• PROGRAMA DE
CONHECIMENTOS BÁSICOS
PARA INSPETORES DE
ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS
jan/2021
• Sistemas de qualificação de pessoal –
•
• SNQC/END – Brasil – ISO 9712
• ASNT- EUA- ISO 9712
• EN - 473 – ISO 9712
• QUALIFICAÇÃO FERROVIARIA - ABENDI
• CTA-AERONÁUTICO
• Por que o profissional de ensaios não destrutivos,
tem que ser qualificado?
• R = OS ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS são
considerados ensaios especiais pela norma ISO
9712, e todo profissional necessita ser treinado,
qualificado e certificado
REQUISITOS SNQC/END-ASNT
• TREINAMENTO- obrigatório-
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
• ESCOLARIDADE
• ACUIDADE VISUAL
• APTIDÃO FÍSICA
• CÓDIGO DE ÉTICA
• DOCUMENTOS pessoais
PADRAO JAEGER – VISAO PROXIMA
PADRAO SNELLEN –VISAO LONGIQUA
O inspetor deverá diferenciar pelo menos 20 tons de cinza,
identificando os números dentro dos vários tons de cinza. O ideal é
que a figura acima seja apresentada ao inspetor através de arquivo
eletrônico no monitor do computador.
PADRAO ISHIRARA
SISTEMAS -SNQC/END - ASNT
Atribuições e competências DO PROFISSIONAL
• Nível 1-operador
• Nível 2-inspetor
• Nível 3-supervisor
SISTEMAS -SNQC/END - ASNT
Atribuições e competências
• Profissional nível 1
• a) instalar e preparar o equipamento de END;
• b) conduzir o ensaio;
• c) registrar e classificar os resultados do ensaio nos termos de um critério
escrito;
• d) relatar os resultados;
• Um profissional certificado como Nível 1 não deve ter a responsabilidade
de escolher o método de END ou a técnica de ensaio a ser usada, nem a
responsabilidade de avaliar o resultado dos ensaios.
SISTEMAS -SNQC/END - ASNT
Atribuições e competências DO PROFISSIONAL Nível 2
• a) selecionar a técnica de END para o método de ensaio a ser usado;
• b) definir as limitações da aplicação do método de ensaio;
• c) interpretar os procedimentos de END, adaptando-os para instruções de
END nas condições reais de ensaio;
• d) preparar e verificar os ajustes do equipamento;
• e) interpretar e avaliar resultados de acordo com códigos, normas ou
especificações aplicáveis;
• f) preparar instruções de END;
• g) executar e supervisionar todas as tarefas de profissionais nível 1 ou 2;
• h) prover orientação para profissional nível 1 e ou 2;
• i) organizar e relatar os resultados de um END.
SISTEMAS -SNQC/END - ASNT
Atribuições e competências DO PROFISSIONAL Nível 3
• a) assumir toda responsabilidade por uma instalação de ensaio, por um
CEQ e pelo pessoal envolvido nos ENDs;
• b) elaborar e validar instruções de ENDs e procedimentos;
• c) interpretar códigos, normas, especificações e procedimentos;
• d) designar o método específico de ensaio, procedimentos e instruções
de ENDs a serem utilizados;
• e) supervisionar todas as obrigações do nível 1 e 2;
• f) executar as obrigações do nível 1 e 2 para os quais está qualificado;
• g) orientar os profissionais de todos os níveis.
ENSAIOS DESTRUTIVOS (mecânicos)
-OBJETIVO - verificar as propriedades físicas e metalúrgicas dos
materiais. Ocasiona a destruição das peças.
Exemplo: Ensaio de Tração, dobramento, impacto,
teste hidrostático, fadiga, etc.
ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS-END
OBJETIVO - verificar a existência de descontinuidades em peças,
componentes e ou equipamentos. A peça pode ser utilizada
posteriormente.
Exemplo: Ensaio visual, lp, part mag, ultrassom, radiografia,
correntes parasitas, estanqueidade, termografia.
O mais importante em uma inspeção
é definir a escolha da ferramenta
Atrasado
(ensaio ) mais adequada para cada
situação que exige ação de inspeção.
Bêbado
Lembramos que não é toda peça que
necessita de END, somente aquela que
Batom a exigência de solicitação mecânica,
traz consequência grave se sofrer um
dano .
Importante conceito
Nenhum ensaio de END substitui
outro, apenas se complementam.
Inspeção visual- DIRETA E REMOTA
Limitação no campo visual direto
Inspeção visual
Detecta descontinuidades superficiais que estejam visíveis a olho nu.
Visual direto , remoto e TRANSLUCIDO
Ensaio visual remoto
Ensaio visual direto- ensaio em soldas
INSPEÇÃO DE LÍQUIDO PENETRANTE
Detecta descontinuidades superficiais que
estejam abertas à superfície, não visíveis a
olho nú
Inspeção por partículas magnéticas
Inspeção por ultrassom
Ensaio radiográfico
Ensaio por Raio x e raio gama
Inspeção por radiografia industrial RAIO X – RAIO GAMA
PEÇA EM ALUMINIO RADIOGRAFADA COM RAIO X
CORROSÃO ALVEOLAR
CORROSÃO TUBULAÇÃO
termografia
ESTANQUEIDADE
Todos estes equipamentos sofrem inspeção para se investigar
sua vida remanescente, FADIGA
2-Segmentos de Carros, caminhões, ônibus, tratores
Seguimento da aviação
Ensaio não destrutivo
Segmento -Estrutura marítima , estaleiro,
plataformas de petróleo
2-Segmento ferroviário
metro, trens de carga
Ensaio não destrutivos
Segmento de Petróleo e petroquímica
Esfera de GLP,
em fase de
inspeção
Trocador de calor, vaso de pressão, nr 13
Vaso de pressão
de ar comprimido.
NR 13.
Obrigatório pela
norma a inspeção
TANQUE DE ARMAZENAMENTO,
inspeção de acordo
com a API 620
INSPEÇÃO DE CALDEIRA DE
ACORDO COM A NR 13
INSPEÇÃO DE COMPONENTES EÓLICOS
ERRO =MORTE
ACIDENTE
SMS
-SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE
•Responsabilidades dos empregados
•Responsabilidades dos contratados
•Acidente de trabalho
•EPI X EPC
•ANALISE DE RISCO- PERMISÃO DE TRABALHO
•NR 10- ELETRICA. NR 33 E NR 35
•CONCEITO DE METAL E NÃO METAL.
Metal= brilho, condutor térmico e elétrico
Ex= aço carbono, latão, cobre, etc.
Não metal= não condutor
Ex= plástico, couro, etc.
ESTRUTURA CRISTALINA DOS METAIS
Todos os metais são sólidos cristalinos, arranjados
de maneira a formar uma estrutura cristalina.
Isto ocorre pois seus átomos se organizam num
arranjo repetitivo ou que surge de forma
periódica, mesmo a longas distâncias atômicas
Estruturas cristalinas
CFC
ESTRUTURA DE AÇO
CARBONO
FERRITA + PERLITA
ccc
TCC
HC
TIPOS DE MATERIAIS
•FERROSOS
AÇOS CARBONO E AÇOS LIGA
X
•NÃO FERROSOS
ALUMINIO, COBRE, LATÃO
LIGAS
15
FERRO GUSA
X
AÇO CARBONO
X
FERRO FUNDIDO
LIGAS FERRO-CARBONO
0<%C<2%
2<%C< 4,5% (6,7)
AÇOS carbono FERROS FUNDIDOS=fofo
Se não contiver fofo nodular,
nenhum elemento de cinzento,maleavel,
liga em quantidade Branco, mesclado.
Sem liga ou
superior aos mínimos
Aço-carbono Teores máximos de alguns
indicados. Fe + C
elementos nos aços SEM liga:
Fe, C, Mn, Si, P, S
• Al – 0,10% • Ni – 0,30
Aço ligado • Bi – 0,10 • Nb – 0,06
Se a somatoria dos
• B – 0,0008 • Pb – 0,40
Aço de elemento s de liga
• Cr – 0,30 • Se – 0,10
baixa liga atingir um teor até 5%
• Co – 0,10 • Si – 0,50
Se a somatória dos el. • Cu – 0,05 • Ti – 0,05
Aço de de liga ultrapassar um • Mn – 1,65 • W – 0,01
alta liga teor de 10% • Mo – 0,08 • V – 0,10
PROCESSOS DE FABRICAÇÃO
Diagrama de Fabricação do Aço
Os processos de conformação podem ser classificados em dois
grandes grupos:
Fundição=É a conformação de peças por meio
de vazamento de um metal em estado líquido em
recipientes apropriados chamados moldes.
Esquema das diversas fases da solidificação de
um lingote de um metal em uma lingoteira,
resultando na presença de rechupe
Lingotamento convencional
Lingote
Exemplo de localização comum
de rechupes nas peças
Ilustração de um lingote, cujo rechupe
limitou-se à região do massalote
Processo lingotamento continuo
Descontinuidades no processo de fundição
Rechupe
Gota fria
Inclusão de areia
segregação
Bolhas de gas
Trinca de contração
PORO INCLUSÃO DE AREIA
RECHUPE
GOTA FRIA
Forjamento
Conformação mecânica de um metal por
meio de aplicação intermitente
de pressão
Martelamento ou prensagem
A quente
A frio
Forjamento com martelo
Forjamento a quente em matriz
Príncipio
Forjamento em Matriz
Forjamento em prensas
Descontinuidades no processo de forjamento
Trinca de tensão
Dobras
Cavidades
Laminação
É o processo de deformação plástica de um metal através da
passagem entre dois cilindros
Laminação de barras, perfis, trilhos, entre outros
Dupla laminação , dobras,
É a operação que consiste em conformar o metal
através de estiramento em uma fieira :
FABRICAÇÃO DE PARAFUSOS
Trefilação
Descontinuidades
Trincas
Lascas
Inclusões
chevron
Extrusão
A extrusão consiste em espulsar o metal através de um
orifício
Extrusão – perfis variados
Descontinuidades
Trincas
superficiais
Trincas internas
Lascas
chevron
•Anisotropia=
•Orientação dos grãos dos materiais
depende do grau de deformação. Isto tem a
ver com as propriedades mecânicas que
também dependem do grau de orientação
O QUE É SOLDAGEM?
soldabilidade
• É a facilidade que os materiais tem de se unirem por
meio de soldagem e formarem uma serie continua de
soluções sólidas coesas, mantendo as propriedades
mecânicas dos materiais originais.
• Ex= podemos soldar madeira com aço?
Regiões da junta soldada Generalidades: O
processo de soldagem
responde por alterações
tanto na temperatura do
metal de base como na
taxa de resfriamento do
metal da solda. Por isso
ela poderá provocar
diversas transformações
metalúrgicas no metal e
na ZTA (zona
termicamente afetada).
• Metalurgia da soldagem
• ELETRODO REVESTIDO
•
• ELETRODO REVESTIDO
•
• ARCO SUBMERSO
•
• ARCO SUBMERSO
•
• TIG
•
• TIG
•
• MIG / MAG
•
• MIG / MAG
•
• ARAME
• TUBULAR
•
• ELETRO-ESCÓRIA
•
TRATAMENTO TÉRMICO
Têmpera
Revenimento
Recozimento
Normalização
solubilização
Pré aquecimento
Pós aquecimento
• TERMINOLOGIA DE SOLDAGEM
SEQUÊNCIA DE SOLDAGEM
TIPOS DE CHANFROS EM JUNTAS DE TOPO
JUNTAS DE
ÂNGULO EM
QUINA
JUNTAS DE
ÂNGULO EM L
JUNTAS DE ÂNGULO EM T
JUNTAS DE ÂNGULO (situação generica)
JUNTAS SOBREPOSTAS
JUNTAS DE ARESTA
SOLDA EM ÂNGULO
SOLDA DE TOPO
POSIÇÕES DE SOLDAGEM
RAIZ DA
SOLDA
Tipos de descontinuidades em
juntas soldadas –
N-1738 Petrobras
Abertura de arco
Ângulo excessivo do reforço
Cavidade alongada
a) Zona fundida
b) Raiz
Concavidade
a) Central
b) Lateral
Concavidade excessiva
Convexidade excessiva
Deformação angular
Deposição insuficiente
Desalinhamento
Embicamento
Falta de fusão
a) Zona de ligação
b) Entre passes
c) Na raiz
d) Na raiz
e) Na raiz
f) Na raiz
Falta de penetração
Inclusão de escória
a) Alinhada
b) Alinhada
c) Isolada
d) Agrupada
Mordedura – na face
Mordedura – na raiz
Penetração excessiva
Perfuração
a) Furo
b) Localizada
Poro superficial
Porosidade aleatória
Porosidade agrupada
Porosidade alinhada
Porosidade vermiforme
Rechupe de cratera
Reforço excessivo
Sobreposição
Trinca de cratera
a) Longitudinal
b) Transversal
c) Estrela
Trinca interlamelar
Trinca irradiante
a) Zona fundida
b) ZTA
c) Metal de base
Trinca longitudinal
a) Zona fundida
b) Zona de ligação
c) ZTA
d) Metal de base
Trinca na margem
Trinca na raiz
a) Zona fundida
b) Zona de ligação
Trinca ramificada
a) Zona fundida
b) ZTA
c) Metal de base
Trinca sob cordão
Trinca transversal
a) Zona fundida
b) ZTA
c) Metal de base
exemplos de descontinuidades em peças
soldadas
• RESPINGOS
•
• MORDEDURA
•
• MORDEDURA
CLASSIFICAÇÃO DAS DESCONTINUIDADES
As descontinuidades podem ser classificadas quanto a sua origem
em:
•inerentes - geradas na solidificação original do metal quando da
obtenção do lingote: inclusões, porosidades e segregações.
•de processo primário- descontinuidades geradas pelos
processos primários de fundição, forjamento ,laminação, extrusão :
rechupes, porosidade, dobras, laminações, trincas etc.
•de processo de acabamento - aquelas descontinuidades
produzidas por um processo requerido para completar a fabricação
da peça, usinagem, usinagem, deposição eletrolítica, tratamento
térmico, soldagem: trincas, porosidade, falta de fusão e etc.
•de serviço- descontinuidades geradas normalmente em áreas de
concentração de tensão: trincas de fadiga.
ensaios mecânicos
TRAÇÃO,
DOBRAMENTO,DUREZA,
IMPACTO, FRATURA
A DIREÇÃO DE LAMINAÇÃO INFLUI NAS PROPRIEDADES MECANICAS
ENSAIO DE TRAÇÃO
DUREZA ROCKWELL
DUREZA BRINELL
PORTÁTIL
POLDI
DUREZA VICKERS
ENSAIO DE IMPACTO
CHARPY
Fadiga é a ruptura de componentes, sob uma carga
bem inferior à carga máxima suportada pelo
material, devido a solicitações cíclicas repetidas.
A ruptura por fadiga começa a partir de uma trinca
(nucleação) ou pequena falha superficial, que se
propaga ampliando seu tamanho, devido às
solicitações cíclicas. Quando a trinca aumenta de
tamanho, o suficiente para que o restante
do material não suporte mais o esforço que está
sendo aplicado, a peça se rompe repentinamente.
Corrosão por fadiga
As descontinuidades podem ser classificadas quanto a sua origem
em:
•inerentes - geradas na solidificação original do metal quando da
obtenção do lingote: inclusões, porosidades e segregações.
•de processo primário- descontinuidades geradas pelos
processos primários de fundição, forjamento ,laminação, extrusão :
rechupes, porosidade, dobras, laminações, trincas etc.
•de processo de acabamento - aquelas descontinuidades
produzidas por um processo requerido para completar a fabricação
da peça, usinagem, usinagem, deposição eletrolítica, tratamento
térmico, soldagem: trincas, porosidade, falta de fusão e etc.
•de serviço- descontinuidades geradas normalmente em áreas de
concentração de tensão: trincas de fadiga.
FINAL NIVELAMENTO
A FORMAÇÃO DE BONS INSPETORES(A) ESTA
BASEADA EM CONHECIMENTOS ADQUIRIDOS
PELA TECNOLOGIA E EXPERIÊNCIA