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Câncer de Esôfago

O câncer de esôfago representa 1% de todos os cânceres e é mais comum em homens acima de 60 anos, com maior incidência na China, Irã, África do Sul, França e Japão. Os principais sintomas incluem disfagia, odinofagia e caquexia, e os fatores de risco incluem tabagismo, etilismo e condições de higiene oral precárias. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e o tratamento varia de acordo com o estágio, podendo incluir esofagectomia e quimioterapia.

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Câncer de Esôfago

O câncer de esôfago representa 1% de todos os cânceres e é mais comum em homens acima de 60 anos, com maior incidência na China, Irã, África do Sul, França e Japão. Os principais sintomas incluem disfagia, odinofagia e caquexia, e os fatores de risco incluem tabagismo, etilismo e condições de higiene oral precárias. O diagnóstico é feito por endoscopia com biópsia, e o tratamento varia de acordo com o estágio, podendo incluir esofagectomia e quimioterapia.

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CÂNCER DE ESÔFAGO

Eduardo Garcia de Arruda


Cancerologia Cirúrgica
Epidemiologia do Câncer de Esôfago

◼ 1% de todos os cânceres.
◼ 3° câncer mais freqüente do aparelho
digestório.
◼ Gênero masc/fem = 3:1.

◼ Faixa etária: > 60 anos.

◼ Maior incidência: China, Irã, África

do Sul, França e Japão.


Quadro Clínico

◼ Disfagia rapidamente progressiva:


Sólidos pastosos líquidos.
◼ Odinofagia

◼ Sialorréia

◼ Regurgitação

◼ Hematêmese

◼ Caquexia
Sinais e Sintomas de Doença Avançada

◼ Afagia (incapacidade para deglutir)


◼ Pneumonia aspirativa (estenose do esôfago)
◼ Rouquidão (infiltração nervo laríngeo recorrente)
◼ Tosse durante deglutição (fístula esôfago-traqueal)
◼ Insuficiência respiratória (infiltração de traquéia)
◼ Hematêmese maciça (fístula esôfago-aórtica)
◼ Linfonodomegalia cervical (metástase linfonodal)
◼ Icterícia (metástase hepática)
◼ Ascite (metástase peritonial)
Fatores de Risco

◼ Tabagismo
◼ Etilismo
◼ Más condições de higiene oral
◼ Uso crônico de bebidas quentes
◼ Acalásia ou Megaesôfago avançado
◼ Lesão cáustica do esôfago
◼ Esôfago de Barrett
Outros Fatores de Risco

◼ Ingestão de nitrosamidas
◼ Ingestão de aflatoxinas (fungos)
◼ Deficiências nutricionais (vitaminas A e C,
ferro e zinco)
◼ Síndrome de Plummer-Vinson ou Patterson-
Brown-Kelly
◼ Tilose palmar/plantar
◼ Papilomavírus humano
Diagnóstico
◼ Endoscopia Digestiva Alta com biópsia.

Tipo Histológico e Localização do Tumor


◼ 70% - Carcinoma espino-celular (CEC)
– 15% - terço superior
– 50% - terço médio
– 35% - terço inferior
◼ 30% - Outros tipos:
– Adenocarcinoma (relação c/ DRGE e Barrett)
– Melanoma
– Leiomiossarcomas
– GIST (tumor estromal gastrointestinal)
Como estadiar:

◼ TC de Tórax e TC de Abdômen.
◼ Broncoscopia.
◼ Eco-Endoscopia ou Ultrassonografia endoscópica.
◼ Investigação de metástase linfonodal:
Biópsia de linfonodo cervical.
Biópsia transbrônquica.
Mapeamento ósseo por cintilografia.
TC de Crânio.
PET-SCAN.
Estadiamento TNM (AJCC)

◼ Tis – Carcinoma in situ Estádio TNM


◼ T1 – invade a submucosa I T1 N0 MO
◼ T2 – invade muscular própria
IIA TTumor avançado
◼ T3 – invade adventícia Ressecável
◼ T4 – Estruturas adjacentes 2 N0 M0
T3 N0 M0
◼ N0 – LN regionais sem metástases IIB T1 N1 M0
◼ N1 – LN regionais com metástases
T2 N1 M0

◼ M0 – Ausência de metástase III T3 N1 MO

◼ M1 – Presença de metástase T4 QualquerN m0

IV QualquerT QualquerN M1
Significado do Estadiamento

◼ Estádios I e II: doença ressecável


◼ Estádio III: ressecabilidade curativa difícil
◼ Estádio IV: doença não-ressecável e
incurável
Tratamento

◼ Tumor precoce (apenas 5% dos casos):


Mucosectomia endoscópica ou Esofagectomia

◼ Tumor não-avançado:
Esofagectomia Quimio-Radioterapia adjuvante

◼ Tumor avançado Ressecável


Quimio-Radioterapia neo-adjuvante Reestadiamento Esofagectomia

◼ Tumor avançado Irressecável ou inoperável:


Quimio-Radioterapia exclusiva
Preparo Pré-Operatório

◼ Fisioterapia respiratória
◼ Suporte nutricional
– Dieta oral
– Dieta enteral (sonda de Dobbhoff)
◼ Profilaxia para TVP e Embolia Pulmonar
– Anticoagulante
– Meia elástica
– Deambulação precoce

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