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O material é destinado ao uso exclusivo nas aulas da disciplina Jogos e Brincadeiras do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, sob a responsabilidade do professor Jorge de Oliveira Vieira. O documento discute a origem e desenvolvimento histórico, social e cultural dos jogos e brincadeiras, abordando aspectos como linguagem, regras e a materialidade do jogo. Também explora a importância do jogo na educação infantil e suas características, como não literalidade, prazer e flexibilidade.

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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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O material é destinado ao uso exclusivo nas aulas da disciplina Jogos e Brincadeiras do curso de Psicologia da Universidade Cruzeiro do Sul, sob a responsabilidade do professor Jorge de Oliveira Vieira. O documento discute a origem e desenvolvimento histórico, social e cultural dos jogos e brincadeiras, abordando aspectos como linguagem, regras e a materialidade do jogo. Também explora a importância do jogo na educação infantil e suas características, como não literalidade, prazer e flexibilidade.

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O conteúdo desse material é autorizado para uso único e

exclusivo durante as aulas da disciplina Jogos e


Brincadeiras, em 2025-1, sob responsabilidade do prof. Me.
Jorge de Oliveira Vieira, no curso de Psicologia (disciplina
compartilhada com os cursos de Educação Física e
Pedagogia), da Universidade Cruzeiro do Sul, nos campi
São Miguel e Guarulhos.
Seu conteúdo, seja na íntegra ou parcialmente, não pode
ser utilizado para outros fins; gravado, filmado,
fotografado, divulgado, compartilhado, impresso ou
exibido sem a prévia autorização do prof. Me. Jorge de
Oliveira Vieira responsável pela pesquisa, elaboração e
organização do conteúdo deste material.
JOGOS E BRINCADEIRAS
CURSO DE PSICOLOGIA
TURMAS - 2025-1
PROF. ME. JORGE DE OLIVEIRA VIEIRA
Tema: Origem dos Jogos: Origem e desenvolvimento histórico,
social e cultural das brincadeiras e dos jogos.

Leitura:

KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo,


brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo:
Cortez Editora, 2017. E-book. p.15. ISBN 9788524925702.
Disponível em:
[Link]
24925702/. Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 15 a 48

PROF. JORGE VIEIRA – JOGOS E BRINCADEIRAS – CURSO DE PSICOLOGIA – UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL – SÃO PAULO E GUARULHOS – 2025-1
PROF. JORGE VIEIRA – JOGOS E BRINCADEIRAS – CURSO DE PSICOLOGIA – UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL – SÃO PAULO E GUARULHOS – 2025-1
O que compõe o jogo? Estratégia? Cognição? Habilidade manual?
Habilidade social? Desejo de ganhar? Dinheiro? Controle emocional?
Prazer? Competitividade?

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O que é a
brincadeira
ou o
brinquedo?
O uso
determina o
significado?
Pesquisadores do Laboratoire de Recherche sur le Jeu et le
Jouet, da Université Paris-Nord, como Gilles Brougère (1981,
1993) e Jacques Henriot (1983, 1989), começam a desatar o
nó deste conglomerado de significados atribuídos ao termo
jogo ao apontar três níveis de diferenciações. O jogo pode ser
visto como:

1. o resultado de um sistema linguístico que funciona dentro


de um contexto social;

2. um sistema de regras; e

3. um objeto.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 18.

PROF. JORGE VIEIRA – JOGOS E BRINCADEIRAS – CURSO DE PSICOLOGIA – UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL – SÃO PAULO E GUARULHOS – 2025-1
Resultado de um sistema linguístico que funciona dentro de um
contexto social

• o sentido do jogo depende da linguagem de cada contexto social.


• resulta um conjunto de fatos ou atitudes que dão significados aos
vocábulos a partir de analogias.
• exigem o respeito a certas regras de construção que nada têm a ver
com a ordem do mundo.
• a designação não tem por objetivo compreender a realidade, mas
manipulá-la simbolicamente pelos desejos da vida cotidiana.
• respeitar o uso cotidiano e social da linguagem, pressupondo
interpretações e projeções sociais.

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Neste sentido, a linguagem utilizada no jogo, representa não
somente o jogo em si, mas muito da cultura e das relações sociais
que os integrantes desta cultura, sociedade e história compartilham
entre si.

Segundo Kishimoto (2017, p. 19) “cada contexto social constrói uma


imagem de jogo conforme seus valores e modo de vida, que se
expressa por meio da linguagem”.

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Pensando em Brasil, suas regionalidades, a diversidade cultural e
linguística, vocês conseguem lembrar de jogos/brincadeiras cuja a
linguagem influencia, seja na aplicação, no sentido, na historicidade?

Amarelinha, maré, sapata, macaca, avião, academia, xadrez, casco


Amigo oculto pirata, amigo ladrão, elefante branco
Bobinho, rodinha de bobo, peru
Cinco marias, três marias, jogo do osso, bato, bugalha, belisca

pegar, “pique-altinho”, “rei e ladrão”, “rio vermelho”, “pique-pega do Saci”, “polícia e ladrão”, “mãe da rua”, “cada
macaco no seu galho” e “pega-chiclete”

Pipa, papagaio, piposa, cafifa, quadrado, arraia, curiquinha

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Sistema de regras

permite identificar, em qualquer jogo, uma estrutura sequencial que


especifica sua modalidade.

Tais estruturas sequenciais de regras permitem diferenciar cada jogo,


permitindo superposição com a situação lúdica, ou seja, quando
alguém joga, está executando as regras do jogo e, ao mesmo tempo,
desenvolvendo uma atividade lúdica

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 20.

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Objeto

A materialidade do jogo em si:

Tabuleiro

Madeira ou plástico

Bola, quadra, campo

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Ao descrever o jogo como elemento da cultura,
Huizinga (1951) analisa apenas os produzidos pelo
meio social, apontando as características: o prazer, o
caráter “não sério”, a liberdade, a separação dos
fenômenos do cotidiano, as regras, o caráter fictício ou
representativo e sua limitação no tempo e no espaço.

[...] há casos em que o desprazer é o elemento que o


caracteriza. Vygotsky é um dos que afirmam que nem
sempre o jogo possui essa característica, porque, em
certos casos, há esforço e desprazer na busca do
objetivo da brincadeira.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 26-27.
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A psicanálise também acrescenta o desprazer como
constitutivo do jogo, especialmente ao demonstrar como
a criança representa, em processos catárticos, situações
extremamente dolorosas.

Caillois (1958) aponta como características do


jogo: a liberdade de ação do jogador, a separação
do jogo em limites de espaço e tempo, a incerteza
que predomina, o caráter improdutivo de não criar
nem bens nem riqueza e suas regras.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 27.
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Christie (1991b, p. 4) rediscute as características do jogo infantil,
apontando pesquisas atuais que o distinguem de outros tipos de
comportamentos.

1. a não literalidade:

as situações de brincadeira caracterizam-se por um quadro no qual a


realidade interna predomina sobre a externa. O sentido habitual é
substituído por um novo. São exemplos de situações em que o sentido
não é literal o ursinho de pelúcia servir como filhinho e a criança imitar
o irmão que chora;

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 29.
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2. efeito positivo:

o jogo infantil é normalmente caracterizado pelos signos do prazer ou da alegria,


entre os quais o sorriso. Quando brinca livremente e se satisfaz, a criança o
demonstra por meio do sorriso. Esse processo traz inúmeros efeitos positivos aos
aspectos corporal, moral e social da criança;

3. flexibilidade:

as crianças estão mais dispostas a ensaiar novas combinações de ideias e de


comportamentos em situações de brincadeira que em outras atividades não
recreativas. Estudos como os de Bruner (1976) demonstram a importância da
brincadeira para a exploração. A ausência de pressão do ambiente cria um clima
propício para investigações necessárias à solução de problemas. Assim, brincar
leva a criança a tornar-se mais flexível e buscar alternativas de ação;

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 29.
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4. prioridade do processo de brincar:

enquanto a criança brinca, sua atenção está concentrada na atividade


em si e não em seus resultados ou efeitos. O jogo infantil só pode
receber esta designação quando o objetivo da criança é brincar. O
jogo educativo, utilizado em sala de aula, muitas vezes, desvirtua esse
conceito ao dar prioridade ao produto, à aprendizagem de noções e
habilidades;

5. livre escolha:

o jogo infantil só pode ser jogo quando escolhido livre e


espontaneamente pela criança. Caso contrário, é trabalho ou ensino;
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 29.
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6. controle interno:

no jogo infantil, são os próprios jogadores que determinam o


desenvolvimento dos acontecimentos.
Quando o professor utiliza um jogo educativo em sala de aula, de
modo coercitivo, não oportuniza aos alunos liberdade e controle
interno. Predomina, neste caso, o ensino, a direção do professor.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 29-30.
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Admite-se que o brinquedo represente certas realidades.

Uma representação é algo presente no lugar de algo.


Representar é corresponder a alguma coisa e permitir
sua evocação, mesmo em sua ausência.

O brinquedo coloca a criança na presença de


reproduções: tudo o que existe no cotidiano, a natureza e
as construções humanas. Pode-se dizer que um dos
objetivos do brinquedo é dar à criança um substituto dos
objetos reais, para que possa manipulá-los.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 21.
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Duplicando diversos tipos de realidades presentes, o brinquedo
metamorfoseia e fotografa a realidade. Não reproduz apenas
objetos, mas uma totalidade social. Hoje os brinquedos
reproduzem o mundo técnico e científico e o modo de vida atual,
com aparelhos eletrodomésticos, naves espaciais, bonecos e
robôs. A imagem representada não é uma cópia idêntica da
realidade existente, uma vez que os brinquedos incorporam
características como tamanho, formas delicadas e simples,
estilizadas ou, ainda, antropomórficas, relacionadas à idade e ao
gênero do público ao qual é destinado.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 21.
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Os brinquedos podem incorporar, também, um imaginário
preexistente criado pelos desenhos animados, seriados
televisivos, mundo da ficção científica com motores e robôs,
mundo encantado dos contos de fada, estórias de piratas,
índios e bandidos. Ao representar realidades imaginárias, os
brinquedos expressam, preferencialmente, personagens sob
forma de bonecos, como manequins articulados ou super-
heróis, misto de homens, animais, máquinas e monstros.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 21.
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Na teoria piagetiana, a brincadeira não recebe uma
conceituação específica. Entendida como ação assimiladora,
a brincadeira aparece como forma de expressão da conduta,
dotada de características metafóricas como espontânea,
prazerosa, semelhantes às do Romantismo e da biologia. Ao
colocar a brincadeira dentro do conteúdo da inteligência e não
na estrutura cognitiva, Piaget distingue a construção de
estruturas mentais da aquisição de conhecimentos. A
brincadeira, enquanto processo assimilativo, participa do
conteúdo da inteligência, à semelhança da aprendizagem.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 36.
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Da mesma forma, para psicólogos, especialmente freudianos,
a brincadeira infantil é o meio de estudar a criança e perceber
seus comportamentos.

Melanie Klein usa a brincadeira como meio de diagnóstico de


problemas da criança. Concebendo-a como meio de
expressão natural, não estuda sua especificidade.

Outros teóricos, como Vygotsky e Bruner, focalizam o contexto


sociocultural e a estrutura da linguagem para subsidiar o
estudo da brincadeira.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 36.
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TIPOS DE BRINQUEDOS E BRINCADEIRAS

Brinquedo educativo (jogo educativo)

O uso do brinquedo/jogo educativo com fins pedagógicos remete-


nos para a relevância desse instrumento para situações de ensino-
aprendizagem e de desenvolvimento infantil.

Se considerarmos que a criança pré-escolar aprende de modo


intuitivo, adquire noções espontâneas, em processos interativos,
envolvendo o ser humano inteiro com suas cognições, afetividade,
corpo e interações sociais, o brinquedo desempenha um papel de
grande relevância para desenvolvê-la.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 40.
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Quando as situações lúdicas são intencionalmente criadas pelo adulto
com vistas a estimular certos tipos de aprendizagem, surge a dimensão
educativa. Desde que mantidas as condições para a expressão do jogo,
ou seja, a ação intencional da criança para brincar, o educador está
potencializando as situações de aprendizagem.

Ao assumir a função lúdica e educativa, o brinquedo educativo merece


algumas considerações:

1. função lúdica: o brinquedo propicia diversão, prazer e até


desprazer, quando escolhido voluntariamente; e

2. função educativa: o brinquedo ensina qualquer coisa que complete o


indivíduo em seu saber, seus conhecimentos e sua apreensão do
mundo.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 41.
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Brincadeiras tradicionais infantis

A brincadeira tradicional infantil, filiada ao folclore, incorpora a


mentalidade popular, expressando-se, sobretudo, pela
oralidade. Considerada como parte da cultura popular, essa
modalidade de brincadeira guarda a produção espiritual de um
povo em certo período histórico. A cultura não oficial,
desenvolvida especialmente de modo oral, não fica
cristalizada. Está sempre em transformação, incorporando
criações anônimas das gerações que vão se sucedendo. Por
ser um elemento folclórico, a brincadeira tradicional infantil
assume características de anonimato, tradicionalidade,
transmissão oral, conservação, mudança e universalidade.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 43.
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Brincadeiras de faz de conta

A brincadeira de faz de conta, também conhecida como simbólica, de


representação de papéis ou sociodramática, é a que deixa mais evidente
a presença da situação imaginária.

Ela surge com o aparecimento da representação e da linguagem,


quando a criança começa a alterar o significado dos objetos, dos
eventos, a expressar seus sonhos e fantasias e a assumir papéis
presentes no contexto social.

O faz de conta permite não só a entrada no imaginário, mas a expressão


de regras implícitas que se materializam nos temas das brincadeiras. É
importante registrar que o conteúdo do imaginário provém de
experiências anteriores adquiridas pelas crianças, em diferentes
contextos.
Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 43-44.
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Brincadeiras de construção

Os jogos de construção são considerados de grande importância


por enriquecer a experiência sensorial, estimular a criatividade e
desenvolver habilidades da criança.

Construindo, transformando e destruindo, a criança expressa seu


imaginário, seus problemas e permite aos terapeutas o diagnóstico
de dificuldades de adaptação, bem como a educadores o estímulo
da imaginação infantil e o desenvolvimento afetivo e intelectual.

Dessa forma, quando está construindo, a criança está expressando


suas representações mentais, além de manipular objetos.

Trecho extraído de: KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2017. E-book. p.15
a 48. ISBN 9788524925702. Disponível em: [Link] Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 45.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Leitura:

KISHIMOTO, T. M. O Jogo e a educação infantil. In: Jogo,


brinquedo, brincadeira e a educação. 14. ed. São Paulo: Cortez
Editora, 2017. E-book. p.15. ISBN 9788524925702. Disponível em:
[Link]
2/. Acesso em: 10 fev. 2025. pg. 15 a 48.

PROF. JORGE VIEIRA – JOGOS E BRINCADEIRAS – CURSO DE PSICOLOGIA – UNIVERSIDADE CRUZEIRO DO SUL – SÃO PAULO E GUARULHOS – 2025-1
MUITO OBRIGADO!
ESPERO REVER VOCÊS NA PRÓXIMA AULA.

DÚVIDAS: jorgev@[Link]

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