CÂNCER DE ESÔFAGO
Eduardo Garcia de Arruda
Cancerologia Cirúrgica
Epidemiologia do Câncer de Esôfago
◼ 1% de todos os cânceres.
◼ 3° câncer mais freqüente do aparelho
digestório.
◼ Gênero masc/fem = 3:1.
◼ Faixa etária: > 60 anos.
◼ Maior incidência: China, Irã, África
do Sul, França e Japão.
Quadro Clínico
◼ Disfagia rapidamente progressiva:
Sólidos pastosos líquidos.
◼ Odinofagia
◼ Sialorréia
◼ Regurgitação
◼ Hematêmese
◼ Caquexia
Sinais e Sintomas de Doença Avançada
◼ Afagia (incapacidade para deglutir)
◼ Pneumonia aspirativa (estenose do esôfago)
◼ Rouquidão (infiltração nervo laríngeo recorrente)
◼ Tosse durante deglutição (fístula esôfago-traqueal)
◼ Insuficiência respiratória (infiltração de traquéia)
◼ Hematêmese maciça (fístula esôfago-aórtica)
◼ Linfonodomegalia cervical (metástase linfonodal)
◼ Icterícia (metástase hepática)
◼ Ascite (metástase peritonial)
Fatores de Risco
◼ Tabagismo
◼ Etilismo
◼ Más condições de higiene oral
◼ Uso crônico de bebidas quentes
◼ Acalásia ou Megaesôfago avançado
◼ Lesão cáustica do esôfago
◼ Esôfago de Barrett
Outros Fatores de Risco
◼ Ingestão de nitrosamidas
◼ Ingestão de aflatoxinas (fungos)
◼ Deficiências nutricionais (vitaminas A e C,
ferro e zinco)
◼ Síndrome de Plummer-Vinson ou Patterson-
Brown-Kelly
◼ Tilose palmar/plantar
◼ Papilomavírus humano
Diagnóstico
◼ Endoscopia Digestiva Alta com biópsia.
Tipo Histológico e Localização do Tumor
◼ 70% - Carcinoma espino-celular (CEC)
– 15% - terço superior
– 50% - terço médio
– 35% - terço inferior
◼ 30% - Outros tipos:
– Adenocarcinoma (relação c/ DRGE e Barrett)
– Melanoma
– Leiomiossarcomas
– GIST (tumor estromal gastrointestinal)
Como estadiar:
◼ TC de Tórax e TC de Abdômen.
◼ Broncoscopia.
◼ Eco-Endoscopia ou Ultrassonografia endoscópica.
◼ Investigação de metástase linfonodal:
Biópsia de linfonodo cervical.
Biópsia transbrônquica.
Mapeamento ósseo por cintilografia.
TC de Crânio.
PET-SCAN.
Estadiamento TNM (AJCC)
◼ Tis – Carcinoma in situ Estádio TNM
◼ T1 – invade a submucosa I T1 N0 MO
◼ T2 – invade muscular própria
IIA TTumor avançado
◼ T3 – invade adventícia Ressecável
◼ T4 – Estruturas adjacentes 2 N0 M0
T3 N0 M0
◼ N0 – LN regionais sem metástases IIB T1 N1 M0
◼ N1 – LN regionais com metástases
T2 N1 M0
◼ M0 – Ausência de metástase III T3 N1 MO
◼ M1 – Presença de metástase T4 QualquerN m0
IV QualquerT QualquerN M1
Significado do Estadiamento
◼ Estádios I e II: doença ressecável
◼ Estádio III: ressecabilidade curativa difícil
◼ Estádio IV: doença não-ressecável e
incurável
Tratamento
◼ Tumor precoce (apenas 5% dos casos):
Mucosectomia endoscópica ou Esofagectomia
◼ Tumor não-avançado:
Esofagectomia Quimio-Radioterapia adjuvante
◼ Tumor avançado Ressecável
Quimio-Radioterapia neo-adjuvante Reestadiamento Esofagectomia
◼ Tumor avançado Irressecável ou inoperável:
Quimio-Radioterapia exclusiva
Preparo Pré-Operatório
◼ Fisioterapia respiratória
◼ Suporte nutricional
– Dieta oral
– Dieta enteral (sonda de Dobbhoff)
◼ Profilaxia para TVP e Embolia Pulmonar
– Anticoagulante
– Meia elástica
– Deambulação precoce