Inteligencia e Razao
Inteligencia e Razao
CATARINA
REAA
COMPLEMENTO II À 2ª
INSTRUÇÃO
COMPANHEIRO-MAÇOM
A LEI DOS OPOSTOS (2ª Parte)
INTELIGÊNCIA E RAZÃO
SISTEMA E CHAVE NUMEROLÓGICA:
WRONSKI E BARLET
2004
Para uso e guarda d _________________________________
_________________________________________________________
INDICE
- 5
Introdução ..............................................................
..
- A Lei dos 7
Opostos ......................................................
- Inteligência e Razão “Hermes 10
Trismegisto” ..................
- A “Tábua de 15
Esmeralda” .............................................
- Sistema e Chave Numerológicas: Wronski e 23
Barlet ........
- O Sistema de 31
Wronski ................................................
- O Sistema ou Chave de 32
Barlet .....................................
- 35
Bibliografia .............................................................
...
Publicação aprovada, autorizada e editada pela
GRANDE LOJA DE SANTA CATARINA
2ª Edição na administração 1999/2002
Administração 2002/2005 2001
5
2004
INTRODUÇÃO
IRMÃO COMPANHEIRO:
(4+3) 7
(1+2) 3 (7+8=15) 6 (4+5)
9
(5+3) 8
2 3+2) 5 (5+9=14=5)
(14+9=23=5)
4. Toda a doutrina do PIMANDRO, em última síntese, sas entender o que deves entender e ver
destina-se a abrir o coração do homem de modo a o que deves ver”.
que sua mente, sempre mais apurada e educada,
permita-lhe, pelos próprios esforços, encontrar um 5. Dialogando com seu “Mestre” sobre essa lição,
caminho secreto, puro e iluminado, para conduzi-lo indaga “TAT” se possui “verdugos” 1 consigo,
ao Ser Supremo, que está presente em todas as obtendo como resposta a enunciação das doze
coisas. Em certa passagem desse Livro, consta faltas humanas de que ele deverá previamente se
assim a extraordinariamente bela lição que o despojar, antes de pretender a verdadeira
“Mestre Pimandro” passa a seu discípulo Iniciado – INICIAÇÃO. Diz então “Hermes” a esse discípulo:
“Tat”: “A primeira falta é a ignorância, a
segunda a tristeza, a terceira a
“...O flagelo da ignorância inunda toda a
intemperança, a quarta a
Terra, corrompe a alma encerrada no
concupiscência, a quinta a injustiça, a
corpo e a impede de entrar no porto da
sexta a avareza, a sétima o erro, a oitava
salvação. Não vos deixeis levar pela
a inveja, a nona a malícia, a décima a
corrente; voltai, se puderdes, ao porto
cólera, a décima primeira a temeridade,
de salvação ! Procurai um piloto para vos
a décima segunda a maldade. São doze e
conduzir às portas da Gnose, onde brilha
têm sob suas ordens um número maior
a luz admirável, livrando das trevas,
ainda. Pela prisão dos sentidos, elas
onde ninguém se embriaga, onde todos
submetem o homem interior às paixões
são sóbrios e volvem os olhos do coração
destes mesmos. Afastam-se, pouco a
para Aquele que quer ser contemplado, o
pouco, daquele que o Ser Supremo
Inaudito, o Inefável, invisível aos olhos,
tomou por piedade, e eis aí em que
visível à inteligência e ao coração. Antes
consistem o modo e a razão do
de tudo, é preciso rasgar esta roupa que
renascimento. E agora, meu filho,
trazes, esta vestimenta da ignorância,
silencia e louva o Ser Supremo; Sua
princípio da maldade, cadeia de
misericórdia não nos abandonará nunca.
corrupção, invólucro tenebroso, morto-
Regozija-te agora, meu filho, purificado
vivo, cadáver sensível, inimigo do Amor,
pelos poderes do Ser Supremo na
ciumento no ódio, túmulo que conduzes
articulação da palavra. O conhecimento
contigo, ladrão doméstico. Tal é a
do Ser Supremo (Gnose) entra em nós, e
vestimenta inimiga de que estás
logo a ignorância desaparece. O
revestido, atraindo-te, temendo que o
conhecimento da alegria nos chega e,
diante dela, meu filho, a tristeza fugirá (1) (2) (3)
para aqueles que podem ainda
experimentá-la. O poder que eu invoco Isso significa que todo ciclo recomeça após três
depois da alegria é a temperança, ó progressões, como se extrai da demonstração que
encantadora virtude ! Apressemo-nos a acaba de ser feita, pois elas serão reduzidas
colhê-la, meu filho, porque a sua teosoficamente, dando nascimento ou retorno ao 1,
chegada expulsa a intemperança. Em 2 e 3, etc. Essas três progressões é que
quarto lugar, invoco a continência, a representam os TRÊS MUNDOS, aqui reportados
força oposta à concupiscência. Este no item 1 e nos quais tudo está englobado.
______________________________ 14. Na seqüência, deve ser assinalado que a primeira
Funcionário executor da pena de morte; algoz. Indivíduo cruel,
linha vertical ou coluna 1, 4, 7 e 10, considerada
desumano (Aurélio).
29 como representando o Universo em diversas
oitavas, realmente assim representa porque:
12. Essas duas operações cabalísticas ou teosóficas 28
(redução e adição) são absolutamente
indispensáveis ao conhecimento e à compreensão 10 = 1 + 0 = ①
dos princípios e leis do hermetismo, e, segundo os 11 = 1 + 1 = ②
maiores ocultistas, elas explicam a marcha que a 12 = 1 + 2 = ③
própria Natureza segue nas suas produções e 666 = 6 + 6 + 6 = 18 = 1 + 8 = ⑨ 9 666 = 9
reproduções.
1234 = 1 + 2 + 3 + 4 = 10 = 1 + 0 = ① 1234 =
13. Volva-se agora àquela afirmação de ESPRIT ①
SABATHIER, posta aqui no item 4, e tente-se a sua
verificação matemática: “Reduzir o ternário por É dessa redução cabalística que resulta uma
meio do quaternário à Unidade”. Seja então: consideração que jamais poderá ser perdida de
vista, quando essa operação for posta em
(a) Ternário = 3 e Quaternário = 4 execução: Todos os números, quaisquer que
3 + 4 = 7 (por redução) sejam em expressão, não são mais do que a
representação dos nove primeiros
(b) 7 = 1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28=2 + 8=10 (por algarismos. Vale dizer: O último algarismo
adição) resultante da redução estará,
necessariamente, situado entre ① e ⑨. Porém,
(c) 10 = 1 + 0 = 1 (por redução total da adição) como os nove primeiros algarismos – segundo os
quadros expostos – não são mais do que a
(d) Logo: 4 + 3 = 7 = 28 = 10 = 1 4 + 3 = 1 representação dos quatro primeiros (1, 4, 7 e 10),
todos os números podem ser teosófica ou
(e) Com efeito, remontando ao primeiro quadro, tem-se: cabalisticamente representados por esses quatro
1 2 3 primeiros, que, à sua vez, não passam de
4 5 6 “estados” diversos da Unidade. Logo e
7 8 9 conclusivamente, todos os números, sejam eles
10 11 12
quais forem, não são mais do que representações nascimento no Ser Supremo libertou-se
diversas da Unidade. das sensações corporais, reconhece os
elementos divinos que o compõem e
11. A adição teosófica consiste, para conhecer o valor
goza de uma felicidade perfeita”.
cabalístico de um número, em somar
aritmeticamente todos os algarismos, desde a Esses mesmos ensinamentos, sob diferentes
unidade e até chegar a esse número. Assim, em formas, encontram-se no Antigo Egito, na China e
adição teosófica o valor cabalístico do número 4 é na Índia.
igual a 10 porque 6. No ASCLÉPIOS – que também aparece como
discípulo de “Hermes” – a doutrinação é posta em
1+2+3+4=
nível mais elevado do que a ministrada a
Também o valor cabalístico do número 7 é igual a PIMANDRO. Aqui, o ensino está adequado à
10 porque Filosofia Iniciática egípcia enquanto ligada à sua
teogonia 2 e destina-se a mostrar a ASCLÉPIOS que,
1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 = 28 que se reduz a 2 + 8
apesar do panteão de divindades, não há senão
=
um só deus – “Amon” (oculto) “Ra” (sol) – digno de
adoração, pois é ele a luz secreta, a força universal
Se 4 = 10 e 7 = 10, então 4 = 7 que não pode ser revelada a quem não tiver sido
Iniciado, isto é, previamente preparado para essa
_______________________ revelação. Diz então “Hermes” a esse discípulo:
9
Símbolo matemático que se lê “portanto”. __________________________________
13 2
Em Filosofia: Doutrina mística relativa ao nascimento dos deuses, e que
freqüentemente se relaciona com a formação do mundo. 2. Conjunto de
grau, meu filho, é a sede da justiça; vê divindades cujo culto forma o sistema religioso dum povo politeísta
como expulsou a injustiça sem combate. (Aurélio).
Justificamo-nos e a injustiça 14
desapareceu. Eu invoco o sexto poder, a
comunidade que nos vem servir para “Não chames outra pessoa senão Amon,
lutar contra a avareza. Quando esta porque um sermão sobre as matérias
desaparece eu invoco a Verdade; o erro mais santas da religião seria profanado
foge e a realidade aparece. Vê, meu por um auditório muito numeroso; é uma
filho, a plenitude do bem que segue à impiedade entregar ao conhecimento do
aparição da Verdade; pois que a inveja, grande número um tratado todo cheio da
afastando-se de nós pela Verdade, o majestade divina” 3
Bem nos chega com a vida e a luz, e não ...
ficam em nós carrascos de trevas, todas “Unindo-se ao divino, o homem
se retiram vencidas. Tu conheces, meu desdenha o que tem em si de terrestre,
filho, o caminho de tua regeneração. liga-se por um elo de caridade a todos os
Quando a década está completa, meu outros seres, e, por isso, ele se sente
filho, cumpre-se o nascimento ideal, e o necessário à ordem universal. Ele
décimo-segundo carrasco é repelido e contempla o céu e, neste meio feliz onde
nascemos para a contemplação. Aquele está colocado, ama o que está abaixo de
que obtém da misericórdia divina o si, e é amado pelo que está em cima.
Cultiva a terra, imita a rapidez dos Unidade ou Oposição ou Ação da
elementos; seu pensamento dominante Retorno à antagonismo oposição sobre
desce às profundezas do mar. Tudo é unidade a unidade
claro para ele; o céu não lhe parece 1–A 1ª molécula 2–Oposição a 3–Resultado: o
muito alto, porque a ciência o aproxima; social: o es-sa Molécula: Filho.
a lucidez de seu espírito não é ofuscada Homem. Mulher.
pelos espessos nevoeiros do ar, o peso 4–Unidade de 5–Oposição 6–Distinção
da terra não é mais um obstáculo ao seu ordem superior: entre as entre as
trabalho, a profundidade das águas não a Família, famílias. famílias: as
perturba a sua vista; ele abraça tudo e resumindo os 3 Castas.
fica em toda a parte o mesmo”. termos
précedentes.
Estes eram os preceitos que estavam destinados 7–Unidade de 8–Oposição 9–Distinção
aos que estavam, como ASCLÉPIOS, preparados ordem superior: entre as tribos. entre as Tribos:
para a mais alta e significativa Iniciação. a tribo, as
resumindo os 3 nacionalidades.
termos
anteriores
10 – A NAÇÃO.
9. No primeiro quadro do item anterior observa-se
que as três colunas terminam assim:
10 11 12
_________________________ __ __ __
3
É conveniente, ante a notória utilidade para a fixação final de
compreensão do Irmão, um breve retorno-consulta ao tema “Instrução 1 2 3
Iniciática”, constante do Complemento I a esta 2ª Instrução.
27 o que não significa tratar-se de “frações
ordinárias”. São, na verdade, operações
senvolvimento social do Homem acima exposto e empregadas pelos ocultistas antigos sobre os
que o quadro abaixo deixa ainda mais claro: números, operações essas reduzidas a apenas
duas , com os nomes de
(a) Redução teosófica ou cabalística
(b) Adição teosófica ou cabalística.
10. A redução consiste em reduzir todos os números
formados por dois ou vários algarismos a um só
número, de tal sorte que, adicionando os
algarismos componentes do número, não reste a
final mais do que um só algarismo. Por exemplo:
26
(d) Esses três remontam a uma Unidade Ativa Antigos e é aplicável a qualquer caso particular,
de ordem superior ,a servindo de exemplo o de-
Família................................ = 4 15
6. Essa família unitariamente considerada irá agir A “TÁBUA DE ESMERALDA”
como um “pai”, como um princípio ativo sobre
outra família, também vista como unidade numa 1. Das três obras mais famosas e mais divulgadas de
oitava superior, não para dar nascimento a um Hermes Trismegisto – como dito, o Pimandro, o
“filho”, mas para fazer nascer uma CASTA, que Asclépios e a Tábua de Esmeralda –, é esta a mais
passa a ser vista como também uma unidade conhecida e a mais divulgada entre os hermetistas,
numa segunda oitava superior. mesmo porque o seu texto foi larga e
7. Tal casta, igualmente vista como unidade nessa profundamente explorado nas Iniciações religiosas
segunda ordem superior, também agirá dos povos cultos mais antigos, como o Egito, a
ativamente sobre outra casta, não para gerar uma Grécia, a Pérsia, e a Índia, só para exemplificar.
“família”, mas sim uma TRIBO, que passará a ser Muito do que está em seu texto também é
uma unidade numa terceira oitava ou terceira encontrado, ainda que sob outra linguagem, nos
ordem superior. textos do Pimandro e do Asclépios. A “Tábua de
Esmeralda” é uma pedra de cor verde que
8. A tribo, à sua vez, agindo ativamente sobre outra
simboliza a primeira matéria da Obra Divina – o
tribo, gerará, não uma “casta”, mas sim uma
Universo.
NACIONALIDADE – a “Nação” ! –, que será
unitariamente vista como uma UNIDADE
2. O texto é este:
NACIONAL numa quarta oitava ou quarta
ordem superior. “O que está em cima é como o que está
O quadro demonstrativo que segue, resume e em baixo, e o que está em baixo é como
esclarece os quatro termos acima expostos neste e o que está em cima, para perpetuar os
nos itens antecedentes: milagres de uma só coisa. E como todas
as coisas nasceram de um e vieram de
Unidade ou Oposição ou Ação da um por mediação, desse modo todas as
Retorno à antagonismo oposição sobre coisas nasceram desta coisa única por
unidade a unidade adaptação. O Sol é seu pai e a Lua sua
1 2 3 mãe, o Vento a carregou em seu ventre e
4 -- -- a Terra é sua nutriz. O pai de todo o
-- 5 6 Telesma está aqui. E sua força e seu
7 8 9 poder estão completos, se se convertem
10 11 12 em terra. Separarás a terra do fogo, o
-- -- -- tênue do denso, com suavidade e
(1) (2) (3), habilidade. Ele sobe da Terra ao Céu e de
e assim por diante para as outras oitavas ou ordens novo baixa à Terra e recebe a força das
superiores. coisas superiores e inferiores. Obterás
por meio disto a glória de todo o mundo
Esse princípio hermético-numerológico é uma das e por isso toda a obscuridade
melhores chaves para abertura dos Mistérios
desaparecerá de ti. Nisto está a força fabricado Talo, o gigante de bronze, a couraça de Hércules, o cetro de
forte de toda força, pois vencerá toda Agamenão, as flechas de Apolo, o escudo de Aquiles e os palácios dos
coisa sutil e penetrará toda coisa sólida. deuses. O centro de seu culto localizava-se na ilha de Lemnos, onde se
Assim foi criado o Mundo – e deste se realizavam anualmente as cerimônias expiatórias. Nelas, os sacrifícios se
estendiam por 9 dias, durante os quais não se acendia fogo. No 10° dia,
farão e aplicarão admiráveis adaptações
um navio trazia de Delos uma nova chama, que reiniciava o ciclo anual
por intermédio do que aqui está – e do Fogo. É retratado como um ferreiro de certa idade, feio e barbudo, de
nesse momento me chamam peito nu e pele luzidia de suor. Tem a cabeça protegida por um gorro e
Hermes Trismegisto, ao possuir as três empunha um martelo e tenazes.
partes 6
Júpiter é o nome latino do deus grego Zeus, a maior divindade do
16 Olimpo. Comumente é representado com traços de homem maduro,
robusto, de semblante grave e majestoso, coroado por folhas de carvalho.
da Filosofia de todo o Mundo. Completo Seus atributos são o raio, o cetro e a águia.
está o que disse da operação do Sol.” 25
3. Como se observa, algumas partes do texto rio que se reduzia o Ternário à Unidade. Mais
apresentam-se não muito claras, enquanto que adiante far-se-á a demonstração matemática desse
outras – para os que já estão Iniciados, como os princípio hermético. De tudo isso decorre que o
Companheiros-Maçons – não oferecem muita número 4 é uma repetição do 1 (unidade) e que
dificuldade. Seja como for, é texto merecedor de assim deve agir, tal como age a Unidade. E se
interpretação dentro de uma concordância mito- pergunta então: Na formação do 3 por 1 + 2, como
física-cabalo-hermética, que é a Metodologia mais é formado o 2? A resposta será: Pela Unidade (1)
e melhor aplicável no campo dos textos e leis do que se opõe a si mesma, por esta forma:
hermetismo. Assim:
1
4. (1) “O que está em cima é como o que está =2
em baixo...” : São as asas colocadas nos pés do 1
deus Mercúrio 4 e as que estão sobre sua cabeça. O
alimento que lhe deu o deus Vulcano 5 fez nascer 5. Parta-se para a progressão 1, 2, 3, 4:
as primeiras; Júpiter 6, por intermediação do deus Primeiro que tudo, a unidade 1.
Juno, que simboliza o ar, deu-lhe as segundas; Depois, uma oposição
mas, como o Fogo Celeste, representado por 1
Júpiter, e o Fogo Central, representado por =2
Vulcano, dependem da mesma raiz, e estando 1
Vulcano nos Céus an- Na seqüência, a ação dessa oposição sobre a
_________________________________
4 Unidade:
Mercúrio é o nome latino do deus grego Hermes, uma das 12 Divindades
do Olimpo. É representado como um jovem nu, ou vestido com uma 1 + 2 = 3.
túnica curta. Tem na cabeça um chapéu de abas largas ou cônico, Por fim, o retorno a uma unidade de ordem
adornado com pequenas asas. Calça sandálias aladas e segura às vezes diferente, unidade de outra oitava superior:
uma bolsa, atributo dos lucros no comércio. Entre seus atributos destaca-
se o caduceu, isto é, bastão com duas serpentes enroscadas e com duas 1.2.3
asas na extremidade superior. Seu animal consagrado é o galo.
5
Vulcano é o nome latino do deus grego Hefestos, deus do Fogo. Também
é uma das 12 Divindades Olímpicas. Como deus do Fogo, ele havia 4
Essa progressão – advirta-se – é um dos pontos Sacerdotes, dos hebreus e dos hindus; por
mais obscuros da Ciência Oculta, mas se torna conseguinte, de toda a Antiguidade.
perfeitamente compreensível através deste
3. São conhecidos os sentidos que os Iniciados
exemplo:
antigos emprestavam aos números 1, 2 e 3; vejam-
se agora os outros números.
( a ) O primeiro princípio que aparece na família é
o Pai – a Unidade Ativa = 1 4. O quaternário é uma recondução dos termos 1, 2
( b ) O segundo princípio é a Mãe, que representa e 3 à Unidade, isto é, ao 1. Assim e por exemplo, o
a Unidade Passiva ........ = 2 Pai (1), a Mãe (2) e o Filho (3). Qual, então, é a
( c ) A ação recíproca de um princípio sobre o unidade que encerra em si os três termos ? É a
outro, isto é, a oposição entre eles, produz o família. Portanto, eis aí a composição do
terceiro termo – o quaternário: Um ternário (3) e a unidade (1) que o
filho....................................................... = 3 engloba. Quando se diz uma “família”, enuncia-se
numa só palavra os três termos dos quais ela é
24 composta, ou seja, é porque a “família” reconduz o
3 ao 1, ou, para usar a linguagem da Ciência
2. Na Doutrina dos Pitagóricos encontra-se esta lição: Oculta, retorna o Ternário à Unidade. Já em 1679
o ocultista R.P. Esprit Sabathier afirmava que
“Sendo a Essência Divina inacessível aos era por meio do Quaterná-
sentidos, emprega-se para caracterizá- 17
la, não a linguagem dos sentidos, mas
aquela do espírito (mente); dê-se à tes de ser precipitado à Terra, disso deve ser
Inteligência ou Princípio Ativo do concluído que o Fogo Central provém do Fogo Vital
Universo o nome de mônada ou de Celeste, em face da eterna circulação que Deus
unidade, porque uma e outra são a impôs a este último, e por conseguinte, tudo o que
mesma coisa; à matéria ou princípio está em cima é como o que está em baixo.
passivo, o de díade ou de multiplicidade,
porque está sujeito a toda sorte de 5. (2)“Para perpetuar os milagres de uma só
alterações; ao mundo, por fim, o nome coisa...” : É o mesmo que dizer que o Fogo
de tríade, porque ele é o resultado da Central e o Fogo Celeste igualmente colaboraram
Inteligência e da Matéria” (ação de uma para a formação do mercúrio hermético. Esse
sobre a outra). mercúrio é essa “coisa única” com a qual se
podem operar milagres, pois é esse metal,
FABRE D’OLIVET, famoso ocultista, em sua obra segundo a alquimia, muito adequado para produzi-
“Os Versos Dourados de Pitágoras”, afirmava: los em todos os gêneros.
“Basta-me dizer que, como Pitágoras
designava Deus por 1, a matéria por 2, ele 6. (3) “E como todas as coisas nasceram de um
exprimia o Universo por 12, que resulta da e vieram de um por mediação...” : Todas as
reunião deles dois”. coisas, sem dúvida, provêm da Unidade, isto é,
Vê-se por essas duas passagens que a Doutrina de todas as coisas vêm do primeiro Caos por
Pitágoras resume a dos egípcios e seus Mestres ou intermédio do Espírito Universal que pairava sobre
as Águas. Vieram pela Vontade de Deus, cuja
Natureza foi o instrumento imediato colocado entre
Ele e o Caos e que serviu tanto como “meio” 10. (7) “...e a Terra é sua nutriz.” : Viu-se que o
quanto “mediador”, como disse Hermes. É por sua mercúrio nasceu dos “Sábios de Maya ou da Terra”
“mediação” que, com efeito, operou-se o e se disse que nas entranhas de sua mãe o Fogo
desenvolvimento do Caos. Central ou Vulcano o nutria. Esse “fogo central”
nada mais é do que a terra pura e sutil que
7. (4) “...desse modo todas as coisas nasceram
conforma o globo terrestre e que é a causa de sua
desta coisa única por adaptação.” : Essa
fecundidade. É a essa “terra espiritual” que
“coisa única” é o mercúrio hermético, que, sendo
Hermes quer se referir.
uma porção ínfima da Alma atuante no Universo e
ainda a própria Natureza, atua igualmente sobre os 11. (8) “O pai de todo o Telesma está aqui. E sua
três Reinos naturais porque se adapta e se força e seu poder estão completos, se se
adequará a cada um deles em particular, segundo convertem em terra.” : É como se Hermes
assim determinem as sementes de um reino ou o houvesse dito: “O mercúrio universal é o pai de
fermento dos outros. É o que foi dito aos Filósofos, todas as produções naturais e está aqui porque é o
isto é, que no mercúrio estava encerrada a virtude mercúrio dos filósofos; e sua força e seu poder
vivificante dos animais, a virtude vegetativa das serão completos se o artista conseguir dominar
plantas e a virtude fermentativa dos minerais; e esse mercúrio e reduzi-lo à ‘natureza da terra’, isto
ainda que essas três virtudes não fossem mais do é, à ‘pedra’, que é a ‘pedra filosofal’, a pedra dos
que uma, ela se adaptava por igual aos três Reinos Filósofos, cuja força e poder são, com efeito,
da Natureza. ‘incompreensíveis’.”
8. (5) “O Sol é seu pai e a Lua sua mãe...” : Não 12. (9) “Separarás a terra do fogo, o tênue do
se entendam nem se vejam esses dois seres como denso, com suavidade e habilidade.” : É o
os astros mesmo que dizer que há de ser o mercúrio
18 separado da natureza geral dos vínculos de sua
primeira coagulação ou de sua placenta, e separar
do dia e da noite. São o “sol” e a “lua” da terra ou dos elementos toscos que a absorvem
herméticos, aos quais Hermes quis se referir. O o fogo central que nela reside; porém, como as
Fogo Vital é o Sol dos Sábios; e o meio úmido substân-
radical com o qual se envolve esse Fogo é a “Lua” 23
hermética. A união dessas duas substâncias forma
o mercúrio hermético, filho de um e de outra. Os SISTEMA E CHAVE NUMEROLÓGICAS:
sacerdotes egípcios haviam expressado a mesma WRONSKI E BARLET
coisa através de Osíris e Ísis, dos quais Hórus ou
“mercúrio filosófico” era o filho. INTRODUÇÃO
9. (6) “...o Vento a carregou em seu ventre...” :
Irmão Companheiro:
O “vento”, aqui no texto, tem o mesmo significado
que o ar em seu estado natural de movimento ou
agitação. Portanto, o vento teria levado o mercúrio No Complemento II à 5ª Instrução de Aprendiz
hermético porque o ar é a substância que o teve o Irmão, quando naquele Grau, a
envolve e através do qual ele nos é transmitido. oportunidade de conhecer alguma coisa sobre a
mônada, o binário e o ternário, ou, se se quiser,
os números 1, 2 e 3, já que o número 4 ficou matéria filosofal”. Os elementos simples ou
relegado para este Grau de Companheiro. propriedade fermentativa estão contidos nestas
Seria, como é, particularmente útil – quase duas substâncias unidas, de modo que, quando se
necessário –, no seu próprio e exclusivo tenham separado corretamente as
interesse instrucional, antes de mergulhar na heterogeneidades que interceptavam suas ações,
leitura/estudo do que a seguir vai exposto, que atuam harmonicamente uma sobre a outra, do que
retorne à leitura da matéria exposta nas páginas resulta um todo homogêneo e harmônico, que se
4 a 31 daquele Complemento. chama “pedra filosofal”, “Microcosmo” ou
Só o Irmão será o juiz da vantagem, ou “Pequeno Mundo”.
vantagens, que esse ato representará para si – e
só para si –, agora na seqüência numerológica 22. A exposição, análise e estudo do “mercúrio
deste Complemento II a esta sua 2ª Instrução de hermético” ou mitológico só serão possíveis
Companheiro. quando o Irmão tiver sido exaltado ao Grau de
Mestre.
1. Como já visto e sabido, a Lei do Ternário envolve
três termos – um, ativo, o outro, passivo, e o
último, neutro. Ou ainda, os números 1, 2 e 3, o
que corresponde a dizer que a ação do 1 (ativo)
sobre o 2 (passivo) faz resultar o 3 (neutro), isto é,
o 1 e o 2 nele contidos. Com um pouco mais de
extensão pode dizer-se que o número 1 representa
todas as idéias governadas por um “princípio
ativo”, ou seja, o Pai Supremo, o Homem, a Luz e o
Calor, etc., que dão origem aos TRÊS MUNDOS,
assim:
Mundo material ...................................... Luz, calor,
etc.
Mundo moral ..........................................O Homem.
Mundo Arquétipo ou Metafísico.................Deus-Pai
Semelhantes raciocínios se aplicam aos números 2
e 3, ou seja, aos “princípios passivo e neutro”.
22
________________________________
7
Designação das façanhas executadas pelo ser mitológico “Hércules”, sob
as ordens de Eristeu, rei da Argólida. As razões que impeliram o herói a
submeter-se ao soberano variam muito, segundo as tradições. Na versão
mais corrente, ele o fez, a conselho de Pítia, para purificar-se pelo
assassínio dos próprios filhos e merecer a imortalidade. Apesar das
muitas variantes quanto ao número e à ordenação dos Trabalhos, os
mitógrafos da época helenística classificaram as façanhas de Hércules em
duas séries de seis: as da primeira foram cumpridas no Peloponeso: “o
Leão da Neméia”, a “Hidra de Lerna”, o “Javali de Erimanto”, a “Cerva
Cerinita”, os “Pássaros do Lago Estinfalo” e os “Estábulos de Áugias”.
Os Trabalhos da segunda série foram realizados no resto do Mundo: Em
Creta, o “Touro de Creta”; na Trácia, os “Cavalos de Diomedes”; na
Cítia, o “Cinto de Hipólita”; no Extremo Ocidente, os “Bois de Gerião”;
no país das Hespérides e nos Infernos, o “Cão Cérbero”. Cada um desses
“trabalhos” tem a sua narração mitológica.
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A “estação” é o Equinócio de Primavera, no Hemisfério Norte, que
inicia em 21 de março, e aqui no Brasil em 21 de setembro. A “hora” é
aquela em que a deusa “Aurora” converte Titono em cigarra. Conta a
lenda que essa deusa, atraída pela beleza de Titono, raptou-o e o
transportou para a Etiópia. De sua união com ele nasceram Emátion e