LEI 8.
112/90
Lei nº 8.112/1990 - Regime Disciplinar - Arts. 121 a 126
LEI Nº 8.112/1990 - REGIME DISCIPLINAR - ARTS.
121 A 126
O regime disciplinar do servidor público, conforme os dispositivos da Lei n. 8.112/1990,
abrange deveres, proibições e responsabilidades, além das penalidades aplicáveis.
As responsabilidades do servidor encontram-se nos arts. 121 a 126, considerando-se
também os arts. 118, 119 e 120, que tratam da acumulação de cargos, a serem abordados
posteriormente.
TÓPICO 3 – DAS RESPONSABILIDADES (ART. 121 A 126)
DISPOSITIVOS LEGAIS (CONFORME EDITAL)
Art. 121. O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições.
Tríplice Responsabilidade (Art. 121)
O servidor responde em três esferas independentes:
• Civil: reparação de danos ao erário ou a terceiros (arts. 122 e 37, § 6º, CF).
• Penal: crimes e contravenções (art. 123).
• Administrativa: infrações disciplinares (art. 124).
O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições, abrangendo simultaneamente essas três esferas.
Na responsabilidade civil, o servidor deve reparar prejuízos causados a terceiros, sejam
particulares ou órgãos governamentais. Por exemplo, se um servidor, por negligência,
danificar um equipamento do órgão, será obrigado a indenizar o prejuízo.
No âmbito administrativo, caso o servidor, ao executar suas funções, cause dano a
terceiros, a administração pública pode ser responsabilizada objetivamente.
Antes de apurar se o ato decorreu de imprudência do servidor ou de falha do equipamento,
a administração indeniza o particular e posteriormente investiga se o dano resultou de
conduta do servidor ou de caso fortuito, como falha mecânica inesperada ou evento
imprevisível, que possa isentar o agente da responsabilidade.
A responsabilidade do servidor é tríplice, abrangendo as esferas civil, penal e administrativa,
de forma independente e separada.
Na esfera civil, o servidor deve reparar danos causados ao erário ou a terceiros. Na
esfera penal, responde por crimes ou contravenções previstos no Código Penal.
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Na esfera administrativa, responde por infrações disciplinares, conforme os arts. 121
a 124 da Lei n. 8.112/1990, em consonância com o art. 37, § 6º, da Constituição Federal.
No caso de dano doloso ao erário, o servidor é obrigado a ressarcir utilizando seus bens;
caso estes sejam insuficientes, o valor será descontado de seus salários.
Quando o dano é causado a terceiros, a Fazenda Pública indeniza a vítima e posteriormente
ajuíza ação regressiva contra o servidor para reaver o valor pago.
Na responsabilidade civil, caso o servidor cause dano a terceiros, a Fazenda Pública arca
inicialmente com a reparação e posteriormente ajuíza ação regressiva contra o servidor,
desde que comprovada a sua culpabilidade.
Caso o servidor venha a falecer, a obrigação de reparar o dano se estende aos herdeiros,
limitada ao valor da herança recebida. Se não houver herança, não há obrigação de indenização.
Na responsabilidade penal, o servidor responde por crimes funcionais, como peculato,
corrupção e prevaricação, bem como por contravenções, devendo sofrer as consequências
legais correspondentes.
Na esfera administrativa, o servidor responde por infrações disciplinares, apuradas por
meio de sindicância ou processo administrativo, podendo resultar em penalidades como
advertência, suspensão ou demissão. Essas três esferas de responsabilidade atuam de
forma independente e cumulativa.
Art. 122. A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que
resulte em prejuízo ao erário ou a terceiros.
§ 1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário somente será liquidada na forma
prevista no art. 46, na falta de outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial.
§ 2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o servidor perante a Fazenda Pública,
em ação regressiva.
§ 3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e contra eles será executada, até
o limite do valor da herança recebida.
A responsabilidade civil do servidor decorre de ato omissivo, quando deixa de agir, ou de
ato comissivo, quando pratica uma ação. Pode ser dolosa, realizada com intenção de causar
o dano, ou culposa, caracterizada por negligência, imprudência ou imperícia, resultando
em prejuízo ao erário, aos cofres públicos ou a terceiros.
A indenização de prejuízos dolosamente causados ao erário será realizada conforme
previsto legalmente, utilizando-se os bens do servidor ou, na insuficiência destes, mediante
desconto em seus salários.
Art. 123. A responsabilidade penal abrange os crimes e contravenções imputadas ao servidor,
nessa qualidade.
Art. 124. A responsabilidade civil-administrativa resulta de ato omissivo ou comissivo praticado
no desempenho do cargo ou função.
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Art. 125. As sanções civis, penais e administrativas poderão cumular-se, sendo independentes
entre si.
Art. 126. A responsabilidade administrativa do servidor será afastada no caso de absolvição
criminal que negue a existência do fato ou sua autoria.
No caso de dano a terceiros, o servidor responde perante a Fazenda Pública em ação
regressiva, sendo a obrigação de reparação estendida aos sucessores, limitada ao valor da
herança recebida.
A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções imputáveis ao servidor.
A responsabilidade administrativa decorre de ato omissivo ou comissivo praticado no
desempenho do cargo ou função, abrangendo condutas de indisciplina e atos indecorosos.
As sanções civis, penais e administrativas podem ser cumulativas, atuando de forma
independente.
A responsabilidade administrativa será afastada em caso de absolvição criminal que
negue a existência do fato ou a autoria do servidor.
A absolvição em determinada esfera não implica absolvição nas demais, pois as
responsabilidades civil, penal e administrativa são autônomas. A inocência reconhecida
na esfera administrativa não afasta, por si só, a responsabilidade civil ou penal.
Suponha que o servidor seja absolvido administrativamente e condenado a indenizar
na esfera civil; isso não significa que tenha cometido crime, pois a colisão de veículos não
configura ilícito penal, não havendo, portanto, sanção criminal aplicável.
Caso alguém proponha ação penal pela simples batida de carro, o processo será arquivado
pela inexistência de crime, e não pela inexistência do fato.
A colisão ocorreu, o dano existiu e o autor foi identificado, porém a conduta é atípica,
pois não há previsão penal que tipifique o ato como crime. A absolvição, nesse caso, decorre
da ausência de tipicidade penal, e não da negação da autoria ou da materialidade.
Diante dessa circunstância, não é possível utilizar essa decisão penal para afastar a
responsabilidade administrativa, pois a absolvição não se fundamentou na inexistência
do fato nem na negativa de autoria, requisitos exigidos para repercussão obrigatória na
esfera administrativa.
Em outra situação, como a acusação de desvio de dinheiro público, a conduta pode gerar
responsabilização nas três esferas: administrativa, civil (com ressarcimento ao erário) e
penal. Contudo, se na esfera penal for reconhecido que o servidor não praticou o fato, essa
absolvição, por negar a autoria, afasta automaticamente a responsabilidade administrativa
relativa ao mesmo fato.
O nome indicado era Domingos Antônio da Silva. Considerando a existência de diversas
pessoas com o mesmo nome, constatou-se que houve identificação equivocada. O fato
ocorreu, houve a prática de corrupção, porém o indivíduo inicialmente apontado não era
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o autor do delito. A sentença penal reconheceu a negativa de autoria: o fato existiu, mas
não foi praticado por ele.
Diante dessa conclusão, não há possibilidade de punição na esfera administrativa pelo
mesmo ato.
A absolvição na esfera penal, que dispõe de amplo conjunto de meios probatórios
destinados a comprovar a culpabilidade do agente, demonstrou de forma clara que outra
pessoa cometeu o delito.
O juiz penal, ao proferir a decisão, registrou que os dados, inclusive o CPF, não correspondiam
ao acusado, razão pela qual consignou expressamente que ele não era o autor.
Assim, no âmbito de eventual processo administrativo, o servidor pode invocar a decisão
penal, pois a esfera penal já comprovou a inexistência de autoria, circunstância que impede
a responsabilização administrativa pelos mesmos fatos.
Todo o arcabouço probatório pode ser transposto para a esfera administrativa, resultando
igualmente na inocência do servidor.
A regra geral estabelece que as instâncias são independentes, de modo que as sanções
civis, penais e administrativas podem acumular-se entre si, sendo autônomas. Isso significa
que a absolvição em uma esfera não implica absolvição nas demais.
A absolvição na esfera civil não impede eventual responsabilização penal ou administrativa.
A absolvição administrativa também não impede futura responsabilização penal.
Mesmo a absolvição penal, em regra, não afasta a possibilidade de responsabilização civil
ou administrativa.
Entretanto, há uma única exceção.
Quando a absolvição penal decorre de declaração expressa de negativa de autoria, ou
seja, quando se reconhece que o investigado não praticou o fato, ou quando se conclui que o
fato sequer ocorreu, como nas situações fundadas em denúncia infundada, essa conclusão
vincula as demais instâncias.
Em tais casos, a absolvição penal impede a responsabilização nas esferas civil e
administrativa.
INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS (ART. 125)
As três esferas são autônomas. Um servidor pode ser absolvido criminalmente por falta
de provas, mas demitido administrativamente com base em indícios suficientes no PAD.
Contudo, se a sentença penal negar a existência do fato ou a autoria, a responsabilidade
administrativa é afastada (art. 126).
Assim, a regra é a independência e autonomia das três esferas, sem repercussão
automática entre elas.
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A exceção ocorre apenas quando a sentença penal absolutória reconhece que o agente
não foi o autor ou que o crime não existiu.
As únicas possibilidades de afastamento da responsabilidade administrativa decorrem
da constatação de que o crime não existiu e, consequentemente, não houve autoria, ou da
ocorrência do crime praticado por pessoa diversa. Não há possibilidade de autoria quando
o fato não ocorreu.
Nos termos dos arts. 121 a 126 da Lei n. 8.112/1990, as instâncias são independentes
e autônomas. Assim, um servidor pode ser absolvido criminalmente por insuficiência de
provas e, ainda assim, ser demitido administrativamente com base em indícios suficientes
apurados no processo administrativo disciplinar, o que se denomina PAD.
MNEMÔNICO PARA RESPONSABILIDADES (TRINCA-CPA)
• TRINCA: Tríplice responsabilidade (Civil, Penal, Administrativa)
• Cumulativas;
• Podem ser aplicadas simultaneamente;
• Afastamento só se absolvição negar fato ou autoria.
Contudo, se a sentença penal negar a existência do fato ou da autoria, afasta-se
igualmente a responsabilidade administrativa.
Trata-se da aplicação do entendimento conhecido como “trinca-CPA”, referente à tríplice
responsabilidade civil, penal e administrativa. Tais responsabilidades podem ser aplicadas
cumulativamente e de forma simultânea, sendo afastadas apenas quando a absolvição
penal reconhecer expressamente a inexistência do fato ou da autoria.
Exemplos ilustram a aplicação dessa regra.
EXEMPLOS PRÁTICOS
• Servidor desvia dinheiro público (peculato): responde criminalmente (prisão), civilmente
(devolução do valor) e administrativamente (demissão).
• Servidor causa acidente com veículo oficial por imprudência: Responde civilmente
pelos danos, e administrativamente se houver negligência funcional. Não há crime
se não houver dolo ou lesão corporal/morte.
• Servidor é absolvido no processo penal por insuficiência de provas: pode ser
demitido no PAD se houver provas administrativas suficientes. As instâncias são
independentes.
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O servidor que desvia recursos públicos pratica peculato, respondendo criminalmente com
pena privativa de liberdade, civilmente pela devolução dos valores e administrativamente
mediante demissão.
O servidor que causa acidente com veículo oficial por imprudência responde civilmente
pelos danos e administrativamente por eventual negligência funcional, sem implicações
penais quando ausentes dolo, lesão corporal ou morte.
Situações dolosas também geram responsabilização cumulativa. Caso um servidor
provoque, intencionalmente, acidente ao colidir com veículo particular, responde civilmente
pelos reparos, administrativamente com a demissão e penalmente se houver lesão corporal
ou outra figura típica.
JURISPRUDÊNCIA (STJ)
Independência das instâncias:
A absolvição na ação penal com base na prescrição da pretensão punitiva não configura
fato novo apto a repercutir na esfera administrativa. A prescrição penal não equivale a
negativa de autoria ou inexistência do fato (AgInt no AgInt no REsp 1.840.161/RS, STJ, 2023).
Improbidade e PAD:
A autoridade julgadora pode aplicar pena de demissão quando, no PAD, for apurada
a prática de ato de improbidade por servidor público, considerando a independência das
instâncias civil, penal e administrativa (RMS 47351/SP, STJ, 2020).
Importa observar que, segundo a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a
absolvição em ação penal fundada na prescrição da pretensão punitiva do Estado não
constitui fato novo apto a repercutir na esfera administrativa, não afastando, portanto, a
possibilidade de responsabilização disciplinar.
A prescrição penal não equivale à negativa de autoria ou à inexistência do fato. Em outras
palavras, o Estado dispõe de um prazo para punir o agente que, por exemplo, realizava racha
com veículo público. Ultrapassado esse prazo, ocorre a prescrição.
Nessa situação, ao responder na esfera administrativa, o servidor não pode alegar que
a prescrição penal impede a aplicação de penalidade disciplinar, pois a decisão penal não
negou o fato nem a autoria. Assim, o processo administrativo deve prosseguir.
A autoridade julgadora pode aplicar a pena de demissão quando, no processo administrativo
disciplinar, for comprovada a prática de improbidade administrativa, mesmo se houver
absolvição penal em razão da prescrição, em razão da independência entre as instâncias
civil, penal e administrativa.
O servidor pode ser absolvido na esfera penal porque a pretensão punitiva prescreveu,
mas ainda assim ser punido administrativamente, por exemplo, pela prática de desvio de
dinheiro público.
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Lei nº 8.112/1990 - Regime Disciplinar - Arts. 121 a 126
01. As sanções civis, penais e administrativas são independentes entre si e podem cumular-se.
O art. 125 da Lei n. 8.112/1990 estabelece essa regra. As sanções civis, penais e administrativas
são independentes e podem acumular-se. Essa é a regra.
O art. 125 estabelece que a responsabilidade administrativa não será sempre afastada em
caso de absolvição criminal.
02. A responsabilidade administrativa do servidor será sempre afastada em caso de absolvição
criminal, independentemente do fundamento da sentença.
A responsabilidade administrativa só é afastada se a absolvição criminal negar a existência
do fato ou sua autoria (art. 126).
Afastar-se-á apenas quando a sentença penal reconhecer a inexistência do fato ou da autoria.
Assim, a afirmação de que a responsabilidade administrativa é afastada independentemente
do fundamento da sentença está incorreta, pois depende, sim, do fundamento.
03. Sobre a responsabilidade do servidor, é INCORRETO afirmar:
a) O servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício irregular de suas
atribuições
b) A responsabilidade civil decorre de ato doloso ou culposo que resulte em prejuízo ao
erário ou a terceiros
c) As sanções civis, penais e administrativas são dependentes entre si e não podem cumular-se
d) A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções
e) A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores até o limite da herança
Justificativa: as sanções são independentes e podem cumular-se (art. 125).
Outro exemplo: o servidor responde civil, penal e administrativamente pelo exercício
irregular de suas atribuições. Essa afirmação é verdadeira.
A responsabilidade civil decorre de ato doloso ou culposo que cause prejuízo ao erário ou
a terceiros.
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Já a afirmação segundo a qual as ações civis, penais e administrativas são dependentes
entre si e não podem acumular-se está incorreta, porque essas esferas são autônomas e
podem ser aplicadas cumulativamente.
A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções, e a obrigação de reparar o dano
estende-se aos sucessores, até o limite da herança, quando houver prejuízo causado ao
patrimônio público.
04. A responsabilidade administrativa será afastada:
a) Em qualquer caso de absolvição criminal
b) Quando a absolvição criminal negar a existência do fato ou sua autoria
c) Se o servidor for absolvido por prescrição
d) Sempre que houver dúvida sobre a materialidade do fato
e) Se o servidor for absolvido por insuficiência de provas
Justificativa: Conforme art. 126, só há afastamento se a sentença negar fato ou autoria
A responsabilidade administrativa será afastada em caso de absolvição criminal que
reconheça a negativa de autoria ou a inexistência do fato.
Quando a absolvição criminal negar a existência do fato ou sua autoria, a responsabilidade
administrativa é afastada. O afastamento ocorre apenas nessas hipóteses, conforme prevê
o texto legal.
05. Tratando-se de dano causado a terceiros:
a) O servidor responde diretamente perante o terceiro
b) A Fazenda Pública não tem qualquer responsabilidade
c) O servidor responde perante a Fazenda Pública em ação regressiva
d) A responsabilidade é exclusivamente criminal
e) Não há responsabilidade civil do servidor
Justificativa: O art. 122, § 2º, prevê ação regressiva da Fazenda contra o servidor.
No que se refere ao dano causado a terceiros, estabelece-se que o servidor responde
diretamente perante o terceiro lesado.
O servidor, ao causar o dano, deve reparar diretamente o prejuízo, observada a regra aplicável
à responsabilidade civil do agente público.
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A responsabilidade administrativa será afastada em qualquer hipótese de absolvição criminal
por negativa de autoria ou inexistência do fato.
Quando a decisão penal absolver o agente por negar a existência do fato ou sua autoria, a
responsabilidade administrativa é afastada. Tratando-se de dano causado a terceiros, o
servidor responde diretamente perante o terceiro.
Na situação em que o servidor causa dano ao patrimônio estatal, cabe a ele a reparação
do prejuízo.
Se a situação for inversa, isto é, se o Estado causar dano ao particular, a Administração
indeniza o particular e, posteriormente, exerce o direito de regresso contra o agente público,
caso verifique dolo ou culpa.
Tratando-se de dano causado a terceiros, a Fazenda Pública possui responsabilidade e poderá
posteriormente propor ação regressiva contra o servidor, a depender das circunstâncias.
A responsabilidade não é exclusivamente criminal, podendo haver responsabilidade civil
do servidor.
GABARITO
01. C
02. E
03. c
04. b
05. c
�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Beto Fernandes.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.
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