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Alienação

O Serviço Social é uma profissão que surge dentro do contexto do capitalismo, lidando com questões de alienação, contradição e antagonismo entre classes sociais. Martinelli argumenta que essa profissão serve como uma estratégia de controle social da burguesia, criando a ilusão de que está ajudando os vulneráveis, enquanto na verdade perpetua o sistema capitalista. A crítica central é que o Serviço Social tende a manter o status quo, sem abordar as causas estruturais da desigualdade.
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Alienação

O Serviço Social é uma profissão que surge dentro do contexto do capitalismo, lidando com questões de alienação, contradição e antagonismo entre classes sociais. Martinelli argumenta que essa profissão serve como uma estratégia de controle social da burguesia, criando a ilusão de que está ajudando os vulneráveis, enquanto na verdade perpetua o sistema capitalista. A crítica central é que o Serviço Social tende a manter o status quo, sem abordar as causas estruturais da desigualdade.
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1.

"A

Essa afirmação destaca que o Serviço Social, enquanto profissão, não


surge de maneira isolada, mas sim imerso nas condições e nas dinâmicas
do capitalismo. O autor aponta que o Serviço Social foi "engrenado" (ou
seja, criado e se estruturou) dentro de um contexto capitalista, onde
conceitos como alienação, contradição e antagonismo são centrais para
entender a relação entre indivíduos, classe social e a estrutura
econômica.

 Alienação: No capitalismo, o trabalhador é alienado de sua


produção, ou seja, ele não reconhece sua identidade ou sua força de
trabalho no produto final. A profissão de Serviço Social se insere
nesse contexto, pois, muitas vezes, os assistentes sociais lidam com
as consequências dessa alienação em grupos marginalizados ou em
situações de desigualdade.
 Contradição: O capitalismo é estruturado por contradições
internas, como a tensão entre os interesses da classe capitalista
(burguesia) e a classe trabalhadora (proletariado). O Serviço Social,
de acordo com Martinelli, é uma profissão que emerge para lidar
com as consequências sociais dessas contradições, muitas vezes
ajudando a suavizar ou controlar os efeitos da desigualdade sem
questionar as raízes estruturais desses problemas.
 Antagonismo: No capitalismo, existem conflitos de interesse
irreconciliáveis entre as classes sociais. O Serviço Social, ao atuar
em áreas de vulnerabilidade, acaba lidando com essas tensões,
mas, segundo a perspectiva crítica de Martinelli, muitas vezes de
forma a não questionar profundamente a estrutura econômica que
as gera.

2. "É uma profissão que nasce articulada com um


projeto de hegemonia do poder burguês como uma
importante estratégia de controle social, como uma
ilusão de servir, para justamente com muitas outras
ilusões criadas pelo capitalismo, garantir-lhe a
efetividade e a permanência histórica."

Aqui, Martinelli aponta que o Serviço Social foi criado com uma função
específica dentro do sistema capitalista, que é manter a ordem e o
controle social, de modo que a classe dominante (a burguesia) preserve
seu poder. O autor destaca que a profissão surge como parte de uma
estratégia de "hegemonia" da burguesia, ou seja, uma forma de controlar
e influenciar as classes subalternas (trabalhadores e pobres) sem que
estas percebam que estão sendo controladas.

 Hegemonia: De acordo com Gramsci, hegemonia é o processo pelo


qual a classe dominante consegue exercer seu poder não apenas
pela força, mas pela persuasão, fazendo com que sua visão de
mundo seja aceita como "natural" ou "normal". O Serviço Social,
segundo essa visão, ajudaria a moldar e reforçar essa ideologia,
criando a ilusão de que a profissão serve à população, mas, na
verdade, ela funciona para perpetuar o sistema social e econômico
vigente.
 Ilusão de servir: O Serviço Social é, segundo essa crítica, uma
profissão que cria a ilusão de que está servindo aos mais pobres e
vulneráveis, mas, na prática, seu papel é mais vinculado a manter a
ordem social e a integridade do sistema capitalista. Assim, ao invés
de transformar as estruturas de desigualdade, o Serviço Social
estaria mais focado em "ajustar" ou "minimizar" os impactos das
contradições do capitalismo, sem desafiar sua estrutura
fundamental.
 Garantir a efetividade e a permanência histórica do
capitalismo: A estratégia do Serviço Social, então, seria colaborar
para que o sistema capitalista continue funcionando, ao fornecer
soluções superficiais para problemas sociais, sem tratar das causas
estruturais da pobreza, da desigualdade e da exploração. A função
social do assistente social seria, assim, um meio de garantir que o
capitalismo se mantenha estável e duradouro, mesmo diante das
suas crises e contradições.

Conclusão:

As afirmações de Martinelli colocam o Serviço Social como uma profissão


que emerge dentro das lógicas do capitalismo, sendo moldada por esse
sistema econômico e, de certa forma, servindo aos seus interesses. O
autor critica a profissão por sua tendência a manter o status quo,
ajudando a controlar e administrar as consequências sociais do
capitalismo, sem questionar ou transformar as causas estruturais dessas
desigualdades. A profissão, portanto, seria mais uma estratégia de
controle social do que um instrumento real de transformação social.

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