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Anfíbios

O documento aborda a biologia de anfíbios e répteis, destacando a diversidade das classes Amphibia e suas ordens, como Anura, Caudata e Gymnophiona. Inclui informações sobre a distribuição, características morfológicas, hábitos alimentares e reprodutivos dessas espécies, além de projetos de pesquisa e educação ambiental relacionados à herpetologia. O conteúdo é apresentado por Mariny Oliveira Arruda e Lídia Maria Andrade, integrantes do Grupo de Discussão em Herpetologia 'GDH'.

Enviado por

Paula Rios
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Anfíbios

O documento aborda a biologia de anfíbios e répteis, destacando a diversidade das classes Amphibia e suas ordens, como Anura, Caudata e Gymnophiona. Inclui informações sobre a distribuição, características morfológicas, hábitos alimentares e reprodutivos dessas espécies, além de projetos de pesquisa e educação ambiental relacionados à herpetologia. O conteúdo é apresentado por Mariny Oliveira Arruda e Lídia Maria Andrade, integrantes do Grupo de Discussão em Herpetologia 'GDH'.

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Biologia de Anfíbios e Répteis

Ministrantes
Mariny Oliveira Arruda
Lídia Maria Andrade
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Integrantes

2
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Atividades de Educação Ambiental

3
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Atividades de Educação Ambiental

4
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Coleção do GDH

5
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Projetos :

- ESTUDO E LEVANTAMENTO DA HERPETOFAUNA DO CAMPUS ITAPERI

- EPIDEMIOLOGIA DOS ACIDENTES COM ANIMAIS PEÇONHENTOS NO MUNICÍPIO DE


MULUNGU, SERRA DE BATURITÉ, CEARÁ

6
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Sítios que apoiam o projeto


Sítio Conceição

7
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Sítios que apoiam o projeto


Sítio Conceição

8
Grupo de Discussão em Herpetologia “GDH”

Sítios que apoiam o projeto


Sítio Vanderlei

9
Classe Amphibia

10
Classe Amphibia (Duas vidas)
● Surgiu há aproximadamente 250 milhões de anos.
● Aparentada à linhagem dos vertebrados tetrápodes batracomorfos (extintos).
● 3 ordens.

No Mundo

Anfíbios: 7.537 espécies


Ordem Anura: 6.631 espécies
Ordem Caudata: 701 espécies
Ordem Gymnophiona: 205 espécies

Foto:Googleimagens

(Frost, 2016) 11
Classe Amphibia
• Vertebrados;
• Possuem pele permeável;
• Dois ciclos de vida (branquial e
pulmonar);
• Glândulas mucosa e granulares;
• Ectotérmicos.

Diversidade
Bioindicadores morfológica entre
ambientais grupos 12
Classe Amphibia
No Brasil

Anura Gymnophiona Caudata

Fonte: Estudando a Biologia


Fonte: [Link] Fonte: Centervet1

São cerca de 1039 espécies no São cerca de 36 espécies no Brasil São cerca de 5 espécies no Brasil
Brasil

13
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida
● Salamandras e Tritões

Ocorrem em áreas tropicais da América Central


e do norte da América do Sul.

No Brasil, ocorrem cinco espécies.

Podem ser pequenas (terrestres) ou maiores


(aquáticas.)
Não possuem órgão copulador.
Ambystoma mexicanum Salamandra mexicana

14
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida

Carnívoras;
Glândulas secretoras de toxinas;
Desenvolvimento direto e indireto.

Bolitoglossa rostrata
Os axolotles são exemplos de
pedamorfose.
Fonte: Aminoapps Ambystoma mexicanum
15
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida

Respiração variável:
- brânquias externas;
- pulmões;
- cutânea;
- ausência de pulmões.

Eurycea longicauda (salamandra-de-cauda-


longa) Fonte: Googleimagens

Salamandra salamandra terrestris


(Salamandra de fogo)

Fonte: Inventaire National du 16


Patrimoine Naturel
Como reconhecer uma salamandra fêmea e uma salamandra macho?

Fonte: ZoologiaUnesp

17
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida

- Tipos de corte - Ciclo de vida


- Fecundação interna
(espermatóforo), com
postura de ovos

- Ovoviviparidade ou
Viviparidade

Notophthalmus viridescens (tritão-de-pintas-vermelhas), da família


Fonte: Unesp
Salamandridae. 18
Fonte: Hickman,2013F
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida

● Curiosidades
Cuidado parental
Hábitos territorialistas
Salamandras se regeneram

Fonte: ZoologiaUnesp

Fonte:Googleimagens 19
Ordem Caudata ou Urodela cauda bem desenvolvida

● Curiosidades
Salamandra-gigante-da-china

Podem chegar até 2 metros;

Maior anfíbio do mundo;

Ameaçada de extinção.

Andrias davidianus 20
Espécies de Salamandras que ocorrem no Brasil
Todas são do gênero Bolitoglossa

Foto: Pedro Peloso Foto: Sérgio Muniz Foto: Ryan [Link]

Bolitoglossa caldwellae Bolitoglossa paraensis Bolitoglossa altamazonica

21
Espécies de Salamandras que ocorrem no Brasil

Foto: Sérgio Muniz Foto: Pedro Peloso

Bolitoglossa madeira Bolitoglossa tapajonica

22
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

• Cobras-cegas ou Cecílias

Ocorrem em florestas tropicais da América do Sul, África,


Siphonops annulatus
Índia e Sudeste Asiático;
Sem membros;

Corpo longo e esguio;


Muitas vértebras e costelas longas;

Difíceis de encontrar, pois


vivem em túneis
subterrâneos.
Fonte: Museu de Zoologia João Moojen

23
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

Hábitos fossoriais;
Olhos vestigiais;
Tentáculo retrátil;
Órgão vomeronasal.

Fonte: Sérgio Muniz

Repare o olho vestigial (um ponto escuro) e o


tentáculo sensorial próximo a ele, parcialmente
revertido, ambos indicados pelas setas. 24
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

• Cobras-cegas ou Cecílias

• Alimentação: Dermatofagia maternal


Cupins, formigas e minhocas

• Reprodução:
Fecundação interna (falodeu)
Ovíparas
Vivíparas

Fonte: M. Sacramento Siphonops paulensis

25
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

Curiosidades

Em espécies vivíparas, os embriões


obtêm nutrientes consumindo a parede
do oviduto.

As narinas se fecham no subsolo.

Algumas espécies têm cuidado parental.

Os machos possuem órgão copulador, chamado


falodeu (phallodeum).
Fêmea adulta de Siphonops
annulatus com filhotes recém-
26
nascidos.
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

Curiosidades

Os machos possuem órgão copulador, chamado


falodeu (phallodeum). 27
Ordem Gymnophiona gymnos (nu) + ophioneos (parecido com serpente)

Diversidade no
Brasil

A) Brasilotyphlus guarantanus;
B) Caecilia gracilis;
C) Caecilia tentaculata;
D) Rhinatrema bivittatum;
E) Siphonops hardyi;
F) Typhlonectes compressicauda.

Existem 27 espécies no Brasil 28


Dúvidas ???

29
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Sapos, rãs e pererecas;

Ocupam uma grande


diversidade de hábitats;

Ocorrem em regiões tropicais e


temperadas;

49 famílias de sapos e rãs;

Famílias: Ranidae, Hylidae e Bufonidae.

30
Fonte: klimanaturali
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
Diferenças entre Sapo x Rã x Perereca

Sapo Rã Perereca
Rhinella sp. Rã-pimenta Phyllodytes amadoi

Leptodactylus vastus

Possuem as pernas e braços curtos, a Geralmente tem pernas longas e Possuem discos adesivos que
pele geralmente é mais seca e grossas; facilitam na escalada.
granulosa. Algumas espécies possuem
membranas interdigitais que facilitam
o nado. 31
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
SAPOS

Família Bufonidae Rhinella jimi

Sapo cururu;

Ocorre no Ceará;

Vivem em poças permanentes ou


temporárias;
Possui dieta variada -
coleópteros e formigas;

Dica de artigo: DE OLIVEIRA, Jean Carlos Dantas et al.


HÁBITO ALIMENTAR DE Rhinella jimi,(STEVAUX,
2002)(ANURA; BUFONIDEA) NO SEMIÁRIDO.
Rhinella jimi AGROPECUÁRIA CIENTÍFICA NO SEMIÁRIDO, v. 10, n. 32
Foto: William Quatman 4, p. 19-25, 2015.
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Leptodactylus vastus
Família Leptodactylidae

Distribuição: Nordeste do Brasil;

Hábitos: terrestre e noturno;

Tamanho: Porte grande, aproximadamente


20 cm.

Foto: Renato Gaia

Leptodactylus vastus 33
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
Perereca
Pithecopus nordestina
Família Hylidae
Hábitos: arborícola e noturno;

Tamanho: Porte médio, de


aproximadamente 4 e 5 cm;

Distribuição: Nordeste do
Brasil.

Pithecopus nordestina
34
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Tegumento
Delgada, úmida e frouxamente
conectada ao corpo;
Epiderme e derme;

Glândulas mucosas e granulares;

Observação: Todos os anfíbios produzem veneno na epiderme,


mas sua eficiência varia entre as espécies e para seus diferentes
predadores.

Foto: netnature

Phyllobates terribilis

35
Hyla versicolor

Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)


● Coloração
Cromatóforos;
Coloração Críptica;
Coloração Aposemática. Foto: dreamstime

Família Dendrobatidae

Ameerega trivittata Adelphobates quinquevitattus Dendrobates tinctorius

FOTO: LUCIANA FRAZÃO


FOTO: ALEXANDRE ALMEIDA
36
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Sistema Esquelético e Muscular
Especializado para saltar e para nadar;

Músculos: um anterior e ventral +


posteriores e dorsais.

Corpo encurtado: 9 vértebras


+ uróstilo

Crânio leve, achatado, menos


ossos;

Pé pentarradiado e mão
tetrarradiada.
Foto: Artrologia (Medicina Veterinária)

37
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Circulação

Dois átrios distintos e um ventrículo;

Sistema fechado;

Sangue venoso e arterial praticamente


não se misturam.

Foto: Rickman, 2016

38
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
A respiração dos anuros

A superfície de contato do pulmão dos anuros


não é suficiente para receber todo o oxigênio,
então ele também conta com a respiração
cutânea.
muito vascularizada

Para isso sua pele é fina, permeável e precisa


estar sempre úmida para facilitar as trocas
gasosas.

39
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Sistema respiratório
As rãs respiram através de pressão positiva que infla seus pulmões, forçando o ar para
dentro deles.

A. O assoalho da boca é abaixado, puxando o ar para dentro através


das narinas.
B. Com as narinas fechadas e a glote aberta, a rã força o ar para dentro
dos pulmões elevando o assoalho da boca.
C. Com a glote fechada, a cavidade da boca pode ventilar
ritmicamente por algum tempo.
D. Os pulmões são esvaziados por meio da contração da musculatura
da parede do corpo e pela retração elástica dos pulmões.

40
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Sistema Excretor
Bexiga urinária grande;

Dois rins;

Excretam amônia (larvas) e ureia (adultos).

● Mancha Pélvica Foto: Googleimagens

41
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Sistema reprodutor

Útero;

Testículos e ductos deferentes;

Ausência de órgão copulador


especial.

42
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
Curiosidades sobre o sistema reprodutor

Nessa espécie o macho possui um


alongamento da cloaca que possibilita a
fecundação interna.

Acredita-se que essa estratégia


reprodutiva seja causada pelo habitat que
ele vive, riachos com correntezas rápidas.

Ascaphus truei Stejneger

43
Dúvidas ????

44
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Reprodução

Ovíparos;

Fecundação externa;

39 modos reprodutivos no mundo


e 28 no Brasil.

Modo 38. Ovoviviparidade; nutrição através do vitelo.


Modo 39. Viviparidade; nutrição através de secreções
do oviduto.

45
46
47
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Estratégias reprodutivas

Macho satélite, busca ativa e macho


vocalizador;
Ovos depositados em
ambientes aquáticos;

Reprodução explosiva e competição


reprodução prolongada ;
competição
Ovos depositados em espumas.
impede sua compactação e pode aumentar sua eficiência respiratória e excretora

48
49
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
Amplexo

O amplexo é um
abraço que vai
estimular a fêmea.

Alguns machos
podem ter uma
calcificação que na
hora do “abraço”
para aumentar a
estimulação.

50
51
52
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Ciclo de Vida
Metamorfose
Inibe a
Prolactina; metamorfose
Inicia-se a
Tirosina;
metamorfose
Membros posteriores se
desenvolvem primeiro.

Fonte: 2 ibb unesp

53
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Cuidado parental

Desenvolvimento do ovo e cuidado parental entre os


anfíbios:
(a) ovos postos acima da água, Centrolenella,
Centrolenidae;
(b) ovos em um ninho de espuma, Physalaemus,
Leptodactylidae;
(c) ovos carregados pelo adulto, Rhinoderma,
Rhinodermatidae;
(d) girinos carregados pelo adulto, Colostethus,
Dendrobatidae.
(e) Ovos carregados sobre o dorso de um adulto:
Hemiphractus, Hylidae;
(f) Sapo Pipa, Pipidae.

Fonte da imagem: adaptado de POUGH, 2006.

54
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Cuidado parental

Rã-touro-africana (Pyxicephalus adspersus) cuidando Macho do sapo-de-darwin (Rhinoderma darwinii) O gênero do anfíbio Rheobatrachus carregam seus
de seus girinos. Fonte da imagem: [Link] cuidando de seus filhotes. Fonte da imagem: filhotes no estômago, como visto nesta foto, no qual o
[Link] pesquisador forçou a fêmea a soltar o filhote para
fotografar. Fonte da imagem: [Link]

55
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

● Cuidado parental

Pipa pipa
Ampla distribuição na
Amazônia;

Corpo achatado;

Cabeça triangular;

Aquáticas;

Fêmeas maiores que


os machos.
56
Fotos:Mundoecologia
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Sentidos

Olfato: epitélio olfatório revestindo a


cavidade nasal; (Órgão de Jacobson)

Visão: glândulas lacrimais e pálpebras;

Audição : ouvido simples; (membrana


timpânica e columela)

Receptores táteis e químicos na pele;

Linha lateral.
Foto:Googleimagens
Phitecopus sp.
Possuem sistema nervoso central e sistema
nervoso periférico.
57
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Alimentação
Adultos: carnívoros;
Larvas: herbívoros;
Língua protrátil;
Secreção pegajosa.

● Digestão
Adultos: trato digestivo curto;
Larvas: trato digestivo longo. Foto: Blogspot

58
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda) Tanatose

● Defesa
Saltam contra predadores;

Fingem que estão mortos (Tanatose);

Inflam o pulmão;
Liberam a urina;
Glândulas de veneno.

Foto: Herpetotérmicos 59
:
Foto:Instituto Rã-Bugio
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● A vocalização dos anuros

A vocalização dos anuros é a


forma predominante de
comunicação.

Existe diferenças entre os


cantos de indivíduos de uma
mesma população e até mesmo
entre os cantos de um mesmo
espécime.

60
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

● Curiosidades sobre as vocalizações

Em temperaturas mais baixas a


vocalização é menor;

Sapos maiores tendem a vocalizar


grave, e os menores tendem a
vocalizar agudo;

61
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

● Curiosidades sobre as vocalizações


Foi descoberto na Amazônia um sapo
que não têm tímpano, apesar disso ele
canta.

Não existe resposta neurológica para o


canto da própria espécie.

● Eles escutam sons graves e


agudos.

Brachycephalus pitanga [Link]


animais-que-n%C3%A3o-escutam-a- 62
pr%C3%B3pria-voz/a-40630088
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Curiosidades sobre as vocalizações
Existem os cantos de :

Anúncio;

Encontro;

Territorial;

Soltura;

Estresse.

Dica de artigo para leitura: AGUIAR, Pedro Lopes;


PREZOTO, Helba Helena Santos. Influencia da
Bioacústica no Sucesso de Acasalamento dos
Foto:Threader
Anuros. Biológica-Caderno do Curso de
Ciências Biológicas, v. 2, n. 1, 2019. 63
Dúvidas ????

64
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

• Anurofauna Ameaçada do Nordeste


Adelophryne maranguapensis, 1994

- Ordem: Anura
- Família: Eleutherodactylidae
- Nome comum: desconhecido
- Categoria de risco: Vulnerável (VU)

Ecologia

- Exclusiva do único morro (Pico da Rajada, na


Serra de Maranguape).
- É diurna e vive em folhiço de florestas, bambu e
plantações de bananeiras.
- Desenvolvimento direto.
- Bromélias e no chão.
A espécie é alvo do Plano de Ação Nacional para Conservação da
Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina.
Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio 65
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
• Anurofauna da Caatinga Ameaçada
Phyllodytes gyrinaethes, 2003

- Ordem: Anura
- Família: Hylidae
- Nome comum: desconhecido
- Categoria de risco: Criticamente em
Perigo (CR)

Ecologia

- Estados de Alagoas e de Pernambuco;


- Seu habitat é restrito a bromélias de
arbustos costeiros ou em meio à floresta A espécie é alvo do Plano de Ação Nacional para Conservação
de Mata Atlântica. da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina.

Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio 66


Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
• Anurofauna da Caatinga Ameaçada

Crossodactylus dantei,1993

- Ordem: Anura
- Família: Hylodidae
- Nome comum: desconhecido
- Categoria de risco: Em Perigo (EN)

Ecologia
- Ocorrendo apenas no município de
Murici, estado de Alagoas.
- Existem poucas informações a respeito
dos hábitos, habitat e ecologia da espécie.
- A espécie não foi mais registrada desde
que foi descrita.
Plano de Ação Nacional para Conservação da
Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica
67
Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio
Nordestina
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
• Anurofauna da Caatinga Ameaçada

Agalychnis granulosa, 1989

- Ordem: Anura
- Família: Phyllomedusidae
- Nome comum: desconhecido
- Categoria de risco: Vulnerável (VU)

Ecologia

- Região litorânea do bioma Mata


Atlântica, conhecida apenas nos estados A espécie é alvo do Plano de Ação Nacional para Conservação da
de Pernambuco e Alagoas. Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina
- A espécie habita poças em áreas
florestais e possui hábitos noturnos.

Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio 68


Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
• Anurofauna da Caatinga Ameaçada
Proceratophrys sanctaritae, 2010

- Ordem: Anura
-Família: Odontophrynidae
- Nome comum: sapo-folha
- Categoria de risco: Criticamente em
Perigo (CR)

Ecologia

- Floresta Santa Rita, na Serra do Timbó,


município de Amargosa, estado da Bahia.
- A espécie geralmente é vista na parte da
manhã e à tarde na serapilheira de trilhas
na mata, principalmente durante dias
chuvosos. A espécie está inserida no Plano de Ação Nacional para Conservação
- (Projeto Timbó) da Herpetofauna Ameaçada da Mata Atlântica Nordestina. 69
Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção ICMBio
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

Corythomantis greeningi, 1996

- Ocorre na savana seca da Caatinga.

- Geralmente é encontrada na vegetação,


inclusive nas bromélias e nos afloramentos
rochosos.
Crânio da perereca Corythomantis
greeningi mostra os espinhos
- Reprodução em córregos temporários em
áreas abertas.
(Foto: Carlos Jared/Instituto Butantan)

- A tendência atual da população é estável;

- Cabeça totalmente mineralizada e unida


aos ossos do crânio.

MENDES, Vanessa Aparecida. A biologia, as glândulas de


veneno e a secreção cutânea da perereca da caatinga
(Foto: Carlos Jared/Instituto Butantan)
Corythomantis greeningi: um estudo integrativo. 2015. 70
Tese de Doutorado. Instituto Butantan.
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

-Ordem: Anura
-Família: Leptodactylidae
- Nome comum: Desconhecido

Ecologia

-Têm hábitos noturnos;


-Vive geralmente em serra pilheria;
-O macho cava um buraco onde a fêmea
deposita os ovos;
-A reprodução ocorre ao longo do ano, mas com um pico na
estação chuvosa.

Adenomera hylaedactyla (Cope, 1868)


71
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

-Ordem: Anura
-Família: Leptodactylidae
-Nome comum: Rã-assobiadeira

Ecologia
-A reprodução é prolongada, se estendendo por toda a estação
chuvosa;
-A ovoposição é realizada em ninhos de espuma subterrâneos;

Leptodactylus fuscus (Schneider, 1799)


72
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

-Ordem: Anura
-Família: Leptodactylidae
-Nome comum: Rã-manteiga.

Ecologia
-Têm hábitos noturnos;
-Vive geralmente em poças temporárias
ou permanentes;
-Cuidado parental;
-Deposita ovos em ninhos de espuma
entre a vegetação próxima as margens.;
-Espécie tolerante às modificações no
Leptodactylus latrans (Steffen, 1815) habitat.
73
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

- Ordem: Anura
-Família: Leptodactylidae
- Nome comum: Rã-pimenta

Ecologia
-É encontrada sempre próxima a lagoas e cursos d’água;

-Pode predar outros anuros e até mesmo morcegos de forma


oportunista.

Leptodactylus vastus (Lutz, 1930)


74
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

- Ordem: Anura
-Família: Leptodactylidae
- Nome comum: Rã-cachorro

Ecologia

-Têm hábitos noturnos;

-Encontrada geralmente em campos alagados;

- Encontrada em ambientes conturbados.

Physalaemus cuvieri (Fitzinger, 1826)

75
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Biodiversidade do Campus Itaperi - UECE

- Ordem: Anura
-Família: Bufonidae
- Nome comum: Desconhecido

Ecologia
-Vive na Caatinga;
-Encontrada em poças temporárias ou
permanentes;
-Tendo por habitat áreas
abertas, savana, floresta e margens de rios;
-As mudanças climáticas estão afetando a
Rhinella granulosa (Spix, 1824) sua distribuição. 76
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Curiosidades Gerais Leptodactylus vastus

Apenas o gênero Ascaphus apresenta


estrutura similar a cauda;

O maior anuro conhecido é o Conraua goliath;

Os menores sapos são Eleutherodactylus iberia e


Psyllophryne didactyla;

O maior sapo norte-americano é a rã-touro,


Lithobates catesbeianus;

Foto:inaturalist Foto:Calphotos

Ascaphus sp. 77
Foto:Anfibiosdomês Conraua goliath; Eleutherodactylus iberia
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Curiosidades Gerais
A maioria dos anuros de clima
temperado hibernam nas água ricas
em oxigênio dos lagos;
Anuros terrestres hibernam no
húmus do solo das florestas;

Sobrevivem ao congelamento dos


fluidos extracelulares.

Cyclorana alboguttata Sara M. Kayes

A hibernating frozen frog in its winter habitat.


Foto:Downtoearth 78
Dica de site: [Link]
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Curiosidades Gerais
Perereca-de-banheiro pertencem ao gênero Scinax;
Dimorfismo sexual;
Anuros fêmeas da Caatinga possuem mais ovos;

Acima - Fêmea de Rhinella icterica


Abaixo - Macho de Rhinella icterica Gênero Scinax Algumas espécies da Caatinga

79
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Curiosidades Gerais

Perereca-de-vidro;
Sapo-martelo;
Anuros ficam enterrados
na Caatinga.

Todas da família Centrolenidae


Anuros da Caatinga

80
Boana faber Dica de site: [Link]
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)

● Importância ecológica e medicinal

Bioindicadores biológicos;

Controladores de populações de insetos e


de escorpiões; Perereca cola (Trachycephalus typhonius) Secreção produzida pela perereca cola.
produz uma secreção que está inspirando
a criação de uma novo tipo de cola
Controladores de pragas; cirúrgica.

Medicamentos.

Dica de site: [Link] Phyllomedusa bicolor


noticias/66-ciencias-biologicas/153-a-importancia-dos-anfibios A perereca Pseudisparadoxa, pode produzir
Secreção que sai da pele do sapo Kambô é utilizada em
substâncias com potencial para tratar o diabetes 81
rituais indígenas e pesquisas indicam que ela aumenta a
imunidade
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Declínio das populações de anuros (41 espécies ameaçadas no Brasil)

Batrachochytrium
dendrobatidis (Quitrídio);

Pesticidas;

Alterações climáticas;

Alterações das
paisagens;

Espécies exóticas;
Figuras: (a) Estrutura produtora de esporos de Batrachochytrium dendrobatidis. (b)
Rã morta por quitridiomicose.
Poluição.

Dica de dissertação para leitura:


CARRASCO, Guilherme Henrique et al. Efeitos antrópicos e
ambientais para o declínio populacional dos anuros no 82
mundo. 2019.
Ordem anura (do grego an, sem, + oura, cauda)
● Espécies ameaçadas do Mundo

Wiktionary Wikimedia Commons Balcaniainfo

Lithobates pipiens Pseudacris regilla Lithobates catesbeianus

Dica de dissertação para leitura:


CARRASCO, Guilherme Henrique et al. Efeitos
antrópicos e ambientais para o declínio
populacional dos anuros no mundo. 2019.
83
DÚVIDAS ???

OBRIGADA !

84
Referências
Três espécies de Salamandras. Notícias da UFCS. Disponível em:<.[Link]
de-salamandras-sao-descobertas-na-amazonia-brasileira/>. Acesso em [Link].2020.

Cecílias. Museu de Zoologia. Disponível em:<[Link]


Acesso em [Link].2020.

Salamandras gigantes japonesas. Ceticismo. Disponível em:<[Link]


de-estimacao-salamandras-gigantes-japonesas/>. Acesso em [Link].2020.

Biologia Anfíbio. Departamento de Zoologia, [Link]ível


em:<[Link] Acesso em
[Link].2020.

MENDES, Vanessa Aparecida. A biologia, as glândulas de veneno e a secreção cutânea da perereca da


caatinga Corythomantis greeningi: um estudo integrativo. 2015. Tese de Doutorado. Instituto Butantan.

85
Referências
Três novas espécies de salamandras. Blog do Nurof. Disponível
em:<[Link]
brasil/>.Acesso em [Link].2020.

Scientists work towards inducing human hibernation to treat diseases. Down to earth. Disponível
em:<[Link]
diseases-62676> . Acesso em: [Link].2020.

Frog dozes in mud for years without food and water. Nbcnews. Disponível
em:<[Link]
water/> Acesso em: [Link].2020.

Cuidado Parental dos Anfíbios. Bioorbis. Disponível em:<[Link]


[Link]>. Acesso em: [Link].2020.

ICMBIO. Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção. 2018.

86
Referências
CARRASCO, Guilherme Henrique et al. Efeitos antrópicos e ambientais para o declínio populacional dos anuros no mundo.
2019.

AGUIAR, Pedro Lopes; PREZOTO, Helba Helena Santos. Influência da Bioacústica no Sucesso de Acasalamento dos Anuros.
Biológica-Caderno do Curso de Ciências Biológicas, v. 2, n. 1, 2019.

Sapos Brasileiros. Mundo ecologia. Disponível em:< [Link]


brasileiros/nggallery/slideshow?q=animais/tipos-de-sapos-brasileiros>. Acesso em: [Link].2020.

Vocalização anuros. Repositório UFBA. Disponível em:<[Link] Acesso em: [Link].2020.

O ESTADO DA ARTE DAS VOCALIZAÇÕES DE ANFÍBIOS ANUROS DA MATA ATLÂNTICA

Estratégias e Modos Reprodutivos em Anuros

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