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The Beginning?

A narrativa conta a história de um jovem determinado que sonha em ser parte da tripulação de um navio, mas acaba se envolvendo em uma missão que resulta em tragédias e mortes. Após um encontro aterrorizante com o Kraken, o protagonista se vê forçado a cometer atos horríveis, incluindo o massacre de uma vila, enquanto luta contra a influência da criatura. No final, ele tenta salvar o garoto que admirava, mas acaba transformando-o em um experimento do Kraken, resultando em um profundo sentimento de culpa e perda.

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The Beginning?

A narrativa conta a história de um jovem determinado que sonha em ser parte da tripulação de um navio, mas acaba se envolvendo em uma missão que resulta em tragédias e mortes. Após um encontro aterrorizante com o Kraken, o protagonista se vê forçado a cometer atos horríveis, incluindo o massacre de uma vila, enquanto luta contra a influência da criatura. No final, ele tenta salvar o garoto que admirava, mas acaba transformando-o em um experimento do Kraken, resultando em um profundo sentimento de culpa e perda.

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Como eu conheci ele? Foi uma história engraçada.

Ele era só um moleque com uma vontade insuperável


de querer ser sempre o centro das atenções e uma tremenda determinação pra querer sair daquela ilha.
Eu sempre o admirei. Mesmo sendo tão pequeno, ele ainda se oferecia pra ir em pescas marítimas mais
próximas pra arrecadar um dinheiro pra mãe, aquela maldita mulher. Por que ele fazia tanto por ela? Por
quê?

Ele já quase morreu algumas vezes, umas duas ou três vezes, sempre da mesma forma: pulando do
barco atrás de um peixe que saiu da rede. Garoto teimoso. E o engraçado é que sempre que a gente
chegava de uma expedição ele sempre vinha com o mesmo olhar aqueles olhos brilhantes, e ele sempre
fazia as mesmas perguntas:

“Você viu ele?”, “Como ele era?”.

O garoto era doido na lenda do Kraken. Pra ser sincero, eu não tinha visto alguém que realmente
acreditasse naquela lenda idiota, na época eu achava que era apenas uma história pra dormir.

Um dia, quando ele tinha sete anos, ele chegou em mim e disse:

“Beard! Beard! Eu decidi, eu quero entrar na tripulação”.

E eu, sem querer partir o coração do garoto, falei:

“Claro, garotão, mas espera mais alguns anos”.

Malditas palavras. Mal sabia eu que ele nunca esqueceria delas...

Dois anos mais tarde, nossa tripulação foi mandada para uma missão dada como perigosa, porém, como
a recompensa era mais de 2500 moedas de ouro, aceitamos na hora. Mas pra minha infelicidade, eu não
sabia o que viria pela frente, porque se eu soubesse, eu nunca teria pego aquela porra de cartaz.

Saímos cedo, antes do sol nascer. Erguemos as velas e saímos com o navio. E por um milagre não
tivemos muitas complicações na embarcação, o que era estranho, porque era algo rotineiro alguma coisa
dar errado naquele velho navio. Por alguns instantes, até tínhamos achado que era nosso dia de sorte,
mas, para nosso azar, estava longe de ser.
Eu, por exemplo, consegui saber que alguma coisa estava errada de longe. Eu nunca fui um homem
muito otimista, então raramente cantava com a tripulação, mas aquele dia estava tudo indo tudo tão
estranhamente conforme o planejado, que eu pulei e dançei como se estivesse em uma festa.

Algumas horas depois, quando a gente chegou no local, logo vimos que era uma pequena ilha ao oeste
da ilha onde nossa tripulação costumava descansar depois de algumas expedições mais perigosas.

Quando pisamos na ilha, fomos interrompidos por alguns homens de uma tribo que nunca tínhamos
ouvido falar, alguma coisa de ******. Eles nos trataram super bem, bem melhor do que as tribos
geralmente tratam desconhecidos. Melhor até demais.

Nós fomos recebidos com comida e música. Oque nossos homens claramente estranharam, logicamente,
mas quando vimos barris cheios de bebida nenhum dos nossos membros conseguiu resistir.

Quando terminamos de beber, já era de madrugada, e nossos homens estavam tão bêbados que
esqueceram completamente do nosso principal objetivo: a missão com a recompensa mais alta que a
gente tinha visto nos últimos anos.

Quando fui questionar o imediato sobre isso, fui atacado e apagado por dois tribais da ilha.

Quando acordei, estávamos em um lugar escuro e apertado. E quando abrimos os olhos… lá estava ele.
Um ser tão grande que amedrontava até os homens mais corajosos do mar. Um tentáculo que era maior
que três navios iguais aos nossos.

Sinceramente, eu fiquei paralisado. Eu não conseguia mexer um membro sequer. No desespero, meus
homens começaram a correr desesperados, e ele fez um a um se suicidar na minha frente. Cada membro
da minha tripulação, que eu criei e cuidei com meu sangue, estava sendo morto na minha frente, e eu
não podia fazer nada.

Eu queria, mas não conseguia. Eu só queria matar ele. Eu queria pegar minha espada e matar ele, mas
eu não conseguia nem olhar pro lado. Eu só… eu só conseguia escutar os gritos e a queda do corpo deles
no chão do navio.

Depois que ele terminou de exterminar até o último membro da minha tripulação, ele olhou pra mim e
proferiu palavras que eu nunca tinha ouvido, mas que ficaram marcadas na minha mente:

“Drep alle på øya di.”

Eu não tinha entendido uma maldita palavra do que aquele ser demoníaco tinha dito a mim, mas meu
corpo começou a se mexer sozinho, enquanto minha mente implorava para eu parar. Mas eu não parei.
Não parei nem por um milésimo de segundo.

Enquanto eu navegava de volta para a ilha, eu só pensava em uma coisa: “O que eu vou fazer?”. Mas, no
fundo, eu já sabia o que iria me encontrar naquela pequena ilha, tão longe de um continente que não se
veria o mesmo nem com dois dias de navegação.

Cheguei de madrugada no local. Os moradores, que esperavam que fôssemos demorar no mínimo uma
semana, nem se deram conta que um grande navio, de apenas um homem, estava prestes a cometer um
massacre no lugar inteiro.

O navio bateu com tudo em uma pedra, já que não tinha ninguém pra controlar o leme, a vela ou até
mesmo a âncora. O barulho foi estrondoso, era impossível ninguém escutar, e infelizmente foi
exatamente isso que aconteceu...

Pessoas desesperadas, gritaria generalizada e um rastro de sangue por onde eu passava. Antes que eu
me desse conta, já tinha matado 5, 10, 15 pessoas. Mas por quê? Eu nunca faria isso normalmente.

E foi quando eu finalmente entendi: não era mais eu ali, parado na frente dela. A mãe do pequeno
Tibérios. O garoto que me admirava e falava que queria ser como eu quando crescer.

Ser como eu?


Naquele momento, eu só queria largar tudo e matar o filho da puta que matou a minha tripulação.
Aquele ser demoníaco tem que morrer. De alguma forma, ele tem que morrer.

Mas isso não importava mais, porque não tinha mais volta. Eles não iriam mais voltar, mesmo que eu
quisesse muito.

E quando eu estava lá, prestes a mata-la, ela começou a gritar com ele. Aquela maldita, prestes a morrer,
começou a gritar com sua própria cria? E eu que nunca pensei que isso fosse acontecer, nunca mais
esqueci daquelas palavras:

“É tudo culpa sua. Se você não tivesse nascido, eu e seu falecido pai estaríamos bem agora. É tudo culpa
sua. É TUDO CULPA SUA!”

E ele? Ele estava lá, de braços abertos na frente dela, prestes a ser morto por quem mais admirava.

Como crianças conseguem ser tão... Puras?

Bom, eu nunca vou saber. Pois, quando eu pisquei, já tinha matado a mãe dele. E depois disso, ele nunca
mais foi o mesmo...

Cerca de vinte a trinta minutos depois, estava feito: a morte de uma vila inteira, onde eu nasci, cresci e
virei um homem.

Mas eu não tinha conseguido matar ele. O garoto estava lá. Vivo, mas morto por dentro. E eu era o
responsável por isso. Eu era o único responsável por isso.

Com os únicos movimentos que eu consegui fazer, eu arranquei ele dos braços da falecida mãe e o levei
escondido no barco de volta para ele… o Kraken.

Pra ser sincero, eu não lembro de praticamente nada da ida nem da minha conversa com a criatura. Mas
tem uma coisa que eu nunca vou esquecer: o começo dela.

Enquanto eu me aproximava, eu deixei o barco distante para ninguém ver a criança e fui em direção à
criatura. Quando cheguei lá, ela falou outras palavras, mas dessa vez eu entendi tudo:

“Eu ordenei você a ceifar todas as almas. Por que ainda tem uma dentro do barco?”

E novamente tive aquela mesma sensação. A sensação que eu tinha sentido segundos antes de todos
morrerem. Aquela sensação era… medo.

Eu não consegui falar ou reagir, nem por um segundo. Fiquei em choque.

Ele percebeu o meu medo e meu arrependimento instantâneo, mas dentro desses sentimentos havia um
que se sobressaía: o sentimento de aceitação. Eu já tinha aceitado que estava morto. Pra ser sincero,
aquilo já tinha parado de ser um problema fazia tempo, desde o segundo que minha familia morreu,
meus amigos, meus tripulantes...

Não havia mais nada que me segurasse nesse mundo. E ele sabia disso. E gostava da sensação de poder
que ele tinha quando olhava para mim.

Então, ao invés de me matar, ele olhou no fundo da minha alma, se aproximou e falou:

“Você desobedeceu uma ordem clara. Isso é um insulto não só a mim, mas à minha honra. Nessa altura,
eu achei que você já sabia seu limite. Meus pêsames. Infelizmente, mais alguma pessoa que você ama
vai morrer.”

E pela primeira vez eu confrontei ele e disse:

“NÃO. ELE NÃO!”


Então ele me olhou e falou:

“Você realmente gosta tando desses garoto? Então tudo bem, vamos fazer o seguinte. Eu deixo ele vivo,
mas com uma condição. Aceita?”

E então, antes mesmo que eu pudesse falar alguma coisa, ele disse:

“Boa escolha. Ele será um bom experimento”

E naquele momento foi onde tudo aconteceu.

Eu escutei um grande berro vindo do barco e fui correndo ver. Quando cheguei lá, lá estava ele,
gemendo de dor, enquanto uma cauda de polvo saía da parte de cima de suas nádegas, e várias escritas
eram marcadas em sua pele. Escritas de histórias de piratas que tiveram contato com o Kraken.

E lá estava eu. No, seu ombro direito, como mais um pirata covarde.

Aquilo feriu minha honra. Na verdade, não. Aquilo feriu minha alma.

Alguns segundos depois, ele desmaiou e só acordou quando estávamos no meio do mar. Ele me odiava,
e eu sabia disso. Sabia pelo jeito que ele me olhava. E eu conhecia muito bem aquele olhar. Era ódio.

Também sabia que ele só me aturava porque eu lhe dava comida regularmente. Mas eu nem ligava,
porque eu sabia que, no final, eu tinha conseguido salvar ele...

— De Beard, com amor, para Luna.

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