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Água Subterrânea - InHAPI

O documento apresenta o diagnóstico do município de Inhapi, Alagoas, no contexto do Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, parte do Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios. O projeto visa aumentar a oferta hídrica na região semiárida, promovendo ações integradas para a gestão dos recursos hídricos e contribuindo para a inclusão social e combate à fome. A metodologia inclui a caracterização do município, análise dos recursos hídricos e recomendações para a gestão eficiente da água subterrânea.

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Água Subterrânea - InHAPI

O documento apresenta o diagnóstico do município de Inhapi, Alagoas, no contexto do Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, parte do Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municípios. O projeto visa aumentar a oferta hídrica na região semiárida, promovendo ações integradas para a gestão dos recursos hídricos e contribuindo para a inclusão social e combate à fome. A metodologia inclui a caracterização do município, análise dos recursos hídricos e recomendações para a gestão eficiente da água subterrânea.

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MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA

S ECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO E


TRANSFORMAÇÃO MINERAL
CPRM - SERV I ÇO G E OLÓ GIC O DO BR AS I L

PROD EE M - PRO G RAMA DE DESEN VOL VIM ENTO


ENERGÉTICO DOS ESTADOS EM UNI CÍPI OS

PROJETO CADASTRO
DE FONTES DE
ABASTECIMENTO POR
ÁGUA SUBTERRÂNEA

ALAGOAS

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍPIO
DE INHAPI

CPR M
Ser vi ço Geológi co do Brasi l

Secretaria de Geologia,
Mineração e Transfor mação Mineral
Secretaria de Pl anej amento
e Desenvolvi mento Ener géti co

Ministéri o de
Minas e Energia

Agosto/2005
MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA
Silas Rondeau Cavalcante Silva
Ministro de Estado

SECRETARIA EXECUTIVA
Nelson José Hubner Moreira
Secretário Executivo

SECRETARIA DO PLANEJAMENTO E SECRETARIA DE GEOLOGIA, MINERAÇÃO


DESENVOLVIMENTO ENERGÉTICO E TRANSFORMAÇÃO MINERAL
Márcio Pereira Zimmermam Cláudio Scliar
Secretário Secretário

PROGRAMA LUZ PARA TODOS SERVI ÇO GEOL ÓGICO DO BRASIL – CPRM


Aur élio Pav ão
Diretor Agamenon S érgio Lucas Dantas
Diretor-Presidente
PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
ENERG ÉTICO DOS ESTADOS E Jos é Ribeiro Mendes
MUNICÍPIOS Diretor de Hidrologia e Gest ão Territorial
PRODEEM
Luiz Carlos Vieira Manoel Barretto da Rocha Neto
Diretor Diretor de Geologia e Recursos Minerais

Álvaro Rog ério Alencar Silva


Diretor de Administra ção e Finan ças

Fernando Pereira de Carvalho


Diretor de Rela ções Institucionais e
Desenvolvimento

Frederico Cláudio Peixinho


Chefe do Departamento de Hidrologia

Fernando Antonio Carneiro Feitosa


Chefe da Divisão de Hidrogeologia e Explora ção

Ivanaldo Vieira Gomes da Costa


Superintendente Regional de Salvador

Jos é Wilson de Castro Tem óteo


Superintendente Regional de Recife

Hélbio Pereira
Superintendente Regional de Belo Horizonte

Darlan Filgueira Maciel


Chefe da Resid ência de Fortaleza

Francisco Batista Teixeira


Chefe da Resid ência Especial de Teresina
Ministério de Minas e Energia
Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético
Secretaria de Geologia, Mineração e Transformação Mineral
Programa Luz Para Todos
Programa de Desenvolvimento Energético dos Estados e Municí pios - PRODEEM
Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial

PROJETO CADASTRO DE FONTES DE ABASTECIMENTO POR


ÁGUA SUBTERRÂNEA
ESTADO DE ALAGOAS

DIAGNÓSTICO DO MUNICÍ PIO DE INHAPI

ORGANIZA ÇÃO DO TEXTO

João de Castro Mascarenhas


Breno Augusto Beltrão
Luiz Carlos de Souza Junior

Recife
Agosto/2005
COORDENA ÇÃO GERAL RECENSEADORES Saulo Moreira de Andrade -CPRM
Frederico Cláudio Peixinho - DEHID Ac ácio Ferreira Júnior S érvulo Fernandez Cunha
Adriana de Jesus Felipe Thiago de Menezes Freire
COORDENA ÇÃO T ÉCNICA Alerson Falieri Suarez Valdirene Carneiro Albuquerque
Fernando Ant ônio C. Feitosa - DIHEXP Almir Gomes Freire – CPRM Vicente Calixto Duarte Neto - CPRM
Ân gela Aparecida Pezzuti Vilmar Souza Leal – CPRM
COORDENA ÇÃO ADMINISTRATIVO- Antonio Celso R. de Melo - CPRM Wagner Ricardo R. de Alkimim
FINANCEIRA Antonio Edílson Pereira de Souza Walter Lopes de Moraes Junior
Jos é Emílio C. de Oliveira – DIHEXP Antonio Jean Fontenele Menezes
Antonio Manoel Marciano Souza TEXTO
APOIO T ÉCNICO-ADMINISTRATIVO Antonio Marques Honorato
Sara Maria Pinotti Benvenuti-DIHEXP Armando Arruda C. Filho - CPRM ORGANIZA ÇÃO
Carlos A. G óes de Almeida - CPRM Breno Augusto Beltr ão
COORDENA ÇAO REGIONAL Celso Viana Marciel Jo ão de Castro Mascarenhas
Jaime Quintas dos S. Colares - REFO Cícero Ren é de Souza Barbosa Luiz Carlos de Souza Junior
Francisco C. Lages C. Filho - RESTE Cl áudio Marcio Fonseca Vilhena
Jo ão Alfredo C. L. Neves - SUREG-RE Claudionor de Figueiredo CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICIPIO E
Jo ão de Castro Mascarenhas – SUREG-RE Cleiton Pierre da Silva Viana DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS
Jos é Alberto Ribeiro - REFO Cristiano Alves da Silva CADASTRADOS
Jos é Carlos da Silva - SUREG-RE Edivaldo Fateicha - CPRM Breno Augusto Beltr ão
Luiz Fernando C. Bomfim - SUREG-SA Eduardo Benevides de Freitas Frederico Jos é Campelo de Souza
Oderson A. de Souza Filho - REFO Eduardo Fortes Cris óstomos Jardo Caetano dos Santos
Eliomar Coutinho Barreto Jo ão de Castro Mascarenhas
EQUIPE T ÉCNICA DE CAMPO Emanuelly de Almeida Le ão Luiz Carlos de Souza J únior
Emerson Garret Menor
SUREG-RE Emicles Pereira C. de Souza ASPECTOS SOCIOECON ÔMICOS
Ari Teixeira de Oliveira Ér ika Peconnick Ventura Breno Augusto Beltr ão
Breno Augusto Beltr ão Erval Manoel Linden - CPRM Liliane Assunção Serra Ramos Campos
Cícero Alves Ferreira Ewerton Torres de Melo Maria L úcia Acioli Beltr ão
Cristiano de Andrade Amaral F ábio de Andrade Lima
Dunaldson Eliezer G. A. da Rocha F ábio de Souza Pereira FIGURAS ILUSTRATIVAS
Franklin de Moraes F ábio Luiz Santos Faria Aloízio da Silva Leal
Frederico Jos é Campelo de Souza Francisco Augusto A. Lima Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Jardo Caetano dos Santos Francisco Edson Alves Rodrigues Jaqueline Pontes de Lima
Jo ão de Castro Mascarenhas Francisco Ivanir Medeiros da Silva N úbia Chaves Guerra
Jorge Luiz Fortunato de Miranda Francisco Jos é Vasconcelos Souza Waldir Duarte Costa Filho
Jos é Wilson de Castro Temoteo Francisco Lima Aguiar Junior
Luiz Carlos de Souza Júnior Francisco Pereira da Silva - CPRM MAPAS DE PONTOS D’ ÁGUA
Manoel Julio da Trindade G. Galv ão Frederico Antonio Araújo Meneses Robson de Carlo Silva
Saulo de Tarso Monteiro Pires Geancarlo da Costa Viana Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
S érgio Monthezuma Santoianni Guerra Genivaldo Ferreira de Ara újo
Simeones Néri Pereira Gustavo Lira Meyer BANCO DE DADOS
Valdecílio Galv ão Duarte de Carvalho Haroldo Brito de Sá
Vanildo Almeida Mendes Henrique Cristiano C. Alencar Desenvolvimento dos Sistemas
Jamile de Souza Ferreira Josias Barbosa de Lima
SUREG-SA Ricardo C ésar Bustillos Villafan
Jaqueline Almeida de Souza
Edmilson de Souza Rosas
Edvaldo Lima Mota Jeft é Rocha Holanda
Coordena ção
Hermínio Brasil Vilaverde Lopes Jo ão Carlos Fernandes Cunha
Francisco Edson Mendonça Gomes
Jo ão Cardoso Ribeiro M. Filho Jo ão Luis Alves da Silva
Jos é Cl áudio Viegas Joelza de Lima Enéas Administração
Luis Henrique Monteiro Pereira Jorge Hamilton Quidute Goes Eriveldo da Silva Mendon ça
Pedro Ant ônio de Almeida Couto Jos é Carlos Lopes - CPRM
V ânia Passos Borges Joselito Santiago Lima Consist ência
Josemar Moura Bezerril Junior Breno Augusto Beltr ão
SUREG-BH Julio Vale de Oliveira
K ênia Nogueira Di ógenes EDITORA ÇÃO ELETR ÔNICA
Ang élica Garcia Soares
Eduardo Jorge Machado Sim ões Marcos Aurélio C. de G óis Filho Aline Oliveira de Lima
Matheus Medeiros Mendes Carneiro Fabiane de Andrade Lima Amorim Albino
Ely Soares de Oliveira
Haroldo Santos Viana Michel Pinheiro Rocha Jaqueline Pontes de Lima
Reynaldo Murilo D. Alves de Brito Narcelya da Silva Ara újo
Nic ácia Débora da Silva SUPORTE T ÉCNICO DE EDITORA ÇÃO
REFO Oscar Rodrigues Acioly Júnior Claudio Scheid
Ân gelo Tr évia Vieira Paula Francinete da Silveira Baia Jos é Pessoa Veiga Junior
Felicíssimo Melo Paulo Eduardo Melo Costa Manoel J úlio da T. Gomes Galv ão
Francisco Alves Pessoa Paulo Fernando Rodrigues Galindo Roberto Batista dos Santos
J áder Parente Filho Pedro Hermano Barreto Magalh ães
Raimundo Correa da Silva Neto ANALISTA DE INFORMA ÇÕE S
Jos é Roberto de Carvalho Gomes
Liano Silva Veríssimo Ramiro Francisco Bezerra Santos Dalvanise da Rocha S. Bezerril
Luiz da Silva Coelho Raul Frota Gon çalves
Rob ério B ôto de Aguiar

RESTE CPRM - Serviço Geol ógico do Brasil


Antonio Reinaldo Soares Filho Projeto cadastro de fontes de abastecimento por água subterr ânea. Diagn óstico
Carlos Ant ônio Luz do município de Inhapi, estado de Alagoas/ Organizado [por] Jo ão de Castro
Cipriano Gomes Oliveira Mascarenhas, Breno Augusto Beltr ão, Luiz Carlos de Souza Junior. Recife:
Heinz Alfredo Trein CPRM/PRODEEM, 2005.
Ney Gonzaga de Souza 13 p. + anexos

EM DESTAQUE “Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea, estado


Almir Ara újo Pacheco- SUREG-BE de Alagoas”
Ana Cl áudia Vieiro – SUREG-PA
Bráulio Rob ério Caye - SUREG-PA 1. Hidrogeologia – Alagoas - Cadastros. 2. Água subterr ânea – Alagoas -
Carlos J. B. Aguiar - SUREG-MA Cadastros. I. Mascarenhas, Jo ão de Castro org. II. Beltr ão, Breno Augusto org. III.
Geraldo de B. Pimentel – SUREG-PA Souza Júnior, Luiz Carlos de org. I. Título.
Paulo Pontes Ara újo – SUREG-BE
Tom ás Edson Vasconcelos - SUREG-GO CDD 551.49098135

Permitida a reprodução desde que mencionada a fonte


APRESENTAÇÃ O

A CPRM – Serviço Geológico do Brasil, cuja missão é gerar e difundir


conhecimento geológico e hidrológico básico para o desenvolvimento sustentável do
Brasil, desenvolve no Nordeste brasileiro, para o Ministério de Minas e Energia,
ações visando o aumento da oferta hí drica, que estão inseridas no Programa de
Água Subterrânea para a Região Nordeste, em sintonia com os programas do
governo federal.

Executado por intermédio da Diretoria de Hidrologia e Gestão Territorial,


desde o iní cio o programa é orientado para uma filosofia de trabalho participativa e
interdisciplinar e, atualmente, para fomentar ações direcionadas para inclusão social
e redução das desigualdades sociais, priorizando ações integradas com outras
instituições, visando assegurar a ampliação dos recursos naturais e, em particular,
dos recursos hí dricos subterrâneos, de forma compatí vel com as demandas da
região nordestina.

É neste contexto que está sendo executado o Projeto Cadastro de Fontes de


Abastecimento por Água Subterrânea, localizado no semi-árido do Nordeste, que
engloba os estados do Piauí , Ceará, Rio Grande do Norte, Paraí ba, Pernambuco,
Alagoas, Sergipe, Bahia, norte de Minas Gerais e do Espí rito Santo. Embora com
múltiplas finalidades, este projeto visa atender diretamente as necessidades do
PRODEEM, no que se refere à indicação de poços tubulares em condições de
receber sistemas de bombeamento por energia solar.

Assim, esta contribuição técnica de significado alcance social do Ministério de


Minas e Energia, em parceria com a Secretaria de Geologia, Mineração e
Transformação Mineral e com o Serviço Geológico do Brasil, servirá para dar
suporte aos programas de desenvolvimento da região, com informações
consistentes e atualizadas e, sobretudo, dará subsí dios ao Programa Fome Zero, no
tocante às ações efetivas para o abastecimento público e ao combate à fome das
comunidades sertanejas do semi-árido nordestino.

José Ribeiro Mendes


Diretor de Hidrologia e Gestão Territorial
CPRM – Serviço Geológico do Brasil
SUMÁ RIO

APRESENTAÇÃO

1. INTRODUÇÃO

2. ÁREA DE ABRANGÊNCIA

3. METODOLOGIA

4. CARACTERIZAÇÃO DO MUNICÍ PIO DE INHAPI

4.1 - LOCALIZAÇÃO E ACESSO


4.2 - ASPECTOS SOCIOECONÔMICOS
4.3 - ASPECTOS FISIOGRÁFICOS
4.4 - GEOLOGIA

5. RECURSOS HÍ DRICOS

5.1 - ÁGUAS SUPERFICIAIS


5.2 - ÁGUAS SUBTERRÂNEAS

5.2.1 - DOMÍ NIOS HIDROGEOL ÓGICOS

6. DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS

6.1 - ASPECTOS QUALITATIVOS

7. CONCLUS ÕES E RECOMENDAÇÕES

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANEXOS

1 - PLANILHAS DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO

2 - MAPA DE PONTOS DE ÁGUA

3 - ARQUIVO DIGITAL - CD ROM


Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Inhapi
Estado de Alagoas

1. INTRODU ÇÃO

O Polígono das Secas apresenta um regime pluviom étrico marcado por extrema irregularidade
de chuvas, no tempo e no espaço. Nesse cen ário, a escassez de água constitui um forte entrave ao
desenvolvimento socioecon ômico e, at é mesmo, à subsist ência da popula ção. A ocorr ência cíclica
das secas e seus efeitos catastr óficos s ão por demais conhecidos e remontam aos prim órdios da
hist ória do Brasil.
Esse quadro de escassez poderia ser modificado em determinadas regi ões, atrav és de uma
gest ão integrada dos recursos hídricos superficiais e subterr âneos. Entretanto, a car ência de estudos
de abrang ência regional, fundamentais para a avaliação da ocorr ência e da potencialidade desses
recursos, reduz substancialmente as possibilidades de seu manejo, inviabilizando uma gest ão
eficiente. Al ém disso, as decis ões sobre a implementa ção de a ções de conviv ência com a seca
exigem o conhecimento b ásico sobre a localiza ção, caracteriza ção e disponibilidade das fontes de
água superficiais e subterr âneas.
Para um efetivo gerenciamento dos recursos hídricos, principalmente num contexto
emergencial, como é o caso das secas, merece aten ção a utilização das fontes de abastecimento de
água subterr ânea, pois esse recurso pode tornar-se significativo no suprimento hídrico da população
e dos rebanhos. Neste sentido, um fato preocupante é o desconhecimento generalizado, em todos os
setores, tanto do n úmero quanto da situação das captações existentes, fato este agravado quando se
observa a grande quantidade de captações de água subterr ânea no semi- árido, principalmente em
rochas cristalinas, desativadas e/ou abandonadas por problemas de pequena monta, em muitos casos
passíveis de serem solucionados com a ções corretivas de baixo custo.
Para suprir as necessidades das institui ções e demais segmentos da sociedade atuantes na
regi ão nordestina, no atendimento à popula ção quanto à garantia de oferta hídrica, principalmente
nos momentos críticos de estiagem, a CPRM est á executando o Projeto Cadastro de Fontes de
Abastecimento por Água Subterrânea em conson ância com as diretrizes do Governo Federal e dos
prop ósitos apresentados pelo Minist ério de Minas e Energia.
Este Projeto tem como objetivo a realiza ção do cadastro de todos os po ços tubulares, po ços
2
amazonas representativos e fontes naturais, em uma área de 722.000 km da regi ão Nordeste do
Brasil, excetuando-se as áreas urbanas das regi ões metropolitanas.

2. ÁREA DE ABRANG ÊNCIA

A área de abrang ência do projeto de cadastramento (figura 1) estende-se pelos estados do


Piauí, Cear á, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e
Espírito Santo.

Figura 1 – Área de abrang ência do Projeto

1
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Inhapi
Estado de Alagoas

3. METODOLOGIA

O planejamento operacional para a realiza ção desse projeto teve como base a experi ência da
CPRM nos projetos de cadastramento de po ços dos estados do Cear á e Sergipe, executados com
sucesso em 1998 e 2001, respectivamente.
Os trabalhos de campo foram executados por microrregi ão, com áreas variando de 15.000 a
2
25.000 km . Cada área foi levantada por uma equipe coordenada por dois t écnicos da CPRM e
composta, em m édia, de seis recenseadores, na maioria estudantes de nível superior dos cursos de
Geologia e Geografia, selecionados e treinados pela CPRM.
O trabalho contemplou o cadastramento das fontes de abastecimento por água subterrânea (po ço
tubular, poço escavado e fonte natural), com determina ção das coordenadas geográficas pelo uso do
Global Positioning System (GPS) e obten ção de todas as informa ções passíveis de serem coletadas
atrav és de uma visita t écnica (caracterização do poço, instalações, situa ção da captação, dados
operacionais, qualidade da água, uso da água e aspectos ambientais, geol ógicos e hidrológicos).
Os dados coletados foram repassados sistematicamente a Divis ão de Hidrogeologia e
Explora ção da CPRM, em Fortaleza, para, ap ós rigorosa an álise, alimentarem um banco de
dados. Esses dados, devidamente consistidos e tratados, possibilitaram a elabora ção de um
mapa de pontos d’ água, de cada um dos municípios inseridos na área de atua ção do Projeto,
cujas informa ções s ão complementadas por esta nota explicativa, visando um f ácil manuseio e
compreens ão acessível a diferentes usu ários.
Na elabora ção dos mapas de pontos d‘ água, foram utilizados como base cartogr áfica os mapas
municipais estatísticos em formato digital do IBGE (Censo 2000), elaborados a partir das cartas
topogr áficas da SUDENE e DSG – escala 1:100.000, sobre os quais foram colocados os dados
referentes aos po ços e fontes naturais contidos no banco de dados. Os trabalhos de arte final e
impress ão dos mapas foram realizados com o aplicativo CorelDraw. A base estadual com os limites
municipais foi cedida pelo IBGE. O mapa de pontos d’ água foi gerado a partir da Base Cartogr áfica
Digital do Estado de Alagoas, cedida pela Secretaria Executiva de Meio Ambiente, Recursos Hídricos
e Naturais – SEMARHN.
H á municípios em que ocorrem alguns casos de poços plotados fora dos limites do mapa
municipal. Tais casos ocorrem devido à imprecis ão nos traçados desses limites, seja pela pequena
escala do mapa fonte utilizado no banco de dados (1:250.000), seja por problemas ainda existentes
na cartografia estadual, ou talvez devido a informa ções incorretas prestadas aos recenseadores ou,
simplesmente, erro na obten ção das coordenadas.
Al ém desse produto impresso, todas as informa çõe s coligidas est ão disponíveis em meio
digital, através de um CD ROM, permitindo a sua contínua atualiza ção.

4. CARACTERIZA ÇÃO DO MUNICÍPIO DE INHAPI

4.1 - Localiza ção e Acesso


O município de Inhapi est á localizado na regi ão oeste do Estado de Alagoas, limitando-se a
norte com os municípios de Mata Grande e Canapi, a sul com Piranhas e S ão Jos é da Tapera, a leste
com Senador Rui Palmeira e Canapi e a oeste com Ág ua Branca e Olho D’ Água do Casado.
2
A área municipal ocupa 374,2 km (1,35% de AL), inserida na mesorregi ão do Sert ão Alagoano
e na microrregi ão Serrana do Sert ão Alagoano, predominantemente na Folha Delmiro Gouveia
(SC.24-X-C-III), na escala 1:100.000, editada pelo MINTER/SUDENE em 1996.
A sede do município tem uma altitude aproximada de 400 m e coordenadas geogr áficas de
10°07’31’’ de latitude sul e 36°37’43’’ de longitude oeste.
O acesso a partir de Macei ó é feito atrav és das rodovias pavimentadas BR-316, BR-423 e AL-
145, com percurso em torno de 263,10 km (figura 2).

2
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Inhapi
Estado de Alagoas

CO
BU
AM
RN
PE
CO

01
PE

L -1
RN
BU

A
AM

01
AM

B R - 10
BU

-1
B
CO

BR
RN

A L-4 65

R-
4

05
PE

MATA GRANDE 6

1
CANAPI

-1
AL

OURO BRANCO

4 13
42
INHAPI
AL-1 40

O
ÁGUA

IC
BR
BRANCA

AL -
3
B R -42

NT

B R-3

AT
16
DELMIRO GOUVEIA SANTANA do
IPANEMA

A L -11 5

BR
-120

-3 1
AL -220

AL

6
BR-316

B
-9°30´

R-
PIRANHAS 10

1
35°30´
30

10

4
-1

BR -
AL

AL
SE 22 1

-
RG 0

0
-1
IPE PÃO de AÇÚCAR ARAPIRACA

AL

NO
AL
-1
10

EA
OC
AL -10 5
TRAIPU

1
-10
AL
01

1
-10°

AL -1
R-

AL
B 45 36°

-
5

10
Convenções
N
SE Sede do município
RG
IPE
Rodovias Federais:
pavimentadas
1
10
A L-
não pavimentadas
100 km
Rodovias Estaduais:
pavimentadas
não pavimentadas
Estradas vicinais
Figura 2 – Mapa de acesso rodovi ário

4.2 - Aspectos Socioecon ômicos


O município foi criado em 1962, desmembrado de Mata Grande. De acordo com o censo 2000
do IBGE, a popula ção total residente é de 17.768 habitantes, dos quais 8.639 do sexo masculino e
9.129 do sexo feminino. Na área urbana residem 5.937 habitantes (39,32% da população) e na área
2
rural s ão 10.781 os moradores (60,68% da popula ção). A densidade demogr áfica é de 47,48 hab/km .
S ão 9.468 os eleitores cadastrados no município (53,28% da popula ção)
A rede p ública de sa úde disp õe de quatro unidades ambulatoriais, n ão existem hospitais no
município.
Na área educacional, existe 01 escola de ensino pr é-escolar, com 198 alunos, 69 escolas de
ensino fundamental, com um total de 6.249 alunos e 01 de ensino m édio, com 102 alunos
matriculados. Da população total residente, 6.612 habitantes (37,21% da popula ção) s ão
alfabetizados.
Dos 3.838 domicílios particulares permanentes, 993 são abastecidos pela rede geral de água
(25,9%), 1.098 s ão abastecidos por poço ou nascente (28,6%) e 1.747 t êm outras formas de
abastecimento. 1.773 domicílios possuem banheiro (46,2%) e apenas 06 possuem banheiro e esgoto
sanit ário/rede geral (0,15%). 1.266 domicílios t êm coleta de lixo (33,0%).
O município possui 112 empresas com CNPJ atuantes na unidade territorial, gerando 391
empregos (2,2% da popula ção).

N ão h á ag ências banc árias no município. Existe 01 agência dos Correios.


O FPM = R$ 2.154.999,18, o ITR = R$ 794,66 e o Fundef = R$ 1.753.089,00. O PIB = U$
8.862.462,00 e o PIB per capita = U$ 583,00. (1998) (Anu ário estatístico de Alagoas – 2001)
A atividade econ ômica que predomina é o com ércio. Na pecu ária, os rebanhos s ão os
seguintes: Bovinos – 11.600; Suínos – 754; Aves – 30.160; Eq üinos – 570; Asininos – 70; Muares –
150; Caprinos – 160; Ovinos – 130; Leite – 1.771.000 litros e Ovos – 39 mil d úzias.
Na área agrícola: Feij ão – 2.190 ha (399 t); Mandioca – 200 ha (1.800t). Extrativismo – Carv ão
3
vegetal – 449 t e Lenha – 265.500 m .
No ranking de desenvolvimento, Inhapi est á em 95º lugar no estado (95/102 municípios) e em
5.462º lugar no Brasil (5.462/5.561 municípios) ([Link]).
3
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Inhapi
Estado de Alagoas

4.3 Aspectos Fisiográficos

O município de Inhapi est á inserido na unidade geoambiental do Planalto da Borborema,


formada por maci ços e outeiros altos, com altitude variando entre 650 a 1.000 metros. Ocupa uma
área de arco que se estende do sul de Alagoas at é o Rio Grande do Norte. O relevo é geralmente
movimentado, com vales profundos e estreitos dissecados. Com respeito à fertilidade dos solos é
bastante variada, com certa predomin ância de m édia para alta.
A área da unidade é recortada por rios perenes, porém de pequena vaz ão e o potencial de
água subterr ânea é baixo.
A vegetação desta unidade é formada por Florestas Subcaducif ólica e Caducif ólica, pr óprias
das áreas agrestes.
O clima é do tipo Tropical Chuvoso, com ver ão seco. A estação chuvosa se inicia em
janeiro/fevereiro com t érmino em setembro, podendo se adiantar at é outubro.
Nos topos e vertentes dos vales ondulados baixos os solos s ão do tipo Podzólicos, bem
drenados; nos fundos de vales os solos s ão aluviais, mal drenados e nas cristas residuais ocorrem os
solos Lit ólicos, mal drenados.

4.4 Geologia

O município de Inhapi encontra-se geologicamente inserido na Província Borborema,


abrangendo rochas do embasamento gn áissico-migmatítico, datadas do Arqueano ao
Paleoproteroz óico e a seq üência metam órfica oriunda de eventos tect ônicos ocorridos durante o
Meso e NeoProteroz óico. A Província est á aqui representada pelos lit ótipos dos complexos Cabrob ó,
Bel ém do S ão Francisco e suítes Chorroch ó e Salgueiro/Terra Nova (Figura 3).
O Complexo Cabrob ó (MPca1), aflora nos quadrantes NE, SE, NW e SW da área,
englobando xistos, gnaisses, metavulc ânicas m áficas e m ármores.
O Complexo Bel ém do S ão Francisco (MP3bf), ocorre a NE, SE, NW e SW do município e
est á ali constituído por leuco-ortognaisses tonalítico-granodioríticos migmatizados e enclaves de
supracrustais.
A Suíte Chorroch ó (MPγch), aflora a SE da área, sendo formada por augengnaisses quartzo
monzodioríticos a graníticos.
A Suíte Shoshonítica Salgueiro/Terra Nova (NP3γ3sh), ocorre a SE, SW e no extremo NW da
área, englobando biotita hornblenda quartzo monzodioritos a granitos.

4
Projeto Cadastro de Fontes de Abastecimento por Água Subterrânea
Diagnóstico do Municí pio de Inhapi
Estado de Alagoas

5 MP3bf
14
AL
Inhapi

MPca1

Água Branc a

AL

AL 140
2 15

o
9 20´ o
9 20´

Senado r Rui Barbos a

o
9 24´ ESCALA GRÁFICA
o
9 24´
2 0 2 4 Km

CONVENÇÕES GEOLÓGICAS

UNIDADES LITOESTRATIGRÁFICAS UNIDADES ESTRUTURAIS

Neoproterozóico Contato geológico

Falha o u fratura

Lineamentos e struturais (Traços de Sup erfíceis)

Mesoproterozóico CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS


Comp le xo Belém do Sã o Fra ncisco: leuco-ortogna isse tonalítico-
MP3bf granodiorítico migmatizad o, enclave s de supracru stais (1070 M a Rb -Sr)
Sed e M unicipal
MPca1 Comp le xo Cab robó (ca1): x isto, gna isse, leucognaisse, metavulc ânica
máfica, mármo re Rodovias

Lim ites Inte rmun icipais

Rios e ria cho s

Açude/barrage m

Figura 3 – Mapa Geol ógico

5. RECURSOS HÍDRICOS

5.1 - Águas Superficiais

O município de Inhapi est á inserido na bacia hidrogr áfica do Rio S ão Francisco, sendo
banhado pela sub-bacia do Rio Ribeira do Capi á, que o limita a SE. Os principais afluentes s ão: a
norte, os Riachos Cabeceiro e da Promiss ão; a leste, os Riachos Mulungu, Fundo, do Touro e
Alferes; nas por ções centro e sul do município, os Riachos En éias Lisboa, Vaca Branca, das Batatas,
Croat á, Po ço Grande e Vermelho. No extremo NW, os Riachos Fundo e Olho d’ Água Seca. O padr ão
de drenagem predominante é o pinado, uma varia ção do dendrítico.

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5.2 - Águas Subterrâneas

5.2.1 – Domínios Hidrogeol ógicos

A área do município em estudo est á inserida no Domínio Hidrogeol ógico Fissural, composto por
rochas do embasamento cristalino da Província Borborema, Sistema de Dobramento Sergipano,
Maci ço Pernambuco Alagoas, podendo ser dividida em dois subdomínios.
Subdomínio Rochas Ígneas: representado regionalmente pelos granitos e rochas grab óides da
Suíte Magm ática Ácida tardia postect ônica, como as unidades Caraíbas, Gl ória, Águas Belas e Mata
Grande (Proterozóico).
Subdomínio Rochas Metam órficas: regionalmente representadas por granulitos do Grupo Girau
do Ponciano e pelos complexos gnaíssico-migmatítico e migmatítico granítico (Arqueano), rochas
vulcano-sedimentares, constituídas por quartzitos, micaxistos, do Grupo Macurur é e ortognaisses
(Proterozóico). Figura 4.

Figura 4 – Domínios Hidrogeol ógicos

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6. DIAGN ÓSTICO DOS PO ÇOS CADASTRADOS


O levantamento realizado no município registrou a exist ência de 26 pontos d’ água, sendo 02
poços escavados (8,00%) e 24 poços tubulares (92,00%), conforme mostra a figura 5.1.

Poço
escavado
8%

Poço
tubular
92%

Poço es cavado Poço tubular

Figura 5.1 – Tipos de pontos d’ água cadastrados no município

Com rela ção à propriedade do terreno onde est ão localizados os pontos d’ água cadastrados,
temos: terrenos p úblicos, quando o terreno for de serventia p ública e terrenos particulares, quando
forem de uso privado. Conforme ilustrado na figura 5.2, existem 07 pontos d’ água em terrenos
p úblicos (29,20%) e 17 em terrenos particulares (70,80%).

Público
29%

Particular
71%

Particular Público

Figura 5.2 – Natureza da propriedade dos terrenos onde existem po ços tubulares.

Quanto ao tipo de abastecimento a que se destina a água, os pontos cadastrados foram


classificados em comunitários, quando atendem a várias famílias e particulares, quando atendem
apenas ao seu propriet ário. A figura 5.3 mostra que 07 pontos d’ água destinam-se ao atendimento
comunit ário, 06 ao atendimento particular e, 11 pontos est ão sem uso ou n ão tiveram a finalidade do
abastecimento definida.

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Comunitário
25%

Não
Definido
75%

Não Definido Comunitário

Figura 5.3 – Finalidade do abastecimento dos po ços.

Quatro situa ções distintas foram identificadas na data da visita de campo: poços em opera ção,
paralisados, n ão instalados e abandonados. Os poços em operação s ão aqueles que funcionavam
normalmente. Os paralisados estavam sem funcionar temporariamente devido a problemas
relacionados à manutenção ou quebra de equipamentos. Os n ão instalados representam aqueles
po ços que foram perfurados, tiveram um resultado positivo, mas n ão foram ainda equipados com
sistemas de bombeamento e distribuição. E por fim, os abandonados, que incluem po ços secos e
po ços obstruídos, representam os po ços que n ão apresentam possibilidade de produ ção.
A situa ção dessas obras, levando-se em conta seu car áter p úblico ou particular, é apresentada
em n úmeros absolutos no quadro 5.1 e em termos percentuais na figura 5.4.

Quadro 5.1 – Situa ção dos po ços cadastrados conforme a finalidade do uso
Natureza do Po ço Abandonado Em Opera ção Não Instalado Paralisado
Comunit ário - 1 - 6
Particular - 2 - 4
Indefinido 3 - 2 6
Total 3 3 2 16

Paralisado
66%

Não Instalado Abandonado


8% 13%
Em Operação
13%
Abandonado Em Operação Não Instalado Paralisado

Figura 5.4 – Situa ção dos po ços cadastrados em percentagem

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Em relação ao uso da água, 06 dos pontos d’ água cadastrados destinam-se à dessedentação


animal (25,00%), 01 se destina ao uso dom éstico prim ário ( água de consumo humano para
beber)(4,10%), 05 são utilizados para uso dom éstico secund ário ( água de consumo humano para
beber e uso geral)(20,80%), 05 tem uso dom éstico prim ário e secund ário (20,80%), 01 tem uso
dom éstico prim ário, secund ário e para dessedenta ção animal (4,10%) e em 06 n ão tem uso ou o uso
n ão havia sido definido (25,00%), conforme mostra a figura 5.5.

Sem Uso Animal


19% 23%

Doméstico
Doméstico
Primário
Secundário
23%
35%

Animal Doméstico Primário Doméstico Secundário Sem Uso

Figura 5.5 – Uso da água

A figura 5.6 mostra a rela ção entre os po ços tubulares atualmente em opera ção e os po ços
passíveis de entrarem em funcionamento (paralisados e n ão instalados). Verificou-se que dos poços
particulares, 01 encontrava-se n ão instalado por motivo de saliniza ção do po ço, 14 poços estavam
paralisados, sendo 06 por saliniza ção e 08 por problemas com o equipamento. Apenas 02 po ços
estavam em pleno funcionamento. Com rela ção aos poços p úblicos, 01 po ço encontrava-se n ão
instalado por falta de energia el étrica e 02 estavam paralisados, 01 por problemas com o
equipamento e 01 para uso estrat égico, todos podendo vir a operar, uma vez que sejam superados
os problemas existentes, somando suas descargas àquelas dos po ços que est ão em uso.

15

10

Em Operação Paralisado/Não Instalado


Particular 2 15
Público 1 3

Figura 5.6 – Rela ção entre po ços em uso e desativados

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Com rela ção à fonte de energia utilizada nos sistemas de bombeamento dos po ços, a figura
5.7 mostra que, dos poços particulares, 09 po ços utilizam energia el étrica, sendo 08 monof ásicas e
01 trif ásica, enquanto 02 utilizam energia solar e 01 e ólica. Quanto aos poços p úblicos, apenas 01
opera com energia el étrica trif ásica e 01 utiliza energia solar.

10
8
6
4
2
0

Com Energia Outras Fontes


Particular 9 3
Público 1 1

Figura 5.7 – Tipo de energia utilizada no bombeamento d’ água

6.1 – Aspectos Qualitativos


Com relação à qualidade das águas nos pontos cadastrados, foram realizadas in loco medidas
de condutividade el étrica, que é a capacidade de uma subst ância conduzir a corrente el étrica estando
diretamente ligada ao teor de sais dissolvidos sob a forma de íons.
Na maioria das águas subterr âneas naturais, a condutividade el étrica multiplicada por um fator,
que varia entre 0,55 a 0,75, gera uma boa estimativa dos s ólidos totais dissolvidos (STD) na água.
Para as águas subterr âneas analisadas, a condutividade el étrica multiplicada pelo fator 0,65 fornece
o teor de sólidos dissolvidos.
o
Conforme a Portaria n 1.469/FUNASA, que estabelece os padr ões de potabilidade da água
para consumo humano, o valor m áximo permitido para os s ólidos dissolvidos (STD) é 1000 mg/l.
Teores elevados deste par âmetro indicam que a água tem sabor desagrad ável, podendo causar
problemas digestivos, principalmente nas crian ças, e danifica as redes de distribui ção.
Para efeito de classifica ção das águas dos pontos cadastrados no município, foram
considerados os seguintes intervalos de STD (S ólidos Totais Dissolvidos):

0 a 500 mg/l água doce


501 a 1.500 mg/l água salobra
> 1.500 mg/l água salgada

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Foram coletadas e analisadas amostras de água de 13 po ços tubulares. Os resultados das


an álises mostraram valores oscilando de 442,00 a 22.425,00 mg/l., com valor m édio de 8.793,50 mg/l.
Observando o quadro 5.2 e a figura 6, que ilustra a classifica ção das águas subterr âneas no
município, verificou-se a predomin ância de águas salobras (15,40%) e salinas (77,00%) nos poços
analisados.

Quadro 5.2 – Qualidade das águas subterr âneas no município conforme a situa ção do po ço
Qualidade da água Em Opera ção Não Instalado Paralisado
Doce - - 1
Salobra - 1 1
Salina 3 - 7
Total 3 1 9

Doce Salobra
8% 15%

Salina
77%

Doce Salobra Salina

Figura 6 – Qualidade das águas subterr âneas do município.

Devido às peculiaridades da área cadastrada, onde predominam os po ços perfurados no


Domínio Fissural, os resultados s ão invariavelmente po ços com águas salobras e salinas (92,00%
dos po ços neste município, vide figura 6), o que gera a necessidade de tratamento dessas águas
para permitir a sua utilização de forma saud ável, dentro dos limites de salinidade permitidos pela
OMS e FUNASA.
Apesar de cerca de 92,00% das águas amostradas no município serem salobras (15,40%) e
Salgadas (77,00%), h á apenas 01 dessalinizador instalado no mesmo, em um po ço particular,
evidenciando os riscos à sa úde provocados pelo consumo indevido dessas águas, no município,
agravado na medida em que se prolongam os períodos de estiagem, comuns na regi ão.

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7. CONCLUS ÕES E RECOMENDA ÇÕES

A an álise dos dados referentes ao cadastramento de pontos d´ água executado no município


permitiu estabelecer as seguintes conclusões e recomenda ções:

• Dos 26 po ços tubulares cadastrados, apenas 03 encontram-se em operação e 03 (12,50%)


foram descartados (abandonados) por estarem secos ou obstruídos. Os 18 poços restantes
incluem os 04 n ão instalados e os 16 paralisados, por motivos os mais diversos. Estes po ços
representam uma reserva potencial substancial, que pode vir a refor çar o abastecimento no
município, se ap ós uma an álise t écnica apurada, forem considerados aptos à recupera ção
e/ou instala ção. Cabe à administração municipal promover ou articular o processo de an álise
desses po ços, aumentando substancialmente a oferta hídrica no município.
• Apesar de 13 (87,00%) dos 15 po ços que tiveram amostra d’ água analisada apresentarem
águas salobras ou salgadas, incluindo 06 po ços paralisados por saliniza ção, n ão existem
dessalinizadores no município, evidenciando a necessidade de uma urgente interven ção do
poder p úblico, principalmente no que concerne aos poços comunit ários, visando a instala ção,
para melhoria da qualidade da água oferecida à população e redu ção dos riscos à sa úde
existentes.
• Po ços paralisados ou n ão instalados em virtude da alta salinidade e que possam ter uso
o
comunit ário, tamb ém devem ser analisados em detalhe (vaz ão, an álise físico-química, n de
famílias atendidas, etc) para verifica ção da viabilidade da instala ção de equipamentos de
dessaliniza ção;
• Com rela ção ao ítem acima, deve ser analisada a possibilidade de treinamento de moradores
pr óximos ao po ço, para manuten ção de bombas e dessalinizadores em caso de pequenos
defeitos ou para fazer a comunicação à Prefeitura Municipal em caso de problemas mais
graves, para que sejam tomadas ou articuladas as medidas cabíveis.
• Todos os po ços deveriam sofrer manuten ção peri ódica para assegurar o seu pleno
funcionamento, principalmente em tempos de estiagem prolongada; por manuten ção
peri ódica entende-se um período, no mínimo anual, para retirada do equipamento do po ço e
sua manuten ção e limpeza, al ém de limpeza do po ço como um todo, possibilitando a
recupera ção ou manuten ção das vaz ões originais do po ço.
• Para assegurar a boa qualidade da água, do ponto de vista bacteriol ógico, devem ser
implantadas em todos os po ços ativos e paralisados passíveis de recupera ção, medidas de
prote ção sanit ária tais como: selo sanit ário, tampa de proteção, limpeza permanente do
terreno, cerca de proteção, etc. O que pode ser articulado entre a Prefeitura Municipal e a
pr ópria popula ção benefici ária do po ço. Quanto aos poços abandonados, devem ser tomadas
medidas de conten ção, como a coloca ção de tampas soldadas ou aparafusadas, visando
evitar a contaminação do lençol fre ático por queda acidental de pequenos animais e
introdu ção de corpos estranhos, especialmente por crian ças.

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8. REFER ÊNCIAS BIBLIOGR ÁFICAS

ANU ÁRIO MINERAL BRASILEIRO, 2000. Brasília: DNPM, v.29, 2000. 401p.

BRASIL. MINIST ÉRIO DAS MINAS E ENERGIA. Secretaria de Minas e Metalurgia; CPRM – Servi ço
Geol ógico do Brasil [CD ROM] Geologia, tect ônica e recursos minerais do Brasil, Sistema de
Informa ções Geográficas SIG. Mapas na escala 1:2.500.000. Brasília: CPRM, 2001. Disponível
em 04 CD’s

FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Geografia do


Brasil. Regi ão Nordeste. Rio de Janeiro: SERGRAF, 1977. Disponível em 1 CD

FUNDA ÇÃO INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE. Mapas Base dos
municípios do Estado de Alagoas. Escalas variadas. In édito.

LEAL, Jos é Menezes Invent ário hidrogeol ógico do Nordeste. Folha nº 20 Aracaj ú NE. Recife:
SUDENE, 1970. 150p.

RODRIGUES E SILVA, Fernando Barreto; SANTOS, José Carlos Pereira dos; SILVA, Ademar Barros
da et al [CD ROM] Zoneamento Agroecol ógico do Nordeste do Brasil: diagn óstico e
progn óstico. Recife: Embrapa Solos. Petrolina: Semi-Árido, 2000. Disponível em 1 CD

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ANEXO 1

PLANILHA DE DADOS DAS FONTES DE ABASTECIMENTO


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C ÓDI GO LONGITUDE NATUREZA DO PROF. VAZ ÃO SITUA ÇÃO DO EQUIPAMENTO DE FONTE DE FINALIDADE
LOCALIDADE LATITUDE S PONTO DE ÁGUA STD (mg/L)
PO ÇO W TERRENO (m) (L/h) PO ÇO BOMBEAMENTO ENERGIA DO USO
CU024 Saco dos Pombos 091525,6 374812,1 Poço Tubular Publico Abandonado Não Equipado
CU072 Cacimba Cercada 091225,3 374938,3 Poço Tubular Publico 42,00 4500,00 Não Instalado Bomba Submersa
CU073 Cacimba Cercada 091222,8 374938,1 Poço Tubular Publico 50,00 Abandonado Não Equipado
CU481 Batata 091543,7 374324,5 Poço Tubular Particular 51,00 Paralisado Bomba Submersa Monofásica
CU482 Sitio Gravata 091512,9 374150,8 Poço Tubular Particular 65,00 Paralisado Cata-vento Eólica
CU483 Sitio Jurema 091450,4 374052,5 Poço Tubular Particular 51,00 700,00 Em Operação Bomba Submersa Monofásica 1878,50
CU484 Sitio Arrodeador 091425,8 374124,9 Poço Tubular Particular Paralisado Bomba Submersa Monofásica 12090,00
CU485 Sitio de Lagoa Nova 091726,4 373932,1 Poço Tubular Particular 50,00 Paralisado Bomba Submersa Solar 14690,00
CU486 Sitio Aroeirinha 091324,2 373849,5 Poço Tubular Particular 47,14 Não Instalado Não Equipado 955,50
CU487 Sitio Retiro 091321,8 374208,3 Poço Tubular Particular 47,00 Em Operação Bomba Submersa Monofásica 3126,50
CU488 Lagoa do Caruá 091611,8 374456,4 Poço Tubular Particular 28,00 Paralisado Bomba Submersa Monofásica 22425,00
CU489 Sitio Riacho Serrote 091904,8 374339,5 Poço Tubular Particular 42,00 Paralisado Bomba Submersa Monofásica
CU490 Riacho do Serrote 091944,6 374250,6 Poço Tubular Particular 47,00 Paralisado Bomba Injetora Comunitário 6357,00
CU491 Sitio Vaca Branca 091747,7 374031,3 Poço Tubular Publico 54,00 Em Operação Bomba Submersa Solar 8892,00
CU492 Groata 091659,2 374153,6 Poço Tubular Particular 50,00 Paralisado Bomba Submersa Trifásica
CU493 Lagoa do Algodão 091902,8 373725,3 Poço Tubular Particular 48,00 Paralisado Bomba Submersa Solar 20475,00
CU494 Fonte Velha 091530,0 374624,1 Poço Escavado Particular 7,15 Não Instalado Sarilho Comunitário 1192,75
CU495 Rua Joaquim Gomes 091332,9 374455,2 Poço Tubular Publico 51,00 Paralisado Bomba Submersa Trifásica Comunitário
CU496 João Martins 091334,6 374505,4 Poço Tubular Publico 51,00 Paralisado Não Equipado Comunitário
CU497 Aguadinha 091308,2 374434,9 Poço Tubular Particular 60,00 Paralisado Bomba Submersa Monofásica Comunitário 1228,50
CU498 Promissão 091051,9 374115,3 Poço Tubular Publico 60,00 Abandonado Não Equipado
CU500 Sitio Furna 091155,5 374327,1 Poço Tubular Particular 13,25 Paralisado Não Equipado Comunitário 442,00
CU501 Sitio Furna 091156,5 374330,8 Poço Escavado Particular 2,20 Não Instalado Sarilho Comunitário 455,00
CU503 Sitio Piedade 091223,6 374719,2 Poço Tubular Particular 25,74 Paralisado Bomba Submersa Monofásica Comunitário 2840,50
CU504 Tanquinho 092321,9 374024,0 Poço Tubular Particular 49,20 Paralisado 18915,00
CU728 Sitio Lagoa do João 091110,3 373934,0 Poço Tubular Particular 52,00 200,00 Paralisado Bomba Submersa
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ANEXO 2

MAPA DE PONTOS D’ Á GUA

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