Processos Psicologicos Básicos
Processos Psicologicos Básicos
Aula –
CONSCIÊNCIA – 6ª aula
• É o estado de conhecimento das sensações, dos pensamentos e dos senEmentos
que experimentamos em dado momento.
• A consciência é nossa compreensão subjeEva tanto do ambiente ao nosso redor,
quanto de nosso mundo interno parEcular, inobservável às pessoas de fora.
• Na consciência desperta, estamos despertos e conscientes de nossos
pensamentos, emoções e percepções.
• Todos os outros estados de consciência são considerados estados alterados de
consciência.
• Entre eles podemos citar:
• Dormir e sonhar – ocorrem de forma natural.
• Uso de drogas e a hipnose – são métodos que alteram deliberadamente
o estado de consciência
PSICANÁLISE
APARELHO PSÍQUICO – 1ª tópica (fala em aparelho porque o corpo se compõe de
aparelhos, como o respiratório, o circulatório, etc. Assim como cada aparelho tem um
órgão principal, o aparelho psíquico teria órgãos, que seriam o inconsciente, o
consciente e o pré-consciente)
• Consciente (Cs): Sistema que faz a “ponte” entre mundo extra e intrapsíquico.
Funções de atenção, percepção e raciocínio.
• Pré-consciente (Pcs): Conteúdos acessíveis à consciência (como um “banco de
dados”).
• Inconsciente (Ics): Lugar dos insEntos mais primiEvos e dos conteúdos expulsos do
Pcs e do Cs pela repressão. Tem leis próprias, ex: é atemporal. (se não tenho
estrutura egóica para assimilar algo, isso vai para o inconsciente. Está relacionado a
trauma e em algum momento pode gerar uma doença).
SONO
QUESTIONÁRIO DO SONO
• Algumas pessoas nunca sonham. (F)
• Os sonhos são, em sua maioria, causados por sensações corporais, tais como um
desconforto estomacal. (F)
• Comprovou-se que as pessoas precisam de 8 horas de sono para manter a saúde.
(F)
• Quando as pessoas não recordam seus sonhos, provavelmente é porque elas estão
secretamente tentando esquecê-los. (F)
• Privar uma pessoa de sono irá de modo invariável torná-la mentalmente
desequilibrada. (F)
• Se perdermos parte do sono, posteriormente recuperaremos todo o sono perdido
na noite seguinte ou em outra noite. (F)
• Ninguém foi capaz de ficar mais que 48 horas sem dormir. (F)
• Nossos músculos são os mais relaxados na noite quando estamos sonhando. (F)
• O sono permite que o cérebro descanse porque pouca aEvidade cerebral ocorre
durante o sono. (F)
• Provou-se que fármacos oferecem uma cura a longo prazo para a insônias. (F)
OS ESTÁGIOS DO SONO
• A maioria de nós considera o sono um momento de tranquilidade, quando
deixamos de lado as tensões do dia e passamos a noite dormindo sem ocorrências
especiais.
• Entretanto, medições da aEvidade elétrica demonstram que o cérebro está muito
aEvo durante a noite. Ele produz descargas elétricas com padrões de ondas
sistemáEcos que mudam de altura (ou amplitude) e velocidade (ou frequência) em
sequências regulares.
• Também existe aEvidade lsica significaEva em movimentos musculares e oculares.
PRIMEIRO ESTÁGIO DO SONO
• Quando as pessoas se deitam para dormir, elas passam de um estado de vigília em
que ficam relaxadas de olhos fechados e entram no primeiro estágio do sono, que é
caracterizado por ondas cerebrais relaEvamente rápidas de baixa amplitude.
• Essa é uma etapa de transição entre a vigília e o sono e dura apenas alguns
minutos.
SONO REM
• Várias vezes por noite, quando aqueles que dormem retornaram a um estado de
sono menos profundo, acontece algo curioso. Sua frequência cardíaca aumenta e
torna-se irregular, sua pressão arterial sobe e sua frequência respiratória aumenta.
• Além disso, o mais caracterísEco desse período é o movimento dos olhos de um
lado para o outro, como se eles esEvessem assisEndo a um filme repleto de ação.
• Esse período do sono é chamado de sono de movimento rápido dos olhos, ou
sono REM, em contraste com os estágios um a quatro que são coleEvamente
chamados de sono não REM (ou NREM).
• Paradoxalmente, enquanto toda essa aEvidade está ocorrendo, os principais
músculos do corpo parecem estar paralisados.
• O sono REM geralmente é acompanhado de sonhos, por todas as pessoas – quer
elas lembrem deles ou não - durante uma parte de sua noite.
• O sono REM ocupa apenas 20% do tempo de sono dos adultos.
• Existem evidências que o sono REM pode influenciar a aprendizagem e a memória,
permiEndo-nos repensar e recuperar informações e experiências emocionais que
Evemos durante o dia.
TRANSTORNOS DO SONO
• A insônia é um distúrbio persistente que prejudica a capacidade de uma pessoa
adormecer ou, ainda, de permanecer dormindo durante toda a noite.
• Acomete até um terço da população.
• Mulheres e idosos são mais propensos a sofrer de insônia.
• A apneia do sono é uma condição na qual a pessoa tem dificuldade para respirar
durante o sono. Com isso a pessoa é constantemente acordada pois a falta de
oxigênio provoca uma resposta de despertar.
• O resultado é um sono perturbado, interrompido e uma perda
significaEva do sono REM.
• Algumas pessoas com apneia acordam até 500 vezes durante uma noite.
• Terrores noturnos são despertares repenEnos de sono NREM acompanhados de
extremo medo, pânico e forte excitação fisiológica.
• Ocorrem normalmente no quarto estágio do sono.
• Podem ser tão assustadores que a pessoa acorda gritando.
• Embora inicialmente produzam grande agitação, as víEmas conseguem
voltar a dormir com relaEva rapidez.
• São menos frequentes do que os pesadelos e, diferentemente dos
pesadelos, costumam ocorrer durante o sono NREM de ondas lentas.
• É mais frequente em crianças entre 3 e 8 anos.
• Narcolepsia é o sono incontrolável que ocorre por períodos curtos enquanto a
pessoa está acordada. A pessoa passa diretamente da vigília para o sono REM,
pulando outros estágios do sono.
• As causas são desconhecidas, embora possa haver um componente
genéEco.
• Sonambulismo e soniloquismo – as duas patologias ocorrem durante o quarto
estágio do sono e são mais comuns em crianças do que em adultos.
• Sonâmbulos e soníloquos têm uma vaga consciência do ambiente à sua
volta. Os sonâmbulos são capazes de andar com agilidade em uma sala
em torno de obstáculos.
A FUNÇÃO DO SONO
Explicação psicanalíMca
• Freud considerava os sonhos como um guia para o inconsciente. Para ele, os
sonhos representam desejos inconscientes que os sonhadores querem que se
realizem.
• Uma vez que tais desejos são ameaçadores à atenção consciente de quem sonha,
os reais desejos são disfarçados.
• Conteúdo latente – significados “disfarçados” dos sonhos, ocultos por
temas mais óbvios.
• Conteúdo manifesto – o enredo aparente dos sonhos.
Explicações evolucionistas
• Teoria segundo a qual os sonhos permitem que informações cruciais para nossa
sobrevivência diária sejam reconsideradas e reprocessadas durante o sono.
• Os sonhos representam preocupações sobre nossa vida diária, ilustrando
incertezas, indecisões, ideias e desejos. Ou seja, representam preocupações
fundamentais originadas de nossas experiências diárias.
• Pesquisas indicam que os sonhos permitem que as pessoas concentrem-se e
consolidem memórias.
Explicações neurocienQficas
• A teoria da síntese de aMvação afirma que o cérebro produz energia elétrica
aleatória durante o sono REM que esEmula memórias armazenadas que são
entrelaçadas para formar um enredo lógico.
• As teorias neurocienSficas não rejeitam totalmente a visão de que os sonhos
refletem desejos inconscientes. Ao contrário, pressupõem que o cenário parEcular
que aquele que sonha produz não é aleatório e sim, uma pista para seus medos,
emoções e preocupações.
DEVANEIOS
• Devaneios são fantasias que as pessoas constroem enquanto estão acordadas.
• Seu conteúdo está mais relacionado a eventos imediatos no ambiente
do que o conteúdo dos sonhos.
• O cérebro está surpreendentemente aEvo durante o devanear. Diversas
áreas do cérebro associadas à resolução de problemas complexos são
aEvadas durante o devaneio, o que sugere que devanear pode levar a
insights sobre problemas com os quais estamos nos debatendo.
• Quase todo mundo fantasia em alguma medida. Algumas pessoas
passam de 10 até 50% do tempo devaneando.
Coisas do livro do Myers: capítulo 3
Processamento dual (dual processing): o princípio de que a informação é frequentemente processada de maneira
simultânea em vias separadas, consciente e inconsciente.
Mas, para aLvidades conscientes, não se faz tudo ao mesmo tempo. Atenção consciente só pode estar em um lugar
de cada vez.
Cegueira de desatenção: não perceber objetos visíveis quando nossa atenção está direcionada para outro lugar.
(experimento do gorila no meio dos jogadores de basquete).
Cegueira para mudança (uma forma de cegueira de desatenção): Não perceber mudanças no ambiente. Os mágicos
exploraram nossa cegueira para mudança por meio da fixação de nossa atenção na movimentação drásLca de uma
de suas mãos aliada à desatenção para mudança realizada pela outra mão.
Existe também a surdez para a mudança. Pessoas concentradas nas instruções não notaram a mudança da pessoa
que falava.
SONO E SONHOS
Quando estamos dormindo, assim como quando estamos acordados, processamos a maior parte das informações
fora de nossa percepção consciente.
RÍTMOS BIOLÓGICOS
Ritmo circadiano: relógio biológico que sincroniza o corpo com o ciclo de 24 horas do dia e da noite; ou: o relógio
biológico; ritmos corporais regulares (por exemplo, de temperatura e de vigília) que ocorrem em um ciclo de 24
horas.
A temperatura corporal se altera ao longo desse ciclo: aumenta com a proximidade da manhã, aLnge o máximo
durante o dia, decresce momentaneamente no início da tarde e começa a cair novamente antes de irmos dormir.
Pensamento e memória também chegam ao melhor desempenho no pico diário da aLvidade circadiana.
A luz da manhã ajusta o relógio circadiano ao aLvar proteínas reLnianas sensíveis à luz.
A luz arLficial interfere no sono por mexer com o relógio circadiano.
ESTÁGIOS DO SONO
À medida em que o sono nos domina, a consciência se esvai. O cérebro, no entanto, mesmo adormecido permanece
aLvo e não emite um sinal de linha constante, pois o sono tem seu próprio ritmo biológico.
Aproximadamente a cada 90 minutos passamos por um ciclo de 5 estágios de sono disLntos.
Sono REM: sono de movimento rápido dos olhos, um estágio do sono recorrente durante o qual comumente
ocorrem sonhos vívidos. Também conhecido como sono paradoxal, porque os músculos relaxam (exceto por
pequenas contrações), mas outros sistemas corporais permanecem aLvos.
Sono: perda periódica, natural e reversível de consciência - disLnta da inconsciência resultante do coma, da
anestesia geral ou da hibernação.
Durante o breve sono do estágio 1 podemos experimentar imagens que lembram as alucinações. Sensação de
queda (com possível contração do corpo) ou de flutuação.
Alucinações: experiências sensoriais que ocorrem sem esUmulo sensorial, ou falsas, como ver algo na ausência de
um esUmulo visual externo.
Segue-se um relaxamento mais profundo e se inicia o estágio 2, com duração de ~20 min. O estágio 2 se caracteriza
por periódicos episódios de fusos do sono, que são aLvidades rápidas e rítmicas de ondas cerebrais.
Em poucos minutos seguintes a pessoa passa pelo transitório estágio 3 rumo ao estágio 4. Nesses estágios o cérebro
emite (de forma crescente, do 3 para o 4) amplas e lentas ondas delta.
Esses 2 estágios e ondas lentas duram ~30 minutos, onde é diJcil acordar. O sonambulismo (sobretudo nas crianças)
acontece no fim do estágio 4, bem como podem fazer xixi na cama.
Sono REM. Acontece certa de 1 hora após adormecer. A pessoa retorna pelos estágios 3 e 2 (em vez de permanecer
no sono profundo).
A frequência cardíaca se eleva, a respiração fica irregular, as ondas cerebrais se tornam velozes com aspecto de
dente de serra, quase como no estágio 1, quase desperto. A cada meio minuto, aproximadamente, os olhos
disparam em movimentos rápidos.
Há ereção e lubrificação vaginal durante o sono REM.
O movimento rápido dos olhos anuncia o início de um sonho.
O ciclo do sono se repete a cada ~90 min. Com o avançar da noite, o sono pesado do estágio 4 vai ficando mais
breve e desaparece, e os períodos do REM e estágio 2 se alongam. De 20% a 25% do nosso sono noturno foi de
REM.
Deixar mais vulnerável à obesidade (aumenta a quanLdade de hormônio grelina que esLmula a fome, e diminui a
lepLna, que suprime a fome). Além disso, aumenta o corLsol (hormônio do estresse) que esLmula o corpo a fabricar
gordura.
A privação de sono também pode suprimir as células imunológicas que combatem infecções virais e câncer.
Outra provável resposta é que o sono ajuda na nossa recuperação, no reparo do tecido cerebral. Dormir bastante dá
aos neurônios em repouso tempo para se reparar.
O sono restaura a memória e, também, auxilia no pensamento criaLvo. Também proporciona aprendizagem e
auxilia na solução de problemas.
Por fim, auxilia no crescimento por causa de um hormônio liberado pela hipófise.
Distúrbios do sono
Insônia: problemas recorrentes para dormir ou manter o sono.
A parLr da meia idade o sono raramente é sem interrupção. Mas isso não caracteriza insônia.
Comprimidos e álcool podem agravar o problema, na medida em que se precisa de cada vez mais e, ao interrompê-
los, a insônia pode piorar. Além disso, os comprimidos podem ter efeitos colaterais, como a letargia no dia seguinte.
Na falta, ainda, de medicamentos naturais que sinteLzem os químicos do sono, sem gerar efeitos colaterais), são
recomendáveis:
Exercícios Jsicos regulares (não à noite)
Evitar cafeína após início da tarde. E, também, alimentos pesados antes de ir se deitar. Um copo de leite pode ajudar
(ajuda na fabricação de serotonina)
Relaxe, usando luz suave, antes de ir para a cama
Tenha regularidade no dormir (levante-se na mesma hora, sempre, e evite cochilos)
Não olhe repeLdamente para o mostrador do relógio
Fique tranquilo. Uma perda de sono temporária não lhe fará mal
Evite estress durante o dia
Se nada funcionar, vá para a cama mais tarde ou levante-se mais cedo
Narcolepsia: narcolepsia um distúrbio do sono caracterizado por incontroláveis ataques de sono. A pessoa com
narcolepsia pode cair diretamente no sono REM, muitas vezes em momentos inoportunos.
Apneia do sono: um distúrbio do sono em que a pessoa sofre suspensões temporárias de respiração durante o sono
e desperta momentaneamente repeLdas vezes.
Obesidade é uma causa. Ronco durante o sono e fadiga durante o dia podem ser sinais de apneia.
Terrores noturnos: um distúrbio do sono caracterizado por grande agitação e aparência de apavoramento; ao
contrário de pesadelos, terrores noturnos ocorrem durante o Estágio 4 do sono (nas primeiras horas do estágio 4),
duas ou três horas após a pessoa adormecer, e raramente são lembrados.
Acomete crianças, principalmente. Podem se sentar, falar sem coerência, andar. Frequências cardíaca e respiratória
dobradas. Podem aparentar pavor.
Ambos atravessam gerações. Gêmeos fraternos têm em 1/3 (se o irmão tem) e metade no caso dos gêmeos
idênLcos.
Crianças pequenas (que têm estágio 4 mais profundo) são mais propensas a sonambulismo e aos terrores noturnos.
Ao crescerem, com o estágio 4 menos aprofundado, os distúrbios diminuem.
EsUmulos sensoriais no ambiente podem invadir os sonhos (um odor ou o toque do telefone podem ser incluídos na
história do sonho).
Durante o sono não nos lembramos de informações gravadas reproduzidas enquanto estamos profundamente
adormecidos.
Na verdade, o que quer que aconteça durante os 5 minutos antes de adormecermos costuma se perder da
memória. Isso explica por que pacientes com apneia do sono, que despertam repeLdas vezes ofegantes e logo
depois voltam a dormir, não se lembram desses episódios.
Pág 80 - conLnuar
ALTERAÇÃO DE CONSCIÊNCIA: USO DE DROGAS – 7ª aula
Consciência e uso de drogas
NARCÓTICOS
ALUCINÓGENOS
MOTIVAÇÃO – 8ª aula
Feldman
MOTIVAÇÃO: O CONCEITO
• Os psicólogos entendem moEvação como sendo um conjunto de fatores que
direcionam e energizam o comportamento dos seres humanos e de outros organismos.
• A moEvação apresenta aspectos biológicos, cogniEvos e sociais, e a complexidade do
conceito levou psicólogos a desenvolver uma variedade de abordagens.
• Todas elas procuram explicar a energia que guia o comportamento das pessoas em
direções específicas.
ALGUMAS ABORDAGENS
ABORDAGENS COGNITIVAS
• As abordagens cogniMvas da moMvação sugerem que a moEvação é um produto dos
pensamentos, das expectaEvas e dos objeEvos das pessoas – suas cognições.
• Por exemplo, o grau em que as pessoas são moEvadas a estudar para um teste está
baseado em sua expectaEva acerca do quanto estudar valerá a pena em termos de
uma boa nota.
• MoMvação intrínseca leva-nos a parEcipar de uma aEvidade para nosso prazer em
vez de alguma recompensa concreta tangível que ela nos trará.
• MoMvação extrínseca leva-nos a agir por dinheiro, uma nota ou alguma outra
recompensa concreta, tangível.
PARA PENSAR:
• Você concorda que as necessidades de ordem inferior precisam ser saEsfeitas antes
das necessidades de ordem superior?
OBESIDADE/ANOREXIA
• A determinação das causas da obesidade revelou-se uma tarefa desafiadora, uma vez
que, tanto os fatores biológicos como os sociais influenciam o comportamento
alimentar.
• Alguns psicólogos sugerem que a hipersensibilidade a sinais externos alimentares
com base em fatores sociais, associada à insensibilidade a sinais internos de fome,
produz obesidade.
• Outros argumentam que pessoas com sobrepeso apresentam pontos de referência
do peso mais altos do que os outros.
• Alguns pesquisadores sugerem que o corpo não tenta manter um ponto de
referência fixo. Em vez disso, o corpo tem um ponto de adaptação determinado por
uma combinação entre nossa herança genéEca e a natureza do ambiente e então
somos predispostos no ambiente genéEco à obesidade, então nos adaptamos a um
equilíbrio que mantém o peso relaEvamente alto. Em contraste, se nosso ambiente é
nutricionalmente mais saudável, uma predisposição genéEca à obesidade não será
desencadeada e, assim, iremos nos adaptar a um equilíbrio em que nosso peso é mais
baixo.
• A anorexia nervosa é um transtorno alimentar grave em que a pessoa pode recusar-
se a comer, ao mesmo tempo negando que seu comportamento e sua aparência sejam
incomuns, literalmente, passando fome até a morte.
• Os transtornos alimentares (TA) representam um problema crescente no mundo
todo. Mas qual a causa dos transtornos alimentares?
• Alguns pesquisadores suspeitam de uma causa biológica como um desequilíbrio
químico no hipotálamo ou na hipófase, talvez produzido por fatores genéEcos. Exames
cerebrais mostram que pessoas com TA processam informação sobre comida de modo
diferente dos indivíduos saudáveis.
• Outros acreditam que a causa tem suas raízes na valorização que a sociedade atribui
à magreza e na noção paralela de que a obesidade é indesejável.
• As explicações completas para os TA permanecem indefinidas. É mais provável que
causas biológicas e sociais entejam envolvidas e que, para um tratamento bem
sucedido, sejam necessárias diversas estratégias, incluindo terapia e alterações
dietéEcas.
MOTIVAÇÃO SEXUAL
• O comportamento sexual humano, em comparação aos demais animais, é mais
complicado, embora biologicamente não seja tão diferente. Nos machos, os tesSculos
começam a secretar androgênios na puberdade, produzindo os caracteres sexuais
secundários, como pelos corporais, engrossamento da voz, aumento do impulso
sexual, etc. Como o nível de produção de androgênio é relaEvamente constante, os
homens são capazes de aEvidades sexuais em qualquer momento.
• Já, as mulheres, apresentam um padrão diferente. Quando aEngem a maturidade na
puberdade, os ovários começam a produzir estrogênio e progesterona em um padrão
cíclico. A maior produção ocorre durante a ovulação, quando um óvulo é liberado dos
ovários, criando a possibilidade de ferElização. Apesar disso, as mulheres são
recepEvas ao sexo ao longo de todo o seu ciclo.
• Alguns estudos sugerem que os homens têm um impulso sexual mais forte do que as
mulheres, ainda que a diferença possa ser o resultado do desesSmulo da sexualidade
feminina em vez de disEnções inatas entre homens e mulheres. Está claro que os
homens pensam em sexo mais do que mulheres: enquanto 54% dos homens relatam
pensar em sexo todos os dias, apenas 19% das mulheres relatam pensar nisso
diariamente.
• Nos seres humanos, o comportamento sexual é esEmulado por fatores mais versáteis
além dos fatores hormonais. O cheiro, um som, um toque podem esEmular
sexualmente o seu companheiro.
OUTRAS MOTIVAÇÕES
• A necessidade de realização é uma caracterísEca estável aprendida em que uma
pessoa obtém saEsfação empenhando-se e aEngindo metas desafiadoras.
• A necessidade de afiliação é o interesse em estabelecer e manter relacionamentos
com outras pessoas. Existe um empenho em desenvolver amizades.
• A necessidade de poder está relacionado a pessoa com fortes tendências a exercer
impacto, controle ou influência sobre os outros e a ser visto como um indivíduo
poderoso.
Uma das aulas mais importantes. Mais do que sensação, percepção. Influenciam nossa
memória, modo de pensar, agir.... influenciam em quase tudo.
Quanto mais feliz, maior o número de alterações fisiológicas.
Uma das coisas mais importantes: se comunicar com o outro sem falar.
A teoria de James-Lange
• Para William James e Carl Lange, a experiência emocional é uma reação a eventos
corporais insEnEvos que ocorrem como resposta a alguma situação ou evento no
ambiente. Essa perspecEva está resumida na seguinte afirmação de James: “SenEmos
tristeza porque choramos, raiva porque atacamos, medo porque trememos” (1890).
• Em síntese, James e Lange propuseram que experimentamos emoções como
resultado de mudanças fisiológicas que produzem sensações específicas. O cérebro
interpreta essas sensações como Epos específicos de experiências emocionais.
• Problemas:
• Para que essa teoria seja válida, as mudanças viscerais teriam que ocorrer
muito rápido experimentamos algumas emoções quase que de imediato.
Muitas mudanças viscerais são muito lentas.
• As mudanças viscerais por si só podem não ser suficientes para produzir
emoção. Os corredores também apresentam aumento de baEmento cardíaco e
respiração acelerado e não pensam nisso como sendo emoção.
• Nossos órgãos internos produzem uma variedade limitada de sensações. É
dilcil imaginar que cada emoção seria resultado de uma alteração visceral
única.
A teoria de Cannon-Bard
• Walter Cannon e Philip Bard, rejeitam a teoria anterior e presumem que tanto a
excitação fisiológica como a experiência emocional são produzidas simultaneamente
pelo mesmo esSmulo nervoso, que emana do tálamo no cérebro.
• Segundo esta teoria, depois que percebemos um esSmulo que produz emoção, o
tálamo é o ponto inicial da resposta emocional. A seguir, ele envia um sinal para o
sistema nervoso autônomo, produzindo assim, uma resposta visceral. Ao mesmo
tempo, o tálamo também transmite uma mensagem para o córtex cerebral referente à
natureza da emoção que está sendo experimentada. Portanto, não é necessário que
diferentes emoções tenham diferentes padrões fisiológicos únicos associados a elas –
desde que a mensagem enviada para o córtex cerebral difira de acordo com a emoção
específica.
O tálamo emite um sinal, dada certa esEmulação, que vai chegar ao sistema nervoso
central e, ao mesmo tempo, para outra região do cérebro. Mais tarde se descobriu que
isso acontece, porém não vindo do tálamo, mas do hipotálamo.
• Problemas:
• A teoria de Cannon- Bard parece precisa em rejeitar a ideia de que a excitação
fisiológica isolada explica as emoções. Contudo, pesquisa mais recentes
apontaram que o hipotálamo e o sistema límbico é que desempenham um
papel importante na experiência emocional.
• A ocorrência simultânea das respostas fisiológicas e emocionais ainda precisa
ser demonstrada conclusivamente.
A teoria de Shachter-Singer
• Esta teoria está baseada na crença de que as emoções são determinadas
conjuntamente por um Epo não específico de excitação fisiológica e sua interpretação,
com base nos sinais ambientais.
• No experimento clássico de Schachter e Singer, foi dito aos parEcipantes que eles
receberiam uma injeção de vitamina. Na realidade, eles receberam epinefrina, uma
substância que causa respostas que comumente ocorrem durante fortes reações
emocionais, como um aumento na excitação fisiológica, incluindo ritmo cardíaco e
respiratório mais alto e rubor facial. Os membros de ambos os grupos foram expostos a
um ambiente com uma pessoa agindo de forma irritada e hosEl e em outra condição,
com uma pessoa agindo de forma exuberante e feliz. Quando lhes era pedido que
descrevessem seu estado emocional no final do experimento, os parEcipantes
expostos ao indivíduo irritado relataram que se senEam irritados, enquanto os
expostos ao indivíduo feliz relataram que se senEam felizes.
• Os resultados do experimento apoiaram uma visão cogniEva das emoções em que
elas são determinadas em conjunto por um Epo relaEvamente não específico de
excitação fisiológica e pela rotulação daquela excitação com base nos sinais do
ambiente.
Ou seja, somos sensíveis às emoções do meio. Emoções diferentes esEmulam
diferentes partes do cérebro, indicando que as emoções não “estão” todas na mesma
parte do cérebro.
PerspecMvas contemporâneas
• Quando Schachter e Singer realizaram seu experimento no início da década de 1960,
as formas pelas quais eles podiam avaliar a fisiologia que acompanha a emoção eram
relaEvamente limitadas. Atualmente, os avanços nos estudos do sistema nervoso e de
outras partes do corpo permiEram que os pesquisadores examinassem mais
detalhadamente as respostas biológicas na emoção. Por exemplo: pesquisadores
constataram que emoções específicas produzem a aEvação de porções muito
diferentes do cérebro. Em um estudo, os parEcipantes que se submeteram à
tomografia por emissão de pósitrons (PET) foram solicitados a relembrar eventos que
os deixaram tristes, como mortes e funerais, ou eventos que os deixaram felizes, como
casamentos e nascimentos. Eles também olharam fotos de rostos que pareciam felizes
ou tristes. Os resultados das PETs foram claros: a felicidade estava relacionada a um
decréscimo na aEvidade em certa área do córtex cerebral, enquanto a tristeza estava
associada a aumento na aEvidade em porções parEculares do córtex.
• Além disso, a amígdala, situada no lobo temporal do cérebro, é importante para a
experiência das emoções, pois ela possibilita uma ligação entre a percepção de um
esSmulo que produz emoção e a lembrança daquele esSmulo posteriormente. Por
exemplo: se alguma vez fomos atacados por um pitbull, a amígdala processa essa
informação e leva-nos a reagir com medo quando vemos um pitbull posteriormente.
• Como os caminhos neurais conectam a amígdala, o córtex visual e o hipocampo (que
desempenha um importante papel na consolidação das lembranças), alguns cienEstas
especulam que os esSmulos relacionados às emoções podem ser processados e
respondidos quase instantaneamente.
• Essa resposta imediata ocorre tão rapidamente que o pensamento mais racional de
ordem superior, que leva mais tempo, parece não estar envolvido no início.
• Em uma resposta mais lenta, porém mais pensaEva ao esSmulo que desencadeia a
emoção, as informações sensoriais relacionadas à emoção são avaliadas inicialmente e
depois enviadas para a amígdala.
• Parece que o sistema mais rápido oferece uma resposta imediata ao esSmulo que
evoca emoção, enquanto o sistema mais lento ajuda a confirmar uma ameaça e
prepara uma resposta mais ponderada.
Explorando a diversidade
Pensamento
◦ A simples capacidade de se fazer uma pergunta como essa ressalta a natureza
inconfundível da capacidade humana de pensar. Nenhuma outra espécie contempla,
analisa, e recorda ou planeja como os seres humanos.
◦ Contudo, compreender o que é o pensamento vai além de saber o que pensamos.
◦ Os psicólogos definem pensamento como a manipulação das representações mentais
da informação. Uma representação mental pode assumir a forma de uma palavra, de
uma imagem visual, de um som, de uma sensação ou de dados em qualquer outra
modalidade sensorial que estejam armazenados na memória.
◦ O pensar transforma determinada representação da informação em formas novas e
diferentes, permiEndo-nos responder perguntas, resolver problemas ou alcançar
objeEvos.
Imagens Mentais
Tomada de decisão
◦ Quando tomamos uma decisão, muitas vezes recorremos a vários Epos de atalhos
cogniEvos, conhecidos como algoritmos e heurísMcas, em busca de ajuda, mesmo sem
compreender e por quê eles funcionam.
◦ Um algoritmo é uma regra que, se aplicada adequadamente, garante uma solução
para um problema.
◦ Uma heurísMca é uma estratégia de pensamento que pode levar-nos a uma solução
para um problema ou a uma decisão, mas que diferentemente dos algoritmos – pode,
às vezes resultar em erros. Ou seja, a heurísEca aumenta a probabilidade de sucesso
mas não pode garanE-lo.
◦ Por exemplo: às vezes usamos a heurísMca da representaMvidade, uma regra que
aplicamos quando julgamos as pessoas pelo grau em que elas representam
determinada categoria ou grupo. Vamos supor que um proprietário de fast-food foi
roubado muitas vezes por adolescentes. A heurísEca da representaEvidade o levaria a
levantar a guarda toda vez que alguém dessa faixa etária entrasse em seu restaurante
(ainda que, estaEsEcamente, seja improvável que todo adolescente vá roubar a loja).
◦ A heurísMca da disponibilidade envolve julga a probabilidade de um evento com base
no quão fácil o evento pode ser recuperado da memória. De acordo com essa
heurísEca, presumimos que os eventos que lembramos facilmente dever ter ocorrido
com ais frequência no passado e, portanto, são mais propensos a ocorrer no futuro, do
que os eventos que são mais dilceis de lembrar.
◦ Por exemplo, a heurísEca da disponibilidade nos faz ter mais medo de morrer em um
acidente de avião do que em um acidente de automóvel, apesar de as estaSsEcas
mostrarem claramente que viajar de avião é muito mais seguro do que de carro. Da
mesma forma, embora o número de pessoas que morrem por cair da cama seja 10
vezes maior do que o de pessoas que morrem aEngidas por um raio, temos mais medo
de sermos aEngidos por um raio. Isso ocorre porque os acidentes de avião e as mortes
por raios são muito mais divulgados, sendo, portanto, mais facilmente lembrados.
◦ Algoritmos e heurísMcas podem ser caracterísEcos do pensamento humano, mas os
cienEstas agora estão programando computadores para que imitem o pensamento
humano e sua maneira de resolver problemas = > Inteligência arMficial.
Resolução de Problemas
CriaMvidade
Sabemos muito pouco como determinar as causas da criaEvidade. Contudo, sabemos
que indivíduos criaEvos apresentam pensamento divergente, pensamento que gera
respostas incomuns, mas apropriadas para questões. Contrasta com o pensamento
convergente, que é aquele em que um problema é visto como possuidor de uma única
resposta e que produz respostas que se baseiam fundamentalmente no conhecimento
e na lógica.
Linguagem e pensamento
Linguagem X Pensamento
As 5 linguagens do amor
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2. Palavras de afirmação
3. Tempo de qualidade
4. Gestos/atos de serviço
5. Presentes