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Análise de "Maria Stuart" de Schiller

A peça retrata o conflito entre Maria Stuart, rainha da Escócia presa na Inglaterra, e Isabel I da Inglaterra, que teme sua reivindicação ao trono inglês. Mortimer se apaixona por Maria e planeja libertá-la, mas é acusado de traição. Para limpar seu nome, Leicester aceita executar Maria, levando o drama ao clímax trágico.

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Análise de "Maria Stuart" de Schiller

A peça retrata o conflito entre Maria Stuart, rainha da Escócia presa na Inglaterra, e Isabel I da Inglaterra, que teme sua reivindicação ao trono inglês. Mortimer se apaixona por Maria e planeja libertá-la, mas é acusado de traição. Para limpar seu nome, Leicester aceita executar Maria, levando o drama ao clímax trágico.

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SETOR DE ARTES CNICAS

FICHA DE LEITURA

CELSO STEFANO CARDOZO RE: 15145824

HISTRIA DO TEATRO MUNDIAL RICA ANDRADE

2 SEMESTRE

MARIA STUART
FRIEDRICH SCHILLER

TATU SP
2015

SETOR DE ARTES CNICAS


FICHA DE LEITURA

INFORMAES DA OBRA
AUTOR: Friedrich Schiller.
OBRA: Maria Stuart
CLASSIFICAO: Romantismo/Drama.
NUMERO DE PAGINAS: 169 (PDF)

INFORMAES SOBRE O AUTOR

Friedrich Schiller - retrato de Ludovike Simanoviz (1794)

FRIEDRICH SCHILLER

Filho de um cirurgio militar das tropas de Wrttemberg, Johann Kaspar


Schiller(1723-1796) e de Elisabeth Dorothea Schiller (1732-1902), Friedrich
Schiller nasceu em 1759, em Marbach am Neckar, onde viveu seus primeiros
anos de vida. Em 1762 seu pai promovido a capito e passa a exercer
funes de oficial-recrutador na cidade livre de Schwbisch Gmnd. Em 1763 a

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famlia Schiller fixa residncia na localidade de Lorch, onde Schiller aprende as
primeiras letras. Aos cinco anos inicia seus estudos de grego e latim, sob a
orientao do pastor Ulrich Moser.
Em 1773, contra a vontade da famlia e do prprio garoto, ele ingressa na
Karlsschule, academia militar instalada no castelo Solitude, O jovem Schiller
opta pelo curso de Direito, que posteriormente abandonar. A rigidez da
disciplina militar da academia causa-lhe profunda impresso e lhe d
inspirao para sua primeira grande obra, Os Bandoleiros.
Com a transferncia da academia, do castelo Solitude para o centro de
Stuttgart, Schiller muda de carreira, trocando o curso de Direito e pelo de
Medicina, em 1775. Durante esse perodo alimenta sua paixo pela literatura,
lendo clssicos como Plutarco e Shakespeare, os poemas do crtico literrio
Klopstock, alm de Goethe, Lessing, Kant e dos iluministas Voltaire e
Rousseau. Tambm nessa poca Schiller se fascina com o movimento Sturm
und Drang, do qual ser representante, tal como seu amigo Goethe.
Em dezembro de 1780 Schiller forma-se em Medicina e deixa a Karlsschule,
sendo designado como mdico do exrcito de Wrttemberg. Em 1781 publica
Os Bandoleiros, seu primeiro grande sucesso nos palcos. Por intermdio do
empresrio Wolfgang Heribert von Dalberg, a pea representada pela
primeira vez em 1782 no Teatro de Mannheim, Schiller tinha viajado para
Mannheim sem a autorizao de Carlos Eugnio. Por essa razo, Schiller foi
punido com 14 dias de deteno e foi proibido de continuar a escrever peas
teatrais. Para escapar a essa situao intolervel, numa noite de setembro de
1782, Schiller foge de Stuttgart junto com seu amigo e primeiro bigrafo
Andreas Streicher, sem dinheiro, e com destino a Mannheim, onde esperava
contar com o apoio do baro Heriberto de Dalberg, diretor do teatro onde sua
primeira pea havia estreado. Em 1782 Schiller publica, com dinheiro prprio, A
Conjura de Fiesco - a obra no rende muito lucro inicialmente. Em 1783 o
empresrio von Dalberg prope a Schiller o emprego de dramaturgo no Teatro

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de Mannheim, Schiller adoece de Malria e no consegue cumprir com o
contrato por problemas de sade: 3 peas por ano.
Seus problemas financeiros com o fim do trabalho como dramaturgo
aumentam, e Schiller quase chega a ser preso na chamada Schuldturm, ou
Torre dos devedores.
Em dezembro de 1788, Schiller, indicado, a ser professor de Filosofia e
Histria na Universidade de Iena, porm no se sente vontade nesse cargo, e
pensa at em abandon-lo, tanto por um sentimento de inadequao com a
comunidade acadmica quanto pelo seu estado de sade constantemente
debilitado.
Em 22 de Fevereiro de 1790 Schiller se casa com Charlotte, que lhe dar dois
filhos e duas filhas. Esse casamento eliminou a possibilidade do tringulo
amoroso com Charlotte e Caroline, que o impetuoso Schiller almejava. O
casamento lhe trouxe, porm, satisfao e calma. No mesmo ano seu estado
de sade se agrava, no vindo a se restabelecer at sua morte.
Em 1794 floresce uma forte amizade com Goethe, que se iniciou na verdade
em 1788, quando este retorna de sua viagem Itlia. No incio ambos no
sentiram grande entusiasmo um com o outro, A cooperao com Goethe faz
Schiller exercer sua criatividade ao mximo, com uma produo de numerosas
baladas, de poemas como A Luva, O Anel de Polcrates, etc e de peas de
teatro. Schiller tambm edita a revista As Horas. Em 1796, ano em que Goethe
retoma seu Fausto, Schiller comea a escrever Wallenstein, sua pea de maior
destaque.
Em 1799 Schiller deixa Iena e fixa residncia em Weimar, onde recebe um
ttulo de nobreza - podendo se chamar a partir de ento Friedrich von Schiller.
Em 1800, publica Maria Stuart, pea que trata da rainha da Esccia e de seus
conflitos com a realeza britnica. Em 1801 finalizada a pea A Donzela de
Orleans, representada pela primeira vez em Leipzig. Em 1803, publica a A
Noiva de Messina e, em 1804, a pea Guilherme Tell, cujo personagem
principal, la Robin Hood, era um anti-heri que roubava de ricos para dar aos

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pobres, e foi tanto amado (tornou-se heri nacional da Sua) quanto odiado
(durante a era do Nacional-Socialismo).
Uma grave infeco causada pela tuberculose o derruba definitivamente em
cama, e aps sua morte constata-se que seu corpo estava j terrivelmente
comprometido: rins e pulmes destrudos, msculo cardaco atrofiado e
vescula e bao inchados. Uma forte crise o acomete, vindo a falecer em 9 de
Maio de 1805, deixando em sua escrivaninha a pea Demetrius (iniciada em
1804) inacabada.

PRINCIPAIS OBRAS DE FRIEDRICH SCHILLER

PEAS TEATRAIS

Os Bandoleiros (1781)
A Conjura de Fiesco (1782)
Intriga e Amor (1783)
Don Carlos (1787/88)
Wallenstein(1799)
Maria Stuart (Schiller) (1800)
Turandot (1801)
A Donzela de Orlens (1801)
A Noiva de Messina (1803)
Guilherm Tell (1803/04)
Demetrius (inacabada[1805])

PROSA

O Visionrio (fragmentos)

POESIA

Os Artistas (1788)
Deuses da Grcia (1788)
Ode Alegria (1785)
O Ideal e a Vida (1795)
Xnias (com Goethe) (1797)

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A Luva (1797)
O Canto do Sino(1799)
A Cano da Campana(1800)

FILOSOFIA

Cartas Filosficas (1786)


Da Arte Trgica (1792)
Cartas de Augustenburg (1793)
Sobre Graa e Dignidade (1793)
Do Pattico (1793)
Do Sublime (1793)
Kallias ou Sobre a Beleza (publicado postumamente, 1847)
Cartas Sobre a Educao Esttica do Homem (1795)
Poesia Ingnua e Sentimental (1796)

HISTRIA

Histria da Separao dos Pases Baixos (1788)


Histria da Guerra dos Trinta Anos (incompleta)(1791-1793)

RESUMO/SNTESE DA OBRA

Maria Stuart (Rainha da Esccia) esta presa em um cativeiro na Inglaterra, Foi


expulsa de seu Pais acusada de ter assassinado teu marido, indo encontrar
esperana em Isabel (Rainha da Inglaterra) mas esta por temer a coroa a
aprisiona.
Ausias Paulet, cavaleiro, guarda de Maria Stuart entra em seu quarto e
confisca suas joias, Maria Stuart pede que Paulet leve uma carta at a Rainha
pedindo uma audincia.
Mortimer, sobrinho de Paulet, fingi no inicio ignorar Maria Stuart mas na
verdade a admira muito pelos boatos de pessoas que a venera.
Burleigh tesoureiro vem ter com ela uma longa discusso e este alega que
qualquer pessoa que tenha possibilidade de subir ao trono deveras ser morta.
O dio dos empregados da Rainha Isabel gritante, eles realmente acreditam
que Maria Stuart est ali para acabar com a Inglaterra pegando o trono.
Isabel uma rainha forte e feminista, os condes vivem le pedindo que se case
e de herdeiros do trono para a Inglaterra , mas esta se recusa por no querer

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perder a liberdade por uma unio, chega at dizer que gostaria de ser
considerada como A Rainha Virgem.
No meio desta discusso surge o assunto sobre a deciso de sentenciar a
morte de Maria Stuart. Isabel disse que decidira mais tarde ate que Paulet com
seu sobrinho chega entregando a carta de Maria Stuart a Rainha Isabel.
A carta meche com a Rainha que sente-se ainda mais confusa, a parte
somente com o Sobrinho de Paulet ela revela que no quereis dar a ultima
palavra da sentena de Maria Stuart, pois nao quer carregar o peso e nem
mesmo encontrar odiosos olhos por assim ter feito, ela pede a confiana de
Mortimer que jura perante ela confiana mas isto tudo no passa de mais um
plano teu para proteger Maria Stuart.
Mortimer vai ter com conde Leicester contar seus planos de libertar Maria
Stuart, este confessa que j amou Maria Stuart, os dois discutem mas ambos
tem a conscincia de liberdade merecida da Rainha da Esccia.
Leicester por sua vez, acompanha a Rainha Isabel para caar porem a leva ao
encontro da Maria Stuart, as duas discutem e Maria acaba por ofende-la.
Mortimer conta a Maria Stuart que a ama e diz que tem um plano traado para
matar todos que a aprisiona a mesma fica assustada quando chegam os
condes contando que no caminho da volta, A Rainha Isabel quase foi morta.
Numa discusso entre Mortimer e Lincester, Mortimer conta que foi achado
provas de que Lincester que teria armado a vergonha da Rainha Isabel e que
seria ele o possvel suspeito do ataque a Rainha, mas numa ideia estupenda
ele grita para os guardas prender Mortimer como traidor e o mesmo se mata
declarando sua devoo por Maria Stuart.
No palcio, os conselheiros da Rainha discutem at que chega Lincester
dizendo que salvou a vida da Rainha mandando prender o traidor que se
suicidou, no acreditando nele , eles decidem de que Maria Stuart ter que
morrer e ser pelas mos de Lincester como prova de que ele no tem nada a
ver com a historia de traio e este mesmo tendo culpa no cartrio aceita a
misso.
O povo da Inglaterra ao descobrir o atentado que teve a rainha, causa um
tumulto frente ao palcio para pedir a cabea de Maria Stuart. A Rainha Isabel
fica aflita sem saber se assina ou no sua sentena e pede para ficar sozinha,
pensando em seus deveres como Rainha e cansada de ser. Ela procura saber
os motivos de seu sofrimento e chega a concluso de que preciso assinar a
sentena. Mas o mensageiro quando vem pegar o papel tenta convence-la ao
contrario e a mesma no diz nada mais alm de Obedea.
Em outra partida chegam os amigos e antigos servos de Maria para se
despedir e Melvil um dos companheiros mais importantes se tornou religioso e

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por algum tempo ouve atenciosamente a confisso dos seus pecados, ele a
abenoa.
Esta segue para a sentena e morre contente por se livrar de tal sofrimento e a
Rainha Isabel teve que pagar altos presos por sentencia a morte de sua irma,
feito isto os condes e companheiros da Rainha a abandonaram e fugiram, e a
Rainha colocou a culpa em Davison que se encarregou de entregar a sua
assinatura sobre a sentena.

CITAO DE TRECHO PERTINENTE


MARIA Sou fraca e ela forte. J que emprega a fora,
que me mate, que me sacrifique nas aras da sua prpria
segurana, mas no deixe de confessar que ao proceder
assim no se inspira na justia, mas na fora.
Pagina 42
LEICESTER Leve-lhe os juramentos do meu amor
eterno.
MORTIMER Leve-lhos o senhor mesmo... Eu me ofereci
a Maria como instrumento da sua liberdade, no me ofereci
ao senhor como mensageiro de amores. (Sai.)
Pagina 77

COMENTRIO/CRTICA/ANLISE DA OBRA

Historia interessante ainda mais por conter personagens reais, porem muito
montona para uma pea de teatro, cheia de dilogos e cenas paradas, se eu
fosse o autor desta pea, colocaria Muito Barulho Por Nada - verso Maria
Stuart a cena se passa toda pra decidir se Mata ou no mata Maria Stuart.
Talvez uma verso cinematogrfica ficaria muito boa, lendo vi varias cenas na
minha cabea. Mas pra Teatro no em agradaria muito, talvez eu assistindo eu
tenha uma opinio diferente.

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estranho conhecer a historia de Elizabeth e ver ela de outra forma numa
pea. Me fez sentir d a Maria Stuart.
Feminismo algo que se encontra estampado na pea, duas personalidades
femininas fortes e com posturas e rainhas rs quer mais poder do que isto?
Constante discusso sobre religio entre Uma e a Outra. Enquanto uma cre de
menos a outra cre demais.
A pea acontece depois de um tempo que Maria j esta presa, e alguns
personagens tem dilogos de surrealismo, meio conturbado.
Achei confuso e foi sufocante ler. Mas a historia boa, contada de um outro
jeito me agradaria mais. No um livro que eu recomendaria.

ESTRUTURA DA OBRA
ATO I Sala no Castelo de Fotheringhay
CENA I (Ana Kennedy discute acoloradamente com Paulet, que est abrindo
um armrio. Drugon Drury, ajudante de Paulet, traz na mo uma alavanca de
ferro).
CENA II (Os mesmos e Maria Stuart, que entra coberta com um veu e com
um crucifixo na mo.).
CENA III (Os mesmos e Mortimer; sobrinho de Paulet, que entra e, sem olhar
para a rainha, se aproxima da tio.)
CENA IV - (A rainha e Ana.)
CENA V - (Os mesmos e Mortimer, que entra com precauo.)
CENA VI - (Mortimer e Maria Stuart)
CENA VII - (Maria, lorde Burleigh, o cavalheiro Paulet)
CENA VIII - (Burleigh e Paulet.)

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ATO II No Palcio de Westminster
CENA I (O conde de Kent e sir William Davison, encontrando-se.)
CENA II (Os mesmos, Isabel, rainha da Inglaterra, precedida de Leicester, do
conde de Aubespine, de Bellievre, do conde de Shrewsbury, de lorde Burleigh
e muitos outros nobres franceses e ingleses.)
CENA III Isabel, Leicester, Burleigh e Talbot. A rainha senta-se.
CENA IV - (Os mesmos e o cavalheiro Paulet com Mortimer.)
CENA V - (Isabel e Mortimer.)
CENA VI - (Mortimer, s.)
CENA VII - (Mortimer e Paulet. Depois Leicester.)
CENA VIII - (Leicester e Mortimer.)
CENA IX - (Isabel e Leicester.)

ATO III Entrada de um parque. Ao fundo, rvores. Mais ao fundo, uma


paisagem longnqua.
CENA I (Maria, entrando precipitadamente por entre as rvores. Ana
Kennedy vem seguindo-a.)
CENA II (As mesmas e Paulet.)
CENA III (Os mesmos e o conde Shrewsbury.)
CENA IV (Os mesmos, Isabel e o conde de Leicester.)
CENA V (Maria e Ana Kennedy.)
CENA VI - (As mesmas e Mortimer.)
CENA VII - (Mortimer, Paulet e Drury chegam apressados, acompanhados de
grande escolta).
CENA VIII - (Mortinzer, depois Okelly.)

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ATO IV Uma Ante-Sala
CENA I (O conde de Aubespine, Kent e Leicester.)
CENA II (Os mesmos e Burleigh, que vem conversar com Davidson.)
CENA III - (Leicester e Burleigh)
CENA IV - (Leicester s, depois Mortimer).
APOSENTOS DA RAINHA.
CENA V - (Isabel, com uma carta na mo e Burleigh).
CENA IV - (Os mesmos e Leicester).
CENA VII - (Isabel, Leicester e o conde de Kent.)
CENA VIII - (Os mesmos, Burleigh e Davidson, que trazem um papel na mo).
CENA IX - (Os mesmos e o conde de Shrewsbury)
CENA X - (Isabel, s).
CENA XI - (A mesma e Davidson).
CENA XII - (Davidson, depois Burleigh).

ATO V A mesma sala do Primeiro Ato


CENA I (Ana Kennedy, rigorosamente vestida de luto, com os olhos
vermelhos de choro e uma expresso de imensa dor, ainda que sufocada, est
arrumando diversas cartas e embrulhos de papis. A tristeza f-la, de quando
em quando, interromper o seu trabalho pondo-se ento a rezar em voz
imperceptvel. Paulet e Drury, tambm vestidos de preto, entram, seguidos de
alguns criados conduzindo taas de ouro e prata, espelhos, quadros e outros
objetos de valor, que vo colocar ao fundo da sala. Paulet entrega a Ana papel
e um tinteiro, indicando-lhe por gestos que foi feita uma relao de tudo quanto
se trouxe para ali. Ao ver esses objetos, Ana Kennedy sente crescer a dor que
a fere e por gestos d a entender quo profundo o seu pesar. Quando todos
se retiram em silncio, entra Melvil).
CENA II (Os mesmos e Margarida Kurl.)

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CENA III (Os mesmos, Burgoyn, depois Ana Kennedy.)
CENA IV (Os mesmos e as aias de Maria, trajadas de luto. Ao darem com
Melvil rompem em pranto).
CENA V - (Os mesmos e Margarida Kurl trazendo uma taa de ouro cheia de
vinho que coloca na mesa, amparando-se depois, plida e trmula a uma das
cadeiras.)
CENA VI - (Os mesmos e Maria, de branco, trazendo ao pescoo uma corrente
com um Agnus Dei e um rosrio, na mo um crucifixo e sebre os ombros um
vu preto. Ao entrar, os presentes abrem alas, com demonstraes de dor.
Meivil, involuntariamente, cai de joelhos.)
CENA VII - (Maria e Melvil.)
CENA VIII - (Os mesmos, Burleigh, Leicester e Paulet. Leicester posta-se ao
fundo sem levantar os olhos. Burleigh, que o contempla, coloca-se entre ele e a
rainha.)
CENA IX - (Os mesmos. Ana e as outras aias da rainha entram dando mostras
de terror. Atrs delas vem o cherif empunhando uns pequeno basto branco.
Para aquem da porta, que fica escancarada, vem-se homens armados).
CENA X - (Leicester, s).
O SEGUNDO CENRIO DO QUARTO ATO
CENA XI - (Isabel entra por uma das portas laterais. O seu andar e os seus
gestos denotam a viva agitao que a empolga).
CENA XII - (Isabel e um pajem)
CENA XIII - (Isabel e o conde de Shrewsbury).
CENA XIV - (Os mesmos e Davidson).
CENA XV - (Os mesmos, Burleigh e depois Kent).

PERSONAGENS
ISABEL, rainha da Inglaterra.
MARIA STUART, rainha da Esccia.

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ROBERTO DUDLEY, conde de Leicester.
JORGE TALBOT, conde de Shrewsbury.
GUILHERME CECIL, baro de Burleigh, tesoureiro-mor.
CONDE DE KENT.
GUILHERME DAVIDSON, secretrio de Estado.
AUSIAS PAULET, cavaleiro, guarda de Maria Stuart.
MORTIMER, sobrinho de Paulet.
CONDE DE AUBESPINE, embaixador de Frana.
CONDE DE BELLIEVRE, enviado extraordinrio do rei de Frana.
OKELLI, amigo de Mortimer.
DRUGON DRURY, segundo guarda Stuart.
MELVIL, mordomo do palcio.
ANA KENNEDY, ama de leite de Maria Stuart.
MARGARIDA KURL, aia de Maria Stuart.
O xerife do condado, oficiais da guarda, grandes do reino franceses e ingleses,
soldados da guarda, pessoal do servio da rainha da Inglaterra e da rainha da
Esccia.
AVALIAO DA OBRA
Primeira apresentao: 14 de junho de 1800
Em sua pea Maria Stuart, - Schiller introduz tanto a filosofia de liberdade moral
quanto a harmonia. As duas figuras principais, Maria e a Rainha Isabel,
representam cada filosofia. Em Maria, a natureza representada pela culpa e o
pecado. Renunciando a elas, renuncia natureza e alcana liberdade moral.
Em Isabel, a natureza representa a qualidade humana inestimvel de beleza
que lhe falta. Em vo ela procura um substituto para ela, tal como poder, para
que possa preencher o ideal de harmonia. (Site culturadetravesseiro).
Uma clssica historia entre Rainhas (Inglaterra e Esccia) que permeia o
universo feminino e rivalidades entre irms.
Trs a tona veracidades da poca.

REFERNCIA BIBLIOGRFICA DA OBRA


Sites:
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CELSO STEFANO CARDOZO – RE: 15145824 
 
 
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INFORMAÇÕES DA OBRA 
 
AUTOR: Friedrich Schille
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família Schiller fixa residência na localidade de Lorch, onde
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de Mannheim, Schiller adoece de Malária e não consegue cumpri
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pobres, e foi tanto amado (tornou-se herói nacional da Suíça)
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 A Luva (1797) 
 O Canto do Sino(1799) 
 A Canção da Campa
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È estranho conhecer a historia de Elizabeth e ver ela de outr
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CENA I – (O conde de Kent e

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