Curso: Electricidade Industrial (CV4)
Modulo: Elaborar um projecto integrado (EPI)
TEMA:
DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA SOLAR PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA
USANDO UMA BOMBA SUBMERSÍVEL HÍBRIDA NO DISTRITO DA MANHIÇA
LOCALIDADE DA TAVIRA.
Formando: Luís Domingos Chiule
Supervisor: Eng Ricardo Cumbe
Maputo, de 2025
I
DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA SOLAR PARA CAPTAÇÃO DE ÁGUA
USANDO UMA BOMBA SUBMERSÍVEL HÍBRIDA NO DISTRITO DA MANHIÇA
LOCALIDADE DA TAVIRA.
Formando: Luís Domingos Chiule
Trabalho a ser apresentado no Instituto Foco, para
efeitos de avaliação para o módulo Elaborar
Projeto Integrado (EPI) sob orientação do
formador Eng Ricardo Cumbe
II
Table of Contents
DEDICATÓRIA .................................................................................................................................... IV
AGRADECIMENTOS ........................................................................................................................... V
DECLARAÇÃO DE HONRA ............................................................................................................... VI
Lista de abreviaturas e símbolos ........................................................................................................... VII
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO .................................................................................................... 1
OBJETIVOS ........................................................................................................................................... 2
1.3. OBJETIVO GERAL ............................................................................................................... 2
1.3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ....................................................................................................... 2
1.4. ESTRUTURA DO TRABALHO..................................................... Error! Bookmark not defined.
1.5. METODOLOGIA ........................................................................... Error! Bookmark not defined.
1.6. Problematização ................................................................................ Error! Bookmark not defined.
Fundamentação teorica .................................................................... Error! Bookmark not defined.
1.1.2. Aplicação da energia solar ............................................................ Error! Bookmark not defined.
1.2. DESCRIÇÃO DO PROJETO ......................................................................................................... 4
1.2.1. Clima e condições meteorológicas médias em Maputo no ano todo Moçambique ...................... 4
CAPÍTULO III – MEMÓRIA DE CÁLCULO ...................................................................................... 5
3.1. DEMANDA DE ÁGUA .................................................................................................................. 5
3.1.1. Determinação da taxa de crescimento da população..................................................................... 5
3.4. ESCOLHA DA BOMBA ................................................................................................................. 9
3.4.1. Detalhes do produto ...................................................................................................................... 9
3.5.2. Escolha do tipo de painel solar ................................................................................................... 10
3.5.3. Cálculo do lado da tensão contínua..................................................................................... 10
3.5.4. Cálculo de secção por intensidade admissível (lado cc) ............................................................. 11
3.5.5. Cálculo de secção por queda de tensão (lado cc) ........................................................................ 11
5.7. ESCOLHA DO MATERIAL DA ESTRUTURA.......................................................................... 13
CAPÍTULO VI: ANÁLISE DE VIABILIDADE DO PROJETO ........................................................ 14
6.1. PRESSUPOSTOS DE INVESTIMENTOS ................................................................................... 14
CAPÍTULO VII: MONTAGEM ........................................................................................................... 15
7.1. MONTAGEM DA ESTRUTURA METÁLICA ........................................................................... 15
CAPÍTULO VIII: CONCLUSÕES ....................................................................................................... 16
8.1. CONCLUSÕES ............................................................................................................................. 16
Referências Bibliográficas .................................................................................................................... 17
III
DEDICATÓRIA
Dedico este projeto, primeiramente, a Deus, pela força, saúde e sabedoria concedidas ao
longo desta caminhada. À minha família, especialmente ao meus pais , cuja dedicação, apoio
incondicional e ensinamentos foram fundamentais para minha formação pessoal e
profissional. Este trabalho é também dedicado aos meus professores e colegas do Instituto
Foco, que, com seu conhecimento e colaboração, tornaram possível minha evolução
acadêmica.
IV
AGRADECIMENTOS
A todas as pessoas, presto o meu maior agradecimento. Entretanto, passo a manifestar o meu
maior agradecimento a todos e de uma forma particular:
Agradeço a Deus pela bênção e pelo dom de vida;
Aos meus páis pelo investimento e apoio incondicional para a minha formação e acima de
tudo pelos valores e princípios morais, intelectuais a mim incutidos.
A todos os colegas e professores do curso de electricidade industrial
O meu muito obrigada pelo suporte que deram para o alcance desta etapa da elaboração do
relatório.
V
DECLARAÇÃO DE HONRA
Eu, Luís Domingos Chiule, declaro por minha honra que o presente procjeto de obtenção
do CV4 em electricidade industrial é exclusivamente de minha autoria, não constituindo
cópia de nenhum trabalho realizado anteriormente e as fontes usadas para a realização do
trabalho encontram-se referidas na bibliografia.
( Assinatura)
VI
Lista de abreviaturas e símbolos
A - Ampere
AP - Anteprojeto
cm – centímetro.
GWh - Giga Watt hora.
GW - Giga Watt.
h - Número de horas de funcionamento do sistema da unidade considerada.
Vmp - Tensão de potência máxima.
Imp - Corrente da potência máxima.
Isc - Corrente do curto-circuito.
J - Joule.
K - Kelvin.
k1 - coeficiente do dia de maior consumo;
k2 - coeficiente da hora de maior consumo;
Kg - Peso.
Km - Quilómetro
KVA- kilo Volt Ampere
kW - kilo Watt.
Voc - Tensão de circuito aberto.
m2 - metro quadrado.
mA - mili Ampere.
MWp - Mega Watt Pico.
N – Negativo.
P – Positivo.
Psa - População a ser atendida;
Pmax - Potência máxima.
VII
CAPÍTULO I – INTRODUÇÃO
Este trabalho insere-se no plano curricular vigente no Instituto Foco como forma de
culminação do curso para a obtenção do CV4 em electricidade industrial . É apresentado
neste relatório o dimensionamento de um sistema solar para captação de água usando uma
bomba submersível híbrida. Dado que os sistemas fotovoltaicos funcionam ao ar livre, sujeito
as condições ambientais do local onde são instalados, foram realizados estudos sobre painéis
solares disponíveis no mercado para o sistema de bombeamento de água dentro da área de
estudo.
1
OBJETIVOS
1.3. OBJETIVO GERAL
Elaboração do projeto do sistema solar para abastecimento de água da vila de
Manhiça.
1.3.1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Determinar a demanda para o abastecimento de água;
Dimensionar o sistema solar de captação de agua;
Estudar a avaliação económica do projeto.
2
CAPÍTULO II - ESTADO DA ARTE
2.1. BREVE DESCRIÇÃO DO DISTRITO DA MANHIÇA
2.1.1. Localização
Manhiça é uma vila e um município moçambicano, sede do distrito do mesmo nome, na
província de Maputo. A vila encontra-se localizada a cerca de 70 km a norte da cidade de
Maputo, na estrada nacional que liga com o norte do país e situada na margem direita do rio
Incomati. O município tem uma superfície de cerca de 250 km² e uma população de 57 512
em 2007.
2.1.2. Clima
A região é dominada por um clima tropical húmido no litoral e tropical seco no interior. As
precipitações médias anuais variam de 500mm a 800mm, concentrando-se no período que vai
de novembro a março do ano seguinte. A evapotranspiração potencial, em média, está na
ordem de 1200mm a 1400mm. A temperatura média anual é de 26.5ºC, sendo a máxima de
32.5ºC e a mínima de 20ºC.
2.1.3. Recursos Hídricos
O distrito não possui qualquer outro potencial hídrico, para além do Rio Incomati, de corrente
permanente e de grande caudal.
3
1.2. DESCRIÇÃO DO PROJETO
Em moçambique, a maior parte de energia é produzida nas centrais, o que torna o preço da
energia insustentável, devido aos altos custos da sua produção, sendo moçambique um dos
países com maior índice de irradiação solar e maior potencial para gerar energia conforme
mostra o mapa de insolação do país.
1.2.1. Clima e condições meteorológicas médias em Maputo no ano todo Moçambique
Em Maputo, a estação com precipitação é abafada e de céu quase sem nuvens; a estação seca
é de ventos fortes e sem nuvens. Durante o ano inteiro, o clima é morno. Ao longo do ano,
em geral a temperatura varia de 16 °C a 35 °C. A media da irradiação global na cidade de
Maputo é a 17,96Mj/m2 e as horas de brilho do sol são 9h.
Assim sendo, este projeto visa dimensionar um sistema solar para alimentar uma bomba
submersível hibrida, propor e analisar a viabilidade económica e financeira para a instalação
do sistema fotovoltaico para o fornecimento de energia para o abastecimento de água em
Manhiça.
Um dos principais critérios para projetar um sistema de abastecimento de água é o
conhecimento da necessidade em água para a comunidade a abastecer. A 1ª fase do projeto
constitui na determinação desta necessidade em água (demanda) para a Vila da Manhiça.
EX; tende-se um consumo médio de 3000 l/h, o consumo médio mensal de água seria de 93
000 l/mês. Considerando-se adicionalmente uma utilização média mensal de 10 000 litros de
água para agricultura e pecuária, mensalmente o consumo de água poderá atingir os 103 000
litros no total.
Com base na capacidade máxima dos depósitos (40 m³) e no consumo médio diário de água,
estimam-se 100 ciclos de enchimento por ano. Para cada ciclo de enchimento será necessário
16 920 Wh.
4
CAPÍTULO III – MEMÓRIA DE CÁLCULO
3.1. DEMANDA DE ÁGUA
3.1.1. Determinação da taxa de crescimento da população
Irá analisar-se a taxa de crescimento populacional através de dados fornecidos pelo Instituto
Nacional de Estatística (INE).
Com a análise dos dados das projeções da população do distrito pode constatar-se que tem o
crescimento aritmético, dai que se assume o mesmo para determinação da população presente
e futura.
Tabela 1:Estimativa da população.
População presente1 (Ano População intermédia (Ano População futura (Ano 2042)
2023) 2032)
664 hab. 839 hab. 1 013 hab.
A taxa de consumo per capita (q) varia conforme o local de projeto. O manualde projetos
hidros sanitários da SANEPAR (2019a) recomenda a adoção dosseguintes valores para fins
residenciais:
Residência padrão popular = 100 l/[Link];
Residência padrão médio = 150 l/[Link];
Residência padrão alto = 250 l/[Link].
Consumidores industriais que forem servidos pela rede de abastecimento, de acordo com a
ABNT (1992) NBR 12211, devem ter seus consumos de projeto avaliados com base no
histórico de consumo do local. Além disso, segundo a norma, futuros aumentos de consumo
devem ser avaliados e previstos, considerando estimativas de crescimento ou critério fixado
pelo contratante.
Sendo assim, a vazão é um parâmetro importante no dimensionamento e deve ser baseada na
população a ser abastecida, no consumo de água per capita por dia, e também
5
No que tange à projeção populacional, os projetos de saneamento devem ser realizados
considerando um horizonte de projeto de pelo menos vinte anos, devem ser avaliados
anualmente e revisados a cada quatro anos.
a) Presente 2023
∗
Q𝐷 = 𝐾1 ∗ 𝐾2 ∗
∗
Q𝐷 = 1,2 ∗ 1,5 ∗
Q𝐷 =6,225l/s ≈ 22 410 l/dia
Onde
QD = vazão em L/h;
P = população a ser atendida;
q = consumo médio per capita, incluindo as perdas de água, L/hab dia;
k1 = coeficiente do dia de maior consumo;
k2 = coeficiente da hora de maior consumo;
h = número de horas de funcionamento do sistema da unidade considerada.
Caudal útil (𝑸𝒖𝒕)
𝑄𝑢𝑡 = 𝑄𝐷 + 𝑄𝐼𝑁𝐷 + 𝑄𝑃/𝑐
A vila de Tavira é predominantemente rural, onde comércio, a pequena indústria local
(carpintaria, artesanato, processamento de produtos agrícolas, etc) surgem como alternativa a
atividade agrícola. Com base nestes dados assumiu-se as seguintes percentagens para o
caudal industrial e público comercial, 5% e 10% do caudal doméstico, respetivamente.
𝑄𝑢𝑡 = 22 410+ 0.05 × 22 410 + 0.1 × 22 410
𝑄𝑢𝑡 = 25 772 ⁄dia
Perdas (𝑄𝑃) Assumindo que as perdas representam 10% do caudal útil tem-se:
𝑄𝑃 = 10% × 𝑄𝑢𝑡
𝑄𝑃 = 0.1 × 25 772
𝑄𝑃 = 2 577 ⁄dia
6
Demanda total (𝑸𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍)
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑢𝑡 + 𝑄𝑃
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 25 772 + 2 577
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 28 349 /dia
b) para o ano de 2033
∗
Q𝐷 = 𝐾1 ∗ 𝐾2 ∗
∗
Q𝐷 = 1,2 ∗ 1,5 ∗
QD = 7,82𝑙/𝑠 ≈ 28 152 l/dia
𝑄𝑢𝑡 = 28 152 + 0.05 × 28 152 + 0.1 × 28 152
𝑄𝑢𝑡 = 32 375 ⁄𝑠
𝑄𝑃 = 10% × 𝑄𝑢𝑡
𝑄𝑃 = 0.1 × 32 375
𝑄𝑃 = 3 237 l⁄dia
Demanda total (𝑸𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍) 𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑢𝑡 + 𝑄𝑃
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 32 375 + 3 237
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 35 612 /dia
c) para o ano de 2043
∗
Q𝐷 = 𝐾1 ∗ 𝐾2 ∗
∗
Q𝐷 = 1,2 ∗ 1,5 ∗
𝑄 =9,496/s ≈34 188 /dia
𝑄𝑢𝑡 = 34 188 + 0.05 × 34 188 + 0.1 × 34 188
𝑄𝑢𝑡 = 39 317 ⁄dia
7
𝑄𝑃 = 10% × 𝑄𝑢𝑡
𝑄𝑃 = 0.1 × 39 317
𝑄𝑃 = 3 931 ⁄dia
Demanda total (𝑸𝒕𝒐𝒕𝒂𝒍)
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 𝑄𝑢𝑡 + 𝑄𝑃
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 39 317+ 3 931
𝑄𝑡𝑜𝑡𝑎𝑙 = 43 248 l/dia
Figura1: Imagem via Satélite da Área de Estudo
Os dados de campo foram interpretados usando-se o modelo de camadas de resistência que
inferem sobre os diferentes horizontes geológicos.
Da interpretação gráfica dos dados obtidos nos dois pontos pesquisados apresenta a mesma
configuração da curva, em que os valores de resistividade são elevados na ordem de 300
Ohm.m nas primeiras camadas ate a profundidade de 5-3 metros e com o incremento da
profundidade os valores de resistividade decrescem de uma forma acentuada e com tendência
a estabilizar na ordem de 3 Ohm.m a uma profundidade de 30-60 metros.
De acordo com interpretação pode-se concluiu que a área em estudo ocorre dois aquíferos, o
primeiro é freático com água doce a uma profundidade inferior a 12-15 metros, com caudal
inferior a 5000 l/h, constituído de areias finas a médias. O segundo aquífero ocorre a
profundidade que varia de 40-60 metros, constituído por areias mais finas, com caudal
aproximadamente igual 12 000 l/h.
Em termo quantitativo recomenda-se a exploração do segundo aquífero com água salobre
com profundidade de 40-60 metros
8
3.4. ESCOLHA DA BOMBA
Bombas De Poço Submersíveis Solares Híbridas AC/DC
3.4.1. Detalhes do produto
Características do material da bomba submersível de poço solar: Impulsor e difusor AISI304
e eixo da bomba Rolamento axial de grafite de alta precisão e alta resistência 100% motor de
enrolamento de fio de cobre.
Características do motor submersível: motor submersível síncrono sem escova magnético
permanente Estrutura de blindagem dupla com lubrificação e refrigeração a água, sem risco
de poluição aos recursos hídricos.
Figure 3 Inversor de frequência da bomba escolhido
Recursos de controle do inversor MPPT AC/DC O LCD exibe o parâmetro em execução e o
código de falha Partida e parada automáticas (2 interruptores flutuantes disponíveis) Funções
de partida suave e Auto VFD.
9
3.5.2. Escolha do tipo de painel solar
O material mais usado na composição das células fotovoltaicas é o Silício monocristalino,
ostentando assim cerca de 60% da quota de mercado. A uniformidade da estrutura molecular
resultante da utilização de um cristal único é ideal para potenciar o efeito fotovoltaico.
É importante conhecer, pesar em uma balança e, só então, decidir-se entre painel solar
monocristalino ou policristalino. Podemos destacar as seguintes vantagens do painel solar
monocristalino:
3.5.3. Cálculo do lado da tensão contínua
A tensão do sistema solar fotovoltaico precisa atender para o modelo 4DSC11-150-
380/5503000-A/D uma tensão dos painéis solar entre 420V~550, sendo que a tensão de
funcionamento recomendado é de 490v em corrente continua.
Figura 4: Características do painel solar escolhido.
Características elétricos.
Potência máxima (Pmax): 300 W;
Tensão de potência máxima (Vmp): 36,80 V;
Corrente da potência máxima (Imp): 13,04 A;
Numero de paineis
𝑁𝑝 =
𝑁𝑝 =
𝑁𝑝=13,6≈14 painéis solares de 300w, que correspondem a uma soma de potencia de
4 200w.
10
3.5.4. Cálculo de secção por intensidade admissível (lado cc)
Escolhemos o novo cabo da Prysmian especial para instalações fotovoltaicas PRYSUN e o da
General Cable Exzhellent Class Solar projetado de acordo com a norma europeia EN 50618*
e a norma internacional IEC 62930.
O ponto 712.521.101 da HD 60364-7-712 (Sistemas de alimentação solar fotovoltaica) inclui
esta norma de projeto.
Figure 5: O cabo PRYSUN da Prysmian e Exzhellent Class Solar da General Cable.
3.5.5. Cálculo de secção por queda de tensão (lado cc)
Na norma HD 60364-7-712 encontra-se vazio o ponto 712.525 intitulado Queda de tensão
nas instalações dos consumidores. Este título também não informava muito, mas estando em
branco talvez um dia tenhamos conteúdo que o esclareça. Na ausência de dados concretos de
quedas de tensão máximas admissíveis para instalações geradoras de baixa tensão, pode ser
razoável pensar em quedas de tensão máximas de 3 % dos painéis até à conexão ao quadro
geral de comando e proteção. Isto está validado por recomendações de documentos
especializados como o Caderno de Encargos Técnicos de Instalações Conectadas a Rede do
IDAE (PCT-C-REV – julho 2011) espanhol.
Os condutores serão feitos de cobre e terão a secção adequada para evitar quedas de tensão e
aquecimento. Especificamente, para qualquer condição de trabalho, os condutores devem ter
secção suficiente para que a queda de tensão seja inferior a 1,5%.
Portanto, calcularemos também considerando uma queda de tensão máxima de 1,5% no lado
da corrente contínua e outros 1,5% no lado da corrente alternada até ao quadro geral de
comando e proteção.
11
A tensão de cada string de 14 painéis será:
UMPP = 14 x 36,0 = 504 V
A queda de tensão máxima em volts para o lado de corrente contínua é:
ΔU = 1,5/100 x 504 = 7,56 V
A condutividade do cobre (ϒ) é 45,5 m/(Ω/mm²). Valor a 90 °C por tratar-se de um cabo
Termo estável. Não é um valor muito pessimista, tendo em conta que o cabo PRYSUN pode
suportar 120 °C no condutor durante 20.000 horas (esta sobre temperatura pode ocorrer na
cablagem dos sistemas fotovoltaicos).
3.6. ESQUEMA DAS LIGAÇÕES DO CIRCUITO ELÉTRICO
Figura 6: Esquema das ligações da bomba.
Para bombas trifásicas 380VAC deve-se solicitar Vmp 506VDC.
Para obter saída de alta tensão dos painéis solares, sempre conectamos os painéis solares em
série.
Para painéis solares de 36voc, precisamos fazer a conexão de 14 unidades de painéis solares
em série para obter 504VDC.
12
5.7. ESCOLHA DO MATERIAL DA ESTRUTURA
O aço, em particular, é a principal escolha para estruturas de montagem de painéis solares
devido às suas propriedades vantajosas para a estrutura dos painéis solares. O aço é resistente
à corrosão, o que é essencial para estruturas expostas ao ar livre.
Estruturas de aço bem projetadas e instaladas podem prolongar a vida útil do sistema solar,
minimizando a necessidade de manutenção e reparos. Além disso, como o aço é reciclável,
ele é uma escolha sustentável para a instalação de sistemas de energia solar.
Assim como desempenham um papel crucial na otimização da eficiência do sistema solar,
pois permitem que os painéis sejam posicionados no ângulo ideal em relação ao sol,
maximizando assim a quantidade de luz solar que eles capturam. Ela também pode ser
projetada para permitir o ajuste do ângulo dos painéis ao longo do ano, para acompanhar a
mudança da posição do sol.
13
CAPÍTULO VI: ANÁLISE DE VIABILIDADE DO PROJETO
Consideram-se os seguintes pressupostos gerais para a análise da viabilidade económica e
financeira do projeto:
6.1. PRESSUPOSTOS DE INVESTIMENTOS
O investimento necessário no âmbito da implementação do sistema fotovoltaico (capacidade
de produção de 30,2kW) é estimado em 428,012,00MT (a partir de benchmarking de outros
projetos similares e cálculos técnicos efetuados), conforme descrito no quadro abaixo:
Tabela 13: Mapa dos investimentos
Item Total (MT)
1. Ativos tangíveis 378, 012,00
Equipamentos básicos 370,600.00
Imprevistos 2% 7,412,00
2. Ativos intangíveis 50,000.00
Transporte 3,500.00
Montagem 41,500,00
Outros 10% 5,000.00
TOTAL (1+2) 428, 012,00
Os ativos tangíveis representam 91% do investimento total. O montante associado à rubrica –
“equipamentos básicos” refere-se à aquisição dos equipamentos necessários para a produção
de energia solar.
Por prudência, assumiu-se um percentual de 2% sobre o valor total dos equipamentos básicos
designado de “imprevistos” correspondente a ativos não especificados, associados à
instalação do sistema fotovoltaico. Dentro dos Ativos Intangíveis, foram considerados o
transporte e a montagem dos respetivos equipamentos básicos, para além de outros ativos não
especificados que foi obtido através de um percentual (10%) sobre o valor total de ativos
intangíveis.
14
CAPÍTULO VII: MONTAGEM
7.1. MONTAGEM DA ESTRUTURA METÁLICA
O processo de montagem é a última fase do fabrico e execução de estruturas metálicas. A
montagem é realizada de acordo com um plano de montagem previamente elaborado. É
essencial ter o material, devidamente arrumado e pronto a montar de acordo com o plano de
montagem, evitando perdas de tempo (Santos & Simões da Silva, 2011).
Antes de iniciar a montagem, verifica-se o nivelamento e alinhamento dos chumbadores.
Depois da betonagem dos chumbadores e devido à vibração das fundações, podem ocorrer
deslocamentos entre os chumbadores, para evitar que isso ocorra utilizam-se chapas gabarito
que garantem a distância entre eles. É assim recomendável verificar o seu posicionamento
antes da montagem, recorrendo a um levantamento topográfico (Santos & Simões da Silva,
2011).
Depois de verificado o nivelamento e alinhamento das bases, deu-se inicio a montagem dos
andaimes.
As peças são elevadas com ajuda de roldanas, posicionados e fixados nos respetivos lugares
através do conjunto parafuso-anilha de chapa-anilha de mola-porca. As anilhas de chapa são
colocadas junto à cabeça do parafuso, ou seja, na parte externa das cantoneiras.
As primeiras peças a montar são os pilares com comprimento de 6 metros, de seguida as
travessas e as diagonais em todas as faces, tornando a parte já montada estável e segura.
Procede-se de igual modo nos níveis superiores conforme ilustram as figuras a seguir.
15
CAPÍTULO VIII: CONCLUSÕES
8.1. CONCLUSÕES
O presente trabalho, possibilitou dimensionar o sistema solar para abastecimento de água da
Vila da Manhiça, bem como propor um novo traçado para a rede de abastecimento e estimar
seus custos.
Na caracterização da localidade foram levantadas informações sobre a comunidade, como
população e consumos de água, e através do plano diretor do distrito, pôde-se obter o
tamanho mínimo dos lotes para cada zoneamento. Através dos arquivos fornecidos pelo
município, pôde-se obter o levantamento plana altimétrico da localidade.
Na concepção da rede de abastecimento para a localidade, pôde-se elaborar um traçado para a
rede de distribuição de acordo os requisitos e critérios vigentes, permitindo atender os lotes
ocupados, os ainda desocupados que possuem vias de acesso além de futuras expansões na
rede. Salienta-se que a concepção elaborada, facilita o atendimento da localidade em casos de
expansão das áreas ocupadas, seguindo a previsão do plano diretor do distrito.
Quanto ao cálculo da vazão de projeto, a metodologia utilizada, resultou no valor de 4 m³/h
para os consumidores existentes.
O dimensionamento do sistema solar resultou em uma rede com capacidade de produção
elevada em relação a que é necessária na fase inicial de modo a garantir que não haverá falta
de água para a população.
16
Referências Bibliográficas
[1] Boyle Godfrey et all, Energy Systems and Sustainability, Oxford, 2003, United States, 23-
34
[2] Concurso solar Padre Himalaya, Guia Da Energia Solar, Direção Geral de Energia e
Geologia
[3] Decreto-Lei n.º 118-A/2010, de 25 de outubro
[4] Decreto-Lei n.º 34/2011, de 8 de março
[5] Departamento de Engenharia Eletrotécnica, Energia sem limites, III Jornadas de
Engenharia Eletrotécnica, Instituto Politécnico de Tomar, Março de 2006, Tomar
[6] Markvart Tomas, Solar Electricity Second Edition, John Wiley, Outubro 2000, England,
5-19
[7] Projetos Portugueses de Demonstração energia financiados pela Comunidade
Europeia, Instalação de Sistemas Fotovoltaicos em 75 Casas Isoladas em Portugal, nº 4,
Projeto N.º SE/215/87/PO-DE-FR, Direção Geral de Energia e Geologia
[8] SØrensen Bent, Renewable Energy Third, ELSEVIER ACADEMIC PRESS, 2004,
England, 29209; 339-348
[9] WENNERBERG JOHAN, Design and Stability of Cu(In,Ga)Se2-Based Solar Cell
17