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LEI #8.112/1990: Contexto Geral

A Lei nº 8.112/1990 regula o regime jurídico dos servidores públicos civis da União e estabelece deveres, proibições e penalidades, aplicando-se também aos servidores temporários do IBGE, mas com restrições em direitos e benefícios. Os servidores temporários devem seguir as normas disciplinares da lei, mas não têm acesso a direitos plenos como os servidores estáveis. O documento enfatiza a importância do conhecimento dos deveres e responsabilidades para a preparação para o concurso do IBGE e para a atuação ética no serviço público.
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LEI #8.112/1990: Contexto Geral

A Lei nº 8.112/1990 regula o regime jurídico dos servidores públicos civis da União e estabelece deveres, proibições e penalidades, aplicando-se também aos servidores temporários do IBGE, mas com restrições em direitos e benefícios. Os servidores temporários devem seguir as normas disciplinares da lei, mas não têm acesso a direitos plenos como os servidores estáveis. O documento enfatiza a importância do conhecimento dos deveres e responsabilidades para a preparação para o concurso do IBGE e para a atuação ética no serviço público.
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LEI 8.

112/90
Lei nº 8.112/1990

LEI Nº 8.112/1990
Apresenta-se conteúdo voltado aos candidatos ao concurso do IBGE, com foco na Lei
n. 8.112/1990, especificamente no regime disciplinar e nos tópicos previstos no edital. A
aula é direcionada exclusivamente a esse concurso.
O candidato, ao ingressar no IBGE, será regido pela Lei n. 8.112/1990. Entretanto,
quanto à estabilidade no serviço público, essa condição não se aplica integralmente. Aos
empregados públicos temporários que prestam serviços à administração pública serão
aplicadas, no âmbito do IBGE, apenas as normas do regime disciplinar da Lei n. 8.112. Assim,
não haverá acesso aos direitos, vantagens e benefícios destinados aos servidores públicos
federais estatutários, pois esses são voltados aos servidores estáveis. Contudo, o regime
disciplinar é estendido a todos, estatutários ou não.
Dessa forma, aos empregados temporários do IBGE aplica-se somente a parte disciplinar
da Lei n. 8.112. O conteúdo é considerado tranquilo para fins de prova.
INTRODUÇÃO: Por que estudar a Lei 8.112/90?

CONTEXTO GERAL:
A Lei n. 8.112/90 é o diploma legal que institui o Regime Jurídico dos Servidores Públicos
Civis da União, autarquias e fundações públicas federais. Sancionada há mais de 34 anos,
ela disciplina deveres, direitos, responsabilidades, penalidades e demais aspectos da vida
funcional do servidor estatutário federal.

APLICAÇÃO AOS SERVIDORES TEMPORÁRIOS DO IBGE


Os futuros servidores públicos temporários do IBGE serão regidos por regime próprio,
com vínculo contratual fundado na Lei n. 8.745/93 (contratação temporária), em regime
especial, não estatutário.
No entanto, o artigo 11 da Lei 8.745/93 prevê expressamente a aplicação subsidiária
de dispositivos da Lei 8.112/90, especialmente quanto ao regime disciplinar (deveres,
proibições, responsabilidades e penalidades).

Obs.: em síntese, os direitos, benefícios, licenças e estabilidade permanecem restritos


aos servidores estatutários aprovados em concursos efetivos, que são regidos
integralmente pela Lei n. 8.112. Já os empregados ou servidores temporários
cumprem apenas os deveres, proibições, responsabilidades e penalidades previstos
nessa legislação. Esses são os tópicos analisados a partir deste ponto.
Isso significa que, embora sigam a CLT em aspectos como remuneração, jornada e férias,
servidores temporários estarão sujeitos às mesmas regras de conduta ética e disciplinar

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Lei nº 8.112/1990

aplicáveis aos servidores estatutários, o que inclui os artigos previstos no edital FGV/IBGE
sobre Ética no Serviço Público.

OBJETIVO DESTA AULA


O objetivo é garantir que se domine, de forma clara e aplicada, os dispositivos da Lei
8.112/90 que constam no edital:

• Deveres (art. 116);


• Proibições (art. 117);
• Acumulação de cargos (arts. 118 a 120);
• Responsabilidades (arts. 121-126), e
• Penalidades (arts. 127, 132, 136-142).
Assim, os candidatos estarão preparados para a prova FGV e, mais importante ainda, para
desempenhar as funções com ética, responsabilidade e profissionalismo no serviço público.
O objetivo é possibilitar o domínio claro e aplicado dos dispositivos da Lei n. 8.112
constantes no edital, entre eles: deveres do servidor público; proibições; acumulação de
cargos (arts. 118 a 120); responsabilidades (arts. 121 a 126); e penalidades (arts. 127, 132
e 136 a 142). A análise desses tópicos é essencial para a preparação para a prova da FGV e
para o exercício das funções com ética, responsabilidade e profissionalismo.

DISPOSITIVOS LEGAIS (CONFORME EDITAL)


Art. 116. São deveres do servidor:
I – exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II – ser leal às instituições a que servir;
III – observar as normas legais e regulamentares;
IV – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
V – atender com presteza:
a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública;
VI – levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em
razão do cargo;
VII – zelar pela economia do material e conservação do patrimônio público;
VIII – guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X – ser assíduo e pontual ao serviço;
XI – tratar com urbanidade as pessoas;
XII – representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder;

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Lei nº 8.112/1990

Parágrafo único. A representação será encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade
superior àquela contra a qual é formulada, assegurando-se ao representado ampla defesa.

O estudo inicia-se pelos deveres previstos no art. 116. A prova contará com cinco
questões, sendo possível que três sejam sobre a Lei n. 8.112 e duas sobre o Código de
Ética ou o inverso. A tendência é que três questões tratem da Lei n. 8.112, por conter mais
conteúdo passível de cobrança. O Código de Ética do IBGE é mais direto, e recomenda-se
inclusive estudar a Lei n. 8.112 antes do referido código, uma vez que este também se
fundamenta nela.
Entre os deveres do servidor, alguns são considerados evidentes. O servidor deve exercer
com zelo, cuidado, esmero e dedicação as atribuições do cargo; ser leal às instituições a
que servir; observar, no sentido de cumprir, as normas legais e regulamentares; e cumprir
ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais. Nenhum servidor é obrigado a
acatar ordem cuja ilegalidade seja evidente.
Deve atender com presteza ao público em geral e à fazenda pública. O atendimento
ao público envolve prestar as informações requeridas, excetuadas aquelas protegidas por
sigilo. O atendimento à fazenda pública inclui atender requisições voltadas à defesa do
governo federal.
O servidor deve levar ao conhecimento da autoridade superior eventuais irregularidades de
que tenha ciência em razão do cargo; zelar pela economia de material e pela conservação do
patrimônio público; guardar sigilo sobre assuntos da repartição; manter conduta compatível
com a moralidade administrativa; ser assíduo e pontual; e tratar as pessoas com urbanidade,
ou seja, com educação, calma, tom de voz adequado e linguagem clara.
Também é dever representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder. A
representação deve ser encaminhada pela via hierárquica e apreciada pela autoridade
superior àquela contra a qual foi formulada, garantindo-se ao representado ampla defesa.
Assim, caso haja ilegalidade, omissão ou abuso de poder praticado por superior imediato,
o servidor deve encaminhar a representação ao superior hierárquico deste, que poderá
instaurar sindicância para apuração dos fatos.
Assegura-se ao chefe imediato o direito à ampla defesa. Nesse contexto, deve-se observar
que, ao encaminhar a representação pela chefia imediata, surge um único problema: a
possibilidade de o servidor ficar marcado por seu superior.

SÃO DEVERES DE TODO SERVIDOR PÚBLICO;


Zelo e dedicação;
Economia do material;
Lealdade institucional;

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Observância de normas;
Levar irregularidades à autoridade;
Presteza no atendimento ao público e Fazenda;
Representar contra abusos;
Execução de ordens (salvo se ilegais);
Urbanidade, Assiduidade, Pontualidade, Sigilo e Conduta moral.

DIMB: (ZELO-LPREU)
Para memorização, utiliza-se a expressão “ZELO-LPREU”, reunindo os deveres essenciais.
O zelo refere-se ao desempenho das atribuições com dedicação. A economia de material
corresponde ao uso adequado dos recursos públicos, evitando desperdícios. A lealdade
institucional está ligada ao dever de agir com honestidade, economicidade e em defesa da
instituição, conforme o inciso II, que determina ser leal às instituições a que servir.
A observância das normas significa cumpri-las. Ao identificar irregularidade, o servidor
deve comunicá-la à autoridade competente. No atendimento ao público e à fazenda pública,
deve agir com presteza, fornecendo informações, excetuadas as protegidas por sigilo.
Também deve representar contra abusos eventualmente detectados. Quanto à execução
de ordens, devem ser cumpridas aquelas expedidas pela autoridade hierárquica, salvo
quando manifestamente ilegais.
A urbanidade exige tratamento adequado às pessoas, com educação e linguagem
apropriada. A assiduidade corresponde a não faltar ao serviço, e a pontualidade refere-se ao
cumprimento rigoroso do horário. O sigilo exige a preservação das informações da repartição.
A conduta moral requer comportamento compatível com a moralidade administrativa.
Esses elementos compõem a expressão “ZELO-LPREU”.
Zelo e dedicação: o servidor deve desempenhar suas funções com comprometimento
e eficiência. Não basta “estar presente”; é preciso agir com qualidade técnica e empenho
genuíno. Exemplo: um agente de pesquisa do IBGE que realiza entrevistas com atenção aos
detalhes, evitando erros e retrabalho, demonstra zelo.
Economia do material: cuidar do patrimônio público, evitando desperdícios e danos.
Exemplo: não usar papel, computadores, veículos ou outros bens públicos de forma abusiva
ou negligente.
Lealdade institucional: ser leal à instituição significa agir em defesa dos interesses
públicos, não em benefício próprio ou de terceiros. É o oposto de praticar sabotagem,
desvio de finalidade ou má-fé institucional.
Observância de normas: todo servidor deve conhecer e cumprir leis, decretos, portarias,
instruções normativas e demais atos regulamentares que disciplinam sua atuação. Ignorância
da lei não é desculpa.

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Levar irregularidades à autoridade: a hierarquia exige obediência, mas o servidor


tem o dever de desobedecer ordens claramente ilegais. Exemplo: se um superior ordena
suprimir dados censitários ou falsificar informações, o servidor não só pode, como deve
recusar e denunciar.
Presteza ao público e Fazenda: atender com rapidez, cortesia e eficiência ao público
e às demandas da Fazenda Pública. A morosidade injustificada ou o descaso configuram
falta funcional.
Representar contra abusos: o servidor que toma conhecimento de irregularidade deve
comunicá-la formalmente à autoridade competente. Silenciar-se diante de ilegalidades
pode configurar omissão e corresponsabilidade.
Execução de ordens (salvo se ilegais): ser ativo para cumprir as determinações advindas
das autoridades superiores, salvo quando manifestamente ilegais.
Urbanidade, Assiduidade, Pontualidade, Sigilo e Conduta moral: a vida pública e privada
do servidor deve ser compatível com os padrões éticos esperados. Condutas escandalosas
ou imorais podem justificar sanções administrativas. Informações sigilosas, sensíveis ou
protegidas por lei não podem ser divulgadas. Vazar dados do censo, por exemplo, é uma
infração gravíssima.
Faltas injustificadas e atrasos reiterados caracterizam inassiduidade habitual (art. 132,
III) e podem levar à demissão. Tratar colegas, superiores e o público com respeito, educação
e cortesia. Desrespeitos graves configuram infração disciplinar.

EXEMPLOS PRÁTICOS
• Agente de Pesquisa atende cidadão com presteza, mesmo fora do horário usual
→ cumpre dever de presteza.
• Supervisor descobre fraude em coleta e comunica ao chefe imediato → cumpre
deveres de reportar conduta irregular.
• Servidor usa material de escritório do IBGE para fins pessoais → viola dever (economia).
• Funcionário divulga informações sigilosas do recenseamento → viola dever (sigilo).

JURISPRUDÊNCIA (STJ)
Súmula 611/STJ: “É permitida a instauração de processo administrativo disciplinar com base em
denúncia anônima, desde que devidamente motivada e com amparo em investigação ou sindicância”.

Entendimento consolidado: O descumprimento dos deveres funcionais do art. 116 pode


ensejar penalidades que vão de advertência a demissão, conforme a gravidade. Segundo

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o STJ, o mero descaso reiterado (desídia – art. 117, XV) pode justificar demissão se for
comportamento grave e reincidente.
Ressalta-se a necessidade de atenção quanto à jurisprudência. A regra geral é que a
prova deve cobrar apenas o texto literal da norma. Admite-se a instauração de processo
administrativo disciplinar com base em denúncia anônima, desde que devidamente motivada
e amparada em investigação ou sindicância prévia. A comunicação ao superior hierárquico
pode ser anônima, justamente para evitar exposição do servidor denunciante.
Ao iniciar a apuração, caso fossem encontrados indícios da ocorrência do fato,
materialidade, reconhecia-se que o fato existiu, independentemente de quem o tenha
praticado. A autoria, por sua vez, refere-se ao responsável pelo ato. É possível que exista
materialidade, mas que a autoria não recaia sobre a pessoa inicialmente apontada. Nesse
caso, constatada a inocência dessa pessoa, a apuração prossegue para identificar o verdadeiro
autor. No entanto, havendo indícios simultâneos de materialidade e autoria, será instaurada
a investigação ou sindicância correspondente.
O entendimento consolidado indica que o descumprimento dos deveres funcionais pode
ensejar penalidades que variam da advertência à demissão, conforme a gravidade. Segundo
o Superior Tribunal de Justiça, o descaso reiterado, desídia, pode justificar demissão quando
consistir em comportamento grave e repetido. A desídia caracteriza-se pelas atitudes protelatórias
e pelo adiamento constante de tarefas, não sendo uma simples impressão subjetiva, mas algo
que deve ser comprovado para afastar a possibilidade de perseguição pessoal.

01. (FGV) É dever do servidor público temporário do IBGE cumprir todas as ordens superiores,
mesmo aquelas manifestamente ilegais.

O servidor deve cumprir ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais (art.
116, IV).

02. (FGV) Zelar pela economia do material público e manter conduta compatível com a
moralidade administrativa são deveres previstos na Lei 8.112/90 aplicáveis aos servidores
temporários.

Os deveres dos arts. 116, VII e IX aplicam-se subsidiariamente aos temporários.

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03. Assinale a alternativa que apresenta um dever funcional do servidor público


temporário do IBGE:
a) Receber presentes de pessoas interessadas em dados censitários
b) Utilizar recursos materiais da repartição para fins pessoais
c) Atender com presteza ao público, prestando informações requeridas, ressalvadas as
protegidas por sigilo
d) Omitir irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo
e) Faltar ao serviço sem justificativa quando conveniente

Atender com presteza ao público é dever expresso do servidor.

04. Sobre os deveres do servidor, é INCORRETO afirmar:


a) Ser leal às instituições a que servir
b) Observar as normas legais e regulamentares
c) Levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades
d) Cumprir ordens superiores em qualquer hipótese, ainda que manifestamente ilegais
e) Guardar sigilo sobre assunto da repartição

O servidor deve desobedecer ordens manifestamente ilegais (art. 116, IV).


Identifica-se que a única resposta possível é a alternativa errada. Esse raciocínio é importante
porque a banca, como a FGV, pode formular questões em que apenas a alternativa incorreta
deve ser indicada.

05. A representação contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder:


a) Pode ser feita de forma anônima, sem via hierárquica
b) Será encaminhada pela via hierárquica e assegura-se ampla defesa ao representado
c) Dispensa apuração formal se a irregularidade for notória
d) Não é um dever, mas uma faculdade do servidor
e) Deve ser dirigida diretamente à mídia ou ao Ministério Público

Em relação à representação contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder, verifica-se que


ela pode, sim, ser feita de forma anônima, porém deve ser encaminhada pela via hierárquica,
e deve-se assegurar ampla defesa ao representado. Não há dispensa de formalidade pelo

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simples fato de a irregularidade ser notória, tampouco se trata de uma faculdade: é um


dever do servidor. Além disso, a representação não deve ser dirigida diretamente à mídia
ou ao Ministério Público.

GABARITO
01. E 03. c 05. b
02. C 04. d

�Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula
preparada e ministrada pelo professor Beto Fernandes.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura
exclusiva deste material.

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