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ELETIVAS

O documento discute a importância das Eletivas no Ensino Médio de Rondônia, destacando a necessidade de um currículo que respeite a diversidade cultural dos estudantes e promova seu protagonismo na aprendizagem. As Eletivas devem ser escolhidas com base nos interesses dos alunos, permitindo uma abordagem interdisciplinar que conecte teoria e prática. Além disso, enfatiza o papel do professor como mediador e facilitador, promovendo uma educação que desenvolva competências essenciais para a vida em sociedade.

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Leandra Bárbara
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ELETIVAS

O documento discute a importância das Eletivas no Ensino Médio de Rondônia, destacando a necessidade de um currículo que respeite a diversidade cultural dos estudantes e promova seu protagonismo na aprendizagem. As Eletivas devem ser escolhidas com base nos interesses dos alunos, permitindo uma abordagem interdisciplinar que conecte teoria e prática. Além disso, enfatiza o papel do professor como mediador e facilitador, promovendo uma educação que desenvolva competências essenciais para a vida em sociedade.

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seus princípios como sínteses provisórias de uma

construção ininterrupta.
- Discutir de forma colaborativa a visão e leitura
do mundo mobilizando conhecimentos da
biologia, física e química.
Investigação Científica - Debater e interpretar as relações entre a
Área de Ciências da Processos Criativos ciência, a tecnologia e a sociedade, emitindo
Natureza e suas Mediação e Intervenção julgamentos e propondo soluções para o
Tecnologias sociocultural enfrentamento de problemas que envolvem o
Empreendedorismo conhecimento científico.
- Refletir e posicionar-se criticamente acerca do
sobre valores humanos, éticos e morais
relacionados à aplicação dos conhecimentos
científicos e tecnológicos.
- Observar e levantar hipóteses, testá-las, refutá-
las e abandoná-las quando for o caso, de forma a
redescobrir.

- Ampliar a reflexão, análise, argumentação,


Investigação Científica raciocínio, comunicação e, a partir do uso de um
Área de Matemática Processos Criativos determinado procedimento e da interação com o
e suas Tecnologias Mediação e Intervenção outro.
sociocultural - Criar situações experimentais e cotidianas para
Empreendedorismo instigar e explorar o raciocínio e pensamento
matemático do estudante de forma significativa.
Fonte: SEDUC-RO, 2021.

Face ao exposto, no âmbito didático pedagógico para o trabalho com as Eletivas existem
vários caminhos e estratégias para se construir o conhecimento em uma ou mais área de
conhecimento a partir do desenvolvimento das competências e habilidades do estudante.
Contudo, o entendimento de que o estudante é o centro do processo educativo e protagonista da
sua aprendizagem é o ponto de partida para a arte de ensinar e aprender no Ensino Médio.

[Link]. Caminho Pedagógico das Eletivas: Escolha Do Estudante

Para pensar o caminho pedagógico das Eletivas no contexto do currículo de Rondônia


e no ambiente escolar, o ponto de partida é refletir sobre o perfil de estudante que se deseja
formar, e, acima de tudo, é essencial reconhecer as necessidades, interesses, a realidade em que
esse jovem se encontra inserido. Nesta vertente, alguns questionamentos são pertinentes: Quem
é o jovem do Ensino Médio de Rondônia? Qual a bagagem social e cultural que esse jovem
carrega consigo? Como trabalhar o protagonismo juvenil? O que oportunizar ao jovem para
desenvolver as multidimensões da vida pessoal, social/ cidadã e profissional?

816
O estudante do Ensino Médio de Rondônia possui uma heterogeneidade gigantesca,
tendo em vista a presença de uma diversidade cultural que vai do norte ao sul desse estado.
Face ao exposto, considerando que no estado há o jovem ribeirinho, quilombola, indígena, do
campo, da cidade, entre outros, o reconhecimento dessa interculturalidade constitui ponto de
partida, bem como é fundamental para mobilização dos saberes, a compreensão da identidade
cultural, o levantamento dos saberes locais e a identificação do seu lugar de fala.
É essencial reconhecer as peculiaridades que cada estudante traz consigo, olhar para a
sua individualidade e dar autonomia para que dentro do processo pedagógico ele se sinta mais
seguro de ser quem ele é. Quando o estudante tem autonomia no processo de ensino
aprendizagem, ele se transforma como ser social. Sob esta ótica, nos arranjos curriculares do
itinerário formativo, as Eletivass caracterizam-
Tal expressão popular encontra subsídio na perspectiva de aprofundamento e
enriquecimento do currículo que advém do trabalho integrado com os eixos visando à formação
integral dos estudantes. No entanto, para que isso ocorra é relevante a elaboração das eletivas e
a disponibilidade de uma lista e/ou rol de opções que respeite os interesses, necessidades e
aspirações dos estudantes. Nesta perspectiva, no intuito de ampliar a percepção do (a) professor
(a) e da escola acerca da escolha das eletivas pelo estudante do Ensino Médio de Rondônia, o
quadro 2 apresenta orientações objetivas para o trabalho pedagógico na escola a partir dos
seguintes questionamentos centrais: Eletivas: como escolher? De que forma organizar a
escolha? O que considerar na escolha? Mediante às problemáticas, o quadro elucida
apontamentos sobre o passo a passo que deverá ser seguido para alcançar a eficiência na escolha
do estudante, ao mesmo tempo em que apresenta orientações referentes à duração, aos critérios
de diversificação e ao horário de atendimento das eletivas.
Referente à livre escolha das eletivas pelo estudante é pertinente salientar que a
oportunidade de as escolher de acordo com suas necessidades, ligadas no âmbito da curiosidade
e no campo do projeto de vida, por si só, já revela uma intencionalidade na aprendizagem que
se constituirá de forma significativa. Uma vez que o estudante se sentirá motivado a vivenciar
experiências diversificadas e percorrer essas eletivas com entusiasmo, porque estará associado
com algo que partiu do seu interesse.

817
Quadro 2. Orientações para escolha das eletivas pelo estudante do Ensino Médio de Rondônia.

ELETIVAS

O que considerar na escolha?


Como escolher? De que forma organizar
a escolha? Duração Diversificação Horário

A escolha é realizada pelos Em conformidade com a Semestral Constitui fundamento base, a Conforme o calendário
estudantes a partir de um rol de realidade e diagnóstico observação se as eletivas a serem letivo e organização
opções oferecidas pela escola. É prévio realizado pela escola ofertadas para escolha dos estudantes administrativa pedagógica
pertinente evidenciar que o para levantamento do (s) propiciará a articulação dos saberes da escola.
estudante pode optar pela escolha interesse(s) e opção do com o contexto histórico, econômico,
de eletivas (s) associadas a (s) área estudante. Para tanto, é social, ambiental, cultural, local e do
(s) de conhecimento que está em crucial envolver e mobilizar mundo do trabalho. Em consonância,
aprofundamento ou outra que seja os estudantes dos diferentes a escola deve atentar se a eletivas
de seu interesse. anos escolares no processo apresenta uma proposta educativa
de escuta e elaboração de contextualizada com saberes que
uma lista e/ou rol de opções articulem temáticas inerentes a
que serão oferecidos na cultura, valores, ciência, tecnologia e
escola. as dimensões do trabalho,
considerando o cotidiano da escola, a
realidade local do estudante e/ou
cenário do município e do estado.
Fonte: Adaptado de Brasil (2018b).

818
Nesta vertente, o quadro 2, fomenta que o reconhecimento e o levantamento da
dimensão pessoal, social e profissional que envolve o entorno do estudante mostram-se
relevantes para compreender sua realidade e as novas relações que cotidianamente são
produzidas no contexto local de forma integrada entre as áreas do conhecimento. Posto isto, por
intermédio das eletivas, vislumbra-se possibilidades educativas para que o estudante visualize
a interligação dos conhecimentos escolares com suas vivências e sua realidade social, e deste
modo, estabeleça uma conexão com a diversidade que a própria sociedade traz consigo.

[Link]. Oferta e Validação das Eletivas: Orientações para a Escola.

As Eletivas, enquanto unidade curricular de livre escolha dos estudantes com oferta
semestral, apresentam uma proposta de diálogo constante com as competências gerais oriundas
da Base Nacional Comum BNCC e a Portaria nº 1432/2018/MEC que orienta a elaboração
dos arranjos curriculares do itinerário formativo, visto que este documento é o norteador das
ações realizadas em âmbito escolar. Deste modo, é crucial considerar na etapa de elaboração e
validação das eletivas os pressupostos didáticos, pedagógicos e metodológicos que
fundamentam o trabalho pedagógico com os arranjos curriculares do itinerário formativo.
Sobre o processo de oferta, cabe salientar ainda a lista e/ou rol de opções de eletivas
elaboradas pela escola devem prioritariamente elucidar propostas educativas que articulem o
Projeto de Vida do estudante e/ou despertem sua curiosidade, criatividade, protagonismo e a
superação dos limites e barreiras cognitivas e socioemocionais, e deste modo tende a contribuir
efetivamente na preparação do estudante para vida em sociedade e para o mercado de trabalho.
Como estratégia para levantamento dos anseios dos estudantes, destaca-se que quando o
docente leva em consideração o sonho de cada estudante e o seu Projeto de vida,
concomitantemente constrói o alicerce e recebe o feedback necessário para o reconhecimento
de habilidades e competências inerentes ao aprofundamento das aprendizagens essenciais
exigidas no currículo.
Neste contexto, a proposta das Eletivas propõe que a abordagem para a experimentação
no ensino das áreas de conhecimento seja pautada em situações reais, vivenciadas pelos alunos
ou criadas n [...] uma experimentação que, não dissociada da teoria,
não seja pretenso ou meros elementos de motivação ou de ilustração, mas efetivas
possibilidades de contextualização dos conhecimentos científicos, tornando-os socialmente
mai

819
É por meio da experimentação que o estudante consegue se transportar da teoria à prática,
ao mesmo tempo em que vivencia saberes e experiências educativas que integra a vida
acadêmica e a vida social no qual ele está inserido. Dentro desta perspectiva, é nítida a
necessidade de abordar temáticas interdisciplinares e transdisciplinares, uma vez que a partir
das trocas entre os componentes curriculares e as áreas de conhecimento é que serão geradas
relações efetivas de aprendizagem capazes de promover transformações no interior de cada
aluno e do professor. Dentro deste contexto de vivência, a experimentação, a
interdisciplinaridade emerge como uma possibilidade de conhecer e que requer aberturas,
encontros e diálogos possíveis a partir de uma lógica que une e relaciona proporciona o
entendimento dos conceitos da teoria à aplicação (FURLANETTO, 2014, p. 73).
A proposição de uma unidade curricular que vincule o desejo e interesse dos estudantes,
também constitui gatilho para aprendizagem significativa em consonância com a área de
conhecimento em que o estudante se sente desafiado e curioso a apreender sob uma dimensão
de aprofundamento. Posto isso, cabe salientar que na sociedade da informação e comunicação,
o estudante atravessa uma metamorfose de inovação e tecnologia que exige por parte da escola
uma transformação e renovação didática e metodológica para atender aos pilares da educação
(aprender a conhecer, fazer, conviver e ser).
Na contemporaneidade, há uma exigência maior de atualização por parte da escola e de
quem a conduz, no que diz respeito à busca por métodos e estratégias de ensino aprendizagem
mais eficazes, visto que, com a tecnologia, os estudantes estão tendo acesso a qualquer
informação a tempo e a hora. Ademais, a escola tradicional deixou de ser atrativa. Por essa
ótica, faz-se necessário que o trabalho pedagógico com as eletivas explore o estudante como
protagonista da sua aprendizagem, e esteja pautado em ampliar a visão de mundo, de
aprendizagem e a vida em sociedade.
Neste cenário, para o trabalho com as Eletivas há de se considerar o perfil do professor
que tem a intencionalidade pedagógica e preparação do ponto de vista didático-metodológico
quanto ao uso de estratégias de ensino que coloque o estudante como centro do processo
educativo, alinhados à consciência e à reflexão crítica acerca da necessidade da abordagem de
temáticas interdisciplinares que supere a fragmentação existente no ensino tradicional. Em face
disso, o quadro 3 apresenta a intencionalidade pedagógica e o papel do professor acerca das
dimensões pedagógicas das Eletivas no Ensino Médio.

820
Quadro 3. Intencionalidade pedagógica e o papel do professor das Eletivas no Ensino Médio
de Rondônia.
Dimensões pedagógicas para o ensino e aprendizagem

Articulação da Aprendizagem ativa e Formação Integral


Aprendizagem significativa
O professor atua como A proposta das Eletivas é O professor, na condição de
articulador, mediador e desenvolver a capacidade de mediador entre o estudante e o
facilitador para que os comunicação, reconhecer os conhecimento, tem grande
estudantes possam impactos das novas tecnologias em responsabilidade diante das novas
trilhar novos caminhos. sala de aula, atender a diversidade atitudes docentes, como assumir
Seu papel, como cultural, respeitar a realidade dos riscos, propor estratégias de ensino
educador, é o de estudantes e ainda inserir no que visam ensinar a aprender.
estimular a criatividade, exercício da docência a dimensão Embasado nos quatro pilares da
o senso crítico do afetiva, ressaltando o educação: aprender a conhecer,
estudante no sentido de comportamento ético de valores e fazer, conviver e ser, o educador
que compreenda e atitudes. O aluno, neste caso, é o oferece ao estudante uma formação
estabeleça relações entre protagonista do seu estudo, visando completa, ou seja, além de prepará-
o estudo e seu cotidiano, atender seus anseios, é possível lo para o mercado de trabalho,
trazendo para a escola a descobrir o potencial de cada um e também o conduz a viver em
sua perspectiva de vida. contribuir para o seu sociedade e a se tornar um cidadão
desenvolvimento, fazendo com que empático e preparado para lidar com
ele possa se situar no mundo. adversidades.
Fonte: SEDUC-RO, 2021.

Em se tratando da intencionalidade pedagógica e o papel do professor de Eletivas é


necessário, nesse momento, que o docente tenha coragem de inovar, sair da zona de conforto,
e se desvincular da postura de que é o único detentor do conhecimento, podendo, assim,
compartilhar o domínio do saber.
Em consonância, revela-se como princípio básico que o docente e a equipe pedagógica
levem em consideração as necessidades e as angústias cotidianas dos jovens, juntamente com
a realidade da própria comunidade da qual estão inseridos. O foco é conhecer e aprofundar
questões de seu interesse. O trabalho com as eletivas constitui um espaço privilegiado para
abordar discussões de conceitos e temas atuais que permeiam o contexto histórico, cultural e
social do estudante.

[Link]. O Planejamento, Aplicação e Avaliação da Eletivas: Orientações Pedagógicas e


Metodológicas

No Ensino Médio, o planejamento, a aplicação e a avaliação das Eletivas constituem


etapas importantes para o trabalho pedagógico, acompanhamento da aprendizagem e
aprofundamento das aprendizagens essenciais do estudante. Ademais, é pertinente, o
821
desenvolvimento da experimentação, vivência e o enriquecimento da aprendizagem em
diferentes temáticas pertinentes ao itinerário formativo que o estudante deseja aprofundar e/ou
até mesmo envolve o interesse do estudante em diversificar sua formação com temas de outras
áreas do conhecimento.
A proposição das Eletivas é de responsabilidade do docente, sendo que o desenvolmento
da mesma perpassará pelos seguintes momentos:
1º. O docente elabora a ementa detalhada;
2º. Validação das eletivas, efetivada pela coordenação pedagógica da unidade escolar;
3º. Etapa de livre escolha do estudante;
4º. Etapa de oferta, a partir do planejamento e aplicação das ementas considerando o do
desenvolvimento das habilidades de forma interdisciplinar;
5º. Realização da culminância com apresentação dos produtos referentes à aplicação das
Eletivas;
6º. Avaliação das aulas de Eletivas no semestre;
Em relação ao planejamento, diz respeito à etapa da estruturação das eletivas para seu
desenvolvimento junto aos estudantes em conformidade com a ementa que fora devidamente
elaborada e validada para posterior escolha do estudante. No planejamento da ementa e no
decurso das aulas de eletivas deve-se atender aos eixos estruturantes e habilidades propostas
nos Referenciais para elaboração dos Itinerários Formativos (Portaria nº 1432/2018/MEC);
envolver temáticas em consonância com os interesses e necessidades do estudante; possibilitar
o alcance das expectativas inerentes ao aprofundamento e acompanhamento das aprendizagens
que ainda não foram adequadamente alcançadas.
Neste âmbito, o quadro 4 apresenta as orientações referentes à finalidade educativa e de
aprendizagem que permeia o trabalho de sistematização do planejamento das eletivas na escola.

Quadro 4. Orientações para sistematização do planejamento das Eletivas na escola.

Identificação do campo Intencionalidade pedagógica

Proponente Apresentação do nome da escola que propôs as eletivas.

Título Proposição de nome objetivo e atraente que facilite a compreensão e


motive a escolha dos estudantes.

Docente (s) Responsável (eis) Identificação do(s) nome(s) do(s) docente(s) autor(es) das eletivas.

Ano/Semestre Letivo Detalhamento do ano letivo e o semestre correspondente à oferta das


eletivas na escola.

Carga horária Indicação da duração de cada eixo estruturante e/ou atividade


822
educativa realizada.

Perfil do estudante Caracterização da faixa etária, ano de estudo, interesses, além da


quantidade mínima e máxima de estudantes por turma.

Área (s) do conhecimento Indicação da (s) Área (s) do Conhecimento a serem trabalhadas pela
eletivas, bem como os componentes curriculares envolvidos.

Justificativa Proposição de um texto sucinto que contextualize temáticas de


interesse da clientela estudantil, ao mesmo tempo em que aponta a
relevância e aplicabilidade da oferta da unidade curricular das
eletivas para o projeto de vida e na aprendizagem do(s) estudante(s).

Competência Descrição da competência a ser alcançada e/ou desenvolvida


mediante o trabalho pedagógico com a eletivas.

Eixos estruturantes Apontamento dos eixos estruturantes que serão priorizados para o
trabalho com as eletivas em conformidade com a Portaria nº
1432/2018/MEC.

Unidade Curricular Definição da natureza da eletivas (núcleo de estudos, laboratório,


projeto, oficina, Formação Inicial e Continuada FIC, dentre
outros).

Objetivos de aprendizagem Estruturação dos objetivos de aprendizagem que se espera alcançar


com as eletivas a partir das habilidades da Portaria nº
1432/2018/MEC.

Habilidades Seleção das habilidades inerentes às competências gerais e aos eixos


estruturantes das áreas de conhecimento que serão envolvidas
conforme Portaria nº 1432/2018/MEC.

Objetos de Conhecimento Indicação dos objetos de conhecimento necessários para mobilização


da aprendizagem e integração das práticas educativas da unidade
curricular eletivas.

Sequência didática Apresentação do roteiro sistematizado de estratégias metodológicas


para realização das atividades educativas nas aulas de eletivas.

Organização de momento para expor o que foi produzido a


toda comunidade escolar, em clima de compartilhamento de
Culminância
conhecimentos, de experiências, de aprendizados e de proposições
de desafios para avançar nos próximos períodos.

Recursos Descrição dos espaços, equipamentos e materiais necessários para o


desenvolvimento da eletivas na escola.

Avaliação Apresentação das ferramentas, procedimentos, instrumentos e


métodos avaliativos da aprendizagem do estudante.
Fonte: SEDUC-RO, 2021.

De acordo com o quadro 4 exposto acima, do ponto de vista da aplicação, cabe mencionar
que as mobilizações dos saberes nas Eletivas devem envolver temáticas em consonância com
as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio e a Portaria nº 1432/2018/MEC que

823
contempla os referenciais para elaboração dos Itinerários Formativos. Como exemplos, podem-
se destacar temáticas relacionadas à saúde, tecnologia, meio ambiente, cultura, mídia, esporte,
bem como permeia práticas interventivas, voluntárias, sociais e científicas.
Para tanto, na articulação das Eletivas, a escola poderá optar pelo desenvolvimento de
projetos, oficinas, clubes, monitorias, núcleo de estudos, incubadoras, estágios, protótipos,
palestras, laboratórios, entre outros. Como ponto de partida, independente da fase e/ou etapa
das eletivas (estruturação, escolha, planejamento, aplicação, culminância e avaliação) na escola,
há de se considerar e observar sua finalidade educativa e as expectativas de aprendizagem para
o trabalho pedagógico no Ensino Médio.
Em se tratando dos procedimentos de aplicação das eletivas na escola, é importante:
a) observar o perfil do estudante (interesse, necessidades e seu projeto de vida).
b) levantar a quantidade de alunos e o número de eletivas oferecidas; recomenda-se
que a escola ofereça uma maior variedade de temas de eletivas.
c) verificar a equipe docente em relação à disponibilidade de tempo, os conhecimentos,
as habilidades e as experiências dos professores.
d) observar a infraestrutura (estrutura e quantidade de espaços físicos, equipamentos e
materiais existentes) e as possibilidades de adaptação, recuperação, aquisição e/ou o
estabelecimento de parcerias com instituições ofertantes da rede pública; e considerar a
carga horária de aulas semanais destinadas para eletivas.

Face ao exposto, o quadro 5 ilustra as possibilidades de articulação da aprendizagem.

Quadro 5. Procedimentos de aplicação das eletivas na escola e as possibilidades de articulação


da aprendizagem no Ensino Médio de Rondônia.

Passo a passo para aplicação das Eletivas

Organizar as ementas dos componentes das Eletivas para divulgar.


Planejar Preparar a apresentação aos estudantes.
Definir os critérios de inscrição e seleção.
Planejar de forma interdisciplinar.

Divulgar os componentes das Eletivas para os Estudantes.


Fazer Realizar inscrições dos componentes das Eletivas.
Desenvolver as Ementas dos componentes das Eletivas.
Atrair o aluno com eletivas que desperte o interesse.
Culminar as Eletivas com a comunidade escolar.

Monitorar o desenvolvimento das aulas.


Desenvolver formas de acompanhamento.
824
Verificar Verificar se a aplicação das ementas atendeu aos objetivos definidos.
Considerar a contribuição para a construção do projeto de vida do estudante.

Analisar os resultados das Eletivas e sua influência na aprendizagem dos


Ajustar componentes curriculares propostos pela BNCC e na elaboração dos Projetos
de Vida dos estudantes.
Considerar os pontos de melhoria para o planejamento das próximas eletivas.
Fonte: SEDUC-RO, 2021.

Mediante os passos de aplicação P (Planejar); F (Fazer); V (Verificar) e A(Ajustar)


vislumbra-se a necessidade de: desenvolver o interesse pelo novo; trabalhar conceitos de
cidadania; proporcionar experiências educativas para que o estudante perceba que faz parte de
um todo que envolve a sociedade; e ainda envolve a articulação de diferentes caminhos para a
formação humana do estudante.
Nessa vertente, o trabalho pedagógico de aplicação das Eletivas, tem a finalidade
educativa de ampliar e aprofundar a visão do estudante referente aos diversos rumos que podem
ser seguidos ao longo de sua atuação moral, profissional e intelectual. Ademais, dentro do
currículo, o fato da proposta da eletivas na escola ser construída a partir do contexto local e a
necessidade do estudante potencializa sua aprendizagem de forma significativa e
contextualizada, bem como reflete diretamente no planejamento, estruturação, mudanças e
projeções futuras no seu projeto de vida.
Quanto à avaliação, apresenta-se no quadro 6, os pressupostos didáticos e pedagógicos
para efetivação da avaliação da aprendizagem, com orientações inerentes à aprendizagem, ao
processo, ao impacto/resultado a ser considerado nos processos avaliativos das eletivas.

825
Quadro 6. Pressupostos didáticos e pedagógicos para o processo avaliativo das eletivas na escola.

Aprendizagem Processo Impacto/Resultado


O processo de aprendizagem nas Deve-se considerar e avaliar os indicadores Referente aos impactos é importante que o processo de
eletivas considera as peculiaridades, qualitativos nas etapas avaliativas. avaliação seja e faça parte da realidade do estudante, e
realidades e necessidades em que o jovem Além disso, é importante considerar e considere suas necessidades. Ademais, a partir do
se encontra inserido, bem como suas acompanhar a evolução do estudante, atentando para desenvolvimento de atividade práticas e/ou aplicadas em
aspirações, perspectivas e sonhos. seus avanços e necessidades. Referentes aos sala de aula que explore a escuta e a criatividade do
Em face disso, é crucial a busca de instrumentos avaliativos, o uso de práticas de estudante.
mecanismos para que se possam avaliar as observação e autoavaliação constituem estratégias e Cabe considerar que em relação a oferta de Eletivas no
atividades propostas nas eletivas, como meios eficazes para avaliar em que medidas o formato FIC, a avaliação seguirá diretrizes e normativas
por exemplo, o acompanhamento atento e estudante desenvolveu a aprendizagem esperada. específicas. Outrossim, o aproveitamento de estudos fora
contínuo de todas as atividades, práticas, Outra forma de avaliar é por meio do uso de da escola será com base nos resultados das avaliações
ações e/ou intervenções realizadas pelo portfólios construídos com intuito de apresentar e fornecidas pela instituição responsável pela atividade.
estudante. contextualizar o sentido, as percepções e os No que diz respeito à articulação e alcance de resultados
Nesta perspectiva, na avaliação, deve- significados da aprendizagem alcançada mediante as satisfatórios de aprendizagem no trabalho com as eletivas é
se observar inicialmente os fundamentos e práticas educativas desenvolvidas nas eletivas. fundamental:
princípios pedagógicos inerentes: a Em suma, o processo avaliativo das eletivas a) Adotar práticas de ensino que valorizem a participação
formação integral; o protagonismo juvenil; contempla etapas como: do estudante nos projetos, oficinas, debates, incubadoras,
a centralidade do estudante no processo a) observação da frequência nas atividades. laboratórios e/ou práticas educativas que explorem seu
educativo; e a autonomia necessária ao seu b) o envolvimento e disposição em contribuir com protagonismo e centralidade no processo educativo.
projeto de vida. o grupo; e b) Considerar e instituir critérios qualitativos de avaliação
Nessa vertente, o professor atua como c) a participação nas atividades e na elaboração pautados na necessidade de desenvolvimento das
mediador e o estudante é o centro da dos produtos/atividades propostos no planejamento Competências Gerais da BNCC, das habilidades gerais e
aprendizagem. de aulas. específicas associadas aos quatro eixos estruturantes.

826
Em suma, despertam a atenção os desafios postos ao ato de avaliar, a materialidade de
suas práticas avaliativas por meio da diversidade de instrumentos de registro como: maquetes,
desenhos, fotografias dos estudantes realizando as aulas, trabalhos produzidos por eles
(apresentações de slides, gráficos, protótipos, projetos) e textos de diversos gêneros, alinhados
com o diálogo e reflexão entre as diferentes Áreas do Conhecimento.
Face ao desafio do ato de avaliar na visão de Romão (2009), além da avaliação baseada
em erros e acertos, atualmente, há que se preocupar também com o desempenho, a criação e a
transformação, possibilitando ao professor a busca por alternativas subsequentes. Como ponto
de partida, defende a importância de se produzir uma avaliação que mantenha e construa as
memórias dos percursos formativos por meio de suportes que materializam o ensino e a
aprendizagem de maneira processual.
Neste cenário, buscou-se respaldo em Hoffmann (2018) para salientar que os registros
avaliativos além da construção da memória de um processo e acompanhamento do processo de
construção do conhecimento ao longo do processo educativo, também são representativos da
imagem da ação desenvolvida pelo professor, portanto, requer tomada de consciência dos
procedimentos e o uso de registros avaliativos mais adequados.
Para Saul (2010), os critérios avaliativos perpassam pelo uso de instrumentos
quantitativos e qualitativos, sendo que por intermédios de elementos descritivos é possível
observar, por exemplo, a realidade e inserção social do aluno, bem como construir uma
avaliação emancipatória pautada no levantamento do contexto histórico-cultural do aluno, na
análise crítica e na criação coletiva de propostas de mudanças e/ou transformação.
Sobre a aplicabilidade dos instrumentos avaliativos, há de se considerar também a
visibilidade da relação com os saberes produzidos pelos alunos e os desafios postos ao docente
nas
possibilidades de materialização do saber construído na escola.

827
Referências

BRASIL, Ministério da Educação. Resolução nº 3, de 21 de novembro de 2018. Disponível em


[Link] Acesso em
02/06/2020.

___________, Ministério da Educação. Portaria nº 1432. Diário da União: 28 de


dezembro de 2018.
___________, Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular BNCC
Ensino Médio - Portaria nº 1570. Diário Oficial da União: 21 de dezembro de 2017,
Seção 1, Pág. 146.

___________, Ministério da Educação (MEC), Secretaria de Educação Básica. Orientações


Curriculares para o Ensino Médio. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação
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828

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