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Inteligencia e Razao

O documento é um complemento à instrução de maçons, abordando temas de ocultismo, alquimia e hermetismo, com foco na Lei dos Opostos e suas implicações. Ele discute a polaridade e a reconciliação de opostos, utilizando exemplos como o dia e a noite para ilustrar conceitos herméticos. Além disso, menciona a importância do conhecimento simbólico para a compreensão das instruções e símbolos maçônicos.

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Inteligencia e Razao

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GRANDE LOJA DE SANTA

CATARINA
REAA

COMPLEMENTO II À 2ª
INSTRUÇÃO
COMPANHEIRO-MAÇOM
A LEI DOS OPOSTOS (2ª Parte)
INTELIGÊNCIA E RAZÃO
SISTEMA E CHAVE NUMEROLÓGICA:
WRONSKI E BARLET
2004
Para uso e guarda d _________________________________

_________________________________________________________

INDICE

- 5
Introdução ..............................................................
..
- A Lei dos 7
Opostos ......................................................
- Inteligência e Razão “Hermes 10
Trismegisto” ..................
- A “Tábua de 15
Esmeralda” .............................................
- Sistema e Chave Numerológicas: Wronski e 23
Barlet ........
- O Sistema de 31
Wronski ................................................
- O Sistema ou Chave de 32
Barlet .....................................
- 35
Bibliografia .............................................................
...
Publicação aprovada, autorizada e editada pela
GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA
2ª Edição na administração 1999/2002
Administração 2002/2005 2001
5
2004
INTRODUÇÃO

IRMÃO COMPANHEIRO:

1. No Complemento II à 5ª Instrução de Aprendiz e a


título de “Noções Rudimentares sobre Ocultismo”,
alguma coisa a tal respeito já foi noticiada ao
Irmão em termos de Metodologia das chamadas
“Ciências Ocultas”, como fatos, leis, princípios,
macrocosmo e microcosmo. Na seqüência, tratou-
se da Lei dos Opostos no que ela tem de mais
superficial, quando então foram passadas três leis
com as demonstrações gráficas e, por último, a Lei
do Ternário.
2. Tudo isso aconteceu para preparar o terreno
destinado à explanação básica sobre as matérias
de que se ocupará este Complemento II à 2ª
Instrução. São matérias de cunho alquímico e
hermético, dentro dos estreitos limites do Grau de
Companheiro, que ajudarão, doravante, a
compreender neste e nos demais Graus – inclusive
muitos deles superiores aos simbólicos - certas
passagens das Instruções e até mesmo dos
símbolos a elas inerentes, que, sem esse
conhecimento embrionário, têm-se tornado muito
difíceis (e até impossíveis) de ser entendidas, e por
isso mesmo, mal expostas, do que resulta
evidentemente a má compreensão delas.
3. Portanto, em passando ao Irmão alguns
conhecimentos, brevíssimos e superficialíssimos,
sobre Alquimia e Hermetismo – enfim, Ocultismo –,
não haverá de ser formado o juízo e a conclusão de
que a Maçonaria do REAA é uma “Escola de abrangente e profunda da Filosofia Iniciática
Ciências Ocultas”. Absolutamente, não! Nossa Maçônica.
Instituição jamais exigiu que um seu Iniciado seja
ou se converta em “ocultista”, isto é, hermético ou 6. Um último destaque: (a) Não leia/estude este
alquímico. A final de contas, na constante busca da Complemento se estiver com a mente assaltada
Verdade e com o máximo de liberdade de pelas naturais e compreensíveis preocupações do
pensamento, cada Maçom pode e deve se deixar dia-a-dia profano. Pouco ou nada irá compreender
convencer por aquilo que quiser estar convencido, e assimilar. (b) Para a leitura/estudo conveniente e
sem que alguém lhe imponha, nem sequer tenha o aproveitável, procure desarmar o espírito, liberá-lo
direito de impor, o convencimento. daquelas preocupações, a fim de que possa, ao ler,
6 também “parar para pensar”. Logo, escolha
momentos em que, sozinho, sinta-se atraído para
4. Um outro destaque para o transpasse dessas alguns devaneios intelectuais, mesmo porque
noções de Hermetismo está em que o Simbolismo Alquimia e Hermetismo estão na “penumbra” entre
Maçônico, ao longo de seus 33 Graus, tem as Ciências Materiais e o transcendental.
acentuada incursão no Misticismo Hebraico, isto é, 35
nesse colossal instrumento religioso – a Cabala -, o
que também não autoriza sequer pensar seja a BIBLIOGRAFIA
Maçonaria uma Ordem ou Instituição religiosa, e,
menos ainda, judaica. É que, por sua própria
natureza, a Cabala Hebraica também é hermética 01 – ENCAUSSE, Gerard (Dr), “Traité Élémentaire de
em sua doutrinação; é uma tradição secreta Science Occulte”, 19° édition, Éditions Dangles,
envolvendo não apenas os sentidos místicos dos Paris, França.
caracteres sagrados, as maneiras de ler e escrever
os textos, como também a parte teórica exposta 02 – D’HOOGHVORST, Charles, “Concordance Mytho-
na tradição primitiva, desde Moisés e outros Physico-Cabalo-Hermetique”, 1ª ed., 1986, trad.
grandes Profetas, além da geração, constituição e Victoria Argimón, Ediciones Obelisco, Barcelona,
estudo místicos referidos aos três Mundos e ao Espanha.
Mundo Divino; tudo isto e mais a parte prática,
onde ocorre a transposição mística dos caracteres 03 – d’OLIVET, Fabre, “The Hebraic Tongue Restored”,
e dos nomes, incluindo-se os trabalhos sobre as translated from Hebrew by Nayan Louise Redfield,
“shemânforas” ou “Clavículas de Salomão”, Ed. K. Publishing, LLC, Montana, USA.
referidas à magia prática da Cabala.
04 – COLEVILLE, W.J., “Kabbalah the Harmony of Oppo-
5. Assim sendo, as noções de Hermetismo aqui sites”, Ed. K. Publishing, LLC, Montana, USA.
postas, não apenas atingem aquele primeiro
objetivo, ou seja, o de facilitar a compreensão de
alguns textos instrucionais e mesmo certos
símbolos, como também coadjuvar num eventual e
futuro estudo da Cabala, caso por ele venha o
Irmão a ter interesse para uma compreensão mais
evolução, a própria Divindade, quando não é este o
caminho a ser trilhado e nem o modo
universalmente legislado para atingir esse fim. (III)
– Quando se parte de qualquer número composto
para, por redução teosófica e num decrescendo
sucessivo, chegar-se a um algarismo simples, do
1 ao 9, está-se, numa linguagem simbólica,
transmitindo a mensagem de que tudo e todos os
seres existentes no Universo Infinito, regridem,
involuem para a Causa Primária, para o Um
Primordial, para o Ser Supremo, de quem, num
dado instante, emanaram e evoluíram para
cumprir uma missão que, cumprida, justificaria e
imporia, como inexoravelmente impõe, a
regressão, a involução, o retorno à origem.
34  Este o ensinamento oculto que a Chave de Barlet –
entre outros mais compatíveis com outros
sas e de todos os seres situados no Universo. Num Graus Maçônicos – pode transmitir, e transmite,
Universo ilimitado, infinito. aos Companheiros- Maçons.
7
 Ainda naquele Complemento restou claro que, se o
UM é a origem e o começo dos números, também a A LEI DOS OPOSTOS
Causa Primeira é a fonte, é o princípio de todas as
Criaturas, as quais dela dependem, sendo assim
arrematado: “...o UM admite a geração do 1. A Lei Áurea da Polaridade é assim enunciada:
múltiplo homogêneo e a redução desse “Tudo é duplo; tudo tem dois pólos; tudo tem
múltiplo à unidade, mas isto no contexto do seu par de opostos; o semelhante e o
conjunto ‘emanação-retorno’, que a Chave de dessemelhante são uma só coisa; os opostos
BARLET torna bem compreensível e clara”. são idênticos em natureza, mas diferentes
 Aí está, praticamente revelada, essa Verdade em grau; os extremos se tocam; todas as
oculta: (I) - Quando se parte de qualquer verdades são meias verdades; todos os
algarismo simples, do 1 ao 9, ao qual se paradoxos podem ser reconciliados”. Por essa
acrescenta esse algarismo 9 para formar, num Lei se extrai com relativa facilidade que todas as
crescendo sucessivo, um número composto, manifestações reais e ideais, todas as coisas, são,
está-se, numa linguagem simbólica, na verdade, uma só, mas sempre aparentando dois
transmitindo a mensagem de que tudo e todos os lados ou aspectos, ou extremos entre si opostos
seres existentes no Universo Infinito emanam e (pólos), quando, na realidade, entre um e outro
evoluem a partir da Causa Primária, do Um deles dois existe apenas uma gradação que os vai
Primordial, do Ser Supremo, do Eterno dos Dias. (II) diferenciando numa mesma coisa. É o que está
– Esse “crescendo sucessivo” jamais chegaria ao ∞ claramente mostrado na 2ª Lei dos Opostos,
porque isso equivaleria a alcançar, só pela constante no Complemento II à 5ª Instrução de
Aprendiz, página 38. Um simples exemplo – aliás, O Piso Mosaico nos Templos Maçônicos simboliza
real e cotidiano – deixa bem cristalina essa essas Leis da Polaridade e sua reconciliação. Para o
interpretação: (1) O dia e a noite são, do ponto de ocultista RAGON, “O Piso Mosaico é emblema da
vista do Hermetismo, um só fenômeno variedade do solo terrestre, formado de pedras
astronômico. (2) o dia é o oposto da noite e vice- brancas e pretas unidas por um mesmo cimento,
versa. (3) Observem-se atentamente o nascer e o simboliza a união de todos os Maçons do Globo,
pôr do Sol. (4) Ver-se-á essa gradação, isto é, à apesar da diferença das cores, dos climas e das
medida que o Sol vai nascendo e se erguendo no opiniões políticas e religiosas; elas são uma
horizonte, as trevas vão se dissipando até que imagem do bem e do mal de que o chão da vida
sobrevenha a claridade completa. Diz-se, então: É está semeado”. Generalizando, tem-se (para
dia ! (5) Inversamente, à medida que o Sol vai se exemplificar, apenas) que o sólido e o gasoso são
pondo e declinando até o seu mergulho abaixo da os dois extremos de uma mesma matéria e que se
linha do horizonte, vai desaparecendo a claridade reconciliam no líquido; o positivo e o negativo se
do dia e crescendo as trevas da noite, passando reconciliam no neutro; a atração e a repulsão se
por aquele estágio intermediário, o crepúsculo ou reconciliam no equilíbrio; o ácido e a base se
penumbra. Ultrapassado esse estágio, diz-se: É reconciliam num sal. É essa “reconciliação” que
noite ! Como se vê, o fenômeno astronômico é um leva à Lei do Ternário ou 3ª Lei dos Opostos, como
só, mas com dois pólos resultantes de uma se vê naquele Complemento II à 5ª Instrução de
gradação que se processou entre a claridade Aprendiz, página 39.
(primeiro pólo chamado “dia”) e as trevas
3. Um exemplo simplesmente notável da 2ª e da 3ª
(segundo pólo chamado “noite”). A esse respeito é
Lei da Polaridade – esta última também
útil um retorno à 2ª e à 3ª Lei dos Opostos, págs.
denominada “Lei do Ternário” – está no
38 e 39 do Complemento acima referido.
hermetismo chinês e nas figuras do Yin e do Yang,
8
que só existem quando relacionados um ao outro.
2. Passando-se dessa polaridade material para a Como manifestação, representam a unidade e a
espiritual, chega-se à 4ª Lei da Polaridade ou dos dualidade, o par e o ímpar, a mônada e a díade dos
Opostos: “Os pares de opostos podem ser Pitagóricos. São simbolizados por um círculo
reconciliados e a reconciliação universal dos dividido em
33
opostos é efetuada pelo conhecimento do
Princípio da Polaridade”. Com efeito, sempre
(b) Somando-se esse algarismo “9” a cada um desses
que no espírito – isto é, na mente – se instalam
outros algarismos e a ele próprio, e, ao resultado,
idéias ou juízos que a evidência mostra serem elas
outra vez esse “9” – e assim sucessivamente –
ou eles aparentemente antagônicos entre si,
obter-se-ão os números cujas projeções ou colunas
acabam, dentro daquela gradação, por encontrar o
estão referidas a cada algarismo inicial. Assim, ao
ponto de equilíbrio ou “ponto de conciliação”,
1 soma-se 9 e se obtém 10, ao qual se soma outro
levando simultaneamente ao crescimento
9 e se obtém 19; se a este se acrescentar mais um
espiritual e à compreensão exata do fenômeno
9, ter-se-á 28; e assim até o ∞.
bipolarizado. Assim como Bem e o Mal se conciliam
na indiferença, ou não-existência nem do Bem e (c) A única projeção ou coluna que não aparece no
nem do Mal, também o morno concilia o frio e o diagrama é a do algarismo 4, por estar no centro
quente, a penumbra concilia a luz e as trevas, etc.
da figura; mas para ele a regra é a mesma: definitiva do sistema hermético-numerológico até aqui
4+9=13+9=22+9=31, e assim por diante. considerado e que vai mostrado a seguir:
(d) Se se fizer a redução cabalística de cada
número obtido em qualquer das projeções ou 46
colunas pela soma daquele número 9, o que 54 37 53
se obtém é o mesmo algarismo ao qual foi 45 28 44
inicialmente acrescentado tal 9. É a regra que 36 19 35
está posta na conclusão do item 10, retro. Socorra- 27 10 26
se do mesmo 4 a que se refere o subitem ©, supra: 18 1 17
4+9=13  1+3=4; 13+9=22  2+2=4; 22+9=31 9 8
 3+1=4; 31+9=40 4+0=4; e assim por diante.
(e) A esse único algarismo – seja ele o 1, 2, 3, 4, 5, 6,
7, 8 ou 9 – sempre se chegará pela redução 51 42 33 24 15 6 4 5 14 23 32 41 50
cabalística, quer a projeção seja ascendente,
quer seja descendente, isto é, de “baixo para
cima” ou de “cima para baixo”. 3 2
(f) Como todos os algarismos são redutíveis à 12 7 11
Unidade, ao “1”, porque é dela que eles emanam, 21 16 20
que “nascem” (veja-se, aqui, o anterior item 14), 30 25 29
extrai-se que a Chave de Barlet acaba fornecendo 39 34 38
uma Verdade oculta, que o parágrafo seguinte 48 43 47
procurará revelar. 52
 Discorrendo sobre a Mônada no Complemento II à Como interpretar essa Chave de Barlet? Da
5ª Instrução de Aprendiz, teve o Irmão seguinte maneira:
Companheiro a oportunidade de inteirar-se de que
o “ponto no centro do círculo” ou do “triângulo (a) Observando-se os dois triângulos entrelaçados, vê-
eqüilátero” simbolizava, como simboliza, não só na se que os seus respectivos vértices estão
Maçonaria como nas Religiões e Filosofias, desde a marcados pelos algarismos 1 e 7, seus
Antiguidade, a Unidade da Essência Divina, e correspondentes ângulos pelos algarismos 2, 3, 8 e
portan- 9, os pontos de intersecção de seus lados pelos
to, do Supremo Ser como Causa e Criador de todas algarismos 5 e 6, e, finalmente, o centro de ambos
as coi- pelo algarismo 4, destacado em quadriculado.
32 Portanto, 9 algarismos.
9
O SISTEMA OU CHAVE DE BARLET
duas metades iguais e por uma linha sinuosa; a
Por conseguinte, para que se entenda metade preta simboliza o Yin e a outra metade, a
proficientemente o quanto acabou de ser mostrado e branca, o Yang. Na metade Yin há um ponto
explicado, basta um exame detido sobre o Sistema de Yang, e na metade Yang também há um ponto
Barlet, que pode ser considerado como uma chave Yin, isto para simbolizar a interdependência Yin-
Yang, ou seja, vestígio da Luz nas Trevas e das
Trevas na Luz, equiparadas que são à “Luz do 1. Trata-se de um personagem desconhecido,
Conhecimento” e às “Trevas da Ignorância” (veja havendo estudiosos, desde a Antiguidade, que
figura abaixo). sustentam não se tratar de uma pessoa, mas sim
de uma Escola ou Centro de doutrinação
hermético-iniciática, tendo por símbolo esse nome.
Um dos mais sérios argumentos em abono desse
entendimento está em que o grande número de
livros escritos não caberia no espaço de tempo de
uma vida humana, por mais longa que ela fosse.
Segundo a tradição antiga, “Hermes” era uma
A linha mediana separativa entre o Yin e o Yang expressão comum aplicada a todos os sacerdotes,
corresponde ao nascimento e à morte (“entrada” e e “Trismegisto” tinha a significação de “três vezes
“saída”). Também esses dois dividem o Tempo em grande e três vezes Mestre”. Seja como for, os
períodos e o Espaço em regiões, podendo aquele e Mistérios Órficos ou de Orfeu estão baseados nessa
este ser claros ou escuros, bons ou maus, interiores doutrina, e nela estão decalcados os ensinamentos
ou exteriores, quentes ou frios, masculinos ou de PITÁGORAS e os “Diálogos” de PLATÃO.
femininos, abertos ou fechados. Conforme forem
uns ou outros, serão correspondidos, 2. Do conjunto enorme de obras imputadas à autoria
respectivamente, por Yin ou Yang. Logo, são de “Hermes Trismegisto”, fosse ele um
também símbolos espácio-temporais. personagem real, fosse um Centro Iniciático da
mais remota Antiguidade, são realçadas as que
4. Observa-se que eles dois aparentam dois levam os nomes de “PIMANDRO”, “ASCLÉPIOS”
contrários, mas é surpreendente não existir entre e “TÁBUA DE ESMERALDA”, respectivamente,
eles, em termos absolutos, qualquer oposição mas todas as três dedicadas à verdadeira Iniciação do
sim períodos de mutação que acabam conduzindo Homem.
à idéia de continuidade dos seres, das coisas e 3. No PIMANDRO, “Hermes” é apresentado como
dos fatos, e portanto, de dinamismo, seja para a discípulo do “Mestre Pimandro”, correspondendo
evolução, seja para a involução, tanto no Tempo este à Mente Su-prema que dirige o ser humano
quanto no Espaço. quando conscientemente se subordina às ordens
da Inteligência Divina. Nesse grau de subordinação
o homem recebe a “Luz” necessária à sua
evolução, que começa pela abertura dos olhos para
a realidade material do mundo (misérias, dores,
sofrimentos, inveja, paixões, traições, etc);
prossegue no estudo das Ciências para que possa
adquirir, sempre e cada vez mais, conhecimentos
10 aperfeiçoados. O propósito é claro e simples: Levar
o Homem a colocar a sabedoria acima das coisas
INTELIGÊNCIA E RAZÃO
materiais ante a transitoriedade delas e já que são
31
“Hermes Trismegisto”
O SISTEMA DE WRONSKI

Em célebre obra desse matemático, certos 30


princípios nela expostos foram inteiramente extraídos
da Ciência Oculta, cuja “Tabela de Geração dos 1=1
Números” pode explicar – e explica – perfeitamente o 4 = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 = 1
Sistema de Wronski para essa mesma geração numeral. 7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 = 10 = 1
Assim: 10 = 1
Também:
1 (3+1) 4 (9+4=13=4) 13 = 4 = 10 = 1
(13+9=22=4) 16 = 7 = 28 = 10 = 1

(4+3) 7
(1+2) 3 (7+8=15) 6 (4+5)
9
(5+3) 8

2 3+2) 5 (5+9=14=5)
(14+9=23=5)

Vê-se nessa Tabela a aplicação da lei dos números


1, 2, 3, 4, etc., como já anteriormente exposto.
Também aqui 1 e 2 dão nascimento a 3, e desses
três números surgem todos os outros, até 9,
subordinados aos mesmos princípios. A partir de 9,
todos os números, sejam quais forem, por redução
cabalística ficam resumidos a número de um só
algarismo.
De resto, os números são dispostos por colunas,
cujas três principais e duas secundárias são indicadas
por algarismos de valores diferentes, como mostra o
quadro que segue, baseado no acima exposto:

Coluna principal: 1 – 4 (13) = 4 – (22) = 4 – (31) =


4
Coluna secundária: 7 (16) = 7 (25) = 7 (34) = 7
Coluna principal: 3 - 6 - 9 - ∞
Coluna secundária: 8 (17) = 8 (26) = 8 (35) = 8
Coluna principal: 5 – (14) = 5 – (23) = 5 – (32) = 5
11 espetáculo da Verdade e do Bem te
façam odiar a sua maldade, descobrir os
as responsáveis pelo aviltamento da mente. O embustes com que te rodeia,
domínio do Conhecimento conduz o Homem aos obscurecendo-te o que parece claro,
cumes iluminados, onde o vulgo não alcança. mergulhando-te na matéria, enervando-
Aprende a dominar as paixões e conquista a te em volúpias infames, a fim de que não
sensibilidade necessária para compadecer-se dos pos-
males e sofrimentos alheios. 12

4. Toda a doutrina do PIMANDRO, em última síntese, sas entender o que deves entender e ver
destina-se a abrir o coração do homem de modo a o que deves ver”.
que sua mente, sempre mais apurada e educada,
permita-lhe, pelos próprios esforços, encontrar um 5. Dialogando com seu “Mestre” sobre essa lição,
caminho secreto, puro e iluminado, para conduzi-lo indaga “TAT” se possui “verdugos” 1 consigo,
ao Ser Supremo, que está presente em todas as obtendo como resposta a enunciação das doze
coisas. Em certa passagem desse Livro, consta faltas humanas de que ele deverá previamente se
assim a extraordinariamente bela lição que o despojar, antes de pretender a verdadeira
“Mestre Pimandro” passa a seu discípulo Iniciado – INICIAÇÃO. Diz então “Hermes” a esse discípulo:
“Tat”: “A primeira falta é a ignorância, a
segunda a tristeza, a terceira a
“...O flagelo da ignorância inunda toda a
intemperança, a quarta a
Terra, corrompe a alma encerrada no
concupiscência, a quinta a injustiça, a
corpo e a impede de entrar no porto da
sexta a avareza, a sétima o erro, a oitava
salvação. Não vos deixeis levar pela
a inveja, a nona a malícia, a décima a
corrente; voltai, se puderdes, ao porto
cólera, a décima primeira a temeridade,
de salvação ! Procurai um piloto para vos
a décima segunda a maldade. São doze e
conduzir às portas da Gnose, onde brilha
têm sob suas ordens um número maior
a luz admirável, livrando das trevas,
ainda. Pela prisão dos sentidos, elas
onde ninguém se embriaga, onde todos
submetem o homem interior às paixões
são sóbrios e volvem os olhos do coração
destes mesmos. Afastam-se, pouco a
para Aquele que quer ser contemplado, o
pouco, daquele que o Ser Supremo
Inaudito, o Inefável, invisível aos olhos,
tomou por piedade, e eis aí em que
visível à inteligência e ao coração. Antes
consistem o modo e a razão do
de tudo, é preciso rasgar esta roupa que
renascimento. E agora, meu filho,
trazes, esta vestimenta da ignorância,
silencia e louva o Ser Supremo; Sua
princípio da maldade, cadeia de
misericórdia não nos abandonará nunca.
corrupção, invólucro tenebroso, morto-
Regozija-te agora, meu filho, purificado
vivo, cadáver sensível, inimigo do Amor,
pelos poderes do Ser Supremo na
ciumento no ódio, túmulo que conduzes
articulação da palavra. O conhecimento
contigo, ladrão doméstico. Tal é a
do Ser Supremo (Gnose) entra em nós, e
vestimenta inimiga de que estás
logo a ignorância desaparece. O
revestido, atraindo-te, temendo que o
conhecimento da alegria nos chega e,
diante dela, meu filho, a tristeza fugirá (1) (2) (3)
para aqueles que podem ainda
experimentá-la. O poder que eu invoco Isso significa que todo ciclo recomeça após três
depois da alegria é a temperança, ó progressões, como se extrai da demonstração que
encantadora virtude ! Apressemo-nos a acaba de ser feita, pois elas serão reduzidas
colhê-la, meu filho, porque a sua teosoficamente, dando nascimento ou retorno ao 1,
chegada expulsa a intemperança. Em 2 e 3, etc. Essas três progressões é que
quarto lugar, invoco a continência, a representam os TRÊS MUNDOS, aqui reportados
força oposta à concupiscência. Este no item 1 e nos quais tudo está englobado.
______________________________ 14. Na seqüência, deve ser assinalado que a primeira
Funcionário executor da pena de morte; algoz. Indivíduo cruel,
linha vertical ou coluna 1, 4, 7 e 10, considerada
desumano (Aurélio).
29 como representando o Universo em diversas
oitavas, realmente assim representa porque:
12. Essas duas operações cabalísticas ou teosóficas 28
(redução e adição) são absolutamente
indispensáveis ao conhecimento e à compreensão 10 = 1 + 0 = ①
dos princípios e leis do hermetismo, e, segundo os 11 = 1 + 1 = ②
maiores ocultistas, elas explicam a marcha que a 12 = 1 + 2 = ③
própria Natureza segue nas suas produções e 666 = 6 + 6 + 6 = 18 = 1 + 8 = ⑨ 9 666 = 9
reproduções.
1234 = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 = 1 + 0 = ①  1234 =
13. Volva-se agora àquela afirmação de ESPRIT ①
SABATHIER, posta aqui no item 4, e tente-se a sua
verificação matemática: “Reduzir o ternário por É dessa redução cabalística que resulta uma
meio do quaternário à Unidade”. Seja então: consideração que jamais poderá ser perdida de
vista, quando essa operação for posta em
(a) Ternário = 3 e Quaternário = 4 execução: Todos os números, quaisquer que
3 + 4 = 7 (por redução) sejam em expressão, não são mais do que a
representação dos nove primeiros
(b) 7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28=2 + 8=10 (por algarismos. Vale dizer: O último algarismo
adição) resultante da redução estará,
necessariamente, situado entre ① e ⑨. Porém,
(c) 10 = 1 + 0 = 1 (por redução total da adição) como os nove primeiros algarismos – segundo os
quadros expostos – não são mais do que a
(d) Logo: 4 + 3 = 7 = 28 = 10 = 1  4 + 3 = 1 representação dos quatro primeiros (1, 4, 7 e 10),
todos os números podem ser teosófica ou
(e) Com efeito, remontando ao primeiro quadro, tem-se: cabalisticamente representados por esses quatro
1 2 3 primeiros, que, à sua vez, não passam de
4 5 6 “estados” diversos da Unidade. Logo e
7 8 9 conclusivamente, todos os números, sejam eles
10 11 12
quais forem, não são mais do que representações nascimento no Ser Supremo libertou-se
diversas da Unidade. das sensações corporais, reconhece os
elementos divinos que o compõem e
11. A adição teosófica consiste, para conhecer o valor
goza de uma felicidade perfeita”.
cabalístico de um número, em somar
aritmeticamente todos os algarismos, desde a Esses mesmos ensinamentos, sob diferentes
unidade e até chegar a esse número. Assim, em formas, encontram-se no Antigo Egito, na China e
adição teosófica o valor cabalístico do número 4 é na Índia.
igual a 10 porque 6. No ASCLÉPIOS – que também aparece como
discípulo de “Hermes” – a doutrinação é posta em
1+2+3+4=
nível mais elevado do que a ministrada a
Também o valor cabalístico do número 7 é igual a PIMANDRO. Aqui, o ensino está adequado à
10 porque Filosofia Iniciática egípcia enquanto ligada à sua
teogonia 2 e destina-se a mostrar a ASCLÉPIOS que,
1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 que se reduz a 2 + 8
apesar do panteão de divindades, não há senão
=
um só deus – “Amon” (oculto) “Ra” (sol) – digno de

adoração, pois é ele a luz secreta, a força universal
Se 4 = 10 e 7 = 10, então 4 = 7 que não pode ser revelada a quem não tiver sido
Iniciado, isto é, previamente preparado para essa
_______________________ revelação. Diz então “Hermes” a esse discípulo:
9
Símbolo matemático que se lê “portanto”. __________________________________
13 2
Em Filosofia: Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que
freqüentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de
grau, meu filho, é a sede da justiça; vê divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta
como expulsou a injustiça sem combate. (Aurélio).
Justificamo-nos e a injustiça 14
desapareceu. Eu invoco o sexto poder, a
comunidade que nos vem servir para “Não chames outra pessoa senão Amon,
lutar contra a avareza. Quando esta porque um sermão sobre as matérias
desaparece eu invoco a Verdade; o erro mais santas da religião seria profanado
foge e a realidade aparece. Vê, meu por um auditório muito numeroso; é uma
filho, a plenitude do bem que segue à impiedade entregar ao conhecimento do
aparição da Verdade; pois que a inveja, grande número um tratado todo cheio da
afastando-se de nós pela Verdade, o majestade divina” 3
Bem nos chega com a vida e a luz, e não ...
ficam em nós carrascos de trevas, todas “Unindo-se ao divino, o homem
se retiram vencidas. Tu conheces, meu desdenha o que tem em si de terrestre,
filho, o caminho de tua regeneração. liga-se por um elo de caridade a todos os
Quando a década está completa, meu outros seres, e, por isso, ele se sente
filho, cumpre-se o nascimento ideal, e o necessário à ordem universal. Ele
décimo-segundo carrasco é repelido e contempla o céu e, neste meio feliz onde
nascemos para a contemplação. Aquele está colocado, ama o que está abaixo de
que obtém da misericórdia divina o si, e é amado pelo que está em cima.
Cultiva a terra, imita a rapidez dos Unidade ou Oposição ou Ação da
elementos; seu pensamento dominante Retorno à antagonismo oposição sobre
desce às profundezas do mar. Tudo é unidade a unidade
claro para ele; o céu não lhe parece 1–A 1ª molécula 2–Oposição a 3–Resultado: o
muito alto, porque a ciência o aproxima; social: o es-sa Molécula: Filho.
a lucidez de seu espírito não é ofuscada Homem. Mulher.
pelos espessos nevoeiros do ar, o peso 4–Unidade de 5–Oposição 6–Distinção
da terra não é mais um obstáculo ao seu ordem superior: entre as entre as
trabalho, a profundidade das águas não a Família, famílias. famílias: as
perturba a sua vista; ele abraça tudo e resumindo os 3 Castas.
fica em toda a parte o mesmo”. termos
précedentes.
Estes eram os preceitos que estavam destinados 7–Unidade de 8–Oposição 9–Distinção
aos que estavam, como ASCLÉPIOS, preparados ordem superior: entre as tribos. entre as Tribos:
para a mais alta e significativa Iniciação. a tribo, as
resumindo os 3 nacionalidades.
termos
anteriores
10 – A NAÇÃO.
9. No primeiro quadro do item anterior observa-se
que as três colunas terminam assim:
10 11 12
_________________________ __ __ __
3
É conveniente, ante a notória utilidade para a fixação final de
compreensão do Irmão, um breve retorno-consulta ao tema “Instrução 1 2 3
Iniciática”, constante do Complemento I a esta 2ª Instrução.
27 o que não significa tratar-se de “frações
ordinárias”. São, na verdade, operações
senvolvimento social do Homem acima exposto e empregadas pelos ocultistas antigos sobre os
que o quadro abaixo deixa ainda mais claro: números, operações essas reduzidas a apenas
duas , com os nomes de
(a) Redução teosófica ou cabalística
(b) Adição teosófica ou cabalística.
10. A redução consiste em reduzir todos os números
formados por dois ou vários algarismos a um só
número, de tal sorte que, adicionando os
algarismos componentes do número, não reste a
final mais do que um só algarismo. Por exemplo:
26
(d) Esses três remontam a uma Unidade Ativa Antigos e é aplicável a qualquer caso particular,
de ordem superior ,a servindo de exemplo o de-
Família................................ = 4 15
6. Essa família unitariamente considerada irá agir A “TÁBUA DE ESMERALDA”
como um “pai”, como um princípio ativo sobre
outra família, também vista como unidade numa 1. Das três obras mais famosas e mais divulgadas de
oitava superior, não para dar nascimento a um Hermes Trismegisto – como dito, o Pimandro, o
“filho”, mas para fazer nascer uma CASTA, que Asclépios e a Tábua de Esmeralda –, é esta a mais
passa a ser vista como também uma unidade conhecida e a mais divulgada entre os hermetistas,
numa segunda oitava superior. mesmo porque o seu texto foi larga e
7. Tal casta, igualmente vista como unidade nessa profundamente explorado nas Iniciações religiosas
segunda ordem superior, também agirá dos povos cultos mais antigos, como o Egito, a
ativamente sobre outra casta, não para gerar uma Grécia, a Pérsia, e a Índia, só para exemplificar.
“família”, mas sim uma TRIBO, que passará a ser Muito do que está em seu texto também é
uma unidade numa terceira oitava ou terceira encontrado, ainda que sob outra linguagem, nos
ordem superior. textos do Pimandro e do Asclépios. A “Tábua de
Esmeralda” é uma pedra de cor verde que
8. A tribo, à sua vez, agindo ativamente sobre outra
simboliza a primeira matéria da Obra Divina – o
tribo, gerará, não uma “casta”, mas sim uma
Universo.
NACIONALIDADE – a “Nação” ! –, que será
unitariamente vista como uma UNIDADE
2. O texto é este:
NACIONAL numa quarta oitava ou quarta
ordem superior. “O que está em cima é como o que está
O quadro demonstrativo que segue, resume e em baixo, e o que está em baixo é como
esclarece os quatro termos acima expostos neste e o que está em cima, para perpetuar os
nos itens antecedentes: milagres de uma só coisa. E como todas
as coisas nasceram de um e vieram de
Unidade ou Oposição ou Ação da um por mediação, desse modo todas as
Retorno à antagonismo oposição sobre coisas nasceram desta coisa única por
unidade a unidade adaptação. O Sol é seu pai e a Lua sua
1 2 3 mãe, o Vento a carregou em seu ventre e
4 -- -- a Terra é sua nutriz. O pai de todo o
-- 5 6 Telesma está aqui. E sua força e seu
7 8 9 poder estão completos, se se convertem
10 11 12 em terra. Separarás a terra do fogo, o
-- -- -- tênue do denso, com suavidade e
(1) (2) (3), habilidade. Ele sobe da Terra ao Céu e de
e assim por diante para as outras oitavas ou ordens novo baixa à Terra e recebe a força das
superiores. coisas superiores e inferiores. Obterás
por meio disto a glória de todo o mundo
Esse princípio hermético-numerológico é uma das e por isso toda a obscuridade
melhores chaves para abertura dos Mistérios
desaparecerá de ti. Nisto está a força fabricado Talo, o gigante de bronze, a couraça de Hércules, o cetro de
forte de toda força, pois vencerá toda Agamenão, as flechas de Apolo, o escudo de Aquiles e os palácios dos
coisa sutil e penetrará toda coisa sólida. deuses. O centro de seu culto localizava-se na ilha de Lemnos, onde se
Assim foi criado o Mundo – e deste se realizavam anualmente as cerimônias expiatórias. Nelas, os sacrifícios se
estendiam por 9 dias, durante os quais não se acendia fogo. No 10° dia,
farão e aplicarão admiráveis adaptações
um navio trazia de Delos uma nova chama, que reiniciava o ciclo anual
por intermédio do que aqui está – e do Fogo. É retratado como um ferreiro de certa idade, feio e barbudo, de
nesse momento me chamam peito nu e pele luzidia de suor. Tem a cabeça protegida por um gorro e
Hermes Trismegisto, ao possuir as três empunha um martelo e tenazes.
partes 6
Júpiter é o nome latino do deus grego Zeus, a maior divindade do
16 Olimpo. Comumente é representado com traços de homem maduro,
robusto, de semblante grave e majestoso, coroado por folhas de carvalho.
da Filosofia de todo o Mundo. Completo Seus atributos são o raio, o cetro e a águia.
está o que disse da operação do Sol.” 25

3. Como se observa, algumas partes do texto rio que se reduzia o Ternário à Unidade. Mais
apresentam-se não muito claras, enquanto que adiante far-se-á a demonstração matemática desse
outras – para os que já estão Iniciados, como os princípio hermético. De tudo isso decorre que o
Companheiros-Maçons – não oferecem muita número 4 é uma repetição do 1 (unidade) e que
dificuldade. Seja como for, é texto merecedor de assim deve agir, tal como age a Unidade. E se
interpretação dentro de uma concordância mito- pergunta então: Na formação do 3 por 1 + 2, como
física-cabalo-hermética, que é a Metodologia mais é formado o 2? A resposta será: Pela Unidade (1)
e melhor aplicável no campo dos textos e leis do que se opõe a si mesma, por esta forma:
hermetismo. Assim:
1
4. (1) “O que está em cima é como o que está =2
em baixo...” : São as asas colocadas nos pés do 1
deus Mercúrio 4 e as que estão sobre sua cabeça. O
alimento que lhe deu o deus Vulcano 5 fez nascer 5. Parta-se para a progressão 1, 2, 3, 4:
as primeiras; Júpiter 6, por intermediação do deus Primeiro que tudo, a unidade 1.
Juno, que simboliza o ar, deu-lhe as segundas; Depois, uma oposição
mas, como o Fogo Celeste, representado por 1
Júpiter, e o Fogo Central, representado por =2
Vulcano, dependem da mesma raiz, e estando 1
Vulcano nos Céus an- Na seqüência, a ação dessa oposição sobre a
_________________________________
4 Unidade:
Mercúrio é o nome latino do deus grego Hermes, uma das 12 Divindades
do Olimpo. É representado como um jovem nu, ou vestido com uma 1 + 2 = 3.
túnica curta. Tem na cabeça um chapéu de abas largas ou cônico, Por fim, o retorno a uma unidade de ordem
adornado com pequenas asas. Calça sandálias aladas e segura às vezes diferente, unidade de outra oitava superior:
uma bolsa, atributo dos lucros no comércio. Entre seus atributos destaca-
se o caduceu, isto é, bastão com duas serpentes enroscadas e com duas 1.2.3
asas na extremidade superior. Seu animal consagrado é o galo.
5
Vulcano é o nome latino do deus grego Hefestos, deus do Fogo. Também
é uma das 12 Divindades Olímpicas. Como deus do Fogo, ele havia 4
Essa progressão – advirta-se – é um dos pontos Sacerdotes, dos hebreus e dos hindus; por
mais obscuros da Ciência Oculta, mas se torna conseguinte, de toda a Antiguidade.
perfeitamente compreensível através deste
3. São conhecidos os sentidos que os Iniciados
exemplo:
antigos emprestavam aos números 1, 2 e 3; vejam-
se agora os outros números.
( a ) O primeiro princípio que aparece na família é
o Pai – a Unidade Ativa = 1 4. O quaternário é uma recondução dos termos 1, 2
( b ) O segundo princípio é a Mãe, que representa e 3 à Unidade, isto é, ao 1. Assim e por exemplo, o
a Unidade Passiva ........ = 2 Pai (1), a Mãe (2) e o Filho (3). Qual, então, é a
( c ) A ação recíproca de um princípio sobre o unidade que encerra em si os três termos ? É a
outro, isto é, a oposição entre eles, produz o família. Portanto, eis aí a composição do
terceiro termo – o quaternário: Um ternário (3) e a unidade (1) que o
filho....................................................... = 3 engloba. Quando se diz uma “família”, enuncia-se
numa só palavra os três termos dos quais ela é
24 composta, ou seja, é porque a “família” reconduz o
3 ao 1, ou, para usar a linguagem da Ciência
2. Na Doutrina dos Pitagóricos encontra-se esta lição: Oculta, retorna o Ternário à Unidade. Já em 1679
o ocultista R.P. Esprit Sabathier afirmava que
“Sendo a Essência Divina inacessível aos era por meio do Quaterná-
sentidos, emprega-se para caracterizá- 17
la, não a linguagem dos sentidos, mas
aquela do espírito (mente); dê-se à tes de ser precipitado à Terra, disso deve ser
Inteligência ou Princípio Ativo do concluído que o Fogo Central provém do Fogo Vital
Universo o nome de mônada ou de Celeste, em face da eterna circulação que Deus
unidade, porque uma e outra são a impôs a este último, e por conseguinte, tudo o que
mesma coisa; à matéria ou princípio está em cima é como o que está em baixo.
passivo, o de díade ou de multiplicidade,
porque está sujeito a toda sorte de 5. (2)“Para perpetuar os milagres de uma só
alterações; ao mundo, por fim, o nome coisa...” : É o mesmo que dizer que o Fogo
de tríade, porque ele é o resultado da Central e o Fogo Celeste igualmente colaboraram
Inteligência e da Matéria” (ação de uma para a formação do mercúrio hermético. Esse
sobre a outra). mercúrio é essa “coisa única” com a qual se
podem operar milagres, pois é esse metal,
FABRE D’OLIVET, famoso ocultista, em sua obra segundo a alquimia, muito adequado para produzi-
“Os Versos Dourados de Pitágoras”, afirmava: los em todos os gêneros.
“Basta-me dizer que, como Pitágoras
designava Deus por 1, a matéria por 2, ele 6. (3) “E como todas as coisas nasceram de um
exprimia o Universo por 12, que resulta da e vieram de um por mediação...” : Todas as
reunião deles dois”. coisas, sem dúvida, provêm da Unidade, isto é,
Vê-se por essas duas passagens que a Doutrina de todas as coisas vêm do primeiro Caos por
Pitágoras resume a dos egípcios e seus Mestres ou intermédio do Espírito Universal que pairava sobre
as Águas. Vieram pela Vontade de Deus, cuja
Natureza foi o instrumento imediato colocado entre
Ele e o Caos e que serviu tanto como “meio” 10. (7) “...e a Terra é sua nutriz.” : Viu-se que o
quanto “mediador”, como disse Hermes. É por sua mercúrio nasceu dos “Sábios de Maya ou da Terra”
“mediação” que, com efeito, operou-se o e se disse que nas entranhas de sua mãe o Fogo
desenvolvimento do Caos. Central ou Vulcano o nutria. Esse “fogo central”
nada mais é do que a terra pura e sutil que
7. (4) “...desse modo todas as coisas nasceram
conforma o globo terrestre e que é a causa de sua
desta coisa única por adaptação.” : Essa
fecundidade. É a essa “terra espiritual” que
“coisa única” é o mercúrio hermético, que, sendo
Hermes quer se referir.
uma porção ínfima da Alma atuante no Universo e
ainda a própria Natureza, atua igualmente sobre os 11. (8) “O pai de todo o Telesma está aqui. E sua
três Reinos naturais porque se adapta e se força e seu poder estão completos, se se
adequará a cada um deles em particular, segundo convertem em terra.” : É como se Hermes
assim determinem as sementes de um reino ou o houvesse dito: “O mercúrio universal é o pai de
fermento dos outros. É o que foi dito aos Filósofos, todas as produções naturais e está aqui porque é o
isto é, que no mercúrio estava encerrada a virtude mercúrio dos filósofos; e sua força e seu poder
vivificante dos animais, a virtude vegetativa das serão completos se o artista conseguir dominar
plantas e a virtude fermentativa dos minerais; e esse mercúrio e reduzi-lo à ‘natureza da terra’, isto
ainda que essas três virtudes não fossem mais do é, à ‘pedra’, que é a ‘pedra filosofal’, a pedra dos
que uma, ela se adaptava por igual aos três Reinos Filósofos, cuja força e poder são, com efeito,
da Natureza. ‘incompreensíveis’.”
8. (5) “O Sol é seu pai e a Lua sua mãe...” : Não 12. (9) “Separarás a terra do fogo, o tênue do
se entendam nem se vejam esses dois seres como denso, com suavidade e habilidade.” : É o
os astros mesmo que dizer que há de ser o mercúrio
18 separado da natureza geral dos vínculos de sua
primeira coagulação ou de sua placenta, e separar
do dia e da noite. São o “sol” e a “lua” da terra ou dos elementos toscos que a absorvem
herméticos, aos quais Hermes quis se referir. O o fogo central que nela reside; porém, como as
Fogo Vital é o Sol dos Sábios; e o meio úmido substân-
radical com o qual se envolve esse Fogo é a “Lua” 23
hermética. A união dessas duas substâncias forma
o mercúrio hermético, filho de um e de outra. Os SISTEMA E CHAVE NUMEROLÓGICAS:
sacerdotes egípcios haviam expressado a mesma WRONSKI E BARLET
coisa através de Osíris e Ísis, dos quais Hórus ou
“mercúrio filosófico” era o filho. INTRODUÇÃO
9. (6) “...o Vento a carregou em seu ventre...” :
Irmão Companheiro:
O “vento”, aqui no texto, tem o mesmo significado
que o ar em seu estado natural de movimento ou
agitação. Portanto, o vento teria levado o mercúrio No Complemento II à 5ª Instrução de Aprendiz
hermético porque o ar é a substância que o teve o Irmão, quando naquele Grau, a
envolve e através do qual ele nos é transmitido. oportunidade de conhecer alguma coisa sobre a
mônada, o binário e o ternário, ou, se se quiser,
os números 1, 2 e 3, já que o número 4 ficou matéria filosofal”. Os elementos simples ou
relegado para este Grau de Companheiro. propriedade fermentativa estão contidos nestas
Seria, como é, particularmente útil – quase duas substâncias unidas, de modo que, quando se
necessário –, no seu próprio e exclusivo tenham separado corretamente as
interesse instrucional, antes de mergulhar na heterogeneidades que interceptavam suas ações,
leitura/estudo do que a seguir vai exposto, que atuam harmonicamente uma sobre a outra, do que
retorne à leitura da matéria exposta nas páginas resulta um todo homogêneo e harmônico, que se
4 a 31 daquele Complemento. chama “pedra filosofal”, “Microcosmo” ou
Só o Irmão será o juiz da vantagem, ou “Pequeno Mundo”.
vantagens, que esse ato representará para si – e
só para si –, agora na seqüência numerológica 22. A exposição, análise e estudo do “mercúrio
deste Complemento II a esta sua 2ª Instrução de hermético” ou mitológico só serão possíveis
Companheiro. quando o Irmão tiver sido exaltado ao Grau de
Mestre.
1. Como já visto e sabido, a Lei do Ternário envolve
três termos – um, ativo, o outro, passivo, e o
último, neutro. Ou ainda, os números 1, 2 e 3, o
que corresponde a dizer que a ação do 1 (ativo)
sobre o 2 (passivo) faz resultar o 3 (neutro), isto é,
o 1 e o 2 nele contidos. Com um pouco mais de
extensão pode dizer-se que o número 1 representa
todas as idéias governadas por um “princípio
ativo”, ou seja, o Pai Supremo, o Homem, a Luz e o
Calor, etc., que dão origem aos TRÊS MUNDOS,
assim:
Mundo material ...................................... Luz, calor,
etc.
Mundo moral ..........................................O Homem.
Mundo Arquétipo ou Metafísico.................Deus-Pai
Semelhantes raciocínios se aplicam aos números 2
e 3, ou seja, aos “princípios passivo e neutro”.
22

um fígado de animal, que aumenta de peso. No 19


começo do trabalho a “terra” se converte em
“água”, e devido às manipulações que seguem, a cias aparentes da matéria caótica dos Sábios são a
“água” se transforma em “terra”. Depois de terem terra e a água, Hermes quis também que se
sido purificadas a “terra” e a “água” que procedem separasse a água da terra, e que, após havê-las
do “barro primordial”, elas duas deverão unir-se; purificado, se voltasse a uni-las.
no momento da união a “primeira matéria da Obra
Divina” perde esse nome para tomar o de “primeira
13. (10) “Ele sobe da Terra ao Céu e de novo 16. (13) “Assim foi criado o mundo...” : Com essa
baixa à Terra e recebe a força das coisas afirmação quis Hermes dizer que a criação da
superiores e inferiores” : Essa operação tem “pedra filosofal” não passa de uma cópia calcada
lugar na “proveta” do artista e é o efeito da reação na Criação do Universo.
por meio da qual as propriedades da substância
volátil reagem, isto é, se comunicam, se mesclam 17. (14) “...e deste se farão e aplicarão
e se confundem com a da substância fixa que está admiráveis adaptações...” : Quer essa
no fundo da proveta, assim como as propriedades expressão significar que a Terra dos Sábios não
da parte fixa se mesclam com as propriedades da está limitada, em seu poder, somente à natureza
volátil. Na circunstância em que fala Hermes, são a sublunar, mas que pode ser adaptada utilmente e
terra e a água purificadas que, para reunir-se, empregada para produzir “efeitos sobrenaturais”
devem experimentar essa reação. para familiarizar-se com a “Ciência da Natureza
Celeste” a que conduz a “pedra filosofal” aos que a
14. (11) “Obterás por meio disto a glória de todo possuem, como se aprende na Cabala Hermética.
o mundo e por isso a obscuridade
desaparecerá de ti” : Quando se está na posse 18. (15) “...por intermédio do que aqui está...” : O
da ‘pedra filosofal’, se está na posse da chave de meio para alcançar e conseguir por adaptação
toda a Natureza, por meio da qual nada na efeitos mais elevados do que os que a Natureza
Natureza pode ser escondido ou ser impenetrável. apresenta e que impressiona nossos sentidos, é a
Um homem assim possuidor dessa chave tanto “pedra filosofal”, cuja matéria e procedimentos
mais será superior a seus semelhantes quanto estão contidos de um modo tão difuso quanto
nesse Mundo nada porá limites à amplitude de seu abstrato na “Tábua de Esmeralda”.
gênio, à de sua inteligência e à da penetração de
que ela será dotada. 19. (16) “...e nesse momento me chamam Hermes
Trismegisto, ao possuir as três partes da
15. (12) “Nisto está a força forte de toda força,
Filosofia de todo o Mundo.” : Essa passagem
pois vencerá toda coisa sutil e penetrará toda
parece autorizar o entendimento de certos filósofos
coisa sólida.” : Segundo a ‘Tábua de Esmeralda’,
ao pretenderem que o sobrenome “Trismegisto”
a “pedra filosofal” produz, verdadeiramente, os
não era atribuído a “Hermes”, mas sim porque
efeitos anunciados por Hermes; fixa e transmuda
havia encontrado a “pedra filosofal”, cujas virtudes
em ouro a prata pura que é a “coisa sutil”, e
se estendem sobre os três Reinos da Natureza.
transmuda os metais imperfeitos em ouro,
penetrando, então, a “coisa sólida”. Observará o
Irmão Companheiro que essa “alquimia 20. (17) “Completo está o que disse sobre a
hermética” é trabalho do Aprendiz e do operação do Sol.” : Hermes entende por
Companheiro, quando devem transmudar a “pedra “operação do Sol” a obra hermética levada até o
bruta” material de que estão revestidos (= “metais encontro da “pedra filosofal” que os Sábios haviam
imperfeitos”) em “pedra polida” espiritual (= chamado de “Sol Hermético” e que representa,
“ouro”). com efeito, o último signo e o mais completo êxito
20 da operação. Para conseguir realizar a obra
hermética deverá ser conhecido e encontrar-se
esse “barro”( = matéria-prima) do Caos primordial
e no qual está contida a propriedade fermentativa Mêmnon. Desejando que sua ligação com Titono fosse eterna, Aurora
e o primeiro mercúrio dos Filó- pediu a Júpiter (Zeus) que concedesse a imortalidade a seu amado.
sofos Herméticos. É esta a base sobre a qual se Esqueceu-se, no entanto, de obter para ele a eterna juventude. Com o
apóiam passar dos anos, Titono tornou-se um velho inútil. Em vão a amante
21 Aurora tentou rejuvenescê-lo, alimentando-o com ambrosia. Impotente e
senil, Titono foi definhando, até ser convertido, pela própria Aurora ou
pelos deuses, em cigarra.
todos os “Doze Trabalhos de Hércules” 7 e sobre a
maior parte de suas ficções, suas parábolas e seus
enigmas.

21. Só se pode contar com a “verdade” desse “barro


primordial”, em sua manifestação, através de suas
diversas manipulações e dos “sinais” indicados
pelos Filósofos Herméticos, por meio dos quais não
se poderá errar nem desconhecê-los, segundo a
doutrinação da Tábua de Esmeralda.
Depois de haver-se conhecido e recolhido esse
“barro” na “estação” e na “hora” apropriadas8,
deve ele ser encerrado num vaso de vidro para, em
seguida, dissolvê-lo e destilá-lo. Dessa destilação
resulta uma terra banhada em azeite, de cor
vermelha escura, mais ou menos da cor de

________________________________
7
Designação das façanhas executadas pelo ser mitológico “Hércules”, sob
as ordens de Eristeu, rei da Argólida. As razões que impeliram o herói a
submeter-se ao soberano variam muito, segundo as tradições. Na versão
mais corrente, ele o fez, a conselho de Pítia, para purificar-se pelo
assassínio dos próprios filhos e merecer a imortalidade. Apesar das
muitas variantes quanto ao número e à ordenação dos Trabalhos, os
mitógrafos da época helenística classificaram as façanhas de Hércules em
duas séries de seis: as da primeira foram cumpridas no Peloponeso: “o
Leão da Neméia”, a “Hidra de Lerna”, o “Javali de Erimanto”, a “Cerva
Cerinita”, os “Pássaros do Lago Estinfalo” e os “Estábulos de Áugias”.
Os Trabalhos da segunda série foram realizados no resto do Mundo: Em
Creta, o “Touro de Creta”; na Trácia, os “Cavalos de Diomedes”; na
Cítia, o “Cinto de Hipólita”; no Extremo Ocidente, os “Bois de Gerião”;
no país das Hespérides e nos Infernos, o “Cão Cérbero”. Cada um desses
“trabalhos” tem a sua narração mitológica.
8
A “estação” é o Equinócio de Primavera, no Hemisfério Norte, que
inicia em 21 de março, e aqui no Brasil em 21 de setembro. A “hora” é
aquela em que a deusa “Aurora” converte Titono em cigarra. Conta a
lenda que essa deusa, atraída pela beleza de Titono, raptou-o e o
transportou para a Etiópia. De sua união com ele nasceram Emátion e

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