aula 10 - Relacionamentos entre threads - sincronismo

As threads são executadas em processos separados por definição. Por padrão, não existem formas de
relacioná-las. Mas podemos mudar esse cenário.

Como exemplo, suponhamos que uma conta corrente seja acessada por duas threads diferentes. Cada
uma consulta o saldo e, em seguida, efetua o saque, se houver saldo. As classes envolvidas nesse exemplo
são apresentadas nos quadros 51, 52 e 53.

50
Java SE - Programação Avançada

Quadro 51: Classe [Link]: indica a classe cujo objeto será manipulado pelas threads

Quadro 52: Classe [Link]: é a classe que representará cada thread, pois implemen-
ta a interface Runnable

51
Java SE - Programação Avançada

Quadro 53: Classe [Link]: Programa que criará duas threads e as executará

Quando executamos esse programa mais de uma vez, obtemos diferentes resultados em cada execução.
Uma delas é mostrada a seguir:

52
Java SE - Programação Avançada

Se houvesse uma harmonia entre as threads, em todos os momentos apareceriam as mensagens, nesta
ordem:

Valor sacado por Maria: 20.0


Saldo para Maria: 100.0

Ou seja, primeiro seria indicado o saque e, em seguida, o saldo. Mas não é o que vemos. Além disso,
existe o risco de ocorrer um saque sem saldo suficiente, tornando o saldo final negativo, porque uma thread
pode verificá-lo ao mesmo tempo que a outra e, havendo saldo disponível, as duas realizariam o saque.

Essa é a situação ideal para o que chamamos de sincronismo, ou seja, devemos sincronizar essas ope-
rações para garantir que, enquanto uma thread estiver consultando o saldo, ela permita o acesso a outra
somente após finalizar a operação de saque. Em outras palavras, uma thread consulta o saldo e realiza o
saque, enquanto a outra aguarda sua vez para entrar em processamento.

Na classe ProcessaContaCorrente, temos o método que realiza esse trabalho para nós, que é efetuarOpe-
racao(). Esse método deve ser sincronizado. Veja o quadro 54.

Quadro 54: Definição do método efetuarOperacao() sincronizado

53
Java SE - Programação Avançada

O resultado agora parece mais organizado. Veja:

Aula 11 - Multithreading com GUI

É possível executar threads em interface gráfica (GUI – graphical user interface), da mesma forma que em
outras aplicações. No exemplo que apresentaremos, quando o usuário clicar em um botão, a hora é atualiza-
da em uma caixa de textos a cada segundo.

É importante entendermos que esse exemplo trata de interface gráfica, mas que o tema associado a ela
será abordado no próximo módulo. O objetivo aqui é ilustrar sua funcionalidade. Vamos ao exemplo, então.
Veja o quadro 55.

54
Java SE - Programação Avançada

Quadro 55: Classe Cronometro: definição de uma interface gráfica para execução de threads

55
Java SE - Programação Avançada

A execução desse programa produz o resultado:

Quando clicamos no botão “Iniciar”, a thread é criada e iniciada, mostrando a hora atualizada a cada
segundo por certo tempo. Para terminarmos antecipadamente a execução, clicamos no botão “Terminar”, o
que encerra a thread.

O ponto importante a ser destacado aqui é que a classe possui a interface gráfica e a thread manipula um
elemento dela, que é a caixa de textos. A classe Cronometro, que gerou essa janela, não pode ser a imple-
mentadora de Runnable porque teríamos que atualizar a janela a cada segundo, já que esse é o objetivo da
thread. Não podemos, também, criar uma classe separada, por esta não ter acesso à caixa de textos. Para
mantermos a orientação a objetos coerente, sem as famosas “gambiarras”, usaremos um modelo sofisticado
conhecido como “classe interna anônima”. O código que utiliza esse conceito está destacado no quadro 56.

Quadro 56: Código que implementa uma classe interna anônima como evento de ação

Observe que foi passado como parâmetro para o construtor da classe Thread uma instância de Runnable,
mas não podemos criar instâncias de Runnable por ser uma interface. Então, o que aconteceu?

Verifique que temos a instrução new Runnable() {}, que não é uma instância isolada; ela é seguida de um
bloco de código (código entre chaves). O código entre chaves é uma implementação anônima da interface,
que, por ser anônima, possui apenas conteúdo, mas nenhum nome.

56
Java SE - Programação Avançada

De toda forma, foi passado um objeto Runnable para a thread, porém ele não foi atribuído a uma refe-
rência.

Os demais detalhes a respeito de interfaces gráficas serão apresentados no próximo módulo.

Exercícios do Módulo 4
Exercício 1: Revisão

Implementar todos os programas sugeridos neste módulo, já comentados ao longo do texto.

Exercício 2: Acesso simultâneo a objetos

a. Desenvolver uma classe chamada Produtos contendo os métodos:


• verificarPreco() – retorna o preço de um produto.
• reajustarPreco() – recebe como parâmetro uma taxa de reajuste e aplica-a ao preço do
produto.
• efetuarCompra() – realiza a compra do produto, retornando o preço que foi aplicado nela.
• Um atributo preco, do tipo double.
b. Uma thread deve realizar os três passos ao realizar uma compra: verificar o preço, efetuar a
compra e, em seguida, reajustar o preço. Definir a classe ProcessaProdutos para essa thread.
c. Em um programa, criar três threads que sejam capazes de acessar o mesmo objeto da classe
Produtos. Executar a aplicação e verificar o resultado.

Exercício 3: Sincronismo de métodos

Alterar a classe ProcessaProdutos de modo a ter seus métodos sincronizados. O que é possível verifi-
car após a execução da aplicação?

57
Java SE - Programação Avançada

Módulo 5 - Componentes GUI

Aula 12 - Introdução aos componentes GUI

Definir uma interface gráfica em Java não é uma tarefa difícil. A definição da interface consiste em decla-
rarmos e instanciarmos elementos com base nas classes que os definem.

Existem diversos editores de interface gráfica dis- mamos o método setBounds() informando os quatro
poníveis para integrarmos com o Eclipse. Window- parâmetros, nesta ordem:
Builder é um editor de que eu gosto bastante de usar • int x: distância horizontal do canto superior
e que recomendo. esquerdo da janela.
• int y: distância vertical do canto superior es-
Neste módulo, conheceremos os mecanismos de querdo da janela.
definição de classes que nos permitirão definir uma • int width: largura da janela.
interface gráfica. O universo é vasto, por isso traba- • int height: altura da janela.
lharemos com as que nos permitem criar uma apli-
cação para Windows. Para ilustrar o desenvolvimento Exibindo a janela
de uma interface gráfica, vamos elaborar uma passo
a passo. A exibição da janela consiste na instanciação da
classe que criamos, ou seja, do nosso JFrame. O pro-
Definindo a classe grama no quadro 58 será usado em todas as etapas.
Sempre que mencionarmos a execução da janela, na
O primeiro passo é representado pelo código no verdade estamos nos referindo à execução do mé-
quadro 57. todo main() na classe TestePrograma desse quadro.

Quadro 57: Classe Programa estendendo a clas- Quadro 58: Classe TestePrograma instanciando e
se JFrame exibindo a janela definida na classe Programa

O método setVisible() na linha 6 é usado para tor-


nar a janela visível quando informamos true como
Quando desejarmos criar uma interface gráfica, de parâmetro. Esse método poderia ter sido chamado
modo geral, criamos uma classe que estende JFra- no construtor da classe.
me. No construtor dessa classe, definimos o estado
inicial do objeto. No caso, será a nossa janela. Cha- A execução desse programa mostra-nos, até o
momento, a interface:

58
Java SE - Programação Avançada

A classe Programa atualizada é mostrada no qua-


dro 59.

Quadro 59: Classe Programa reescrita: definindo


o painel

Incluindo um painel e um layout

Uma interface gráfica possui três camadas que de-


vemos considerar. A figura 8 mostra essas camadas e
suas características.
Criamos um objeto da classe JPanel (linhas 8 e
11). Em seguida, adicionamos esse painel à nossa
janela (linha 12) e definimos o layout (linha 13). O
valor null para o layout indica que os componentes
poderão ser inseridos livremente na interface, base-
ados nas suas coordenadas, também configuradas
pelo método setBounds().

Incluindo elementos na interface

Para ilustrar a inclusão dos elementos na interfa-


ce, incluiremos:
JFrame: nossa janela.
JPanel: uma área para inclusão e agrupamento de • Uma caixa de textos (Classe JTextField).
componentes.
Layout: Um formato para disposição dos • Um rótulo (classe JLabel).
componentes. • Uma lista suspensa (classe JComboBox).
• Um botão de comandos (classe JButton).
Figura 8 - Camadas da interface gráfica. Fonte: produção do
autor.
Os elementos são declarados na classe. No cons-
Essa divisão existe porque a JVM é capaz de exe- trutor, eles são instanciados e posicionados no painel.
cutar a janela em qualquer sistema operacional, e as
regras que são comuns no Windows podem não valer O código completo é mostrado nos quadros 60 e
para outros ambientes operacionais. Por isso não são 61.
considerados valores padrão.

59
Java SE - Programação Avançada

Quadro 60: Classe Programa reescrita: declarando os componentes de interface gráfica

Quadro 61: Construtor da classe Programa instanciado e dimensionando os componentes

60
Java SE - Programação Avançada

A execução desse programa gera como resultado:

Aula 13 - Eventos GUI

A interface gráfica em Java é dita orientada a eventos. Eventos são ações produzidas sobre os componen-
tes, diferentemente de métodos, que são ações executadas a partir dos componentes. Exemplos de eventos:

• Clicar em um botão.
• Selecionar um item em uma lista.
• Pressionar uma tecla.
• Redimensionar uma janela.
• Iniciar uma aplicação.

Se uma aplicação está interessada em um evento específico (por exemplo, “clique em um botão”), deve
solicitar ao sistema para “escutar” o evento. Os eventos são executados pelo sistema operacional; quando
falamos em “escutar”, dizemos que o sistema aguarda por uma ação, e, quando esta é produzida, o código
escrito para o evento em questão é executado.

Eventos são definidos por meio de interfaces, conhecidas como listeners. Existem listeners específicos
para cada tipo de evento.

Apresentamos na tabela 2 os principais eventos ocorridos em uma interface gráfica Java.

Tabela 2 – Interfaces usadas nos eventos de interfaces gráficas

Interface Definição Métodos


Evento de ação, como clique do
ActionListener void actionPerformed(ActionEvent e)
botão.
adjustmentValueChanged(AdjustmentEve
AdjustmentListener Eventos de ajustes.
nt e)

61
Java SE - Programação Avançada

Evento disparado para


AWTEventListener void eventDispatched(AWTEvent event)
componentes AWT.
void componentResized(ComponentEvent
Evento disparado para alterações e)
ComponentListener em dimensões ou outros estados void componentMoved(ComponentEvent e)
dos componentes. void componentShown(ComponentEvent e)
void componentHidden(ComponentEvent e)
void componentAdded(ContainerEvent e)
Evento para fins de notificação
ContainerListener void componentRemoved(ContainerEvent e)
apenas.

Ocorre quando um componente void focusGained(FocusEvent e)


FocusListener
recebe ou pede o foco. void focusLost(FocusEvent e)
Ocorre para notificar eventos
void ancestorMoved(HierarchyEvent e)
HierarchyBoundsListener de mudanças de estado em
void ancestorResized(HierarchyEvent e)
componentes ancestrais.
Ocorre quando ocorre alguma
HierarchyListener mudança na hierarquia dos void hierarchyChanged(HierarchyEvent e)
elementos.
void inputMethodTextChanged
(InputMethodEvent event)
InputMethodListener Eventos de entrada de métodos.
void caretPositionChanged
(InputMethodEvent event)
Ocorre quando itens são
ItemListener void itemStateChanged(ItemEvent e)
manipulados nos componentes.
void keyTyped(KeyEvent e)
Ocorre quando pressionamos void keyPressed(KeyEvent e)
KeyListener
teclas. void keyReleased(KeyEvent e)

void mouseClicked(MouseEvent e)
void mousePressed(MouseEvent e)
Ocorre nas mais diversas ações void mouseReleased(MouseEvent e)
MouseListener
produzidas pelo mouse. void mouseEntered(MouseEvent e)
void mouseExited(MouseEvent e)

Ocorre quando movimentamos o void mouseDragged(MouseEvent e)


MouseMotionListener
mouse. void mouseMoved(MouseEvent e)
Ocorre quando rolamos o botão void mouseWheelMoved(MouseWheelEvent
MouseWheelListener
circular do mouse. e)
Ocorre quando o componente
TextListener void textValueChanged(TextEvent e)
produz alterações em seu texto.
Ocorre quando a janela recebe void windowGainedFocus(WindowEvent e)
WindowFocusListener
ou perde o foco. void windowLostFocus(WindowEvent e)
void windowActivated(WindowEvent e)
void windowClosed(WindowEvent e)
void windowClosing(WindowEvent e)
Ocorre nas mais diversas
void windowDeactivated(WindowEvent e)
WindowListener manipulações produzidas na
void windowDeiconified(WindowEvent e)
janela.
void windowIconified(WindowEvent e)
void windowOpened(WindowEvent e)

62
Java SE - Programação Avançada

Ocorre para responder ao


WindowStateListener registro de mudança de estado void windowStateChanged(WindowEvent e)
de uma janela.
Fonte: [Link]

Tratamento de eventos GUI

Vamos ver como os eventos são manipulados em uma interface. Existem alguns que são usados com mais
frequência que outros.

Na interface que estamos desenvolvendo para este módulo, vamos usar o botão de comandos para ilus-
trar a utilização do evento de ação. Usaremos o conceito de classes internas anônimas, abordado no módulo
sobre multithreading.

Vamos mostrar aqui apenas o trecho do código para o botão que recebe o evento de ação (ActionListe-
ner). O código no quadro 62 permite executar esse evento.

Quadro 62: Definição do evento de ação para o botão btnEnviar no construtor da classe Programa

De modo geral, tomamos o componente a partir do qual queremos executar o evento e chamamos o
método addXXX(), em que XXX é o nome da interface. No nosso exemplo, para a interface ActionListener,
tomamos o método addActionListener().

Como parâmetro para esse método, informamos uma implementação anônima da interface.

Aula 14 - Entrada e saída baseadas em GUI

Normalmente, os eventos são usados para colher informações de outros componentes ou atribuir valores
a eles. Por exemplo, uma interface representando um login (tela para entrada de usuário e senha) possui um
botão que, quando acionado, realiza a validação do usuário. Esta é realizada por meio da leitura das caixas
de texto nas quais o usuário fornece suas credenciais.

Outro exemplo que podemos mencionar é quando fazemos uma busca de um cliente em um banco de
dados usando seu CPF. Fornecemos o CPF em uma caixa de texto, clicamos em um botão, e o evento de
ação deste executa um conjunto de instruções capazes de buscar as informações em registros de um banco
de dados. Cada campo do registro é exibido em caixas de texto.

63
Java SE - Programação Avançada

As entradas ou saídas de dados em componentes de interface gráfica estão relacionadas aos métodos que
executamos para cada um deles.

No exemplo que estamos explorando neste módulo, consideremos que o sexo seja preenchido no compo-
nente JComboBox quando a janela for construída, ou seja, no construtor da classe. O código correspondente
a essa ação é mostrado no quadro 63.

Quadro 63: Adicionando elementos ao componente cmbSexo, do tipo JComboBox

A tabela 3 apresenta alguns exemplos de métodos que podemos utilizar.

Tabela 3 – Métodos usados nos eventos de interfaces gráficas


Método Descrição
getName( ) Retorna o nome do componente.
setName(String n) Atribui um nome ao componente.

getParent( ) Retorna o container onde o componente getParent() foi adicionado.

setVisible(boolean b) Torna o componente visível ou não, de acordo com o parâmetro.


isShowing( ) Retorna true se o componente for visível e estiver dentro de um outro componente
que está sendo mostrado.

isEnabled( ) Determina se um componente está habilitado para receber a entrada do usuário e


gerar eventos.
setEnabled(boolean b) Habilita ou desabilita o componente.

setToolTipText(String text) Registra o texto para ser mostrado em tooltip.

setPreferredSize(Dimension Atribui o tamanho desejado.


d)
getPreferredSize() Retorna o tamanho do componente.
Fonte: traduzido de [Link]

Visão geral de componentes swing

Agora que tivemos uma visão geral dos componentes, bem como de seu funcionamento, seus métodos
e seus eventos, vamos apresentar uma visão deles tomando como base sua hierarquia e suas classes. Essa
hierarquia é apresentada na figura 9.

64
Java SE - Programação Avançada

Figura 9 - Hierarquia dos componentes GUI.

A tabela 4 apresenta a definição de alguns componentes.

Tabela 4 – Componentes de interface gráfica


Componente Descrição
JLabel Componente onde podemos exibir textos não editáveis ou ícones.
JTextField Componente onde inserimos texto, normalmente pelo teclado.
JButton Componente usado para executar uma ação, normalmente por um clique.
JCheckBox Componente que apresenta dois estados: selecionado ou não selecionado.
JComboBox Lista de itens a partir da qual o usuário pode fazer uma seleção clicando em um item na
lista ou digitando na caixa, se for permitido.
JList Área em que uma lista de itens é exibida. O usuário pode fazer uma seleção clicando uma
vez em qualquer elemento na lista.

65
Java SE - Programação Avançada

JPanel Container onde os componentes podem ser inseridos.


Fonte: [Link]

Aula 15 - Applets

Applet é um programa Java executado no browser. Ele pode ser uma aplicação Java totalmente funcional,
pois tem toda a API à sua disposição.

Existem diferenças entre um applet e um aplicativo swing:

• Um applet é uma classe Java que estende a classe [Link].


• O método main() não é chamado em um applet.
• Applets são projetados para serem incorporados em uma página HTML.
• Quando um usuário exibe uma página HTML que contém um applet, o código deste é baixado para
a máquina do usuário.
• A JVM é necessária para visualizar um applet. Ela pode ser um plug-in do navegador da web ou um
ambiente de tempo de execução separado.
• A JVM na máquina do usuário cria uma instância da classe Applet e invoca vários métodos durante
seu ciclo de vida.
• Applets têm regras rígidas de segurança que são aplicadas pelo browser.

Ciclo de vida de um applet

Cinco métodos na classe Applet fornecem as funcionalidades de que você precisa. Eles estão definidos na
tabela 5.

Tabela 5 – Métodos do ciclo de vida dos applets.

Método Descrição
init() Esse método destina-se a tudo o que é necessário para a inicialização do applet.
start() Esse método é chamado automaticamente depois que o navegador chama o método init(). Ele
também é chamado sempre que o usuário retorna para a página que contém o applet depois de
ter ido para outras.
stop() Esse método é chamado automaticamente quando o usuário sai da página que contém o applet.
Pode, portanto, ser chamado repetidamente na mesma aplicação.
destroy() Esse método só é chamado quando o navegador fecha normalmente. Como applets são
desenvolvidos para ser executados em uma página HTML, é importante liberar recursos alocados
por eles, e essa limpeza é feita nesse método.
paint(Graphics) Invocado imediatamente após o método start ( ) e a qualquer momento em que o applet precisar
redesenhar seu conteúdo no navegador..

66
Java SE - Programação Avançada

Exemplo de aplicação usando Applet

A classe cujo código está apresentado no quadro 64 representa um applet.

Quadro 64: Classe Introducao estendendo a classe Applet

As importações a seguir são usadas nesse exemplo:

[Link].
[Link].

A classe Applet

Cada applet é uma extensão da classe [Link]. A classe base Applet fornece métodos que seu
applet pode usar para obter informações e serviços a partir do contexto do navegador. Esses métodos podem
realizar as seguintes ações:

• Obter parâmetros do applet.


• Obter a localização de rede do arquivo HTML que contém o applet.
• Obter o local de rede do diretório de classe do applet.
• Imprimir uma mensagem de status no navegador.
• Buscar uma imagem.
• Buscar um audioclip.
• Tocar um audioclip.
• Redimensionar o applet.

Chamando um applet

Um applet pode ser executado pela sua incorporação em um arquivo HTML. A tag <applet> é a base para
a incorporação de um applet em um arquivo HTML.

O exemplo do quadro 65 mostra como utilizá-la.

67
Java SE - Programação Avançada

Quadro 65: Execução do applet Introducao em um código HTML

<html>
<title>Exemplo Applets</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”320” height=”120”>
Se o browser estiver habilitado para Java,
uma mensagem aparecerá.
</applet>
<hr>
</html>

O atributo code da tag <applet> é necessário. Ele especifica a classe Applet a ser executada. A largura
(width) e a altura (height) também são obrigatórias para especificar o tamanho inicial do painel em que o
applet será executado.

Navegadores não habilitados para Java não processam o elemento <applet>. Portanto, qualquer informa-
ção dentro dessa tag não relacionada com o applet torna-se visível para eles.

Aula 16 - Informando parâmetros para o applet

O exemplo que apresentamos aqui demonstra o uso de parâmetros a ser passados para um applet. O
método [Link] () obtém o nome do parâmetro a ser passado, em forma de string.

O exemplo no quadro 66 mostra o applet recebendo parâmetros, e o programa HTML do quadro 67 mostra
como passá-los.

Quadro 66: Classe ParametrosApplet: definindo parâmetros para o applet

Quadro 67: Demonstração da passagem de parâmetros para o applet pelo código HTML

68
Java SE - Programação Avançada

<html>
<title>Checkerboard Applet</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”480”
height=”320”>
<param name=”nome” value=”José”>
<param name=”email” value=”jose@[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>

Manipulação de eventos

O procedimento de manipulação de eventos no applet é semelhante ao apresentado para as interfaces


swing. O quadro 68 mostra o código para um applet contendo um botão de comandos e seu evento de ação.

Quadro 68: Classe EventosApplet: definindo um evento de ação para o botão “botao”

Exibindo imagens

Um applet pode exibir imagens em formatos GIF, JPEG, BMP, dentre outros. No quadro 69, temos um
exemplo de como exibir uma imagem no applet.

69
Java SE - Programação Avançada

Quadro 69: Classe ImagemApplet: exibindo uma imagem

Agora vamos chamar esse applet. O código HTML no quadro 70 mostra essa chamada.

Quadro 70: Executando o applet que exibe uma imagem

<html>
<title>Exemplo Imagem</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”300”
height=”200”>
<param name=”imagem” value=”[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>

70
Java SE - Programação Avançada

Reproduzindo áudio e vídeo

Além de imagens, é possível reproduzir arquivos de áudio e vídeo. Os métodos para essa finalidade estão
listados na tabela 6.

Tabela 6 – Métodos para reprodução de áudio e vídeo


Método Descrição
play() Reproduz o clipe de áudio ou vídeo de uma vez, desde o início.
loop() Faz com que o clipe de áudio ou vídeo se reproduza continuamente.
stop() Para a reprodução do clipe de áudio ou vídeo.

Para obter um objeto AudioClip, é necessário chamar o método getAudioClip() da classe Applet. Esse mé-
todo retorna imediatamente se a URL resolve um arquivo de áudio ou vídeo real. O arquivo não é baixado
até que seja feita uma tentativa de reproduzir o clipe.

O applet no quadro 71 ilustra um exemplo.

Quadro 71: Classe AudioApplet: reprodução de áudio

71
Java SE - Programação Avançada

Podemos executar esse applet por intermédio do programa HTML do quadro 72.

Quadro 72: Execução do applet que reproduz o áudio

<html>
<title>The ImageDemo applet</title>
<hr>
<applet code=”[Link]” width=”0” height=”0”>
<param name=”audio” value=”[Link]”>
</applet>
<hr>
</html>

Você pode usar o [Link] no seu PC para testar o exemplo.

Aula 17 - Java Media Framework

Nesta aula, apresentaremos o uso do JMF - Java Media Framework. Mostraremos uma visão geral do fra-
mework, incluindo as principais funcionalidades e pontos de extensão.

Adicionando recursos de áudio e vídeo a uma aplicação Java

O JMF é um framework da Oracle (desenvolvido em parceria com a Intel e a IBM) que permite manipular
recursos multimídia em aplicações Java.

Para utilizar os serviços de áudio e vídeo disponibilizados pelo framework, são necessários dispositivos de
entrada (microfones, câmeras, arquivos de áudio/vídeo, streaming via rede) e/ou dispositivos de saída (mo-
nitor e caixa de som), dependendo da necessidade, que poderá ser, por exemplo:

• Tocar arquivos de mídia em um applet ou aplicação swing.


• Capturar áudio e vídeo de um microfone e uma câmera de vídeo USB.
• Transmitir áudio e vídeo em tempo real pela internet.

Para o desenvolvimento de aplicações multimídia, é importante o entendimento do conceito de codec.

Codec

Um codec é utilizado para compressão e descompressão de dados. A compressão é utilizada quando esses
dados vão ser transmitidos ou armazenados. No componente receptor, eles são descompactados para um
formato de apresentação. A tabela 7 mostra os formatos geralmente utilizados pelos codecs e os protocolos
utilizados.

72
Java SE - Programação Avançada

Tabela 7 – Formatos utilizados pelos codecs.

Protocolos HTTP, FTP, RTP.


Áudio AAC, MP3, outros.
Vídeo MPEG-2, MPEG-4, Cinepak, H.261, H.263, AVI, outros.
Fonte: [Link]

Arquitetura do JMF

Na documentação desenvolvida originalmente pela Sun, a arquitetura do JMF é comparada ao processo


decorrido desde a filmagem até a visualização do vídeo em um dispositivo de saída.

De acordo com Jorge, Vinicius e Martins (2012),

um DataSource encapsula o stream de áudio/vídeo, como um Vídeo Tape e um Player disponibiliza pro-
cessamento e mecanismos de controle (avançar, retroceder), similar a um vídeo-cassete, que reproduzirá a
mídia em um dispositivo de saída, tal como microfones e monitores.

A figura 10 mostra esse processo.

Figura 10 - Analogia das soluções JMF. Fonte: [Link]


java/9423.

Para a criação dos componentes providos pelo JMF para capturar, processar e apresentar os recursos de
multimídia, são utilizados os seguintes componentes:

Manager: Responsável pela criação de DataSources e Players, entre outros, além de possibilitar a cus-
tomização de componentes do framework;

PackageManager: Mantém um registro dos pacotes que contém classes do JMF, tal como classes custo-
mizadas: Players, Processors e DataSources;

CaptureDeviceManager: Contém uma base com os dispositivos de captura detectados na máquina;

PlugInManager: Responsável por manter a lista de plug-ins disponíveis para uso pelo JMF. É possível
instalar novos plug-ins (JORGE; VINICIUS; MARTINS, 2012).

73
Java SE - Programação Avançada

Para trabalharmos com JMF, primeiro precisamos obter o framework. Isso pode ser feito de: http://
[Link]/technetwork/java/javasebusiness/downloads/java-archive-downloads-java-client-419417.
html#7372-jmf-2.1.1e-oth-JPR. Verifique possíveis atualizações e mudanças de link.

Após selecionarmos a opção Download, chegamos à tela mostrada na figura 11.

Figura 11. Download do Java Media Framework. Fonte: [Link]


[Link]#7372-jmf-2.1.1e-oth-JPR.

É necessário aceitar os termos de licença. O arquivo a ser baixado é o “Cross-platform Java”

Para adicionar esse framework à sua aplicação, é necessário incluí-lo no projeto. Para tanto, siga os pas-
sos:

a. Clicar com o botão direito do mouse no projeto e selecionar Properties.


b. Na janela que aparecer (figura 11), clique em Add External Jars..., selecionando os arquivos indicados
na figura 12.

74
Java SE - Programação Avançada

Figura 12. Inclusão do JMF ao projeto, no Eclipse. Fonte: Produção do autor.

Agora estamos prontos para criar uma aplicação. O código no quadro 73 apresenta um applet utilizando
o JMF.

75
Java SE - Programação Avançada

Quadro 73: Classe JMFApplet: reproduzindo um áudio

76
Java SE - Programação Avançada

Exercícios do Módulo 5
Exercício 1: Elaboração de uma interface gráfica.

a. Criar uma interface gráfica a partir de uma classe chamada AlunosGUI para receber informações
de alunos. A interface deverá se parecer com esta:

b. Escrever uma classe chamada TesteAlunos contendo o método main(), que instancie a classe
AlunosGUI e a apresente na tela.

Exercício 2: Definição da classe Alunos e separação de camadas.

a. Criar uma classe chamada Aluno, com os atributos: rm, nome, curso, periodo.
b. Nessa classe, inserir os getters e setters. Para isso, usar o template do Eclipse.
c. Sobrescrever o método toString() na classe, de modo a retornar a representação string de um
aluno no formato: “[rm – nome – curso – período]”.
d. Na classe Aluno, definir um objeto estático do tipo List<Aluno>, instanciado como new
ArrayList<Aluno>().

Exercício 3: Definição das funcionalidades da aplicação.

a. No evento de ação do botão “Enviar”:


• Criar um objeto da classe Aluno.
• Atribuir o conteúdo de cada caixa de textos para cada atributo da classe, por intermédio
de seus setters.
• Incluir o objeto na lista que você definiu no item d do exercício 2.
b. No evento de ação do botão “Listar Alunos”:
• Escrever uma estrutura de repetição para percorrer a lista de alunos.
• Incluir cada elemento na lista no componente JList, do lado direito da interface gráfica.
c. No evento de ação do botão “Fechar”:
• Escrever uma instrução para finalizar a aplicação.

77
Java SE - Programação Avançada

Módulo 6 - Arquivos

Aula 18 - Entrada e saída em Java usando arquivos

Entrada e saída em Java: streams

Em Java, o processo de entrada/saída (input/output) é realizado por meio de streams. Streams consistem
em uma abstração criada para representar locais reais (teclado, disco, monitor, rede de comunicação etc.)
nos quais dados devem ser obtidos ou escritos.

Streams representam, portanto, a fonte de um fluxo de dados em dispositivos de entrada ou de saída.


Observe que esses fluxos são unidirecionais: um stream de entrada pode ser lido, e um stream de saída
pode ser escrito. O interesse maior dessa abstração é oferecer o mesmo conjunto de serviços para manipular
diferentes tipos de dispositivos e arquivos.

Observe que canais de comunicação e arquivos em disco podem ser abertos em modo entrada ou modo
saída.

Existem dois mecanismos básicos para manipular streams: bufferizados e não bufferizados. Estes últimos
acessam diretamente os arquivos ou dispositivos indicados como de entrada ou saída de dados. Mecanismos
bufferizados empregam uma zona de memória própria ao mecanismo de entrada e saída para armazenar
temporariamente os dados manipulados.

Em Java, são definidos dois tipos de streams: de caracteres e de bytes. O primeiro é dito modo texto, cujo
conteúdo é compreensível na linguagem humana. O segundo consiste na representação da informação em
bytes, a mesma representação utilizada pelos computadores.

O pacote [Link] disponibiliza um grande conjunto de classes para manipular streams. Nele, existem clas-
ses para manipular tanto streams bufferizados quanto não bufferizados, em modo texto e em modo byte.
Algumas dessas classes e seus serviços serão objetos de estudo neste material.

InputStream e OutputStream

Essas classes são as mais genéricas para entrada e saída de stream de bytes. Elas definem a estrutura
para entrada e saída que é especializada por outras classes, conforme mostra a figura 13.

78
Java SE - Programação Avançada

Figura 13. Hierarquia de classes InputStream / OutputStream.

A tabela 8 descreve alguns dos serviços disponíveis na classe InputStream.

Tabela 8 – Métodos da classe InputStream

Serviço Descrição
int read ( ) Lê um byte e retorna o seu valor em um inteiro. Retorna –1 se chegou ao fim do
arquivo.
int read (byte b[ ]) Escreve os bytes lidos na array de bytes b. Serão lidos, no máximo, [Link]
bytes. Retorna o número de bytes lidos.
int read (byte b[], int off, int Escreve length bytes lidos no array de bytes passado como parâmetro. O primeiro
length) byte lido é armazenado na posição off do array. Retorna o número de bytes lidos.

79
Java SE - Programação Avançada

void close ( ) Fecha a stream. Se existir uma pilha de streams, fechará a do topo da pilha e
depois todas as outras.
int available ( ) Retorna o número de bytes disponíveis para leitura.
long skip (long nroBytes) Este método é usado para movimentar o ponteiro do arquivo. Ele descarta
nroBytes bytes da stream. Retorna o número de bytes descartados.
boolean void markSupported Retorna true se os métodos mark() e reset() são suportados pela stream.
()
void mark (int posicao) Marca um determinado byte no arquivo.
void reset( ) Volta ao ponto marcado.
Fonte: Sierra e Bates (2008).

A tabela 9 apresenta a descrição dos serviços da classe OutputStream.

Tabela 9 – Métodos da classe OutputStream


Serviço Descrição
void write (int) Grava um byte na stream.
void write (byte b [] ) Grava os bytes contidos no array b na stream.
void write (byte b[], int Grava length bytes do array para a stream. O byte b[off] é o primeiro a ser
off, int length) gravado.
void flush() Algumas vezes, a stream de saída pode acumular os bytes antes de gravá-los. O
método flush ( ) força a gravação dos bytes.
void close ( ) Fecha a stream.
Fonte: Sierra e Bates (2008).

Manipulação de arquivos: FileInputStream e FileOutputStream

A manipulação de arquivos em Java pode ser realizada com as classes FileInputStream e FileOutputStre-
am. Ao contrário do teclado e do monitor, arquivos não se encontram abertos para leitura ou escrita. Para
realizar essas operações, devem ser indicados de forma explícita no código.

Assim como o arquivo é aberto, ele deve ser fechado após seu uso. Na tabela 10, são apresentados os
construtores e alguns métodos dessas classes.

80
Java SE - Programação Avançada

Tabela 10 – Construtores e métodos das classes FileInputStream e FileOutputStream


FileInputStream FileOutputStream
Construtores
FileInputStream(String Abre um arquivo para leitura FileOutputStream(String Abre um arquivo para escrita
n) que possui como nome uma n) que possui como nome uma
string n. string n.
FileOutputStream(String n, Deleta o arquivo com mesmo
boolean a) nome se ele existir.
Abre um arquivo para
escrita que possui como
nome um string n, se o
booleano a for true, e
adiciona o que for escrito
no final do arquivo já
existente. Caso seja
false, deleta o arquivo
existente.
int available() Retorna o número de bytes void write( int b ) Grava o byte b no stream de
disponíveis para serem lidos saída.
no stream.
void close() Fecha o stream de entrada.
int read() Lê um byte de dados. void write( byte[] b ) Grava [Link] bytes de b no
stream de saída.
int read(byte[] b) Lê [Link] bytes de dados
e coloca no array b.
long skip(long n) Descarta n bytes do stream.
Fonte: Sierra e Bates (2008).

O exemplo apresentado no código dos quadros 74, 75 e 76 ilustra a gravação e a leitura de um objeto no
arquivo. O objeto a ser gravado deve ser serializado, ou seja, a classe deve implementar Serializable.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 74: Classe Imovel

Quadro 75: Classe GravarImovel

O exemplo no quadro 76 ilustra a leitura do objeto.

82
Java SE - Programação Avançada

Quadro 76: Classe LerImovel

Aula 19 - A classe File

Utilizando a classe File

A classe File é uma abstração para manipulação de arquivos em Java. A tabela 11 apresenta os principais
métodos dela.

Tabela 11 – Métodos da classe File

Métodos Descrição
File( String n ) Cria um novo objeto para referenciar o arquivo especificado.
boolean canRead() Retorna true ou false, indicando se a aplicação pode ou não ler o arquivo.
boolean canWrite() Retorna true ou false, indicando se a aplicação pode ou não escrever no arquivo.
boolean compareTo( Object Compara o nome do arquivo corrente com o arquivo passado por parâmetro.
ob )
String getName() Retorna o nome do arquivo.
String getPath() Retorna o nome do caminho do arquivo.
String isFile() Retorna true se o objeto se refere a um arquivo.
String isDirectory() Retorna true se o objeto se refere a um diretório.
String[] list() Retorna um array de strings contendo todos os arquivos que constam no diretório.
Fonte: Sierra e Bates (2008).

83
Java SE - Programação Avançada

O exemplo do quadro 77 apresenta um código que lista os arquivos e os diretórios a partir da pasta Win-
dows, na unidade C.

Quadro 77: Classe ListaDeArquivos

84
Java SE - Programação Avançada

FileReader e FileWriter

A manipulação de arquivos de acesso sequencial, ou arquivos texto, dá-se por meio das classes FileReader
e FileWriter, cuja hierarquia é apresentada na figura 14.

Figura 14 - Hierarquia de classes Reader / Writer. Fonte: [Link]

A tabela 12 apresenta alguns dos serviços disponíveis nessas classes. Essas operações acessam direta-
mente os arquivos especificados a cada operação

85
Java SE - Programação Avançada

Tabela 19.2 – Métodos das classes FileReader e FileWriter


FileReader FileWriter
FileReader(File f) Cria um objeto para manipular a FileWriter(File f) Cria um objeto para manipular
leitura de um arquivo especificado a escrita em um arquivo
pelo objeto File f. especificado pelo objeto File f.
FileReader(String Cria um objeto para manipular a FileWriter(String Cria um objeto para manipular
n) leitura um arquivo especificado pelo n) a escrita de um arquivo
nome n. especificado pelo nome n.
close, Métodos herdados de FileWriter(String Cria um objeto para manipular
getEncoding, read, InputStreamReader. n, append a) a escrita de um arquivo
read, ready especificado pelo nome n; se o
parâmetro a for true, escreve no
final do arquivo.
close, flush, Métodos herdados de
getEncoding, InputStreamWriter.
write, write, write
Fonte: Sierra e Bates (2008).

O exemplo do quadro 78 realiza uma leitura de um arquivo texto caráter por caráter e exibe-os na tela.

Quadro 78: Classe LerArquivoTexto: leitura de caracteres

O exemplo do quadro 79 realiza a leitura considerando uma linha de cada vez, ao invés de caracteres.

86
Java SE - Programação Avançada

Quadro 79: Classe LerArquivoTexto02: leitura de linha

O exemplo do quadro 80 realiza gravação (saída) em um arquivo texto.

Quadro 80: Classe GravaArquivoTexto

Finalmente, o exemplo do quadro 81 apresenta um código que lê uma lista de nomes e os grava em um
arquivo.

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Java SE - Programação Avançada

Quadro 81: Classe GravaArquivoTexto03

88
Java SE - Programação Avançada

Exercícios do Módulo 6
Exercício 1: Criação de um editor de textos

a. Criar uma interface gráfica representando um editor de textos, conforme modelo a seguir:

b. Para o evento de ação do botão “Abrir Arquivo”, escrever uma instrução para gerar uma caixa de
diálogo solicitando o arquivo a ser aberto e exibido na caixa de textos. A classe a ser utilizada
nesse evento é JFileChooser, e a instrução é semelhante a:

JFileChooser chooser = new JFileChooser();


try {
if([Link]([Link]) ==
JFileChooser.APPROVE_OPTION){
//seu código aqui

} catch (Exception e) {
[Link]([Link], [Link]());
}
c. De forma semelhante, para o evento de ação do botão “Salvar Arquivo”, escrever um código que
apresente um diálogo onde o usuário deverá fornecer o nome do arquivo a ser salvo:

JFileChooser chooser = new JFileChooser();


try {
if([Link]([Link]) ==
JFileChooser.APPROVE_OPTION){
//seu código aqui

} catch (Exception e) {
[Link]([Link], [Link]());
}
d. Escrever uma classe chamada TesteEditor, contendo o método main(), que instancie a classe
EditorTextos e a apresente na tela.

89
Java SE - Programação Avançada

Exercício 2: Leitura parcial de arquivos.

O objetivo deste exercício é apresentar uma amostra do conteúdo de um arquivo. Para tanto, apenas
os 20 primeiros caracteres do arquivo são lidos, e seu conteúdo é seguido por três pontos (...).

Escrever um programa que leia um arquivo texto caráter por caráter e acumule apenas os 20 primeiros
caracteres, seguidos por três pontos. Se o conteúdo do arquivo tiver menos de 20 caracteres, mostrar
todo seu conteúdo.

90
Java SE - Programação Avançada

Módulo 7 - Acesso a Banco de Dados JDBC

Aula 20 - Conectividade com BD

Uma funcionalidade essencial em qualquer sistema é a habilidade para comunicar-se com um repositório
de dados. Podemos definir repositório de dados de várias maneiras, por exemplo, como um conjunto de ob-
jetos de negócio em um sistema de arquivos ou um banco de dados.

Java DataBase Connectivity API

Bancos de dados constituem o tipo mais comum de repositório. Java dispõe de uma API para acessar
repositórios de dados: Java DataBase Connectivity API, ou JDBC API.

A maioria dos fornecedores de bancos de dados oferece uma implementação particular de drivers para
acesso a banco de dados. A vantagem de JDBC é a portabilidade da aplicação cliente, inerente à linguagem
Java.

A arquitetura da API JDBC é apresentada na figura 15.

Figura 15. Arquitetura JDBC. Fonte: [Link]


mysql-em-java-parte-1/.

A API JDBC compreende uma especificação para os desenvolvedores de drivers JDBC e os desenvolvedo-
res de aplicações clientes que precisem acessar bancos de dados em Java.

Como esse assunto é de extrema importância, estudaremos o acesso a banco de dados em Java por in-
termédio de aplicações.

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Tipos de drivers JDBC Esse pacote permite declarar os objetos de acesso


a dados.
Existem quatro tipos de diferentes de drivers
JDBC: A seguir, apresentaremos um roteiro para acessar-
mos o banco de dados. Trata-se de uma tabela cha-
1. O driver mais comum fornecido pela Oracle mada contatos em um banco de dados MySQL, cujo
é o JDBC-ODBC bridge (ponte JDBC-ODBC). nome é agenda. O campo ID é autoincrementável. A
Esse tipo de driver não é portável, pois tabela contatos é apresentada na figura 16.
depende de chamadas a funções de ODBC -
Open DataBase Connectivity implementadas
em linguagem C e compiladas para Wintel,
ou outra plataforma ODBC compatível, de-
nominadas funções nativas.
2. O driver tipo 2 é implementado parcialmente
em Java e parcialmente por meio de fun-
ções nativas que implementam alguma API
específica do fornecedor de banco de dados.
Esse tipo faz o que se chama de wrap-out, Figura 16 - Tabela contatos.
ou seja, provê uma interface Java para uma
API nativa não Java. Inserindo o connector Java para acesso
3. O tipo 3 é um driver totalmente Java que ao MySQL
se comunica com algum tipo de middlewa-
re, que então se comunica com o banco de A primeira coisa a fazer é estabelecer uma cone-
dados. xão com o banco de dados. O banco de dados MySQL
4. O tipo 4 é um driver totalmente Java, ou possui seu próprio driver de acesso, também chama-
seja, é nativo da linguagem. do de connector Java. Esse connector pode ser obti-
do na própria página do banco MySQL ([Link].
Utilizando o driver JDBC com) ou acessando diretamente o link: [Link]
[Link]/downloads/connector/.
Para utilizarmos a JDBC em um programa em
Java, precisamos declarar o pacote que contém a Novamente, verifique se o link foi alterado ou o
JDBC API: acesso atualizado. Assim, a página que você deve
acessar é semelhante à mostrada na figura 17, por-
Import [Link].*; que a web possui natureza dinâmica e pode mudar a
forma de acesso a qualquer momento.

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Figura 17 - Página para download do driver MySQL. Fonte: [Link]

Uma vez com o connector, criamos um novo projeto no Eclipse e inserimo-lo. A maneira mais prática de
fazer isso é clicando com o botão direito do mouse sobre o projeto, selecionando a opção Build Path, e, em
seguida, Configure Build Path..., como mostra a figura 18.

Figura 18 - Inserindo o connector.

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Em seguida, acessamos a aba Libraries, conforme mostrado na figura 19.

Figura 19 - Tela de inclusão do driver MySQL.

Em seguida, clique no botão Add External JARs... e selecione o arquivo .jar correspondente ao driver do
MySQL. Aceite a opção clicando em OK. A figura 20 apresenta esse processo.

Figura 20 - Tela de inclusão do driver MySQL.

Agora estamos prontos para trabalhar.

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Aula 21 - Objetos de acesso a dados

JDBC é um padrão no qual está definida uma estrutura geral de acesso ao driver de banco de dados por
meio de interfaces e o fornecedor se encarrega de implementar as classes que concretamente vão realizar
o serviço.

Criaremos uma classe com os métodos que realizarão as operações básicas no banco de dados: INSERIR,
REMOVER, BUSCAR e ALTERAR. Esse grupo de operações é tradicionalmente conhecido como CRUD (Create,
Recover, Update, Delete).

Declarando objetos de acesso a dados usando interfaces

A declaração dos objetos de acesso a dados é mostrada no código do quadro 82.

Quadro 82: Classe DaoContatos: declaração de objetos de acesso a dados

• A interface Connection designa um objeto, no caso con, para receber a conexão estabelecida.
• A interface PreparedStatement permite-nos usufruir de SQL armazenado ou pré-compilado no ban-
co, quando o banco de dados suportar esse recurso.
• A interface ResultSet permite colher os resultados da execução de nossa query no banco de dados.
Essa interface apresenta uma série de métodos para prover o acesso aos dados.

Definindo a string de conexão

Agora devemos definir uma string de conexão para o nosso banco de dados agenda. Uma string de cone-
xão contém as informações necessárias para o acesso, e cada banco de dados possui sua própria estrutura
de conexão. A linha 10 do código no quadro 83 mostra a string de conexão par ao banco de dados MySQL.

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Quadro 83: Classe DaoContatos reescrita: definição da string de conexão

Em seguida, desenvolveremos os métodos para abrir e fechar a conexão com o banco de dados. Fazemos
isso em dois passos. Primeiro, carregamos o driver para o banco de dados na JVM da aplicação.

A classe DriverManager

Cada fornecedor tem o seu driver específico, construído como uma classe JDBC. A chamada à função
forName(classe) registra a classe nomeada na JVM corrente.

Uma vez carregado, o driver registra-se para o DriverManager e está disponível para a aplicação. Utiliza-
mos, então, a classe DriverManager para abrir uma conexão com o banco de dados. O quadro 84 apresenta
o código para essa finalidade.

Quadro 84: Classe DaoContatos reescrita: definição do método abrirConexao()

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Estabelecida a conexão, podemos executar comandos SQL para manipular o banco de dados. Neste exem-
plo, trabalharemos com o paradigma orientado a objetos. Para tanto, criaremos uma classe que representará
as entidades a ser mapeadas para o banco de dados.

Como temos uma tabela chamada CONTATOS, criamos uma classe chamada Contatos (a coincidência de
nomes é opcional) para definir objetos a ser usados como elementos de entidade. Em outras palavras, cada
objeto da nossa classe Contatos representará um registro na tabela CONTATOS. A classe Contatos está de-
finida no quadro 85.

Quadro 85: Classe Contatos

Criando métodos para realizar as operações CRUD - Create, Recover, Update, Delete

Agora, criaremos métodos para:

• Inserir um registro: o método receberá como parâmetro um objeto da classe Contatos para
persisti-lo no banco de dados. O código para esse método está ilustrado no quadro 86.

Quadro 86: Método incluir: usa um objeto da classe Contatos como parâmetro para a inclusão no banco
de dados

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• Remover um registro: recebe como parâmetro o código (ID) do contato a ser removido. O código
para remover o registro está apresentado no quadro 87.

Quadro 87: Método remover(): recebe o valor do código do contato (parâmetro id) para remover o con-
tato

• Buscar um registro: recebe como parâmetro o código do contato e retorna o objeto em questão.
Se não houver registro com o código informado, o método retornará null. Esse código está apresen-
tado no quadro 88.

Quadro 88: Método buscar(): recebe como parâmetro o código do contato (parâmetro id) e retorna o
objeto com esse código, ou null se não houver objeto com o código especificado

• Alterar um registro: recebe como parâmetro o objeto Contatos a ser removido, tomando como
base seu ID. O código para alterar um registro está apresentado no quadro 89.

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Quadro 89: Método alterar(): recebe como parâmetro um objeto da classe Contatos com os valores a
ser atualizados

• Listar todos os contatos: o método retornará uma lista contendo todos os contatos. Esse código
está ilustrado no quadro 90.

Quadro 90: Método listar(): retorna uma lista parametrizada para Contatos, que armazena todos os con-
tatos contidos no banco de dados

O código do quadro 91 apresenta um exemplo de execução de alguns desses métodos.

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Quadro 91: Classe TesteBancoDados: instancia a classe Contatos, inclui esta instância no banco de dados
e lista todos os contatos

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Hierarquia de classes JDBC

A dependência entre as classes e interfaces JDBC é ilustrada na figura 21.

Figura 21. Hierarquia de classes JDBC.

Métodos das interfaces PreparedStatement e ResultSet

Desenvolvemos no nosso exemplo de aplicação diversos métodos, tanto de PreparedStatement como de


ResultSet.

As instruções SQL nos nossos exemplos utilizam o conceito de “curinga”, ou seja, ela espera receber os
dados por intermédio de parâmetros:

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stmt = [Link](“INSERT INTO CONTATOS (NOME_CONTATO,TELEFONE_CON-


TATO,” + “EMAIL_CONTATO,DATA_CADASTRO) VALUES (?,?,?,?)”);

Temos aqui quatro pontos de interrogação, representando uma incógnita a ser preenchida na execução da
instrução. Dependendo do tipo de dado relacionado ao banco de dados, temos um tipo compatível em Java
para fornecer. Esses parâmetros são preenchidos por meio do método setXXX(), em que XXX representa o
tipo a ser usado.

Esse método recebe dois parâmetros. O primeiro representa a posição do parâmetro na instrução SQL.
Se for o primeiro, seu valor é 1; se for o segundo, seu valor é 2, e assim por diante. O segundo parâmetro
representa o dado a ser inserido, de acordo com o tipo representado por XXX.

As instruções no quadro 92 mostram como informar parâmetros.

Quadro 92: Códigos para informar parâmetros para os campos no banco de dados

[Link](1, [Link]());
[Link](2, [Link]());
[Link](3, [Link]());
[Link](4, new [Link]([Link]().getTime()));

O método setString() recebe como segundo parâmetro uma string; o método setDate() espera receber
um objeto do tipo [Link].

A classe Date do pacote [Link] é, na verdade, uma subclasse da classe Date do pacote [Link].

De forma semelhante, a interface ResultSet possui métodos para recuperar os valores dos campos no
banco de dados. Esses métodos possuem o formato getXXX(), sendo XXX o tipo correspondente no banco
de dados.

Na tabela 17, temos uma relação de tipos no banco de dados que correspondem a tipos no Java.

Tabela 17 – Relação entre os campos no banco de dados e os tipos Java

Tipo de Dados SQL Tipo de Dados Java

CHAR String
VARCHAR String
LONGVARCHAR String
NUMERIC [Link]
DECIMAL [Link]
BIT [Link]
TINYINT boolean

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SMALLINT byte
INTEGER short
BIGINT long
REAL float
FLOAT double
DOUBLE double
BINARY byte[]
VARBINARY byte[]
LONGVARBINARY byte[]
DATE [Link]
TIME [Link]
TIMESTAMP [Link]
Fonte: Produção do autor.

Aula 22 - Stored procedures no MySQL

Quando desenvolvemos aplicações que acessam banco de dados, é comum executarmos rotinas comple-
xas de manipulação desses dados.

Dependendo da rotina a ser executada, isso pode requerer várias consultas e atualizações na base, o
que acarreta um maior consumo de recursos pela aplicação. No caso de aplicações web, isso se torna ainda
mais crítico devido à maior quantidade de informações que precisam trafegar pela rede e de requisições ao
servidor.

Uma boa forma de contornar esse consumo de recursos diretamente pela aplicação é transferir parte do
processamento direto para o banco de dados. Assim, considerando que as máquinas servidoras geralmente
têm configurações de hardware mais robustas, enquanto nada se pode garantir com relação às máquinas
clientes, essa pode ser uma alternativa a se considerar.

Para isso, usamos os stored procedures. Eles são rotinas definidas no banco de dados e identificadas por
um nome pelo qual podem ser invocadas. Um procedimento desses pode executar uma série de instruções,
receber parâmetros e retornar valores.

Criando e invocando stored procedures no MySQL

Explicaremos a seguir como trabalhar com procedures no banco de dados MySQL. Para iniciar, vamos
entender como é a sintaxe utilizada para criação desse tipo de objeto:

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DELIMITER $$
CREATE PROCEDURE nome_procedimento (parâmetros)
BEGIN
/*CORPO DO PROCEDIMENTO*/
END $$
DELIMITER ;

Na sintaxe mostrada, nome_procedimento refere-se ao nome que identificará a procedure.

Os parâmetros são opcionais, mas, se fornecidos, devem seguir a sintaxe (dentro dos parênteses):

(MODO nome TIPO, MODO nome TIPO, MODO nome TIPO)

O TIPO é o tipo de dado do parâmetro (int, varchar, decimal etc.).

O MODO indica a forma como o parâmetro será tratado no procedimento, se será apenas um dado de
entrada, apenas de saída ou se terá ambas as funções. Os valores possíveis para o modo são:

• IN: indica que o parâmetro é apenas para entrada/recebimento de dados, não podendo ser usado
para retorno.
• OUT: usado para parâmetros de saída. Para esse tipo, não pode ser informado um valor direto (como
“teste”, 1 ou 2.3), mas deve ser passada uma variável por referência.
• INOUT: como é possível imaginar, esse tipo de parâmetro pode ser usado para os dois fins (entrada
e saída de dados). Nesse caso, também deve ser informada uma variável e não um valor direto.

Chamando uma procedure MySQL em Java

A interface CallableStatement permite executar procedimentos e funções armazenados no banco de da-


dos. O quadro 93 apresenta um exemplo de como essa chamada é realizada.

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Quadro 93: Método buscarProcedure(): define um objeto para acessar uma stored procedure

Exercícios do Módulo 7
Nestes exercícios, aproveitaremos a interface gráfica definida no Módulo 5.

Exercício 1: Aproveitamento da interface gráfica.

a. Em um novo projeto, copiar as classes AlunosGUI e Aluno do projeto que você definiu no Módulo
5.
b. Criar uma classe chamada AlunosDAO.
c. Nessa classe, definir um método para abrir uma conexão com o banco de dados e outro para
fechar a conexão. As assinaturas deles deverão ser análogas às sugeridas abaixo:
private void abrirConexao() throws Exception
private void fecharConexao() throws Exception
d. Incluir um método para incluir um aluno no banco de dados. Esse método deverá ter a assina-
tura:
public void incluir(Aluno aluno) throws Exception
e. Incluir um método para retornar a uma lista com todos os alunos. Esse método deverá ter a
seguinte assinatura:
public List<Aluno> listarAlunos()

Exercício 2: Definição das funcionalidades.

a. No evento de ação do botão “Incluir”:

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• Criar um objeto da classe Aluno.


• Atribuir os valores dos atributos dessa classe a partir dos componentes da interface grá-
fica.
• Instanciar a classe AlunosDAO. A instância deve ser chamar dao.
• A partir dessa instância, executar o método incluir(), informando como parâmetro o objeto
da classe Aluno definido anteriormente.
b. No evento de ação do botão “Listar Alunos”:
• Definir uma referência do tipo List<Aluno>.
• Definir uma nova instância à classe AlunosDAO.
• Executar o método listarAlunos() e atribuí-lo à referência que você criou.
• Executar uma estrutura de repetição sobre essa lista e exibir seus dados no componente
JList da interface.

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Considerações Finais

Caro aluno, estamos encerrando mais uma etapa de nosso curso.

Pudemos aplicar os conceitos de herança, polimorfismo e interfaces em partes mais avançadas da lingua-
gem, como a definição de threads a partir da interface Runnable, elementos de interface gráfica por intermé-
dio de classes internas anônimas e muito mais.

Verificamos também que tudo o que o Java pode oferecer possui grande consistência na sua aplicabilida-
de, afinal, essa linguagem surgiu para ser robusta e consistente.

O mundo de desenvolvimento Java é bastante amplo. Podemos criar desde aplicações simples, baseadas
em interface gráfica, até aplicações para a web, contemplando frameworks importantes de mercado.

Para acesso a banco de dados, temos à disposição um framework excelente, o Hibernate, e sua implemen-
tação por meio de annotations, o JPA (Java Persistence API). Essas aplicações utilizam tudo o que estudamos.

Convido você a mergulhar mais ainda nesse maravilhoso mundo do desenvolvimento Java, que certamen-
te trará muitos benefícios profissionais a todos.

Prof. Emilio

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Respostas Comentadas dos Exercícios

Caro aluno, a seguir as respostas comentadas das listas de exercícios dos módulos desta disciplina.

Recomendo que você tente primeiro fazer sozinho as tarefas e use os chats e fóruns para tirar suas dúvi-
das. Depois você pode conferir as respostas, ok?

Exercício 1 – Módulo 1

Solução

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Comentários
• Neste exercício optamos por realizar uma leitura via teclado (linhas 7 a 9).
• Os valores foram armazenados em variáveis do tipo String para justificar a conversão e consequen-
temente o tratamento de erros.
• Nas linhas 20 e 21 estão os códigos que fazem a conversão, e são vulneráveis a erros porque os
valores a serem convertidos são fornecidos pelo usuário, e podem estar em um formato incorreto.
• Nas linhas 32 e 34 as exceções são propagadas e capturadas no bloco try...catch, na linhas 6 a 15.

Exercício 2 - Módulo 1

Solução

Comentários
• Neste programa declaramos e criamos um array de 4 posições na Linha 7.
• Declaramos também duas variáveis para acumular a soma dos valores das notas, na estrutura de
repetição (variável soma), e uma variável para armazenar a média das notas (variável media).
• Observe na estrutura de repetição, na Linha 12, que nossa iteração se estende até o índice 4, que
está além do último índice do array, que é 3.
• Quando o loop for chegar até este valor, uma exceção do tipo ArrayIndexOutOfBounds é lançada,
mas até a posição 3, a soma dos elementos do array já foi acumulada na variável soma.
• No bloco finally, Linha 18 a 20, a média é calculada de forma correta, pois o quinto elemento do
array, por não existir, entrou na exceção e, portanto, não foi considerado.

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Exercício 1 – Módulo 2

Solução

Comentários
• O método toString(), definido na Linha 35, é uma sobrescrita do método definido na classe Object. Este
método foi sobrescrito nesta classe para que os objetos da classe Aluno tenham uma representação
em forma de String adequada, especialmente para saídas na tela ou em componentes de interface
gráfica.

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Comentários
• Na linha 8 desta classe criamos uma lista de alunos, ou seja, um objeto ArrayLIst parametrizado
para a classe Aluno, significando que somente objetos Aluno podem ser inseridos na lista.
• Nas linhas 9 a 13 inserimos objetos na lista, levando em conta o construtor sobrecarregado desta
classe.
• A Linha 15 define um loop for aprimorado, e na Linha 16 o programa exibe o conteúdo de cada
elemento da lista na tela. Sabemos que cada elemento é um objeto da classe Aluno, e nesta ocasião,
o método toString() é chamado pela JVM. A saída deste programa é:

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Exercício 2 - Módulo 2

Solução

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Comentários
• A implementação da interface Comparable, conforme codificado na Linha 3 da nova versão da
classe Aluno, serve para solicitar a implementação do método compareTo(), definido na Linha 40.
Este método é usado pelos mecanismos de ordenação. Nossa responsabilidade é atribuir uma
funcionalidade a ele, no sentido de definir o que ocorre entre dois elementos. Em outras palavras,
nós devemos levar em conta uma comparação entre o objeto passado como parâmetro e o objeto
que executa o método (this). No nosso exemplo, decidimos que a ordenação entre objetos da classe
Pessoa ocorre através do nome; então é o nome que mencionamos como critério de ordenação na
definição do método. Felizmente, o nome é uma String, e a classe String também define o método
compareTo(), por implementar também a interface Comparable.
• Com esta implementação, o método sort() da classe Collections tem condições de classificar os
elementos de uma lista de objetos Aluno.

Exercício 3 – Módulo 2

Solução

Comentários
• Neste Exercício nós usamos uma estrutura de repetição percorrendo os elementos da lista de alunos
(Linha 21 da classe TesteAluno). Como cada elemento desta lista é um objeto da classe Aluno,

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tomamos os valores do rm (método getRm()) e o valor do nome (método getNOme()) e com eles,
adicionamos um novo elemento ao Map (método gerarMap(), linhas 26 a 32).

Exercício 1 – Módulo 3

Solução

Comentários
• A classe Random, como já podíamos imaginar, define métodos para manipular números aleatórios.
• Na Linha 7 criamos um objeto desta classe.
• Na Linha 8 executamos o método nextDouble() a partir deste objeto. Este método retorna um valor
aleatório entre 0 e 1.
• Na Linha 11 criamos um array de bytes.
• O método nextBytes() recebe como parâmetro o array de bytes, e define um valor aleatório para
cada elemento do array.
• Ao executar este programa, temos o seguinte resultado:

• Se você tentar executar este programa, certamente obterá valores diferentes, visto tratar-se de
números aleatórios

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Java SE - Programação Avançada

Comentários

• O método showInpuitDialog() da classe JOptionPane possui mais de uma sobrecarga. A versão


contendo 7 parâmetros é a mais completa e, de acordo com a API, temos:
o 1º parâmetro: A origem da janela. O valor null indica que ela está sendo executada a partir de
uma aplicação baseada em Console.
o 2º parâmetro: O texto a ser exibido.
o 3º parâmetro: O título da janela
o 4º parâmetro: Uma constante que representa o ícone da janela. Existem diversas constantes
disponíveis na classe JOptionPane.
o 5º parâmetro: Um objeto da classe Icon, representando o ícone ao lado do título da janela. Na
sua ausência, informamos null, significando que o ícone padrão será usado.
o 6º parâmetro: Um array de Object. No nosso exemplo, o array é de String, mas podemos ficar
tranquilos, pois String é subclasse de Object. Este array significa as opções que teremos em
nossa janela. Isso mesmo! Esta versão da janela não mostra uma caixa de textos, e sim um
componente ComboBox, onde é possível selecionar uma opção ao invés de digitá-la.
o 7º parâmetro: Esta é a opção inicial, dentre as opções disponíveis no array correspondente ao
6º parâmetro.
• A execução deste programa produz a seguinte janela:

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Exercício 1 – Módulo 4

Solução

A solução está disponível na apostila.

Comentários

Os comentários também estão disponíveis na apostila. É importante implementar e executar estes códigos
antes de prosseguir com os exercícios.

Exercício 2 – Módulo 4

Solução

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Comentários
• A classe Produtos representa um objeto-alvo para nossos threads.
• A classe ProcessaProdutos é a classe responsável por definir os threads. Observe que, para efeito de
testes, incluímos um temporizador nas linhas 11 e 14 desta classe. Isso foi feito para demonstrar o
que ocorre quando dois ou mais threads acessam o mesmo objeto. A execução desejada é a definida
no método realizarCompra(), ou seja:
o Verificar o preço (método verificarPreco() – Linha 10)
o Aplicar o reajuste (método reajustaPreco() – Linha 13)
o Efetuar a venda (método efetuarCompra() – Linha 16)

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Java SE - Programação Avançada

• Na classe TesteProdutos foram criados três threads apontando para o mesmo objeto. Quando
executamos este programa, obtemos o seguinte resultado:

• Os resultados parecem sem sentido, não? Isso corre porque os três threads são executados simul-
taneamente, e a ordem é caótica. Para que possamos garantir a ordem a execução completa e
exclusiva para cada thread, é necessário sincronizar o método realizarCompra() da classe Processa-
Produtos. Este é justamente o objetivo do Exercício 3.

Exercício 3 – Módulo 4

Solução

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Java SE - Programação Avançada

Comentários
• Neste exercício tomamos o método realizarCompra() e incluímos a palavra reservada synchronized.
Desta forma sincronizamos todas as operações contidas neste método, ou seja, quando um thread
estiver executando-o, o outro deverá aguardar pelo sue término. O resultado da execução do mes-
mo programa produz o seguinte resultado:

Exercício 1 – Módulo 5

Solução

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Java SE - Programação Avançada

Comentários
• Nesta classe declaramos os componentes da interface gráfica (Linhas 14 a 29).
• Na sequencia definimos o construtor da classe onde:
o Instanciamos cada um dos componentes
o Definimos suas dimensões (execução do método setBounds())
o Adicionamos os componentes no painel.

Exercício 2 – Módulo 5

Solução

Comentários
• Neste exercício criamos uma classe chamada Aluno com os atributos selecionados.
• Sobrescrevemos o método toString() (Linha 37)com o objetido de definirmos uma representação
String para os objetos desta classe.
• A lista de alunos (List<Alunos>), definida na Linha 10, servirá para receber objetos da classe Aluno.

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Java SE - Programação Avançada

Exercício 3 – Módulo 5

Solução

Comentários
• Nas Linhas 62, 79 e 88 foram definidos os métodos addActionListener() para os três botões da
interface gráfica, seguindo o critério de classe interna anônima. Houve uma implementação da
interface ActionListener para cada um dos botões.
• Nas Linhas 65 a 74 foram definidos os códigos para criar um objeto da classe Aluno e inseri-lo na
lista.
• NA linha 92 foi definido um objeto da classe DefaultListModel<>. Para maniopular um elemento
JList, o procedimento é diferente do usado para inserir elementos em um componente JComboBox.
É necessário criar um modelo, e em seguida, inserir este modelo no componente JList. Observe que
nas Linhas 93 a 95 foram incluídos objetos no modelo, e após a execução da estrutura de repetição,
o modelo foi adicionado ao JList através do método setModel() (Linha 96).

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Exercício 1 – Módulo 6

Solução

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Java SE - Programação Avançada

Comentários
• O evento de ação do botão “Abrir Arquivo” é usado para abrir um arquivo e exibir seu conteúdo na
caixa de textos. A classe JFileChooser permite definirmos objetos que apresentam caixas de diálogo
para manipulação de arquivos. O método showOpenDialog() apresentado na Linha 43 produz o
diálogo abaixo:

• Se o usuário selecionar um arquivo e clicar no botão “Abrir”, o método retorna ovalor da constante
JFileChooser.APPROVE_OPTION, que é a condição para darmos continuidade à abertura do arquivo.
NA linha 46 estamos executando o método getSelectedFile(), que retorna justamente o arquivo que
queremos abrir.
• Na linha 55 já temos o conteúdo do arquivo armazenado na variável texto, e o incluímos na caixa de
textos.
• Um procedimento semelhante é realizado na Linha 67, onde o método showSaveDialog() é executado.
A diferença é que o usuário deve fornecer o nome para o arquivo. Se o nome do arquivo fornecido
for existente, o próprio objeto JFileChooser realiza a confirmação de sobrescrita do arquivo.

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Java SE - Programação Avançada

Exercício 2 – Módulo 6

Solução

Comentários
• Neste exercício realizamos a leitura dói arquivo um caractere de cada vez. Na linha 17 verificamos se
o número de caracteres atingiu o valor 20. Se atingiu, concatenamos a String “...” ao final da variável
que armazena os 20 primeiros caracteres do arquivo À variável texto.
• Na linha 20, o resultado esperado é exibido na tela.

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Java SE - Programação Avançada

Exercício 1 – Módulo 7

Solução

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Java SE - Programação Avançada

Comentários
• Para este exercício utilizamos o banco de dados que chamamos de ead_java, conforme String de
conexão definida na Linha 11. A tabela do banco de dados deste Exercício é a mostrada abaixo:

• O connector do MySQL foi inserido no projeto deste Exercício.


• O método abrirConexao() (Linhas 13 a 21) define o driver de acesso ao MuSQL, e executa o método
getConnection() que, de acordo com a String de conexão, estabelece a conexão com nosso banco
de dados.
• O método fecharConexao() (Linhas 23 a 27) verifica se a conexão está fechada e, se não tiver, a
fecha.
• O método incluir() (Linhas 29 a 45) recebe um objeto da classe Aluno e, através de uma instrução
SQL e dos métodos setters aplicados ao objeto PreparedStatement (stmt), permitem a inclusão de
um novo aluno no banco de dados.
• O método listarAlunos() (Linhas 47 a 71) realiza uma consulta no banco de dados e, para cada
registro localizado, cria um objeto da classe Aluno e atribui cada registro a cada atributo da classe
(linhas 55 a 59).
• Na linha 59 o objeto obtido de cada registro é adicionado na lista, que será retornada por este
método.

Exercício 2 – Módulo 7

Solução

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Java SE - Programação Avançada

Comentários
• A alteração neste exercício ocorreu na classe AlunosGUI. Os métodos dos botões “Enviar” e “Listar
Alunos” foram adaptados para refletir o acesso ao banco de dados.
• Nas linhas 68 a 72 um objeto da classe Aluno é criado e populado com as informações da interface
gráfica.
• Na linha 74, um objeto da classe AlunosDAO é criado, para que seus métodos de acesso a dados
possam ser usados.
• Na linha 75, executamos o método incluir()< informando como parâmetro o objeto aluno, riado para
esta finalidade.
• Para listar os alunos no componente JList, a alteração realizada ocorreu no evento de ação do botão
“Listar Alunos”.
• Na Linha 102 executamos o método listarAlunos() a partir de uma instância da classe AlunosDAO().
O retorno deste método foi atribuído a uma lista de alunos, e esta lista foi usada para preencher o
componente JList (Linhas 104 a 107).

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Java SE - Programação Avançada

Referências Bibliográficas

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