ALESSANDRO ANESTOR
IDADE: 26
ALTURA: 1,65
SEXO: MASCULINO
ANIVERSÁRIO: 01/02/1999
ORIGEM: LEGISTA DO TURNO DA NOITE
CLASSE: OCULTISTA (GRADUADO)
HISTÓRIA:
Infância:
Alegria, é o que define a infância do alessandro, pais presentes, escola boa, nada a
reclamar, sempre do bom e do melhor, nunca passou necessidades, e sempre foi estudioso,
com o sonho de ser legista, ainda mais quando assistiu a série Dester (Dexter), e sempre
focou nisso, era sempre o melhor na escola, com as melhores notas, era bom em ginástica,
um aluno exemplar e um exemplo para seus colegas.
Adolescência:
Com sua infancia brilhantes sua adolescência não poderia ser diferente, o garoto nerd
popular, esperto mas descolado, Alessandro tinha um cabelo médio, o famoso cabeludinho,
gostava de estudar muito e não dava muita atenção pra romance, por mais que sempre
tivesse garotas interessadas nele, com 15 anos ele começou a participar de olimpíadas da
escola de matemática e ciências, trazendo vários prêmios, com 17 ele já tinha se formado
no ensino médio e passou pelo enem na usp para fazer medicina, com o mesmo sonho em
mente, ser um legista e ajudar na solução de crimes, ele queria fazer algo nobre, ele queria
ser importante.
Adulto:
O começo do fim
Na faculdade Alessandro descobriu a vida, continuava estudioso, mas agora dando foco
também para curtir e aproveitar, conheceu o álcool, mulheres, fez amizades duvidosas mas
nunca se deixou influenciar, e terminou seu curso com bastante reconhecimento por ter sido
um dos melhores de sua turma.
Um ano após o término de sua faculdade, Alessandro fez um concurso para ser legista em
uma cidade do interior do Nordeste, passou sem muita dificuldade em primeiro lugar, e
começou finalmente sua vida adulta com seus 23 anos.
Alessandro estava bem financeiramente, conseguiu uma namorada linda, Julia dos Santos,
eles se amavam intensamente, ela era delegada na delegacia que ele trabalhava,
Alessandro fazia com imensa maestria seu trabalho, resolvendo milhares de casos, mas
algo o incomodava, ele havia presenciado coisa horríveis, que abalariam qualquer pessoa,
que tiraria o sono de qualquer ser, que tirava o sono até mesmo de sua namorada, mas ele
não sentia nada, nenhuma pena das vítimas que ele analisava, nenhum remorso por mexer
naqueles corpos, nenhuma tristeza por essas vidas que tinham deixado de existir.
O INCIDENTE:
24 anos, era a idade de Alessandro, ele tinha um novo amigo legista que o ajudava em seus
trabalhos, Odair Freitas, um cara insano e sádico, mas brilhante, ele era melhor que o
Alessandro em tudo, pela primeira vez Alessandro se sentiu imponente, se sentiu superado,
no fundo ele detestava o Odair, mas por fora, o admirava, Odair era pior que ele, além de
não sentir nada por aqueles defuntos analisados, ele ainda dava apelidos sádicos para as
vítimas.
Noite de natal: 24/12/2023, Alessandro tinha terminado com sua namorada, suas
inseguranças a afastaram dele, Alessandro estava longe da sua família, não tinha amigos, e
não tinha ela, ele se agarrou a uma garrafa de vodka e bebeu até não poder mais, um ser
patético, fraco, acabado, ao se olhar no espelho Alessandro só via uma coisa, um fracasso,
conseguiu atingir seu ápice financeiramente e profissionalmente, mas ele não tinha nada,
de tão pobre que ele ficou, sobrou só o dinheiro, e tudo por culpa do Odair, como ele
ousava ser tão melhor assim, COMO EU NÃO CONSEGUI SER O MELHOR.
Véspera de natal, turno de Odair na parte noturna, Alessandro foi para a delegacia, ela
estava vazia, apenas uma recepcionista e os demais policiais faziam rondas noturnas, ele
sabia disso, ele trabalhava lá.
NATAL: 25/12/2023, Alessandro foi de encontro ao Odair, com uma garrafa de vodka na
mão e um nó na garganta, a sensação de fraqueza transformada em ódio e destinada para
um único ser, Odair, DESGRAÇADO. Ao entrar na sala de autópsias… tudo mudou
Um corpo em cima da Maca, irreconhecível, e amarrado, fazendo sons perturbadores, um
corpo deformado e pútrido, com a carne pulsando, e Odair estava lá, rindo, aquele sádico
estava rindo, querendo se tornar um com o sangue, Odair tinha uma cruz invertida com um
traço adicional cicatrizado em suas costas, Alessandro ficou sem nenhuma reação, então
era isso, todo aquele conhecimento utilizado para algo tão profano, algo tão…. LINDO.
RENASCIMENTO:
Alessandro despertou seu interesse logo de cara, e como sua primeira reação quebrou a
garrafa de vodka na cabeça do Odair, e com o que sobrou da garrafa, ele cravou no Odair,
até que ele parasse de se mexer, de tremer, de gritar, de sentir, sentimentos escorrendo
pelo sangue, o sangue agora nas mãos de Alessandro, o sangue que carregava toda a dor
de um ser, que representava da forma mais bela a vulgaridade do ser humano, a
bestialidade do ego, Alessandro era novamente o melhor, o mais esperto, e um assasino, a
morte agora definia Alessandro. A criatura gritava de dor, um grito belo, Alessandro a
testou, para ver qual era o seu limite, até quanto ela aguentava a dor.
REVELAÇÃO:
A criatura já não se mexia mais, mas Alessandro sim, estava com a respiração pesada,
tremendo, suando, chorando, rindo... rindo, pois pela primeira vez em 26 anos, ele não
estava apenas analisando a vida; ele estava ditando os termos da existência. Ao revirar os
bolsos de Odair, Alessandro encontrou um pequeno caderno de couro preto, encharcado de
sangue. Não eram anotações médicas. Eram cálculos impossíveis, símbolos que pareciam
se mexer quando ele desviava o olhar e descrições de uma "Membrana" que separava a
realidade do Medo.
Ali, Alessandro compreendeu: Odair não era apenas melhor que ele na medicina; Odair
tinha acesso à verdadeira fonte do conhecimento. E agora, aquele conhecimento pertencia
a Alessandro.
O PERÍODO DAS ATROCIDADES
Nos meses seguintes, o necrotério daquela pequena cidade tornou-se um laboratório de
horrores. Alessandro usava sua posição de legista para encobrir seus rastros. Vítimas de
acidentes que chegavam ao turno da noite não eram apenas autopsiadas; eram usadas
como telas para seus experimentos rituais.
Ele começou a testar a "Teoria da Dor" que encontrou no caderno de Odair. Alessandro
mantinha corpos em um estado de quase morte, utilizando seus conhecimentos médicos
para prolongar o sofrimento o máximo possível, apenas para observar como o "Outro Lado"
reagia à angústia humana. Ele não buscava prazer no grito, buscava a fórmula. Como um
Graduado, ele sistematizou o Caos. Ele aprendeu que o sangue era a tinta e a carne era o
papel para os rituais que agora ele começava a dominar.
Pessoas começaram a desaparecer na cidade. Moradores de rua, andarilhos... ninguém
que fizesse falta, até que ele precisou de algo mais "puro". Alessandro chegou a utilizar os
restos mortais de antigos colegas em rituais de Transmissão de Conhecimento, sentindo
seu Intelecto expandir além dos limites humanos a cada nova atrocidade.
O RECRUTAMENTO (A ORDEM)
O rastro de sangue de Alessandro finalmente chamou a atenção de quem não devia. Uma
equipe de agentes da Ordem foi enviada para investigar o "Necrotério Maldito". Eles
esperavam encontrar uma criatura irracional, mas encontraram algo muito mais perigoso:
um homem calmo, sentado entre cadáveres ritualisticamente dispostos, lendo o caderno de
Odair como se fosse um livro de anatomia comum.
Alessandro não lutou. Quando os agentes invadiram, ele apenas fechou o caderno e
mostrou os diagramas complexos que havia desenhado nas paredes com sangue seco. Ele
havia decifrado rituais que até ocultistas veteranos da Ordem tinham dificuldade em
compreender.
Ele foi levado para interrogatório na sede. Lá, ele conheceu a verdadeira face da Ordem. O
"Senhor Veríssimo" (OU O OUTRO LIDER, N SEI QUEM VAI SER O LIDER DESSA TUA
ORDEM) viu em Alessandro um paradoxo: um assassino frio, mas um gênio cujas
habilidades como legista e sua compreensão técnica do Outro Lado eram valiosas demais
para serem simplesmente descartadas.
O DESFECHO: UM MAL NECESSÁRIO
Alessandro recebeu uma proposta: a morte ou o serviço. Ele escolheu o serviço, não por
redenção — ele não sente remorso — mas porque a Ordem tinha recursos. Eles tinham
mais livros, mais casos, mais corpos e mais conhecimento.
Hoje, Alessandro Anestor é um Ocultista Graduado da Ordem. Ele ainda é o mesmo homem
que matou Odair com uma garrafa de vodka; a diferença é que agora ele tem permissão
para abrir os mortos em nome de algo maior. Ele caminha no limite entre a luz e a
escuridão, sendo o especialista que a Ordem chama quando precisam entender a biologia
do impossível.
Ele sabe que a Ordem o vigia de perto. Mas ele também sabe que, toda vez que eles
precisam de um legista que não tenha medo de se sujar no sangue paranormal para
resolver um caso, eles batem à porta dele.
Alessandro voltou a ser o melhor. E, desta vez, ele pretende que continue assim.
EQUIPE LEAL:
Todos os acontecimentos com sua primeira equipe, a equipe Leal, fez com que Alessandro
começasse a ter compaixão, sentir amor, e sentir carinho por outras pessoas, sua equipe,
ele se sentiu tocado por seus companheiros, e sentiu a perda, Alessandro ainda é um
assassino frio, mas agora ele sente que deve proteger as pessoas próximas dele, agora ele
pensa que pode amar e pode ser melhor, mas até que ponto?