SUTURA:
- Antissepsia, Assepsia, (CLOREXIDINA 0,5% passar na pele em CENTRÍFUGO ) e;
- Degermação do local, após isso;
- Bloqueio ANESTÉSICO (com lidocaína e avaliar o local para averiguar necessidade do
uso de vasoconstritor - botão anestésico);
- Escolher o fio de sutura, separar os materiais (USAR LUVAS CIRÚRGICAS) e realizar o
processo.
⤷ MENOR isquêmico;
SUTURA ⤷ Independente um ponto do outro.
SEPARADA ⤷ Menor quantidade de fio para a realizar;
⤷ Execução DEMORADA;
a) Ponto SIMPLES:
b) em “X”:
c) Donatti ou em “U”:
PCR: Parada Cardiorrespiratória:
● Cessação dos batimentos cardíacos e da função respiratória;
● Uma RCP de alta qualidade e de forma precoce pode minimizar as
consequências da interrupção do fluxo, mas para categorizamos a qualidade,
devemos:
1) 30:2 compressões/ventilação;
2) Comprimir 5 cm de profundidade;
3) Permitir retorno do tórax completo;
4) Frequência de 100-120 bpm;
5) Minimizar as interrupções de compressões e evitar tempo > 10 seg para
verificar o pulso;
6) Verificar ritmo e pulso a cada 2 min!
7) Após identificar o ritmo chocável: NÃO POSTERGAR O CHOQUE!!
8) A prioridade é o choque!
P.S.: A EPINEFRINA/ADRENALINA é realizada nos RITMOS CHOCÁVEIS e devemos
realizá-la, após o 2º choque.
PETCO2 > 10 mmHg (indica que as compressões cardíacas estão adequadas);
PETCO2 > 40 mmHg (indica que houve RCE, especialmente se o retorno for SÚBITO).
RITMOS CHOCÁVEIS: TVsp e FV
TAQUICARDIA VENTRICULAR:
● QRS estreito < 120 ms (3 quadradinhos);
● NÃO TEM ONDA P Visível.
a) Sustentada:
- duração > 30 seg OU Instabilidade Hemodinâmica;
b) Não Sustentada:
- duração < 30 seg + Instabilidade Hemodinâmica;
c) Polimórfica:
- Morfologicamente diferente - complexo de QRS DIFERENTES;
d) Monomórfica:
- Morfologias IGUAIS - complexo de QRS SIMILARES;
P.S.: Torsades de Pointes: baseia-se no tto a base de Sulfato de Magnésio 2 mg diluído
em 10 ml de DW, infundido durante 20 min.
FIBRILAÇÃO VENTRICULAR: O coração está “tremendo”
➔ São ONDAS DESORGANIZADAS!
➔ Paciente NÃO possui PULSO;
➔ Presença de ondas finas;
P.S.: Caso não haja DEA presente devemos manter RCP até que esteja presente o
desfibrilador;
BRADIARRITMIA - ACLS
É caracterizado por alguns critérios, como: FC ≤ 50 bpm.
Sinais de instabilidade:
C - consciência alterada;
H - hipotensão;
I - insuficiência cardíaca;
A - angina;
BRADIARRITMIA SINTOMÁTICA:
⤷ O paciente apresenta sintomatologia decorrente da baixa frequência cardíaca.
BRADIARRITMIA SINUSAL:
● FC ≤ 50 bpm.
● Onda P positivo em D1, D2 e aVF precedida de um complexo QRS.
BAV > Bloqueio Atrioventricular:
É marcada por um atraso na condução do nó AV, sendo assim, há um atraso na condução
do estímulo originado do Nó SA para o Nó AV.
DURAÇÃO DO INTERVALO PR: 120-200 ms (3-5 quadradinhos).
➔ BAV 1º: considerado benigno!
- Atraso nodal ➝ prolongamento do intervalo PR (>200 ms / 1 quadradão).
- Toda Onda P precede um Complexo QRS (NÃO há onda P bloqueada).
➔ BAV 2º grau MOBITZ 1: fenômeno de Wenckebach.
● Ocorre um aumento progressivo do intervalo PR, até que haja um
bloqueio da onda P.
➔ BAV 2º grau MOBITZ 2:
➥ O intervalo PR segue CONSTANTE, sem anormalidade.
➥ A onda P bloqueada ALEATORIAMENTE (“não avisa que vai faltar”);.
P.S.: Possui até mesmo um padrão MObitz II 2:1.
➔ BAV COMPLETO/ 3º grau: considerado MALIGNO!
⤷ Ocorre a dissociação AV - o átrio trabalha de uma forma e o ventrículo de
outra forma > o ventrículo passa a atuar como marcapasso do coração.
⤷ A onda P pode estar ANTES, DURANTE E APÓS o complexo QRS;
SUPRA-HISSIANO: INFRA-HISSIANO:
- Associados ao BAV 1º grau ou BAV 2º mobitz I. - Possui relação com o BAV 2º grau mobitz II ou
- Acima do feixe-his (são benignas) ➜ Responde BAV completo;
bem a ATROPINA (ação parassimpático nos - Abaixo do feixe-his (tende a ser de pior
átrios). prognóstico);
Observação: ATROPINA > 0,5-1mg / - NÃO RESPONDE BEM A ATROPINA.
3-5min (devemos realizar MÁX de 3 mg). - Abordagem ideal: Marcapasso (provisório ou
definitivo);
TAQUIARRITMIA - ALCS
● FC > 100 bpm;
● Pode ser classificado como QRS estreito ou largo;
● FA 200 J (choque), e todo o restante 100 J.
Cardioversão Sincronizada ➜ se tiver Acesso IV (aplicar Midazolam +
Fentanil), se não, não postergar o choque;
- APERTAR O BOTÃO “SYNC”;
- Processo doloroso, portanto, é fundamental a sedação do
paciente.
- A terminologia sincronizada é referente ao choque que coincide
com o complexo QRS do paciente (especialmente no pico da
onda R)
TAQUIARRITMIA - QRS ESTREITO:
➥ QRS estreito < 120 ms/3 quadradinhos;
➥ São classificadas como SUPRAVENTRICULAR!
➜ TAQUICARDIA SINUSAL:
- FC > 100 bpm +
- Ritmo REGULAR;
- Onda P positiva precedendo complexo QRS em D1, D2 e aVF.
➜ TAQUICARDIA ATRIAL:
- A onda P NÃO É SINUSAL - isto é, não são positivas em D1, D2 e
aVF.
- Ritmo REGULAR.
P.S.: Pode haver a Taquicardia Atrial Multifocal: quando a morfologia de ≥ 3 ondas P,
entretanto seu RITMO É IRREGULAR!
P.S.: Apenas o FA é 200 J (cardioversão sincronizada), o restante são 100J (carioversão
sincronizada).
➜ FIBRILAÇÃO ATRIAL (FA): 200J (choque sincronizada).
- Tem como origem a microreentrada no AE - átrio esquerdo;
- NÃO HÁ onda P + Ritmo IRREGULAR.
FA < 48h: reverter arritmia > AMIODARONA (1º ciclo: 6 mg + flush; e no 2º ciclo: 12 mg + flush).
FA > 48h ou Tempo Indefinido: realizamos o ECO Transtorácico (primeira escolha), caso não haja essa
opção devemos ANTICOAGULAR (3 semanas antes do procedimento).
➜ FLUTTER ATRIAL: MACRORENTRADA NO ÁTRIO DIREITO.
- Não responde bem às drogas;
- Choque: 50J + Controle FC (betabloqueador).
- Presença de Ondas F > padrão serrilhado.
- FC > 150 + QRS estreito ➜ pensar em Flutter Atrial.
Flutter < 48h:
1) Choque 50 J;
2) Betabloqueador ou BCC;
Flutter > 48h ou tempo indeterminado: realizamos o ECO Transtorácico (primeira escolha), caso não haja
essa opção devemos ANTICOAGULAR (3 semanas antes do procedimento).
TAQUIARRITMIA - QRS LARGO:
● QRS largo ≥ 120 ms/3 quadradinhos.
➢ TAQUICARDIA VENTRICULAR:
- A abordagem é por meio da desfibrilação;
a) Torsades de Pointes:
- Não devemos usar AMIODARONA.
- TTO com Sulfato de Magnésio.
➢ FIBRILAÇÃO VENTRICULAR:
● NÃO FORMA complexo QRS;
● Deve-se desfibrilar;
DIARREIA
➥ Fezes amolecidas ou malformadas;
➥ Superior a 3x/dia.
AGUDA: ATÉ 14 dias.
PERSISTENTE: entre 14-30 dias.
CRÔNICA: > 1 mês.
INVESTIGAÇÃO DAS DIARREIAS PERSISTENTES
➔ ANAMNESE:
a) Histórico Alimentar;
b) Exposição Infecciosa - como a diarreia do viajante;
c) Medicamentos - antibióticos ou fármacos que alteram a flora intestinal
d) Sintomas associados: febre, perda ponderal, sangue nas fezes, dentre outros.
➔ ETIOLOGIAS:
● BACTERIANAS: E. Coli, Salmonella, Shigella.
● VÍRUS: Rotavírus, Adenovírus.
● PARASITÁRIAS: Entamoeba Histolytica, Giardia Lamblia.
● DII:
- Doença de Chron;
- Retocolite Ulcerativa;
● Alterações METABÓLICAS:
- Intolerância a lactose;
● Alergias:
- Lactose;
- Glúten;
➔ EXAMES:
❖ COPROCULTURA:
- Na suspeita de diarreia infeciosa devido BACTÉRIAS INVASIVAS.
- Especialmente se houver Leucócitos Fecais ou Presença de sangue oculto nas fezes.
❖ TESTE DE INTOLERÂNCIA ALIMENTAR: Leite.
❖ SOROLOGIA para DOENÇA CELÍACA.
❖ CALPROTECTINA E LACTOFERRINA FECAL;
❖ ANTI-TRANSGLUTAMINASE;
❖ EDA - se houver indicação.
❖ HEMOGRAMA;
❖ FUNÇÃO HEPÁTICA: TGO e TGP.
❖ TESTE PARA GIÁRDIA;
CLASSIFICAÇÃO DA DESIDRATAÇÃO
P.S.: Importante avaliação da FONTANELA em pacientes pediátricos, analisando se há
ou não depressão da fontanela.
O plano A permite o tratamento domiciliar, entretanto o paciente
deve ser informado dos sinais de alarme para evitar complicações!!
● SRO - Soro de Reidratação Oral ou Líquidos Caseiros:
1. Água, sucos, água de coco, dentre outros; DIMINUIR CONSUMO AÇUCAR.
2. Orientar ingestão de água após cada evacuação (50-100 ml).
PLANO A
● MANTÉM ALIMENTAÇÃO - evitar assim, a DESNUTRIÇÃO!
● SUPLEMENTAÇÃO de ZINCO - de 0-5 anos:
a) ATÉ 6 meses: 10 mg/dia /10-14 dias;
b) > 6 meses: 20 mg/dia /10-14 dias.
● PROCURAR SERVIÇO DE SAÚDE:
1) PIORA da diarreia;
2) VÔMITO repetitivo;
3) SANGUE nas fezes;
4) MUITA Sede;
5) DIMINUIÇÃO DA DIURESE;
NÃO DAR ALTA PARA O PACIENTE, realizar a estabilização ou
restabelecimento da hidratação na UBS, PS, dentre outros.
➥SRO - Soro de Reidratação Oral:
PLANO B ⤷ SRO: 100 ml/kg / 4-6 horas.
⤷ Deve-se ofertar a solução até que haja a estabilização da desidratação;
➥ Se, VÔMITO PERSISTENTE:
➜ ONDANSETRONA: NÃO deve-se usar em GESTANTES.
1) 6 meses até 2 anos: 2 mg;
2) 2-10 anos: 4 mg;
3) > 10 anos: 8 mg;
➥ Manter HIGIENE PESSOAL E DOMICILIAR, bem como de alimentos e água
filtrada.
➥ SUSPENDE DIETA, EXCETO ALEITAMENTO MATERNO.
Ambiente hospitalar o tratamento é realizado, além disso, possui duas fases:
1) Fase de EXPANSÃO: SF 0,9% ou Ringer Lactato.
● < 1 ano:
a) 30 ml/kg ➜ 1 hora.
b) 70 ml/kg ➜ 5 horas.
PLANO C
● ≥ 1 ano:
a) 30 ml/kg ➜ 30 min;
b) 70 ml/kg ➜ 2h30 min;
2) Fase de MANUTENÇÃO: mantemos por 24h.
I. Soro GLICOSADO + Soro FISIOLÓGICO (4:1).
⤷ Até 10 kg: 100 ml/kg;
⤷ 10-20 kg: 1000 ml + 50 x (o valor que ultrapassa 10 kg).
⤷ > 20 kg: 1500 ml + 20 x (o valor que ultrapassa 20 kg).
II. KCl - 2ml / 100ml.
III. Soro GLICOSADO + Soro FISIOLÓGICO (1:1).
- 50 ml/kg / dia ➜ até melhora do quadro de desidratação.
● DISENTERIA + ESTADO GERAL COMPROMETIDO
Ou seja, em uma quadro sugestivo de infecção por SHIGELLA.
➥ Até 30kg: Ceftriaxona 50 mg/kg IM durante
3-5 dias.
ANTIBIOTICOTERAPIA
➥ > 30kg: Ceftriaxona 50-100 mg/kg IM
NA DIARREIA:
durante 3-5 dias.
Em geral, NÃO necessita o uso de antibióticos, e há casos que o
antibiótico levou ao quadro de diarreia.
➥ Os antibióticos promovem a destruição da flora intestinal,
ou seja, as bactérias ditas benéficas para o corpo humano,
favorecendo o desenvolvimento de SUPERBACTÉRIAS.
PROBIÓTICOS: NÃO HÁ INDICAÇÃO FORMAL DO
MINISTÉRIO DA SAÚDE!
TRANSPORTE DOS PACIENTES GRAVES
NA DIARREIA
● Manter estado de hidratação do paciente com os equipamentos
necessários;
● Podemos iniciar a ADMINISTRAÇÃO ENDOVENOSO;
● Devemos COMUNICAR ENTRE AS EQUIPES ➜ ligar para a equipe do
Hospital, informar ao SAMU e notificar a gravidade do paciente, dentre outras
questões.
● MONITORIZAÇÃO CONTÍNUA - avaliamos os SSVV de 10-20 min, bem como
analisamos sinais de melhora ou deterioração do quadro.
DOR TORÁCICA
PROTOCOLO DE MANCHESTER:
- Útil na triagem do paciente, determinando assim a prioridade na abordagem aos
pacientes.
a) VERMELHO:
- Atendimento IMEDIATO - considerado EMERGÊNCIA!
b) LARANJA:
- ATÉ 10 min - consideramos URGÊNCIA!
c) AMARELO:
- ATÉ 50 min.
d) VERDE:
- ATÉ 2 horas.
e) AZUL:
- ATÉ 4 horas.
CATEGORIZAÇÃO DA DOR TORÁCICA:
LOCALIZAÇÃO ● Precordial;
● Retroesternal;
● Epigástrica;
IRRADIAÇÃO e SINTOMAS ➔ MMSS;
ASSOCIADOS ➔ Mandíbula.
➔ Vômito;
➔ Palidez;
➔ Sudorese;
Fator MELHORA E PIORA ❖ Piora: ESTRESSE, EMOÇÃO, FRIO.
❖ Melhora: REPOUSO ou NITRATO.
3 característica: DOR ANGINOSA;
2 característica: DOR provavelmente ANGINOSA;
1 característica: provavelmente NÃO ANGINOSA;
0 característica: NÃO ANGINOSA;
P.S: Entretanto, pode-se manifestar sintomas considerados como EQUIVALENTES
ANGINOSOS: dispneia, confusão mental, sudorese, epigastralgia.
EXAMES COMPLEMENTARES:
➥ ECG - em ATÉ 10 min;
➥ Rx;
➥ LABO: TROPONINA Us ou I, Eletrólitos, Hemograma, Coagulação e Hemograma;
➥ ECO TT - ecocardiograma transtorácico.
➥ D-dímero > descartar TEP e Dissecção de aorta;
MANEJO DO PACIENTE COM DOR TORÁCICA - SCA:
M MORFINA - usamos apenas para dores refratárias, isso é, dor irresponsiva aos
demais tratamentos.
O OXIGÊNIO, nos casos de Sat < 94% ou Esforço Respiratório Importante.
N NITRATO
A AAS
B BETA-BLOQUEADOR
I IECA
C CLOPIDOGREL
H HEPARINA
E ESTATINA - para estabilizar a placa