0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações27 páginas

Processos Psicologicos Básicos

O documento explora a consciência, os estados de sono e suas funções, incluindo a hipnose e a meditação como estados alterados de consciência. Discute também os estágios do sono, a importância do sono para a saúde mental e física, e os transtornos do sono, como insônia e apneia. Além disso, aborda teorias sobre os sonhos e o processamento dual da informação na mente humana.

Enviado por

Juliana
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
5 visualizações27 páginas

Processos Psicologicos Básicos

O documento explora a consciência, os estados de sono e suas funções, incluindo a hipnose e a meditação como estados alterados de consciência. Discute também os estágios do sono, a importância do sono para a saúde mental e física, e os transtornos do sono, como insônia e apneia. Além disso, aborda teorias sobre os sonhos e o processamento dual da informação na mente humana.

Enviado por

Juliana
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

CONTEÚDO NP2

Aula –

Para o pensamento não basta o entendimento das funções neurológicas e fisiológicas,


mas outras coisas. O nível de consciência influencia.
Consciência está relacionada à relação entre o que acontece no externo e o interno,
parEcular, inobservável pelo outro.

CONSCIÊNCIA – 6ª aula
• É o estado de conhecimento das sensações, dos pensamentos e dos senEmentos
que experimentamos em dado momento.
• A consciência é nossa compreensão subjeEva tanto do ambiente ao nosso redor,
quanto de nosso mundo interno parEcular, inobservável às pessoas de fora.
• Na consciência desperta, estamos despertos e conscientes de nossos
pensamentos, emoções e percepções.
• Todos os outros estados de consciência são considerados estados alterados de
consciência.
• Entre eles podemos citar:
• Dormir e sonhar – ocorrem de forma natural.
• Uso de drogas e a hipnose – são métodos que alteram deliberadamente
o estado de consciência

Hipnose: susceEbilidade às sugestões dos outros para quem é susceSvel a ser


hipnoEzado. Não é a hipnose que deixa as pessoas susceSveis. Elas que são. E a
hipnose não faz a pessoa fazer algo que ela não queira.

Hipnose é um estado alterado de consciência ou não?


O que define estar em estado alterado de consciência ou não (ou sejam estar apenas
em devaneio) é a alteração fisiológica associada. A alteração da consciência não é só
psíquica, mas é biológica também, fisiológica. Quando há alteração fisiológica e
mental, há alteração de consciência. E muitos psicólogos não aceitam a hipnose como
alteração de consciência, pois não há alterações fisiológicas.

Indicações da hipnose: controle da dor; tratamentos anEtabagistas; alguns tratamentos


de transtornos psicológicos.

Meditação: é um estado de consciência. Ela altera fisiologicamente.

PSICANÁLISE
APARELHO PSÍQUICO – 1ª tópica (fala em aparelho porque o corpo se compõe de
aparelhos, como o respiratório, o circulatório, etc. Assim como cada aparelho tem um
órgão principal, o aparelho psíquico teria órgãos, que seriam o inconsciente, o
consciente e o pré-consciente)
• Consciente (Cs): Sistema que faz a “ponte” entre mundo extra e intrapsíquico.
Funções de atenção, percepção e raciocínio.
• Pré-consciente (Pcs): Conteúdos acessíveis à consciência (como um “banco de
dados”).
• Inconsciente (Ics): Lugar dos insEntos mais primiEvos e dos conteúdos expulsos do
Pcs e do Cs pela repressão. Tem leis próprias, ex: é atemporal. (se não tenho
estrutura egóica para assimilar algo, isso vai para o inconsciente. Está relacionado a
trauma e em algum momento pode gerar uma doença).

SONO
QUESTIONÁRIO DO SONO
• Algumas pessoas nunca sonham. (F)
• Os sonhos são, em sua maioria, causados por sensações corporais, tais como um
desconforto estomacal. (F)
• Comprovou-se que as pessoas precisam de 8 horas de sono para manter a saúde.
(F)
• Quando as pessoas não recordam seus sonhos, provavelmente é porque elas estão
secretamente tentando esquecê-los. (F)
• Privar uma pessoa de sono irá de modo invariável torná-la mentalmente
desequilibrada. (F)
• Se perdermos parte do sono, posteriormente recuperaremos todo o sono perdido
na noite seguinte ou em outra noite. (F)
• Ninguém foi capaz de ficar mais que 48 horas sem dormir. (F)
• Nossos músculos são os mais relaxados na noite quando estamos sonhando. (F)
• O sono permite que o cérebro descanse porque pouca aEvidade cerebral ocorre
durante o sono. (F)
• Provou-se que fármacos oferecem uma cura a longo prazo para a insônias. (F)

OS ESTÁGIOS DO SONO
• A maioria de nós considera o sono um momento de tranquilidade, quando
deixamos de lado as tensões do dia e passamos a noite dormindo sem ocorrências
especiais.
• Entretanto, medições da aEvidade elétrica demonstram que o cérebro está muito
aEvo durante a noite. Ele produz descargas elétricas com padrões de ondas
sistemáEcos que mudam de altura (ou amplitude) e velocidade (ou frequência) em
sequências regulares.
• Também existe aEvidade lsica significaEva em movimentos musculares e oculares.
PRIMEIRO ESTÁGIO DO SONO
• Quando as pessoas se deitam para dormir, elas passam de um estado de vigília em
que ficam relaxadas de olhos fechados e entram no primeiro estágio do sono, que é
caracterizado por ondas cerebrais relaEvamente rápidas de baixa amplitude.
• Essa é uma etapa de transição entre a vigília e o sono e dura apenas alguns
minutos.

SEGUNDO ESTÁGIO DO SONO


• À medida que o sono torna-se mais profundo, as pessoas entram no segundo
estágio do sono, caracterizado por um padrão de ondas mais lentas e regulares,
com interrupções passageiras de “fusos do sono”.
• Torna-se cada vez mais dilcil despertar uma pessoa do sono conforme a segunda
etapa avança.

TERCEIRO E QUARTO ESTÁGIOS DO SONO


• O terceiro estágio é caracterizado por ondas cerebrais lentas, com cristas e vales
maiores no padrão de ondas do que no segundo estágio.
• O quarto estágio do sono é o mais profundo, durante o qual somos menos
responsivos à esEmulação externa.

SONO REM
• Várias vezes por noite, quando aqueles que dormem retornaram a um estado de
sono menos profundo, acontece algo curioso. Sua frequência cardíaca aumenta e
torna-se irregular, sua pressão arterial sobe e sua frequência respiratória aumenta.
• Além disso, o mais caracterísEco desse período é o movimento dos olhos de um
lado para o outro, como se eles esEvessem assisEndo a um filme repleto de ação.
• Esse período do sono é chamado de sono de movimento rápido dos olhos, ou
sono REM, em contraste com os estágios um a quatro que são coleEvamente
chamados de sono não REM (ou NREM).
• Paradoxalmente, enquanto toda essa aEvidade está ocorrendo, os principais
músculos do corpo parecem estar paralisados.
• O sono REM geralmente é acompanhado de sonhos, por todas as pessoas – quer
elas lembrem deles ou não - durante uma parte de sua noite.
• O sono REM ocupa apenas 20% do tempo de sono dos adultos.
• Existem evidências que o sono REM pode influenciar a aprendizagem e a memória,
permiEndo-nos repensar e recuperar informações e experiências emocionais que
Evemos durante o dia.

POR QUE DORMIMOS?


• O sono é necessário para um funcionamento humano normal, embora não
saibamos de modo exato por quê. Experimentos com ratos mostraram que a
privação total de sono leva à morte. Mas por quê?
• Uma explicação afirma que o sono permiEu que nossos ancestrais
conservassem energia à noite, hora em que era relaEvamente dilcil
obter alimentos. Consequentemente, eles eram mais capazes de ir em
busca de alimentos durante o dia.
• Outra explicação é que o sono recupera e revigora o cérebro e o corpo.
Existem evidências que a aEvidade reduzida do cérebro durante o sono
NREM dá uma chance aos neurônios de reparar-se.
• Outros estudos demonstraram que a liberação de hormônios do crescimento em
crianças está associada ao sono profundo. Ou seja, o sono pode ser essencial por
auxiliar o desenvolvimento lsico e cerebral da criança.
• Outra explicação está relacionada com nossa emoções. Estudos apontam que a
amigdala, que ajuda a processar as emoções, apresenta menos aEvação ao ver
imagens emoEvas quando os parEcipantes dormiram o suficiente em comparação a
quando Everam privação de sono. Isso indica que os parEcipantes responderam
com mais emoEvidade quando dormiram menos.

QUANTAS HORAS PRECISAMOS DORMIR?


• Os cienEstas não foram capazes de estabelecer quantas horas de sono são
absolutamente necessárias.
• Atualmente, a maioria das pessoas dorme entre 7 e 8 horas por noite, três horas
menos do que as pessoas dormiam cem anos atrás.
• Também existe grande variabilidade entre os indivíduos, sendo que algumas
pessoas precisam de apenas três horas de sono diárias.
• As mulheres, em geral, adormecem mais rápido, dormem períodos mais longos e
mais profundamente do que os homens.
• As necessidades de sono variam durante o curso da vida: à medida que
envelhecem, as pessoas precisam dormir cada vez menos.
• Num experimento, pessoas privadas de sono apresentaram cansaço, irritabilidade,
dificuldade de concentração e perda de criaEvidade, além de declínio na
capacidade de raciocínio lógico. Entretanto, depois de dormir normalmente,
recuperaram-se em apenas alguns dias.
• A carência de sono pode deixar-nos tensos, retardar nosso tempo de reação e
diminuir nosso desempenho em tarefas acadêmicas e lsicas.

TRANSTORNOS DO SONO
• A insônia é um distúrbio persistente que prejudica a capacidade de uma pessoa
adormecer ou, ainda, de permanecer dormindo durante toda a noite.
• Acomete até um terço da população.
• Mulheres e idosos são mais propensos a sofrer de insônia.
• A apneia do sono é uma condição na qual a pessoa tem dificuldade para respirar
durante o sono. Com isso a pessoa é constantemente acordada pois a falta de
oxigênio provoca uma resposta de despertar.
• O resultado é um sono perturbado, interrompido e uma perda
significaEva do sono REM.
• Algumas pessoas com apneia acordam até 500 vezes durante uma noite.
• Terrores noturnos são despertares repenEnos de sono NREM acompanhados de
extremo medo, pânico e forte excitação fisiológica.
• Ocorrem normalmente no quarto estágio do sono.
• Podem ser tão assustadores que a pessoa acorda gritando.
• Embora inicialmente produzam grande agitação, as víEmas conseguem
voltar a dormir com relaEva rapidez.
• São menos frequentes do que os pesadelos e, diferentemente dos
pesadelos, costumam ocorrer durante o sono NREM de ondas lentas.
• É mais frequente em crianças entre 3 e 8 anos.
• Narcolepsia é o sono incontrolável que ocorre por períodos curtos enquanto a
pessoa está acordada. A pessoa passa diretamente da vigília para o sono REM,
pulando outros estágios do sono.
• As causas são desconhecidas, embora possa haver um componente
genéEco.
• Sonambulismo e soniloquismo – as duas patologias ocorrem durante o quarto
estágio do sono e são mais comuns em crianças do que em adultos.
• Sonâmbulos e soníloquos têm uma vaga consciência do ambiente à sua
volta. Os sonâmbulos são capazes de andar com agilidade em uma sala
em torno de obstáculos.

A FUNÇÃO DO SONO
Explicação psicanalíMca
• Freud considerava os sonhos como um guia para o inconsciente. Para ele, os
sonhos representam desejos inconscientes que os sonhadores querem que se
realizem.
• Uma vez que tais desejos são ameaçadores à atenção consciente de quem sonha,
os reais desejos são disfarçados.
• Conteúdo latente – significados “disfarçados” dos sonhos, ocultos por
temas mais óbvios.
• Conteúdo manifesto – o enredo aparente dos sonhos.

Explicações evolucionistas
• Teoria segundo a qual os sonhos permitem que informações cruciais para nossa
sobrevivência diária sejam reconsideradas e reprocessadas durante o sono.
• Os sonhos representam preocupações sobre nossa vida diária, ilustrando
incertezas, indecisões, ideias e desejos. Ou seja, representam preocupações
fundamentais originadas de nossas experiências diárias.
• Pesquisas indicam que os sonhos permitem que as pessoas concentrem-se e
consolidem memórias.

Explicações neurocienQficas
• A teoria da síntese de aMvação afirma que o cérebro produz energia elétrica
aleatória durante o sono REM que esEmula memórias armazenadas que são
entrelaçadas para formar um enredo lógico.
• As teorias neurocienSficas não rejeitam totalmente a visão de que os sonhos
refletem desejos inconscientes. Ao contrário, pressupõem que o cenário parEcular
que aquele que sonha produz não é aleatório e sim, uma pista para seus medos,
emoções e preocupações.

DEVANEIOS
• Devaneios são fantasias que as pessoas constroem enquanto estão acordadas.
• Seu conteúdo está mais relacionado a eventos imediatos no ambiente
do que o conteúdo dos sonhos.
• O cérebro está surpreendentemente aEvo durante o devanear. Diversas
áreas do cérebro associadas à resolução de problemas complexos são
aEvadas durante o devaneio, o que sugere que devanear pode levar a
insights sobre problemas com os quais estamos nos debatendo.
• Quase todo mundo fantasia em alguma medida. Algumas pessoas
passam de 10 até 50% do tempo devaneando.
Coisas do livro do Myers: capítulo 3

Processamento dual (dual processing): o princípio de que a informação é frequentemente processada de maneira
simultânea em vias separadas, consciente e inconsciente.

A Mente de Duas Vias (The Two-Track Mind)


Assim, a consciência, embora nos possibilite exercer controle voluntário e comunicar nossos estados mentais aos
outros, é tão somente a ponta do iceberg do processamento de informações. Abaixo da superJcie, informações
inconscientes são processadas de forma simultânea em diversas vias paralelas. Quando olhamos um pássaro
voando, temos consciência do resultado de nosso processamento cogniLvo (“É um beija-flor!”), mas não de nosso
subprocessamento da cor, da forma, do movimento, da distância e da idenLdade da ave.

Mas, para aLvidades conscientes, não se faz tudo ao mesmo tempo. Atenção consciente só pode estar em um lugar
de cada vez.

Atenção Sele;va: a focalização da percepção consciente em um esUmulo parLcular.

Cegueira de desatenção: não perceber objetos visíveis quando nossa atenção está direcionada para outro lugar.
(experimento do gorila no meio dos jogadores de basquete).

Cegueira para mudança (uma forma de cegueira de desatenção): Não perceber mudanças no ambiente. Os mágicos
exploraram nossa cegueira para mudança por meio da fixação de nossa atenção na movimentação drásLca de uma
de suas mãos aliada à desatenção para mudança realizada pela outra mão.
Existe também a surdez para a mudança. Pessoas concentradas nas instruções não notaram a mudança da pessoa
que falava.

SONO E SONHOS
Quando estamos dormindo, assim como quando estamos acordados, processamos a maior parte das informações
fora de nossa percepção consciente.

RÍTMOS BIOLÓGICOS
Ritmo circadiano: relógio biológico que sincroniza o corpo com o ciclo de 24 horas do dia e da noite; ou: o relógio
biológico; ritmos corporais regulares (por exemplo, de temperatura e de vigília) que ocorrem em um ciclo de 24
horas.

A temperatura corporal se altera ao longo desse ciclo: aumenta com a proximidade da manhã, aLnge o máximo
durante o dia, decresce momentaneamente no início da tarde e começa a cair novamente antes de irmos dormir.
Pensamento e memória também chegam ao melhor desempenho no pico diário da aLvidade circadiana.
A luz da manhã ajusta o relógio circadiano ao aLvar proteínas reLnianas sensíveis à luz.
A luz arLficial interfere no sono por mexer com o relógio circadiano.

ESTÁGIOS DO SONO
À medida em que o sono nos domina, a consciência se esvai. O cérebro, no entanto, mesmo adormecido permanece
aLvo e não emite um sinal de linha constante, pois o sono tem seu próprio ritmo biológico.
Aproximadamente a cada 90 minutos passamos por um ciclo de 5 estágios de sono disLntos.

Sono REM: sono de movimento rápido dos olhos, um estágio do sono recorrente durante o qual comumente
ocorrem sonhos vívidos. Também conhecido como sono paradoxal, porque os músculos relaxam (exceto por
pequenas contrações), mas outros sistemas corporais permanecem aLvos.

Sono: perda periódica, natural e reversível de consciência - disLnta da inconsciência resultante do coma, da
anestesia geral ou da hibernação.

Durante o breve sono do estágio 1 podemos experimentar imagens que lembram as alucinações. Sensação de
queda (com possível contração do corpo) ou de flutuação.

Alucinações: experiências sensoriais que ocorrem sem esUmulo sensorial, ou falsas, como ver algo na ausência de
um esUmulo visual externo.

Segue-se um relaxamento mais profundo e se inicia o estágio 2, com duração de ~20 min. O estágio 2 se caracteriza
por periódicos episódios de fusos do sono, que são aLvidades rápidas e rítmicas de ondas cerebrais.
Em poucos minutos seguintes a pessoa passa pelo transitório estágio 3 rumo ao estágio 4. Nesses estágios o cérebro
emite (de forma crescente, do 3 para o 4) amplas e lentas ondas delta.
Esses 2 estágios e ondas lentas duram ~30 minutos, onde é diJcil acordar. O sonambulismo (sobretudo nas crianças)
acontece no fim do estágio 4, bem como podem fazer xixi na cama.

Sono REM. Acontece certa de 1 hora após adormecer. A pessoa retorna pelos estágios 3 e 2 (em vez de permanecer
no sono profundo).
A frequência cardíaca se eleva, a respiração fica irregular, as ondas cerebrais se tornam velozes com aspecto de
dente de serra, quase como no estágio 1, quase desperto. A cada meio minuto, aproximadamente, os olhos
disparam em movimentos rápidos.
Há ereção e lubrificação vaginal durante o sono REM.
O movimento rápido dos olhos anuncia o início de um sonho.
O ciclo do sono se repete a cada ~90 min. Com o avançar da noite, o sono pesado do estágio 4 vai ficando mais
breve e desaparece, e os períodos do REM e estágio 2 se alongam. De 20% a 25% do nosso sono noturno foi de
REM.

Por que dormimos?


Nem todos precisam de 8 horas de sono. Bebês recém-nascidos dormem por quase 2/3 do dia, ao passo que a
maioria dos adultos dorme 1/3. Mas, sem interferência, a maioria dos adultos dormirá pelo menos 9 horas por
noite.
Além das diferenças de idade há, também, diferenças entre indivíduos. Pode haver influência genéLca. E há,
também, diferenças culturais.

Como a falta de sono nos afeta


Dificuldade nos estudos
Diminuição de produLvidade
Tendência a cometer erros
Irritabilidade
Fadiga
LenLdão
Diminuição de criaLvidade
Diminuição de concentração
Diminuição de comunicação
Aumento no tempo de reação

Deixar mais vulnerável à obesidade (aumenta a quanLdade de hormônio grelina que esLmula a fome, e diminui a
lepLna, que suprime a fome). Além disso, aumenta o corLsol (hormônio do estresse) que esLmula o corpo a fabricar
gordura.

A privação de sono também pode suprimir as células imunológicas que combatem infecções virais e câncer.

Altera o funcionamento metabólico e hormonal, mimeLzando o envelhecimento e conduzindo à hipertensão e ao


prejuízo da memória.

Qual a função do sono?


Há poucas respostas, mas a proteção do sono nas cavernas durante a noite, para nossos ancestrais, pode ser uma
delas.
O padrão de sono de uma espécie tende a se adequar a seu nicho ecológico.

Outra provável resposta é que o sono ajuda na nossa recuperação, no reparo do tecido cerebral. Dormir bastante dá
aos neurônios em repouso tempo para se reparar.

O sono restaura a memória e, também, auxilia no pensamento criaLvo. Também proporciona aprendizagem e
auxilia na solução de problemas.
Por fim, auxilia no crescimento por causa de um hormônio liberado pela hipófise.

Distúrbios do sono
Insônia: problemas recorrentes para dormir ou manter o sono.
A parLr da meia idade o sono raramente é sem interrupção. Mas isso não caracteriza insônia.
Comprimidos e álcool podem agravar o problema, na medida em que se precisa de cada vez mais e, ao interrompê-
los, a insônia pode piorar. Além disso, os comprimidos podem ter efeitos colaterais, como a letargia no dia seguinte.
Na falta, ainda, de medicamentos naturais que sinteLzem os químicos do sono, sem gerar efeitos colaterais), são
recomendáveis:
Exercícios Jsicos regulares (não à noite)
Evitar cafeína após início da tarde. E, também, alimentos pesados antes de ir se deitar. Um copo de leite pode ajudar
(ajuda na fabricação de serotonina)
Relaxe, usando luz suave, antes de ir para a cama
Tenha regularidade no dormir (levante-se na mesma hora, sempre, e evite cochilos)
Não olhe repeLdamente para o mostrador do relógio
Fique tranquilo. Uma perda de sono temporária não lhe fará mal
Evite estress durante o dia
Se nada funcionar, vá para a cama mais tarde ou levante-se mais cedo

Há outros distúrbios, como narcolepsia, apneia do sono, sonambulismo e terror noturno.

Narcolepsia: narcolepsia um distúrbio do sono caracterizado por incontroláveis ataques de sono. A pessoa com
narcolepsia pode cair diretamente no sono REM, muitas vezes em momentos inoportunos.

Apneia do sono: um distúrbio do sono em que a pessoa sofre suspensões temporárias de respiração durante o sono
e desperta momentaneamente repeLdas vezes.
Obesidade é uma causa. Ronco durante o sono e fadiga durante o dia podem ser sinais de apneia.

Terrores noturnos: um distúrbio do sono caracterizado por grande agitação e aparência de apavoramento; ao
contrário de pesadelos, terrores noturnos ocorrem durante o Estágio 4 do sono (nas primeiras horas do estágio 4),
duas ou três horas após a pessoa adormecer, e raramente são lembrados.
Acomete crianças, principalmente. Podem se sentar, falar sem coerência, andar. Frequências cardíaca e respiratória
dobradas. Podem aparentar pavor.

Além dos terrores noturnos, outros distúrbios do estágio 4 são:


Sonambulismo: também mais frequente nas crianças.
Soniloquia

Ambos atravessam gerações. Gêmeos fraternos têm em 1/3 (se o irmão tem) e metade no caso dos gêmeos
idênLcos.

Crianças pequenas (que têm estágio 4 mais profundo) são mais propensas a sonambulismo e aos terrores noturnos.
Ao crescerem, com o estágio 4 menos aprofundado, os distúrbios diminuem.

Com o que sonhamos


Os sonhos do sono REM são vívidos, emocionais, diferentes dos devaneios diurnos, que têm caráter mais do
coLdiano.
8 a cada 10 sonhos são relaLvos a eventos ou emoções negaLvas.
Na maioria não têm conteúdo eróLco/sexual. Freud chamou de conteúdo manifesto os sonhos com traços de
experiências e preocupações não sexuais do dia anterior.

EsUmulos sensoriais no ambiente podem invadir os sonhos (um odor ou o toque do telefone podem ser incluídos na
história do sonho).

Durante o sono não nos lembramos de informações gravadas reproduzidas enquanto estamos profundamente
adormecidos.
Na verdade, o que quer que aconteça durante os 5 minutos antes de adormecermos costuma se perder da
memória. Isso explica por que pacientes com apneia do sono, que despertam repeLdas vezes ofegantes e logo
depois voltam a dormir, não se lembram desses episódios.

Por que sonhamos?


Qual é a função dos sonhos?

Pág 80 - conLnuar
ALTERAÇÃO DE CONSCIÊNCIA: USO DE DROGAS – 7ª aula
Consciência e uso de drogas

Drogas: forma deliberada de alteração de consciência. Atuam nos neurotransmissores


(aumentam, diminuem, bloqueiam, imitam o efeito do neurotransmissor natural).

• Drogas psicoaMvas são aquelas que influenciam as emoções, as percepções e o


comportamento de uma pessoa, levando-a a um estado alterado de
consciência.
• Se você já bebeu uma xícara de café ou uma cerveja, já tomou uma droga
psicoaEva.
• É evidente que variam amplamente em relação aos efeitos que produzem nos
usuários, em parte porque elas afetam o sistema nervoso de formas muito
diferentes. Por exemplo, algumas drogas bloqueiam ou aumentam a liberação
de neurotransmissores, outras bloqueiam a recepção ou remoção de um
neurotransmissor, e outras ainda, imitam os efeitos de determinado
neurotransmissor.
• As drogas adiMvas produzem dependência fisiológica ou psicológica (ou ambas)
no usuário e a reErada delas acarreta um intenso desejo pela droga, que, em
alguns casos, pode ser quase irresisSvel.
• Na dependência fisiológica, o corpo fica tão acostumado à droga que ele não
consegue funcionar sem ela. Altera os neurotransmissores e causa dependência
porque passamos a precisar de mais para ter o mesmo efeito.
• Na dependência psicológica, as pessoas acreditam que precisam da droga para
responder ao estresse da vida diária.
• Embora geralmente associemos a adição a drogas como a heroína, os Epos de
drogas coEdianas como a cafeína e a nicoEna, também têm aspectos adiEvos.
• Tolerância - A tolerância acontece quando o organismo acaba por se acostumar
ou fica tolerante à droga, ou seja, a droga faz a cada dia menos efeito. Assim
para se obter o que se deseja, é preciso ir aumentando cada vez mais as doses.
• AbsMnência - A absEnência de drogas se define como a interrupção do
consumo de drogas, e vem acompanhada por um conjunto de sintomas, que é
o que chamamos de “crise de absEnência”. Esses sintomas podem ser mais ou
menos intensos e longos, de acordo com a pessoa e a substância.
• A questão das substâncias psicoaEvas e seus efeitos sobre os estados de
consciência do indivíduo, envolve uma interação complexa de fatores que
devem ser considerados em sua análise. A reflexão sobre a questão dos efeitos
das substâncias psicoaEvas deve levar em consideração, entre outros, três
aspectos importantes:
o O Epo de substância envolvido;
o As caracterísEcas lsicas e psicológicas dos sujeitos e
o As caracterísEcas do contexto sociocultural em que eles estão inseridos.

POR QUE AS PESSOAS USAM DROGAS?


• Existem muitas razões, que vão desde
o a percepção de prazer da experiência em si,
o A fuga das pressões coEdianas,
o Até uma tentaEva de alcançar um estado religioso ou espiritual.
• Outros fatores têm pouco a ver com a natureza da experiência sem si:

o O uso de drogas por celebridades, como estrelas de cinema e atletas


profissionais, está mais relacionado com o fácil acesso e a pressão
social.
o Em alguns casos, a moEvação é simplesmente a emoção de
experimentar algo novo.
o Por fim, fatores genéEcos podem predispor algumas pessoas a serem
mais susceSveis a drogas e tornarem-se dependentes delas.
• A adição está entre os comportamentos mais dilceis de modificar, mesmo com
tratamento amplo.
Por causa da dificuldade em tratar problemas com drogas, há pouca
discordância que a melhor forma de lidar com
• o problema é a prevenção. Contudo, há pouca concordância quanto a como
aEngir esse objeEvo.

ESTIMULANTES Epo de droga


• EsEmulantes são substâncias que têm um efeito de excitação no sistema
nervoso central, causando um aumento na frequência cardíaca, na pressão
arterial e na tensão muscular.

o A cafeína é, talvez, o esEmulante mais consumido no mundo. Não está


presente apenas no café; é ingrediente potente no chá, nos
refrigerantes e também no chocolate. Produz diversas reações, entre os
quais, aumento na atenção e diminuição no tempo de reação, melhora
no humor (provavelmente por imitar os efeitos de uma substância
cerebral natural, a adenosina). Contudo, em excesso, pode resultar em
nervosismo e insônia.
o A nicoMna é outro esEmulante comum. Apresenta efeitos calmantes e
aEva mecanismos neurais semelhantes àqueles aEvados pela cocaína, o
que ajuda explicar por que é tão viciante. Mas a cocaína tem efeito
rebote.
o A cocaína e seu derivado, o crack, são rapidamente absorvidos pelo
corpo e fazem efeito quase que imediato. Quando usada em
quanEdades pequenas, a cocaína produz senEmentos de profundo bem-
estar psicológico, aumento da confiança e pronEdão. Os efeitos
prazerosos da cocaína desencadeiam uma dependência lsica e
psicológica, tornando os usuários obcecados pela obtenção da droga.
Em casos extremos, a cocaína pode causar alucinações (como insetos
rastejando sobre o corpo). Por fim, uma overdose pode levar à morte.
o Anfetaminas como a dextroanfetamina e a benzedrina, esEmulam o
sistema nervoso central, trazendo uma sensação de energia e pronEdão,
tagarelice, aumento da confiança e uma “alta” do humor. Além disso,
aumentam a concentração e reduzem a fadiga. Causam perda de
apeEte, aumento da ansiedade e irritabilidade. Podem causar delírios
persecutórios e desinteresse pelo sexo. Em grandes quanEdades podem
produzir convulsões e morte.

DEPRESSORES a pessoa fica mais lenta

• A ação dos Depressores é retardar o Sistema Nervoso Central, fazendo os


neurônios dispararem mais lentamente. Pequenas doses resultam em
sensações de intoxicação – embriaguez – junto à sensação de euforia e alegria.
Em grandes quanEdades, a fala fica pastosa e o controle muscular
desarEculado, dificultando o movimento.
o Álcool é o depressor mais comum e mais usado em todas as idades.
Entre os efeitos que o álcool produz estão: alívio das tensões e do
estresse, senEmentos de saEsfação e perda de inibições. Em doses mais
altas, as pessoas podem senEr-se emocional e fisicamente instáveis,
demonstram pouco discernimento e podem agir agressivamente.
Ademais, a memória é enfraquecida, o processamento cerebral de
informações espaciais está diminuído e a fala torna-se pastosa e
incoerente. Por fim, elas podem cair em um torpor e desmaiar. Os
alcoolistas desenvolvem dependência de álcool e tolerância (precisam
beber cada vez mais para experimentar as sensações posiEvas que o
álcool produz).
o Barbitúricos como Nembutal, Seconal e Gardenal são depressores
prescritos por médicos para induzir sono ou reduzir o estresse.
Produzem uma sensação de relaxamento, mas são psicológica e
fisicamente adiEvos e, quando combinados com álcool podem ser letais,
pois essa interação provoca o relaxamento dos músculos do diafragma e
o usuário para de respirar.
o Flunitrazepan é também chamado de “droga do estupro”, pois quando
misturado com o álcool, impede a víEma de resisEr a um ataque sexual.
Às vezes, as pessoas que ingerem a droga involuntariamente ficam tão
incapacitadas que não se lembram do ataque.

NARCÓTICOS

• NarcóMcos são drogas que aumentam o relaxamento e aliviam a dor e a


ansiedade.
o Morfina é usada medicamente para controlar dores graves.
o Heroína é derivada do pericarpo da papoula, assim como a morfina. É
injetada diretamente na veia e produz um surto de sensações posiEvas,
semelhantes a um orgasmo. Depois, o usuário experimenta uma
sensação de bem-estar e tranquilidade que dura de 3 a 5 horas. Quando
os efeitos da droga passam, o usuário sente tremenda ansiedade e um
desejo desesperado de repeEr a experiência. Além disso, maiores
quanEdades de heroína são necessárias para produzir o mesmo efeito,
provocando dependência lsica e psicológica. A adição da heroína é
especialmente dilcil de curar. Com o tempo, a vida do adito gira em
torno da heroína.
o Oxidona é um Epo de analgésico que tem gerado uma quanEdade
significaEva de abuso. É vendida com o nome comercial de OxyConEn.

ALUCINÓGENOS

• Alucinógenos são drogas capazes de produzir alucinações ou alterações no


processo perceptual.
o Maconha é o alucinógeno mais comum atualmente, cujo ingrediente
aEvo – o tetraidrocanabinol (THC) – é encontrado em uma erva comum,
a Cannabis. Os efeitos da maconha variam de pessoa para pessoa, mas
normalmente abrangem senEmentos de euforia e bem-estar geral. As
sensações parecem mais vívidas e intensas, e a noção de
autoimportância de uma pessoa parece aumentar. A memória pode ser
prejudicada, fazendo os usuários senErem-se agradavelmente “em
outra”. Entretanto, os efeitos não são unicamente posiEvos. Os
indivíduos que se sentem deprimidos, podem ficar mais deprimidos,
pois a droga tende a ampliar tanto bons quanto maus senEmentos. Os
efeitos do uso da maconha ainda são muito controversos. A única
consequência inquesEonavelmente negaEva: a fumaça danifica os
pulmões de forma muito semelhante ao que faz o cigarro, aumentando
a probabilidade de se desenvolver um câncer ou outras doenças
pulmonares. A maconha também apresenta várias aplicações
medicinais: ela previne náusea da quimioterapia, trata alguns sintomas
da AIDS e alivia espasmos musculares em pessoas com lesões na
medula, além de ser úEl no tratamento de Alzheimer.
o Ecstasy (MDMA) enquadra-se na categoria dos alucinógenos pois afeta
a operação do neurotransmissor serotonina no cérebro, causando uma
alteração na aEvidade das células cerebrais e na percepção. Os usuários
de ecstasy relatam uma sensação de tranquilidade e calma, dizem
experimentar maior empaEa e conexão com o outro, além de senErem-
se mais relaxados, porém cheios de energia. Alguns pesquisadores
constataram declínios na memória e no desempenho em tarefas
intelectuais.
o LSD (ou ácido), assim como o ecstasy, afeta a operação da serotonina no
cérebro, pois sua estrutura é semelhante à serotonina, produzindo
alucinações vívidas, exacerbando a percepção de cores, sons e formas. A
percepção do tempo é distorcida, assim como os objetos e as pessoas.
Alguns usuários acreditam que o LSD aumenta sua compreensão do
mundo. Para outros, a experiência pode ser apavorante,
experimentando flashbacks nos quais alucinam muito tempo.

MOTIVAÇÃO – 8ª aula
Feldman
MOTIVAÇÃO: O CONCEITO
• Os psicólogos entendem moEvação como sendo um conjunto de fatores que
direcionam e energizam o comportamento dos seres humanos e de outros organismos.
• A moEvação apresenta aspectos biológicos, cogniEvos e sociais, e a complexidade do
conceito levou psicólogos a desenvolver uma variedade de abordagens.
• Todas elas procuram explicar a energia que guia o comportamento das pessoas em
direções específicas.

ALGUMAS ABORDAGENS

• Abordagem dos insMntos. De acordo com essa abordagem as pessoas e os animais


nascem pré-programados com conjunto de comportamentos essenciais para sua
sobrevivência.
• Abordagem de redução do impulso. Esta teoria sugere que nossas necessidades
básicas (fome, sede, sono, sexo) são saEsfeitas por uma tensão ou excitação
moEvacional. Ou seja, somos naturalmente moEvados a saEsfazer nossas
necessidades.
• Abordagem de incenMvo. São teorias que indicam que a moEvação provém do
desejo de obter objeEvos externos valorizados ou incenEvos. Segundo essa visão, as
propriedades desejáveis – notas, dinheiro, afeição, comida, sexo – são responsáveis
pela moEvação de uma pessoa.

ABORDAGENS COGNITIVAS
• As abordagens cogniMvas da moMvação sugerem que a moEvação é um produto dos
pensamentos, das expectaEvas e dos objeEvos das pessoas – suas cognições.
• Por exemplo, o grau em que as pessoas são moEvadas a estudar para um teste está
baseado em sua expectaEva acerca do quanto estudar valerá a pena em termos de
uma boa nota.
• MoMvação intrínseca leva-nos a parEcipar de uma aEvidade para nosso prazer em
vez de alguma recompensa concreta tangível que ela nos trará.
• MoMvação extrínseca leva-nos a agir por dinheiro, uma nota ou alguma outra
recompensa concreta, tangível.

PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW


PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW
• O modelo de Maslow mostra como nossa moEvação progride até o alto da pirâmide
desde as necessidades biológicas mais amplas e mais fundamentais até as de ordem
superior.
• As necessidades básicas são impulsos primários: água, alimento, sono, sexo e afins.
As necessidades de segurança vêm a seguir.
• Somente depois de atender às necessidades básicas de ordem inferior é que uma
pessoa pode considerar a saEsfação das necessidades de ordem superior, tais como
amor e o senEmento de pertencimento, esEma e autorrealização. As necessidades de
amor e pertencimento incluem as necessidades de receber e dar atenção e de ser um
membro contribuinte de algum grupo ou sociedade. Depois, uma pessoa empenha-se
pela esEma, que está relacionada a autovalorização e competência.
• Depois que esses quatro conjuntos estão saEsfeitos, uma pessoa é capaz de se
empenhar pela autorrealização, que é um estado de saEsfação em que as pessoas
realizam seu mais alto potencial.
• No início, Maslow sugeriu que a autorrealização ocorria apenas em alguns indivíduos
famosos. Posteriormente, ele ampliou o conceito para abranger as pessoas comuns,
como um pai com excelentes habilidades para a educação que cria uma família, um
professor que depois de um ano cria um ambiente que maximiza as oportunidades de
sucesso para os alunos e um arEsta que realiza seu potencial criaEvo.
• Essa hierarquia das necessidades é importante por dois moEvos: ela destaca a
complexidade das necessidades humanas e enfaEza a ideia de que, até que as
necessidades biológicas mais básicas sejam saEsfeitas, as pessoas estarão
relaEvamente despreocupadas com as necessidades de ordem superior.

PARA PENSAR:
• Você concorda que as necessidades de ordem inferior precisam ser saEsfeitas antes
das necessidades de ordem superior?

• Os ermitões e monges que tentam atender às necessidades espirituais enquanto


negam as necessidades lsicas básicas contradizem a hierarquia de Maslow?
MOTIVAÇÃO: NECESSIDADES BÁSICAS
• A homeostase é uma tendência do corpo a manter um estado interno constante, está
subjacente aos impulsos primários. Usando a retroalimentação, a homeostase regula
os desequilíbrios no funcionamento do corpo a um estado ideal, semelhante a um
termostato que funciona em uma casa para manter a temperatura constante. as
células receptoras por todo o corpo monitoram constantemente fatores como a
temperatura e os níveis de nutrientes. Quando ocorrem desequilíbrios, o corpo adapta-
se em um esforço para retornar a um estado ideal. Muitas necessidades fundamentais,
incluindo as por comida, água, temperatura corporal estável e sono, operam por meio
da homeostase.
A MOTIVAÇÃO POR TRÁS DA FOME
• Mecanismos biológicos complexos indicam aos organismos se eles precisam de
alimentos ou se devem parar de comer.
• Por exemplo, os ratos que foram privados de certos alimentos procuram alternaEvas
que contenham os nutrientes específicos que estão faltando em sua dieta e muitas
espécies, dada a opção de uma ampla variedade de alimentos, escolher uma dieta bem
equilibrada.
• Em contraste com os seres humanos, é improvável que outras espécies tornem-se
obesas. Mecanismos internos regulam não somente a quanEdade de comida que elas
ingerem, mas também o Epo de alimento que desejam.
• Obviamente, os fatores biológicos internos não explicam por completo nosso
comportamento alimentar. Os fatores sociais externos, fundamentados nas regras
sociais e no que apendemos sobre comportamento alimentar apropriado, também
desempenham um papel importante.
• As influências culturais e nossos hábitos individuais desempenham papeis
importantes na determinação de quando, o quê e o quanto comemos.
• Outros fatores sociais também se relacionam com nosso comportamento alimentar.
Algumas pessoas vão direto para a geladeira depois de um dia dilcil, buscando consolo
em uma porção de sorvete. Podem ter aprendido a associar comida a conforto, a
atenção ou a prazer.

OBESIDADE/ANOREXIA
• A determinação das causas da obesidade revelou-se uma tarefa desafiadora, uma vez
que, tanto os fatores biológicos como os sociais influenciam o comportamento
alimentar.
• Alguns psicólogos sugerem que a hipersensibilidade a sinais externos alimentares
com base em fatores sociais, associada à insensibilidade a sinais internos de fome,
produz obesidade.
• Outros argumentam que pessoas com sobrepeso apresentam pontos de referência
do peso mais altos do que os outros.
• Alguns pesquisadores sugerem que o corpo não tenta manter um ponto de
referência fixo. Em vez disso, o corpo tem um ponto de adaptação determinado por
uma combinação entre nossa herança genéEca e a natureza do ambiente e então
somos predispostos no ambiente genéEco à obesidade, então nos adaptamos a um
equilíbrio que mantém o peso relaEvamente alto. Em contraste, se nosso ambiente é
nutricionalmente mais saudável, uma predisposição genéEca à obesidade não será
desencadeada e, assim, iremos nos adaptar a um equilíbrio em que nosso peso é mais
baixo.
• A anorexia nervosa é um transtorno alimentar grave em que a pessoa pode recusar-
se a comer, ao mesmo tempo negando que seu comportamento e sua aparência sejam
incomuns, literalmente, passando fome até a morte.
• Os transtornos alimentares (TA) representam um problema crescente no mundo
todo. Mas qual a causa dos transtornos alimentares?
• Alguns pesquisadores suspeitam de uma causa biológica como um desequilíbrio
químico no hipotálamo ou na hipófase, talvez produzido por fatores genéEcos. Exames
cerebrais mostram que pessoas com TA processam informação sobre comida de modo
diferente dos indivíduos saudáveis.
• Outros acreditam que a causa tem suas raízes na valorização que a sociedade atribui
à magreza e na noção paralela de que a obesidade é indesejável.
• As explicações completas para os TA permanecem indefinidas. É mais provável que
causas biológicas e sociais entejam envolvidas e que, para um tratamento bem
sucedido, sejam necessárias diversas estratégias, incluindo terapia e alterações
dietéEcas.

MOTIVAÇÃO SEXUAL
• O comportamento sexual humano, em comparação aos demais animais, é mais
complicado, embora biologicamente não seja tão diferente. Nos machos, os tesSculos
começam a secretar androgênios na puberdade, produzindo os caracteres sexuais
secundários, como pelos corporais, engrossamento da voz, aumento do impulso
sexual, etc. Como o nível de produção de androgênio é relaEvamente constante, os
homens são capazes de aEvidades sexuais em qualquer momento.
• Já, as mulheres, apresentam um padrão diferente. Quando aEngem a maturidade na
puberdade, os ovários começam a produzir estrogênio e progesterona em um padrão
cíclico. A maior produção ocorre durante a ovulação, quando um óvulo é liberado dos
ovários, criando a possibilidade de ferElização. Apesar disso, as mulheres são
recepEvas ao sexo ao longo de todo o seu ciclo.
• Alguns estudos sugerem que os homens têm um impulso sexual mais forte do que as
mulheres, ainda que a diferença possa ser o resultado do desesSmulo da sexualidade
feminina em vez de disEnções inatas entre homens e mulheres. Está claro que os
homens pensam em sexo mais do que mulheres: enquanto 54% dos homens relatam
pensar em sexo todos os dias, apenas 19% das mulheres relatam pensar nisso
diariamente.
• Nos seres humanos, o comportamento sexual é esEmulado por fatores mais versáteis
além dos fatores hormonais. O cheiro, um som, um toque podem esEmular
sexualmente o seu companheiro.

OUTRAS MOTIVAÇÕES SEXUAIS


• O sexo pré-conjugal até a década de 1960 era tradicionalmente um tabu. Havia uma
visão que o sexo pré-conjugal era permiEdo para os homens, mas não para as
mulheres. Porém houve uma mudança drásEca na opinião pública desde então.
Atualmente, grande parte dos casais, considera que morar junto antes do casamento é
moralmente aceitável.
• O sexo conjugal é o padrão número um por meio do qual a felicidade conjugal é
medida. Os casais casados estão frequentemente preocupados se estão tendo pouco
sexo, muito sexo ou o Epo errado de sexo. E embora haja muita desconfiança quanto
ao sexo extraconjugal, o que a realidade mostra é muito diferente. De acordo com um
levantamento, 85% das mulheres casadas e mais de 75% dos homens casados são fiéis
aos cônjuges.

OUTRAS MOTIVAÇÕES
• A necessidade de realização é uma caracterísEca estável aprendida em que uma
pessoa obtém saEsfação empenhando-se e aEngindo metas desafiadoras.
• A necessidade de afiliação é o interesse em estabelecer e manter relacionamentos
com outras pessoas. Existe um empenho em desenvolver amizades.
• A necessidade de poder está relacionado a pessoa com fortes tendências a exercer
impacto, controle ou influência sobre os outros e a ser visto como um indivíduo
poderoso.

COMPREENDENDO AS EMOÇÕES – 9ª aula


Feldman, R.S. Introdução à Psicologia.

Uma das aulas mais importantes. Mais do que sensação, percepção. Influenciam nossa
memória, modo de pensar, agir.... influenciam em quase tudo.
Quanto mais feliz, maior o número de alterações fisiológicas.

O QUE SÃO EMOÇÕES?


Definição Geral das Emoções
• Emoções são senEmentos que comumente têm elementos fisiológicos e cogniEvos e
que influenciam o comportamento.
• Pense em como é estar feliz: primeiro experimentamos um senEmento que podemos
diferenciar de outras emoções com alguma alteração lsica, como o aumento do ritmo
cardíaco, podemos até “dar pulos de alegria”. Por fim, podemos abranger elementos
cogniEvos com o entendimento do significado do que está acontecendo despertando
senEmentos de felicidade.
• Alguns psicólogos argumentam que sistemas inteiramente separados governam as
respostas cogniEvas e as emocionais. Uma controvérsia atual implica se a resposta
emocional predomina sobre a resposta cogniEva ou vice-versa. Estudos de
neuroimagem do cérebro podem ajudar a resolver esse e outros debates acerca da
natureza das emoções.

As funções das emoções


Para que serve a emoção? Ela nos prepara para a ação. Regula a “resposta” entre
esSmulo e resposta.
Emoção está ligada às respostas emocionais e cogniEvas. Em geral a ação / reação é
insEnEva.
Normalmente o medo nos mostra que não estamos preparados para reagir.
• Imagine como seria se não experimentássemos emoção. Não teríamos desespero
profundo, depressão e nenhum remorso... Mas, também, não senEríamos felicidade,
alegria ou amor.
• Sem dúvida, a vida seria consideravelmente menos saEsfatória e até mesmo
embotada se não Evéssemos a capacidade de senEr e expressar emoção.
• Mas as emoções servem a algum propósito além de tornar a vida interessante? Na
verdade, sim.
• Preparam-nos para a ação. As emoções atuam como uma ligação entre os
eventos em nosso
ambiente e nossas respostas. Ex. luta e fuga
• Moldam nosso comportamento futuro. As emoções promovem o
aprendizado que nos ajudará a ter respostas apropriadas no futuro.
• Ajudam-nos a interagir mais efeMvamente com os outros. Frequentemente,
comunicamos as emoções que experimentamos por meio de nossos
comportamentos verbais e não verbais, tornando nossas emoções óbvias para
os observadores
Determinando as emoções básicas
• Um desafio para os psicólogos foi idenEficar as emoções fundamentais mais
importantes. Os teóricos debateram acaloradamente a questão de catalogar as
emoções e montaram diferentes listas, dependendo de como eles definem o conceito
de emoção. A mais conhecida foi proposta pelo Dr. Paul Ekman que, inicialmente
defendeu a existência de seis: Raiva, Alegria, Tristeza, Surpresa, Medo e Nojo.
Posteriormente, acrescentou Desdém/Desprezo à sua lista original, perfazendo um
total de sete emoções básicas.

Uma das coisas mais importantes: se comunicar com o outro sem falar.

#MEDO #RAIVA #ALEGRIA #NOJINHO #TRISTEZA

Sobre diverEdamente: memórias base = personalidade.


Emoções são temperos de nossa personalidade

A linguagem das emoções


• Se examinar a linguagem, você verá que existem literalmente dezenas de formas para
descrever como nos senEmos quando experimentamos uma emoção e que a
linguagem que usamos para descrever as emoções está, em sua maior parte, baseada
em sintomas lsicos que estão associados a uma experiência emocional parEcular.
• Exemplo: o medo. Imagine que já é noite, você está andando por uma rua escura, um
desconhecido aproxima-se andando por trás. Você pensa no que fará se o estranho
tentar roubá-lo ou machucá-lo de alguma maneira. Enquanto esses pensamentos estão
passando por sua cabeça, algo dramáEco está acontecendo a seu corpo: seu sistema
nervoso autônomo é aEvado, o ritmo da respiração aumenta, assim como os
baEmentos cardíacos, há uma dilatação das pupilas (para aumentar a sensibilidade
visual) e uma secura na boca, pois o funcionamento das glândulas salivares e de todo o
sistema digestório cessam. Ao mesmo tempo, as glândulas sudoríparas aumentarão as
suas aEvidades para ajudar o corpo a se livrar do calor. Todas essas alterações
fisiológicas ocorrerão sem sua consciência. No entanto, a experiência emocional que as
acompanha será evidente para você e para todas as pessoas que te observarem neste
momento.

A teoria de James-Lange
• Para William James e Carl Lange, a experiência emocional é uma reação a eventos
corporais insEnEvos que ocorrem como resposta a alguma situação ou evento no
ambiente. Essa perspecEva está resumida na seguinte afirmação de James: “SenEmos
tristeza porque choramos, raiva porque atacamos, medo porque trememos” (1890).
• Em síntese, James e Lange propuseram que experimentamos emoções como
resultado de mudanças fisiológicas que produzem sensações específicas. O cérebro
interpreta essas sensações como Epos específicos de experiências emocionais.
• Problemas:
• Para que essa teoria seja válida, as mudanças viscerais teriam que ocorrer
muito rápido experimentamos algumas emoções quase que de imediato.
Muitas mudanças viscerais são muito lentas.
• As mudanças viscerais por si só podem não ser suficientes para produzir
emoção. Os corredores também apresentam aumento de baEmento cardíaco e
respiração acelerado e não pensam nisso como sendo emoção.
• Nossos órgãos internos produzem uma variedade limitada de sensações. É
dilcil imaginar que cada emoção seria resultado de uma alteração visceral
única.

A teoria de Cannon-Bard
• Walter Cannon e Philip Bard, rejeitam a teoria anterior e presumem que tanto a
excitação fisiológica como a experiência emocional são produzidas simultaneamente
pelo mesmo esSmulo nervoso, que emana do tálamo no cérebro.
• Segundo esta teoria, depois que percebemos um esSmulo que produz emoção, o
tálamo é o ponto inicial da resposta emocional. A seguir, ele envia um sinal para o
sistema nervoso autônomo, produzindo assim, uma resposta visceral. Ao mesmo
tempo, o tálamo também transmite uma mensagem para o córtex cerebral referente à
natureza da emoção que está sendo experimentada. Portanto, não é necessário que
diferentes emoções tenham diferentes padrões fisiológicos únicos associados a elas –
desde que a mensagem enviada para o córtex cerebral difira de acordo com a emoção
específica.
O tálamo emite um sinal, dada certa esEmulação, que vai chegar ao sistema nervoso
central e, ao mesmo tempo, para outra região do cérebro. Mais tarde se descobriu que
isso acontece, porém não vindo do tálamo, mas do hipotálamo.
• Problemas:
• A teoria de Cannon- Bard parece precisa em rejeitar a ideia de que a excitação
fisiológica isolada explica as emoções. Contudo, pesquisa mais recentes
apontaram que o hipotálamo e o sistema límbico é que desempenham um
papel importante na experiência emocional.
• A ocorrência simultânea das respostas fisiológicas e emocionais ainda precisa
ser demonstrada conclusivamente.

A teoria de Shachter-Singer
• Esta teoria está baseada na crença de que as emoções são determinadas
conjuntamente por um Epo não específico de excitação fisiológica e sua interpretação,
com base nos sinais ambientais.
• No experimento clássico de Schachter e Singer, foi dito aos parEcipantes que eles
receberiam uma injeção de vitamina. Na realidade, eles receberam epinefrina, uma
substância que causa respostas que comumente ocorrem durante fortes reações
emocionais, como um aumento na excitação fisiológica, incluindo ritmo cardíaco e
respiratório mais alto e rubor facial. Os membros de ambos os grupos foram expostos a
um ambiente com uma pessoa agindo de forma irritada e hosEl e em outra condição,
com uma pessoa agindo de forma exuberante e feliz. Quando lhes era pedido que
descrevessem seu estado emocional no final do experimento, os parEcipantes
expostos ao indivíduo irritado relataram que se senEam irritados, enquanto os
expostos ao indivíduo feliz relataram que se senEam felizes.
• Os resultados do experimento apoiaram uma visão cogniEva das emoções em que
elas são determinadas em conjunto por um Epo relaEvamente não específico de
excitação fisiológica e pela rotulação daquela excitação com base nos sinais do
ambiente.
Ou seja, somos sensíveis às emoções do meio. Emoções diferentes esEmulam
diferentes partes do cérebro, indicando que as emoções não “estão” todas na mesma
parte do cérebro.

PerspecMvas contemporâneas
• Quando Schachter e Singer realizaram seu experimento no início da década de 1960,
as formas pelas quais eles podiam avaliar a fisiologia que acompanha a emoção eram
relaEvamente limitadas. Atualmente, os avanços nos estudos do sistema nervoso e de
outras partes do corpo permiEram que os pesquisadores examinassem mais
detalhadamente as respostas biológicas na emoção. Por exemplo: pesquisadores
constataram que emoções específicas produzem a aEvação de porções muito
diferentes do cérebro. Em um estudo, os parEcipantes que se submeteram à
tomografia por emissão de pósitrons (PET) foram solicitados a relembrar eventos que
os deixaram tristes, como mortes e funerais, ou eventos que os deixaram felizes, como
casamentos e nascimentos. Eles também olharam fotos de rostos que pareciam felizes
ou tristes. Os resultados das PETs foram claros: a felicidade estava relacionada a um
decréscimo na aEvidade em certa área do córtex cerebral, enquanto a tristeza estava
associada a aumento na aEvidade em porções parEculares do córtex.
• Além disso, a amígdala, situada no lobo temporal do cérebro, é importante para a
experiência das emoções, pois ela possibilita uma ligação entre a percepção de um
esSmulo que produz emoção e a lembrança daquele esSmulo posteriormente. Por
exemplo: se alguma vez fomos atacados por um pitbull, a amígdala processa essa
informação e leva-nos a reagir com medo quando vemos um pitbull posteriormente.
• Como os caminhos neurais conectam a amígdala, o córtex visual e o hipocampo (que
desempenha um importante papel na consolidação das lembranças), alguns cienEstas
especulam que os esSmulos relacionados às emoções podem ser processados e
respondidos quase instantaneamente.
• Essa resposta imediata ocorre tão rapidamente que o pensamento mais racional de
ordem superior, que leva mais tempo, parece não estar envolvido no início.
• Em uma resposta mais lenta, porém mais pensaEva ao esSmulo que desencadeia a
emoção, as informações sensoriais relacionadas à emoção são avaliadas inicialmente e
depois enviadas para a amígdala.
• Parece que o sistema mais rápido oferece uma resposta imediata ao esSmulo que
evoca emoção, enquanto o sistema mais lento ajuda a confirmar uma ameaça e
prepara uma resposta mais ponderada.

Explorando a diversidade

• Segundo estudos contemporâneos, a expressão de emoções básicas parece universal.


As pessoas em todas as culturas expressam emoções de forma semelhante.
• O psicólogo Paul Ekman demonstrou de forma convincente esse ponto quando
estudou os membros de uma tribo na selva da Nova Guiné que quase não Enha
contato com os ocidentais. As pessoas da tribo não falavam ou entendiam inglês,
nunca haviam assisEdo um filme e Enham experiência muito limitada com indivíduos
brancos antes da chegada de Ekman. No entanto, suas respostas não verbais a histórias
que evocavam emoções, bem como sua capacidade de idenEficar emoções básicas,
eram muito semelhantes às dos ocidentais.
• Por que as pessoas entre as culturas expressam emoções de forma semelhante? Uma
hipótese conhecida como programa de influência facial oferece uma explicação para
isso. O programa funcionaria como o programa de um computador, e seria aEvado ao
nascimento. Quando posto em movimento, o programa aEva um conjunto de impulsos
nervosos que faz o rosto exibir uma expressão apropriada. Cada emoção primária
produz um conjunto único de movimentos musculares, formando os Epos de
expressões relacionadas a um Epo de emoção básica.
• A importância das expressões faciais é ilustrada por uma noção intrigante conhecida
como a hipótese do feedback facial. De acordo com essa hipótese, as expressões faciais
não só refletem a experiência emocional, como também ajudam a determinar como as
pessoas experimentam e rotulam as emoções.
• Basicamente falando, “vesEr” uma expressão emocional fornece um feedback
muscular para o cérebro que ajuda a produzir uma emoção congruente com aquela
expressão. Por exemplo, os músculos aEvados quando sorrimos podem enviar uma
mensagem ao cérebro indicando a experiência de felicidade – mesmo que exista nada
no ambiente que produziria essa emoção parEcular.
• O apoio para essa hipótese do feedback facial provém de um experimento clássico
realizado por Ekman e col.
• Que todos vocês podem fazer...

Experimento do Dr. Ekman


• Sigam as orientações referente aos movimentos dos músculos de seus rostos:
• Eleve as sobrancelhas e as aproxime.
• Eleve suas pálpebras superiores.
• Agora esEque os lábios horizontalmente para trás na direção das orelhas.
• Após seguir essas orientações – as quais, como você pode ter imaginado, pretendem
produzir uma expressão de medo – o ritmo cardíaco de vocês deve ter subido
levemente e sua temperatura corporal deve ter declinado, reações fisiológicas que
caracterizam o medo.

Frase solta e aleatória de Koba: emoções e pensamentos podem ser mapeados no


petscan.
PENSAMENTO – 10ª aula
Feldman

Sobre o que você está pensando neste momento?

Pensamento
◦ A simples capacidade de se fazer uma pergunta como essa ressalta a natureza
inconfundível da capacidade humana de pensar. Nenhuma outra espécie contempla,
analisa, e recorda ou planeja como os seres humanos.
◦ Contudo, compreender o que é o pensamento vai além de saber o que pensamos.
◦ Os psicólogos definem pensamento como a manipulação das representações mentais
da informação. Uma representação mental pode assumir a forma de uma palavra, de
uma imagem visual, de um som, de uma sensação ou de dados em qualquer outra
modalidade sensorial que estejam armazenados na memória.
◦ O pensar transforma determinada representação da informação em formas novas e
diferentes, permiEndo-nos responder perguntas, resolver problemas ou alcançar
objeEvos.

Embora um entendimento claro do que ocorre especificamente quando pensamos


conEnue dilcil de encontrar, nossa compreensão a respeito da natureza dos elementos
fundamentais envolvidos está aumentando.
Iniciamos considerando o uso de imagens e conceitos mentais, os elementos que
formam o pensamento.

Imagens Mentais

São representações de um objeto ou evento na mente. Elas não são apenas


representações mentais; nossa capacidade de “ouvir” uma melodia em nossa cabeça
também depende de uma imagem mental. Na verdade, toda modalidade sensorial
pode produzir imagens mentais correspondentes.

Conceitos: categorizando o mundo

◦ Conceitos são agrupamentos mentais de objetos, eventos ou pessoas similares. Os


conceitos permitem-nos organizar fenômenos complexos em categorias cogniEvas
mais fáceis de usar e se baseiam em nossas experiências anteriores. Por exemplo:
podemos supor que alguém que está tocando na tela de um aparelho de mão
provavelmente está usando algum Epo de computador ou agenda eletrônica, mesmo
que nunca tenhamos aquele modelo específico antes. Fundamentalmente, os
conceitos influenciam o comportamento.
◦ Os conceitos nos permitem pensar e compreender com mais rapidez o complexo
mundo em que vivemos. Por exemplo, as suposições que fazemos sobre as razões do
comportamento sobre uma pessoa que lava as mãos 20 vezes por dia:

Tomada de decisão

◦ Quando tomamos uma decisão, muitas vezes recorremos a vários Epos de atalhos
cogniEvos, conhecidos como algoritmos e heurísMcas, em busca de ajuda, mesmo sem
compreender e por quê eles funcionam.
◦ Um algoritmo é uma regra que, se aplicada adequadamente, garante uma solução
para um problema.
◦ Uma heurísMca é uma estratégia de pensamento que pode levar-nos a uma solução
para um problema ou a uma decisão, mas que diferentemente dos algoritmos – pode,
às vezes resultar em erros. Ou seja, a heurísEca aumenta a probabilidade de sucesso
mas não pode garanE-lo.
◦ Por exemplo: às vezes usamos a heurísMca da representaMvidade, uma regra que
aplicamos quando julgamos as pessoas pelo grau em que elas representam
determinada categoria ou grupo. Vamos supor que um proprietário de fast-food foi
roubado muitas vezes por adolescentes. A heurísEca da representaEvidade o levaria a
levantar a guarda toda vez que alguém dessa faixa etária entrasse em seu restaurante
(ainda que, estaEsEcamente, seja improvável que todo adolescente vá roubar a loja).
◦ A heurísMca da disponibilidade envolve julga a probabilidade de um evento com base
no quão fácil o evento pode ser recuperado da memória. De acordo com essa
heurísEca, presumimos que os eventos que lembramos facilmente dever ter ocorrido
com ais frequência no passado e, portanto, são mais propensos a ocorrer no futuro, do
que os eventos que são mais dilceis de lembrar.
◦ Por exemplo, a heurísEca da disponibilidade nos faz ter mais medo de morrer em um
acidente de avião do que em um acidente de automóvel, apesar de as estaSsEcas
mostrarem claramente que viajar de avião é muito mais seguro do que de carro. Da
mesma forma, embora o número de pessoas que morrem por cair da cama seja 10
vezes maior do que o de pessoas que morrem aEngidas por um raio, temos mais medo
de sermos aEngidos por um raio. Isso ocorre porque os acidentes de avião e as mortes
por raios são muito mais divulgados, sendo, portanto, mais facilmente lembrados.
◦ Algoritmos e heurísMcas podem ser caracterísEcos do pensamento humano, mas os
cienEstas agora estão programando computadores para que imitem o pensamento
humano e sua maneira de resolver problemas = > Inteligência arMficial.

Resolução de Problemas

Impedimentos às soluções de problemas

◦ Fixidez funcional é a tendência de pensar em um objeto apenas em termos de seu


uso habitual.
◦ Disposição é a tendência dos velhos padrões de resolução de problemas em persisEr.
◦ Viés de confirmação é a tendência de priorizar informações que apoiam uma
hipótese inicial e ignorar informações contraditórias que apoiam hipóteses ou soluções
alternaEvas.

CriaMvidade
Sabemos muito pouco como determinar as causas da criaEvidade. Contudo, sabemos
que indivíduos criaEvos apresentam pensamento divergente, pensamento que gera
respostas incomuns, mas apropriadas para questões. Contrasta com o pensamento
convergente, que é aquele em que um problema é visto como possuidor de uma única
resposta e que produz respostas que se baseiam fundamentalmente no conhecimento
e na lógica.

Linguagem e pensamento

◦ O uso da linguagem – a comunicação de informações por meio de símbolos


organizados de acordo com regras sistemáEcas – é uma capacidade cogniEva central,
que é indispensável para nos comunicarmos, ou seja, para trocarmos pensamentos.
◦ E como adquirimos a linguagem? Os psicólogos oferecem três explicações principais:
◦ Abordagem da teoria da aprendizagem: a linguagem como uma habilidade
adquirida.
◦ Teoria propõe que a aquisição da linguagem segue os princípios de reforço e
condicionamento descobertos por psicólogos que estudam a aprendizagem.
◦ Abordagem naMvista: a linguagem como uma habilidade inata.
◦ Nesta teoria, Chomsky argumentou que os seres humanos nascem com uma
capacidade linguísEca inata que emerge principalmente em função da
maturação. De acordo com esta abordagem, todos os idiomas do mundo
apresentam uma estrutura subjacente comum que é pré-programada,
biologicamente determinada e universal.
◦ Abordagem interacionista
◦ Os proponentes da abordagem interacionista defendem que o
desenvolvimento da linguagem é produzido por uma combinação de
predisposição geneEcamente determinada e circunstâncias ambientais que
ajudam a ensinar a linguagem.

Linguagem X Pensamento

As 5 linguagens do amor
[Link] lsico
2. Palavras de afirmação
3. Tempo de qualidade
4. Gestos/atos de serviço
5. Presentes

filme Helen Keller

Lógica aplicada à realidade se dá pela maneira como observamos os esSmulos


externos.
Hellen Keller consEtui uma ideia de mundo. Mas a imagem que ela tem de mundo,
provavelmente é muito diferente da nossa, pois temos muito mais informações. Mas o
dela é suficiente para ela comparElhar o que pensa conosco, à parEr do momento em
que ela tem uma linguagem.

O pensamento está preso em nós e comparElhamos a parEr da comunicação, da


linguagem.
A linguagem é importante também porque ela tem uma organização. Com essa
organização mostramos como a gente pensa.
A lógica de pensamento das pessoas pode não ser igual, mas nosso papel é
compreender de que lugar ela fala / em que lugar ela está.
Enquanto ela só tem o pensamento, ela está só. E se não se faz compreender, também
está só. Daí vem a raiva de Helen Keller.
A maioria das pessoas só sabe lidar com o visual e o audiEvo. Mas temos que entender
outros pontos de vista, outras lógicas. Ser empáEco (entender como se fosse o outro
sem perder o que é seu).

Você também pode gostar