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Estática Dos Fluidos

O documento aborda os princípios dos fenômenos de transporte, incluindo escoamento de fluidos, transporte de calor e transferência de massa, essenciais para a engenharia civil. Ele detalha propriedades dos fluidos, como massa específica, densidade, peso específico, compressibilidade, pressão e viscosidade, além de suas aplicações em sistemas hidráulicos e térmicos. O texto também discute a reologia dos fluidos, diferenciando entre comportamentos newtonianos e não-newtonianos.

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Estática Dos Fluidos

O documento aborda os princípios dos fenômenos de transporte, incluindo escoamento de fluidos, transporte de calor e transferência de massa, essenciais para a engenharia civil. Ele detalha propriedades dos fluidos, como massa específica, densidade, peso específico, compressibilidade, pressão e viscosidade, além de suas aplicações em sistemas hidráulicos e térmicos. O texto também discute a reologia dos fluidos, diferenciando entre comportamentos newtonianos e não-newtonianos.

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PROPRIEDADES BÁSICAS

Disciplina : Fenômenos de Transporte


Curso: Engenharia Civil
Prof.: Hildeberto Júnior

Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Pernambuco – Campus Recife


Departamento de Infraestrutura e Construção Civil
DEFINIÇÃO
 O estudo dos princípios dos FENÔMENOS DE
TRANSPORTE tem um papel importante na
compreensão e na solução dos problemas que
envolvem ESCOAMENTO DE FLUIDOS, TRANSPORTE
DE CALOR E TRANSFERÊNCIA DE MASSA.

2
TRANSFERÊNCIA DE MASSA

 É o processo de transporte onde


existe a migração de uma ou
mais espécies químicas em um
dado meio, podendo esse ser
sólido, líquido ou gasoso.
Exemplo: filtragem por
membranas

3
TRANSPORTE DE CALOR

 Quando o interesse em um
determinado fenômeno está
voltado para ENERGIA
TÉRMICA em trânsito, trata-
se um estudo de
transferência de calor;

4
MECÂNICA DOS FLUIDOS

É a ciência que tem por


objetivo o estudo do
COMPORTAMENTO FÍSICO dos
fluidos e das leis que regem
este comportamento. Túnel de vento

5
DIVISÃO DA MECÂNICA DOS FLUIDOS

i. Estudo do efeitos subsequentes do fluido sobre os


contornos (sólidos e ou interface com outros
fluidos;

ii. Dinâmica do Fluido (movimento);

iii. Estática do Fluido (repouso)

6
APLICAÇÃO
 Escoamento em tubulações;
 Máquinas hidráulicas;

 Sistemas Térmicos;

 Refrigeração Industrial;

 Produção de petróleo

7
FLUIDO
“ É uma sustância que não tem forma, assume o formato
do recipiente.” (Brunetti, 2009)

8
FLUIDO:
“É uma substância que se deforma continuamente quando

submetido a uma força tangencial constante”. (Brunetti,


2009);

9
 Os Fluidos se subdividem
em dois grupos:

i. LÍQUIDOS

ii. AERIFORMES (vapores e


gases);

10
11
PRINCIPAIS PROPRIEDADES DOS FLUIDOS

i. Massa específica; v. Compressibilidade;


ii. Densidade Relativa; vi. Pressão de vapor;

iii. Peso Específico; vii. Tensão superficial

iv. Viscosidade;

12
1. Massa específica ou densidade absoluta ()

 É a relação entre a massa do fluido e o seu volume;

Onde:

 = massa específica do fluido (Kg/m3);


m = massa do fluido (Kg);

V = volume do fluido (m3);

13
14
[Link] Relativa ()

 É a relação entre a massa específica () de uma substância


para outra tomado como referência (0 );

Onde:

= densidade Relativa

= massa específica do fluido (Kg/m3);

0= massa específica do fluido de referência (Kg/m3);

15
 Normalmente, para os líquidos, a água a 4ºC é tomado como
substância de referência, ou seja, 0 = 1000 Kg/m3;

 Assim sendo, a densidade relativa da água (água) é igual a 1

16
Normalmente adota-se o valor da massa específica para temperatura
(T) = 4ºC, ou seja, água= 1000 Kg/m3;
17
3. Peso Específico ()

 É a relação entre o peso do fluido e o volume do fluido;

Onde:

 = peso específico do fluido (N/m3 ou kgf/m3);

W = peso do fluido (N ou kgf);

V = volume do fluido (m3);

18
Onde:
W = m.g W =peso; m = massa; g = aceleração da gravidade;

Onde:
 = peso específico do fluido  = massa específica do fluido; g = aceleração da
gravidade

19
 O específico depende da temperatura e da pressão, já que
massa específica () também depende da características;

 Normalmente adota-se:

água = 1000 kgf/m³  10.000 N/m³

mercúrio = 13600 kgf/m³  136.000 N/m³

ar = 1,2 kgf/m³  12 N/m³

20
21
4. Compressibilidade

 Usualmente a compressibilidade
de um líquido é expressa pelo
seu módulo de elasticidade
volumétrica (E); Unid: N/m2

22
 O coeficiente de COMPRESSIBILIDADE (C), que é o
inverso do módulo de elasticidade volumétrico (k);

Para: EH2O = 2,05 x 109 N/m2 (CH2O = 0,5 x 10-9 m2/N) ;


INCOMPRESSÍVEL

23
 O fluido será mais ou menos compressível dependendo
do valor do seu coeficiente de compressibilidade (C)

24
 Os gases e vapores são considerados COMPRESSÍVEIS,
isto é, sua massa específica () sofre grande influência
da pressão envolvida no ambiente de trabalho;
Equação de Estado dos Gases Ideais

 Quando o fluido for considerado compressível e ao mesmo


tempo houver efeitos térmicos, haverá necessidade de
determinar as variações de MASSA ESPECIFICA () em
função da TEMPERATURA (T) e PRESSÃO (P);
Modelo do Gás Perfeito ou Ideal

 Modelo teórico simplificado de um gás quando submetidos a


altas temperaturas e baixas pressões se comporta com um gás
ideal .
 A variação da massa específica (), o gás envolvido, será
suposto como GÁS PERFEITO obedecendo a equação de
estado:

Onde: p = pressão absoluta, N/m2; R = constante do gás. T = Temperatura absoluta ,


em Kelvin

 Numa mudança do estado de um gás:


 Isotérmico (sem variação de temperatura)

 Isobárico (sem variação de pressão)

 Isométrico (sem variação de volume)

 Adiabático (sem troca de calor) Onde:


K = constante adiabática
5. Pressão

 As forças de superfície podem ser decompostas em duas


componentes:

i. tangenciais (cisalhamento);

ii. normais (compressão).


PRESSÃO MÉDIA (P)

 A pressão resulta de uma força de compressão Normal agindo


sobre uma área.

Onde:
p = pressão média (N/m2 ou Pa)
FN = esforço normal (N)
A = área da superfície (m2)
 Quando a área (A) se aproxima de ZERO, tem-se por definição,
A PRESSÃO NO PONTO, sendo a direção da pressão sempre
normal a superfície;
6. Pressão de vapor (Pv)

 Corresponde ao valor da pressão na qual o fluido passa da


fase líquida para a fase gasosa;
A pressão de vapor (Pv) aumenta com o aumento da
temperatura e da pressão:
 Líquidos mais VOLÁTEIS do que
a água, como o álcool comum,
o éter comum, etc., evaporam-
se mais intensamente,
resultando MAIORES pressões
máximas de vapor à mesma
temperatura.
 A pressão atmosférica varia de acordo com a altitude. Com o
AUMENTO da altitude, a pressão atmosférica e o ponto de
ebulição diminui, causando a DIMINUIÇÃO da pressão de vapor.
7. Tensão superficial () e
Capilaridade

 É a propriedade da camada
superficial do líquido exercer
tensão e a força necessária para
o comprimento unitário do filme
em equilíbrio;

 unidade : J/m2 ou N/m


 A tensão superficial () de um líquido também depende de sua
natureza e da temperatura.

Valores de tensão superficial para líquidos comuns à temperatura de 293 K


Fenômeno da Capilaridade

 Este fenômeno se deve as forças


de COESÃO entre as moléculas do
líquido e as forças de ADESÃO
entre as moléculas do líquido e a
parede do tubo;
MENISCO CAPILAR

Quando a adesão  coesão;


curvatura para cima

Quando a coesão  adesão;


curvatura para baixo
 Altura de ascensão capilar (h)

Onde:

h: altura capilar (m)

: tensão superficial (N/m);

d: diâmetro do tubo (m);

: peso específico da água (N/m3);

41
8. VISCOSIDADE ()

 Viscosidade ou Atrito Interno é a propriedade que determina o


grau de RESISTÊNCIA DO FLUIDO à força cisalhante, ou seja,
resistir à deformação ;

 Esta propriedade só evidenciada com o ESCOAMENTO do


fluido, devido a menor fluidez dos líquidos de alta viscosidade
ou vice-versa;

44
 Tensão de cisalhamento () médio é o quociente entre o módulo
tangencial da força (Ft) e a área (A) sobre a qual está sendo
aplicada;

45
EXPERIÊNCIA DAS PLACAS

 A tensão de cisalhamento é diretamente proporcional à variação da


velocidade ao longo da direção normal às placas;

46
 A viscosidade dinâmica () é a propriedade que indica a maior ou
menor dificuldade do líquido escoar;

𝑑𝑣
𝜏= 𝜇∙
𝑑𝑦

47
 LEI DA VISCOSIDADE DE NEWTON

Onde:

Ft = Força tangencial

 = coef. viscosidade dinâmica ou absoluta;

A = Área da placa

dv = variação de velocidades;

dy = distância entre duas camadas

48
Simplificação Prática
 A simplificação resulta do fato que: ΔABC ≈ ΔMNP, logo:

49
 A equação simplificada para o calculo da força tangencial (Ft)
pode ser expressa como:

Ft = Força tangencial (N)

 = coef. viscosidade dinâmica ou absoluta (N.s/m2);

A = Área da placa (m2)

V0 = velocidade (m/s)

 = espessura da camada do fluido (m)

50
 A viscosidade absoluta é determinada experimentalmente através
de equipamentos denominados de viscosímetros;

𝜇 = 𝐾 ∙ 𝑡 ∙ 𝜌𝑒 − 𝜌𝑓

Onde:
 = viscosidade absoluta;
K = constante é f(Desfera);
t = tempo de queda (seg.)
e = massa específica da esfera;
VISCOSÍMETRO f = massa específica do fluido.
51
52
 A razão entre a viscosidade dinâmica () do água e a sua massa
específica () é denominada viscosidade cinemática ();

 Este componente tem a vantagem de NÃO depender da unidade de


massa. No sistema Internacional (SI) a unidade é m2/s;

53
REOLOGIA DOS FLUIDOS:

 É o estudo de como se dá o COMPORTAMENTO VISCOSO de


materiais e tem como objetivo estabelecer suas relações
constitutivas.

 Os fluidos podem apresentar comportamento viscoso:

i. Newtonianos;

ii. Não - Newtonianos


54
 Newtonianos: Proporção direta entre Tensão de Cisalhamento
() e Taxa de Cisalhamento Exemplo: ar e água.

55
 Não Newtonianos: Os fluido que obedecem a relação:

NÃO é linear

Onde:
K = índice de consistência
n = índice de comportamento

56
Para:
0  n  1 pseudoplástico
n =1 newtoniano
n 1 dilatante

57
 Os Dilatantes: a viscosidade AUMENTA com o aumento da taxa de
cisalhamento. Exemplo:

58
 Os Pseudoplásticos : a viscosidade do fluido DIMINUI conforme
aumenta a taxa de cisalhamento. Ex: graxa.

59

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