Modulo 1
Modulo 1
Objetivo
Introdução
A contabilidade é uma atividade essencial na vida econômica. Mesmo nas economias mais
simples, é necessário manter a documentação das atividades desempenhadas pelas
instituições. Uma vez que os recursos são escassos, sempre existe a necessidade de se saber
com exatidão de onde vieram os recursos empregados pela empresa, onde foram investidos e
como se deu a multiplicação destes recursos.
Aplicação de Recursos
Grande parte das informações que o administrador necessita estão contidas nos relatórios
elaborados pela contabilidade. Em sentido amplo, a contabilidade é o processo de registro,
mensuração, interpretação e comunicação dos dados financeiros ou seja o contador elabora as
demonstrações financeiras que refletem as condições econômico-financeiras e o desempenho
operacional de uma empresa.
1
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Obtenção de Financiamentos
Antes da empresa iniciar suas atividades operacionais, ela deve obter os recursos financeiros
necessários. As atividades de financiamento envolvem a obtenção de recursos de duas fontes:
proprietários, também chamados de acionistas. A empresa não tem a obrigação de
pagá-los em uma data futura. Os proprietários recebem valores distribuídos pela
empresa, chamados de dividendos, quando ela decide faze-los;
2
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Investimentos
Assim, os investimentos podem ser tangíveis, tais como: instalações, equipamentos, estoques;
ou podem ser intangíveis, tais como: patentes, licenças, concessões e outros direitos. Outros
investimentos são participações acionárias em outras empresas, aplicações financeiras.
Atividades Operacionais
3
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
relatórios contábeis que por sua vez, são fundamentais no processo de tomada de decisões.
Os principais relatórios contábeis utilizados são:
Balanço Patrimonial: ilustra os investimentos e financiamentos da empresa em
determinada data.
Demonstração do Resultado do Exercício: mostra os resultados (lucro ou prejuízo) das
atividades da empresa num determinado período de tempo
Demonstração do Fluxo de Caixa: apresenta com detalhes a origem e a aplicação do
caixa da empresa.
A figura a seguir ilustra os objetivos gerais das demonstrações financeiras e a utilidade de cada
relatório contábil mencionado nas atividades da empresa:
4
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Resumindo...
Bibliografia
5
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
6
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Objetivo
Introdução
Medição da riqueza
7
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
No dia a dia da empresa, inúmeras transações são efetuadas envolvendo a aquisição e venda
de mercadorias, produção de bens, pagamentos, recebimentos, geração de dívidas e de
direitos que, direta ou indiretamente, afetam o nível de riqueza da empresa. A contabilidade
acompanha estes fluxos de recursos que se dirigem para a empresa ou dela partem,
classificando-os e quantificando-os em um processo contínuo de medição da riqueza contida
na unidade produtiva.
Assim, comecemos com uma transação simples e vejamos como a Contabilidade acompanha
tal transação.
Suponhamos que uma empresa tenha adquirido um veículo, o qual ela utilizará para realizar as
entregas das mercadorias, no valor de $50.000 à vista. Como é feito o registro contábil?
Primeiramente, é preciso entender que cada transação gera um lançamento contábil. Entende-
se por lançamento o registro de três itens: o valor da transação, a origem do recurso e o
destino do recurso. Agora podemos identificar estes três itens no nosso exemplo de transação.
Sabemos que o valor é $50.000.
A origem dos recursos é o caixa da empresa, tendo em vista que a compra foi a vista. E o
destino do recurso é a utilização para entregas de mercadorias, de modo que o veículo passará
a ser um bem da empresa.
Para fins de registro contábil, devemos classificar as origens e destinos dos recursos em
contas. Para cada ponto de origem e destino de recurso pode haver uma ou mais contas
envolvidas. Assim, as empresas costumam ter o chamado Plano de Contas, um documento
onde são enumeradas todas as contas existentes na empresa, de modo a padronizar os
lançamentos da mesma e otimizar o sistema de registros.
No nosso exemplo, há uma conta para o ponto de origem da transação, a conta Caixa, e outra
para o ponto de destino da transação, a conta Veículos.
Veículos 50.000
a Caixa 50.000
8
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Nota que na linha superior, é registrado o ponto de destino da transação, enquanto que na
linha inferior, é registrado o ponto origem, onde também é usada a partícula “a” na frente do
nome da conta. Este é o formato do lançamento de Diário.
No entanto, ao longo do nosso curso, não usaremos esse tipo de registro por não apresentar a
praticidade desejada. Como nosso objetivo é o de entender as demonstrações contábeis e
saber extrair informações das mesmas para a tomada de decisões, usaremos os chamados
razonetes, ou conta T, pois este é o formato do razonete. O conjunto dos razonetes de um
empresa constitui-se no Livro Razão.
Tanto no livro Diário com no livro Razão, os débitos ficam sempre ao lado esquerdo, enquanto
que os crédito ficam no lado direito.
Veículos 50.000
a Caixa 50.000
Reparem que a conta veículos, ponto de destino dos recursos, apresenta o seu valor à
esquerda, enquanto que a conta Caixa, conta creditada, apresenta seu valor à direita.
(Crédito) (Débito)
Você pode estar se perguntando: por que o débito fica sempre na esquerda?? Por que o
crédito fica na direita?? Nosso conselho é não entrar nestes méritos e aceitar esta como uma
9
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
das convenções contábeis, pois do ponto de vista prático, as convenções não são explicáveis,
mas aceitas. Alguém perde tempo questionando porque o verde no semáforo significa “siga”?
Conta-se que havia um contador muito considerado por seus colegas de trabalho pelo seu
extraordinário conhecimento da ciência contábil. A ele todos acorriam para buscar
ensinamentos e para resolver as controvérsias a respeito dos lançamentos mais intrincados.
Havia entretanto, uma característica no comportamento deste contador que ninguém conseguia
explicar: todas as manhãs, ele chegava pontualmente à sua mesa no trabalho e,
cuidadosamente, selecionava uma chave em seu chaveiro de prata e abria uma das gavetas
de sua mesa olhando atentamente para o seu interior durante algum tempo. A seguir, esta
gaveta era fechada e o contador conferia várias vezes se ela estava realmente trancada.
Terminado este ritual, ele iniciava o seu trabalho, ostentando discretamente seu reconhecido
saber contábil e firmeza de decisão.
Seus colegas de trabalho se intrigavam com aquela rotina matinal, que, dia após dia, era
absolutamente invariável. Todos tinham teorias a respeito do que havia no interior daquela
misteriosa gaveta. Alguns juravam tratar-se de uma foto de uma namorada secreta do
contador. Mas ninguém tinha realmente certeza do que poderia estar ali tão zelosamente
guardado durante tantos anos.
Certo dia o velho contador faleceu repentinamente. A primeira idéia que veio à cabeça de seus
colegas foi arrombar a gaveta e desvendar o mistério. Na realidade, a descoberta foi
desconcertante: dentro da gaveta havia um pedaço de cartolina onde estava escrito com
caligrafia impecável a seguinte frase: “O débito é do lado da janela.”
Isto evitará o labirinto em que sempre ingressam aqueles que desejam compreender a
Contabilidade, mas se negam a adotar um conjunto de convenções simples e objetivas como a
adoção de mão e contramão em uma avenida movimentada. Assim como ninguém está
interessado em compreender porque o lado direito foi escolhido para ser a “mão” em uma
avenida, não devemos perder tempo buscando explicações para esta regra elementar e
extremamente útil. Da mesma forma, as convenções contábeis devem ser aceitas como regras
10
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
práticas e úteis para o registro de transações. Mas é preciso enfatizar que estas poucas regras
universais são fundamentais e, à medida em que forem enunciadas, devem ser incorporadas
de forma definitiva, como um dia tivemos que incorporar a convenção da “mão” e “contramão”
no trânsito.
Caso esta compra não fosse realizada totalmente à vista, mas parte do pagamento (50%) fosse
realizado à vista e a outra parte em 30 dias, teríamos um lançamento onde uma conta seria
debitada (a conta Veículos, representando o ponto de destino da transação) e outras duas
contas seriam creditadas (a contas Caixa e Financiamentos, ambas representando o ponto de
origem da transação). Mas ainda assim, o valor total creditado é igual ao valor total debitado,
respeitando o Método das Partidas Dobradas. Veja a demonstração abaixo:
Balancente de Verificação
Concluindo...
Entretando, na prática, os contadores não passam diretos destes livros para as demosntrações.
Antes, eles elaboram o chamado Balancete de Verificação, que pode ser definido como uma
conferência geral dos lançamentos realizados em um período.
11
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
O Balancete de Verificação é útil para identificar qualquer erro que possa ter ocorrido no
momento de lançamento da transação pois, se o total dos débitos nãofor igual ao total
do débitos, é sinal de que um ou mais lançamento foi realizado de modo incorreto, e é
preciso conferí-los.
Princípios Contábeis
Antes de partirmos para o lado prático e iniciarmos um exercício, é importante ressaltar que os
lançamentos contábeis devem ser feitos em respeito não só às convenções contábeis, mas
também aos Princípios Contábeis. Abaixo, listamos alguns princípios relevantes para o nosso
aprendizado:
Princípio do Custo com base de valor: A contabilidade registra o custo histórico dos produtos
ou bens adquiridos e produzidos pela empresa.
12
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 1
A Cia. Distribuidora Inicial foi fundada em 1/5/x1. Contabilize as seguintes transações e efetue
o Balancete de Verificação ao final do período.
Dia 1 – Foi integralizado o Capital Social da Cia. Distribuidora Inicial em dinheiro –
$20.000 .
Esta operação afeta duas contas: Capital Social e Caixa, do seguinte modo:
Como o imóvel foi comprado à vista, ele afeta a conta Caixa. Agora, esta conta é a
origem da transação, de modo que este novo lançamento será um crédito. (mostrar a
conta Caixa e o lançamento de 12.000)
13
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Para registrar a compra do Imóvel, temos que abrir uma nova conta, chamada Imóveis.
Como ela é o destino dos recursos desta transação, efetuaremos um débito nesta conta.
(mostrar a conta Imóveis e o lançamento de 12.000)
Agora temos uma compra a prazo, portanto a conta Caixa não será afetada neste
momento (somente em um outro perído, não definido aqui, que pode ser de 30, 60, 90
dias etc). Para tanto, abriremos uma nova conta, chamada Fornecedores. Como esta
conta caracteriza-se como ponto de origem da transação, faremos um crédito na mesma.
(mostrar a conta Fornecedores e o lançamento de 5.000)
Em contra partida, temos uma nova conta chamada Estoque, admitindo assim que os
produtos comprados serão vendidos. Por ser o ponto de destino da transação, faremos
um débito nesta conta. (mostrar a conta Estoques e o lançamento de 5.000)
Dia 4 – Foi comprado um veículo para entregas no valor de $8.000, sendo paga no ato
a importância de $1.000 e o restante financiado em 7 prestações.
Nesta operação, teremos 3 contas afetadas: a conta Caixa, pois parte do valor foi pago a vista;
a conta Veículos, para registrar a compra do bem, e a conta Empréstimos, para identifcar o
valor que foi financiado na compra.
14
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Importante: Reparem, que mesmo havendo 3 contas, com lançamentos de valores diferentes,
a somatória dos débitos e créditos é nula, respeitando o Método das Partidas Dobradas (1.000
+ 7.000 = 8.000).
Dia 5 – Venda a prazo de produtos por $2.000 (sem lucro) para serem recebidos no dia
12.
Neste caso, como a venda foi efetuada a prazo, a conta Caixa não foi afetada neste
momento, de modo que abriremos uma nova conta entitulada Clientes. Por representar o
ponto de destino da transação (venda), realizaremos um lançamento a débito na conta:
(mostrar a conta Clientes e o lançamento de 2.000)
15
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Este lançamento é muito parecido com o anterior, com a diferença de que a transação foi
realizada a vista, de modo que a conta a ser debitada será a conta Caixa. (mostrar a conta
Caixa e o lançamento de 2.000).
16
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Aqui precisamos tomar cuidado: note que a conta foi somente contabilizada, mas ainda não
paga. Assim, devemos considerar o ponto de origem da transação a contabilização da conta,
ou seja, o reconhecimento da despesa. Criemos então a conta Contas a Pagar. (mostrar a
conta Contas a Pagar e o lançamento de 400).
Neste caso o ponto de origem de nossa transação é a conta Caixa, tendo em vista que a
compra foi realizada a vista. (mostrar a conta Caixa e o lançamento de 5.000).
Já o ponto de destino é a conta de Estoques, pois a empresa comprou produto que irá
comercializar futuramente. Assim, debitaremos 5.000 nesta conta: (mostrar a conta Estoque e
o lançamento de 5.000)
17
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Dia 10 – Venda a vista de produtos por $3.000, que haviam custado $2.500, havendo
um lucro de $500 .
Agora temos uma novidade: venda com lucro!!! Logo, esta etapa compõe-se de três
lançamentos: primeiro, faremos um lançamento a crédito no Estoque, que é um dos pontos de
origem desta operação: (mostrar a conta Estoque e o lançamento de 2500)
Agora devemos fazer outro lançamento a crédito, mas na conta Lucros: (mostrar a conta
Lucro e o lançamento de 500). E, finalmente, faremos um lançamento a débito na conta
Caixa, que é o ponto de destino da transação: (mostrar a conta Caixa e o lançamento de
3000).
Note que novamente temos uma transação com três lançamentos de valores diferentes, mas
que ainda assim, o Método das Partidas Dobradas foi respeitado, pois:
500 (lucro) + 2.500 (estoques) = 3.000 (caixa)
Dia 11 – Venda a prazo de produtos por $2.000, que haviam custado $1.500, havendo
um lucro de $500 .
Neste caso temos uma transação muito semelhante à anterior, com a diferença da venda ser a
prazo, logo a operação não afetará a conta Caixa, mas sim a conta Clientes. Assim, temos:
Lançamento a crédito na conta Estoques (mostrar a conta Estoque e o lançamento
de 1500)
Lançamento a crédito na conta Lucro (mostrar a conta Lucro e o lançamento de 500)
Lançamento a débito na conta Clientes (mostrar a conta Clientes e o lançamento de
2000)
18
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
E o ponto de destino é a conta Caixa, de modo que devemos fazer um lançamento a débito
nesta conta. (mostrar a conta Caixa e o lançamento de 2000)
Você se lembra que no dia 3 efetuamos um lançamento a crédito na conta Fornecedores? Pois
agora, faremos um lançamento a débito nesta conta, pois agora ela se configura como o ponto
de destino da transação. (mostrar a conta Fornecedores e o lançamento de 5000).
19
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Novamente temos uma compra a prazo, portanto a conta Caixa não será afetada neste
momento. Para tanto, feremos um crédito na conta Fornecedores, pois a mesma
caracteriza-se como ponto de origem da transação. (mostrar a conta Fornecedores e o
lançamento de 4.000)
Esta operação é uma continuação da que foi iniciada no dia 5. Agora iremos efetuar o
primeiro pagamento do financiamento. Assim, nosso ponto de origem é a conta Caixa,
logo efetuaremos um lançamento a crédito nesta conta. (mostrar a conta Caixa e o
lançamento de 1.000).
20
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Por outro lado, temos duas contas de destino: Contas a Pagar, tendo em vista que estamos
dando a baixa na conta provisionada (mostrar a conta Lucro e o lançamento de 400), e a
conta Lucro, tendo em vista que o pagamento relativo à despesa com salários, que por sua
parte, é conta redutora do lucro. (mostrar a conta Lucro e o lançamento de 600).
21
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Dia 17 – Venda a prazo de produtos por $6.000, que haviam custado $5.000, havendo
um lucro de $1.000.
Neste caso novamente temos uma venda com lucro e três lançamentos diversos. O ponto de
origem da transação é representado pelas contas Estoques e Lucro. (mostrar a conta
Estoques e o lançamento de 5.000), (mostrar a conta Lucro e o lançamento de 1.000).
Como a venda foi feita a prazo, a transação não afeta a conta Caixa, de modo que nosso ponto
de destino será a conta Clientes. (mostrar a conta Clientes e o lançamento de 6.000).
Note que neste caso, análogo ao Dia 8, a conta não é paga, somente provisionada. Assim,
nosso ponto de origem da transação é a conta Lucro, pois o pagamento de frete é uma
despesa e, consequentemente, reduz o lucro. (mostrar a conta Lucro e o lançamento de
200).
Por outro lado, o ponto de destino da transação é a conta Contas a Pagar, de modo que
efetuaremos um débito na mesma. (mostrar a conta Contas a Pagar e o lançamento de
200).
22
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Pronto!!! Agora que todos os lançamentos estão realizados, devemos encerrar as contas,
determinando o saldo de cada uma delas. Sendo assim, comecemos com a conta Caixa:
23
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Resumo
24
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Bibliografia
a
Equipe de Professores da USP. Contabilidade Introdutória. Ed. Atlas, 18 edição
a
LEITE, Hélio de Paula. Contabilidade para Administradores. Ed. Atlas, 3 edição
a
MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. Ed. Atlas, 3 . edição.
ª
MARION, José Carlos , Contabilidade Empresarial. Ed. Atlas, 11 edição.
25
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
26
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
3 – BALANÇO PATRIMONIAL
Objetivo
Conceito – O que é?
27
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 1
Sabendo que no ATIVO estão representadas as contas que a empresa em que aplica seus
recursos e que no PASSIVO e no PATRIMÔNIO LÍQUIDO estão representadas as contas em
que ela empresa capta seus recursos, identifique na lista abaixo que contas vão para o lado
esquerdo e para o lado direito da figura.
28
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Neste momento, ainda não se preocupe com a ordem, apenas transcreva as contas para o lado
correto.
Regras – Leis
No Ativo, as contas são dispostas na ordem decrescente de grau de liquidez, em três grupos:
Ativo Circulante,
Realizável a Longo Prazo e
Ativo Permanente.
Ativo
Ativo circulante
São os bens e direitos da empresa de liquidez imediata, ou no exercício seguinte (até 365
dias). As principais contas do Ativo Circulante são:
29
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Disponibilidades:
• Caixa, bancos, conta movimento: são as contas que representam a disponibilidade
financeira imediata da empresa.
Provisão para Devedores Duvidosos: conta redutora do ativo, que representa a perda
comum na prática comercial resultante dos devedores insolváveis.
Saiba mais
Natureza da provisão
A conta provisão é adotada visando obedecer à norma contábil de não modificar os registros
históricos. Assim, a conta “Provisão para Devedores Duvidosos” é uma conta subtrativa de
Duplicatas a receber ou Contas a receber etc.
As contas de provisão distinguem-se das contas de reserva pelo fato das mesmas serem
constituídas antes da apuração do resultado, enquanto as reservas são constituídas com a
distribuição do próprio resultado.
30
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Saiba mais:
PEPS: com base nesse critério, é dada baixa no estoque da seguinte forma: o Primeiro que
entra é o primeiro que sai, obedecendo ao raciocínio de que vendemos Primeiro as unidades
mais antigas. Assim, o valor do estoque estará sempre baseado nas compras mais recentes,
enquanto o custo das mercadoria estará baseado nas compras mais antigas.
UEPS: é o contrário do critério anterior, ou seja, é dada baixa no estoque da seguinte forma: o
Último que Entra é o Primeiro que Sai. Assim, o custo das mercadorias estará sempre baseado
nas compras mais recentes, enquanto o do estoque estará baseado nas compras mais antigas.
CUSTO MÉDIO: nesse critério, o valor é atribuído com base no custo médio das compras,
evitando, assim, distorções existentes nos critérios anteriores. Pode-se calcular o custo médio
das compras de determinado mês, período ou, o mais comum, do estoque existente.
Para título de exemplo, usaremos uma empresa fictícia, a Cia MVF. Nela, aplicaremos todos os
conceitos vistos ao longo do curso.
31
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 2
Antes de seguir adiante, vamos exercitar com as principais contas do Ativo Circulante que você
acabou de ver? Identifique abaixo as contas como Disponibilidades (D), Contas a Receber
(CR), Estoques (E) ou Despesas Antecipados (DA):
Produtos Acabados
Duplicatas Descontadas
Aplicações de Liquidez Imediata
Aluguel pago antecipadamente
Matéria Prima
Caixa
Clientes
Duplicatas a receber
Seguros
Ativo
São os bens e direitos realizáveis após o término do exercício seguinte, ou seja, após 365 dias.
As principais contas do Realizável a Longo Prazo são:
• Contas a Receber: apresentam as obrigações de terceiros para com a empresa, por
motivo de vendas a prazo, com prazo de vencimento superior a 365 dias.
• Recebíveis de Controladas, Coligadas ou Diretores: apresentam os bens e direitos
oriundos de negociações não operacionais entre controladas, coligadas, diretores etc.
Ativo permanente
São os bens e direitos que não devem ou não podem ser transformados em dinheiro. As
principais contas do Ativo Permanente são:
32
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Estes ativos são depreciáveis de acordo com a legislação vigente, com exceção dos Terrenos.
Saiba mais
Depreciação
Assim com uma conta de provisão, a conta patrimonial Depreciação é uma conta redutora do
ativo permanente que visa não modificar o valor histórico dos bens, porém, permite identificar o
valor líquido dos ativos em questão.
Diferido: refere-se a contas que produzirão receitas futuramente. Esses gastos ocorrem,
geralmente, na fase pré-operacional da empresa ou de projetos.
33
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 3
Agora que você já conhece as contas do ATIVO identifique a seguir algumas contas.
Transcreva para o devido lugar, obedecendo à ordem correta das contas:
PASSIVO E PATRIMÔNIO
ATIVO LÍQUIDO
ATIVO CIRCULANTE
Passivo
Onde a empresa CAPTA seus recursos, no Passivo, as contas são dispostas na ordem
decrescente de grau de exigibilidade, em dois grupos: Passivo Circulante e Exigível a Longo
Prazo.
34
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Passivo circulante
São as obrigações para com terceiros que vencem no exercício seguinte, ou no prazo de 365
dias. As principais contas do Passivo Circulante são:
São as obrigações para com terceiros que ultrapassam o exercício seguinte, ou seja, com
prazo maior de 365 dias.
São exemplos de Exigível a Longo Prazo: financiamentos a pagar, impostos diferidos etc.
35
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Patrimônio líquido
As Reservas são, em sua maioria, constituídas por valores oriundos do lucro e que visam
mantê-los dentro da empresa, evitando sua distribuição aos sócios e mantendo o seu capital de
giro.
36
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 4:
Agora que você já conhece as contas do PASSIVO, identifique a seguir algumas contas.
Transcreva para o devido lugar, obedecendo à ordem correta das contas.
Exercícios de fixação
37
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
ATIVO PASSIVO + PL
Circulante Circulante
Caixas Forncedores
Estoques Salarios a pagar
Duplicatas a vencer Imposto a pagar
Financimento a pagar em
LP
Permanente Patrimônio Líquido
Investimentos Capital social
participação em empresas Lucros Acumulados
Imobilizado
maquinas
imoveis
Diferido
38
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Verifique se os itens abaixo são contas do Balanço Patrimonial, seja no lado do Ativo, ou no
lado do Passivo.
Nas férias, você foi para o interior visitar sua família e foi recebido com a esperada cordialidade
interiorana. Entre uma broa de milho e outra, seus tios contaram que abriram uma loja de
sapatos com o nome D. Quixote. Assim que souberam que você estava fazendo um curso de
contabilidade, pediram uma posição dos primeiros dias da loja. Queriam saber o que tinham e o
que deviam.
39
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
ATIVO PASSIVO + PL
PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Resumo
Bibliografia
a
Equipe de Professores da USP. Contabilidade Introdutória. Ed. Atlas, 18 edição.
a
LEITE, Hélio de Paula. Contabilidade para Administradores. Ed. Atlas, 3 edição.
a
MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. Ed. Atlas, 3 . edição.
ª
MARION, José Carlos, Contabilidade Empresarial. Ed. Atlas, 11 edição.
40
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 1
Resposta...
Veículos = $8.000 (ATIVO)
Fornecedores = $4.000 (PASSIVO)
Contas a Pagar = $200 (PASSIVO)
Caixa = $1.500 (ATIVO)
Capital Social = $20.000 (PL)
Clientes = $1.000 (ATIVO)
Lucros Acumulados = $300(PL)
Estoque = $8.000 (ATIVO)
Imóveis = $12.000 (ATIVO)
Empréstimos = $6.000 (PASSIVO)
Exercício 2
Resposta...
Produtos Acabados E
Duplicatas Descontadas CR
Aplicações de Liquidez Imediata D
Aluguel pago antecipadamente DA
Matéria Prima E
Caixa D
Clientes CR
Duplicatas a receber CR
Seguros DA
Exercício 3
Resposta...
41
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 4
Resposta...
Financiamentos a Longo Prazo – $4.000 (4)
Empréstimos – $6.000 (2)
Capital Social – $30.000 (6)
Fornecedores – $4.000 (1)
Contas a pagar – $ 300 (3)
Dívidas com Pessoas Ligadas – $7.000 (5)
Lucros acumulados – $700 (7)
Exercícios de fixação
1. Resposta...
ATIVO PASSIVO + PL
Circulante Circulante
Caixa 1.300 Fornecedores 5.000
Estoques 2.000 Salários a pagar 1.500
Duplicatas a Receber 4.500 Impostos a pagar 1.400
42
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
2. Resposta...
43
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
3. Resposta...
44
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
45
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Objetivo
Conceito – o que é?
46
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Receitas significam entradas de ativos, seja sob a forma de dinheiro ou de direitos, resultantes
das vendas de produtos e serviços. No entanto, as receitas podem também ser provenientes
de juros bancários ou resultados de outros tipos de aplicações.
Assim, quando ocorre uma receita, ocorre também um aumento no Patrimônio Líquido:
Lucro e Prejuízo
Assim, quando ocorre uma despesa, ocorre também uma redução no Patrimônio Líquido:
Desse modo, concluímos que, quando as receitas são maiores que as despesas, temos lucro
no período, enquanto que, quando ocorre o contrário, ou seja: quando as despesas são
maiores que as receitas, temos prejuízo como resultado do período, conforme ilustrado a
seguir:
Como é apresentada?
47
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Os componentes da DRE
Detalhamento da DRE
Impostos Faturados: são os impostos relacionados ao faturamento, ou seja: ICMS, ISS, PIS e
COFINS.
No caso de uma empresa prestadora de serviços, este item leva o nome de Custo dos
Serviços Prestados.
48
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Lucro Bruto: é o resultado da Receita Líquida de Vendas menos o Custo das Mercadorias
Vendidas ou Custo do Serviço Prestado.
49
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Provisão para o IR: corresponde ao valor apurado para pagamento do Imposto de Renda,
conforme a legislação vigente.
Saiba mais...
Tributação do resultado
Para o cálculo do Imposto de Renda, a empresa pode optar por um dos três regimes abaixo:
Lucro Real: os impostos são calculados com base no lucro real da empresa, apurado
considerando-se todas as receitas, menos todos os custos e despesas da empresa, de
acordo com o regulamento do imposto de renda.
Lucro Presumido: os impostos são calculados com base num percentual estabelecido sobre
o valor das vendas realizadas, independentemente da apuração do lucro.
No entanto, para optar por um dos regimes, é preciso encaixar-se nos requisitos
estabelecidos no Regimento do Imposto de Renda vigente.
Lucro Líquido: é o resultado do Lucro antes do Imposto de Renda menos a Provisão para o
IR. Representa o resultado final das operaçòes da empresa em um período determinado.
50
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício
Como você deve ter reparado, a DRE retrata o Fluxo Econômico da empresa, e não o Fluxo
Monetário. Isso ocorre porque, na DRE, não importa se uma receita ou despesa afetou ou não
o caixa da empresa, mas sim se afetou o patrimônio da mesma. Isso se deve ao fato de essa
demonstração ser elaborada através do Regime de Competência.
51
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exemplo:
Assim, podemos concluir que o Regime de Caixa é intuitivo e fácil. Ele fornece informações
confiáveis sobre os fluxos de caixa, bem como sobre a capacidade da empresa de cumprir
suas obrigações de curto prazo. No entanto, está sujeito a manipulações, pois a empresa pode,
por exemplo, postergar o reconhecimento de custos e despesas através do adiamento de
pagamentos.
52
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 1
Despesas relativas à:
Dezembro de 2005, pagas em dezembro de 2005: R$ 100.000,00
Janeiro de 2006, pagas em dezembro de 2005: R$ 208.000,00
Dezembro de 2005, pagas em janeiro de 2006: R$ 172.000,00
Receitas relativas à:
Dezembro de 2005, recebidas em janeiro de 2006: R$ 154.000,00
Janeiro de 2006, recebidas em dezembro de 2005: R$ 226.000,00
Dezembro de 2005, recebidas em dezembro de 2005: R$ 202.000,00
Despesas:
Receitas:
Resultado:
Com base no Regime de Caixa, identifique as contas relativas ao mês de dezembro para obter
o resultado da empresas.
Despesas:
Receitas:
Resultado:
No entanto, ao comparar o BP com a DRE, podemos dizer que o Balanço Patrimonial tem o
enfoque estático, pois mostra a situação da empresa em uma determinada data. Já a DRE tem
o enfoque dinâmico, pois reflete a situação da empresa em um determinado período.
Metaforicamente, podemos dizer que o BP é uma foto, enquanto a DRE é um filme.
53
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercícios de fixação
Exercício 1
Exercício 2
54
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 3
Despesas relativas à:
Dez/X8, pagas em dez/X8 R$90.000
Jan/X9, pagas em dez/X8 R$108.000
Dez/X8, pagas em jan/X9 R$72.000
Receitas relativas à:
Dez/X8, recebidas em jan/X9 R$54.000
Jan/X9, recebidas em dez/X8 R$126.000
Dez/X8, recebidas em dez/X8 R$102.000
Com base apenas nestas informações, podemos dizer que a empresa obteve, em dez/X8, pelo
Regime de Competência dos Exercícios, um resultado de:
Com base apenas nestas informações, podemos dizer que, em dez/X8, o saldo de caixa da
empresa variou em:
Exercício 4
Estruture, com base nos saldos das contas, as seguintes demonstrações financeiras:
Demonstração de Resultados do Exercício de 200X e o Balanço Patrimonial em 31/12/200X.
55
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Resumo
Bibliografia
a
Equipe de Professores da USP. Contabilidade Introdutória. Ed. Atlas, 18 edição.
a
LEITE, Hélio de Paula. Contabilidade para Administradores. Ed. Atlas, 3 edição.
a
MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. Ed. Atlas, 3 . edição.
ª
MARION, José Carlos , Contabilidade Empresarial. Ed. Atlas, 11 edição.
56
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Exercício 1:
Exercício 2:
Regime de Competência
Despesas:
• Dezembro de 2005, pagas em dezembro de 2005: R$ 100.000,00
• Dezembro de 2005, pagas em janeiro de 2006: R$ 172.000,00
Receitas:
• Dezembro de 2005, recebidas em janeiro de 2006: R$ 154.000,00
• Dezembro de 2005, recebidas em dezembro de 2005: R$ 202.000,00
Resultado: R$84.000
Regime de Caixa:
57
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Gabarito:
Despesas:
Dezembro de 2005, pagas em dezembro de 2005: R$ 100.000,00
Janeiro de 2006, pagas em dezembro de 2005: R$ 208.000,00
Receitas:
Janeiro de 2006, recebidas em dezembro de 2005: R$ 226.000,00
Dezembro de 2005, recebidas em dezembro de 2005: R$ 202.000,00
Resultado: R$120.000
Exercícios de fixação
1. Resposta:
58
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
2. Resposta:
3. Resposta:
4. Resposta:
Balanço patrimonial
Ativo
Circulante:
Disponível 106.254
Duplicatas a Receber 582.613
Duplicatas Desc. (61.723)
Estoques 290.001
Permanente:
Investimento 62.280
Imobilizado Líquido 1.149.035
59
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Passivo
Circulante:
Fornecedores 126.758
Encargos a Pagar 4.825
Impostos a Recolher 118.641
Empréstimos Banc. 152.819
IR a Pagar 33.633
Patrimônio líquido
Capital Social 500.000
Lucros Acumulados 256.511
Reservas 392.082
Total 2.197.284
DRE
60
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Objetivo
Introdução
Relembrando...
61
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Muito bem! Mas o que você não viu, ainda, e é o que vamos vê neste módulo é a
demonstração que mostre de onde veio e aonde foi aplicado o caixa (disponível) da empresa,
certo?
Portanto, vamos estudar agora a Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), que é o relatório
financeiro que explica as entradas e saídas de dinheiro da empresa, ou seja, a variação no
saldo da conta caixa (disponível) entre dois exercícios consecutivos.
Bons Estudos!
DFC – Utilização
Estas são algumas questões que podem ser levantadas ao se analisar somente o Balanço
Patrimonial e a Demonstração de Resultados do Exercício. Ao realizar o Fluxo de Caixa,
podemos obter algumas outras informações, tais como:
1. verificar origens de recursos;
2. avaliar investimentos;
3. verificar como excessos de caixa estão sendo aplicados;
4. verificar possibilidade de falta de liquidez.
Segundo a atual Lei das Sociedades Anônimas (Lei 6404/76), a Demonstração do Fluxo de
Caixa não é obrigatória, somente a DOAR – Demonstração das Origens e Aplicações de
Recursos. No entanto, o projeto de lei 3741/2000, mas conhecido como Nova Lei das SA’s,
classifica a DFC como demonstrativo obrigatório. Por esta tendência e pelo fato da DFC ser um
demonstrativo mais didático e de uso gerencial, é que estudaremos neste curso somente a
Demonstração do Fluxo de Caixa.
62
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Apresentação da DFC
63
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Os componentes da DFC
64
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Técnicas de elaboração
Introdução
O método direto elabora o fluxo de caixa das operações através da subtração dos
desembolsos de caixa relativos ao pagamento de fornecedores e empregados das
entradas de caixa relativas aos recebimentos de clientes.
Já o método indireto elabora o fluxo de caixa das operações através de ajustes das receitas e
despesas que não implicam em caixa sobre o lucro líquido. Muitas empresas apresentam seu
fluxo de caixa utilizando o método indireto.
Método Direto
Os primeiros passos para preparar a demonstração de fluxo de caixa, no método direito, são:
1. Obter Balanço inicial e final de cada ano;
2. Explicar as mudanças na conta caixa, entre o início e fim de cada ano, considerando as
mudanças, durante o período, em cada item que não representa caixa;
3. O passo final é preparar uma demonstração formal de fluxo de caixa.
Receita de Vendas
(+) Saldo Inicial de Clientes (X1)
(-) Saldo Final de Clientes (X2)
(=) Recebimento de Clientes
65
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
CMV
(-) Estoque Inicial (X1)
(+) Estoque Final (X2)
(=) Compras
Despesas Totais
(+) Contas a Pagar (Salários, Tributos, Outras) Inicial (X1)
(-) Contas a Pagar Final (X2)
(-) Despesas Antecipadas (X1)
(+) Despesas Antecipadas (X2)
(=) Pagamento de Despesas (X2)
66
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Vejamos agora o exemplo de Fluxo de Caixa da nossa cia MVF elaborado pelo Método Direto:
Método Indireto
Para elaborar o fluxo de caixa através do método indireto, devemos partir do Fluxo de Caixa de
Operações, realizando as adições e deduções necessárias ao lucro líquido.
67
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Tais ajustes são realizados porque os mesmos não alteram o caixa da empresa na prática,
somente em termos contabeis.
68
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Vejamos como é apresentado o Fluxo de Caixa na nossa Cia. MFV, elaborado pelo Método
Indireto:
69
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Encerramento – Conclusão
Separando o Ativo em duas categorias: Caixa (c) e Não Caixa (N$), temos:
C + N$ = P + PL
DC + DN$ = DP + DPL
DC = DP + DPL – DN$
Esse valor deve ser igual as alterações nos passivos mais alterações no patrimônio líquido
menos alterações nos ativos que não são caixa.
Portanto, podemos concluir que é possível identificar as causas nas alterações na conta caixa
através da análise das alterações das contas que não significam caixa.
Resumo
70
Módulo 1 – Análise Contábil e Financeira
Bibliografia
a
Equipe de Professores da USP. Contabilidade Introdutória. Ed. Atlas, 18 edição
a
LEITE, Hélio de Paula. Contabilidade para Administradores. Ed. Atlas, 3 edição
a
MATARAZZO, Dante C. Análise Financeira de Balanços. Ed. Atlas, 3 . edição.
ª
MARION, José Carlos , Contabilidade Empresarial. Ed. Atlas, 11 edição.
71