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Especificações Técnicas: Aloe Vera

O documento aborda as especificações técnicas dos ácidos graxos essenciais (AGE), destacando sua importância na cicatrização de feridas e sua composição, que inclui ácido linoléico e vitaminas. Indica o uso de AGE na profilaxia e tratamento de lesões cutâneas, além de detalhar seu mecanismo de ação e modo de uso. Precauções são mencionadas, especialmente em relação a alergias, e exemplos de produtos disponíveis no mercado são listados.

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Especificações Técnicas: Aloe Vera

O documento aborda as especificações técnicas dos ácidos graxos essenciais (AGE), destacando sua importância na cicatrização de feridas e sua composição, que inclui ácido linoléico e vitaminas. Indica o uso de AGE na profilaxia e tratamento de lesões cutâneas, além de detalhar seu mecanismo de ação e modo de uso. Precauções são mencionadas, especialmente em relação a alergias, e exemplos de produtos disponíveis no mercado são listados.

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1.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

1.1 Categoria farmacológica: Ácidos Graxos Essenciais.

Trata-se de ácido graxo essencial (AGE), ou seja, triglicéride de cadeia média


que é envolvido no processo de divisão celular e diferenciação epidérmica.
O estudo a respeito da eficácia dos ácidos graxos essenciais iniciou-se por volta
1929, observando lesões ocasionadas devido ao déficit desses componentes, os quais
não são sintetizados pelo organismo tendo que ser obtidos através da alimentação.
Segundo CARVALHO 2015, graças ao estudo a respeito da efetividade do AGE na
prevenção de lesões por pressão, realizado por Declair em 1994 conseguiu popularizar o
uso dessa substância.

1.2 Composição

É um composto líquido derivado de um óleo vegetal, geralmente de girassol,


com propriedade de manter meio úmido, favorecendo a neoangiogênese e formação de
tecido de granulação. Provoca a quimiotaxia leucocitária e altera as respostas
inflamatórias e imunológicas (Candido, 1991).
É constituído por ácido linoléico, ácido caprílico, ácido cáprico, ácido capróico,
acrescido de outras substâncias, tais como a vitamina A, E e lecitina de soja, ou integrar
formulações de triglicérides de cadeia média (TCM). (FERREIRA,2012).
O ácido linoléico (AL) é importante no transporte de gorduras e na manutenção
da função e integridade da membrana celular, tem ação de quimiotáxico para
macrófagos, favorece o desbridamento autolítico no leito da ferida por contribuir com a
produção de metaloproteínas, induz a granulação e acelerando o processo de
cicatrização. Promove a manutenção do meio úmido favorecendo esse crescimento do
tecido de granulação, através da quimiotaxia e angiogênese.
É importante frisar que, existe disponíveis no mercado algumas formulações
associando ácido linoléico a outras substâncias tais como: lanolina, óleo de calêndula,
copaíba, Aloe vera etc, buscando melhorar a hidratação e acrescentar ação antisséptica e
bem como potencializara neoformação tecidual.
1.3 Indicação

É indicado tanto na profilaxia de feridas cutâneas, como no tratamento de todos


os tipos de lesões (apresentação estéril), nos diversos estágios do processo cicatricial,
exceto, em feridas oncológicas e infectadas. Caso ocorra hipergranulação, que é a
proliferação exacerbada do tecido vitalizado, este tipo de curativo deverá ser
substituído.

1.4 Mecanismo de ação

Promove a quimiotaxia (atração dos leucócitos) e angiogênese (formação de


novos vasos sanguíneos);
Mantém o meio úmido e acelera o processo de granulação tecidual;
Auxilia no debridamento autolítico;
O ácido linoleico é importante no transporte de gorduras, manutenção da função e
integridade da membrana celular;
A vitamina A favorece a integridade cutânea e sua cicatrização;
A vitamina E tem função antioxidante e protege a membrana celular do ataque dos
radicais livres;

1.5 Modo de usar

 Lavar o leito da ferida com soro fisiológico 0,9%;


 Remover exsudato e tecido desvitalizado;
 Espalhar AGE no leito da ferida ou aplicar gazes estéreis embebidas por
AGE;
 Ocluir com cobertura secundária estéril (gaze estéril);
 Fixar a cobertura secundária (gaze estéril) com esparadrapo ou rede
tubular elástica.

1.6 Período de troca


A substituição do curativo é recomendada a cada 12h podendo permanecer
sob o leito da ferida por até 24h, ou ser removido antes das 24h quando saturado.

1.7 Precauções

Não utilizar em pessoas com história de alergias ou hipersensibilidade.

Exemplos de A.G.E disponíveis no mercado:

 Dermaid
 Dersani
 Pielsana
 Supriderme
 Sanpelle
 Ativoderme
 AGE Curatec
 Dermani
 Nexderm

Bibliografia:

CARVALHO, Maiara Simões. Evidências na utilização dos ácidos graxos essenciais no


tratamento de feridas. Caderno de Graduação-Ciências Biológicas e da Saúde-UNIT, v. 2, n.
3, p. 55-64, 2015.

FERREIRA, Adriano Menis et al. Utilização dos ácidos graxos no tratamento de feridas: uma
revisão integrativa da literatura nacional. Revista da Escola de Enfermagem da USP, v. 46, n.
3, p. 752-760, 2012.

CANDIDO, L.C. Curativos e Coberturas. In: Nova Abordagem no tratamento de Feridas.


Senac- São Paulo, p.89-115,1991.

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