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Probabilidade Condicionada

O documento aborda o conceito de probabilidade condicional e sua aplicação em problemas práticos, utilizando tabelas, diagramas de Venn e árvores. Exemplos incluem a determinação de probabilidades em situações envolvendo bolas de diferentes cores e dados com faces específicas. Além disso, discute a probabilidade de eventos em contextos escolares e fornece fórmulas para cálculos de probabilidade em eventos independentes.

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ana lopes
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Probabilidade Condicionada

O documento aborda o conceito de probabilidade condicional e sua aplicação em problemas práticos, utilizando tabelas, diagramas de Venn e árvores. Exemplos incluem a determinação de probabilidades em situações envolvendo bolas de diferentes cores e dados com faces específicas. Além disso, discute a probabilidade de eventos em contextos escolares e fornece fórmulas para cálculos de probabilidade em eventos independentes.

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Probabilidades

Probabilidade Condicionada
O conceito de probabilidade condicional é um dos mais importantes da teoria das probabilidades.

Na realidade, estamos muitas vezes interessados em calcular a probabilidade de um


acontecimento quando já conhecemos alguma informação que diz respeito ao resultado da
experiência.

Como sabemos que a flor é amarela a resposta é imediata observando a tabela: há no ramo cinco
3
flores amarelas entre as quais três são rosas. Logo, a probabilidade pedida é 5

Na resolução de problemas envolvendo o cálculo de probabilidade condicionada é de grande


utilidade utilizar tabelas de dupla entrada, diagramas de Venn ou diagramas em árvore, de acordo
com os dados fornecidos no enunciado.

p1
Probabilidades

Neste tipo de problemas também é útil, quando a experiência aleatória se desenvolve em várias
fases, usar um diagrama em árvore.

Suponhamos que, numa primeira fase, se verifica um de dois acontecimentos A ou o seu contrário
𝐴̅ e, seguidamente, um dos acontecimentos B ou 𝐵̅.

𝑃(𝐴) = 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵̅)

𝑃(𝐵) = 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) + 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴̅)

Repara que a tabela e o diagrama de Venn são preenchidos usando probabilidades de interseção,
enquanto o diagrama em árvore apresenta probabilidades condicionadas ao acontecimento do
ramo que o precede.

Acontecimentos independentes

1. Considere que existem três caixas, tais que:


• a caixa 1 tem bolas brancas e bolas pretas, em igual número;
• a caixa 2 tem apenas bolas brancas;
• a caixa 3 está vazia.
As bolas são indistinguíveis ao tato.

1.1. Considere a experiência que consiste em retirar, ao acaso, uma bola de cada uma das caixas
1 e 2, colocá-las na caixa 3 e retirar, em seguida e também ao acaso, uma bola da caixa 3.

p2
Probabilidades

Sabendo que a bola retirada da caixa 3 é branca, determine a probabilidade de as duas bolas aí
colocadas serem uma de cada cor.

Sejam 𝑃1 e 𝐵3 os acontecimentos:
𝑃1 : «A bola retirada da caixa 1 é preta.»
𝐵3 : «A bola retirada da caixa 3 é branca.»
Pretende-se determinar a probabilidade de as duas bolas colocadas na caixa 3 serem uma
branca e uma preta, ou seja, pretende-se determinara probabilidade condicionada 𝑃(𝑃1 |𝐵3 ).

1
𝐵3
2 𝑃(𝑃1 ∩ 𝐵3 ) 𝑃(𝑃1 ) × 𝑃(𝐵3 |𝑃1 )
𝑃(𝑃1 |𝐵3 ) = = =
1 𝑃(𝐵3 ) 𝑃(𝑃1 ∩ 𝐵3 ) + 𝑃(𝑃̄1 ∩ 𝐵3 )
𝑃1
2
1 1 1 1 1
̅̅̅
𝐵3 2 ×2 4 4 1
2 = = =4= =
𝐵3 1 1 1 1 1 3 12 3
1 × + ×1 +
2 2 2 4 2 4
1 ̅̅̅
𝑃1
2
0
̅̅̅
𝐵3

1.2. Admita agora que todas as bolas são colocadas num saco. Sabe-se que:
• na extração, ao acaso, de uma bola do saco, a probabilidade de esta ser preta é
1
4
;

• a extração ao acaso, sucessivamente e sem reposição, de duas bolas do saco, a


2
probabilidade de serem ambas pretas é 35.

Determine o número de bolas pretas que estão no saco.

1 1
Se na extração ao acaso de uma bola do saco a probabilidade de esta ser preta é , então das bolas
4 4

do saco são pretas e as restantes são brancas. Logo, se considerarmos que estão no saco n bolas
pretas, o número total de bolas aí existentes é igual a 4n .
Na extração ao acaso, sucessivamente e sem reposição, de duas bolas do saco, a probabilidade de
serem ambas pretas é dada por :
1 𝑛−1 𝑛−1
4
× 4𝑛−1 = 16𝑛−4

Probabilidade de retirar uma segunda bola


preta depois de já se ter retirado uma primeira
bola preta
Probabilidade de a primeira bola retirada ser
preta

p3
Probabilidades

𝑛−1 2
= ⇔ 35𝑛 − 35 = 32𝑛 − 8 ⇔ 3𝑛 = 27 ⇔ 𝑛 = 9
16𝑛 − 4 35 𝑛∈ℕ

Estão 9 bolas pretas no saco.


2. Num saco estão quatro dados cúbicos equilibrados,
indistinguíveis ao tato. Três dos dados, ditos normais, têm as
faces numeradas de 1 a 6. O quarto dado tem quatro faces
numeradas com o número 1 e duas faces com o número 3.

Um dos dados é escolhido ao acaso e lançado.


Determine a probabilidade de ter sido escolhido um dos dados com
as faces numeradas de 1 a 6, sabendo que saiu uma face com número
ímpar.

Sejam os acontecimentos:

N: “O dado escolhido é normal.”


I: “Sai uma face com número ímpar.”
3
𝑃(𝑁) = 4

1
𝑃(𝐼|𝑁) = (Num dado normal, metade das faces têm número ímpar.)
2

𝑃(𝐼|𝑁) = 1 (No outro dado, todas as faces têm número ímpar.)


3 1 3
𝑃(𝑁 ∩ 𝐼) = 𝑃(𝑁)𝑃(𝐼|𝑁) = × =
4 2 8

1 1
𝑃(𝑁 ∩ 𝐼) = 𝑃(𝑁)𝑃(𝐼|𝑁) = 4 × 1 = 4

3 1 3 2 5
𝑃(𝐼) = 𝑃(𝑁 ∩ 𝐼) + 𝑃(𝑁 ∩ 𝐼) = + = + =
8 4 8 8 8

3
𝑃(𝑁 ∩ 𝐼) 3
𝑃(𝑁|𝐼) = = 8 =
𝑃(𝐼) 5 5
8

3. Numa escola do 1.º ciclo verificou-se que 20% dos alunos eram estrangeiros. Sabe-se ainda
que, nessa escola, 15% dos alunos estrangeiros têm 10 ou mais anos de idade e, entre os
alunos nacionais, apenas 5% têm idade igual ou superior a 10 anos.
Um aluno dessa escola vai ser selecionado ao acaso. Qual é a probabilidade de esse aluno
ser estrangeiro ou ter idade superior ou igual a 10 anos?

p4
Probabilidades

Sejam os acontecimentos:
E: “O aluno selecionado é estrangeiro”
I: “O aluno selecionado tem 10 ou mais anos de idade”
É dado que:
𝑃(𝐸) = 20% = 0,2 𝐼 𝐼
𝑃(𝐼|𝐸) = 15% = 0,15
𝑃(𝐼|𝐸) = 5% = 0,05 𝐸 0,03 0,2

𝐸 0,04

0,07 1
Pretende-se determinar 𝑃(𝐸 ∪ 𝐼):
𝑃(𝐸 ∪ 𝐼) = 𝑃(𝐸) + 𝑃(𝐼) − 𝑃(𝐸 ∩ 𝐼)
𝑃(𝐼 ∩ 𝐸)
𝑃(𝐼|𝐸) = 0,15 ⇔ = 0,15
𝑃(𝐸)
𝑃(𝐼 ∩ 𝐸) = 𝑃(𝐸) × 0,15 = 0,2 × 0,15 = 0,03
𝑃(𝐼 ∩ 𝐸)
𝑃(𝐼|𝐸) = 0,05 ⇔ = 0,05
𝑃(𝐸)
𝑃(𝐼 ∩ 𝐸) = 𝑃(𝐸) × 0,05 = (1 − 0,2) × 0,05 = 0,04
𝑃(𝐼) = 𝑃(𝐼 ∩ 𝐸) + 𝑃(𝐼 ∩ 𝐸) = 0,03 + 0,04 = 0,07
𝑃(𝐸 ∪ 𝐼) = 𝑃(𝐸) + 𝑃(𝐼) − 𝑃(𝐸 ∩ 𝐼) = 0,2 + 0,07 − 0,03 = 0,24

4. Seja 𝐸 o espaço amostral associado a uma certa experiência aleatória.

Sejam 𝐴 e 𝐵 dois acontecimentos (𝐴 ⊂ 𝐸 e 𝐵 ⊂ 𝐸).

Sabe-se que:

• 𝑃(𝐴) = 0,2 • 𝑃(𝐵|𝐴) = 0,5 • 𝑃(𝐵|𝐴) = 0,25


Determine o valor de 𝑃(𝐴|𝐵).

Apresente o resultado na forma de fração irredutível.

𝑃(𝐴) = 0,2 𝑃(𝐵|𝐴) = 0,5 𝑃(𝐵|𝐴) = 0,25


𝑃(𝐴∩𝐵)
𝑃(𝐴|𝐵) = 𝑃(𝐵)
Precisamos de determinar 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) e 𝑃(𝐵).

𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)
𝑃(𝐵|𝐴) = 0,5 ⇔ = 0,5 ⇔ = 0,5 ⇔
𝑃(𝐴) 0,2
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 0,2 × 0,5 ⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 0,1

𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) 𝑃(𝐵 ∪ 𝐴)
𝑃(𝐵|𝐴) = 0,25 ⇔ = 0,25 ⇔ = 0,25 ⇔
𝑃(𝐴) 1 − 𝑃(𝐴)

p5
Probabilidades

1 − 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵)
⇔ = 0,25 ⇔ 1 − 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 0,8 × 0,25 ⇔
0,8
⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 1 − 0,2 ⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 0,8

𝑷(𝑨 ∪ 𝑩) = 𝑷(𝑨) + 𝑷(𝑩) − 𝑷(𝑨 ∩ 𝑩)


𝟎, 𝟖 = 𝟎, 𝟐 + 𝑷(𝑩) − 𝟎, 𝟏 ⇔ 𝑷(𝑩) = 𝟎, 𝟖 − 𝟎, 𝟏 ⇔ 𝑷(𝑩) = 𝟎, 𝟕
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) 0,1 1
𝑃(𝐴|𝐵) = = =
𝑃(𝐵) 0,7 7
5. Seja E um conjunto finito, P uma probabilidade em P ( E ) e sejam A e B dois

acontecimentos possíveis ( A , B P ( E ) ) .

5.1. Mostre que P ( A  B ) − P ( A )  P ( B | A ) = P ( B ) .


P ( A  B ) = P ( A) + P ( B ) − P ( A  B )
𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) − 𝑃(𝐴) × 𝑃(𝐵̄ |𝐴) = P ( A)  P ( B | A) = P ( A  B )
= 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵̄ ) =
= 𝑃(𝐵) + [𝑃(𝐴) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)] − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵̄ ) = P ( A) = P ( A  B ) + P ( A  B ) 
= 𝑃(𝐵) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵̄ ) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵̄) =  P ( A) − P ( A  B ) = P ( A  B )
= 𝑃(𝐵)

5.2. Sabe-se que:


1 1 2
• P ( A | B) = • P ( B | A) = • P( A  B) =
3 4 5

Determine o valor de P ( B ) .
1 𝑃(𝐴∩𝐵) 1 1
𝑃(𝐴|𝐵) = ⇔ = ⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐵) (1)
3 𝑃(𝐵) 3 3
1 𝑃(𝐵∩𝐴) 1
𝑃(𝐵|𝐴) = ⇔ = ⇔ 𝑃(𝐴) = 4𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) ⇔ 𝑃(𝐴) = 4𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) (2)
4 𝑃(𝐴) 4
2 2 2 3
𝑃(𝐴̄ ∩ 𝐵̄ ) = ⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = ⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 1 − ⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = (3)
5 5 5 5
𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)
3 3
= 4𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔ = 3𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) + 𝑃(𝐵) ⇔ (3) e (2)
5 5
3 1
⇔ = 3 × 𝑃(𝐵) + 𝑃(𝐵) ⇔ (1)
5 3
3 1 3
⇔ = 2𝑃(𝐵) ⇔ 𝑃(𝐵) = × ⇔
5 2 5
3
⇔ 𝑃(𝐵) =
10

6. O refeitório de uma empresa serve apenas almoços e jantares. Os trabalhadores da


empresa podem aí tomar uma das refeições ou as duas.
No dia 31 de maio verificou-se que:
• metade dos trabalhadores que usaram a cantina, almoçaram e jantaram;

p6
Probabilidades

• o número de trabalhadores que almoçaram na cantina é igual ao número de


trabalhadores que aí jantaram.

Escolhe-se, ao acaso, um trabalhador dessa empresa. Sabendo que esse trabalhador almoçou na
cantina no dia 31 de maio, determine a probabilidade de aí também ter jantado nesse dia.
Na escolha ao acaso de um trabalhador da empresa, sejam os acontecimentos:

A: “O trabalhador escolhido almoçou na cantina no dia 31 de maio”

B: “O trabalhador escolhido jantou na cantina no dia 31 de maio”

É dado que:
1
• 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) ⇔ 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 2𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)
2

• 𝑃(𝐴) = 𝑃(𝐵)
𝑃(𝐴∩𝐵)
Pretende-se determinar 𝑃(𝐵|𝐴) = 𝑃(𝐴)
.

𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔


P ( A  B ) = 2P ( A  B )
⇔ 2𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐴) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔
P ( A) = P ( B )

⇔ 2𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 2𝑃(𝐴) ⇔

⇔ 3𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 2𝑃(𝐴) ⇔
P ( A)  0
𝑃(𝐴∩𝐵) 𝑃(𝐴∩𝐵) 2
⇔3 =2⇔ =
𝑃(𝐴) 𝑃(𝐴) 3

2
Logo, a probabilidade pedida é igual a 3 .

7. Seja 𝑆 o espaço amostral (espaço de resultados) associado a uma certa experiência


aleatória.

Sejam A e B dois acontecimentos (𝐴 ⊂ 𝑆 e 𝐵 ⊂ 𝑆), com 𝑃(𝐴) > 0.

Mostre que 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵|𝐴) = 𝑃(𝐵|𝐴).

𝑃(𝐴∩𝐵∩𝐴)
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵|𝐴) = 𝑃(𝐴)
=

𝑃((𝐴∪𝐵)∩𝐴) 𝑃((𝐴∩𝐴)∪(𝐵∩𝐴))
= 𝑃(𝐴)
= 𝑃(𝐴)
=

𝑃(∅∪(𝐵∩𝐴)) 𝑃(𝐵∩𝐴)
= 𝑃(𝐴)
= 𝑃(𝐴)
= 𝑃(𝐵|𝐴)

p7
Probabilidades

8. Seja E um conjunto finito, P uma probabilidade em P ( E ) e sejam A e B dois

acontecimentos possíveis ( A , B P ( E ) )

( ( )) ( )
Sabe-se que P B  A  B = P B + P ( A  B )

Qual é o valor de P ( A | B ) ?

1 1 1 2
(A) (B) (C) (D)
4 3 2 3

𝑃 (𝐵 ∪ (𝐴 ∩ 𝐵)) = 𝑃 ((𝐵 ∪ 𝐴) ∩ (𝐵 ∪ 𝐵)) = 𝑃 ((𝐵 ∩ 𝐴) ∩ 𝐸) =

= 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) = 1 − 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴)

𝑃 (𝐵 ∪ (𝐴 ∩ 𝐵)) = 𝑃(𝐵) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔

⇔ 1 − 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) = 1 − 𝑃(𝐵) + 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔


⇔ −2𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) = −𝑃(𝐵) ⇔
1
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 2 𝑃(𝐵) ⇔
𝑃(𝐴∩𝐵) 1 1
⇔ 𝑃(𝐵)
= 2 ⇔ 𝑃(𝐴|𝐵) = 2

Resposta: (C)

9. Uma caixa 1 contém várias bolas numeradas.


Uma caixa 2 contém 31 bolas numeradas com números pares e algumas bolas numeradas com
números ímpares.

1 2
Considere a experiência que consiste em tirar simultaneamente e ao acaso duas bolas da caixa 1,
colocá-las na caixa 2 e, em seguida, tirar, também ao acaso, uma bola da caixa 2.

Sejam A e B os acontecimentos:

A: “A soma dos números das bolas tiradas da caixa 1 é um número ímpar”

B: “A bola retirada da caixa 2 tem um número ímpar”

p8
Probabilidades

1
Sabendo que P ( B | A) = , o número de bolas com número ímpar que inicialmente estavam na
3
caixa 2 é:

(A) 18 (B) 15 (C) 12 (D) 9

𝑃(𝐵|𝐴) significa a probabilidade de retirar da caixa 2 uma bola com número ímpar, sabendo que
se retiraram da caixa 1 duas bolas cuja soma dos respetivos números é um número ímpar, ou seja,
uma das bolas tem número par e a outra tem número ímpar.
Seja n o número de bolas com número ímpar que estavam na caixa 2.
Dado sabermos que na caixa 2 foi introduzida uma bola com número par e outra com número
ímpar podemos concluir que esta caixa ficou com a seguinte composição:
Bolas com número ímpar: 𝑛+1
Bolas com número par: 31 + 1
Total de bolas na caixa: 𝑛 + 33
𝑛+1
Então, 𝑃(𝐵|𝐴) =
𝑛+33
1 𝑛+1 1 𝑛∈ℕ
𝑃(𝐵|𝐴) = 3 ⇔ 𝑛+33 = 3 ⇔

⇔ 3𝑛 + 3 = 𝑛 + 33 ⇔ 2𝑛 = 30 ⇔ 𝑛 = 15

Resposta: (B)

10. Tendo em vista a renovação dos quadros, o departamento de recursos humanos de uma
empresa concluiu que:

• o número de trabalhadores que se encontram em condições de pré-


reforma é igual a metade do número de homens que trabalham na
empresa;

• seis em cada dez trabalhadores da empresa em condições de pré-


reforma são homens;

• 75% das mulheres que trabalham na empresa não estão em condições


de pré-reforma.

10.1. Mostre que em cada 18 trabalhadores da empresa, cinco estão em


condições de pré-reforma.
Na escolha, ao acaso, de um trabalhador da empresa, sejam os acontecimentos:
H: “O trabalhador escolhido é um homem”;

p9
Probabilidades

R: “O trabalhador escolhido está em condições de pré-reforma”


É dado que:
1
• 𝑃(𝑅) = 2 𝑃(𝐻) ⇔ 𝑃(𝐻) = 2𝑃(𝑅)
6
• 𝑃(𝐻|𝑅) = 10 = 0,6

• 𝑃(𝑅|𝐻) = 0,75
𝑃(𝐻∩𝑅)
𝑃(𝐻|𝑅) = 0,6 ⇔ 𝑃(𝑅)
= 0,6 ⇔ 𝑃(𝐻 ∩ 𝑅) = 0,6𝑃(𝑅)

𝑃(𝑅∩𝐻)
𝑃(𝑅|𝐻) = 0,75 ⇔ 𝑃(𝐻)
= 0,75 ⇔

⇔ 𝑃(𝑅 ∪ 𝐻) = 0,75𝑃(𝐻) ⇔
⇔ 1 − 𝑃(𝑅 ∪ 𝐻) = 0,75[1 − 𝑃(𝐻)] ⇔
P ( H ) = 2P ( R ) e
⇔ 1 − [𝑃(𝑅) + 𝑃(𝐻) − 𝑃(𝑅 ∩ 𝐻)] = 0,75 − 0,75𝑃(𝐻) ⇔ P ( H  R ) = 0, 6 P ( R )

⇔ 1 − 𝑃(𝑅) − 2𝑃(𝑅) + 0,6𝑃(𝑅) = 0,75 − 0,75 × 2𝑃(𝑅) ⇔ 0, 75  2 = 1,5

⇔ −𝑃(𝑅) − 2𝑃(𝑅) + 0,6𝑃(𝑅) + 1,5𝑃(𝑅) = 0,75 − 1 ⇔ − 1 − 2 + 0, 6 + 1,5 = −0,9


0,25
⇔ −0,9𝑃(𝑅) = −0,25 ⇔ 𝑃(𝑅) = 0,9

25 5
⇔ 𝑃(𝑅) = 90 ⇔ 𝑃(𝑅) = 18
5
Portanto, como 𝑃(𝑅) = , podemos concluir que cinco em cada 18 trabalhadores da empresa,
18

estão em condições de pré-reforma.

10.2. Se a empresa tem 540 trabalhadores, quantos destes são mulheres?


5 5
𝑃(𝐻) = 2𝑃(𝑅) = 2 × 18 = 9
5 4
𝑃(𝐻) = 1 − 9 = 9
4
9
dos trabalhadores da empresa são mulheres.
4
9
× 540 = 240

Trabalham na empresa 540 mulheres.

11. Considere uma empresa em que, relativamente aos seus trabalhadores, se sabe que:

• dois em cada cinco são mulheres;

• 24% são mulheres do quadro da empresa (têm contrato de trabalho


permanente);

p10
Probabilidades

• a terça parte dos homens não pertencem ao quadro (têm contrato de


trabalho a prazo).

11.1. Escolhido, ao acaso, um trabalhador dessa empresa, determine a probabilidade


de esse trabalhador

Sejam os acontecimentos:
𝑀: “O trabalhador escolhido é uma mulher.”
𝐻: “O trabalhador escolhido é um homem.”
𝑄: “O trabalhador escolhido pertence ao quadro da empresa.”
É dado que
2
• 𝑃(𝑀) = 5 = 0,4
Q
• 𝑃(𝑀 ∩ 𝑄) = 0,24 0,6
1
• 𝑃(𝑄|𝐻) = 3 M
0,4
0, 4
Q
No diagrama ao lado registaram-se os 2 Q
valores dados bem como aqueles que 3
0,6
foram sendo sucessivamente H

determinados. 1
Q
3

a) pertencer ao quadro da empresa, sabendo que é uma mulher;

𝑃(𝑄∩𝑀) 0,24
𝑃(𝑄|𝑀) = 𝑃(𝑀)
= 0,4
= 0,6

b) pertencer ao quadro da empresa;

𝑃(𝐻) = 1 − 𝑃(𝑀) = 1 − 0,4 = 0,6


1 2
𝑃(𝑄|𝐻) = 1 − 𝑃(𝑄|𝐻) = 1 − 3 = 3

𝑃(𝑄) = 𝑃(𝑀 ∩ 𝑄) + 𝑃(𝐻 ∩ 𝑄)


= 0,24 + 𝑃(𝐻) × 𝑃(𝑄|𝐻) =
2
= 0,24 + 0,6 × 3 = 0,24 + 0,4 = 0,64

c) ser um homem sabendo que não pertence ao quadro da empresa.

𝑃(𝐻∩𝑄)
𝑃(𝐻|𝑄) = 𝑃(𝑄)

p11
Probabilidades

1
𝑃(𝐻 ∩ 𝑄) = 𝑃(𝐻) × 𝑃(𝑄|𝐻) = 0,6 × 3 = 0,2

𝑃(𝑄) = 1 − 𝑃(𝑄) = 1 − 0,64 = 0,36


𝑃(𝐻∩𝑄) 0,2 5
𝑃(𝐻|𝑄) = 𝑃(𝑄)
= 0,36 = 9

11.2. Determine o número de trabalhadores da empresa, sabendo que 36 destes são


mulheres que não pertencem ao quadro.

𝑃(𝑄|𝑀) = 1 − 𝑃(𝑄|𝑀) = 1 − 0,6 = 0,4

𝑃(𝑀 ∩ 𝑄) = 𝑃(𝑀) × 𝑃(𝑄|𝑀) = 0,4 × 0,4 = 0,16


16% dos trabalhadores são mulheres que não pertencem ao quadro.
Seja x o número total de trabalhadores.
36
0,16𝑥 = 36 ⇔ 𝑥 = ⇔ 𝑥 = 225
0,16

A empresa tem 225 trabalhadores.

12. Seja E um conjunto finito, P uma probabilidade em P ( E ) e sejam A e B dois

acontecimentos ( A, B P ( E ) ) .

Sabe-se que

• P ( A ) = 0,6 • P ( A  B ) = 0,1 • P ( A | B ) = 0,5

(
Qual é o valor de P A  B ? )
(A) 0,2 (B) 0,3 (C) 0,5 (D) 0,7

𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 1 − 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) =


= 1 − [𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)] =
= 1 − [0,6 + 𝑃(𝐵) − 0,1] = 1 − 0,5 − 𝑃(𝐵) = 0,5 − 𝑃(𝐵)
Precisamos calcular 𝑃(𝐵).
𝑃(𝐴∩𝐵) 0,1
𝑃(𝐴|𝐵) = 0,5 ⇔ 𝑃(𝐵)
= 0,5 ⇔ 𝑃(𝐵) = 0,5 ⇔
0,1 1
⇔ 0,1 = 0,5𝑃(𝐵) ⇔ 𝑃(𝐵) = 0,5 ⇔ 𝑃(𝐵) = 5
1 1 5 2 3
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 0,5 − 𝑃(𝐵) = − = − = = 0,3
2 5 10 10 10

Resposta: (B)

p12
Probabilidades

13. Seja E um conjunto finito, P uma probabilidade em P ( E ) e sejam A e B dois

acontecimentos ( A, B P ( E ) ) tais que

• P ( A ) = 0,8

• P ( B ) = 0, 4

1 1
Mostre que  P ( B | A)  .
4 2
• Sabemos que, como 𝐴 ∩ 𝐵 ⊂ 𝐵 então 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≤ 𝑃(𝐵).
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≤ 𝑃(𝐵) ⇔
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≤ 0,4 ⇔
𝑃(𝐴∩𝐵) 0,4
⇔ ≤ 0,8 ⇔ P ( A ) = 0,8
0,8

𝑃(𝐴∩𝐵) 4 P ( A  B)
⇔ ≤8⇔ = P ( B | A)
𝑃(𝐴) P ( A)

1
⇔ 𝑃(𝐵|𝐴) ≤ 2 ⇔

• 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) ≤ 1 ⇔
⇔ 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≤ 1 ⇔
⇔ 0,8 + 0,4 − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≤ 1 ⇔
⇔ 1,2 − 1 ≤ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ≥ 0,2 ⇔
𝑃(𝐴∩𝐵) 0,2
⇔ ≥ ⇔
0,8 0,8

𝑃(𝐴∩𝐵) 2 P ( A  B)
⇔ ≥8⇔ = P ( B | A)
𝑃(𝐴) P ( A)

1
⇔ 𝑃(𝐵|𝐴) ≥ 4 ⇔
1 1
Portanto, ≤ 𝑃(𝐵|𝐴) ≤ .
4 2

14. Numa caixa (caixa 1) foram introduzidas bolas brancas e bolas pretas. Por cada bola
branca foram introduzidas duas bolas pretas.
• Uma segunda caixa (caixa 2) tem apenas bolas pretas.
• Uma terceira caixa (caixa 3) está vazia.
• As bolas são indistinguíveis ao tato.

p13
Probabilidades

14.1. Considere a experiência que consiste em retirar, ao acaso, uma bola de cada uma das
caixas 1 e 2, colocá-las na caixa 3 e, em seguida, retirar, também ao acaso, uma bola da
caixa 3.
Sejam A e B os acontecimentos:
A: «A bola retirada da caixa 1 é preta.»
B: «A bola retirada da caixa 3 é preta.»
Determine o valor da probabilidade condicionada P ( A | B ) .

Se por cada bola branca introduzida na caixa 1 foram introduzidas duas bolas pretas então
2
a terça parte das bolas que ficaram na caixa 1 são brancas. Logo, 𝑃(𝐴) = 3.

O diagrama em árvore ilustra a situação:

Se saiu bola preta da caixa um ficaram 2 bolas


pretas e 0 brancas na caixa 3

Se saiu bola branca da caixa um ficaram 1 bola


branca e 1 bola preta na caixa 3

𝑃(𝐴∩𝐵) 𝑃(𝐴)×𝑃(𝐵|𝐴)
𝑃(𝐴|𝐵) = 𝑃(𝐵)
= 𝑃(𝐴∩𝐵)+𝑃(𝐴̄∩𝐵) =

2 2 2 2
3 ×1 3 3 2×6 4
= = = =3= =
2 1 1 2 1 4 1 5 5×3 5
3 × 1 + × +
3 2 3 6 +
6 6 6

14.2. Admita agora que todas as bolas, num total de 15, são colocadas num saco.
Sabe-se que na extração, simultânea e ao acaso, de duas bolas do saco, a probabilidade
1
de serem ambas pretas é .
5
Determine o número de bolas pretas que estão no saco.

Na extração, simultânea e ao acaso, de duas bolas do saco, a probabilidade de serem ambas


𝑛
𝐶
pretas é dada por 15𝐶2 ,sendo n é o número de bolas pretas que estão no saco.
2
𝑛 𝑛(𝑛−1)
𝐶2 1 1 𝑛2 −𝑛 1 15×14
15
𝐶2
=5⇔ 2
15×14 = 5 ⇔ 15×14 = 5 ⇔ 𝑛2 − 𝑛 = 5

2
⇔ 𝑛2 − 𝑛 = 3 × 14 ⇔ 𝑛2 − 𝑛 − 42 = 0 ⇔

p14
Probabilidades

1±√1+4×42 1±√169
⇔𝑛= 2
⇔ 𝑛= 2

1±13
⇔𝑛= 2 𝑛∈ℕ
⇔ 𝑛= 7
No saco, estão 7 bolas pretas.

15. Seja S, conjunto finito, o espaço amostral associado a uma dada experiência aleatória.

Sejam A e B acontecimentos (𝐴 ⊂ 𝑆 e 𝐵 ⊂ 𝑆).

Sabe-se que:
• 𝑃(𝐴) = 0,4
• 𝑃(𝐵) = 0,6
• 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 0,8

15.1. O valor da probabilidade condicionada 𝑃(𝐴|𝐵) é:


1 1 1 𝟏
(A) 2
(B) 3
(C) 4
(D) 𝟓

𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)


0,8 = 0,4 + 0,6 − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 1 − 0,8 ⇔
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 0,2

𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) 0,2 1
𝑃(𝐴|𝐵) = = =
𝑃(𝐵) 0,6 3
Resposta: (B)

15.2. Determine o valor da probabilidade condicionada 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵|𝐴).

𝑃(𝐴∩𝐵∩𝐴)
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵|𝐴) = 𝑃(𝐴)
𝐴 ∩ 𝐵 ∩ 𝐴 = (𝐴 ∪ 𝐵) ∩ 𝐴 =
= (𝐴 ∩ 𝐴) ∪ (𝐵 ∩ 𝐴) =
= ∅ ∪ (𝐵 ∩ 𝐴) = 𝐴 ∩ 𝐵
𝑃(𝐴∩𝐵∩𝐴)
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵|𝐴) = =
𝑃(𝐴)
𝑃(𝐴∩𝐵) 𝑃(𝐴)−𝑃(𝐴∩𝐵)
= 𝑃(𝐴)
= 𝑃(𝐴)
=
0,4−0,2 0,2 1
= 0,4
= 0,4
=2

p15
Probabilidades

16. Sejam 𝐸 um conjunto finito, não vazio, e 𝑃 uma probabilidade no conjunto 𝒫(𝐸).

Sejam 𝐴, 𝐵 ∈ 𝒫(𝐸) dois acontecimentos possíveis.

Mostre que:

𝑃(𝐵) 𝑃(𝐴) − 1
+ 𝑃((𝐴 ∪ 𝐵)| 𝐴̅ ) × = 𝑃(𝐵|𝐴)
𝑃(𝐴) 𝑃(𝐴)

𝑃(𝐵) 𝑃(𝐴)−1 𝑃(𝐵) 𝑃((𝐴∪𝐵)∩𝐴 ) ̅


𝑃(𝐴)−1
𝑃(𝐴)
+ 𝑃((𝐴 ∪ 𝐵)| 𝐴̅ ) × 𝑃(𝐴) = 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐴̅ )
× 𝑃(𝐴) =

𝑃(𝐵) ̅ )∪(𝐵∩𝐴
𝑃((𝐴∩𝐴 ̅ )) 𝑃(𝐴)−1
= + ̅ )
× =
𝑃(𝐴) 𝑃(𝐴 𝑃(𝐴)

𝑃(𝐵) 𝑃(∅∪(𝐵∩𝐴̅ )) 𝑃(𝐴)−1


= 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐴̅ )
× 𝑃(𝐴) =
𝑃(𝐵) 𝑃(𝐵∩𝐴̅) 𝑃(𝐴)−1
= 𝑃(𝐴) + ̅
𝑃(𝐴 )
× 𝑃(𝐴)
=
𝑃(𝐵) 𝑃(𝐵∩𝐴̅) −𝑃(𝐴̅ )
= 𝑃(𝐴) + × = Cálculos auxiliares
̅
𝑃(𝐴 ) 𝑃(𝐴)
𝑃(𝐵) ̅)
𝑃(𝐵∩𝐴 • 𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐴̅ ) = 1 ⇔ 𝑃(𝐴) − 1 = −𝑃(𝐴̅ )
= 𝑃(𝐴) − 𝑃(𝐴)
=
• 𝑃(𝐵) = 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴) + 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴̅ )
̅)
𝑃(𝐵)−𝑃(𝐵∩𝐴
= = ⇔ 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴̅ ) = 𝑃(𝐵 ∩ 𝐴)
𝑃(𝐴)
𝑃(𝐵∩𝐴)
= 𝑃(𝐴)
=

= 𝑃(𝐵|𝐴)

17. Seja 𝐸, conjunto finito, o espaço amostral associado a uma certa experiência aleatória, e
sejam 𝐴 e 𝐵 dois acontecimentos possíveis e não certos (𝐴 ⊂ 𝐸 e 𝐵 ⊂ 𝐸).

Sabe-se que:

• ̅̅̅̅̅̅̅
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵)

• 4 𝑃(𝐴) = 9 𝑃(𝐵̅ )

Determine o valor de 𝑃(𝐵|𝐴).

Apresente o resultado na forma de fração irredutível.


̅̅̅̅̅̅̅
𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6𝑃(𝐴 ∪ 𝐵) ⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6(1 − 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵))
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6 − 6 𝑃(𝐴 ∪ 𝐵)
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6 − 6(𝑃(𝐴) + 𝑃(𝐵) − 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵))
⇔ 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) = 6 − 6 𝑃(𝐴) − 6 𝑃(𝐵) + 6 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)

⇔ −6 + 6 𝑃(𝐴) + 6 𝑃(𝐵) = 5 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) (*)

p16
Probabilidades

Por outro lado:


4 𝑃(𝐴) = 9 𝑃( ̅̅𝐵̅̅ ) ⇔ 4 𝑃(𝐴) = 9(1 − 𝑃(𝐵))
⇔ 4 𝑃(𝐴) = 9 − 9 𝑃(𝐵)
4
⇔ 𝑃(𝐵) = 1 − 9 𝑃(𝐴)

4
Substituindo 𝑃(𝐵) por 1 − 𝑃(𝐴) em (*), obtém-se:
9

4 24
−6 + 6 𝑃(𝐴) + 6 (1 − 9 𝑃(𝐴) ) = 5 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵) ⇔ −6 + 6 𝑃(𝐴) + 6 − 9
𝑃(𝐴) = 5 𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)

10
⇔ 𝑃(𝐴) = 5𝑃(𝐴 ∩ 𝐵)
3

10 𝑃(𝐴∩𝐵)
⇔ 15 = 𝑃(𝐴)

2
⇔ 𝑃(𝐵|𝐴 ) =
3

p17

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