0% acharam este documento útil (0 voto)
13 visualizações99 páginas

Modulo 1 Merged

O curso 'Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho' aborda a segurança e saúde no trabalho, focando em auditorias e laudos periciais, com ênfase nas Normas Regulamentadoras (NR15 e NR16) sobre insalubridade e periculosidade. Os alunos aprenderão a identificar e controlar riscos ocupacionais, desenvolver programas de segurança e aplicar conceitos em situações práticas, visando a criação de ambientes de trabalho mais seguros. A disciplina também explora a evolução histórica da segurança do trabalho e a importância da gestão de riscos e do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST).
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
13 visualizações99 páginas

Modulo 1 Merged

O curso 'Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho' aborda a segurança e saúde no trabalho, focando em auditorias e laudos periciais, com ênfase nas Normas Regulamentadoras (NR15 e NR16) sobre insalubridade e periculosidade. Os alunos aprenderão a identificar e controlar riscos ocupacionais, desenvolver programas de segurança e aplicar conceitos em situações práticas, visando a criação de ambientes de trabalho mais seguros. A disciplina também explora a evolução histórica da segurança do trabalho e a importância da gestão de riscos e do Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST).
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\01 - Apresentação\

Apresentaçã[Link] ===

Apresentação

Textual

Podcast

Sejam bem-vindos à disciplina "Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho"! Neste


curso, vamos explorar o mundo da segurança e saúde no trabalho, com foco em auditorias e
laudos periciais de insalubridade e periculosidade. Ao longo dos módulos, vamos construir
uma base sólida para que vocês possam atuar como profissionais qualificados nessa área
tão importante. Para começarmos, é fundamental nos familiarizarmos com as Normas
Regulamentadoras (NR), especialmente a NR15 e NR16, que tratam de insalubridade e
periculosidade, respectivamente. Essas normas são atualizadas constantemente, por isso,
mantenham-se sempre informados consultando o site do governo. A partir da compreensão
das NRs, vamos mergulhar no reconhecimento dos riscos ocupacionais, um processo crucial
para a segurança do trabalho. Utilizaremos a NR1, que aborda o inventário de riscos e o
Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), como guias para identificar, analisar e
controlar os riscos presentes nos ambientes de trabalho. Para tornar o aprendizado mais
dinâmico, vamos aplicar os conhecimentos adquiridos em casos práticos, analisando
situações reais e elaborando laudos periciais. Aprenderemos a interpretar os anexos da
NR15 e NR16, que detalham os limites de tolerância e os critérios para caracterização da
insalubridade e periculosidade. Ao longo do curso, vocês serão desafiados a aplicar os
conceitos aprendidos em seus próprios ambientes de trabalho ou em situações cotidianas.
Essa prática constante é fundamental para desenvolver a percepção e o senso crítico
necessários para a atuação na área da segurança do trabalho. Para complementar o
aprendizado, disponibilizo materiais extras, como vídeos, artigos e exemplos de laudos
periciais. Lembrem-se: a busca por conhecimento deve ser contínua, especialmente em uma
área em constante atualização como a segurança do trabalho. Convido vocês a embarcarem
nesta jornada de aprendizado, compartilhando suas experiências e dúvidas. Ao final do
curso, vocês estarão preparados para ingressar no mercado de trabalho como profissionais
qualificados, aptos a realizar auditorias, elaborar laudos periciais e contribuir para a
construção de ambientes de trabalho mais seguros e saudáveis. A minha experiência
profissional, atuando como auditor, perito e consultor, será compartilhada com vocês por
meio de exemplos práticos e dicas valiosas. O objetivo é oferecer uma visão completa e
realista dos desafios e oportunidades da área. Lembrem-se: a segurança do trabalho é
responsabilidade de todos! Ao adquirirem conhecimento e se tornarem profissionais
engajados, vocês farão a diferença na vida de muitas pessoas, contribuindo para a
prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. Portanto, aproveitem cada etapa deste
curso, participem ativamente das discussões e mergulhem de cabeça nesse universo
desafiador e gratificante da Engenharia de Segurança do Trabalho!
=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\02 - Introdução sobre a
segurança do trabalho\Introdução sobre a segurança do [Link] ===

Introdução sobre a segurança do trabalho

Introdução sobre a segurança do trabalho

Nesta aula você aprendeu

Aristóteles, filósofo e naturalista grego, também intervinha na saúde ocupacional de seu


tempo, pois estudava certas deformações físicas produzidas pelas atividades ocupacionais,
suscitando a necessidade de prevenção. Ele também investigou doenças causadas por
envenenamento por chumbo.

Em Roma, a toxicidade do mercúrio foi descrita por Plinio e Galeno, referindo-se aos perigos
do manejo do enxofre e do zinco e enunciando várias normas preventivas para os
trabalhadores das minas de chumbo e mercúrio. Por exemplo, recomendando aos mineiros
o uso de máscaras.

Sendo Roma o berço do direito e da jurisprudência, além das leis de conduta e proteção da
propriedade privada, também foram tomadas medidas legais sobre saúde, como a
instalação de banheiros públicos e proteção aos trabalhadores.

As preocupações com a segurança no local de trabalho começaram na Europa com o


movimento trabalhista durante a Revolução Industrial. Durante esse movimento, os
trabalhadores formaram sindicatos e passaram a exigir melhores condições de trabalho. As
organizações governamentais responderam regulamentando o local de trabalho e forçando
práticas de trabalho mais seguras. Como a maioria das organizações era específica do setor,
os setores desenvolveram regulamentações de segurança independentes umas das outras.

Galeno se dedicou a estudar as doenças dos mineiros, curtidores e gladiadores. Em seus


relatos ele menciona doenças associadas a vapores de chumbo e doenças respiratórias em
trabalhadores de minas.

Antes do início da Revolução Industrial em 1760, era a norma ganhar a vida através da
agricultura ou da fabricação e venda de produtos em casa. Com novos desenvolvimentos em
máquinas e processos de fabricação, a Grã-Bretanha, seguida por partes da Europa e dos
EUA, começou a se mover em direção a uma sociedade alimentada pela produção em massa
e pelo sistema fabril. Infelizmente, as condições de trabalho no século XIX eram precárias.

Durante a revolução industrial as pessoas afluíam para as cidades em busca de trabalho,


onde havia maiores oportunidades de emprego nas novas usinas e fábricas. O grande
número de pessoas à procura de trabalho e a necessidade de mão-de-obra barata levaram a
salários baixos, condições perigosas nas fábricas e aumento do trabalho infantil. As horas
eram longas e as condições de trabalho nas fábricas eram perigosas, com muitos perdendo a
vida no trabalho.
O trabalho era particularmente perigoso para as crianças, que trabalhavam a partir dos
quatro anos, muitas vezes por mais de 12 horas por dia durante a revolução industrial.

Os trabalhadores da revolução industrial costumavam subir sob as máquinas, o que muitas


vezes resultava na perda de membros, enquanto outros eram esmagados ou decapitados.

As meninas que trabalhavam nas fábricas de fósforos desenvolviam mandíbulas


fosforescentes por causa da fumaça do fósforo, as crianças empregadas em vidrarias eram
regularmente queimadas e cegadas, enquanto as que trabalhavam em olarias eram
vulneráveis ao pó de argila venenoso.

Um clamor sobre as condições de trabalho infantil levou o proprietário da fábrica, Sir


Robert Peel, a introduzir a Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes de 1802, comumente
conhecida como Lei da Fábrica.

A Lei da Fábrica se aplicava a todas as fábricas e fábricas têxteis que empregassem três ou
mais aprendizes ou vinte funcionários.

A lei exigia que as fábricas:

Deveriam ter janelas e aberturas suficientes para ventilação;

Ser limpas pelo menos duas vezes por ano com cal virgem e água;

Deveria limitar as horas de trabalho dos aprendizes a não mais de 12 horas por dia
(excluindo o tempo de pausa);

Interromper o trabalho noturno dos aprendizes durante o horário das 21h e 6h;

Deveria fornecer roupas adequadas e acomodações para dormir a todos os aprendizes;

Instruir os aprendizes na leitura, escrita, aritmética e os princípios da religião cristã;

Embora limitado a uma pequena parcela da força de trabalho e com aplicação limitada, o
Factory Act é visto como o início da regulamentação de saúde e segurança.

O Decreto 3.724/1919 foi o pioneiro na legislação sobre segurança e saúde no trabalho no


Brasil. Por meio desse decreto foram estabelecidas as obrigações resultantes dos acidentes
de trabalho, que inclui as ações judiciais e indenizações. Após esse decreto, no ano de 1943,
entrou em vigor a CLT (Consolidação das leis do trabalho).

Como aplicar na prática o que aprendeu

É importante que nesse início, você consiga estabelecer relações entre o passado e as
condições de trabalho atual. De forma prática, é preciso que a gente consiga trazer sempre à
memória os avanços que conseguimos ao longo dos anos.

Dica quente para você não esquecer


Para saber para onde você está indo, você precisa saber onde você esteve. As pessoas
gastam muito tempo com as tendências atuais no local de trabalho, mas muitas vezes não
olham para trás como o trabalho evoluiu. Por isso é importante que você entenda sobre a
história da segurança do trabalho e como ela evoluiu.

Referência Bibliográfica

MOTA, M.C.Z. Psicologia aplicada em segurança do trabalho. LTR. Brasil, 2022.


=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\03 - Aspectos gerais da
engenharia de segurança do trabalho\[Link] ===

Aspectos gerais da engenharia de segurança do trabalho

Nesta aula você aprendeu

Preservar a segurança e integridade mental e física dos colaboradores de uma empresa são
alguns dos objetivos principais da engenharia e segurança do trabalho. Isso pode ser feito
por meio da prevenção e conscientização de riscos de acidentes e planos de contenção,
buscando sempre a diminuir ao máximo ou até mesmo eliminar os incidentes.

O papel do especialista de segurança do trabalho vai além de só seguir as legislações e sim


implementar a cultura de segurança do trabalho dentro das organizações e setores da
empresa.

De forma mais prática, podemos destacar as seguintes práticas da função do especialista de


segurança do trabalho:

Avaliar a eficácia das normas de segurança em vigor

Criar programas de segurança

Estabelecer planos, programas e medidas de segurança

Verificar o desempenho da equipe de trabalho

Efetuar análises de risco

Inspecionar equipamentos, máquinas e instalações

Criar programas de segurança

Testar métodos, processos e procedimentos

Elaborar laudos, pareceres e relatórios técnicos

Elaborar planos de contenção e gestão de riscos

Registrar dados e incidentes

Como engenheiro ou engenheira de segurança do trabalho, você será responsável por criar
ações e medidas de curto, médio e longo prazo para prevenir riscos de doenças e acidentes
ocupacionais no ambiente de trabalho, através de sistemas de segurança, planos de
contenção de risco, programas de conscientização e orientação, além de outras medidas
específicas de cada empresa ou setor.
Em 1919 surgiu a primeira lei brasileira em favor do infortúnio laboral em que
responsabilizava o empregador pelos riscos derivados da atividade da empresa. Uma vez
que ele é privilegiado pelos lucros da empresa, ele deve responder por tais riscos que
submete o empregado.

Segundo o artigo 200 da CLT, o Ministério do Trabalho tem como função criar algumas
normas exclusivas relacionadas à segurança, saúde, higiene e medicina no trabalho que são
chamadas de NORMAS REGULAMENTADORAS.

A International Organization for Standardization (conhecida como ISO para abreviar, em


português: Organização Internacional para Padronização) é uma organização global criada
em 1946 que trabalha para fornecer padronização em uma variedade de produtos e
empresas. A ISO facilita a coordenação das normas industriais.

Localizada em Genebra, na Suíça, os membros da ISO são, na verdade, órgãos de


padronização e uma rede de organizações. Cada país tem um representante ISO, e existem
163 organismos de normalização que são membros da ISO. Isso significa que você ou sua
empresa não podem ser membros individuais, mas o membro nacional tem a capacidade de
influenciar a direção da ISO.

A ISO não é um órgão de governo, nem tem o poder de fazer cumprir leis ou regulamentos.
Mas as empresas em todo o mundo seguem suas diretrizes para fornecer processos
simplificados, eficientes e seguros. Pense no cinto de segurança: como você se sentiria se o
padrão fosse diferente para cada veículo? É importante que os padrões sejam seguidos.
Quando você ouve sobre as diretrizes ISO, geralmente há um número que acompanha isso.
Por exemplo, ISO 9001, ISO 27000, ISO 31000, etc. Estas são certificações: uma empresa
pode ser certificada pela ISO 9001, por exemplo, o que significa que ela segue as etapas e
estruturas descritas pela diretriz.

Na década de 1830, a determinação no Parlamento de regular as condições das fábricas


havia se fortalecido. Em grande parte, foi impulsionado pela batalha pela reforma política
(que resultou no famoso Ato de Reforma de 1832) e pela campanha antiescravagista. Os
ativistas não hesitaram em comparar o tratamento dos trabalhadores das fábricas,
incluindo as crianças, com o dos escravos.

Pela lei da fábrica nenhuma criança deveria trabalhar em fábricas com menos de nove anos
de idade (embora neste estágio os números fossem poucos). Foi estabelecida uma semana
de trabalho máxima de 48 horas para os 9 a 13 anos, limitada a oito horas diárias; e para
crianças entre 13 e 18 anos foi limitado a 12 horas diárias. A lei também exigia que crianças
menores de 13 anos recebessem o ensino fundamental por duas horas por dia.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Um stand-down de segurança (parada de segurança) é um evento voluntário para os


empregadores conversarem diretamente com os funcionários sobre segurança. Você pode
realizar ao menos uma vez por um ano um evento desse na empresa, buscando melhorar a
prevenção de acidentes da sua organização.

Dica quente para você não esquecer

A cada 15 segundos morre uma pessoa no mundo em razão de uma doença ou acidente de
trabalho. No Brasil, uma pessoa sofre um acidente a cada minuto enquanto desempenha a
função à qual foi contratada. Esses dados servem para mostrar a importância da segurança
do trabalho dentro das organizações e o quão importante é o papel do especialista em
segurança do trabalho.

Referência Bibliográfica

MOTA, M.C.Z. Psicologia aplicada em segurança do trabalho. LTR. Brasil, 2022.


=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\04 - Sistema de Gestão de
Segurança e Saúde no Trabalho\Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no [Link]
===

Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho

Nesta aula você aprendeu

A gestão de riscos é fundamental para o engenheiro de segurança do trabalho.

Perigo e risco são conceitos diferentes. O risco é quando existe uma exposição maior ao
perigo. Dessa forma, podemos lembrar dessa diferença pensando como se fosse a seguinte
forma:

Um sistema de gestão é um processo proativo no qual um conjunto organizado de


componentes permite que uma organização atinja um conjunto de metas.

Um SGSST é uma estrutura que permite que uma organização identifique e controle
consistentemente seus riscos de saúde e segurança, reduza o potencial de incidentes, ajude
a alcançar a conformidade com a legislação de saúde e segurança e melhore continuamente
seu desempenho.

As vantagens incluem um local de trabalho mais seguro, melhor moral dos funcionários,
custos reduzidos, confiança das partes interessadas e muito mais. Os SGSSTs mais bem-
sucedidos são baseados em um conjunto comum de elementos-chave. Estes incluem:

liderança gerencial

participação dos funcionários

identificação de perigos

prevenção e controle de perigos

educação e treinamento

avaliação e melhoria do programa.

Avaliar regularmente o desempenho de sua organização no que diz respeito ao


cumprimento de suas metas de saúde e segurança é essencial para melhorar seu sistema de
gestão de sistema de segurança no trabalho (SST). A manutenção de registros precisos das
atividades do seu sistema de gestão de SST fornecerá informações úteis para ajudá-lo a
melhorar continuamente.
Uma metodologia muito utilizada é a implementação do método PDCA, do inglês Plan, Do,
Check, Act, que significa: planejar, fazer, verificar, agir ou corrigir.

Na década de 1950, o consultor administrativo Dr. William Edwards Deming desenvolveu


um método para identificar por que alguns produtos ou processos não funcionam como
esperado. Desde então, sua abordagem se tornou uma ferramenta de estratégia popular,
usada por muitos tipos diferentes de organizações. Isso lhes permite formular teorias sobre
o que precisa mudar e depois testá-las em um "ciclo de feedback contínuo".

O Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) é um programa que busca a melhoria


contínua das condições dos trabalhadores por meio de ações multidisciplinares e
sistematizadas.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Procedimentos e práticas de trabalho seguro garantem que todos na organização conheçam


suas responsabilidades e possam desempenhar suas funções de forma eficaz. Dessa forma,
crie procedimentos de trabalho seguros em nível organizacional, como conduzir uma
avaliação de risco, por exemplo.

Dica quente para você não esquecer

O ciclo PDCA é um ciclo contínuo de planejamento, execução, verificação (ou estudo) e


ação. Ele fornece uma abordagem simples e eficaz para resolver problemas e gerenciar
mudanças. O modelo é útil para testar medidas de melhoria em pequena escala antes de
atualizar procedimentos e práticas de trabalho.

A abordagem começa com uma fase de Planejamento em que os problemas são claramente
identificados e compreendidos, e uma teoria para melhoria é definida. As soluções
potenciais são testadas em pequena escala na fase Do, e o resultado é então estudado e
verificado. Passe pelos estágios Do e Check quantas vezes forem necessárias antes que a
solução completa e polida seja implementada, na fase Act do ciclo.

Referência Bibliográfica

CAMISASSA, M.Q. Segurança e Saúde no Trabalho - NRs 1 a 37 Comentadas e


Descomplicadas, Método; 8ª edição, 2022.

MOEN, R.D. AND NORMAN, C.L. Circling Back: Clearing Up Myths About the Deming Cycle
and Seeing How It Keeps Evolving. Quality Progress, 2010.
=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\05 - Acidentes do trabalho\
Acidentes do [Link] ===

Acidentes do trabalho

Nesta aula você aprendeu

Os acidentes de trabalho podem ser divididos como:

Típicos: é o acidente de trabalho que ocorre tanto no local de trabalho quanto no horário do
trabalho, ou seja, ocorre integralmente na empresa e no horário de serviço.

Atípicos: é o acidente que não necessariamente ocorrerá no local do trabalho, porém é


ocasionado devido à ocupação do trabalhador, das condições e do trabalho em que é
desenvolvido.

De trajeto: é o acidente que ocorre no trajeto do trabalhador de casa até o trabalho, tanto na
ida quanto na volta e independe do meio de locomoção que o trabalhador utilize.

Existem diferentes causas de acidentes dentro das organizações. Podemos destacar: A falta
de fiscalização por parte dos órgãos competentes, a resistência ao uso dos EPIs e a falta de
adequação e análises de riscos para cada atividade por parte das empresas.

O impacto de pessoa contra objeto é a maior situação geradora de acidentes no Brasil.

O dedo é a parte do corpo mais atingida em acidentes de trabalho. Enquanto isso,


ferramenta, máquina, equipamento e veículo são os principais agentes causadores de
acidentes.

A agenda 2030 é uma proposta com ações para a promoção do desenvolvimento


sustentável. A segurança e saúde do trabalhador é um dos objetivos básicos definidos em tal
agenda.

Ao ocorrer um acidente de trabalho, o empregador deve disponibilizar a comunicação de


acidente de trabalho (CAT). O CAT é um documento que deve ser preenchido
obrigatoriamente, segundo a lei 8.213/92, sempre que ocorrer um acidente de trabalho e
deve ser registrado pelo INSS.

O programa de controle médico de saúde ocupacional, mais conhecido como PCMSO, é


estabelecido pela CLT por meio da NR7. O principal objetivo é proteger e promover a saúde
dos trabalhadores.

A criação do PCMSO deverá seguir as diretrizes da avaliação de riscos do Programa de


Gerenciamento de Risco da organização.
Como aplicar na prática o que aprendeu

O CAT pode ser preenchido por meio do site do INSS. Acesse: [Link]
[Link]/CATInternet/faces/pages/cadastramento/[Link] para
saber o que é preciso para preencher o CAT. Apesar de poder ser registrado em uma
unidade física do INSS, por meio do site é mais simples.

Dica quente para você não esquecer

O acidente de trabalho de trajeto só ocorre se o trabalhador não tiver realizado desvios


discrepantes, e o tempo de percurso do trajeto deve ser compatível com a distância
percorrida.

Referência Bibliográfica

Camisassa, M.Q. Segurança e Saúde no Trabalho - NRs 1 a 37 Comentadas e Descomplicadas,


Método; 8ª edição, 2022.

MOEN, R.D. AND NORMAN, C.L. Circling Back: Clearing Up Myths About the Deming Cycle
and Seeing How It Keeps Evolving. Quality Progress, 2010.
=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\06 - Introdução à Higiene do
Trabalho e Ergonomia\Introdução à Higiene do Trabalho e [Link] ===

Introdução à Higiene do Trabalho e Ergonomia

Nesta aula você aprendeu

A ergonomia é a ciência de adequar as condições do local de trabalho e as demandas do


trabalho à capacidade da população trabalhadora.

O objetivo da ergonomia é reduzir o estresse e eliminar lesões e distúrbios associados ao


uso excessivo dos músculos, má postura e tarefas repetidas.

Um programa de ergonomia no local de trabalho pode ter como objetivo prevenir ou


controlar lesões e doenças, eliminando ou reduzindo a exposição do trabalhador a fatores
de risco de doenças ocupacionais usando controles administrativos e de engenharia. O EPI
também é usado em alguns casos, mas é o controle menos eficaz do local de trabalho para
lidar com os riscos ergonômicos.

Os fatores de risco incluem posturas inadequadas, repetição, manuseio de materiais, força,


compressão mecânica, vibração, temperaturas extremas, ofuscamento, iluminação
inadequada e duração da exposição. Por exemplo, funcionários que passam muitas horas em
uma estação de trabalho podem desenvolver problemas relacionados à ergonomia,
resultando em distúrbios musculoesqueléticos.

Existem os agentes de risco:

Físico

Químico

Biológico

As contribuições de Richard Schilling marcam um momento decisivo na discussão da


relação entre doença e trabalho. A classificação original de Schilling (1984) é composta por
três grupos:

Grupo I: doenças em que o trabalho é causa necessária, como acidentes de trabalho e


doenças profissionais legalmente reconhecidas (como intoxicação por chumbo e silicose);

Grupo II: doenças em que o trabalho é um fator contribuinte (por exemplo, lesão por
esforço repetitivo [LER/distúrbios musculoesqueléticos relacionados ao trabalho DORT; e

Grupo III: doenças agravadas pelo trabalho ou casos em que o trabalho provoca um
distúrbio latente (por exemplo, asma ou dermatite alérgica).
A quarta categoria, embora menos conhecida, é digna de menção e não é citada por todos os
autores. Foi introduzida pelo autor em 1989 e abrange doenças em que o trabalho oferece
fácil acesso a perigos potenciais (por exemplo, cirrose hepática em bartenders; suicídio em
trabalhadores de laboratórios médicos, médicos intensivistas e anestesiologistas).

Como aplicar na prática o que aprendeu

Os empregadores são responsáveis por fornecer um local de trabalho seguro e saudável


para seus trabalhadores. No local de trabalho, o número e a gravidade de doenças
ocupacionais resultantes do esforço físico excessivo e seus custos associados podem ser
substancialmente reduzidos caso você, especialista em segurança do trabalho, consiga
aplicar de maneira assertiva os princípios ergonômicos.

Dica quente para você não esquecer

Saúde e doenças são termos e conceitos diferentes:

Referência Bibliográfica

CAMISASSA, M.Q. Segurança e Saúde no Trabalho - NRs 1 a 37 Comentadas e


Descomplicadas, Método; 8ª edição, 2022.

SCHILLING, R.S.F. More effective prevention in occupational health practice? J Soc Occup
Med., 1984.
=== 01 - Introdução à Engenharia de Segurança do Trabalho\07 - EPIs e EPCs\
Equipamentos de proteção .docx ===

Equipamentos de proteção

Nesta aula você aprendeu

De acordo com a hierarquia de controles do Instituto Nacional de Segurança e Saúde


Ocupacional (NIOSH) , o EPI é recomendado como o último nível de defesa para prevenir
lesões, doenças e fatalidades ocupacionais, mas algumas empresas o combinaram com
outras medidas de controle para garantir um ambiente seguro e saudável para seus
trabalhadores. Veja alguns benefícios do uso de EPIs:

evitar lesões desnecessárias no local de trabalho;

proteger os funcionários da exposição excessiva a produtos químicos;

prevenir a propagação de germes e doenças infecciosas;

ajudar as empresas a cumprir os requisitos regulatórios;

melhorar a produtividade e a eficiência dos funcionários.

No entanto, mesmo os controles mais rigorosos não eliminam necessariamente todos os


riscos associados à maioria das tarefas de trabalho e é aí que a necessidade de EPI deve ser
avaliada. Uma avaliação de risco pode ajudar a identificar quais EPIs especializados serão
necessários.

Existem vários tipos de equipamentos de segurança no local de trabalho disponíveis,


dependendo da exposição ao perigo e das condições de trabalho.

As medidas coletivas são chamadas de coletivas porque protegem mais de uma pessoa. Eles
protegem um grupo, ou mesmo todos, fazendo a tarefa. Por exemplo, se alguém estiver
trabalhando em altura, usar um andaime oferece a todos no local um acesso seguro.

Normalmente, as medidas de proteção coletiva são a melhor opção, e devem sempre ser
consideradas em primeiro lugar. Não apenas porque protegem muitos, mas também porque
geralmente não exigem ação dos indivíduos que os utilizam.

Por exemplo, se sua equipe estiver trabalhando em um telhado, a proteção de borda ao


redor do perímetro protegerá todos contra quedas. Uma barreira física é colocada no início
do projeto, e quem acessa o telhado se beneficia de sua proteção, sem necessidade de tomar
outras medidas. Uma medida alternativa de proteção individual poderia ser um arnês
(espécie de cinto de segurança) e um talabarte (dispositivo conectado ao cinturão do tipo
paraquedista). Mas cada usuário que acessou a área do telhado precisa se lembrar de usar
seu arnês e prender em um ponto de ancoragem seguro toda vez que acessar a área do
telhado.
A norma regulamentadora 6 apresenta as obrigações do empregador quanto ao uso de EPI e
EPC nas empresas. Entretanto, o uso de tais equipamentos também aparece em outras
normas.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Para promover a segurança do EPI em seu local de trabalho, dependendo do local de


trabalho, vocês precisarão fazer o seguinte:

Verificar os locais de trabalho regularmente para a necessidade de EPI;

Se for necessário EPI, forneça aos funcionários EPI devidamente ajustado;

Treinar os funcionários conforme as NRs;

Forneça óculos de proteção ou protetores faciais quando houver perigo de partículas


voadoras ou materiais corrosivos;

Exigir o uso permanente de óculos de segurança em locais de trabalho que apresentem risco
de perfurações oculares, abrasões, contusões ou queimaduras;

Forneça e exija luvas de proteção em situações em que os funcionários possam ser cortados
ou possivelmente expostos a líquidos corrosivos, produtos químicos, sangue e outros
materiais potencialmente infecciosos;

Exija o uso de proteção para os pés quando houver risco de lesão nos pés por substâncias
quentes, corrosivas ou venenosas e objetos em queda;

Inspecione os capacetes periodicamente quanto a danos no casco e no sistema de


suspensão;

Manter o EPI em condições sanitárias e prontas para uso;

Certifique-se de que as instalações de lavagem dos olhos e chuveiros rápidos sejam


facilmente acessíveis para os funcionários quando forem acidentalmente expostos a
materiais corrosivos;

Estabeleça procedimentos de trabalho seguros para descartar ou descontaminar o EPI após


exposições perigosas.

Dica quente para você não esquecer

Segurança de EPI é a prática de garantir um ambiente de trabalho seguro para funcionários


e visitantes por meio do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPI). A segurança é
primordial para todas as empresas em todos os setores. O uso de EPIs é essencial para
proteger os funcionários de riscos e perigos.
Referência Bibliográfica

CAMISASSA, M.Q. Segurança e Saúde no Trabalho - NRs 1 a 37 Comentadas e


Descomplicadas, Método; 8ª edição, 2022.

Norma Regulamentadora 6. Disponível em:


<[Link]
secretaria-de-trabalho/inspecao/seguranca-e-saude-no-trabalho/ctpp-nrs/norma-
regulamentadora-no-6-nr-6>. Acesso em: 1 out. 2022.
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\02 - Conceitos e
Princípios de Administração\Conceitos e Princípios de Administração .docx ===

Conceitos e Princípios de Administração

Introdução

Para compreender a prática profissional do Serviço Social na atualidade, é necessário


ampliar o olhar sobre o processo histórico do mundo do trabalho, uma vez que todas as
pessoas são afetadas pelas significativas mudanças societárias que vêm ocorrendo, com
reflexos no desenvolvimento econômico, cultural e social no mundo. Diante desse contexto,
cabe realizar uma releitura do terreno sócio-histórico e das formas de produção até os dias
atuais, em que as metamorfoses ocorridas no mundo do trabalho impactam a vida dos
trabalhadores.

Neste módulo, você será situado historicamente em relação ao trabalho no mundo e no


Brasil, e identificar os processos e modelos de produção (taylorismo, fordismo e toytismo)
implementados nas organizações ao longo do tempo, a partir da racionalidade capitalista
vivenciada nesses ambientes.

Objetivos da aula

Definir conceitos básicos de Administração.

Discutir as teorias da administração e organizações.

Mostrar a importância da Administração.

Resumo

Olá, caro aluno, tudo bem? Neste texto vamos apresentar os principais temas do primeiro
módulo. Vamos nesta?

O trabalho sempre existiu, mesmo que o homem não tivesse consciência do que era trabalho
propriamente dito. Com o passar do tempo e a evolução da espécie, criou-se a necessidade
de buscar por regras e conceitos relacionados à segurança trabalhista.

Invenções como o surgimento do fogo, a criação da lança e o surgimento da roda foram


fundamentais para ajudar no avanço da segunda. Historicamente é nítido que o homem
passou por três grandes revoluções: agrícola, industrial e tecnológica. Em cada uma das
revoluções o homem sofria um tipo de pressão diferente que podia prejudicá-lo de alguma
forma.

Segundo apresenta Ruppenthal (2013):


“A indicação mais remota a respeito da necessidade de segurança no trabalho, referente à
preservação da vida e saúde do trabalhador, data de um registro em um documento egípcio,
o papiro Anastácius V, onde descreve a situação de trabalho de um pedreiro: “Se trabalhares
sem vestimenta, teus braços se gastam e tu te devoras a ti mesmo, pois, não tens outro pão
que os seus dedos”. Desta forma, o homem evoluiu para a agricultura e o pastoreio, do
artesanato e chegou a era industrial, sempre acompanhado de diferentes riscos que afetam
sua vida e saúde” (Ruppentha 2013, p.15).

Previamente à Revolução Industrial, os acidentes mais graves eram normalmente causados


por quedas, afogamentos, queimaduras ou ferimentos causados por animais domésticos, já
que na época a força empregada era, em geral, a humana ou a tração animal. A partir da
utilização da energia hidráulica à manufatura, sucedida da máquina a vapor e eletricidade,
houve um grande progresso na invenção de máquinas novas e mais eficientes para que
pudessem acompanhar a industrialização, mas trouxe também novos riscos e tornou os
acidentes de trabalho maiores e mais numerosos. Ainda assim, mal se falava em saúde
ocupacional.

Com o desenvolvimento tecnológico e controle de forças cada vez mais abrangentes, há uma
série de situações perigosas em que máquina, engrenagens, produtos químicos, gases,
envolvem o homem de tal maneira que o forçam a ter cautela enquanto exerce suas funções
laborais, já que nesse contexto estava suscetível a sofrer alguma lesão irreparável ou vir a
óbito (ALBERTON, 1996).

A Revolução Industrial Inglesa, por volta de 1760 e 1830, proporcionou o surgimento da


primeira máquina de fiar, o que mudou profundamente a história da humanidade. Conforme
afirma Alberton (1996), o aparecimento das máquinas que podiam fiar em um ritmo
infinitamente superior ao do mais hábil artesão, a improvisação das fábricas e os operários
destreinados, que em sua maioria era composta por mulheres e crianças, sucedeu em
problemas ocupacionais extremamente graves. O número de acidentes de trabalho passou a
ser alto devido a fatores como: inexistência de proteção das máquinas ruidosas, falta de
treinamento em sua operação, ausência de uma jornada de trabalho e as más condições do
ambiente de trabalho como um todo. Ao passo que novas fábricas eram inauguradas e novas
atividades industriais se iniciavam, também crescia o número de acidentes e doenças, tanto
ocupacionais quanto não-ocupacionais.

Perante a grande pressão a opinião pública e o intenso e crescente número de acidentes na


indústria, foi criado no Parlamento Britânico, dirigido por sir Robert Peel, uma comissão de
inquérito que, em 1802, conseguiu aprovar a primeira lei de proteção aos trabalhadores, a
chamada “Lei de Saúde e Moral dos Aprendizes”, que estabelecia a jornada diária de doze
horas de trabalho, a proibição de trabalho noturno e a obrigação por parte dos
empregadores a lavar as paredes das fábricas uma vez por semestre e estabelecia a
ventilação obrigatória. Após isso, diversas outras leis complementares foram seguidas,
ainda assim, devido à forte oposição dos empregadores, apenas uma parcela mínima do
problema foi resolvida. (ALBERTON, 1996)

Após algumas décadas, passaram a existir algumas funções médicas específicas na fábrica,
dadas as necessidades da época, o profissional seria responsável desde o exame
admissional e periódico até a orientação de doenças ocupacionais e não-ocupacionais. Disso
em diante, com o grande desenvolvimento industrial, em especial na Grã-Bretanha, mas
também em outros países da Europa, uma sucessão de medidas legislativas, que foram
estabelecidas em prol da segurança e saúde do trabalhador (ALBERTON, 1996).

O processo de trabalho no Brasil é reconhecido a partir do marco histórico da abolição da


escravatura, ocorrida em 1888, quando os escravos foram libertados e os imigrantes
europeus deslocaram-se para o Brasil, incentivados pelo governo, que procurava atraí-los,
subsidiando a passagem de navio e estabelecendo contratos com empresas e particulares, a
fim de que os imigrantes explorassem a agricultura neste novo país.

Os imigrantes enfrentaram péssimas e impostas condições de trabalho, e instalaram-se nos


núcleos coloniais ou nas fazendas, na condição de empregados. Isso, em consequência da
ausência do trabalho servil dos escravos, que desde então deveriam ser pagos para realizar
a atividade na lavoura. Os fazendeiros, em todo o território do país, estavam sofrendo com a
falta de mão de obra e com a desorganização do trabalho, tendo sido grandes as perdas nas
lavouras de café por falta de colhedores. Fazendeiros e elite preferiram pagar aos
imigrantes a pagar o trabalho dos negros, agora livres, ou aos imigrantes africanos, pois isso
restabeleceria o tráfego negreiro.

No Brasil, a utilização da mão de obra imigrante na agricultura era utilizada em grande


escala, fato que levou o Presidente Getúlio Vargas a aprovar a Lei de Cotas de Imigração. A
Lei citada serviu para dificultar a emigração. Após alguns anos, na década de 30, tivemos um
deslocamento da massa trabalhadora do campo para as indústrias.

Na segunda metade do século XIX, ocorreu o surgimento dos primeiros grandes


empreendimentos industriais brasileiros, em número significativo, constituindo a base da
industrialização do país. Em 1889, havia pouco mais de 600 estabelecimentos industriais e,
em 1920, já eram mais de 14.000, predominantemente de propriedade nacional,
concentrados nos setores de bens de consumo não duráveis, principalmente empresas
têxteis, de alimentos e de bebidas (BIRCHAL, 2004).

Cabe salientar que, no período entre as duas grandes guerras, a presença do capital
estrangeiro era significativa no Brasil. O capital inglês controlava as principais empresas de
fumo, fósforo e papel, com investimentos no setor têxtil, calçadista e em moinhos. O capital
americano estava presente nos setores de alimentos, equipamentos ferroviários, lâmpadas,
transformadores, cimento. No setor automotivo, a Ford, a General Motors e a Chrysler já
haviam estabelecido unidades de montagem de automóveis no País; o capital suíço, nos
setores de curtume e alimentos; e os franceses, no segmento químico. Na área farmacêutica
e química, a presença maior era de empresas alemãs, francesas, americanas e britânicas
(BIRCHAL, 2004).

Neste período tivemos grandes marcos como a criação do Ministério do Trabalho,


implementado em 1930. Além disso, tivemos também, em 1934, com o auxílio da
Constituição Brasileira, diretrizes tratando do direito ao salário-mínimo, à carteira de
trabalho, sindicado dos trabalhadores, férias remuneradas, proteção ao trabalho infantil e
feminino bem como estabelecimento da jornada de trabalho.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Como podemos perceber na figura 1, o corte da madeira com serra circular sem proteção
pode ser perigoso uma vez que a parte cortante da serra está sem proteção, o marceneiro
pode distrair-se e amputar o dedo com a serra.

Figura 1 – Serra cortante para madeira sem proteção.

Porém, com a observação das atividades do marceneiro, o engenheiro pode compreender


como esse profissional desenvolve suas atividades e projetar uma máquina que desenvolva
a mesma função e tenha a serra protegida, conforme mostra a Figura 2.

Figura 2 – Serra cortante para madeira com proteção.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

Pode-se dizer que não há separação nítida entre o passado e o presente no que diz respeito
à teoria e à prática administrativa das organizações. Ao contrário, o passado é sombra do
presente, explica Hampton (1983). Porém, a teoria administrativa contemporânea enfatiza a
natureza das organizações, como sistemas, nos quais tudo está interligado.

Racionalidade capitalista significa colocar o foco na otimização de todos os recursos,


inclusive dos recursos humanos (as pessoas), explorando ao máximo a sua eficiência,
reconhecendo o capital humano como um capital invisível, composto de ativo intangível —
o capital intelectual.

O valor de mercado de uma empresa não depende mais apenas do seu valor patrimonial
físico ou de seu capital financeiro, mas, principalmente, do valor do seu capital intelectual,
em que o conhecimento se transforma no recurso mais importante da organização.
O conceito de gestão do conhecimento nasceu na década de 1990 e passou a fazer parte da
estratégia empresarial. Porém, o conhecimento não é puro e simples, ele existe dentro dos
sujeitos, por isso é complexo e intangível (SVEIBY, 1998).

Referência Bibliográfica

ALBERTON, A. Uma metodologia para auxiliar no gerenciamento de riscos e na seleção de


alternativas de investimentos em segurança. Programa de pós-graduação em engenharia de
produção. Florianópolis: UFSC, 1996.

Anzolin, A. Segurança do trabalho na marcenaria: riscos e prevenções. Disponível em:


[Link] Acessado em: 16
de Novembro.

BIRCHAL, S. Globalização e nacionalização das empresas brasileiras: 1990 a 1999. Minas


Gerais, Ibmec: 2004. Disponível em: [Link]
[Link]. Acesso em: 5 out. 2022.

HAMPTON, D. R. Administração contemporânea: teoria, prática e casos. 2. ed. São Paulo:


McGraw-Hill,1983.

RUPPENTHAL, Janis Elisa. Gerenciamento de riscos. Santa Maria: Universidade Federal de


Santa Maria, Colégio Técnico Industrial de Santa Maria ; Rede e-Tec Brasil, 2013.

SVEIBY, K. E. A nova riqueza das organizações. Rio de Janeiro: Campus, 1998.


=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\03 - Política e
Programa de Engenharia de Segurança do Trabalho\Política e Programa de Engenharia de
Segurança do [Link] ===

Política e Programa de Engenharia de Segurança do Trabalho

Introdução

Com o passar do tempo e com o advento da revolução industrial que intensificou as


jornadas de trabalho e aumentou a periculosidade do ambiente, passou-se a intensificar
também as legislações de trabalho, surgindo então leis que proibiam o trabalho infantil, e
adequavam as mulheres, idosos e mulheres gravidas de acordo com sua capacidade de
produção. Além das leis, grandes organizações, como a OIT (Organização Internacional do
Trabalho) passaram a atuar no cenário mundial. Neste módulo estudaremos algumas das
principais organizações e sua influência nas legislações trabalhistas e também conceitos
importantes relacionados a norma ISO 45001 onde entenderemos do que se trata, a quem
se aplica e suas particularidades.

Objetivos da aula

Conhecer os requisitos para um sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho que


permite à organização eliminar ou minimizar riscos às pessoas e a outras partes
interessadas que possam estar expostas aos perigos associados às suas atividades.

Discutir aspectos fundamentais da norma ISO que dispõe sobre o Sistema de Gestão da
Saúde e Segurança Ocupacional (SGSSO) enquanto elemento fundamental da estratégia de
gestão de risco organizacional.

Discutir a função e o conteúdo de uma Política de segurança do trabalho a nível


organizacional e nacional.

Resumo

A primeira vez que líderes e autoridades ordenaram que seus trabalhadores utilizassem
equipamentos de segurança, segundo registros históricos, foi durante a idade média. Houve
inclusive um levantamento das doenças causadas pelos trabalhos existentes que mais tarde
serviram como base para novos registros de segurança do trabalho durante o renascimento.
Destacam-se nesse período: Samuel Stockausen como pioneiro da inspeção médica no
trabalho e Bernardino Ramazzini como sistematizador do conhecimento acumulado sobre
segurança (FERREIRA et. al. 2012).

Ritti e Pinto (2016) relatam em sua obra que, em 1779, já constava em seus anais e
congressos trabalhos com temas relacionados à medicina e saúde do trabalho. Em Milão, no
mesmo ano, houve a função de uma sociedade que tinha como objetivo o bem-estar do
trabalhador uma vez que a revolução industrial passou a exigir esse cuidado.

Ainda de acordo os autores Ritti e Pinto, o movimento de prevenção tomou conta primeiro
dos Estados Unidos no início do século XX, enquanto, no resto do mundo (África, Ásia,
Austrália e o resto da América), o movimento de prevenção nasceu logo após a fundação da
organização internacional do trabalho (OIT) em 1919.

A OIT visava uniformizar questões trabalhistas relacionadas a escravidão, condições


subumanas, limitação da jornada de trabalho, proteção a maternidade, trabalho noturno
para mulheres, idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para menores
(JUNIOR, 2011).

Em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, implantaram-se serviços de medicina


ocupacional com fiscalização por parte do governo nas empresas e indústrias e essa
fiscalização aumentou após a Segunda Guerra Mundial, uma vez que o senso humanitário
cresceu com o fim da guerra. Ainda após a segunda guerra, foi assinada a Carta das Nações
Unidas em São Francisco, que previa a preservação das condições de vida das futuras
gerações (PINHEIRO, 2012).

Também após a segunda guerra mundial, em 1948, criou-se a Organização Mundial da


Saúde (OMS) e com ela veio o conceito de que saúde é o completo bem-estar físico, mental e
social e não somente a ausência de algum tipo de enfermidade ou doença. A OMS diz ainda
que o gozo do grau máximo de saúde que se pode alcançar é um dos direitos fundamentais
do trabalhador (JUNIOR, 2011).

Moraes (2011) em seu livro diz que no ano de 1948 a Assembleia Geral das Nações Unidas,
aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem. A declaração garante ao
trabalhador a aplicação das normas jurídicas relacionadas ao direito ao trabalho, à livre
escolha de emprego as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao
desemprego; o direito ao repouso e ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias
periódicas remuneradas, além de padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família
saúde e bem-estar.

Ainda de acordo com Moraes (2011) com a ânsia dos países de se reerguerem pós segunda
guerra, houve uma série de problemas relacionados a acidentes e doenças no meio
industrial. Era necessária a criação de novos meios de intervenção nas causas dos
problemas. Em 1949 a Inglaterra deu início a pesquisa de ergonomia com o objetivo de
organizar o ambiente de trabalho com base na realidade do homem trabalhador.

Em 1952, com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço -CECA, as questões


voltaram-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço, que até
hoje estimula e financia projetos no setor. Na década de 60 inicia-se um movimento social
renovado, revigorado e redimensionado, marcado pelo questionamento do sentido da vida,
o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos
países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália,
(ESQUERDO, 2016, p. 11)

No que se refere a saúde e segurança do trabalhador, temos ainda o Sistema de Gestão da


SST (Saúde e Segurança do Trabalho) que é parte integrante de um sistema de gestão de
toda e qualquer organização, o qual proporciona um conjunto de ferramentas que
potenciam a melhoria da eficiência da gestão dos riscos da SST, relacionados com todas as
atividades da organização.

Os sistemas de gestão de SST estão normalmente apoiados em políticas com uma visão mais
generalista. Um exemplo de política generalista é apresentado pela Organização
Internacional do Trabalho (ILO-OSH 2001), que possui um espectro amplo de aplicações em
organizações de diferentes nacionalidades, porém não contempla, de forma detalhada, as
orientações necessárias para o estabelecimento de um programa ou sistema voltado à
gestão da SST, cujo papel tem sido assumido por normas mais específicas em cada país,
como, por exemplo, a extinta norma BS 8800:1996, a OHSAS 18001:1999 e a ISO
45001:2018.

Cada organização deve refletir, a partir de seu porte e natureza de seus riscos, e adequar os
aspectos referidos, em face das suas características e especificidades, com o propósito de
definir, tornar efetiva, rever e manter a política da SST da organização, com base na qual se
poderá definir e estabelecer: a estrutura operacional; as atividades de planejamento; as
responsabilidades; as práticas; os procedimentos; os processos; os recursos.

A norma ISO 45001 especifica os requisitos para um Sistema de Gestão de Segurança e


Saúde no Trabalho (SGSST) e fornece orientações para o seu uso, para possibilitar que as
organizações ofereçam locais de trabalho seguros e saudáveis, contribui para a prevenção
de lesões e doenças relacionadas ao trabalho, bem como para o aprimoramento do
desempenho do SGSST.

A norma ISSO 45001 serve para:

1) Auxiliar no entendimento a organização e seu contexto

2) Auxiliar no entendimento às necessidades e expectativas dos trabalhadores e partes


interessadas

3) Auxiliar na determinação do escopo do sistema de gestão de segurança e saúde no


trabalho

4) Sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho

A organização deve levar em conta a hierarquia de controles e as saídas do sistema de


gestão de SST quando planeja a tomada de ações. Ao planejar suas ações, a organização deve
considerar as melhores práticas, opções tecnológicas e requisitos financeiros, operacionais
e de negócio.
Eliminando os perigos e reduzindo os riscos de segurança e saúde ocupacional, a
organização deve estabelecer, implementar e manter um processo para eliminar os perigos
de risco e reduzir os riscos de SST, adotando a seguinte hierarquia de controles:

a) eliminação do perigo;

b) substituição do processo por processos, operações, materiais e equipamentos menos


perigosos;

c) adoção de controles de engenharia e reorganização do trabalho;

d) adoção de controles administrativos, incluindo treinamento;

e) uso de EPI adequado. Nota: Em muitos países, requisitos legais e outros requisitos
incluem o fornecimento de EPI aos trabalhadores sem qualquer custo para estes.

Como aplicar na prática o que aprendeu

A utilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs) é fundamental para garantir a


proteção do trabalhador no meio laboral, tendo o empregador e o empregado deveres
quanto a esse dispositivo tão importante para a vida do colaborador e evidenciado na
norma regulamentadora. Assim, cabe ao empregador informar sobre a utilização dos EPIs e
medidas de proteção coletiva, bem como ceder esses dispositivos ao colaborador. Já em
relação aos empregados, é seu dever utilizar os EPIs cedidos pelo empregador,
responsabilizando-se por sua guarda e conservação, cumprindo as determinações
estipuladas pelo empregador acerca de seu uso adequado e informando-o sobre qualquer
alteração que danifique o EPI.

Todas as atividades profissionais que possam gerar algum tipo de risco físico para o
trabalhador devem ser executadas com o auxílio de EPIs, evitando consequências negativas
em casos de acidentes de trabalho.

Conheça, a seguir, o estudo de caso sobre o equipamento de proteção individual.

Estudo de caso: Equipamentos de proteção individual:

Para uma empresa de limpeza é essencial, como para quaisquer outros serviços, a utilização
dos equipamentos individuais para a proteção dos funcionários que estão diretamente em
contato com alguns riscos, sendo o maior deles o risco químico, devido ao contato com
diversas substâncias químicas de limpeza.

Os principais EPIs utilizados nesta atividade laboral são:

- Luvas de borracha;
- Avental impermeável;

- Botas ou calçados fechados.

Uma empresa de comércio e serviços. de médio porte, localizada na cidade de Limeira. tem
60 colaboradores. Por motivo de redução de custos, a empresa parou de fornecer os EPIs
para os colaboradores da higienização, devido à falta de conservação dos EPIs fornecidos
pela empresa.

Uma colaboradora com 15 anos de trabalho, ciente dos seus direitos, negou-se a trabalhar
sem os devidos EPIs, sendo desligada por justa causa por insubordinação.

Para o levantamento das causas dos motivos da falta de conservação dos EPIs, algumas
atitudes podem ser tomadas:

- Realizar uma reunião envolvendo todos os colaboradores.

- Ouvir os envolvidos juntamente com profissionais da saúde do trabalho para identificar as


causas.

- Identificar a principal causa que tem corroborado para a falta de conservação dos EPIs.

- Solicitar que os profissionais sinalizem soluções para o problema.

- Planejar ações para evitar recorrências.

- Avaliar os resultados das ações.

- Mensurar e divulgar resultados.

Contudo, alguns itens deveriam ser analisados quanto ao problema de custos referentes aos
EPIs, como:

- Verificar a conservação dos equipamentos, ações como a prática da limpeza e o


armazenamento adequado podem aumentar a vida útil e a qualidade do equipamento.

- Treinar os trabalhadores quanto à conservação, para que seja executada de maneira


correta.

- Definir quais EPIs são fundamentais para a empresa.

Existem muitas técnicas e estratégias que podem ser usadas para análise de causa raiz,
como, por exemplo, a abordagem dos cinco porquês. Para este estudo de caso, têm-se:

1° POR QUE

- Por que os EPIs não duram o tempo previsto?

R: Porque os colaboradores os armazenavam de maneira errada.


2° POR QUE

- Por que os colaboradores os armazenavam de maneira errada?

R: Porque os colaboradores guardavam os EPIs molhados.

3° POR QUE

- Por que os colaboradores guardavam os EPIs molhados?

R: Porque não receberam as orientações necessárias para uso, guarda e conservação dos
EPIs;

4° POR QUE

- Por que os colaboradores não receberam as orientações sobre uso, guarda e conservação
dos EPIs?

R: Porque o treinamento periódico dos EPIs não foi realizado pela empresa.

5° Por que o treinamento periódico do EPI não foi realizado pela empresa?

R: Porque a empresa queria diminuir os custos, garantindo somente a entrega do EPI ao


colaborador. (Esse último item revela o processo falho que geralmente pode ser corrigido).

Normas Regulamentadoras:

Nesse caso, a empresa passará por sanções legais por estar desrespeitando a legislação
Normas Técnicas e as Normas Regulamentadoras, em específico a NR 6, item 6.6.1, que trata
de "orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação O auto de
infração, concedendo prazo não superior a 60 «sessenta) dias para adequação da
irregularidade, podendo prorrogar por 120 (cento e vinte) dias, mediante solicitação a
autoridade regional competente.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

O estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 20 de março


de 2020, e da emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do
coronavírus resultou em algumas medidas legais que afetam as relações de trabalho e
demandam acompanhamento específico considerando suas características temporais.

A MEDIDA PROVISÓRIA N º 927/2020 flexibilizou alterações nas relações de trabalho com


aditivos contratuais que viabilizaram de imediato: o teletrabalho; a antecipação de férias
individuais; a concessão de férias coletivas; os usos de feriados; o banco de horas;
exigências de segurança e do diferimento do FGTS.

A MEDIDA PROVISÓRIA Nº 946, DE 7 DE ABRIL DE 2020 Extingue o Fundo PIS-Pasep,


instituído pela Lei Complementar nº 26, de 11 de setembro de 1975, transfere o seu
patrimônio para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, e dá outras providências. LEI Nº
14.020, DE 6 DE JULHO DE 2020: Instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do
Emprego e da Renda.

DECRETO Nº 10.470, DE 24 DE AGOSTO DE 2020: prorrogou os prazos para celebrar os


acordos de redução proporcional de jornada de trabalho e de salário e de suspensão
temporária de contrato de trabalho e para efetuar o pagamento dos benefícios
emergenciais.

Observação: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações e estará, obrigatoriamente,
presente nas videoaulas. Fique tranquilo(a)!

Referência Bibliográfica

ESQUERDO, M. C. SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO. Universidade Candido Mendes


AVM: Faculdade Integral - Pós-Graduação "Lato Sensu". Rio de Janeiro, 2012.

FERREIRA, B. L. A., NETO, F. G. V., FRANCO. H. M. S., et. al. SEGURANÇA NO TRABALHO: UMA
VISÃO GERAL. Ciências Exatas e Tecnológicas. ISSN: 1980-1777. V. 1, n.15, p. 95-101, 2012.

JUNIOR, A. S. M. Apostila - O Ambiente e as doenças do trabalho. IESP. João Pessoa, 2011.

MORAES, G. Normas Regulamentadoras Comentadas e Ilustradas - Legislação de Segurança


e Saúde no Trabalho. Gerenciamento Verde Editora. 1° Edição. Rio de Janeiro, 2011.

PINHEIRO, C. S. INTRODUÇÃO À SEGURANÇA DO TRABALHO. Instituto de Formação -


Cursos Técnicos Profissionalizantes. Barra da Estiva, 2012.

RITTI, H. F., PINTO, V. C. Os trabalhadores e a história do Prevencionismo. e-TEC Brasil.


2016.
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\04 - Organização
dos Serviços Especializados de Segurança do Trabalho\Organização dos Serviços
Especializados de Seguranç.docx ===

Organização dos Serviços Especializados de Segurança do Trabalho

Introdução

Neste módulo destacam-se conceitos que envolvem grupos e processos relacionados à


segurança e saúde ocupacional. A NR 4 está relacionada ao Serviço Especializado em
Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), uma entidade de grande
importância para as empresas e uma grande conquista para os trabalhadores, devido à sua
importância. Pontos que valem destaque são: a formação do SESMT, número de
funcionários e obrigações.

Além disso, vale o destaque também para a NR 5, conhecida como Organização da Comissão
Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA). A CIPA, assim como o SESMT, é uma conquista
dos trabalhadores e, assim como foi discutido para a NR 4, vale-se a discussão dos seguintes
pontos: quem deve fazer parte, como agem os membros e como se dá a especialização de
cada um dos membros.

Objetivos da aula

Discutir os objetivos, a importância, composição, organização, bem como as atribuições e o


funcionamento da CIPA no contexto da segurança e saúde do trabalho.

Compreender a estruturação, o dimensionamento e as competências do SESMT.

Discutir como se organiza o PCMSO, sua função e explanar sobre o ambulatório de saúde
ocupacional.

Resumo

Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho


(SESMT) devem ser constituídos por profissionais com formação plena na área
prevencionista, sendo que eles serão os responsáveis por aplicar o conhecimento técnico
em benefício da qualidade do ambiente de trabalho, dentre claro, entre outras diversas
funções como vistoria do uso de EPIS e da utilização correta. Todas as atribuições legais
referentes ao SESMT estão estabelecidas e dispostas na NR 4 disponível no site do
Ministério do Trabalho (BRASIL, 2016).

O item 4.2, presente na NR 4, especifica como deve ocorrer o dimensionamento do SESMT


em uma empresa, nesse item estão presentes as determinações de quantidade de
profissionais da área de saúde e segurança do trabalho que a empresa deve possuir em seu
corpo de funcionários para tratar de serviços relacionados ao assunto. Entre os cargos,
podemos citar: técnicos em segurança do trabalho, auxiliares ou técnico em enfermagem do
trabalho, engenheiros de segurança do trabalho, médicos e enfermeiros do trabalho. O
dimensionamento irá ocorrer de acordo com o nível de periculosidade das atividades que a
empresa realiza e da quantidade de funcionários que a empresa mantém presentes no
ambiente (FERREIRA E PEIXOTO, 2012).

Para o dimensionamento do quadro de funcionários, é necessário primeiro consultar as


tabelas presentes na NR 4. Na norma há uma tabela estabelecendo o grau de risco da
atividade a ser desenvolvida e outra relacionando o grau de risco ao número de
funcionários.

Já a CIPA, abreviação para “Comissão Interna de Prevenção de Acidentes", é um grupo


composto por funcionários de uma empresa para representar os funcionários de um modo
geral e o empregador em assuntos relacionados à colaboração na prevenção de acidentes. A
CIPA tem como filosofia que o acidente de trabalho é sempre fruto de causas que podem ser
evitadas, amenizadas ou eliminadas (BRASIL, 2019).

De acordo com Ferreira e Peixoto (2012), em 1940, o Governo Federal criou a CIPA com o
intuito de minimizar a grande quantidade de acidentes de trabalho que havia acontecendo
em empresas, os autores afirmam que o objetivo era encontrar soluções que fossem capazes
de proporcionar maior segurança ao trabalhador e ao local de trabalho. O “cipeiro” é a
pessoa responsável na realização da ligação entre o empregado e o empregador, isso porque
é ele que está presente nos locais de trabalho, realizando o levantamento de riscos e
discutindo com os superiores as devidas medidas a serem tomadas. Ainda de acordo com os
autores, o “cipeiro” é um forte e importante aliado ao técnico de segurança do trabalho.
Cabe aos membros da CIPA levantarem ambientes de risco e discutirem soluções.

Além da CIPA e do SESMT já citados e comentados, temos uma importante ferramenta que é
o PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional), parte integrante do
conjunto mais amplo de iniciativas da organização no campo da saúde de seus empregados,
devendo estar harmonizado com o disposto nas demais NRs.

O PCMSO tem o objetivo de prevenir doenças, rastrear e diagnosticar, precocemente, os


agravos à saúde relacionados ao trabalho, elaborado pelo Médico do Trabalho. De acordo
com a NR7, O PCMSO deve incluir ações de:

a) vigilância passiva da saúde ocupacional, a partir de informações sobre a demanda


espontânea de empregados que procurem serviços médicos;

b) vigilância ativa da saúde ocupacional, por meio de exames médicos dirigidos que
incluam, além dos exames previstos nesta NR, a coleta de dados sobre sinais e sintomas de
agravos à saúde relacionados aos riscos ocupacionais.

Ainda de acordo com a NR-7, o PCMSO deve ser elaborado considerando os riscos
ocupacionais identificados e classificados pelo PGR (Programa de Gerenciamento de
Riscos). 7.5.2 Inexistindo médico do trabalho na localidade, a organização pode contratar
médico de outra especialidade como responsável pelo PCMSO. O PCMSO deve incluir a
avaliação do estado de saúde dos empregados em atividades críticas, considerando os riscos
envolvidos em cada situação e a investigação de patologias que possam impedir o exercício
de tais atividades com segurança.

A organização deve garantir que o PCMSO descreva os possíveis agravos à saúde


relacionados aos riscos ocupacionais identificados e classificados no PGR; Além disso, o
PCMSO deve conter o planejamento de exames médicos clínicos e complementares
necessários, conforme os riscos ocupacionais identificados, atendendo ao determinado nos
Anexos desta NR e os critérios de interpretação e planejamento das condutas relacionadas
aos achados dos exames médicos.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Dentro das empresas, o SESMT implementa as leis e normatizações voltadas à saúde e à


segurança ocupacional de acordo com a habilitação de cada profissional.

Existem algumas atividades que podem ser desenvolvidas, e a equipe deve conhecer o limite
de sua atuação e contribuir para a proteção da integridade física dos trabalhadores. Por
exemplo, em uma empresa de construção civil:

Engenheiro de segurança do trabalho: terá obrigações como o cálculo de sustentação de


uma linha de vida;

Médico do trabalho: Elaborará o PCMSO e fará os exames ocupacionais;

Técnico em Segurança do trabalho: capacitações para o uso de equipamento de proteção


individual;

Auxiliar de enfermagem: Fará a triagem dos funcionários para a realização dos exames;

Enfermeiro do trabalho: Fará grupos de promoção à saúde direcionados a incidentes na


empresa.

Já quando tratamos da CIPA, a mesma é responsável por auxiliar na identificação de


situações que colocam em risco a integridade física dos trabalhadores. Por exemplo:
o equipamento de proteção individual (EPI) é indispensável para o trabalhador que presta
serviços em ambientes insalubres, pois seu objetivo é eliminar ou minimizar os causadores
de prejuízo à saúde.

A CLT, no Art. 166, obriga a empresa a fornecer gratuitamente aos empregados EPIs
adequados ao risco da atividade. Os EPIs devem estar em perfeito estado de conservação e
funcionamento. É de responsabilidade do patrão observar se o funcionário está usando o
equipamento. Se não estiver adequadamente equipado, cabe ao patrão advertir o
funcionário, suspendê-lo ou ficando a seu cargo, dispensá-lo por justa causa.
Conteúdo bônus

Tópicos avançados

As lesões resultantes das condições ergonômicas inadequadas são chamadas de LER/DORT


(lesões por esforços repetitivos ou distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho),
que são um conjunto de doenças que atingem músculos, tendões e nervos, geralmente
membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, braços e pescoço), e têm relação
direta com as condições de trabalho. Pode ocorrer também em membros inferiores e na
coluna vertebral. Representa cerca de 70% do conjunto das doenças profissionais
registradas no Brasil e provoca dor e inflamação, podendo alterar a capacidade funcional da
região comprometida. Os fatores de risco são os mesmos citados antes como riscos
ergonômicos.

Algumas das patologias que podem ter relação com o trabalho e podem ser consideradas
LER/DORT são:

Tendinite: inflamação aguda ou crônica dos tendões. Geralmente é provocada por


movimentação frequente e período de repouso insuficiente.

Síndrome do túnel do carpo: compressão do nervo mediano no túnel do carpo. As causas


mais comuns desse tipo de lesão são a exigência de flexão e extensão do punho.

Para evitarmos essas lesões, é importante controlar o ritmo de trabalho, reduzir as horas
extras, adequar os postos de trabalho, realizar tarefas diversas, realizar exames médicos
voltados aos aspectos clínicos e relativos a ossos e articulações, fazer alongamentos,
eliminar os movimentos e a postura crítica, fazer revezamento, melhorar o método de
trabalho e a organização do sistema de trabalho, orientar o trabalhador quanto à postura
correta e realizar pausas para a recuperação.

Referência Bibliográfica

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Secretaria de Inspeção do Trabalho.


Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho. COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE
ACIDENTES: NR-5. Brasília: SIT/DSST, 2019.

FERREIRA, L. S., PEIXOTO, N. H. SEGURANÇA DO TRABALHO I. e-Tec Brasil.


=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\05 - Inter-
relacionamento da Engenharia de Segurança com outras Áreas\Inter-relacionamento da
Engenharia de Seguranç[Link] ===

Inter-relacionamento da Engenharia de Segurança com outras Áreas

Introdução

A International Organization for Standardization (ISO) é uma entidade de padronização e


normatização cuja finalidade é desenvolver e aprovar normas internacionais em todos os
campos técnicos, facilitando a coordenação internacional e a unificação dos padrões
industriais, as relações econômicas e o intercâmbio de bens e serviços em todo o mundo.

Dentre as várias normas existentes, destaca-se a ISO 9001, 14006 e 26000 que se referem a
qualidade do produto, gestão ambiental e responsabilidade social. Nos aprofundaremos em
cada uma das ISOs, estudando suas particularidades e destacando seus pontos de maior
interesse.

Objetivos da aula

Conhecer e analisar as diretrizes das certificações relevantes no âmbito empresarial no que


tange à Qualidade.

Conhecer e analisar as diretrizes das certificações relevantes no âmbito empresarial no que


tange ao Meio ambiente.

Conhecer e analisar as diretrizes das certificações relevantes no âmbito empresarial no que


tange à responsabilidade social e saúde e segurança do trabalho.

Resumo

Conceitos básicos da ISO 9001: o que é e para que serve?

A organização, segundo a ISO 9001, tem como requisitos gerais: determinar os processos
necessários para o SGQ (Sistema de Gestão da Qualidade) e sua aplicação por toda a
organização; determinar a sequência e interação desses processos; determinar os critérios
e métodos necessários para assegurar que a operação e o controle desses processos sejam
eficazes; assegurar a disponibilidade de recursos e informações necessárias para apoiar a
operação e o monitoramento desses processos; monitorar e medir onde é aplicável e
analisar esses processos; implementar as ações necessárias para atingir os resultados
planejados e a melhoria contínua desses processos.

Além disso, quanto à documentação, a ISO menciona que devem ser incluídos: declarações
documentadas de uma política da qualidade e dos objetivos da qualidade; manual de
qualidade, procedimentos documentados e registrados; documentos que assegurem o
planejamento, a operação e o controle da organização.

Para a ISO 9001, a alta direção deve fornecer evidência do seu comprometimento,
implementando o SGQ e buscando a melhoria contínua. Ainda, a alta direção deve buscar
satisfação dos clientes, com atendimento dos requisitos por eles impostos. Deve também
cuidar do planejamento dos objetivos e lutar para que sejam atingidos. Por fim, a alta
direção deve assegurar que as responsabilidades e a autoridade sejam definidas e
comunicadas em toda a organização, analisando criticamente o sistema de gestão.

Ainda, a ISO 9001 prevê que a organização deve planejar e desenvolver os processos
necessários para realização do produto, para: determinar objetivos; verificar, validar, medir
e monitorar o processo de realização dos produtos; planejar e controlar o projeto e
desenvolvimento do produto; analisar dados; buscar a melhoria contínua.

O processo de avaliação pela qual uma empresa de auditoria avalia o sistema de qualidade
de uma organização interessada em obter um certificado pode se dar pelo processo de
certificação do sistema da qualidade ISO 9001.

A certificação atesta que o SGQ da organização condiz com o modelo previsto na ISO 9001 e
que a organização implementa atividades da gestão de qualidade consideradas necessárias
para atendimento dos requisitos dos clientes.

Devemos enfatizar ainda que a ISO não emite os certificados, apenas define o padrão da
gestão de qualidade. Quem emite o certificado são organismos credenciados, como a Apcer
no caso dos cartórios.

É importante ressaltar ainda que o certificado ISO 9001 não certifica a qualidade do
produto ou serviço, mas apenas atesta que a organização emprega um SGQ, com objetivo
principal de satisfação dos clientes.

A ISO 9001 prevê que a organização deve buscar colaboradores competentes (oferecendo
treinamentos), provendo e mantendo a infraestrutura necessária, bem como um ambiente
de trabalho saudável para alcançar a conformidade com os requisitos do produto,
garantindo maior segurança aos trabalhadores.

Conceitos básicos da ISO 14001: o que é e para que serve?

A proteção do meio ambiente e o desenvolvimento ambiental equilibrado são preocupações


constantes de organizações de todos os tipos ao redor do mundo. O controle dos impactos
ambientais tem sido cada vez mais exigido por governos e sociedades, que desenvolvem
políticas e medidas visando à proteção do meio ambiente e ao desenvolvimento sustentável.
Essa proteção do meio ambiente visa não apenas prevenir os impactos ambientais oriundos
da poluição, mas também preservar o meio ambiente dos danos provocados pela produção
de produtos e serviços das organizações, como geração de rejeitos, emissão de calor,
radiação e ruído, lançamentos na terra e na água, emissões no ar, entre outros.

Diversas medidas foram tomadas com o propósito de garantir a sustentabilidade e a


disponibilidade dos recursos naturais, por meio de ações de preservação e certificação.
Nessa linha, a norma ABNT NBR ISO 14001, simplesmente designada de ISO 14001, foi
criada para oferecer princípios de gestão ambiental eficientes, a partir do estabelecimento
de critérios, regras e requisitos que visam garantir a preservação e a correta utilização dos
recursos naturais.

No Brasil, a ISO 14001 é mantida e editada pela ABNT. Para alcançar os resultados em
relação ao desempenho ambiental, é preciso que as organizações implantem um sistema de
gestão ambiental (SGA) que atenda aos requisitos e normas da ISO 14001. Um SGA pode ser
definido como um conjunto inter-relacionado de políticas, objetivos e processos que tem o
propósito de melhorar o desempenho ambiental da organização, por meio do controle e da
redução dos impactos ambientais (SCHWANKE, 2013).

A sustentação de um sistema de gestão ambiental se baseia no ciclo PDCA (planejar, fazer,


checar e agir, do inglês plan, do, check and act). PDCA é uma metodologia que representa
um processo iterativo de gestão, que compreende esses quatro passos executados
continuamente, visando ao controle eficiente e à melhoria contínua de processos e
atividades, conforme detalhado na Figura 1.

A empresa certificada pela ISO 14001 terá inúmeros benefícios ao melhorar o impacto de
suas atividades no meio ambiente, como: redução de custos de produção, pelo uso mais
eficaz de seus recursos; redução de custos de gerenciamento de resíduos, devido ao
controle de sua geração; maior intimidade com todos os aspectos ambientais relevantes na
atividade da empresa; melhoria da imagem da empresa perante a sociedade; obtenção de
mais oportunidades no mercado, devido ao reconhecimento do padrão internacional;
melhoria dos processos internos, devido a um controle mais eficiente e maior segurança
para os funcionários da empresa que irão trabalhar em um ambiente com tratativas
corretas bem como maior segurança para a sociedade externa que não irá sofrer com as
consequências de descarte indevido de resíduos.

Conceitos básicos da ISO 26000: o que é e para que serve?

Dentre as normas ISO, está a ISO 26000, que foi a primeira norma internacional sobre
Responsabilidade Social Empresarial, lançada em 2010. O Brasil foi um dos países que
liderou o grupo de trabalho que elaborou a ISO 26000, publicando a versão em português
da norma, a ABNT NBR ISO 26000, ainda em dezembro de 2010 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA
DE NORMAS TÉCNICAS, 2010).

A grande dificuldade para a implantação de um padrão sobre esse assunto estava nas
características culturais de cada um dos 91 países-membros da ISO que participaram da sua
elaboração, por isso essa norma precisou de alguns anos para ser construída e de muita
negociação entre os responsáveis pela sua criação. Ao todo, foram mais de 500 pessoas
envolvidas na definição da ISO 26000.

Para garantir que as opiniões de diferentes partes da sociedade, níveis econômicos,


características ambientais e culturais fossem levadas em conta na elaboração da ISO 26000,
houve a preocupação de nivelar a composição da equipe de responsáveis entre os gêneros e
os segmentos da sociedade.

A norma ISO 26000 começou a ser pensada quando ficou evidente que a maneira como as
organizações se comportam internamente, na execução dos seus processos e na produção
dos seus resultados, têm grande impacto externamente, na sociedade, no meio ambiente e
na economia.

Para compreender melhor essa ideia, basta imaginar que uma organização de grande porte
envolve uma grande quantidade de recursos humanos e materiais e pode ter clientes
espalhados por diversos países, além de receber matéria-prima de fornecedores que
também podem estar longe. Certamente esses elementos todos juntos produzirão riquezas,
mas o impacto na sociedade e no meio ambiente também serão enormes.

A preocupação com questões sobre meio ambiente, direitos humanos e comportamento da


sociedade passaram a chamar atenção para a importância de se ter organizações
comprometidas com uma atuação socialmente responsável, e foi nesse contexto que surgiu
a ISO 26000.

O propósito geral da ISO 26000 é que as organizações atuem com responsabilidade social,
visando ao desenvolvimento sustentável.

O fato de uma organização ter a certificação certamente é um diferencial que serve de


destaque com relação aos concorrentes, pois a conformidade, a qualidade e a segurança com
as quais a organização trabalha ficam evidentes. Além disso, a qualidade e a segurança
exigidas elevam o nível dos resultados apresentados, reduzem perdas e melhoram a gestão
do processo produtivo. Os engenheiros de segurança do trabalho possuem forte ligação em
todo o processo de implementação e acompanhamento, para garantir as corretas análises e
aplicações das ferramentas de segurança.

Como aplicar na prática o que aprendeu

A Unilever orienta suas atividades com enquadramento das certificações internacionais de


responsabilidade social.
A empresa está presente há 85 anos na vida dos brasileiros, com marcas que transformaram
comportamentos e inspiram pessoas com pequenas atitudes que, somadas, fazem uma
grande diferença para o mundo.

Nela, o conceito de responsabilidade social é entendido como o processo de melhoria


contínua da relação da empresa com colaboradores, comunidades e parceiros.

Veja como se deu a aplicação das diretrizes e o alinhamento com a SA 8000 e IS0 26000

A empresa demonstra sua preocupação com o bem-estar de seus colaboradores.

As ações da Unilever estão alinhadas com o tema central na ISO 26000 - Práticas
trabalhistas - no que condiz com as relações do trabalho; condições de trabalho e proteção
social; diálogo social; saúde e segurança no trabalho; desenvolvimento humano e
treinamento no local de trabalho.

Além disso, notam-se os aspectos também guiados pela SA 8000 no Requisito 3. Saúde e
Segurança - Critério 3.1, "A organização deve proporcionar um ambiente de trabalho seguro
e saudável".

Repudia qualquer discriminação.

Tais pontos estão alinhados com a ISO 26.000 em seu critério 5. Discriminação:

"A organização não deve se envolver ou apoiar a discriminação na contratação,


remuneração, acesso a treinamento, promoção, encerramento de contrato ou
aposentadoria, com base em raça, origem nacional, territorial ou social, classe social,
nascimento, religião, deficiência, sexo, orientação sexual, responsabilidades familiares,
estado civil, associação a sindicato, opinião política, idade ou qualquer outra condição que
poderia dar enseio à discriminação”

Está alinhada com diretrizes da norma ISO 26000 e com a SA 8000.

Destaca-se a ação "Saúde e Segurança" como uma ação que atende à norma AS 8000 no que
tange à "Saúde e Segurança" pois se refere a proporcionar um ambiente de trabalho seguro
e saudável e deve tomar medidas eficazes para prevenir potenciais incidentes à saúde e
segurança e lesões ocupacionais ou doença que surjam, estejam associados ou que ocorram
no curso do trabalho.

Sendo assim, deve minimizar ou eliminar, tanto quanto seja razoavelmente praticável, as
causas de todos os perigos inerentes ao ambiente do local de trabalho, tendo-se em mente o
conhecimento reconhecido sobre saúde e segurança do setor industrial e de quaisquer
perigos específicos.

Destaca-se a ação "Educação para o consumo consciente" como uma ação que atende à
norma ISO 26000 no que tange ao "Envolvimento e desenvolvimento da comunidade", pois
se refere ao envolvimento da comunidade; educação e cultura; geração de emprego e
capacitação; desenvolvimento tecnológico e acesso a tecnologias; geração de riqueza e
renda; saúde e investimento social.

Está atenta aos stakeholders

Todos seus parceiros têm como premissa o alinhamento da responsabilidade social da


empresa, que envolve as práticas leais de operação. Além disso, a cadeia de suprimentos
está alinhada com a I50 26000, pois se preocupa com os direitos humanos, sendo este um
dos temas centrais, que reconhece a importância e a universalidade dos direitos humanos.

Atende aos princípios fundamentais para a responsabilidade social.

As ações de governança e transparência, ética e práticas de gestão estão de acordo com o


que estabelece a normativa no item Governança organizacional, que trata de processos e
estruturas de tomada de decisão, delegação de poder e controle.

O investimento social realizado pela Unilever caracteriza o envolvimento e o


desenvolvimento da comunidade, estabelecido na normativa, e refere-se ao envolvimento
da comunidade; educação e cultura; geração de emprego e capacitação; desenvolvimento
tecnológico e acesso a tecnologias; geração de riqueza; renda e saúde.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

Um sistema de gestão global de uma empresa pode (e deve) incluir um SGQ, com objetivos e
propósitos específicos, voltados para dirigir e controlar a empresa em todos os seus
processos com relação à qualidade. Ferramentas e sistemas de gestão são mecanismos
simples e fundamentais no SGQ, e podem ser aplicados por meio de programas, métodos ou
técnicas que promovem a melhoria e agregam valor. Eis a seguir uma síntese dos programas
e ferramentas de qualidade mais utilizados pelas empresas e seus respectivos objetivos:

5S — minimizar desperdícios e custos, aumentando a produtividade via melhoria da


qualidade de vida dos funcionários e alterações no ambiente de trabalho.

5W2H — auxilia na criação de planos de ação a partir de questionamentos (O quê? Quem?


Quando? Onde? Por quê? Como? Quanto?).

Benchmarking — consiste em avaliar e emular o trabalho das organizações que são


consideradas referências no quesito qualidade.

Brainstorming — uma ferramenta para ser utilizada em grupos, em que os participantes


devem emitir ideias sem restrições, de forma livre e em grande quantidade.

Diagrama de causa e efeito — uma ferramenta que permite a visualização de possíveis


causas de um problema específico ou um efeito de causa específica.
Fluxograma — ilustração que representa os processos e atividades, permitindo uma fácil
visualização de possíveis problemas e de qual etapa se originam.

Gráfico de Pareto — uma ferramenta gráfica que organiza os dados de acordo com as
prioridades.

Histograma — outra ferramenta gráfica que ilustra a distribuição de frequência.

Seis Sigma — utilizada para redução contínua da variação dos processos e produtos,
considerando a situação atual, especificada pelos clientes.

Observação: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações e estará, obrigatoriamente,
presente nas videoaulas. Fique tranquilo(a)!

Referência Bibliográfica

SCHWANKE, C. Educação Ambiental. In: Schwanke, C. (org.). Ambiente: Conhecimentos e


Práticas. Porto Alegre: Bookmann, 2013.

ABNT. ISO. ABNT NBR ISO 26000. Diretrizes sobre responsabilidade social. 1ª ed., 2010.
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\06 - Relação Custo
– Benefício\Relação Custo – Benefício .docx ===

Relação Custo – Benefício

Introdução

O trabalho possui um papel importante na vida do homem; é capaz de produzir benefícios e


bem-estar para quem o desempenha, sua família e para a comunidade. A prática do trabalho
pode transformar uma vida, desenvolver um país e subsidiar conhecimentos, produção
científica e tecnológica. Em razão disso, o trabalho deve ser desenvolvido com cuidado e
segurança, sendo permeado por condições saudáveis para o seu exercício. O mesmo
trabalho que traz dignidade ao indivíduo e desenvolvimento econômico para um país é
também capaz de produzir malefícios para sua vida laboral e para sua saúde.

Nesse contexto, podem ser citados os acidentes, que são as principais causas de afastamento
do trabalho. Eles são responsáveis por muitas das aposentadorias por invalidez, além de
mortes, fraturas, mutilações, doenças, entre outros. Os acidentes de trabalho possuem
particularidades que precisam ser observadas e minimizadas nos ambientes laborais, em
prol de um ambiente saudável para o trabalhador.

Objetivos da aula

Compreender o aspecto legal do acidente de trabalho e a importância do prevencionismo.

Reconhecer o impacto causado pelos custos com acidentes de trabalho e doenças


ocupacionais.

Examinar as etapas da Gestão de risco e sua importância para a organização.

Resumo

Com o crescente desenvolvimento econômico, os avanços tecnológicos e os fatores


inerentes à produção do capital, o trabalhador passou a ter mais exigências em seu
ambiente de trabalho. Essas exigências são oriundas de formações específicas para o
desenvolvimento do processo de trabalho; no entanto, nem todas as empresas oferecem tal
formação para o trabalhador, o que pode resultar em acidentes do trabalho.

De acordo com os dados de 2014 da Organização Internacional do Trabalho (SINAIT, 2014),


as mortes por acidentes e doenças no trabalho são maiores do que as ocorridas em guerras.
Desponta, assim, entre as tragédias humanas, como uma das que mais afetam a sociedade,
gerando também um alto impacto financeiro para todos.

Acidentes do trabalho são aqueles que ocorrem na prática do trabalho a serviço da empresa
ou pela prática do trabalho dos segurados, que podem provocar consequências como lesões
corporais e/ou perturbação funcional. Isso pode gerar perda ou diminuição das habilidades
laborais de forma permanentes, temporárias ou, no pior dos casos, levar à morte.

Além dos conceitos anteriores, também são considerados como acidentes do trabalho
(BRASIL, 2019a): os acidentes ligados ao trabalho; os ocorridos pelo segurado no local e no
horário do trabalho; as doenças oriundas de contaminações acidentais do trabalhador em
sua atividade; os acidentes sofridos pelo trabalhador a serviço da empresa ou no trajeto da
residência para o trabalho ou deste para a residência.

É com base nessas características de acidentes que é calculado o Fator Acidentário de


Prevenção (FAP), que foi criado pelo Ministério da Fazenda, em 2017. Esse fator é um
multiplicador da alíquota de 1%, 2% ou 3%, de acordo com o enquadramento do
estabelecimento. O objetivo do FAP é incentivar a melhoria nas condições de trabalho e de
saúde dos trabalhadores, a fim de incentivar as empresas a implementar políticas mais
efetivas de saúde e segurança no trabalho (SERCON, 2017).

Os conceitos relacionados aos acidentes do trabalho são classificados de acordo com suas
especificidades. Para cada tipo de acidente e suas características, existe uma conceituação
determinada nas normas regulamentadoras. No Quadro 1, a seguir, você pode identificar os
principais conceitos e suas características.

Quadro 1. Conceitos e significados dos acidentes do trabalho

Fonte: Adaptado de Brasil (2019b).

Os acidentes de trabalho representam um grave problema de saúde pública. Em muitos


setores industriais, ocorreu a redução de acidentes de trabalho, enquanto na área da saúde
houve um aumento, principalmente em ambientes hospitalares. Isso porque os
trabalhadores da área da saúde estão, frequentemente, expostos a fatores de riscos
ocupacionais. Nos ambientes laborais em que atuam, é frequente a ocorrência de acidentes
ocupacionais advindos da manipulação constante de seringas, agulhas e secreções corporais
por parte dos trabalhadores (MAGAGNINI; ROCHA; AYRES, 2011).

É importante lembrar que os acidentes podem ser evitados. Ao conhecer os conceitos dos
acidentes, torna-se possível explorar e promover sua notificação. Ocorre que muitos
trabalhadores não conhecem os conceitos de acidente do trabalho e, assim, deixam de
notificar os acidentes, causando uma falha no sistema de notificação, que promoveria
conhecimento e estatísticas sobre as principais causas dos acidentes. A partir disso, é
possível traçar ações de proteção, segurança e promoção da saúde dos trabalhadores nos
ambientes de trabalho.
Como aplicar na prática o que aprendeu

Na ocorrência do acidente de trabalho, assim que a empresa tiver ciência, deve prestar os
primeiros socorros ao trabalhador, podendo fazer o encaminhamento à assistência
mé[Link]ós, deve-se conversar com o trabalhador para identificar as possíveis causas do
acidente e coletar dados para investigação.

Neste momento, emite-se a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), na qual será


informado à previdência social sobre a ocidente, mas não está comprovado que o acidente
está relacionado ao trabalho. A previdência Social identifica, através de perícias, se o
acidente está relacionado ao trabalho

Importante atentar-se na comunicação, pois, desde 1º de março de 2011, a empresa que


deixar de emitir a CAT no prazo indicado, se sujeita ao pagamento de multa sucessivamente
aumentada nas reincidências, aplicada e cobrada pela Previdência Social, de acordo com
a Portaria MF/MPS nº 115/2011.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

A prevenção dos acidentes de trabalho é um fator importante para a determinação da saúde


do trabalho. Com as ações de prevenção, é possível que o trabalhador tenha condições mais
favoráveis para executar suas atividades laborais. Contudo, quando não há tais ações, o
trabalhador fica exposto constantemente aos agentes de riscos ocupacionais e passível de
acidentes de trabalho. Por isso, é de suma importância que os profissionais da área de saúde
do trabalhador examinem os riscos ocupacionais presentes no ambiente de trabalho e
promovam ações de prevenção, promoção e segurança no trabalho (SECCO, 2006).

Observe, no Quadro 2, as medidas de proteção consideradas pelas NRs 9, 10 e 12.

Quadro 2. Medidas de proteção

Fonte: Adaptado de Brasil (2019c).

Observação: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações e estará, obrigatoriamente,
presente nas videoaulas. Fique tranquilo(a)!

Referência Bibliográfica
BRASIL. Cai número de acidentes de trabalho e aumenta afastamentos por transtornos
mentais. Previdência em questão, n. 59, 2019a. Disponível em: [Link]
br/site/arquivos/office/4_120326-[Link]. Acesso em: 5 out. 2022.

BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria de Inspeção do Trabalho. Normatização — SST


— NR. [Link]ível em: [Link]
saude-no-trabalho/sst-menu/sst-normatizacao/sst-nr-portugues?view=default. Acesso em:
5 out. 2022.

BRASIL. Ministério da Economia. Secretaria de Previdência. Seção IV — Acidentes de


trabalho: texto. 2019b. Disponível em:
[Link]
previdencia-social-2010/secao-iv-acidentes-do- -trabalho-texto/. Acesso em: 5 out. 2022.

MAGAGNINI, M. A. M.; ROCHA, S. A.; AYRES, J. A. O significado do acidente de trabalho com


material biológico para os profissionais de enfermagem. Revista Gaúcha de Enfermagem, v.
32, n. 2, p. 302–308, jun. 2011. Disponível em: [Link]
rgenf/v32n2/[Link]. Acesso em: 5 out. 2022.

SECCO, I. A. O. Acidentes e cargas de trabalho dos trabalhadores de enfermagem de um


hospital universitário do norte do Paraná. 2006. 291 f. Tese (Doutorado em Enfermagem
Fundamental) — Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, São
Paulo, 2006. Disponível em: [Link]
10052007-165936/publico/[Link]. Acesso em: 5 out. 2022.

SERCON. FAP 2018 já está disponível para consulta. 2017. Disponível em:
h[Link] [Link]/[Link]/fap-2018-ja-esta-disponivel-para-consulta/.
Acesso em: 5 out. 2022.
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\07 - Aspectos
Ergonômicos do trabalho\Aspectos Ergonômicos do [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Aspectos Ergonômicos do trabalho

Introdução

Em cenários cada vez mais competitivos, detalhes são fundamentais. No processo de


produção, não é diferente. Executar as tarefas com máxima eficiência não é uma tarefa
simples. As equipes de trabalho espelham a eficiência da empresa e, portanto, devem
receber treinamento e monitoramento constantes, já que podem ser peças-chave no sistema
produtivo.

Neste módulo, você vai verificar a importância da análise ergonômica do trabalho (AET) nos
processos produtivos e identificar os processos que fazem parte dessa análise, bem como a
sua sequência lógica. Por fim, vai reconhecer as situações em que a análise pode ser
aplicada.

Objetivos da aula

Discutir a metodologia de análise ergonômica do trabalho elucidando conhecimentos acerca


da realidade do trabalho das pessoas e questões cognitivas relevantes.

Descrever o processo de análise ergonômica do trabalho.

Discutir a sequência lógica da análise ergonômica do trabalho para resolver problemas no


ambiente de trabalho.

Resumo

A intervenção ergonômica promove mudanças nos meios físico e organizacional e no


ambiente de trabalho. Conforme citado no tópico anterior, são realizados três tipos de
análises: análise da demanda, análise da tarefa e análise da atividade, todas amplamente
consagradas na literatura. Somente assim podem ser estabelecidos programas de
treinamento e aperfeiçoamento e pode-se obter dados de produtividade fundamentados.
Aqui, vamos abordar as etapas da AET, as quais devem estar presentes em todos os estudos
de caso.

Análise da demanda
O processo de AET, de acordo com a NR nº. 17, inicia-se pela demanda (SÃO PAULO, 2007).
Essa etapa deve contextualizar e expor o problema proposto e os entraves encontrados.
Existem algumas hipóteses fundamentais que devem ser propostas para que a intervenção
ergonômica ocorra. Se realizada corretamente, as informações geradas na análise da
demanda serão de qualidade, o que é fundamental para o processo de intervenção
ergonômica. Por outro lado, as falhas nessa etapa podem resultar em intervenções nulas ou
até negativas na organização do trabalho. Portanto, essa fase é considerada a mais
expressiva da AET, devendo ser considerados os seguintes itens no seu desdobramento, de
acordo com Wisner (1987 apud CORRÊA, 2015):representatividade do autor da demanda;
origem da demanda; problemas aparentes e fundamentais; perspectivas de ação e meios
disponíveis.

Em síntese, a análise da demanda, quando elaborada corretamente, torna possível verificar


se os problemas ocorrem por falta de treinamento, por exemplo. Assim, o objetivo a ser
atingido é compreender os reais motivos da origem dos erros, buscando soluções para
intervir de forma adequada na organização do trabalho.

Análise da atividade

Na análise da atividade, é verificada a real condição de trabalho, questionando-se o motivo


da atividade e como as tarefas estão sendo cumpridas. É realizada por meio da observação
das atividades físicas e mentais exercidas pelo trabalhador.

A análise das atividades mentais está relacionada ao nível de discriminação e interpretação


das informações. Já a análise das atividades físicas está relacionada à postura e aos
deslocamentos necessários para a execução das tarefas. Ao avaliar a atividade, é possível
verificar se existe procedência no questionamento da demanda. A pesquisa da análise da
atividade deve analisar as características do trabalhador, os fatores do ambiente que
influenciam o trabalho e a forma como os colaboradores recebem as informações e as
assimilam. Portanto, a análise é resultado desse conjunto de fatores, sendo possível inserir o
trabalhador no centro do processo e torná-lo um princípio ativo, para atender a novas
demandas de produção.

Análise da tarefa

Nessa etapa, devem ser compreendidos e identificados dois pontos: a prescrição (instrução
de trabalho) e os requisitos físicos envolvidos na execução da tarefa. Na prescrição da tarefa
estão envolvidos os elementos do ambiente no qual a tarefa está inserida, o que
compreende o leiaute, o mobiliário, os níveis de ruído, a iluminação, os equipamentos, entre
outros elementos presentes no local de trabalho. Os requisitos físicos da tarefa estão
associados com o trabalho muscular propriamente dito (estático/dinâmico), a postura
requerida para a execução do trabalho e o acesso às informações e aos dispositivos de
controle, por exemplo.

A análise da tarefa também pode ser interpretada como uma forma de apreensão real do
trabalho, visando a diminuir o trabalho improdutivo e a aumentar o trabalho produtivo.
Essa interpretação amplia a importância da análise em questão, pois esse pode ser o meio
de aumentar o nível de eficiência da produção.

Diagnóstico e recomendações

A qualidade do trabalho e do trabalhador depende muito da organização do trabalho. Nesse


sentido, as empresas investem em inúmeras ferramentas para corrigir falhas e antecipar
problemas — a AET é uma delas. O diagnóstico da AET é um importante dispositivo para a
empresa e o trabalhador, possibilitando a ambos se protegerem. O diagnóstico deve apontar
os problemas encontrados nos postos de trabalho e sugerir mudanças para a melhoria do
processo. As melhorias têm vários enfoques: podem significar o aumento do conforto do
trabalhador, a adaptação do posto de trabalho para obter maior segurança ou o
aperfeiçoamento do conforto ambiental (ruídos, vibrações, temperatura e luminosidade),
por exemplo. Enfim, podem ser propostas várias sugestões de melhorias.

No diagnóstico, devem ser registradas as diferenças e adaptações necessárias para a


atividade em questão. O caderno de encargos e recomendações ergonômicas é o documento
no qual devem ser inseridas as sugestões de mudanças e indicadas as adequações da
atividade e/ou da tarefa. Por fim, o diagnóstico deve representar um resumo da AET,
citando todas as fases da análise e identificando a origem do problema.

Resolução de problemas com a AET

Conforme mencionado nos tópicos anteriores, a intervenção no trabalho pode ocorrer de


diversas formas. As empresas se preocupam em manter um nível de produção constante e,
para isso, a organização do trabalho com o objetivo de antecipar os problemas e corrigir
falhas iniciais no processo é fundamental.

A AET pode ser aplicada em uma orquestra sinfônica, por exemplo. O trabalho dos
violinistas provoca uma série de dores devido à quantidade de horas envolvidas na
execução da atividade e ao grande número de movimentos executados. De acordo com
Costa (2003), em um estudo realizado na orquestra sinfônica vinculada ao governo do
Distrito Federal, foram estudadas as dores relatadas pelos violinistas: dos seis integrantes
que participaram do estudo, cinco apresentavam queixas de dores e já haviam procurado
ajuda médica em diferentes momentos da carreira.

Para explicar e evidenciar os motivos das queixas, foi aplicada a AET com foco na atividade.
Realizada a AET, foi possível evidenciar a necessidade que os músicos têm de gerenciar a
dor para continuar no exercício da profissão, caracterizando uma condição “normal” da
profissão. A organização do trabalho avaliada deixa pouca margem para minimizar a
ocorrência das dores, pois picos de demanda associados com alto grau de perfeição e
períodos reduzidos de descanso após as intensas solicitações impedem a recuperação dos
profissionais, forçando-os, dessa forma, a ultrapassar os seus próprios limites, e fazendo-os
conviver continuamente com dores e desconforto.
Esses fatores corroboram com a literatura indicada no estudo, evidenciando que a
organização do trabalho tem uma provável interferência nas doenças dos trabalhadores.

Já Maia (1999) realizou um estudo analisando a AET no trabalho de enfermeiros lotados na


Unidade de Terapia Intensiva (UTI). De acordo com a pesquisa, os maiores fatos geradores
de estresse são o conteúdo do trabalho, as condições de trabalho e os fatores
organizacionais. Como uma das conclusões da pesquisa, vale destacar a necessidade de
mudança dos fatores organizacionais: a concepção da unidade ainda usava conceitos de
Taylor, o qual acreditava na divisão absoluta da tarefa. O estudo ainda apontou a
necessidade de implementar um dos objetivos da ergonomia na unidade: trazer o ser
humano para dentro do processo, torná-lo integrante do sistema de produção.

Nota-se, portanto, a relevância e os inúmeros lugares de aplicação da AET, bem como as


diferentes conclusões retiradas de cada estudo. Os estudos corroboram também a
necessidade de se estudar os problemas de maneira aprofundada. Conforme já citado, as
análises simples e as respostas fáceis possivelmente vão induzir a análises erradas ou
superficiais.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Muitas vezes, as intervenções ergonômicas não surtem os efeitos almejados. Por mais que,
aparentemente, as mudanças propostas resultem em uma melhora na postura geral do
trabalhador, elas podem não repercutir positivamente nas queixas da equipe,
inclusive acarretando novas condições de dor que antes não existiam.

Confira a seguir, a situação vivenciada pelo fisioterapeuta e ergonomista Gustavo, que


precisou atuar em um laboratório de análises clínicas, tendo trabalhadores sofrendo
com altos índices de dor lombar e afastamentos.

ASPECTOS ERGONÔMICOS POSTURAIS

Gustavo atua como ergonomista em um laboratório, no qual foi solicitada uma intervenção
ergonômica no posto de análises clínicas, pois havia muitas queixas de dor nas costas e
afastamentos dos funcionários.

Inicialmente, conversou com os trabalhadores para compreender o que eles realizam e fez
suas anotações. Nesse momento, ele percebeu que as queixas eram basicamente na região
lombar e que precisavam usar os microscópios em ortostase, permanecendo longos
períodos em flexão do tronco.

Sendo assim, iniciou suas coletas com os fatores ambientais e percebeu que todos os índices
estavam normais. Afinal, o ambiente do laboratório é o motivo de cuidado intenso dos
gestores.

DESTACA-SE
A organização do trabalho trouxe que não havia condições que pudessem imprimir risco aos
trabalhadores e que estivessem relacionados às queixas. Não era feito nenhum serviço que
precisasse carregar peso ou que envolvesse o manuseio de cargas, por exemplo.

FERRAMENTA REBA

Aplicou-se a ferramenta REBA, com o intuito de avaliar o risco laboral relacionado à postura
dos trabalhadores.

Em sua análise, verificou cervical em extensão, ombro fletido próximo aos 45° com braços
apoiados, cotovelos fletidos em 45°, com punhos fletidos a mais de 15° com desvio ulnar,
tronco fletido com mais de 60° com inclinação para direita e joelhos fletidos a 30° e apoio do
corpo sobre apenas um membro inferior.

Movimentos considerados repetitivos por serem realizados mais de quatro vezes por
minuto.

Escore final 10 = risco alto

PROPOSTA 1

As atividades devem ser realizadas em sedestação. Entretanto, antes de reproduzir a


sugestão em todos os postos de trabalho, Gustavo estruturou as mudanças em somente um
posto, no qual trabalhavam quatro pessoas, e acompanhou os relatos dos trabalhadores por
um mês.

As queixas de dor lombar foram minimizando, ao passo que dores cervicais acompanhadas
de tensão muscular em cintura escapular e cefaleias aumentavam suas incidências.

Na busca de entender o motivo, o ergonomista verificou que, na posição sentada, os


trabalhadores precisavam realizar flexão cervical para fazer as análises clínicas junto à
bancada, os antebraços ficaram desapoiados e, para manusear o foco do microscópio, era
necessário fletir os cotovelos acima de 90º e, ainda, elevar os ombros.

Sendo assim, Gustavo aplicou novamente a ferramenta REBA para analisar o possível risco
postural. Para sua surpresa, o escore se manteve em 10, ou seja, as mudanças sugeridas não
foram capazes de alterar o risco ergonômico relacionado à postura.

PROPOSTA 2

Em reunião com a equipe de saúde ocupacional, gestão de pessoas e lideranças, Gustavo


apresentou os resultados de seu estudo e mostrou que, das opções possíveis para aquela
determinada situação, com o que ele tinha o poder de modificar o layout de trabalho, o risco
ergonômico relacionado à postura não havia surtido efeito.
SUGESTÃO

Como sugestão, ele apresentou um modelo de microscópio que permite ao trabalhador


realizar as análises de forma confortável, com cervical alinhada, bem como o apoio para
antebraços e punhos na posição neutra, que rebaixaria o escore final de 10 (risco alto) para
3 (risco baixo).

Os gestores ficaram surpresos com os resultados e manifestaram o interesse de compra do


novo equipamento, porém para o ano seguinte.

Durante esse período, Gustavo estruturou pausas durante a jornada de trabalho e ginástica
laboral.

Além disso, foi contratado, duas vezes por semana, um profissional para realizar a quick
massage (massagem rápida com duração de 20 minutos) em toda a equipe, e foi realizada a
parceria com uma academia da região, onde os trabalhadores. do laboratório recebiam 50%
de desconto nos planos mensais e semestrais para qualquer atividade realizada no espaço.

CONCLUSÃO

Em um período de três meses, as queixas reduziram significativamente e, passados dez


meses da reunião, os novos microscópios chegaram. Ao final de 12 meses, não havia mais
queixas musculoesqueléticas naquele setor, que correspondia a 60% do número de
funcionários daquela organização

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

De uma forma geral, o trabalho muscular estático é mais desgastante que o dinâmico,
causando fadiga rapidamente, principalmente em esforços maiores. E a força máxima de um
músculo, ou grupo de músculos, depende da idade; do sexo; da constituição física; do grau
de condicionamento físico; e da motivação do momento (KROEMER; GRANDJEAN, 2005).

Por conta dos diversos fatores envolvidos no trabalho muscular, Kroemer e Grandjean
(2005) estabelecem sete regras para definição dos locais de trabalho:

1. Evitar qualquer postura curvada ou não natural do corpo. A curvatura lateral do tronco
ou da cabeça força mais do que a curvatura para frente.
2. Evitar a manutenção dos braços estendidos para frente ou para os lados. Estas posturas
geram não só́ fadiga rápida, mas também reduzem significativamente o nível geral de
precisão e destreza das operações realizadas com as mãos e os braços.

3. Procurar, na medida do possível, sempre trabalhar sentado. Mais recomendável ainda


seriam locais de trabalho onde se poderia ter alternância de trabalho sentado com o
trabalho de pé.

4. O movimento dos braços deve ser em sentidos opostos cada um, ou em direção simétrica.
O movimento de um braço sozinho gera cargas estáticas nos músculos do tronco. Além
disso, os movimentos em sentidos opostos ou movimentos simétricos facilitam o comando
nervoso da atividade.

5. A área de trabalho deve ser de tal forma que esteja na melhor distância visual do
operador.

6. Pegas, alavancas, ferramentas e materiais de trabalho devem estar organizados de tal


forma que os movimentos mais frequentes sejam feitos com os cotovelos dobrados e
próximos do corpo. A maior força e destreza é exercida quando a distância olho-mão é de 25
a 30 cm, e com os cotovelos baixados e dobrados em angulo reto.

7. O trabalho manual pode ser facilitado com o uso de apoio para os cotovelos, os
antebraços e as mãos. Os suportes devem ser forrados com feltro ou outro material termo
isolante e macio. Os apoios devem ser reguláveis para que possam se adaptar às diferenças
antropométricas.

Observação: Este conteúdo não será cobrado nas avaliações e estará, obrigatoriamente,
presente nas videoaulas. Fique tranquilo(a)!

Referência Bibliográfica

CORRÊA, V. M. Ergonomia: fundamentos e aplicações. Porto Alegre: Bookman, 2015.

COSTA, C. P. Quando tocar dói: Análise ergonômica do trabalho de violistas de orquestra.


2003. 147 f. Dissertação (Mestrado) — Universidade de Brasília, Instituto de Psicologia.
Brasília: UNB, 2003.

KROEMER, K. H. E.; GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem.


5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

MAIA, S. C. Análise ergonômica do trabalho do enfermeiro na unidade de terapia intensiva:


proposta para a minimização do estresse e melhoria da a qualidade de vida no trabalho.
1999. 167 f. Dissertação (Mestrado) — Universidade Federal de Santa Catarina, Centro
Tecnológico. Florianópolis: UFSC, 1999.
SÃO PAULO. Tribunal Regional do Trabalho. Norma Regulamentadora NR nº. 17 —
Ergonomia (117.000-7). 2007. Disponível em: [Link]
Acesso em: 5 out. 2022.
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\08 - Recursos de
Informática para a Segurança do Trabalho\Recursos de Informática para a Segurança do
[Link] ===

Recursos de Informática para a Segurança do Trabalho

Introdução

Os sistemas de informação são responsáveis por trazerem assuntos relacionados ao papel


da tecnologia da informação no contexto empresarial bem como ao nível de maturidade
digital das organizações. No que diz respeito a maturidade digital é importante analisar a
maturidade da gestão de Tecnologia da informação e comunicação das organizações.
Avançando um pouco mais no conteúdo, é válido destacar a tecnologia da informação (TI)
associada à segurança do trabalho onde se encontram dispositivos, aplicações e
ferramentas aplicáveis para os programas e para a gestão da SST. Além disso, outro tema de
relevância associado ao TI é a famosa “Internet das Coisas (IoT)”, dentro deste tema,
assunto como: a Segurança do Trabalho associada a IoT; robôs e drones devem ser
discutidos.

Objetivos da aula

- Discutir a Tecnologia da Informação e sua influência no atual contexto empresarial da


Segurança do Trabalho.

- Expor diferentes tecnologias e dispositivos que associam Tecnologia da Informação e


Segurança do Trabalho.

- Estudar a Internet das Coisas e sua importância para a globalização.

Resumo

Os sistemas de informação necessitam de três elementos básicos para que possam gerar as
informações necessárias para a tomada de decisão e resolução de problemas, seja em nossa
vida pessoal, seja dentro de qualquer organização que atue em qualquer setor econômico
(indústria – comércio – serviços). Esses elementos vão interagir e entrar em sintonia, a
seguir você verá a definição e o papel de cada um dentro desse ciclo. Após a construção da
estratégia a ser utilizada pela empresa, ela utilizará, então, esses elementos para fazer com
que sejam alcançadas suas metas e objetivos.
1- Pessoas: esse elemento compõe todos os colaboradores que trabalham na organização,
ou seja, as pessoas que trabalham nas mais diversas áreas da empresa, sendo diretos ou
indiretos. Por exemplo, os diretos são os vendedores, executivos, operadores, entre outros;
e os indiretos são os que podem ser os prestadores de serviço, como consultores e
vigilantes. Para a área de TI, as pessoas envolvidas adquirem uma nova denominação,
passando de pessoas para peopleware. As peopleware são as pessoas que integram a
empresa e dedicam a maior parte de seu tempo em contato com os recursos tecnológicos
para seu trabalho.

2- Processos: podem ser definidos como a maneira pela qual se realiza uma operação, por
exemplo, o ato de cozinhar, fazer uma panela de arroz, é chamado de processo produtivo
para a confecção de um alimento cozido. No dia a dia, fazemos vários processos, mesmo sem
nos darmos conta deles, já no âmbito empresarial, esses processos são fundamentais para a
conquista de resultados positivos.

Eles adquirem uma denominação mais específica à forma pela qual uma organização cria,
trabalha ou transforma insumos para gerar bens ou serviços para atender a uma demanda.
Normalmente, é no processamento que se dá a diferenciação entre as empresas. Você pode
perceber que todas as empresas têm entradas e saídas, nas entradas encontramos os
insumos, nas saídas os bens ou serviços produzidos, já o processamento é que vai
diferenciar, por exemplo, uma empresa de alimentos, em que há o processamento de
alimentos, e um salão de beleza, em que se tem o processamento de embelezamento.

3- Tecnologia: há um tempo, tecnologia era coisa do futuro, você provavelmente nem se


lembra dela, foi à área do conhecimento que mais rápido evolui. Antigamente, só era
disponível para grandes corporações ou poderosos governos, mas hoje, temos em nossas
mãos, os celulares são exemplos práticos da evolução da tecnologia, pois os utilizamos para
quase tudo.

Podemos definir tecnologia como todo o ferramental computacional de apoio e suporte às


pessoas ou organizações, utilizada para atender as necessidades. Ela é fundamental para os
sistemas de informação, pois sem ela, sem a velocidade dela, os sistemas de informação não
atenderiam a grande demanda das organizações nos dias de hoje.

No que diz respeito ao nível de maturidade digital das organizações, as empresas modernas
exigem da sua área de Tecnologia de Informação uma postura mais proativa em relação às
suas necessidades e oportunidades de negócios.

Uma das formas de medir o quanto o gerenciamento da área de TIC está maduro é através
do modelo de maturidade proposto pela ITIL (IT Infrastructure Library). Esse modelo
classifica o gerenciamento da Tecnologia de Informação e Comunicação em cinco níveis:
Nível 0 – Caótico: o gerenciamento da TI consiste em tentar sobreviver às demandas diárias
da organização.

Nível 1 – Reativo: agindo ainda de forma reativa, nesse nível o gerenciamento de TI já


apresenta indícios de organização visando à redução de problemas.

Nível 2 – Proativo: representando um nível de gerenciamento já bastante satisfatório para a


maioria das empresas.

Nível 3 – Serviços: é o nível mínimo que uma organização altamente dependente de


informática (empresas dos ramos financeiros, datacenter, telecomunicações,
automobilístico, aeronáutico etc.) precisa apresentar.

Nível 4 – Valor: esse nível final é atingido quando todos os recursos de TI da empresa estão
efetivamente a serviço das suas estratégias de negócio.

A TI também trouxe benefícios para a gestão da SST na medida em que favoreceu o controle
de riscos através do surgimento de novas tecnologias digitais, tais como:

Painéis automáticos e sistemas semiautomáticos em máquinas e equipamentos;

Softwares de simulação e realidade virtual;

Robôs e drones;

Outras inovações que a TI proporcionou, no tocante aos programas de segurança do


trabalho nas organizações, foram as aplicações e plataformas online dedicadas à realização
da eleição dos membros para compor a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(CIPA).

As vantagens do investimento em TI para a área de segurança e saúde no trabalho são:

Investir na segurança e saúde dos membros da empresa e na imagem e reputação;

Perda de controle;

Facilitar a inclusão de novos riscos na tomada de decisões;

Otimizar o uso de recursos, aplicando-os em situações que sejam de fato relevantes e


possam reduzir os riscos;

Assegurar a conformidade ocupacional e ambiental com a legislação;

Melhoria da produtividade e da competitividade.


Temos ainda em discussão o tema “Internet Das Coisas”. A Internet das Coisas foi idealizada
há algumas décadas, quando o sociólogo Sudhir Venkatesh (1996) publicou um artigo
aludindo à ideia de que ocorreria uma mudança no uso da computação, que deixaria de ser
voltada somente para fins de trabalho e passaria a ser utilizada em casa, com aplicativos de
fácil utilização que solucionariam demandas domésticas com interfaces que não exigiriam
conhecimentos técnicos do usuário. De fato, já em 2006 o urbanista Adam Greenfield
afirmava que a humanidade estava vivendo um novo paradigma, no qual o usuário não
controla quando e onde o computador está sendo usado, pois o processamento se dá cada
vez mais em tempo real e de modo distribuído em pequenas tarefas via dispositivos
conectados.

Dessa forma, antes mesmo de conhecer as principais aplicações em IoT, é importante


entender que a IoT pode ser peça estratégica em qualquer negócio, eliminando
concorrentes fracos e sem inovação, absorvendo categorias de produtos convencionais e
principalmente transformando os modelos de negócios em si no mais importante de todos
os atributos (ROGERS, 2018).

O objetivo de um negócio é vender algum produto ou serviço para o cliente. Sendo assim, a
IoT deve ser utilizada como uma forma de criar para o negócio um valor adicional que
justifique os custos de investimento, pois é bem provável que com a inovação seus custos
sejam elevados. Assim, soluções sempre devem ser desenvolvidas de forma a criar um valor
que convença o cliente a adquiri-lo.

A mecanização, historicamente, ajudou os humanos na realização de tarefas que exigiam


habilidades físicas, como o uso dos mecanismos de temporização para disparar a lingueta
da alavanca de uma catraca. A automação, contudo, vai além da mecanização, porque reduz
a necessidade de envolvimento sensorial e mental humano. Sobretudo, é essencial na
otimização da produtividade.

No início da automação, os dispositivos de controle eram eletromecânicos por natureza. A


parte lógica era feita por meio de relés e temporizadores intertravados, e a intervenção
humana acontecia em alguns pontos que exigiam tomadas de decisão. Era possível realizar
sequências simples de movimento lógico, como ligar e desligar motores e atuadores, por
meio de relés, temporizadores, botões, posicionados mecânicos e sensores. Com o
surgimento dos computadores e dos dispositivos de hardware, estes controles se tornaram
menores, mais flexíveis e com menor custo de aplicação e modificação.

Desenvolvidos nas décadas de 1970 e 1980 pela Modicon, os primeiros Controladores


Lógicos Programáveis surgiram em resposta ao desafio proposto pela GM: o
desenvolvimento de um hardware que substituísse a lógica de relé com fio. À medida que a
tecnologia evoluiu e aumentou o número de empresas de automação no mercado, novos
produtos de controle foram sendo desenvolvidos. Hoje em dia, há inúmeros dispositivos de
controle lógicos computadorizados desenvolvidos por centenas de fabricantes para atender
a indústria.

Veja algumas vantagens e desvantagens da automação, segundo Lamb (2015): trabalho


pesado ou monótono pode ser substituído; tarefas em ambientes perigosos, como aqueles
com temperaturas extremas ou atmosferas radioativas e tóxicas, podem ser substituídas.

Como aplicar na prática o que aprendeu

Certamente, você já deve ter ouvido ou lido a seguinte frase: "Em um futuro próximo, os
mais diversos objetos e coisas poderão ser controlados pelo toque de um smartphone". Esse
futuro chegou e tem aprimorado seus serviços diariamente, ganhando espaço em variadas
áreas.

Por meio da internet of things (IoT), diferentes dispositivos podem se conectar e ficar
disponíveis para que você possa controlá-los, seja nos cômodos de uma residência ou
mesmo no gerenciamento de negócios com frotas de uma empresa.

A utilização da Internet das Coisas (IoT): Uma aposta da indústria

A IoT tem oportunizado uso em diferentes aplicações e áreas, desde utilidade no dia a dia
até atividades também voltadas para o mercado de trabalho. Isso tem permitido controle e
acesso a inúmeras atividades por meio de dispositivos móveis, como tablets e celulares.

Na IoT, os objetos com sensores inteligentes ou etiquetas podem ser lidos à distância. As
informações geradas pelos dispositivos são enviadas para um software, assim, o usuário
pode analisar e acompanhar essas informações e, a partir daí, tomar decisões.

A aplicação da IoT pode ser identificada na empresa de logística Vapt Vupt. O engenheiro
responsável por acompanhar a evolução e quantificar a excelência de da empresa,
implantou equipamentos IoT para possibilitar à empresa e aos funcionários ter informações
em tempo real sobre cada veículo de modo individual.

Com isso, as decisões serão tomadas com base em informações que chegarão a um software
e, posteriormente, serão apresentadas por um celular ou computador.

A partir de então, elas serão analisadas e o profissional irá determinar os direcionamentos


das cargas com base em informações obtidas a partir do GPS, controle de temperatura, nível
de combustível, comportamento do motorista, dentre outros parâmetros, conforme
ilustrado na Figura 1.

Figura 1- Parâmetros de controle e estudo. Fonte: O autor, 2022.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados

Internet of Things (IoT), ou Internet das Coisas, é um conceito que une diversas áreas, como
sistemas embarcados, eletrônica e comunicação, áreas essas que vêm evoluindo
rapidamente nos últimos anos. Todo esse progresso leva a um intenso aprimoramento da
IoT, intensificando seu uso por parte dos profissionais.

No ramo específico dos sistemas embarcados, a cada dia novas plataformas de


desenvolvimento estão surgindo e plataformas já existentes são aperfeiçoadas, seja
recebendo upgrades de processamento ou correções de falhas. Além disso, a comunidade
IoT disponibiliza conteúdos e ferramentas que auxiliam as ações dos demais usuários. O
trabalho da comunidade técnica é essencial para a manutenção de qualquer tecnologia, pois
promove o compartilhamento de conhecimento no formato de palestras, debates e mesas
redondas. Com a troca de informações, novas ideias surgem, possibilitando a permanência e
o avanço daquela técnica por um longo período.

Pelo lado da eletrônica, novos tipos de sensores não param de surgir, proporcionando a
criação de aplicações não pensadas até então. Além disso, sensores e atuadores mais antigos
são refinados, apresentando maior exatidão no seu funcionamento. Paralelo a tudo isso, é
preciso também destacar o contínuo desenvolvimento de melhores baterias, as quais
promovem a oportunidade de uso dos dispositivos em áreas remotas

Por fim, podemos citar o surgimento de novos protocolos de comunicação, que otimizam a
troca de informações pelos dispositivos. O aperfeiçoamento da transferência de pacotes, a
obtenção de maior alcance de transmissão e a economia de energia são algumas questões
que os pesquisadores buscam resolver ao longo do tempo (ALOI, 2017).

Referência Bibliográfica

ROGERS, D. L. Transformação digital: repensando o seu negócio para a era digital. Belo
Horizonte: Autêntica Business, 2018.
SINCLAIR, B. IoT: como usar a "internet das coisas" para alavancar seus negócios. Belo
Horizonte: Autêntica Business, 2018.

VENKATESH, A. Computers and other interactive technologies for the home.


Communications of the ACM, v. 39, nº. 12, 1996.

ALOI, G. et al. Enabling IoT interoperability through opportunistic smartphone-based


mobile gateways. Journal of Network and Computer Applications, v. 81, p. 74–84, 2017.

             
=== 02 -Administração Aplicada à Engenharia de Segurança do Trabalho\09 - Aspectos
Éticos da Profissão de Engenheiro de Segurança\Aspectos Éticos da Profissão de
Engenheiro de Seguranç[Link] ===

Aspectos Éticos da Profissão de Engenheiro de Segurança

Introdução

Os códigos de ética para engenheiros são conceitos que regulamentam as funções dos
profissionais de engenharia. Dentre os códigos a serem abordados, destacam-se: os códigos
de ética corporativos. A ética possui grande influência na carreira uma vez que pode ser
utilizada para avaliar potenciais impactos da tomada de decisões.

Entenderemos o impacto da ética na carreira, avaliando potenciais impactos da tomada de


decisões éticas na carreira analisando um case prático envolvendo dilemas éticos.

Objetivos da aula

Conhecer alguns códigos de ética que regulamentam e fazem recomendações acerca da


atuação e execução das funções dos profissionais de engenharia e segurança do trabalho.

Apreciar a necessidade de comportamento ético, reconhecendo os sinais iniciais e se


preparando para situações de dilema ético.

Avaliar potenciais impactos na tomada de decisões éticas e compreender o impacto dessas


decisões na carreira pessoal do engenheiro de segurança do trabalho.

Resumo

Os engenheiros são contratados por clientes (e empregadores) precisamente por seu


conhecimento especializado. Em geral, os contratantes sabem menos sobre o assunto que
os engenheiros. Portanto, os engenheiros têm obrigações éticas para com os clientes, pois
estes geralmente não podem avaliar a qualidade técnica do seu trabalho.

Tais obrigações são parte da ética da engenharia, o conjunto de padrões comportamentais


que todos os engenheiros devem respeitar. A ética da engenharia é uma extensão dos
padrões éticos que todos nós, como seres humanos, devemos respeitar.

Os engenheiros possuem uma longa tradição de comportamento ético que é amplamente


reconhecida. Pesquisas de opinião pública consistentemente listam a engenharia entre as
atividades profissionais mais éticas. No mundo da engenharia, a etiqueta se manifesta no
respeito aos empregadores, clientes e colegas, em uma atitude profissional ao atender o
telefone, e assim por diante.

O direito representa um sistema de regras estabelecidas por autoridades, pela sociedade, ou


pelos costumes. Diferentemente da etiqueta, as violações da lei resultam em punições como
prisão, multas, serviço comunitário, morte, descredenciamento ou suspensão.

A moral consiste em padrões aceitos de certo e errado usualmente aplicados ao


comportamento individual. Nós adquirimos padrões morais de nossos pais, da tradição
religiosa, dos amigos e da mídia (televisão, cinema, livros e música). Apesar da grande
variedade de culturas e religiões no mundo, há concordância em relação a vários padrões
morais.

O outro lado da questão argumentaria que velocidades excessivas colocariam em risco os


outros motoristas e os pedestres. Os valores éticos são formados quando você observa as
ações de seus pais e de outros.

Seus pais lhe dão direção dizendo e mostrando a você aquilo que acreditam ser certo e
errado. Você ainda aprende outros padrões de comportamento de seus professores na
escola e de outros adultos que tenha como modelos.

Referente aos códigos de ética, são referências aceitáveis:

National Society of Professional Engineers: Esse código de ética define uma importante
diretriz profissional: A engenharia é uma profissão importante e culta. Como membros
dessa profissão, espera-se que os engenheiros demonstrem os maiores padrões de
honestidade e integridade. A engenharia possui um impacto direto e vital na qualidade de
vida de todas as pessoas. Portanto, os serviços fornecidos por engenheiros requerem
honestidade, imparcialidade, justiça e equanimidade e devem ser dedicados à proteção da
saúde, da segurança e do bem-estar públicos.

Cânones fundamentais da Accreditation Board for Engineering and Technology (ABET):Os


engenheiros devem manter, em primeiro lugar, a segurança, a saúde e o bem-estar do
público. Os engenheiros devem trabalhar apenas nas suas áreas de competência. Os
engenheiros devem realizar declarações públicas apenas de forma objetiva e verdadeira. Os
engenheiros devem agir, para cada empregador ou cliente, como um agente de confiança e
devem evitar conflitos de interesse. Os engenheiros devem desenvolver sua reputação
profissional sobre os méritos de seus serviços, não competindo injustamente com os outros.
Os engenheiros devem trabalhar de forma a manter e promover a honra, a integridade e a
dignidade da profissão. Os engenheiros devem continuar seu desenvolvimento pessoal no
decorrer de suas carreiras e devem fornecer oportunidades para o desenvolvimento
profissional e ético dos engenheiros que estiverem sob sua supervisão.

Códigos de ética corporativos: A maioria das corporações inclui procedimentos éticos em


suas práticas formais ou informais de operação. Estes podem ser encontrados nos objetivos
e nas políticas das corporações ou podem ser mais informais na cultura estabelecida da
companhia.

Você pode discutir atitudes éticas com potenciais empresas durante as entrevistas de
emprego pedindo uma cópia de seu código de ética ou realizando perguntas que se refiram
a sua atitude em relação ao impacto de seu produto ou serviço nos clientes.

A maioria das corporações inclui procedimentos éticos em suas práticas formais ou


informais de operação.

Para alcançar metas éticas, muitas empresas estabelecem procedimentos para que os
empregados discutam situações éticas com a alta gerência. Isso inclui conversar com seu
supervisor ou, em alguns casos, com níveis mais altos de gerência.

O mundo não técnico depende dos engenheiros para o fornecimento de produtos e serviços
de qualidade. Quando essa confiança é violada devido à conduta antiética, existem
consequências. Sua empresa e sua carreira pessoal podem sofrer impactos muito negativos
quando a ética não é uma parte integral de tudo que você faz.

As consequências de algumas atividades antiéticas podem, a princípio, não parecer


prejudiciais. Os exemplos de levar um lápis para casa ou de usar a fotocopiadora da
empresa para benefícios próprios parecem ser insignificantes.

Afinal, algumas pessoas podem pensar que a empresa é grande, tem muito dinheiro e
ninguém perceberá essas ações. No entanto, o problema das pequenas ações antiéticas é
que elas podem se transformar em algo muito maior, e as consequências podem ser
prejudiciais à empresa, à pessoa e à sua carreira. A ideia de roubar um lápis é realmente tão
antiética quanto roubar segredos industriais e fornecê-los a um competidor. Em ambos os
casos, a propriedade pertence a outra pessoa.

Da mesma forma que sua carreira começou no dia em que você deu seu primeiro passo na
universidade, sua atitude ética também deve começar cedo. Uma boa forma de estabelecer
um comportamento ético é incorporar os cânones fundamentais e códigos profissionais de
ética da ABET em seu código pessoal.

Como aplicar na prática o que aprendeu


É impossível pensar em ética sem convivência. Vive-se em sociedade e a ética está sempre
presente. No ambiente do trabalho, a ética está em pequenas atitudes, que são valiosas para
o bem-estar da empresa e de seus funcionários.

Na Prática, perceba a visão correta que uma simples funcionária tem sobre ética
profissional no ambiente de trabalho.

Case: Ética no Ambiente de Trabalho

Ana Carolina é engenheira agrônoma e trabalha em uma empresa que tem como princípio
integrar atividades do agronegócio, gerando diferenciais competitivos para seus
produtores, sempre focando na sustentabilidade, na produção e na rentabilidade.

Em uma reunião em que o assunto era ÉTICA PROFISSIONAL, ela foi questionada sobre sua
visão ética para a empresa e para os funcionários.

Ana Carolina, então, chamou a atenção para alguns pontos que considerava importantes:

É preciso fazer um pacto ético, em que todas as pessoas sejam comprometidas, honestas e
justas, deixando de se julgarem “espertas”

Esse pacto incluiria atitudes muito simples, que todos os seus colegas de trabalho,
colaboradores e membros da direção podem fazer:

Figura 1: Atitudes dos membros da equipe. Fonte: O Autor, 2022.

Ao final, a engenheira lembrou três frases essenciais da vida coletiva:

Nem tudo que eu quero eu posso;

Nem tudo que eu posso eu devo;

Nem tudo que eu devo eu quero.

Conteúdo bônus

Tópicos avançados
Por determinação expressa da Lei nº 5.194/1966, o Plenário do Conselho Federal adota, por
meio da Resolução nº 205/1971, o Código de Ética Profissional da Engenharia, Arquitetura
e Agronomia, proposto pelas entidades de classe. Conduta ética do profissional de
engenharia.

Segundo o código de ética elaborado pelo CONFEA:

Dos deveres Artigo 9º No exercício da profissão são deveres do profissional:

I) ante o ser humano e a seus valores:

a) oferecer seu saber para o bem da humanidade;

b) harmonizar os interesses pessoais aos coletivos;

c) contribuir para a preservação da incolumidade pública;

d) divulgar os conhecimentos científicos, artísticos e tecnológicos inerentes à profissão;

II) ante à profissão:

a) identificar-se e dedicar-se com zelo à profissão;

b) conservar e desenvolver a cultura da profissão;

c) preservar o bom conceito e o apreço social da profissão;

d) desempenhar sua profissão ou função nos limites de suas atribuições e de sua capacidade
pessoal de realização;

e) empenhar-se junto aos organismos profissionais para a consolidação da cidadania e da


solidariedade profissional, e da coibição das transgressões éticas;

III) nas relações com os clientes, empregadores e colaboradores:

a) dispensar tratamento justo a terceiros, observando o princípio da equidade;

b) resguardar o sigilo profissional quando do interesse de seu cliente ou empregador, salvo


em havendo a obrigação legal da divulgação ou da informação;

c) fornecer informação certa, precisa e objetiva em publicidade e propaganda pessoal;

d) atuar com imparcialidade e impessoalidade em atos arbitrais e periciais;

e) considerar o direito de escolha do destinatário dos serviços, ofertando- -lhe, sempre que
possível, alternativas viáveis e adequadas às demandas em suas propostas;
f) alertar sobre os riscos e responsabilidades relativos às prescrições técnicas e às
consequências presumíveis de sua inobservância;

g) adequar sua forma de expressão técnica às necessidades do cliente e às normas vigentes


aplicáveis;

IV) nas relações com os demais profissionais:

a) atuar com lealdade no mercado de trabalho, observando o princípio da igualdade de


condições;

b) manter-se informado sobre as normas que regulamentam o exercício da profissão;

c) preservar e defender os direitos profissionais;

V) ante o meio: a) orientar o exercício das atividades profissionais pelos preceitos do


desenvolvimento sustentável;

b) atender, quando da elaboração de projetos, execução de obras ou criação de novos


produtos, aos princípios e recomendações de conservação de energia e de minimização dos
impactos ambientais;

c) considerar em todos os planos, projetos e serviços as diretrizes e disposições


concernentes à preservação e ao desenvolvimento dos patrimônios sociocultural e
ambiental.

Referência Bibliográfica

ABET. Accreditation Board for Engineering and Technology. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 14 de nov. 2022.

BRASIL. Lei n. 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Regula o exercício das profissões de


Engenheiro, Arquiteto e Engenheiro- Agrônomo, e dá outras providências. Diário Oficial da
União, Brasília, DF, 27 dez. 1966. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 14 de nov. 2022.

NSPE. National Society of Professional Engineers. Disponível em:


<[Link]
Acesso em: 14 de nov. 2022.

             
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\02 - Introdução e Conceitos\Introdução e conceitos do
Meio [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Introdução e conceitos do Meio Ambiente

Nesta aula você aprendeu

Vivemos em um mundo no qual as pessoas devem se tornar mais sustentáveis com atitudes
a favor da defesa do meio ambiente, e não o contrário. Aplicando a sustentabilidade
ambiental, as pessoas irão entender mais ainda a necessidade de proteção do meio
ambiente. É importante relacionarmos a atenção ao meio ambiente, com a segurança do
trabalho, pois através dessa relação é possível evitarmos acidentes de nível social e
ambiental.

Conceitos devem ser entendidos e aprendidos, que estão presentes diariamente na


legislação brasileira ambiental e na formação dos seres humanos, partindo desde o
conhecimento de Meio Ambiente até a diferença da Preservação e Conservação Ambiental.

A sociedade pode ser responsável positivamente ou negativamente pelas agressões ao meio


ambiente. De forma positiva, evidenciamos a utilização de energias renováveis, em
contrapartida, a poluição dos nossos rios e extinção de áreas verdes se torna negativa e o
meio ambiente já está respondendo com desastres “naturais”, tornados, altas temperaturas,
ventanias, alagamentos, etc.

Meio Ambiente x Segurança do Trabalho, uma relação direta com o ecossistema ambiental.
A responsabilidade com o meio ambiente é uma consequência da responsabilidade com o
trabalhador, se não houver compatibilidade, haverá efeitos nada agradáveis. Uma relação
direta com esses dois assuntos é a elaboração da análise de risco, pois dentro há programas
e ferramentas de aspectos e impactos ambientais, a exemplo, a utilização de Equipamento
de Proteção Individual (EPI) e outras tecnologias, além do uso de outras ferramentas para
redução de impactos aos ecossistemas e colaboradores.

Como aplicar na prática o que aprendeu


A conscientização ambiental deve estar clara em todos. Comportamentos e atitudes
ambientais devem ser mentalizados e praticados, pela defesa do meio ambiente e evolução
do clima da terra.

Conceitos da proteção do meio ambiente devem ser entendidos e aplicados, de modo a se


adentrar e mostrar profissionalismo e técnica diante de conversas e debates com os
colaboradores e pessoas de baixa escolaridade.

A mentalidade é saber o que é positivo e negativo ao meio ambiente, sabendo disso, você só
colabora pelo crescimento ambiental.

A relação Segurança do Trabalho x Meio Ambiente traz mais responsabilidade e


importância para os trabalhadores e ao meio ambiente, então, aplique que você será um
profissional de segurança do trabalho excelente!

Dica quente para você não esquecer

Quando houver uma oportunidade dentro da Engenharia de Segurança do Trabalho, dentro


da área de atuação de meio ambiente, procure aprender mais sobre conceitos e os aspectos
introdutórios da área ambiental, isso irá te trazer mais profissionalismo e melhoria de
atuação naquela área, de modo a dar resultados satisfatórios e facilitar a sua contratação ou
aplicação de serviço.

Atividade Extra

Leitura complementar: Introdução ao Meio Ambiente. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

CONECT (São Paulo). Conect. Afinal, qual a relação entre segurança do trabalho e meio
ambiente? 2019. Disponível em: <[Link]
seguranca-do-trabalho-e-meio->. (Acesso em 11/08/2022)
CULTURAMIX (São Paulo). R7. Causas das Agressões ao Meio Ambiente. 2011. Disponível
em: <[Link]
ambiente.> (Acesso em 11/08/2022)

           
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\03 - Aspectos Legais e regulamentação\Princípio e
[Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Princípio e Diretrizes

Nesta aula você aprendeu

O Meio Ambiente possui diversas finalidades, e uma delas é a proteção da vida em qualquer
uma de suas formas, de modo a garantir um modelo de vivência digno. Esta definição está
presente no artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que estabelece que “todos têm
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e
essencial à sadia qualidade de vida.” Além disso, existem outros princípios de extrema
importância para todos: os princípios da sustentabilidade, da precaução e da prevenção.

Os órgãos regulamentadores presentes na Política Nacional do Meio Ambiente, e que fazem


parte do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA, são: o Órgão Superior – Conselho
do Governo; Órgão Consultivo e Deliberativo – CONAMA; Órgão Central – Secretaria de Meio
Ambiente; Órgão Executor – IBAMA; Órgãos Seccionais – Órgãos e Entidades Estaduais;
Órgãos Locais – Órgãos e Entidades Municipais.

As principais legislações Ambientais e Normas do Brasil são:

Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81)

Política Nacional dos Recursos Hídricos (Lei 9.433/97)

Política Nacional dos Resíduos Sólidos (Lei 12.305/10)

Política Nacional de Educação Ambiental (Lei 9.795/99)

Novo código Florestal (Lei 12.651/12)

Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98)

Lei do Saneamento Básico (Lei 11.445/07)

Resolução 237/97 – Licenciamento Ambiental

Como aplicar na prática o que aprendeu


A aplicação dos princípios da proteção do meio ambiente é a conscientização e
memorização do Art. 225 da Constituição de 1998, em qualquer atividade que possa se
tornar lesiva às pessoas e ao meio ambiente, “todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para
as presentes e futuras gerações”. (BRASIL, 1988)

A importância de conhecer a estrutura do SISNAMA é essencial, para aprender quais os


órgãos ambientais são responsáveis pela realização do seu processo ambiental, de modo
que você não se perca na hora de ir atrás de algum dado ou informação.

Determinados empreendimentos de pequeno, médio e grande porte diariamente despejam


uma grande quantidade de resíduos sólidos, provenientes dos seus serviços e processos
produtivos. Logo esses resíduos sólidos, lixo, precisam ser transportados, acondicionados e
destinados de forma ambientalmente correta. Com isso, deve ser elaborado o chamado
PGRS – Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, para conscientizar todos da
importância de separar seus resíduos e acondicioná-los de maneira correta, por obediência
da lei 12.305, Política Nacional dos Resíduos Sólidos, também executado por profissionais
de meio ambiente, os consultores ambientais, uma aplicação prática da PNRS em
empreendimentos e suas obrigações ambientais

Temos também a Política Nacional de Recursos Hídricos, que tem em um dos seus
instrumentos a Outorga de Recursos Hídricos, também exigido pelo órgão de meio
ambiente. Esse processo administrativo ambiental é exigido quando determinada empresa
utiliza a água para seu consumo, pois a empresa está sendo responsável pela redução da
quantidade, qualidade e regime do recurso hídrico coletado, por isso o órgão de meio
ambiente deve estar à mercê do que está acontecendo para fiscalizar e monitorar esse
recurso natural que está sendo coletado, pois a água é um recurso natural limitado. Com
isso, para a abertura e execução desse processo ambiental com qualidade, deve-se utilizar a
PNRH como apoio.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Especialista em Segurança do Trabalho, utilize os aspectos legais e a


regulamentação, a legislação ambiental em si “debaixo do ombro”, assim como as normas
regulamentadoras. Respeitar as normas de segurança do trabalho e legislações de meio
ambiente te darão mais profissionalismo e te ajudará a executar um serviço com mais
qualidade.

Atividade Extra
Leitura complementar: Aspectos Legais e Regulamentação. Disponível em:
<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (1988). Constituição nº 1988, de


1988. CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988.: Legislação
Federal. Brasília.

           
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\04 - Programas de preservação do meio ambiente\
Programas de preservação de Meio Ambiente e o papel do [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Programas de preservação de Meio Ambiente e o papel do governo

Nesta aula você aprendeu

Desde a Revolução Industrial, o mundo vem se desenvolvendo com novas tecnologias e, em


conjunto, traz a evolução das cidades, com a implantação de prédios e operação de
indústrias. Entretanto, esse progresso pode trazer grandes efeitos negativos ao meio
ambiente. Por isso, o governo acaba adotando o conceito de “desenvolvimento sustentável”.
Outro papel importante do governo na preservação do Meio Ambiente é a aplicação da
Legislação Brasileira Ambiental e a substituição de Energia Não Renovável por Renovável.

Muitos programas governamentais, surgiram através de conferências internacionais de


meio ambiente e outras são elaboradas pelos próprios órgãos governamentais de meio
ambiente, inclusive seus estados e regiões. Um dos mais conhecidos programas
governamentais criado pelas conferências é o protocolo de Kyoto e Convenção do Clima, no
caso do Estado de São Paulo, temos o programa Corta-Fogo e o Programa Verão no Clima.

Outro responsável deve ser lembrado, como um dos principais realizadores da


sustentabilidade pelo planeta: as empresas, que implantam projetos ambientais em suas
organizações com o objetivo de promover a sustentabilidade empresarial pelo meio
corporativo. Muitas são as vantagens que o mundo corporativo recebe por adotar políticas
sustentáveis, como passar uma imagem positiva para os consumidores. Uma das práticas
sustentáveis adotadas é a política para diminuir as diferenças de gênero; respeito à
diversidade, cultura, sexualidade, raça, etnia, credo e etc.

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o sistema de gestão ambiental


é um processo sistemático e documentado de verificação, executado para obter e avaliar, de
forma objetiva, evidências que determinam se o sistema de gestão ambiental de uma
organização está em conformidade com os critérios de auditoria do sistema de gestão
ambiental estabelecido pela organização. Para comunicar os resultados deste processo à
administração, um dos seus principais objetivos é proteger o meio ambiente pela prevenção
ou mitigação dos impactos ambientais adversos; mitigação de potenciais efeitos adversos
nas condições ambientais na organização e outros. Uma das principais abordagens que
sustentam um sistema de gestão ambiental e é aplicado em muitas organizações é o ciclo
Plan – Do – Check – Act (PDCA). (ISO 14.001, 2015).
Como aplicar na prática o que aprendeu

É sempre importante a conscientização ambiental e acreditar na preservação do meio


ambiente, pois, dessa maneira, todos irão realizar um papel no governo de proteção ao meio
ambiente, seja no respeito à legislação ambiental, ou na aplicação e criação de projetos
sustentáveis, como o de Energias Renováveis e obediência de Programas Governamentais
de Meio Ambiente. Por isso, respeite e proteja o meio ambiente!

Programas Empresariais de preservação do meio ambiente são necessários em muitas


empresas, pois trazem credibilidade e profissionalismo para a organização. Além disso, a
aplicação desses programas envolve também a segurança do trabalho, o respeito e a
preocupação com o colaborador. Um bom sistema de gestão ambiental envolve aspectos
sociais e ambientais de uma empresa. Tudo isso é aplicação de práticas sustentáveis.

Dica quente para você não esquecer

A preocupação com a sustentabilidade deve ser evidente por todos nós, seja como governo,
empresa ou utilizadora desses recursos, o mundo caminha com o desenvolvimento e todos
devem caminhar com a proteção do meio ambiente através da prática do desenvolvimento
sustentável.

Atividade Extra

Leitura complementar: Programas de Preservação de Meio Ambiente. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ISO 14001: Sistema de Gestão


Ambiental. 3 ed. São Paulo, 2015. 53 p. Disponível em:
<[Link] (Acesso em 23/08/2022)

           
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\05 - EIA e RIMA\Estudo de Impacto Ambiental – EIA,
Relatório de Impacto Ambiental – [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Estudo de Impacto Ambiental – EIA, Relatório de Impacto Ambiental – RIMA

Nesta aula você aprendeu

Esse documento técnico é feito com base na resolução CONAMA 1/86 de 17 de fevereiro de
1986 que dispõe sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto
ambiental, onde este documento deve contemplar “todas as alternativas tecnológicas e de
localização do projeto, confrontando-as com a hipótese de não execução do projeto;
Identificar e avaliar sistematicamente os impactos ambientais gerados nas fases de
implantação e operação da atividade; Definir os limites da área geográfica a ser direta ou
indiretamente afetada pelos impactos, denominadas áreas de influência do projeto,
considerando, em todos os casos, a bacia hidrográfica na qual se localiza; Considerar os
planos e programas governamentais, proposto e em implantação na área de influência do
projeto, e sua compatibilidade.” (BRASIL, 1986)

O Relatório de Impacto Ambiental – RIMA é outro relatório técnico ambiental, que é


elaborado conjuntamente com o Estudo de Impacto Ambiental. O RIMA, irá refletir as
conclusões do Estudo de Impacto Ambiental, deve ser apresentado de forma objetiva e
adequada a sua compreensão, os dados e informações devem estar em linguagem acessível,
ilustradas por mapas, cartas e quadros, gráficos e demais técnicas de comunicação visual, de
modo que possam entender as vantagens e desvantagens do projeto, bem como todas as
consequências ambientais de sua implementação.

O EIA é o primeiro estudo ambiental a ser realizado. Logo, serão sistematizadas as


atividades técnicas no seu estudo, como a caracterização do empreendimento - essencial ter
a identificação do empreendedor, do responsável técnico e da empresa de consultoria
contratada. Em seguida, é necessária a elaboração de uma mapa georreferenciado e
descrição da localização e acesso do empreendimento, depois, o Diagnóstico Ambiental, tal
como estabelecimento das áreas de influência do projeto, com pontuação e descrição
detalhada dos meios físicos, bióticos e socioeconômicos. Feito isso, deverá ser realizada a
parte mais importante do estudo ambiental, a avaliação de impacto ambiental do projeto
com identificação, magnitude e importância dos prováveis impactos ambientais e outras
classificações. Por fim, devem ser relatadas as medidas mitigadoras dos impactos
ambientais negativos, seguido dos programas de acompanhamento e monitoramento dos
impactos positivos e negativos.
O RIMA, como já falado nesse estudo ambiental, reflete as conclusões do estudo de impacto
ambiental, e como já especificado no tópico anterior deve possuir mapas, gráficos, cartas e
quadros, além de possuir os objetivos e justificativas do projeto; a descrição do projeto e
suas alternativas tecnológicas e locacionais; a síntese dos resultados dos estudos do
diagnóstico ambiental; descrição dos prováveis impacto ambientais da implantação e
operação da atividade; caracterização da qualidade ambiental futura; descrição do efeito
esperado das medidas mitigadoras; programas de acompanhamento e monitoramento dos
impactos e recomendações quanto à alternativa mais favorável. (BRASIL, 1986).

Para a elaboração do EIA-RIMA é importante ressaltar que o estudo ambiental é trabalhoso,


requer bastante tempo dos responsáveis pela sua elaboração, pois são relatórios técnicos
compostos, geralmente, de 100 a 300 laudas para a descrição, além de ser necessária uma
equipe multidisciplinar. Para facilitar o entendimento, vamos pontuar as etapas para
elaboração do EIA–RIMA. Contratação de empresa de consultoria ambiental ou responsável
técnico; realização de uma visita de campo; ida ao órgão ambiental, em conjunto com o
empreendedor/cliente para a reunião com o analista ambiental; coleta do Termo de
Referência; se o órgão ambiental julgar necessário, realização de uma audiência pública;
deferimento e emissão da licença ambiental.

Como aplicar na prática o que aprendeu

É essencial a compressão da elaboração do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de


Impacto Ambiental, de modo a facilitar a sua elaboração durante a construção do relatório
técnico. Com base, utilizamos a principal resolução Conama de apoio, a 1/86, que dispõe
sobre os critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de impacto ambiental e possui
as etapas detalhadas do conteúdo técnico que deve conter nos estudos ambientais. Haverá
reuniões com o cliente e com órgãos ambientais para estabelecer todos os programas,
projetos e estudos ambientais que deverão ser realizados, incluindo todo os documentos e
formulários que devem ser elaborados e preenchidos, e claro além da resolução Conama,
outro documentos que é coletado é o termo de referência, que pode ser utilizado com base
obrigatória na elaboração do EIA-RIMA.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, a elaboração do EIA-RIMA não é difícil,


porém, é muito trabalhosa, requer tempo e muita dedicação. Você pode ser entrevistado
durante a realização do EIA-RIMA, pois você faz parte das pesquisas de coleta de dados dos
impactos positivos e negativos, medidas mitigadoras e programas de monitoramento, tudo
isso para a elaboração da avaliação de impacto ambiental. Através dessa ferramenta é
possível evitar acidentes de trabalho ou qualquer atividade que cause imperfeições na
saúde dos colaboradores e responsáveis técnicos do local da implantação do
empreendimento.

Atividade Extra

Leitura complementar: EIA - RIMA. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (1986). Resolução Conama nº 1, de


21 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de
impacto ambiental. Avaliação de Impacto Ambiental. Brasília, 17 jan. 1986. p. 1-4.

             
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\06 - Critérios e técnicas de avaliação e controle de
poluentes\Critérios e técnicas de avaliação e controle de poluentes .docx ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Critérios e técnicas de avaliação e controle de poluentes

Nesta aula você aprendeu

A qualidade do ar está cada vez mais comprometida na superfície terrestre, através da


proliferação de poluentes atmosféricos pela sociedade. Todo esse impacto ambiental na
qualidade do ar é causado por contaminantes disseminados por indústrias e,
principalmente, por automóveis. Os poluentes atmosféricos são o Dióxido de Enxofre (SO2),
Dióxido de Carbono (CO2), Metano (CH4), Amônia (NH3) e o sulfeto de hidrogênio (H2S),
bem como os Materiais Particulados. Além do comprometimento da qualidade do ar,
existem também complicações que ocorrem na sociedade que afetam diretamente a saúde
das pessoas, especialmente, respiratória, por causa do ressecamento das mucosas, entre
outros sintomas manifestados diante do contato com essas substâncias. Segundo a
Resolução CONAMA Nº 3/90, entende-se como poluente atmosférico qualquer forma de
matéria ou energia com intensidade e em quantidade, concentração, tempo ou
características em desacordo com os níveis estabelecidos, e que tornem ou possam tornar o
ar, “I – impróprio, nocivo ou ofensivo à saúde, II – inconveniente ao bem-estar público; III -
danoso os materiais, à fauna e flora; IV - prejudicial à segurança, ao uso e gozo da
propriedade e às atividades normais da comunidade.” (BRASIL, 1990)

Comportamentos, tecnologias e ferramentas de controle de poluição, podem se dividir em


medidas de controle diretas e indiretas. As medidas indiretas são uma forma de
comportamento para evitar a disseminação de poluidores, como impedir a geração do
poluente; diminuir a quantidade dos poluentes; diluição através das chaminés elevadas e
planejamento territorial. Entre as diretas, temos Equipamentos de Controle de Poluição
(EPC), Equipamentos de controle de material particulado, Coletores úmidos, Equipamentos
de controle para gases e vapores (LAPA et al., 2022), Equipamentos de controle de material
particulado, coletores seco, mecânicos inerciais e gravitacionais.

No plano de Monitoramento de Emissões Atmosféricas, é importante a utilização de


legislações federais, estaduais e municipais; localização dos pontos de amostragem, o
objetivo do monitoramento; os procedimentos metodológicos; procedimentos de medição;
as máquinas e equipamentos; métodos de amostragem e cronograma de execução.
Como aplicar na prática o que aprendeu

O conhecimento sobre os poluentes atmosféricos é essencial, pois trás a conscientização


pela proteção do meio ambiente e da qualidade do ar, o que acaba se transformando em
técnicas e comportamentos de controle de contaminante. O conhecimento gera
conscientização!

Dica quente para você não esquecer

Futuro engenheiro de Segurança do Trabalho, os conhecimentos de poluentes atmosféricos


são essenciais, pois o engenheiro deve dar proteção aos trabalhadores e evitar acidentes de
trabalho. Logo, os trabalhadores podem também ser afetados por esses contaminantes
oriundos das chaminés das indústrias. Então, conheça e proteja-os, pois é um risco!

Atividade Extra

Leitura complementar: Critérios e Técnicas de Prevenção e Controle de Poluentes.


Disponível em:
<[Link]
(Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (1990). Resolução Conama nº 03,
de 28 de junho de 1990. Considerando a necessidade de ampliar o número de poluentes
atmosféricos passíveis de monitoramento e controle no País. Efluentes Atmosféricos.
Brasília, 18 jul. 1989. p. 1-6.

LAPA, Reginaldo Pedreira et al. Medidas para controlar a poluição atmosférica. 2022.
Disponível em: [Link]
controlar-a-poluicao-atmosferica/

           
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\07 - Qualidade da água\Qualidade da á[Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Qualidade da água

Nesta aula você aprendeu

Saneamento básico é um dos temas mais importantes já discutidos pela sociedade, pois o
saneamento é um parâmetro que deve ser universalizado com qualidade para todos. Se a
sua obediência não for realizada perfeitamente pode causar imperfeições ambientais e na
saúde dos seres humanos. Segundo a Lei 11.445 de 5 de janeiro de 2007, “saneamento
básico é o conjunto de serviços, infraestruturas e instalações operacionais de abastecimento
de água potável, esgotamento sanitário, limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos,
drenagem de água pluviais, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas.
(BRASIL, 2007). Um Saneamento Ambiental adequado é um saneamento com
universalização do acesso, com integridade, com disponibilidade, com a adoção de métodos,
técnicas e processos, articulados com políticas de desenvolvimento urbano e regional,
eficiência e sustentabilidade econômica, utilizando tecnologias apropriadas, transparência
das ações, controle social, segurança, qualidade e regularidade e adoção de medidas de
fomento à moderação do consumo de água.” (BRASIL, 2007)

Dentro do assunto saneamento, existe uma temática essencial em nossas vidas, a água, um
recurso natural excelente na manutenção da qualidade de vida da coletividade, da fauna e
flora que compõem a nossa vida diária, pois negligenciar sua importância, traz
consequências danosas à saúde pública e ao meio ambiente. Especificamente, o saneamento
básico envolve quatro pilares, (1) o abastecimento de água, (2) esgotamento sanitário, (3)
drenagem urbana e (4) manejo de resíduos sólidos, que devem ser prestados com qualidade
e integridade, caso contrário, impactos ambientais e na saúde serão vistos.

Não dar importância ao abastecimento de água e aos cuidados com esse recurso traz
consequências danosas ao corpo humano, por exemplo, doenças como hepatite A, diarreia,
cólera, esquistossomose, etc. O esgotamento sanitário que não é prestado com propriedade,
isto é, o seu lançamento sem tratamento em lagos, rios e córregos, além das consequências à
saúde da população, acabam causando a contaminação dos corpos hídricos e,
consequentemente, a morte da fauna e flora do local. Em relação ao manejo dos resíduos
sólidos, é outro serviço público que todos devem ter com qualidade, pois se não realizado
adequadamente nas cidades, através da limpeza pública, causará efeitos negativos ao meio
ambiente e à saúde da comunidade. Por isso, é indispensável uma cidade limpa, pois a
disposição inadequada de resíduos sólidos pode trazer vetores, como ratos, baratas e outros
insetos transmissores de doenças, além da contaminação do solo, eis a importância da
coleta seletiva. Drenagem urbana envolve resíduos sólidos, pois muitos alagamentos são
causados pelo entupimento de canais e galerias de água que obstruem a sua passagem,
causando danos ambientais e econômicos.

Muitos parâmetros da água são avaliados - físicos, químicos e biológicos - para que a
qualidade da água alcance os consumidores em um nível elevado. Parâmetros Físicos:
temperatura, sabor e odor, cor, turbidez, sólidos sedimentáveis e não sedimentáveis, sólidos
dissolvidos e condutividade elétrica. Parâmetros Químicos: pH, alcalinidade, dureza,
cloretos, ferro e manganês, nitrogênio, fósforo, fluoretos, oxigênio dissolvido, matéria
orgânica, demanda bioquímica de oxigênio e demanda química de oxigênio e componentes
orgânicos. Parâmetros Biológicos: coliformes e algas. (PROGRAMA SANEAMENTO BRASIL
RURAL, 2017)

Na compreensão do Saneamento Rural, dentro da perspectiva de saúde pública, a


preocupação se torna muito maior quando comparada com grandes centros urbanos. O
desenvolvimento rural anda muito mais devagar, pois levar água com qualidade para esses
territórios é difícil, por não possuírem estrutura suficiente, como abastecimento de água,
logo o acesso a água tratada se torna mais custoso.

A falta de saneamento básico em áreas rurais e urbanas traz consequências adversas para a
saúde pública da população. Os impactos negativos afetam diretamente a saúde, através de
doenças causadas pelo contato com água contaminada, por exemplo, amebíase, cólera,
giardíase, hepatite A e outras.

Cerca de 100 milhões de brasileiros não têm acesso a esgoto e saneamento e 35 milhões não
têm acesso a água potável em suas residências. Isso é muito preocupante, principalmente se
o país tiver estados como Pará e Rondônia, onde menos de 10% da população tem acesso a
um sistema de esgoto. Atualmente, mais de 15 mil pessoas são mortas por doenças
relacionadas à falta de saneamento no Brasil, de acordo com a Organização Mundial da
Saúde (OMS).

Como aplicar na prática o que aprendeu

O conhecimento sobre saneamento se torna de grande valor para conscientização acerca do


tema. Dessa forma, podemos lutar pelos nossos direitos. Com um saneamento de qualidade,
trabalhar com o serviço público é evoluir a sociedade com destino à universalidade no
acesso ao saneamento.

Nosso direito deve ser conhecido, mas devemos aprender, principalmente, o que pode
acontecer caso haja falta de saneamento em nossas localidades, bem como o que pode
ocasionar em doenças. Por exemplo, um manejo inadequado de resíduos sólidos, pode
trazer vetores, como ratos, baratas e outros insetos transmissores de doenças, além da
contaminação do solo, por isso, a importância da coleta seletiva.
Sabemos que água transparente não necessariamente significa qualidade, logo, é necessária
a educação sobre as propriedades da água, para sabermos, cientificamente, o que estamos
consumindo.

Entender a importância do saneamento rural traz desenvolvimento para as comunidades


que não possuem conhecimento suficiente para valorizarem o acesso à água potável e a
coleta de esgoto. Por isso, é essencial levar essas informações através de programas que
incentivem o processo de saneamento rural.

A prevenção de doenças por ingestão e contato com água não tratada se dá através de lavar
bem as mãos e os alimentos, beber apenas água filtrada ou fervida, não fazer as
necessidades fisiológicas em locais inapropriados, não deixar expostos recipientes que
podem acumular água, tampar a caixa d´água, não jogar lixo em ambientes aquáticos e em
locais impróprios para o descarte desse material, evitar água de enchentes e locais em que a
qualidade da água não é conhecida.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, o conhecimento do saneamento é essencial!


O especialista trabalha em conjunto com profissionais do saneamento, para que ele seja
construído, elaborado e implantado. Todo esse processo envolve colaboradores e você será
o responsável pelo bom desenvolvimento do projeto e pela saúde desses trabalhadores. Fica
a dica!

Atividade Extra

Leitura complementar: Qualidade de Água. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (2007). Lei nº 11.445, de 5 de


janeiro de 2007. Estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico. Brasília, 5 jan.
2007. p. 1-20.

TRATA BRASIL (São Paulo). Trata Brasil. 5 ASPECTOS PARA ENTENDER O SANEAMENTO
BÁSICO! vertentes do saneamento básico. Vertentes do Saneamento Básico. 2021.
Disponível em: <[Link]
saneamento>. (Acesso em 24/08/2022)
PROGRAMA SANEAMENTO BRASIL RURAL. Funasa. Programa Saneamento Brasil Rural.
2017. Disponível em: <[Link]
(Acesso em 24/08/2022)

               
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\08 - Acidentes de trabalho e meio ambiente\Acidentes
de Trabalho e Meio [Link] ===

=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\09 - Principais fontes de risco\Principais Fontes de


[Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Principais Fontes de Risco

Nesta aula você aprendeu

Os riscos ocupacionais são classificados em riscos físicos, biológicos, químicos, ergonômicos


e de acidentes. Podemos ir mais a fundo, pois os riscos devem ser identificados, avaliados,
descritos e, de acordo com a atividade, classificados em risco muito baixo, baixo, médio ou
alto, conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). Há diversas
metodologias que podem ser utilizadas para uma identificação de riscos adequada, como
por exemplo, Análise Preliminar de Riscos (APR), Análise de Falha Humana, Método de
Análise de Falhas e de Efeitos, Árvores de Eventos, Árvores de Falhas, dentre outras técnicas
otimizadoras de análise de risco que seguiram suas particularidades de análise.

Existem muitas ferramentas de análise de risco que podem ser utilizadas, às vezes, até mais
de uma pode ser aplicada para que a decisão seja tomada mais assertivamente e o risco seja
mitigado e evitado dentro da organização. Vamos tomar como exemplo as principais
ferramentas de análise de risco e as mais conhecidas (SESTREM, 2021): What if - baseado
nos conhecimentos de todos os integrantes da equipe, é feita a pergunta “e se?” (em inglês,
“what if?”, nome da ferramenta); Check list - é utilizado de forma simples e fácil, de modo a
se tornar efetivo, para facilitar a interpretação e aplicação; PMBOK - essa ferramenta é
muito utilizada na gestão de projetos e pode ser aplicada no gerenciamento de riscos, de
maneira eficaz seguindo etapas de planejamento do Gerenciamento, Identificação dos
Riscos, Análise qualitativa dos riscos e Análise quantitativa dos Riscos, planejamento de
Respostas; Monitoramento e controle de Riscos; APR (Análise Preliminar de Risco) - esta é
utilizada por profissionais de segurança, onde é elaborada uma tabela onde serão listados
os possíveis perigos de uma atividade.

Os incêndios florestais sempre ocorrem por diversos motivos, seja por efeitos naturais,
como descargas elétricas e aumento da temperatura na superfície terrestre, ou pelas causas
antropogênicas, isto é, pela ação humana, como incendiários, queimas para limpeza,
fumantes, fogo campestre, estradas de ferro, dentre outros. No nosso exemplo, os riscos são
os incêndios florestais, que podem ter diversas causas, mas vamos estipular uma causa
apenas para facilitar a compreensão. A causa do incêndio será pela “condução de veículo
fora da estrada com motor superaquecido” ou seja, dentro da floresta, um veículo que não
passa por manutenção há muito tempo. Podemos detectar visualmente que o automóvel não
está em ótimo estado. Os efeitos, caso ocorra esse incêndio florestal, são os seguintes: a
morte da fauna e flora, infertilidade do solo, problemas respiratórios em comunidades
próximas, dentre outros. Sempre descreva todos os efeitos que você imaginar em uma
análise de risco para que você se previna de todos.

Em depósitos de madeira, já podemos analisar diversos riscos, pois se trata de


empreendimento onde ocorre a movimentação de máquinas e pessoas que trabalham
diariamente na organização, armazenamento, separação e manuseio de madeira. Logo, os
perigos para a saúde são diversos. Uma das atividades mais realizadas em depósitos de
madeira é a separação das peças para o armazenamento e a posterior embalagem. Agora,
quais os prováveis acidentes que podem ocorrer durante essa atividade? Atropelar outro
colega de trabalho durante o manuseio das máquinas, o ruído alto da máquina, que pode
causar efeitos negativos na audição, assim como qualquer movimentação manual que possa
causar ferimentos. Agora, vamos definir os riscos para esses acidentes: Riscos físico,
ergonômicos e de acidentes - ruído, força e movimentação física do profissional.
Respectivamente,suas medidas de prevenção serão a utilização de EPIs como: protetores
auditivos, ginástica de fortalecimento, pausas estratégicas e distância de movimentação de
máquinas para outros funcionários.

Então imaginemos um Serpentário, onde vivem diversas espécies de cobras, das mais
variadas regiões do Brasil. Serpentes que podem levar a óbito em 1 minuto! Nesse local,
ocorre a alimentação, a reprodução e pesquisas sobre determinadas espécies. Vamos
estabelecer novamente a atividade, risco, acidente e medidas de prevenção. Como atividade
em serpentário, colocaremos a atividade de alimentação das cobras. O risco será a cobra
escapar do local onde vive e uma possível mordida do animal peçonhento no trabalhador.
Riscos ergonômico e de acidentes, medidas de prevenção: utilização de Equipamento de
Proteção Individual (EPI) e projetar os locais de armazenamento contra saídas acidentais
das cobras.

Um acidente muito conhecido pelo mundo, onde houve um grande número de óbitos e
deixou pessoas com sequelas graves na sua saúde, foi o desastre do Césio 137 em Goiânia,
onde um equipamento foi destinado e armazenado inadequadamente pelo hospital da
região. Um equipamento que possui uma peça de alta radioatividade e perigo para a saúde
de qualquer pessoa que chegasse perto. Foi quando um morador da cidade teve sua
curiosidade atiçada e começou a abrir o equipamento. Ele encontrou uma peça brilhante,
que o encantou, levando-a para casa. Porém, o morador não sabia das consequências que
aquela peça poderia trazer para a saúde de todos ao seu redor. Por fim, houve o efeito
cascata. Outro desastre muito famoso ocorreu na década de 50, quando as normas de
segurança ainda não eram obedecidas e seguidas com empenho. Foi o acidente que ocorreu
no litoral de São Paulo, na cidade de Cubatão, onde canalizações de gasolina passavam por
baixo das palafitas de mais de 500 moradores, logo a tragédia veio a ocorrer, pois houve o
vazamento de 700 mil litros de gasolinas dos dutos da Petrobras, causada por uma falha
operacional.
Como aplicar na prática o que aprendeu

Na hora da elaboração da análise de risco, sempre procure elaborar e identificar os riscos


em conjunto com a sua equipe, para que haja a mensuração correta dos prováveis perigos. A
gestão é essencial para evitar futuros acidentes no ambiente de trabalho, pois todos devem
ter conhecimento do que pode acontecer com a sua saúde. Por isso, utilize as ferramentas e
metodologias de análise de risco para facilitar o seu trabalho de avaliação.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, nesse módulo de análise de riscos e


acidentes, sempre utilize como apoio as normas regulamentadoras porque, geralmente,
cada atividade possui a sua legislação específica. Então, quando passar por determinada
situação, confira a legislação que ela vai te auxiliar e te instruir da melhor forma possível,
principalmente, em modelos de análise de risco já realizados da atividade que você está
trabalhando. Uma pesquisa científica sempre é boa.

Atividade Extra

Leitura complementar: Principais Fontes de Risco. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

SESTREM, Tatiana. Ferramentas de análise de risco: as principais para gestão da qualidade.


Disponível em: [Link] (Acesso
em 24/08/2022)

               
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\10 - Segurança ambiental e ocupacional em áreas
rurais\Segurança Ambiental e Ocupacional em Áreas [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Segurança Ambiental e Ocupacional em Áreas Rurais

Nesta aula você aprendeu

A segurança tem que estar presente em todos os momentos, independentemente da


atividade ou empreendimento a ser realizado. Além disso, dar a devida importância à saúde
é fundamental, pois os riscos sempre estão presentes e temos que preveni-los para não
termos consequências em nossas vidas. Em áreas rurais são executados diversos serviços
dentro da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura. Nessas
atividades podem ocorrer os mesmos riscos que acontecem na área urbana, como riscos
ergonômicos, físicos, químicos, biológicos e de acidentes. Diariamente, produtores rurais
utilizam produtos químicos, trabalham com máquinas pesadas e perigosas, à mercê da
insolação e radiação ultravioleta, por isso, os cuidados com a saúde do trabalhador são
essenciais também nesses locais.

Diversas atividades são executadas nas áreas rurais, assim como nas urbanas. Ainda há
muitas dificuldades com o desenvolvimento da segurança do trabalho em áreas urbanas, o
mesmo acontece, ou até mesmo de forma pior, em áreas rurais, pois para um serviço
especializado alcançar a área rural requer um ensino e educação diferenciada. A relação
com as pessoas necessita de uma formação mais cuidadosa aliada ao desenvolvimento da
tecnologia no campo, porque deve ser conectado o desenvolvimento profissional com o
desenvolvimento no campo. Os formadores do trabalho na área rural são máquinas e
principalmente pessoas, então, a chave é a logística com as pessoas. Além de contratante e
contratado, a logística também tem que ser diferenciada, pois os processos devem ser
otimizados de maneira a trazer mais clientes e entregar resultados mais satisfatórios.

Os riscos sempre existirão, independentemente se as atividades são executadas na área


rural ou na área urbana, o nosso objetivo é identificar e prevenir os trabalhadores do
perigo, de modo que não ocorram acidentes fatais. No caso dos profissionais que trabalham
com as plantações de forma isolada, com simples ferramentas e com exposição ao sol, já é
possível observar riscos físicos, ergonômicos e de acidentes. Um risco físico, muito
frequente na área rural, é a utilização de agrotóxicos que são utilizados para a prevenção de
pragas em plantações. O agrotóxico possui, claramente, diversos componentes corrosivos
que podem prejudicar a saúde de quem o utiliza, gerando também um risco químico.

A Norma Regulamentadora 31 é a norma de instrução para todos os profissionais e gestores


da área rural, visando a segurança e saúde do trabalho na agricultura, pecuária, silvicultura,
exploração florestal e aquicultura, ou seja, busca trazer conforto para os trabalhadores e
garantir boas condições de trabalho e higiene ocupacional, seguindo ponto a ponto toda a
norma regulamentadora, desde as atividades, máquinas, ferramentas até os processos de
produção, para que sejam protegidos. (BRASIL, 2005)

As medidas preventivas são o ponto principal de todo o trabalho de prevenção da segurança


rural, porque delas tiramos as ações que irão salvar as vidas dos colaboradores a fim de
promover bem-estar, saúde e segurança durante a execução de suas atividades. Como os
profissionais executam diversas atividades, vários riscos podem ser identificados. A
execução de um trabalho com máquinas, onde há um grande risco físico, como o ruído, a
medida preventiva que podemos executar é a disponibilização de EPI – Equipamento de
Proteção Individual – Protetores auriculares além da conscientização da importância se sua
utilização.

Como aplicar na prática o que aprendeu

A Prática voltada para esse tema é bem clara, pois o profissional de segurança é contratado
para garantir a saúde ocupacional dos colaboradores de modo que não ocorram acidentes
ou riscos na área rural, identifiquem o risco e executem a medidas preventivas de acordo
com as instruções da norma, para você realizar um trabalho mais tranquilo possível e livre
de desafios.

Dica quente para você não esquecer

Leia atentamente a Norma Regulamentadora 31. Ela vai te dar conforto e confiança na hora
de trabalhar com a segurança na área rural. Tenha paciência e dedicação, pois você irá
passar por desafios. Isso é algo normal, pois você terá que lidar com pessoas das mais
variadas personalidades, então, é necessário um diálogo adequado de modo a conscientizar
o profissional inexperiente e seus gestores a mudar para melhor, para então haver
mudanças e aplicação de todos os objetivos da NR31.

Atividade Extra

Leitura complementar: Segurança Ambiental e Ocupacional em Áreas Rurais. Disponível em:


<[Link]
(Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica
BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (2005). Norma nº 31, de 03 de
março de 2005. SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NA AGRICULTURA, PECUÁRIA,
SILVICULTURA, EXPLORAÇÃO FLORESTAL E AQUICULTURA. Brasília, p. 1-80.

             
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\11 - Aspectos agrícolas e higiene ocupacional\Meios
de Transporte e Implementos Agrí[Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Meios de Transporte e Implementos Agrícolas

Nesta aula você aprendeu

As máquinas que trabalham em conjunto com os trabalhadores, as verdadeiras formadoras


do trabalho em campo, são essenciais para uma boa produtividade em campo. Os
implementos agrícolas são instrumentos mecânicos com o intuito de auxiliar o profissional
em todos os níveis do trabalho, facilitando desde a formatação do solo até o transporte das
colheitas, otimizando o processo e ajudando nos resultados no campo. Por exemplo, ajudam
a preparar o solo para o desenvolvimento das plantas, tornando-o mais aerado, e as
semeaduras agilizam o processo de plantio. As máquinas que irão implementar na produção
são grandes aradoras, niveladoras, lâminas, roçadeiras, semeadeiras, dentre outras. (MIRAS
GERAIS, 2021).

Os agrotóxicos são componentes muito utilizados dentro da agricultura, pois há muita


incidência de pragas nas plantações. Porém, a utilização desse produto tóxico pode trazer
efeitos negativos para a saúde do trabalhador se for aplicado inadequadamente, por isso,
deve haver uma maior responsabilidade e conscientização do contratado, assim como do
contratante. Há diversos riscos que o trabalhador rural pode correr com a utilização de
agrotóxicos, desde riscos físicos e químicos até de acidentes. O contato com os produtos
corrosivos pode trazer escoriações graves para a pele, assim como a ingestão e inalação
possuem consequências. O nível e o tempo de exposição do empregado junto ao constituinte
pode levar a morte ou alcançar impactos negativos e permanentes na saúde, como
problemas respiratórios pulmonares, arritmias cardíacas, doenças de Parkinson , câncer e
entre outras. (RIO GRANDE DO NORTE, 2021). Medidas preventivas são pontos chaves na
prevenção de acidentes com agrotóxicos de modo a excluir quaisquer riscos ou perigos que
sejam identificados. A conscientização dos trabalhadores através do treinamento é o ponto
inicial, a segunda etapa é a disposição de equipamento de proteção individual – EPI, para
uma proteção mais intensa do trabalhador rural, como luvas, óculos, botas, máscaras,
vestimentas para evitar qualquer contato com o produto tóxico, seja dérmico ou
respiratório

A higiene ocupacional do campo é um fator importante dentro da área rural, pois os


profissionais, constantemente, estão passando por perigos que devem ser prevenidos
porque executam atividades ou serviços arriscados para a sua saúde dentro das logística do
campo. Dar importância à saúde no campo é para evitar enfermidades, ausências ou
afastamentos, por isso, é essencial estudar todos os colaboradores e suas atividades, saber
os particulares que cada um tem, e como eles se relacionam durante a execução do seu
trabalho. No campo, várias condições devem ser analisadas, como claridade, arejamento,
etc. Além desses fatores externos, devem ser evidenciados os equipamentos utilizados pelo
contratante, incluindo seus trajes, pois dependendo da temperatura é preciso o
fornecimento de uma vestimenta adequada para realizar as funções, já que a realização das
atividades em locais com baixa ou alta temperatura influenciam na saúde do trabalhador.

Vamos iniciar com o equipamento básico que todos os colaboradores devem ter: as luvas de
segurança, utilizadas em colheitas na agricultura ou quando o serviço tiver envolvimento
com altas temperaturas, além de outros riscos. Outro ponto é a utilização dos óculos de
segurança, utilizados nas atividades que podem causar algum perigo para os olhos, como o
manuseio de agrotóxicos. Como os profissionais estão em constante movimentação por
áreas abertas com plantações e incidência solar, eles podem sofrer ferimentos, lesões,
queimaduras, picadas de animais, por isso, é necessária a utilização das vestimentas, como
toucas, aventais, macacões, etc. Atividades noturnas também são executadas na área rural,
por isso também é essencial a utilização de coletes de proteção, que estão relacionados com
a luminosidade do local.

Como aplicar na prática o que aprendeu

É importante o conhecimento das máquinas que são utilizadas durante a realização dos
serviços na área rural, pois conhecendo os implementos agrícolas, você terá uma visão
maior dos prováveis riscos e perigos que os colaboradores podem sofrer, evitando os
prováveis acidentes de trabalho na área rural.

Aplicação dos Agrotóxicos é o tema que sempre será evidenciado, principalmente, na


aplicação das normas de segurança, pois os agrotóxicos são um tema que roda o mundo
inteiro, seja por causa das suas vantagens e desvantagens. Então, é importante focar no
tema, incluindo a higiene ocupacional e os equipamentos de proteção individual e sua
influência no trabalhador.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, a atenção com os implementos agrícolas é


essencial! Obedeça a NR 31, que é voltada para a prevenção de acidentes em áreas agrícolas,
que você não irá se perder dentre outras especificidades da norma. Utilize ela e outros
materiais científicos para adentrar na área rural e não se perder na realização do seu
trabalho como engenheiro de segurança.
Atividade Extra

Leitura complementar: Aspectos Agrícolas e Higiene Ocupacional. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

MIRAS GERAIS. POR BROTO. Tipos de implementos agrícolas: como escolher para sua
produção? 2021. Disponível em: <[Link]
agricolas/>. (Acesso em 25/08/2022)

RIO GRANDE DO NORTE. Equipe Ecycle. Ecycle. Os estragos causados pelo uso de
agrotóxicos no mundo e no Brasil. 2021. Disponível em: <[Link]
estragos-causados-pelo-uso-de-agrotoxicos-no-mundo/>. (Acesso em 25/08/2022)

           
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\12 - Tratamento e destinação de resíduos industriais e
de processos\Tratamento e Destinação de Resíduos Industriais e de [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Tratamento e Destinação de Resíduos Industriais e de Processos

Nesta aula você aprendeu

Os Resíduos Sólidos podem ser classificados segundo a ABNT NBR 10004, que dispõe sobre
os Resíduos Sólidos – Classificação, em:

Resíduos de classe I – Perigosos; e

Resíduos classe II – Não perigosos, que são subdivididos em:

Resíduos de classe II A – Não inertes; e

Resíduos classe II B - Inertes. (ABNT, 2004).

Os resíduos classe I – Perigosos, são os resíduos que necessitam de mais prioridade e


atenção, pois esses resíduos são responsáveis por trazer impactos negativos permanentes
para o meio ambiente, pois possuem inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade
e patogenicidade. Os resíduos não perigosos de classe II são divididos em classe II A e classe
II B. Os resíduos de classe II A, são resíduos que têm propriedades como
biodegradabilidade, combustibilidade ou solubilidade em água. Os resíduos de classe II B,
possuem particularidades como sua solubilidade e concentrações superiores aos padrões de
potabilidade de água.

Segundo a lei 12.305, que dispõe sobre a Política Nacional dos Resíduos Sólidos, poderão
ser utilizadas tecnologias visando à recuperação energética dos resíduos sólidos urbanos,
desde que tenha sido comprovada sua viabilidade técnica e ambiental. Há alguns métodos
utilizados para o tratamento de resíduos sólidos: o tratamento mecânico, bioquímico e
térmico. (BRASIL, 2010). No tratamento mecânico não é utilizada nenhuma reação química,
é utilizado apenas para redução de tamanho dos resíduos. O tratamento bioquímico é
quando são utilizados seres vivos, como microrganismos que funcionam como redutores.
Temos por exemplo, as lesmas e as minhocas que se alimentam de resíduos. No tratamento
térmico, existem diversos sistemas onde são aplicadas altas temperaturas, ou seja, alta
incidência do calor. A exemplo temos a secagem, a pirólise, a gaseificação e a incineração.

A destinação final dos resíduos sólidos é a etapa final da administração dos resíduos, porém,
dependendo do modelo de destinação final, pode ou não causar impactos ambientais ao
meio ambiente. O tratamento de resíduos sólidos pode ser considerado como uma
destinação final, porém a destinação final pode ser feita sem o auxílio de ferramentas ou
tecnologias. O lixão é o tipo de destinação final que mais causa efeitos negativos ao meio
ambiente, pois os resíduos são coletados pelas prefeituras e são enviados para lixões, onde
não há nenhuma proteção para lençol freático ou nenhum tratamento de gases oriundos do
lixo, incluindo o chorume. O aterro controlado é a solução intermediária entre os lixões e o
aterro sanitário. Nesses métodos, ocorre também o aterro dos resíduos com argila, terra ou
grama, evitando que o resíduo fique à vista e ajude na proliferação de doenças. O aterro
controlado é o tipo de destinação final mais adequado ao meio ambiente e vem substituindo
os lixões ao longo do tempo. Nesse tipo de acondicionamento adequado, o solo é preparado
com impermeabilização para receber os resíduos e proteger o lençol freático.

A situação é um pouco complicada, pois muitos municípios ainda utilizam lixões e aterros
controlados no seu método de destinação, o que causa efeitos severos aos seres humanos e
aos ecossistemas. O primeiro desafio é a falta de investimentos necessários do poder
público em pequenos municípios, pois para a aplicação de todas as etapas de gerenciamento
dos resíduos, mais técnicas sustentáveis com utilização de tecnologia de tratamento e
destinação, os custos são elevadíssimos. (VANESSA ROSA, 2009)

A logística reversa é uma atividade de reciclagem, que busca retornar resíduos ao início da
cadeia produtiva para evitar o descarte inadequado e a contaminação do meio ambiente,
processando o material para que o mesmo possa ser reaproveitado na operação de uma
empresa. Esse processo é aplicado em diversos tipos de resíduos, como resíduos
eletrônicos, celulares, computadores, pilhas, baterias, pneus, embalagens de agrotóxicos,
dentre outros. (TRACKER, 2021)

Como aplicar na prática o que aprendeu

A aplicação prática sobre os resíduos sólidos com a segurança do trabalho é clara. Em


atividades ou empreendimentos que envolvam uma grande diversidade de resíduos,
incluindo os perigosos, é importante identificá-los, pois oferecem sim riscos ou perigos para
os trabalhadores. Logo, é necessário o conhecimento da classificação dos resíduos, de modo
a prever os prováveis acidentes.

O tratamento envolve máquinas e equipamentos que precisam de profissionais habilitados


e bem protegidos, principalmente, quando estiverem lidando com tratamento térmico, pois
está relacionado com altas temperaturas que podem causar acidentes de trabalho. O mesmo
acontece com a destinação final de resíduos sólidos.

Dentro da segurança do trabalho, quando você dá alternativas sustentáveis para um


resíduo, melhora a confiança do trabalhador que trabalha com aquela atividade, traz
credibilidade, além trazer uma medida de tratamento adequada do resíduo sem que cause
efeitos negativos ao meio ambiente.
Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, o conhecimento da classificação dos resíduos


é importante, pois está dentro das normas de segurança do trabalho. Para conhecer ainda
mais os resíduos, dê uma olhada nos efeitos negativos que eles causam ao ser humano e ao
meio ambiente e pesquise as leis que foram citadas no material para aprender mais ainda
sobre o assunto.

Atividade Extra

Leitura complementar: Tratamento e Destinação de Resíduos Industriais e de Processos.


Disponível em:
<[Link]
(Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT NBR 10004: Resíduos Sólidos -


Classificação. Brasília, 2004. 71 p.

BRASIL. Congresso. Câmara dos Deputados. Constituição (2010). Lei nº 12.305, de 2 de


agosto de 2010. Institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a Lei n o 9.605, de 12
de fevereiro de 1998; e dá outras providências. Brasilia, 2 ago. 2010. p. 1-28.

VANESSA ROSA (São Paulo). Migalhas. Os desafios do manejo de resíduos sólidos no Brasil e
sua sustentabilidade econômico-financeira. 2009. Disponível em:
[Link]
solidos-no-brasil-e-sua-sustentabilidade-economico-financeira. (Acesso em 25/08/2022)

TRACKER (Brazil). Logística reversa: o que é + principais vantagens e desafios. 2021.


Disponível em: [Link] (Acesso
em 25/08/2022)

             
=== 03 - Proteção do Meio Ambiente\13 - Perspectivas para a proteção ambiental\
Perspectivas a Proteção [Link] ===

Observação: este site inclui um sistema de acessibilidade. Pressione Control-F11 para


ajustar o site para pessoas com deficiências visuais que usam um leitor de tela; Pressione
Control-F10 para abrir um menu de acessibilidade.

  Perspectivas a Proteção Ambiental

Nesta aula você aprendeu

Tecnologias sustentáveis são realizadas com objetivo de auxiliar na proteção ambiental,


pois servem para a captação de um recurso natural de forma que não causem impactos
negativos ao meio ambiente ou que criem soluções otimizadoras para reduzir os efeitos
desagradáveis ao meio ambiente, trazendo ótimo investimento e custo benefício. Um dos
comportamentos mais sustentáveis atualmente é a substituição das energias não renováveis
pelas novas tecnologias que utilizam o recurso natural como fonte de energia, sim, as
energias renováveis, ferramentas mais conhecidas na proteção do meio ambiente. Existem
diversas dessas tecnologias, como a energia hidroelétrica, a energia eólica, energia das
ondas, bioenergia, geotérmica, e a mais utilizada, a energia solar, realizada através de placas
fotovoltaicas. Uma outra tecnologia que foi criada é a inteligência que ajuda na limpeza dos
oceanos, porque o plástico é um problema muito evidente mundialmente, por isso essa
tecnologia chega para agregar em mapeamento de áreas poluídas, facilitando o combate à
poluição.

Comportamentos e atitudes da população que visem a proteção do meio ambiente devem


ser mentalizados. As iniciativas não devem partir apenas de pessoas, mas de empresas
também. A responsabilidade ambiental é o conjunto de atividades, isoladas ou coletivas,
voltados para a defesa do meio ambiente, de modo a aliar o crescimento econômico com a
proteção do meio ambiente, a fim de garantir a sustentabilidade para as gerações futuras.
Agora, em relação às entidades empresariais, que são também encarregadas do conforto
ambiental, as ações se dão através de decisões de aplicação de uma Sistema de Gestão
Ambiental nas empresas, utilização de energia renovável, conscientização de não utilização
de copos plásticos, criação de um sistema de reciclagem dentro da empresa, treinamento
para funcionários entenderem o valor da sustentabilidade, dentre outras atitudes, que são
formas de proteger o mesmo e as gerações futuras através do pensamento sustentável.

A Segurança do Trabalho está relacionada com a proteção do meio ambiente por meio da
conscientização e manutenção de uma proteção futura eficiente. Uma formação bem clara
para facilitar o entendimento da associação da segurança do trabalho, é com os objetivos do
desenvolvimento sustentável ou, mais especificamente, com o objetivo de Trabalho Decente
e Crescimento Econômico. (REBECCA CLIVATTI, 2018). Os objetivos do desenvolvimento
sustentável são elaborados com o objetivo de compatibilizar as dimensões do governo local,
setor privado e sociedade civil: (REBECCA CLIVATTI, 2018) Social: Relacionada às
necessidades humanas de saúde, educação, melhoria da qualidade de vida e justiça.
Ambiental: Trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações que vão da
reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade, combate à
desertificação, dentre outros pontos. Econômico: aborda o uso e o esgotamento dos
recursos naturais, a produção de resíduos, o consumo de energia, entre outros.
Institucional: diz respeito às capacidades de colocar em prática os ODS.

O conceito inicial do desenvolvimento sustentável, começou na conferência internacional de


Estocolmo em 1972, na Suécia, essa conferência deu atenção aos efeitos negativos causados
pelo ser humano ao redor do mundo, visto que estão gerando graves riscos para a
sobrevivência humana. Outro momento foi a formatação do “Relatório Brundtland”, que
defendia a distribuição das riquezas como forma de desenvolvimento global e buscava
chegar a um acordo entre as posições antagônicas dos países ricos e pobres. Foi nesse
relatório que se empregou o conceito de desenvolvimento sustentável. (ANGELO TIAGO DE
MIRANDA, 2014)

Como aplicar na prática o que aprendeu

O desenvolvimento futuro vem através de pensamentos futuros, de modo a conciliar o


desenvolvimento econômico com a evolução ambiental, a necessidade das perspectivas
futuras da proteção ambiental deve ser aplicada e conscientizada por todas, incluindo
profissionais que estão envolvidos direta ou indiretamente com o meio ambiente.

A importância e a atenção na proteção do meio ambiente com as gerações futuras devem ser
aplicadas por todos nós na prática sustentável, incluindo iniciativas empresariais e pessoais,
através desta aplicação o ser humano trabalha em salvar o planeta, incluindo as
organizações que acabam trazendo grandes vantagens com a aplicação de projetos
ambientais.

O papel da segurança do trabalho na proteção futura e a regra do engenheiro de segurança


do trabalho é a proteção do trabalhador. Com esse intuito, estará trazendo uma vida digna
para o profissional e, consequentemente, a proteção permanente do meio ambiente, com
perspectivas futuras e o desenvolvimento sustentável.

Dica quente para você não esquecer

Futuro Engenheiro de Segurança do Trabalho, conhecendo a área ambiental a fundo, você


estará aplicando os princípios corretamente durante o seu trabalho na segurança. Isso vai te
ajudar a entender como iniciaram os conceitos e comportamentos a favor do meio
ambiente, e você terá mais embasamento para escrever os relatórios técnicos da segurança
do trabalho. Fique ligado!
Atividade Extra

Leitura complementar: Perspectivas à Proteção Ambiental. Disponível em:


<[Link]
usp=sharing> (Acesso em: 23/08/2022)

Referência Bibliográfica

REBECCA CLIVATTI (Maringá). On Safety. O Papel Da Segurança Do Trabalho No


Desenvolvimento Sustentável. 2018. Disponível em: <[Link]
seguranca-do-trabalho-no-desenvolvimento-sustentavel/>. (Acesso em 25/08/2022)

ANGELO TIAGO DE MIRANDA (São Paulo). Uol. Desenvolvimento sustentável - Conferência


da ONU. 2014. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. (Acesso em 25/08/2022)

             

Você também pode gostar