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SISAB

O documento aborda o Sistema de Informação em Saúde, destacando o SINASC e a Declaração de Nascido Vivo (DNV) como ferramentas essenciais para monitorar nascimentos e melhorar a saúde de gestantes e recém-nascidos. Também discute a evolução dos sistemas de informação na atenção básica, desde o SIPACS até o SISAB, que utiliza o e-SUS para facilitar a coleta de dados. Além disso, apresenta o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e a Coleta de Dados Simplificada (CDS) como componentes importantes para a gestão da saúde pública.

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O documento aborda o Sistema de Informação em Saúde, destacando o SINASC e a Declaração de Nascido Vivo (DNV) como ferramentas essenciais para monitorar nascimentos e melhorar a saúde de gestantes e recém-nascidos. Também discute a evolução dos sistemas de informação na atenção básica, desde o SIPACS até o SISAB, que utiliza o e-SUS para facilitar a coleta de dados. Além disso, apresenta o Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC) e a Coleta de Dados Simplificada (CDS) como componentes importantes para a gestão da saúde pública.

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Pontos-chave

• SINASC registra dados sobre os nascimentos no país.


• Documento para alimentação do sistema: Declaração de Nascido Vivo (DNV).
• A DNV é um documento padrão do Ministério da Saúde.
• Permite identificar quais são as prioridades de intervenção necessárias para promover melhorias na atenção à
saúde de gestantes e recém-nascidos.
• A DNV possui três vias: branca (SMS ou SES), amarela (familiares) e rosa (prontuário).
• Não confundir DNV com certidão de nascimento. São documentos diferentes.
• Todos os nascimentos com vida devem ter a DNV preenchida.
• O preenchimento da DNV não é prerrogativa exclusiva do médico! O profissional de saúde responsável pelo acompanhamento
da gestação, do parto ou do recém-nascido deve preencher.
• Os dados do SINASC servem para sabermos os indicadores de mortalidade materna e de mortalidade infantil (e suas subdivisões)

1.4 SISTEMA DE INFORMAÇÃO EM SAÚDE PARA A ATENÇÃO BÁSICA E E-SUS AB

Estrategista, agora vamos conversar sobre um sistema de mellitus, hipertensão arterial sistêmica ou tuberculose, por
informação específico da atenção básica. Quero sua atenção aqui, exemplo), uma segunda ficha, denominada “ficha B”, deveria ser
pois esse tema vem sendo frequente nas provas de Residência preenchida e atualizada periodicamente. Essas fichas ficavam
Médica. Antes de entrarmos propriamente na discussão desse arquivadas na unidade de saúde, no consultório da equipe
sistema, é importante um breve histórico para uma contextualização. responsável pelo paciente, para atualização periódica. Veja que a
O primeiro sistema de informação referente à atenção básica alimentação do SIAB com esses dados precisava ser realizada em
em nosso país, chamado Sistema de Informação do Programa de uma atividade separada, por meio da digitação das fichas, o que
Agentes Comunitários de Saúde (SIPACS), foi implantado em 1993 exigia que o profissional reservasse uma parte de sua carga horária
e tinha por objetivo coletar dados referentes ao PACS, que era o de trabalho para essa atividade. Você pode imaginar ainda que
Programa de Agentes Comunitários de Saúde. Porém, o PACS muitos desses dados se perdiam pela dificuldade de alimentação
“evoluiu” para o Programa de Saúde da Família e, posteriormente, do sistema.
para a Estratégia de Saúde da Família (ESF). Felizmente, a coleta de Pensando nessas dificuldades, o Ministério da Saúde, por
dados da APS evoluiu junto. meio da Portaria Nº 1.412, de 10 de julho de 2013, implementou
Dessa forma, o Sistema de Informações da Atenção Básica o SISAB (Sistema de Informação em Saúde da Atenção Básica).
(SIAB) foi implantado em 1998 para substituir o SIPACS. Esse Com esse sistema, a coleta de dados passou a ocorrer diretamente
sistema coletava os dados por meio de fichas que eram preenchidas por meio da alimentação do sistema eletrônico (e-SUS) sendo,
manualmente e depois repassadas ao sistema. Por exemplo, toda portanto, simultânea à consulta médica ou ao registro de dados
vez que um agente comunitário de saúde cadastrava uma família, pelos agentes comunitários. Por isso, o objetivo do SISAB é
ele preenchia uma ficha chamada “ficha A”, que continha dados facilitar a coleta e o processamento dos dados referentes à APS,
demográficos daquela família. A ficha deveria ser atualizada em possibilitando ainda a integração dos dados referentes às famílias
cada visita domiciliar e os dados repassados ao sistema. daquela unidade aos dados da rede municipal, que por sua vez
De igual forma, quando o paciente apresentava uma das podem ser integrados em nível nacional.
condições que exigiam prioridade de atenção na APS (diabetes

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SIPACS (1993) SIAB (1998) SISAB (2013)

O sistema eletrônico e-SUS é, portanto, quem operacionaliza o SISAB. O e-SUS é composto por dois softwares que instrumentalizam
a coleta dos dados que serão inseridos no SISAB. São eles:
• Coleta de Dados Simplificada (CDS)
• Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC)

Segundo o Ministério da Saúde, os objetivos desse novo modelo são:

Objetivos

Individualizar o registro

Integrar a informação

Reduzir o retrabalho na coleta de dados

Informatizar as unidades

Gestão do cuidado

Coordenação do cuidado

Estrategista, quero chamar sua atenção pelo sistema de informação antigo eram condensados por toda
para o primeiro objetivo mostrado na tabela a produção daquela unidade. Agora com o SISAB, os dados são
anterior. Até o SIAB, os dados obtidos não completamente individualizados já que conseguimos analisar os
eram individualizados, mas sim consolidados. dados de cada paciente especificamente.
O que isso quer dizer? Que os dados obtidos

informações referentes à atenção básica. Toda essa


Estrategista, esse tema é um pouco confuso e espinhoso, mas informação coletada é então enviada ao SISAB, que é
preste atenção que vamos chegar lá! O e-SUS é uma plataforma o sistema de informação da atenção básica. Observe o
eletrônica composta pelo CDS e pelo PEC que coleta todas as esquema abaixo resumindo esse fluxo.

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e-SUS

PEC
SISAB
CDS

CAI NA PROVA
(UFPI 2020) A Portaria GM/MS nº 1.412, de 10 de julho de 2013, institui o Sistema de Informação da Atenção Básica e menciona
as estratégias para a operacionalização. A estratégia para a operacionalização e captação de dados que está sendo utilizada no
sistema de informação vigente é:

A) SIAB.
B) SISAB.
C) e-SUS AB.
D) CNES.
E) DATASUS.

COMENTÁRIO:

Não caia na pegadinha, Estrategista! Perceba que a questão é sobre quem operacionaliza o SISAB.
Incorreta a alternativa A: como falamos anteriormente, o SIAB é um sistema que foi substituído pelo SISAB.
Incorreta a alternativa B: apesar de o enunciado mencionar a Portaria nº 1.412/2013, que instituiu o Sistema de Informação
em Saúde para a Atenção Básica (SISAB), a pergunta é sobre a estratégia de operacionalização desse sistema.

Correta a alternativa C: como comentamos, o e-SUS AB operacionaliza e alimenta o SISAB por meio do CDS e do PEC.

Incorreta a alternativa D: como comentamos anteriormente neste livro digital, o CNES é o Cadastro Nacional de Estabelecimentos
de Saúde.
Incorreta a alternativa E: também já falamos, neste livro digital, que o DATASUS é o departamento de informática do SUS que
é responsável pela consolidação de informações, disponibilizando dados que podem subsidiar a análise da situação sanitária,
as decisões baseadas em evidências, o planejamento de programas de saúde, entre outras ações de saúde.

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Mas, professor, por que há dois softwares e quais as Para a utilização da PEC é necessário que haja, no mínimo,
diferenças entre eles?” Como você pode imaginar, a realidade computadores para os profissionais que trabalham na assistência à
de nosso país é bastante desigual. Isso reflete na estrutura das saúde e recepção da unidade. Já a CDS é indicada para as unidades
Unidades Básicas de Saúde. Como vamos implementar um sistema de saúde que não possuem conexão de internet e unidades de saúde
de prontuário eletrônico se em muitos locais de atendimento não que não possuem computadores suficientes para os profissionais.
temos computadores e muito menos internet?

Mas o SISAB contempla apenas os dados referentes às Unidades Básicas de Saúde? Não! O SISAB também contempla as
seguintes estruturas:
• Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASF)
• Consultórios na Rua (CnR)
• Programa Saúde na Escola (PSE)
• Academias da Saúde
Vamos aprofundar nossa discussão agora no PEC e na CDS. As questões que envolvem o prontuário eletrônico do cidadão são cada vez
mais comuns!

1.4.1 COLETA DE DADOS SIMPLIFICADA (CDS)


Como comentamos anteriormente, a CDS é indicada para • Atendimento Odontológico Individual
unidades de saúde sem computadores e/ou sem acesso à internet. • Atividade Coletiva
A CDS é alimentada por fichas para o registro de informações. Essas • Vacinação
• Visita Domiciliar
fichas são impressas, preenchidas no momento do atendimento
• Marcadores de Consumo Alimentar
e posteriormente são digitalizadas nos sistemas on-line para
• Síndrome Neurológica por Zika/Microcefalia (Ficha
abastecimento do SISAB.
Complementar)
O conjunto de fichas que atualmente compõem a CDS são • Vacinação Covid-19
as seguintes: Ainda existem mais duas fichas exclusivas para Serviço de
• Cadastro Individual
Atenção Domiciliar (SAD):
• Cadastro Domiciliar
• Ficha de Avaliação de Elegibilidade
• Atendimento Individual
• Ficha de Atenção Domiciliar
• Procedimentos

Fique tranquilo, Estrategista. Estamos listando aqui todas as fichas que compõem a CDS apenas para que
você saiba que são várias fichas distintas. Porém, não se preocupe em decorá-las, pois isso não é cobrado nas
provas.

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1.4.2 PRONTUÁRIO ELETRÔNICO DO CIDADÃO (PEC)

Atenção, Estrategista! Esse é um ponto a que você precisa estar atento, pois cai nas provas de Residência Médica. Geralmente o que é
perguntado nessa parte é sobre o registro médico e como deve ser realizado o atendimento médico.

Referência: [Link]

Observe na figura acima a interface do PEC. Perceba que profissional de saúde. Porém, como comentamos, o atendimento é
além da aba dos atendimentos existem outras funcionalidades, o mais importante para a prova e discutiremos sobre ele de forma
como, por exemplo, a possibilidade da visualização da agenda do aprofundada.

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Referência: [Link]

A figura acima nos mostra a tela do prontuário de nosso da ciência: por acaso. Foi durante um experimento no laboratório
paciente. Perceba que há algumas abas, mas a mais importante de bioquímica em que trabalhava, enquanto anotava seus
para nossa discussão é a segunda: SOAP. Mas afinal, o que é o experimentos e raciocinava ao mesmo tempo em que os escrevia,
SOAP? que Weed percebeu que os médicos se atrapalhavam para
O SOAP foi criado há 50 anos pelo médico Lawrence Weed, elaborar um diagnóstico (e consequentemente para criar um plano
professor de Medicina Interna da Universidade de Vermont, terapêutico) porque seus registros médicos não eram organizados.
que começou a pensar que o médico precisava de uma forma Weed percebeu que a forma sistematizada que tanto
sistematizada para trabalhar. O médico precisava ser capaz de procurava para auxiliar médicos em seu raciocínio clínico
traduzir os problemas iniciais do paciente (sinais/sintomas) em um era registrar a consulta médica em uma ordem que refletisse o
novo problema mais conciso, o diagnóstico, e a partir de então passo a passo do raciocínio do médico e que culminasse com a
trabalhar em cima deste diagnóstico para a elaboração de um elaboração de uma nova lista de problemas do paciente. Assim, o
plano terapêutico. Mas como sistematizar o processo de trabalho objetivo de registrar uma consulta seria que, ao final dela, o médico
do médico? conseguisse elaborar a lista de verdadeiros problemas do paciente.
A resposta veio justamente como todas as grandes descobertas Nascia assim o Registro Médico Orientado por Problemas (RMOP).

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O RMOP foi uma verdadeira quebra de paradigma: o cientista, registraria cada passo de sua investigação até chegar ao
registro médico deixava de ser um instrumento jurídico, apenas de problema. O RMOP pode ser executado de várias maneiras. Uma
registro dos fatos em forma de narrativa, para ser um instrumento delas é o SOAP, acrônimo para “subjetivo, objetivo, avaliação e
científico, em que o médico, como um verdadeiro detetive ou plano”.

Na verdade, o SOAP é apenas um dos pontos • Lista de problemas;


do registro médico orientado por problemas. O • Notas de evolução clínica (conhecidas como SOAP); e
RMOP possui quatro componentes, sendo eles: • Fichas de acompanhamento (fichas de resumo e
• Registro das informações clínicas (base de fluxograma).
dados do paciente); Observe um esquema resumido a seguir:

Base de dados do paciente

Lista de problemas

SOAP (notas de evolução


inicial)

Fichas de acompanhamento

Registro médico
orientado por problemas

O SOAP nada mais é do que uma forma de registrar a aspectos são registrados no item Subjetivo. É nesse item que o
consulta na mesma sequência do raciocínio clínico: primeiro, médico registra os principais dados informados pelo paciente e
o paciente expõe sua fala, seus sintomas, seus sentimentos e esse é o item que representa a Anamnese.
suas expectativas, isto é, o motivo de sua consulta. Ao escutar A partir dos dados extraídos da narrativa do paciente, o
atentamente a história, o médico complementa com perguntas médico parte para a próxima etapa, que é a realização do exame
que o ajudem a extrair mais dados da história em questão. Esses físico e a análise de exames complementares que porventura

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tenham sido realizados. Por exemplo, vamos imaginar um paciente os achados do exame físico e os resultados dos testes realizados. É
que chega ao consultório se queixando de febre, mialgia, cefaleia também importante fazer registros negativos.
e dor retro-orbitária. Você então examina seu paciente e percebe A partir dos dados registrados no Subjetivo e no Objetivo,
que ele está com a temperatura de 38,5°C e com a frequência vem uma das etapas mais importantes: o médico cria a lista
cardíaca de 102bpm. Nesse caso, o médico então registra no item de problemas do paciente. Assim, no item Avaliação, deve ser
Objetivo: febre com temperatura de 38 °C e frequência cardíaca escrita a lista de problemas reais do paciente, isto é, aqueles que
de 102bpm”. o médico já tem certeza porque as hipóteses levantadas foram
Assim, em linhas gerais e seguindo o método hipotético- confirmadas. É aqui que colocamos nossos diagnósticos fechados!
dedutivo, o Subjetivo é o item em que se anotam dados referentes à No exemplo anterior, escreveríamos aqui o diagnóstico sindrômico
observação do problema e o Objetivo é o item em que se registram de síndrome febril aguda.

Estrategista, muito cuidado com essa informação. No campo Avaliação não devemos colocar hipóteses
diagnósticas, mas sim diagnósticos fechados! “Como assim, professor?” Perceba que, no exemplo anterior, a principal
hipótese diagnóstica é dengue. Porém, não temos certeza, pois ainda não temos nenhum exame confirmatório desse
diagnóstico. Dessa forma colocamos um diagnóstico sindrômico. No caso de o paciente retornar com um exame
positivo para dengue, aí sim, nós podemos escrever dengue no campo Avaliação, pois teremos certeza diagnóstica!

Muitas vezes, principalmente na atenção básica, o motivo da consulta não é uma doença propriamente dita. Por
isso existe a Classificação Internacional de Atenção Primária (CIAP). Ela é uma ferramenta que permite a avaliação da
demanda dos pacientes nos serviços de saúde, por meio da demonstração dos motivos de procura do usuário, seja ele
de sofrimento ou enfermidade, mesmo que não se configurem doenças objetivamente evidenciadas por qualquer tipo
de exame. No caso do preenchimento do item Avaliação do SOAP, podemos preencher o CIAP havendo ou não, também,
um CID, caso haja o diagnóstico de alguma doença.

Segue-se então o último item do SOAP, que é o Plano: nele, (manejo por meio do tratamento), de seguimento e de educação
são escritas todas as etapas que serão realizadas para resolver em saúde. Perceba que o Plano, aqui, substituiria a “conduta” que
ou amenizar os problemas do paciente em questão. Esses planos estamos acostumados a ter espontaneamente.
podem ser diagnósticos (exames a serem realizados), terapêuticos Veja agora uma descrição resumida do SOAP:

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Descrição resumida dos registros referentes a cada item do SOAP

Subjetivo Percepção do indivíduo em relação a seu problema de saúde.

Objetivo Exame físico e exames complementares do indivíduo.

Avaliação profissional da demanda trazida (dados subjetivos e objetivos). Não é preciso


Avaliação ser o diagnóstico, pode ser utilizada a Classificação Internacional de Atenção Primária
(CIAP) nesse campo.

Descrição do plano de intervenção e cuidado que envolve os seguintes planos:


diagnóstico (testes diagnósticos); terapêutico (manejo por meio de tratamento,
Plano
alterações de hábito etc.); seguimento (longitudinalidade e continuidade do cuidado);
educação em saúde (orientações).

Fonte: Ministério da Saúde, e-SUS (2014). Demarzo, Oliveira e Gonçalves. Prática Clínica na Estratégia Saúde da Família: organização e registro (2014).

Para que fique mais fácil sua memorização, é só pensar nos passos de uma consulta médica, pois o raciocínio é o mesmo! Observe:

SOAP EQUIVALENTE

SUBJETIVO ANAMNESE

OBJETIVO EXAME FÍSICO E EXAMES COMPLEMENTARES

AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICO E LISTA DE PROBLEMAS

PLANO CONDUTA E SEGUIMENTO

Estrategista, dentro do tema SISAB e e-SUS, o SOAP é o assunto mais cobrado, de longe! Por isso, tenha a
segurança de que aprendeu cada ponto aqui apresentado antes de passar adiante. Vamos praticar com algumas
questões.

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CAI NA PROVA
(CERMAM 2020) João, 32 anos, vem para consulta médica na UBS. Verifica-se no prontuário que é a terceira consulta e que na lista de
problemas principal do prontuário consta: ALERGIA À DIPIRONA (história de angioedema). O registro da consulta é realizado como descrito
abaixo. S: Há 2 dias apresenta quadro de coriza hialina acompanhada de tosse com expectoração clara e febre intermitente de até 38 graus.
Nega dispneia ou outras queixas. Nega comorbidades prévias. O: Bom estado geral, eupneico, hidratado. Ausculta cardíaca: ritmo cardíaco
regular, sem sopros. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular positivo bilateralmente, sem ruídos adventícios. Oroscopia: hiperemia de
orofaringe, sem presença de placas em amígdalas. Otoscopia: membranas timpânicas e condutos sem alterações. PA= 125x80 mmHg, FC=92
bpm, FR=18 mrpm, Temperatura Axilar=37,7°C. A: Infecção de vias aéreas superiores. P: Orientação quanto a sinais e sintomas de gravidade;
paracetamol 500mg 1 comprimido de 6 em 6 horas se dor ou febre maior que 38,2°C; hidratação e solução fisiológica nasal. Em relação ao
registro acima, no formato SOAP, é CORRETO afirmar que:

A) O registro está adequado, obedecendo ao método SOAP.


B) O P (Plano) do SOAP está inadequado, pois deveria se ater à menção da terapia farmacológica instituída.
C) Infecção de vias aéreas superiores é um termo genérico e está sendo usado inadequadamente no A (Avaliação) do SOAP.
D) O S (Subjetivo) do SOAP está inadequado pela menção de febre, que, por ser um sinal, deveria aparecer exclusivamente no O (Objetivo)
do SOAP.

COMENTÁRIO:
perceba que em todo o enunciado está sendo utilizado o método SOAP, inclusive com o apontamento de
Correta a alternativa A:
cada uma das letras.
Incorreta a alternativa B: o plano do SOAP não deve se ater, exclusivamente, à terapia farmacológica, devendo incluir os testes diagnósticos
solicitados, as orientações sobre alterações de hábitos, entre outros aspectos ligados à conduta.
Incorreta a alternativa C: o campo da avaliação não precisa ser o diagnóstico exato, sendo possível utilizar a Classificação Internacional de
Atenção Primária (CIAP). São exemplos de termos da CIAP: dor atribuída ao coração, medo de estar grávida, secreção vaginal.
Incorreta a alternativa D: o campo subjetivo deve descrever toda a percepção do paciente sobre o problema de saúde, podendo incluir a
febre.

(UFPB 2021) O Registro de Saúde Orientado por Problemas (ReSOAP) é uma modalidade de registro bastante utilizado na Atenção Primária à
Saúde. Após finalizados a etapa de anamnese e exame físico, você deve registrar o conjunto de impressões ou a lista de problemas. A lista de
problemas deve ser registrada no elemento “A” do ReSOAP. Analise as assertivas abaixo:

I. Suspeita ou diagnóstico prováveis (exemplo: suspeita de depressão);


II. Diagnósticos a descartar (exemplo: descartar apendicite) ou a esclarecer (exemplo: apendicite a esclarecer);
III. Diagnósticos interrogados (exemplo: HAS?);
IV. Sintomas (exemplo: cefaleia);
V. Diagnóstico sindrômico (exemplo: uretrite).
A sequência de assertivas que apresenta elementos que não devem ser registrados no “A” do ReSOAP é:

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A) I,II e IV.
B) IV e V.
C) III, IV E V.
D) I, II e III.
E) II, III, IV e V.

COMENTÁRIO:

Correta a alternativa D: O item “Avaliação” talvez seja o que traz mais confusão na hora de preenchimento do SOAP. Por isso,
coloquei essa questão para praticarmos e deixar mais claro. Lembre-se de que comentamos que, no campo
“Avaliação”, não devemos colocar hipóteses diagnósticas, mas sim diagnósticos fechados! Por isso, não devemos colocar questionamentos.
Vamos analisar cada uma das afirmações.
I - Suspeita ou diagnóstico prováveis (exemplo: suspeita de depressão) – Não devemos colocar diagnósticos prováveis, apenas diagnósticos
fechados ou diagnósticos sindrômicos. Logo, escrever suspeita de depressão não é correto.
II - Diagnósticos a descartar (exemplo: descartar apendicite) ou a esclarecer (exemplo: apendicite a esclarecer) – Nesse caso também está
incorreto. Poderíamos colocar “dor abdominal” ou “abdome agudo”, por exemplo, já que seriam diagnósticos sindrômicos.
III - Diagnósticos interrogados (exemplo: HAS?) – Mais uma vez, afirmamos que não é correto colocarmos diagnósticos interrogados.
IV - Sintomas (exemplo: cefaleia) – Aqui está correto. Cefaleia pode ser um diagnóstico sindrômico. Avaliaremos a causa da cefaleia.
V - Diagnóstico sindrômico (exemplo: uretrite) – Também está correto.
Como o examinador quer as alternativas em que o A está preenchido de forma incorreta, está correta a alternativa D.

O Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI) é um sistema que registra os


dados de aplicação de vacinas e outros imunobiológicos nas Unidades de Atenção Primária à Saúde.
A partir de 31/07/2020, o Ministério da Saúde definiu que as informações referentes às imunizações
realizadas na Atenção Primária devem ser registradas exclusivamente pelo PEC; CDS; ou nos sistemas próprios
ou de terceiros devidamente integrados ao Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (SISAB)!
Dessa forma, o SIPNI fica integrado ao e-SUS AB.
Outros sistemas que já foram integrados ao e-SUS são o SISPRENATAL WEB (sistema de informações sobre o pré-natal e
puerpério) e o SISCAN (Sistema de Informação do Câncer). Este último integra os Sistemas de Informação do Câncer do Colo do
Útero (SISCOLO) e do Câncer de Mama (SISMAMA) e estão todos sendo substituídos pelo SISAB.

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Para terminar nossa discussão sobre o SISAB, gostaria de colocar um trecho da Portaria Nº 1.412, de 10 de Julho de 2013.

“Art. 5º O SISAB passa a ser o sistema de informação vigente para fins de financiamento e de adesão aos programas e estratégias da
Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) do DAB/SAS/MS.”

É por meio dos dados do CDS e do PEC, que alimentam o SISAB, que temos as informações dos indicadores de desempenho de saúde
avaliadas pelo PMAQ-AB (Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica), por exemplo!

Pontos-chave

• O SISAB substituiu o SIAB em 2013.


• É um sistema de informação que contém informações em saúde na atenção básica.
• É importante para fins de financiamento da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).
• Lembre-se de que, além das unidades básicas de saúde, o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), Consultório
na Rua (CnR), Programa Saúde na Escola (PSE) e academias da saúde também alimentam o SISAB.
• O e-SUS AB é o sistema que operacionaliza e lança os dados no SISAB.
• O e-SUS AB é composto por dois softwares: coleta de dados simplificada (CDS) e o prontuário eletrônico do cidadão (PEC).
• A coleta de dados simplificada é indicada para unidades sem computadores e/ou sem internet. É composta por fichas impressas
que, posteriormente, têm seus dados digitados.
• O prontuário eletrônico do cidadão utiliza o Registro Médico Orientado por Problemas (RMOP).
• O RMOP possui quatro componentes: registro das informações clínicas, lista de problemas, notas de evolução clínica (SOAP) e
fichas de acompanhamento.
• O método SOAP é uma forma de registrar a consulta. É composto por Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano.
• Outros sistemas estão sendo integrados ao SISAB. Até o momento temos o SIPNI, SISPRENATAL WEB e SISCAN.

1.5 SISTEMA DE INFORMAÇÕES AMBULATORIAIS (SIA-SUS)

Estrategista, a partir de agora vamos abordar alguns sistemas os gestores na programação, regulação e avaliação dos serviços
que raramente são cobrados nas provas. Por isso nossa discussão ambulatoriais. Os documentos utilizados para alimentá-los são
será mais superficial, pois eu sei que seu tempo é precioso. É o Boletim de Produção Ambulatorial (BPA) e a Autorização de
bom que você tenha uma noção sobre esses sistemas, pois eles Procedimento de Alta Complexidade (APAC). Após esse registro,
aparecem também nas alternativas das questões sobre os sistemas esses dados são processados e utilizados para nortear as decisões
de informação mais importantes (SIM, SINAN e SINASC). em saúde, que vão desde o planejamento de ações preventivas
O Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) foi criado na até o aumento de determinado serviço que não está conseguindo
década de 90 visando registrar e documentar todos os atendimentos corresponder à demanda.
ambulatoriais realizados pelo SUS. O objetivo sempre foi auxiliar

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Estrategista, preste mais atenção no que significa a sigla APAC. Perceba que temos o nome “procedimento”.
Quando nós falamos em informação ambulatorial nós temos a tendência a pensar apenas em atendimento. Porém, o
SIA coleta informações de atendimentos, procedimentos, exames e até mesmo tratamentos!

Não fique com dúvida, Estrategista. Atualmente os atendimentos ambulatoriais realizados na atenção básica
alimentam o SISAB sobre o qual conversamos anteriormente. Portanto, atualmente, apenas os atendimentos de
média e alta complexidade alimentam o SIA! Perceba que agora eu utilizei a palavra “atendimentos”. Por que isso?
Pois alguns procedimentos de média e alta complexidade podem ser realizados na atenção básica. Por exemplo,
procedimentos cirúrgicos dermatológicos, como a retirada de lipomas, podem ser realizados na atenção básica.
Nesses casos, será preenchido o BPA e esse dado alimentará o SIA.

Pontos-chave

• O SIA-SUS registra atendimentos e procedimentos realizados em nível ambulatorial.


• Documentos utilizados para alimentar o sistema: Boletim de Produção Ambulatorial (BPA) e Autorização de
Procedimento de Alta Complexidade (APAC).
• Registra apenas atendimentos de média e alta complexidade.
• Engloba procedimentos de média e alta complexidade realizados na atenção básica.

1.6 SISTEMA DE INFORMAÇÕES HOSPITALARES (SIH-SUS)

O Sistema de Informações Hospitalares (SIH-SUS) foi criado (AIH) e o registro dos prontuários dos pacientes. Seu propósito é
oficialmente em 1991 e tem por objetivo coletar as informações auxiliar na gestão financeira do SUS, visto que os relatórios sobre
das internações hospitalares em todo o território brasileiro. A as internações servem de base para o pagamento das instituições
principal fonte de dados é a Autorização de Internação Hospitalar de saúde.

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Estrategista, preste muita atenção na informação que acabamos de passar. O SIH tem a função de auxiliar
no controle e repasse financeiro. Esse sistema não foi criado com objetivos epidemiológicos! Porém, apesar de
ser uma base de dados administrativa, é possível que seja utilizada para a descrição dos principais procedimentos
hospitalares que são executados em território nacional, permitindo assim que se formulem hipóteses sobre a
morbidade e mortalidade brasileiras. Por exemplo, se o procedimento hospitalar mais realizado nos hospitais
públicos do país for a cineangiocoronariografia (cateterismo cardíaco), podemos formular a hipótese de que a
doença coronariana é a principal doença responsável pela morbidade da população brasileira.

A Autorização de Internação Hospitalar (AIH) é o documento de internação em um serviço de saúde público ou conveniado ao
utilizado para identificar as informações do paciente e da prestação Sistema Único de Saúde (SUS). Portanto, a iniciativa privada que
de serviços realizados durante o regime de internação hospitalar, atua de forma complementar ao SUS também deve informar as
subsidiando o gerenciamento do SIHSUS. internações que estiverem relacionadas ao sistema público.
E quando devemos emitir a AIH? A AIH é emitida na ocorrência

Estrategista, você já sabe que a iniciativa privada pode participar do SUS de forma complementar. Dessa
forma, muitos hospitais privados prestam assistência a pacientes do SUS. Nos casos de pacientes do SUS
internados em hospitais privados, devemos preencher a AIH para que o SUS repasse o dinheiro para os hospitais,
de acordo com os procedimentos realizados. Por outro lado, aqueles internamentos privados ou por saúde
suplementar (plano de saúde) que não têm qualquer relação com o SUS não precisam de AIH! Sendo mais direto, a AIH deve ser
preenchida para qualquer internação financiada pelo SUS!

A AIH possui numeração própria, sendo sua emissão passado, mensalmente, para o Ministério da Saúde. A gestão federal
realizada exclusivamente por órgãos do SUS ou autorizados por recebe os dados das internações autorizadas (aprovadas ou não
ele. O documento de AIH deve ser enviado ao gestor da unidade para pagamento) e programa os repasses de recursos financeiros
prestadora de serviços, que repassam os dados ao Ministério da às Secretarias de Saúde, o que inclui o repasse dos valores de
Saúde. procedimentos de média e alta complexidade, entre outros
A partir desse registro, o SIH-SUS consegue disponibilizar subsídios. Dessa forma, é possível a viabilização do faturamento
relatórios dos dados processados para guiar os gestores nos dos serviços hospitalares prestados no SUS.
pagamentos aos estabelecimentos de saúde. Esse controle é

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CAI NA PROVA
(FAMEMA 2019) O SIHSUS – Sistema de Informações Hospitalares do SUS tem por finalidade registrar todos os atendimentos provenientes
de internações hospitalares que

A) foram financiadas pelo SUS.


B) foram realizados no país.
C) tiveram duração superior a 3 dias.
D) resultaram em óbito do paciente.

COMENTÁRIO:
Questão bem direta. Como falamos, a AIH é o documento principal que alimenta o SIH-SUS e deve ser
Correta a alternativa A:
preenchida sempre que uma internação for financiada pelo SUS.

Pontos-chave

• O SIH-SUS registra informações sobre internações financiadas pelo SUS.


• Documentos utilizados para alimentar o sistema: Autorização de Internação Hospitalar (AIH) e registro dos
prontuários.
• Auxilia na gestão financeira das unidades de internação.
• A AIH deve ser emitida na ocorrência de internação de um paciente em um serviço de saúde público ou
conveniado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
• As internações por planos de saúde ou privadas não precisam de AIH.

1.7 SISTEMA NACIONAL DE REGULAÇÃO (SISREG)

Estrategista, esse sistema geralmente aparece apenas nas isso, pois vamos relembrar agora.
alternativas de questões sobre sistemas de informação em saúde. A hierarquização é a diretriz organizacional que permite que
Não encontramos até o momento nenhuma questão diretamente os serviços sejam organizados por meio de níveis de atenção. Esses,
relacionada a esse tema, portanto não nos aprofundaremos aqui. por sua vez, apresentam diferentes graus de densidade tecnológica.
Você já sabe que um dos princípios do SUS é a hierarquização, Em outras palavras, eles diferem quanto aos recursos disponíveis
não é mesmo? Não se preocupe se você esqueceu o que significa para resolver um determinado problema de saúde.

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Inicialmente, esses níveis estavam dispostos de forma vertical, nível, que provavelmente apresentará os recursos para resolver
mas atualmente prioriza-se a disposição de forma horizontal ou esse problema. Porém, a APS encaminha sem “perder” o paciente
em Redes de Atenção à Saúde — RAS. Por exemplo, a Atenção de vista, pois ela também é a coordenadora do cuidado. Dessa
Primária à Saúde (APS) é a “porta de entrada” do sistema, sendo forma, os indivíduos podem “passear” pela rede, mas sempre
o primeiro nível com o qual o paciente tem contato. Seu objetivo retornando ao ponto de origem. Essa organização permite a
é resolver entre 80 a 90% dos problemas de saúde da população. alocação consciente dos recursos de saúde e, consequentemente,
Caso não consiga resolver uma determinada queixa a efetividade do sistema.
apresentada, a APS “ordena” que o paciente caminhe para o próximo

Mas como regulamos essa referência da atenção primária na utilização dos recursos assistenciais e visando a humanização no
para níveis de maior complexidade? Isso mesmo! Por meio do atendimento. Trata-se de uma ferramenta fornecida pelo Ministério
Sistema Nacional de Regulação (SISREG). da Saúde de forma gratuita sendo sua utilização não compulsória.”
Vamos ver qual a definição do SISREG pelo Ministério da Em outras palavras, o SISREG é um portal no qual os
Saúde? profissionais de saúde da atenção primária solicitam consultas
“É um sistema web, criado para o gerenciamento de com especialistas, exames complementares de média e alta
todo Complexo Regulador, através de módulos que permitem desde complexidade e até mesmo leitos hospitalares! Perceba ainda
a inserção da oferta até a solicitação, pela rede básica, de consultas, que essa ferramenta não é de uso obrigatório (não compulsória)
exames e procedimentos na média e alta complexidade, bem como pelos municípios e estes podem se organizar por meio de outras
a regulação de leitos hospitalares, objetivando maior organização ferramentas, se preferirem.
e controle do fluxo de acesso aos serviços de saúde, a otimização

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Pontos-chave

• O SISREG é um sistema WEB para gerir a regulação de exames, procedimentos e consultas da atenção básica
para níveis mais complexos.
• Organiza a diretriz organizacional do SUS chamada de hierarquização.
• É fornecido gratuitamente pelo Ministério da Saúde.
• Não é obrigatório que os municípios utilizem esse sistema.

1.8 SISTEMA DE VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL (SISVAN)

Estrategista, encontramos apenas três questões até o situação nutricional da população brasileira, à época direcionado
momento sobre esse assunto e todas elas cobram conceitos gerais principalmente ao diagnóstico e tratamento da desnutrição infantil.
sobre esse sistema. Por isso, seremos breves para poupar seu Porém essa proposta não foi levada adiante.
tempo. Com a criação do SUS, a vigilância nutricional e alimentar
Desde 1976, o Instituto Nacional de Alimentação e passou a ter maior centralidade. Vamos relembrar um trecho da Lei
Nutrição (INAN) propôs a criação de um sistema para avaliar a nº 8.080 do SUS?

“Art. 6º Estão incluídas ainda no campo de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS):
IV - a vigilância nutricional e a orientação alimentar;”

Perceba então que desde a criação do SUS, a vigilância pois é o que geralmente é perguntado nas provas. Perceba que a
nutricional e a orientação alimentar estão contempladas como cobertura da vigilância nutricional e alimentar deve, idealmente,
campos de atuação. Dessa forma, em 1990, por meio da Portaria nº cobrir a totalidade da população brasileira! Algumas questões
1.156, foi instituído o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional tentarão confundir você afirmando que é apenas para crianças ou
(SISVAN), com os seguintes objetivos: gestantes.
1. “Manter o diagnóstico atualizado de situação do País, no Segundo o Ministério da Saúde as fases do ciclo de vida
que se refere aos problemas da área de alimentação e nutrição contempladas pela Vigilância Alimentar e Nutricional são:
que possuem relevância em termos de saúde pública;
- Criança: menor de 10 anos de idade
2. Identificar as áreas geográficas e grupos populacionais
- Adolescente: maior ou igual a 10 anos e menor que 20 anos
sob risco, avaliando as tendências temporais de evolução dos
de idade
problemas detectados;
3. Reunir dados que possibilitem identificar e ponderar os - Adulto: maior ou igual a 20 anos e menor que 60 anos de
fatores mais relevantes na gênese desses problemas; idade
4. Oferecer subsídios ao planejamento e à execução de - Idoso: maior ou igual a 60 anos de idade
medidas para a melhoria da situação alimentar e nutricional da - Gestante: mulher com idade maior que 10 anos e menor
população brasileira.” que 60 anos de idade
Estrategista, fique atento principalmente a esse último item,

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Você sabe qual é a diferença entre os termos “alimentar” e “nutricional”? O primeiro termo diz respeito
aos aspectos de comercialização, produção e acesso da população aos alimentos. Já o segundo se refere aos
aspectos do estado nutricional dos indivíduos. Perceba, portanto, que o SISVAN está encarregado de avaliar
desde a parte de produção e comercialização dos alimentos até a análise nutricional dos cidadãos brasileiros!

CAI NA PROVA

(UNCISAL 2020) O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) foi proposto primeiramente pelo INAN (Instituto Nacional de
Alimentação e Nutrição) em 1976. Somente em 1990, com a aprovação da Lei nº 8080, e a publicação da Portaria nº 1.156, o novo Sistema
foi estabelecido nacionalmente. O SISVAN tem a função de:

A) distribuir alimentos não perecíveis às famílias com crianças desnutridas;


B) acompanhar exclusivamente o estado nutricional de crianças e gestantes;
C) orientar a formulação de políticas públicas;
D) fazer o diagnóstico puramente descritivo da situação alimentar e nutricional;
E) instituir medidas de intervenção sobre os problemas nutricionais identificados.

COMENTÁRIO:

Incorreta a alternativa A: o SISVAN envolve a promoção de práticas alimentares saudáveis, mas não distribui alimentos.
Incorreta a alternativa B: o SISVAN acompanha o estado alimentar e nutricional de toda a população brasileira.

uma das funções desse sistema é orientar a formulação de políticas públicas para intervir nos problemas
Correta a alternativa C:
nutricionais e alimentares da população.
Incorreta a alternativa D: o SISVAN analisa as informações e indica a evolução provável dos problemas nutricionais, não fornecendo um
diagnóstico puramente descritivo da situação alimentar e nutricional.
Incorreta a alternativa E: os dados do SISVAN servem de base para planejar medidas de intervenção sobre os problemas nutricionais
identificados. Porém, não é o SISVAN que estabelece essas medidas. A elaboração das medidas públicas não é papel dos sistemas de
informação em saúde.

Pontos-chave

• O SISVAN avalia a situação alimentar e nutricional da população brasileira.


• Tem como um dos objetivos o planejamento e a execução de medidas para a melhoria da situação alimentar e
nutricional da população brasileira.
• Deve idealmente cobrir a totalidade da população e não apenas uma parte.

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