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PGRSCC

O Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRSCC) para a Unidade SESC Nossa Senhora do Socorro/Se visa atender à Resolução nº 307 do CONAMA, abordando a classificação, segregação, armazenamento e destinação dos resíduos gerados na obra. O projeto inclui a caracterização dos resíduos, minimização de desperdícios e um cronograma de execução de um ano, com foco na preservação ambiental e na responsabilidade da empresa. A documentação também detalha as ações de comunicação e educação ambiental para todos os envolvidos no processo.

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O Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil (PGRSCC) para a Unidade SESC Nossa Senhora do Socorro/Se visa atender à Resolução nº 307 do CONAMA, abordando a classificação, segregação, armazenamento e destinação dos resíduos gerados na obra. O projeto inclui a caracterização dos resíduos, minimização de desperdícios e um cronograma de execução de um ano, com foco na preservação ambiental e na responsabilidade da empresa. A documentação também detalha as ações de comunicação e educação ambiental para todos os envolvidos no processo.

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Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da Construção Civil

(PGRSCC)

Construção da Unidade SESC Nossa Senhora do Socorro/Se

Junho /2017

Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC)

1
1 - SUMÁRIO

2 Apresentação 02
I - Informações Gerais
I.1 - Identificação da Empresa: 03
I.2 – Engenheiro Responsável pela elaboração do PGRCC 03
I.3 - Caracterização do Empreendimento 04
II - Demolições 05
III - Elementos do Projeto 05
III.1 – Caracterização dos Resíduos Sólidos 05
III.2 – Minimização dos Resíduos: 08
III.3 - Segregação dos Resíduos 09
III.4– Acondicionamento/Armazenamento 10
3 – Transportes: interno e externo 12
4 – Transbordo de Resíduos 14
5– Ações, tratamento e destinação dos Resíduos 14
6 – Comunicação e Educação Ambiental 16
7 – Cronograma de Implantação do Projeto 17
8 – Planejamento de Execução da Obra 17
9 – Referência Bibliográfica 18

2- Apresentação

A Construção Civil é reconhecidamente uma das áreas, cuja atividade tem uma grande influência nas
mudanças ambientais causadas tanto pelo consumo de recursos naturais como pela modificação de
paisagens e principalmente pela geração de resíduos.

O projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC) visa atender à Resolução nº


307 do CONAMA no que diz respeito à responsabilidade da Empresa em relação à preservação ambiental.

2
Este projeto descreve como será feita a classificação, separação, formas de armazenamento
temporário e final dos diversos tipos de material, a movimentação interna e externa e onde serão destinados,
fazendo o acompanhamento e monitoramento através de formulários, para atender com a Resolução
CONAMA nº 307/2005.

I - Informações Gerais

I.1 - Identificação do Empreendedor:

Trata-se do projeto da Unidade SESC Nossa Senhora do Socorro/Se.

I.2 - Engenheiro Responsável pela elaboração do PGRSCC

Ana Amélia Machado de Freitas, Crea 4459/D-Se.

I.3 - Caracterização do Empreendimento:

a) IDENTIFICAÇÃO:

Construção de Unidade SESC Nossa Senhora do Socorro/Se, contemplando Almoxarifados, Campo


Society, Vestiários, Parque Infantil, Academia, Espaço Multiuso e Guarita.

b) LOCALIZAÇÃO:

O imóvel situa-se na Av Perimetral B, Sem Número, Marcos Freire I, Nossa Senhora do Socorro/Se.

c) CARACTERIZAÇÃO DO EMPREENDIMENTO E DO SISTEMA CONSTRUTIVO:

Quadro de áreas

Área total construída: 2.637,11 m²

Prédio Almoxarifado Mesa Brasil: 253,64 m²


Prédio Almoxarifado Administração: 888,44 m²
Prédio Guarita: 77,56 m²
Prédio Academia/Espaço Cultural: 1209,76 m²

3
Prédio Vestiário Infantil: 74,03 m²
Prédio Vestiário Masculino Feminino: 108,61 m²
Casa do Gerador: 14,84m²
Casa de Lixo: 10,23 m²

Campo de Futebol: 1324,89 m²


Parque Infantil: 222,91m²
Arquibancadas: 43,20 m² cada

Área total do terreno 9.768,42 m²

d) PLANTA ARQUITETÔNICA

A planta arquitetônica de implantação da obra, incluindo o canteiro de obras, área total do terreno,
área de projeção da construção e área total construída está demonstrada junto ao processo de licenciamento
deste projeto, a qual no decorrer do desenvolvimento da obra, sofrerá alterações quanto à localização de
baias, centrais de argamassa, ferragens, carpintaria, almoxarifado, e demais áreas, para melhor adequar o
canteiro em relação à organização e facilitar a movimentação.

e) NÚMEROS TOTAIS DE TRABALHADORES, INCLUINDO OS TERCEIRIZADOS:

Pelas características construtivas e em razão do dimensionamento da obra, serão previstos cerca de 20


trabalhadores, distribuídos nos serviços de carpintaria, ferragens, alvenaria, produção de argamassa,
estrutura metálica pintura, limpeza, armazenamento, administração e outros serviços correlatos.

f) CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO DA OBRA.

O Cronograma de execução da obra está demonstrado junto ao processo de licenciamento do de


implantação, cujo prazo de execução da obra está definido para ser realizado em 1(um ) ano, a partir da
assinatura do contrato.

II - Demolições

4
Não haverão demolições, pois sobre a área não existe nenhuma edificação.

III - Elementos do Projeto

III.1 – Caracterização dos Resíduos Sólidos

Os tipos de resíduos sólidos produzidos pelo empreendimento, no que diz respeito a sua
classificação, de acordo com o Art. 3º da Resolução CONAMA 307/2002 estão demonstrados da seguinte
forma:

I - Classe A – são os resíduos reutilizáveis ou recicláveis como agregados, tais como:


a) de construção, demolição, reformas e reparos de pavimentação e de outras obras de infraestrutura,
inclusive solos provenientes de terraplenagem;
b) de construção, demolição, reformas e reparos de edificações, componentes cerâmicos tais como: tijolos,
blocos, telhas, placas de revestimento, etc.

c) de processo de fabricação e/ou demolição de peças pré-moldadas em concreto, tais como: blocos, tubos,
meios-fios, etc.

II - Classe B – são os resíduos recicláveis para outras destinações, tais como: plásticos, papel ou papelão,
metais, vidros, madeiras e gesso;

III – Classe C – são os resíduos para os quais não foram desenvolvidas tecnologias ou aplicações
economicamente viáveis que permitam a sua reciclagem/recuperação;

IV – Classe D – são os resíduos perigosos oriundos do processo de construção, tais como: tintas, solventes,
óleos e outros, ou aqueles contaminados oriundos de demolições, reformas e reparos de clínicas
radiológicas, instalações industriais e outros.

Para os resíduos dessa classe D a Abrafati ( Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas), dão as
seguintes recomendações, visando, tanto combater o desperdício, como também reciclar, reutilizar e evitar a
contaminação:
a) Armazenar corretamente a tinta e os instrumentos de pintura durante a realização do trabalho,
b) Não guardar sobras de tintas, aproveitando-as imediatamente em outros locais (como tapumes) ou
doando-as;
c) Limpar instrumentos de pintura somente no final do trabalho;

5
d) Não lavar as latas para não gerar efluentes poluidores, e sim esgotar seu conteúdo em folhas de jornal ou
restos de madeira (que podem ir para o lixo comum), escorrer e raspar os resíduos com espátula;
e) Inutilizar as embalagens no momento do descarte, evitando seu uso para outras finalidades;
f) Encaminhar latas com filme de tinta seco para uma ATT (área de transbordo e triagem) ou para
reciclagem;
g) Guardar sobras de solventes em recipientes bem fechados, para utilização futura em outras obras, ou
enviá-las para empresa de recuperação ou de incineração.

Com base na classificação acima, os resíduos gerados, mais significativos, serão: tijolos/blocos, solo
proveniente de escavações, sobra de concreto ou argamassa, aço (sobra no corte das barras de aço), sucata
proveniente de corte de tubos de PVC, sacaria de cimento ou argamassa pronta, caixa de papelão das
cerâmicas ou azulejos, plástico proveniente de embalagens, sobras de gesso, sobras de madeira e pó de
serra, latas de tintas e etc.

Na tentativa de quantificar os resíduos gerados, a tabela abaixo ilustra os principais resíduos que
serão gerados em cada fase da obra, sendo variável durante a sua execução, cuja finalidade é sua
caracterização para tentar dimensionar a quantidade.

Fases de Obra Resíduos Gerados

Solo Aço/Sobra Outros Papel, Vidros Gesso Tintas


Concreto de corte metais Plástico e
Argamassa Papelão
Demolições
Escavação 03
Fundação 4 07 11
Estrutura 04 07 07 11
Alvenaria 11

6
Acabamentos 10 11 14 11 10
Legenda
Significativo Muito Significativo Não existente Valor Baixo
Tipos de resíduos Gerados:
01 – Processo substitutivo da alvenaria tradicional, quando houver;
02 – Lajes fragmentadas, tijolos e concreto proveniente de demolições;
03 – Solo proveniente de escavações;
04 – Sobra de concreto ou argamassa;
05 – Quebra de tijolos;
06 - Aço agregados nas lajes demolidas;
07 – Aço (sobra de corte das barras de aço);
08 – Sucata de perfis metálicos usados na montagem de estrutura, quando houver;
09 – Sucata proveniente do corte de tubos de cobre;
10 – Sucata metálica de latas de tintas ou massa de correr, tubos metálicos de silicone para rejunte ou
espuma expansiva;
11 – Sacaria de cimento, gesso ou argamassa pronta;
12 – Plástico, PVC, ou sobras de embalagens plásticas;
13 – Caixas de papelão das cerâmicas ou azulejos;
14 – Quebras de vidros na instalação de janelas, portas, etc.;
15 – Sobras de gesso acartonado ou em pó após aplicação.
A quantificação dos resíduos, de acordo com suas classes será feita da seguinte forma:

- Classe A: será feita através do volume armazenado nas áreas de acondicionamento (baias com
aproximadamente 9,0m³) e as medições serão realizadas a cada transporte, através de cubagem.

- Classe B: será feita através de balança, em peso (Kg) cuja medição será realizada no transporte, no
momento da destinação (material reciclável)

- Classe C: e as medições serão realizadas a cada transporte, através de cubagem, utilizando o mesmo
procedimento definido para a Classe A, sendo observado neste caso que a sua destinação ainda não há
tecnologia pertinente ao material.

7
- Classe D: os materiais (tintas e solventes) serão totalmente utilizados na obra ou transferidos para utilização
em outras obras, e os resíduos serão, basicamente, as embalagens (latas ou sacos plásticos) .

III.2 – Minimização dos Resíduos:

Para os resíduos classe A, em razão da existência de procedimentos de execução de serviços, a


empresa realiza treinamentos antes do início de cada serviço, utiliza equipamentos como por, exemplo a
bisnaga que reduz o consumo de argamassa, modulação de alvenaria que define a necessidade de
utilização e adequação da quantidade dos blocos cerâmicos, tudo com base nos requisitos do PBQP-H
(Programa Brasileiro de Qualidade de Produtividade da Habitação).

Nos resíduos classe C serão utilizados retardadores de pega, e aplicado vários treinamentos com a
finalidade de evitar desperdícios.

Para os resíduos classe D, como basicamente os resíduos se resumem a embalagens, uma das
formas de minimizar os resíduos será prevista na aquisição, como, por exemplo: tinta – compra a ser
efetuada em embalagens com maior volume, reduzindo a quantidade de embalagens.

III.3 - Segregação dos Resíduos

Visando assegurar a qualidade do resíduo e potencializar a sua reciclagem, os resíduos serão


segregados na sua fonte de geração após o término de cada serviço ou no final de cada jornada de trabalho.
O objetivo é que neste momento, a segregação permitirá acondicionar os resíduos separados por classe de
acordo com a Resolução 307 em depósitos distintos para sua futura utilização no canteiro ou fora dele.
Após a triagem os resíduos serão armazenados ou acondicionados em baias, bombonas ou caixas de
madeira e os locais estarão sinalizados de acordo com o tipo de material para tentar evitar a sua mistura.

A sinalização é estabelecida em diferentes cores para os diferentes tipos de resíduos, utilizando o


mesmo padrão estabelecido na Resolução nº 275, de 25 de abril de 2001, conforme demonstrado abaixo:

8
Papel/Papelão( azul)

Plástico( vermelho)

Vidro ( verde)

Metal ( amarelo)

Madeira ( preto)

Resíduos perigosos ( laranja)

Resíduos orgânicos ( marrom)

Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de


separação ( cinza)

III.4 – Acondicionamento/Armazenamento
O acondicionamento inicial acontecerá o mais próximo possível dos locais de geração, sendo que em alguns
casos os resíduos serão levados diretamente para o local de acondicionamento final, para preservar a
organização dos espaços no canteiro.
A tabela abaixo descreve os tipos de resíduos e seu acondicionamento inicial:

Tipos de Resíduos Acondicionamento Inicial


Blocos de concreto, blocos cerâmicos, Em pilhas formadas próximas aos locais de geração,
argamassas, outros componentes cerâmicos, nos respectivos pavimentos.
concreto, tijolos e assemelhados.
Madeira Em bombonas sinalizadas nos casos de pequenas
peças ou em pilhas formadas nas proximidades da
própria bombona e dos dispositivos de transporte
interno.
Plásticos (sacaria de embalagens, aparas de Em bombonas sinalizadas, dispostas nos pavimentos
tubulações PVC, etc.) ou nas entradas dos prédios
Papelão (sacos e caixas de embalagens dos Em bombonas sinalizadas. Será usado um vergalhão
insumos utilizados durante a obra) e papéis próximo a betoneira para os casos de sacos de
(escritório) cimento ou cal e assemelhados.
Metal (ferro, aço, fiação revestida, arame, etc.) Em caixas de madeira sinalizadas próximas ao local de
geração.
Serragem Em caixa de madeira sinalizada, próximo ao local de
geração com sinalização
Gesso de revestimento, placas acartonadas e Em pilhas formadas próximas aos locais de geração ou

9
artefatos acondicionadas nos próprios sacos de gesso após a
utilização.
Solos Eventualmente em pilhas e, preferencialmente, para a
imediata remoção.
Telas de fachada e de proteção Recolher após o uso e acondicionar no almoxarifado
em caso de reutilização.
Resíduos perigosos presentes em embalagens Após manuseio com cuidado fazer o transporte para o
plásticas acondicionamento final
Restos de uniformes, botas, panos e trapos sem Acondicionar em bombonas para outros resíduos ou
contaminação por produtos químicos armazenar no almoxarifado para os casos de uniforme
para reutilização na limpeza.
Restos de alimento, e suas embalagens, copos Disposição em bombonas sinalizados para outros
plásticos usados, papéis sujos (refeitório, resíduos.
sanitário e áreas de vivência).

Quanto ao acondicionamento final a tabela abaixo descreve os tipos de resíduos e seu


acondicionamento final:
Tipos de Resíduos Acondicionamento Final
Blocos de concreto, blocos cerâmicos, Em baias sinalizadas com aproximadamente 9,0m³
argamassas, outros componentes cerâmicos, próximos aos blocos, podendo ser utilizadas caçambas
concreto, tijolos e assemelhados. estacionárias.
Madeira Em baias sinalizadas;
Plásticos (sacaria de embalagens, aparas de Preferencialmente em fardos, nas baias sinalizadas;
tubulações PVC, etc.)
Papelão (sacos e caixas de embalagens dos Preferencialmente em fardos, nas baias sinalizadas,
insumos utilizados durante a obra) e papéis em local coberto.
(escritório)
Metal (ferro, aço, fiação revestida, arame, etc.) Em caixas de madeira sinalizadas próximas as baias.
Serragem Em caixa de madeira sinalizada, próximo ao local de
geração com sinalização;
Gesso de revestimento, placas acartonadas e Em baias sinalizadas ou em caçamba estacionária,
artefatos sinalizadas.
Solos Em baia preferencialmente separada dos resíduos de
alvenaria e concreto.
Telas de fachada e de proteção Recolher após o uso e acondicionar no almoxarifado
em caso de reutilização.
Resíduos perigosos presentes em embalagens Em baias devidamente sinalizadas e para uso restrito
plásticas das pessoas que, durante suas tarefas, manuseiam
estes resíduos.
Restos de uniformes, botas, panos e trapos sem Caixas de madeira com sinalização para outros
contaminação por produtos químicos. resíduos.
Restos de alimento, e suas embalagens, copos Lixeiras de madeira ou bombonas sinalizadas para a
plásticos usados, papéis sujos (refeitório, coleta convencional pela Prefeitura Municipal.
sanitário e áreas de vivência).

3 – Transportes: interno e externo

10
O transporte interno é uma atribuição específica dos operários que se encarregam da coleta dos
resíduos nos ambientes. Eles ficam com a responsabilidade de verificar se os dispositivos e acessórios estão
cheios, providenciando a sua substituição se o caso, ou transporte imediato para os locais de
acondicionamento inicial e final.

O transporte interno, observado cada tipo de resíduo, será realizado da forma apresentada no quadro
abaixo:

Tipos de Resíduos Transporte Interno


Alvenaria, concreto cerâmica, argamassas, Utilização de carrinhos de mão para deslocamento
tijolos, solos e assemelhados (classe A) horizontal, ou retroescavadeira para grandes
volumes;
Madeira, pó de serra (classe B) Para grandes volumes o transporte é feito de forma
mecânica, pequenos volumes com o auxílio de
carrinho de mão.
Plástico, papelão, papel, metal e assemelhados Transporte feito com carrinho de mão, ou em fardos
(Classe B) de forma manual.
Metal (latas de tintas) e gesso (classe B) Através de carrinho de mão
Agregados (classe C) Através de carrinho de mão até o local de
acondicionamento final
Resíduos orgânicos Carrinho de mão até o local destinado para a coleta
pela empresa responsável pela coleta de lixo

O transporte externo dos resíduos que não serão utilizados na obra deverá ser feito por empresas
coletoras ou cooperativas de reciclagem, observando que estes transportadores são responsáveis pela
destinação e gerenciamento dos resíduos e sua remoção será feita de forma adequada para cada tipo de
resíduo, conforma abaixo:

11
a) Blocos de concreto, blocos cerâmicos, outros componentes cerâmicos, argamassas, concreto, tijolos
a assemelhados serão removidos por caminhão com caçamba basculante, sempre coberto com lona;

b) A madeira será removida por caminhão com caçamba basculante ou caminhão com carroceria de
madeira respeitando as condições de segurança para acomodação da carga na carroceria do veículo
e quando necessário será coberto com lona;

c) Plásticos (sacarias de embalagens, aparas de tubulações, etc.) serão removidos por caminhão ou
outro veículo de carga, retirada em fardos e transportada de forma que não sejam misturados ou
contaminados;

d) Papelão (sacos e caixas de embalagens dos insumos utilizados durante a obra) e papéis de
escritório serão transportados por caminhão ou outro veículo de carga dispostos em fardos
amarrados e de uma maneira que não sejam misturados;

e) Metal (ferro, aço, fiação revestida, arames, etc.) será removido por caminhão basculante ou outro
veículo de carga, observando a quantidade e possibilidade de reciclagem;

f) Serragem (pó de serra e pedaços pequenos de madeira) será removida por caminhão ou outro
veículo de carga;

12
g) Gesso de revestimento, placas acartonadas e artefatos serão removidos por caminhão com caçamba
basculante sempre coberto com lona;

h) Restos de alimentos e suas embalagens, copos plásticos usados e papéis sujos de refeitório,
sanitário e áreas de vivência serão removidos por veículos utilizados pela coleta pública dos resíduos
domiciliares;

No transporte, a Construtora utilizará um formulário ( Anexo I ) , que registrará a quantidade e o local


onde serão destinados os resíduos, ficando uma via na empresa para controle sendo que para os resíduos
destinados ao aterro, como comprovante de destinação, o formulário de autorização de entrada do veículo no
aterro, que informará a quantidade de resíduo ali deixado.

Nos casos em que a remoção seja executada por empresa transportadora de entulho a Construtora,
exigirá a apresentação da licença de Operação da empresa.

4 – Transbordo de Resíduos

A área de transbordo, deverá ser em Aterro Sanitário devidamente licenciado, onde serão destinados
alguns resíduos classe A, os resíduos classe B e C e o resíduo Orgânico gerado na obra.

5– Ações, tratamento e destinação dos Resíduos

Algumas ações serão tomadas para a reutilização de alguns materiais, tais como:

- para os painéis de madeira provenientes da desforma de lajes, pontaletes, sarrafos, etc. serão
tomados alguns cuidados quando forem retiradas, mantendo separadas dos resíduos que não serão
reaproveitados na obra. As peças serão mantidas empilhadas, organizadas e disponíveis o mais próximo
possível dos locais de reaproveitamento ou serão levadas de volta a carpintaria para avaliação quanto a
condição de reuso;

13
- quanto aos blocos de concreto ou cimento, calhas, ou algum material semelhante, que esteja
parcialmente danificado, a separação será imediata após a sua geração para evitar o descarte,
acondicionando em pilhas que poderão ser deslocadas para utilização em outra frente de trabalho;
A seguir estão mencionados de que forma alguns materiais ou resíduos com possibilidade de
reutilização, os cuidados necessários e a destinação:

Terra de remoção – classe A Serão utilizados na própria obra, reutilizados na restauração


de solos contaminados, aterros ou serviços de
terraplanagem. Não havendo a possibilidade de
reaproveitamento, serão destinados para aterro licenciado.
Tijolo, produtos cerâmicos e de Poderão ser reaproveitados no canteiro, observando o
cimento – classe A cuidado de acondicionamento quando forem reutilizados ou
serão enviados para os locais indicados.
Argamassa – Classe A Serão acondicionados para utilização em aterro na própria
obra, ou encaminhado para aterro sanitário licenciado, em
caso de não uso.
Madeira – classe B Será destinado para empresa que utilizam a madeira como
energético ou matéria prima, ou se for o caso, será
reaproveitada em outro canteiro
Metais – classe B Poderão ser vendidos para depósitos de ferro velho ou
encaminhado ao Reciclador
Embalagens, papel, papelão, gesso Serão enviados para empresa de reciclagem
e plásticos – Classe B
Vidros Serão enviados para empresa de reciclagem
Resíduos perigosos e contaminados Não existe destinação adequada para grande parte
(óleos, tintas, vernizes, produtos destes materiais. Em razão de ser produzido um
químicos e derivados) pequeno volume, os resíduos basicamente são as
embalagens.
Armazenar corretamente a tinta e os instrumentos de
pintura durante a realização do trabalho,
Não guardar sobras de tintas, aproveitando-as
imediatamente em outros locais (como tapumes) ou
doando-as;
Limpar instrumentos de pintura somente no final do
trabalho;
Não lavar as latas para não gerar efluentes poluidores, e
sim esgotar seu conteúdo em folhas de jornal ou restos
de madeira (que podem ir para o lixo comum), escorrer e
raspar os resíduos com espátula;
Inutilizar as embalagens no momento do descarte,
evitando seu uso para outras finalidades;
Encaminhar latas com filme de tinta seco para uma ATT
(área de transbordo e triagem) ou para reciclagem;
Guardar sobras de solventes em recipientes bem

14
fechados, para utilização futura em outras obras, ou
enviá-las para empresa de recuperação ou de
incineração.

Resíduos orgânicos Os resíduos produzidos durante as refeições serão


acondicionados bombonas, sinalizadas e colocadas em local
de fácil acesso para o recolhimento pela empresa de limpeza
pública, a qual será responsável pela coleta, transporte e
destinação final deste tipo de resíduo.

6 – Comunicação e Educação Ambiental

A empresa já desenvolve um trabalho de conscientização para divulgar e sensibilizar o seu pessoal


voltado para o Sistema de Gestão da Qualidade. Várias são as atividades desenvolvidas tais como: cartazes
afixados nos locais de grande movimentação dentro do canteiro, mural da qualidade, palestras sobre
qualidade, reuniões de sensibilização com os trabalhadores, filmes da qualidade e informativos circulando
mensalmente. Dentro destas ações, será implementado o tema sobre a Gestão de Resíduos para
conscientizar e serão utilizados os mesmos mecanismos de divulgação, sendo que no caso das palestras, os
temas serão específicos sobre a questão ambiental e a responsabilidade de cada trabalhador sobre o meio
ambiente.

A Empresa também desenvolve treinamentos, como pré-requisito, antes do início de cada serviço,
também previsto no Sistema de Gestão. Em cada treinamento, principalmente quando os serviços que serão
executados irão gerar resíduos, será também abordada a importância, a responsabilidade do trabalhador
naquele serviço quanto a gestão de resíduos e a conscientização quanto a limpeza e separação dos resíduos
de acordo com suas classes e tipos.

Desta forma, estas ações de sensibilização, treinamento, mobilização e educação ambiental para os
trabalhadores da construção, terão como objetivo atingir às metas de minimização, reutilização e segregação
dos resíduos sólidos na origem bem como seus corretos acondicionamentos, armazenamento e transporte.

7 – Cronograma de Implantação do Projeto

A implantação deste projeto implicará em algumas atividades que serão desenvolvidas e realizadas
dentro e fora do canteiro. O empreendimento será executado em 1 ano e, como modelo, o cronograma de
implantação é o seguinte:

15
Meses
Atividades
01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12
Planejamento
Reunião inaugural
Implantação
Monitoramento

8 – Planejamento de Execução da Obra

O planejamento da obra foi elaborado tomando por base o cronograma físico e financeiro. Nele estará
sendo demonstrado todo o período de execução da obra, indicando em cada atividade operacional o período
previsto para a sua realização e o efetivamente realizado, demonstrando também as fases ou situações em
que foi necessária sua reprogramação, para que com isso a obra possa ser desenvolvida observando os
prazos de execução planejados.
O cronograma é acompanhado e atualizado sempre que forem concluídos os serviços e está
localizado na sala de engenharia da obra cuja responsabilidade pela sua atualização fica a cargo do
Engenheiro da Obra ou Diretor.

9 – Referência Bibliográfica

NBR 10004/87 Resíduos sólidos – Classificação

NBR 10005/87 Lixiviação de resíduos – Procedimento

NBR 10006/87 Solubilização de resíduos – Procedimento

NBR 10007/87 Amostragem de resíduos – Procedimento

NBR 12235/87 Armazenamento de resíduos sólidos perigosos

NBR 7500 Transporte de produtos perigosos

16
NBR 11174/89 Armazenamento de resíduos classes II (não inertes) e III (inertes)

NBR 13221/94 Transporte de resíduos – Procedimento

NBR 13463/95 Coleta de resíduos sólidos – Classificação

NR-25 Resíduos industriais

NBR 15112:2004 Resíduos da construção civil e resíduos volumosos - Áreas de transbordo e triagem -
Diretrizes para projeto, implantação e operação.

NBR 15113:2004 Resíduos sólidos da construção civil e resíduos inertes - Aterros - Diretrizes para projeto,
implantação e operação
NBR 15114:2004Resíduos sólidos da construção civil - Áreas de reciclagem - Diretrizes para projeto,
implantação e operação.

NBR 15115:2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil - Execução de camadas de
pavimentação Procedimentos.

NBR 15116:2004 Agregados reciclados de resíduos sólidos da construção civil – Utilização em pavimentação
e preparo de concreto sem função estrutural Requisitos.

CONAMA, Resoluço nº 307, de 05 de julho de 2002. Diretrizes e procedimentos para gestão dos resíduos
da construção. Brasília:MA/CONAMA.2002.

CONAMA, Resolução nº 275, de 25 de abril de 2001. Brasília:MA/CONAMA.2001.

BARRETO, Ismeralda M. Castelo Branco do Nascimento. Gestão de Resíduos na Construção Civil.


Aracaju/SE: [Link]; SENAI/DN; COMPETIR; SEBRAE/SE; SINDUSCON/SE, [Link].

JUNIOR, Nelson Boechat Cunha (coord). Cartilha de gerenciamento de resíduos para construção civil.
SINDUSCON/MG, 2005.38p.

17
Gestão Ambiental de resíduos da construção civil : a experiência do Sinduscon/SP / Tarcisio de Paulo
Pinto, coordenador – São Paulo : Obra Limpa : Int : Siduscon/SP, 2005.

Projeto de Gerenciamento de Resíduos Sólidos em Canteiros de Obras. Programa de Gestão de


Materiais. UNB-Brasília/ COMAT; SINDUSCON-DF. 2005.

ANEXO I - FORMULÁRIO PARA O DESCARTE

CTR – CONTROLE DE TRANSPORTE DE RESÍDUOS

Informações do Gerador
Nome ou Razão Social CPF ou CNPJ

Endereço da Retirada Obra Data

18
Tipo de Resíduo Peso ou Volume Unidade
ALVENARIA, ARGAMASSA E CONCRETO
GESSO
MADEIRA
PAPEL (SACARIA)
PAPELÃO
METAL
PLÁSTICO
SOLO
OUTROS (Especificar)

Informações do Transportador
Nome (PF) / Razão Social

CPF/CNPJ Insc. Estadual

Tipo do Veículo Placa

Informações do Destinatário
Nome / Razão Social CPF / CNPJ

Endereço da Destinação

Assinatura / Carimbo

________________________ ________________________ ________________________


Gerador Transportador Destinatário

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