Doença
Pulmonar
Obstrutiva
Crônica
(DPOC)
RESUMO
MEDCLUB © 2023
Todos os direitos reservados
[Link]
Gabrielle Souza
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
Doença Pulmonar
• Em casos leves podemos observar sibilância
(principalmente em pacientes exacerbados)
Obstrutiva Crônica • Em casos mais graves:
− Sibilância, cianose, pletora facial, edema de
MMII e aumento do diâmetro AP do tórax (tórax
1 FISIOPATOLOGIA em barril – achado mais tardio)
• Doença comum, prevenível e tratável 3.2 EXAMES
• Prevalência global – 11,7%
COMPLEMENTARES
• Caracterizada pelos sintomas respiratórios
persistentes e progressivos + limitação do fluxo
aéreo
• Fatores de risco: tabagismo, exposição ambiental à
agentes tóxicos (queima de biomassa), fatores
genéticos, idade e alterações do desenvolvimento
pulmonar (RN prematuro, baixo peso, IVAI de
repetição na infância...).
1.1 MECANISMOS DA • Os exames complementares, com exceção da
DOENÇA espirometria, vão ser mais úteis no diagnóstico
diferencial e no estadiamento da doença.
• Inflamação neutrofílica dos Linfócitos CD8 →
acúmulo de secreção na luz do brônquio → edema • A gasometria é fundamental para aqueles pacientes
de parede → estreitamento progressivo de vias da emergência com hipoxemia (avaliar se tem
aéreas → obstrução do fluxo de ar retenção de CO2 e auxiliar no manejo ventilatório)
• Pode ocorrer também o enfisema pulmonar → 3.2.1 ESPIROMETRIA
destruição do parênquima pulmonar (responsável
pela sustentação das paredes dos brônquios), • É o exame capaz de fechar diagnóstico (diferente
perdendo a elasticidade da estrutura. dos outros que são apenas complementares).
• O exame avalia volumes e fluxos em uma expiração
forçada até o volume residual.
2 QUADRO CLÍNICO
2.1 QUANDO DESCONFIAR?
• Paciente com sintomas respiratórios persistentes:
− Dispneia progressiva e persistente
− Tosse crônica
− Expectoração
✓ Infecções respiratórias de repetição
✓ Presença de fatores de risco, genéticos ou de
desenvolvimento
• VEF1 - Por se tratar de um gráfico de volume x
3 DIAGNÓSTICO tempo, os valores se referem ao fluxo do ar. Estará
diminuído em relação ao CVF nos casos obstrutivos,
3.1 EXAME FÍSICO como DPOC e asma.
• CVF – Estará diminuído nos casos em que houver
• Só teremos grandes alterações no exame físico em diminuição do volume pulmonar, como nas
casos mais graves restrições pulmonares.
Página 2
Gabrielle Souza
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
• A relação dos dois valores recebe o nome de ÍNDICE (escala de dispneia mMRC)
DE TIFFENEAU.
• Esse valor é avaliado pré e pós aplicação de
broncodilatador de curta duração, para que possa
ser analisada a sua variação.
• Essa reversibilidade com o broncodilatador é que
difere asma e DPOC (enquanto a primeira apresenta
melhoras, o quadro de DPOC não possui mudanças
significativas).
4 ESTADIAMENTO (escala de dispneia CAT)
4.1 ESTADIAMENTO • O resultado obtido é analisado através da tabela de
Estadiamento Combinado para que seja
ESPIROMÉTRICO determinada a gravidade do quadro (sendo o grupo
“A” o mais leve e o “D” o mais grave).
• Classificado do Gold 1 ao 4, a partir dos valores de
VEF1.
• Na prática não é muito utilizado
≥ 2 ou 1 com
C D
Estadiamento
internação
0 – 1 (sem
A B internação)
Pouco Muito
sintomático sintomático
Sintomas
(mMRC: 0 – 1 ou (mMRC ≥ 2 ou
CAT < 10) CAT ≥ 10)
4.2 ESTADIAMENTO CLÍNICO
COMBINADO 5 TRATAMENTO
• Leva em consideração os sintomas apresentados • A medida de maior impacto será o tratamento não
pelo paciente e o quanto ele exacerbou no último medicamentoso comportamental.
ano.
• Em relação aos sintomas, será classificado de acordo
com a Escala de Dispneia mMRC ou pela Escala de
Dispneia CAT.
Página 3
Gabrielle Souza
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
5.3 OXIGENOTERAPIA
• Vacinação → COVID, Influenza e pneumocócica
(principalmente em paciente > 65 anos) DOMICILIAR
• É uma das principais medidas de tratamento e tem
5.1 TRATAMENTO como objetivo prevenir a hipóxia crônica.
MEDICAMENTOSO .
5.1.1 BRONCODILATADORES
• Grupo A → SABA ou anticolinérgico de curta ação
SOS (2ª OPÇÃO = LABA ou LAMA)
• Grupo B → LABA ou LAM + reabilitação pulmonar
• (2º OPÇÃO = LABA + LAMA)
• Grupo C → LAMA
• (2ª OPÇÃO = LABA + CI)
• Grupo D → LAMA ou LAMA + LABA ou LABA + CI
• Considerar cirurgia!
5.1.2 TERAPIA DE 2ª LINHA
• Indicadas para pacientes que já estão com a máxima 6 MANEJO DAS
da terapia de primeira linha e continuam
exacerbando: EXACERBAÇÕES
− Roflumilaste
− Azitromicina
5.1.3 CORTICÓIDE INALATÓRIO
6.1 ABCD DO MANEJO
5.2 MANUTENÇÃO
Avaliado na consulta de retorno em pacientes estáveis.
Página 4
REDES SOCIAIS
[Link]/[Link]/
youtube/medcluboficial
contato@[Link]
[Link]
INSTITUCIONAL
MEDCLUB – Ensino de práticas médicas Ltda © 2023
Todos os direitos reservados.
CNPJ: 44.904.941/0001-25
É terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por
qualquer meio ou processo, sem a expressa autorização do autor e das
edições criadas pelo MEDCLUB ©. A violação dos direitos autorais dessa
obra caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das
sanções civis cabíveis.
[Link]