ROTEIRO DE ATIVIDADE PRÁTICA
CURSO(s): Ciências Biológicas
DISCIPLINA: Ecologia Aplicada
ATIVIDADE PRÁTICA ÚNICA
TÍTULO DA ATIVIDADE: Elaboração de um Plano de Recuperação de Área
Degradada (PRAD).
PARA REALIZAR ESTA ATIVIDADE, VOCÊ PRECISA DE:
- um computador com acesso ao Google Earth ([Link]
BR/earth/)
- acesso a editor de texto e leitor de PDF
OBJETIVO DO PROCEDIMENTO
• elaborar um Plano de Restauração de Área Degradada (PRAD).
MATERIAL QUE SERÁ DISPONIBILIZADO PELO POLO
Não se aplica. Caso o aluno deseje, poderá realizar no laboratório de informática
PROCEDIMENTOS
Caro aluno, começaremos agora nossa atividade prática da disciplina de Ecologia
Aplicada. Para alcançar o objetivo da atividade, iremos apresentar um caso hipotético
em uma bacia hidrográfica real, a sub-bacia do rio Guapiaçu, localizada na bacia do rio
Macacu em área rural do Rio de Janeiro.
Você deverá escolher dentre áreas degradadas de uma bacia hidrográfica aquela que
deve ser utilizada para um plantio de restauração. Nesta atividade, o aluno deverá
analisar a localização das áreas degradadas sugeridas, suas características, seus prós
e contras para a realização de um plantio de restauração. Deverão usar conceitos
relacionados a Ecologia de Paisagem e Ecologia de Comunidades, mormente
relacionado a sucessão ecológica. Deverá ser capaz de escolher a área com base na
argumentação sobre conceitos como conectividade (proximidade com outras áreas
verdes), tamanho, declividade, proximidade de rios e fontes de água e outras que achar
pertinente, fazendo a argumentação da sua escolha.
Após isso, irá elaborar um Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD)
descrevendo seus principais elementos, tais como lista de espécies utilizadas e
procedimentos do plantio. Para isso, o aluno deverá desenvolver as habilidades de
organização e redação de um plantio de restauração.
O trabalho será feito em duas etapas, na primeira, você terá de escolher a área em que
o plantio será realizado. E na segunda, você terá de montar um PRAD com algumas
informações básicas. Vamos a elas.
Etapa 1- Escolha da área de plantio
Para começar você deve acessar o endereço do Google Earth
([Link] e buscar as áreas propostas para
restauração, descritas como local 1, 2 e 3. Para localizar as áreas no Google Earth basta
copiar e colar as coordenadas do jeito que estão abaixo no buscador do aplicativo (a
lupa no canto esquerdo). Abaixo estão as coordenadas de cada uma das áreas e as
imagens da localização na região e do local de cada um deles.
Imagem da localização dos 3 locais sugeridos
Local 1- 22º31'24"S 42º44'16"W, perímetro 1.025,37 m, área 59.630,27 m²
Local 2 - 22º33'21"S 42º44'42"W. perímetro 1.136,1 m, área 79.437,71 m²
Local 3 – 22º26'33"S 42º48'22"W, perímetro 1172,57, área 67.106,47 m²
Etapa 2- Montagem do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD).
Com base nos critérios de escolha da área, deve-se agora proceder a confecção do
PRAD. Para isso, vamos usar um tipo de PRAD chamado de simplificado. Para auxiliá-
los na elaboração do PRAD recomendo a leitura de Sartori, R. 2019, Guia Prático para
Elaboração de Projeto de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) em APP. Nota
Técnica n.º 03/2015 | IBAM-PQGA, disponível em
[Link]
de_Projeto_de_Recuperacao_de_Areas_Degradadas_PRAD_em_APP e o modelo de
elaboração de PRAD da Serra da Bocaína, disponível em
[Link]
_e_manejo/Roteiro_PRAD_versao_3.pdf. Com base nesses documentos, pede-se a
elaboração de um PRAD simplificado as seguintes informações.
1. Caracterização da área degradada e entorno: descrever a escolha das áreas já feitas,
apenas adicione mais algumas informações que achar pertinentes.
2. Definição dos parâmetros a serem recuperados com base numa área adotada como
referência ou controle: para isso olhe parâmetros de área basal e densidade total em
estudos de áreas florestadas da região. Sugiro os seguintes estudos: Finotti, R., Kurtz,
B. C., Cerqueira, R., & Garay, I. (2012). Variação na estrutura diamétrica, composição
florística e características sucessionais de fragmentos florestais da bacia do rio
Guapiaçu (Guapimirim/Cachoeiras de Macacu, RJ, Brasil). Acta Botanica Brasilica, 26,
464-475. Disponível em
[Link] e
Kurtz, B. C., & de Araujo, D. S. D. (2000). Composição florística e estrutura do
componente arbóreo de um trecho de Mata Atlântica na Estação Ecológica Estadual do
Paraíso, Cachoeiras de Macacu, Rio de Janeiro, Brasil1. Rodriguésia, 51, 69-112.
Disponível em
[Link]
3. Adoção de um modelo de recuperação: escolher que modelo vai usar dentre plantio
direto, nucleação e outros, justificando sua execução.
4. Detalhamento das técnicas e ações a serem adotadas para a recuperação: listar as
espécies usadas, justificando seu uso com base na sucessão ecológica, por exemplo
(para isso pode utilizar os estudos citados acima também).
5. Inclusão de proposta de monitoramento e avaliação da efetividade da recuperação:
Propor medidas de acompanhamento e monitoramento com base no que foi
estabelecido acima, como vai medir o crescimento vegetal, que métodos usará e que
parâmetros irá medir.
RESULTADOS ESPERADOS
- Elaboração de um PRAD simplificado com as informações pedidas acima.