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Aula 02

Resistência dos materiais - Membros carregados axialmente

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Resistência dos Materiais I Prof. Júlio César C.

Damasceno

Aula 2:
Membros
carregados
axialmente
2.1 Variação do comprimento em
Barras prismáticas
 Lembrando do conceito visto na aula 1, barras prismáticas são
aquelas cuja seção transversal não varia ao longo de seu
comprimento. O comportamento tensão-deformação de tais
membros foi discutido, em que também obtivemos equações paras
as tensões agindo em seções transversais ( 𝜎 = 𝐹Τ𝐴) e as
deformações em direções longitudinais (𝜀 = 𝛿Τ𝐿). Foi introduzido
ainda a lei Hooke, segundo a qual: 𝜎 = 𝐸𝜀, onde E é o módulo de
elasticidade do material. No regime elástico-linear, o alongamento
𝜹 é dado por:
𝑃𝐿
𝛿 = 𝐸𝐴 , Onde:
P  força axial
L  comprimento da barra
E Módulo de elasticidade
A  área da seção transversal

Alongamento de uma barra


transversal em tração. 2
2.2 Variação no comprimento em
Barras não prismáticas
 Barras com carregamento axial em ponto intermediário
 Suponha, por exemplo, que uma barra prismática é carregada por uma ou mais
cargas axiais agindo em pontos intermediários ao longo do seu eixo. Podemos
determinar a variação do comprimento dessa barra somando algebricamente os
alongamentos e os encurtamentos dos segmentos individuais. O procedimento é
o seguinte:
1. Identifique os segmentos da barra (1, 2, etc);
2. Traçar o D.C.L de cada segmento e determinar
os esforços axiais internos (N1, N2, etc.) :
𝑁1 = −𝑃𝐵 + 𝑃𝐶 + 𝑃𝐷 𝑁2 = 𝑃𝐶 + 𝑃𝐷 𝑁3 = 𝑃𝐷
Ao escrever essas equações, usamos a convenção
de sinal vista anteriormente: sinal negativo para
compressão e positivo para tração.
3. Determinar as mudanças nos comprimentos
nos segmentos:
𝑁1 𝐿1 𝑁2 𝐿2 𝑁3 𝐿3
𝛿1 = 𝐸𝐴 𝛿2 = 𝐸𝐴 𝛿3 = 𝐸𝐴
4) Somar 𝛿1 , 𝛿2 e 𝛿3 para obter 𝛿𝑡 , a variação de
comprimento de toda a barra:
𝑛 a) Barra com cargas externas agindo em
𝛿 = ෍ 𝛿𝑛 = 𝛿1 + 𝛿2 + 𝛿3 pontos intermediários; b) c) e d) D.C.L.
𝑖=1
dos segmentos
3
2.2 Variação no comprimento em
Barras não prismáticas
 Barras formadas por segmentos prismáticos
 Essa mesma aproximação geral pode ser
usada quando a barra consiste em vários
segmentos prismáticos, cada uma com forças
axiais, dimensões e materiais diferentes. A
variação no comprimento pode ser obtido
através da equação:

𝑛
𝑁𝑖 𝐿𝑖
𝛿𝑖 = ෍
𝐸𝑖 𝐴𝑖
𝑖=1

Em que o índice i indica os vários segmentos da


barra e n é o número total de segmentos. Observe, Barra formada por segmentos
especialmente, que Ni não é uma carga externa, prismáticos com forças axiais,
mas o esforço axial interno no segmento i, obtido dimensões e materiais diferentes
traçando o D.C.L. dos segmentos.
4
2.2 Variação no comprimento em
Barras não prismáticas
 Barras com variações contínuas de cargas ou dimensões
 Algumas vezes a força axial N e a área da seção transversal A variam
continuamente ao longo do eixo da barra. Nesses casos não podemos usar mais
as equações vistas anteriormente, mas temos que usar uma forma mais
abrangente dessa equação. Escolhemos um elemento diferencial a uma distancia
x da extremidade esquerda da barra. A força axial interna N(x) agindo nessa seção
transversal pode ser determinada pelo equilíbrio usando-se o segmento AC ou o
segmento CB como um corpo livre. Considerando a força e a área como funções
𝑁 𝑥 𝑑𝑥
de x, o alongamento do elemento diferencial será: 𝑑𝛿 = 𝐸𝐴(𝑥)
 O alongamento de toda a barra é obtido integrando-se sobre o comprimento:
𝐿 𝐿
𝑁 𝑥 𝑑𝑥
𝛿 = න 𝑑𝛿 = න
0 0 𝐸𝐴(𝑥)

Barra com área de seção


transversal e força axial variáveis
5
2.3 Estruturas estaticamente
indeterminadas (Hiperstáticas)
 Alguns tipos de estruturas podem ter suas
reações e forças internas determinadas a partir
unicamente de diagramas de corpo de livre e
equações de equilíbrio. Esse tipo de estrutura é
classificado como Estaticamente determinado,
ou isostáticas
 Em especial, devemos notar que as forças em
uma estrutura estaticamente determinada
podem ser obtidas sem levar em conta as
propriedades dos materiais (A e E). Barra estaticamente
determinada
 A barra ao lado, a reação de apoio basta aplicar a equação de
equilíbrio:
෍ 𝑭𝒗 = 𝟎 → −𝑷𝟏 −𝑷𝟐 +𝑹 = 𝟎 → 𝑹 = 𝑷𝟏 +𝑷𝟐

6
2.3 Estruturas estaticamente
indeterminadas (Hiperstáticas)
 A maioria das estruturas, no entanto, são mais
complexas e suas reações e esforços internos
não podem ser encontradas apenas através da
estática. A barra AB ao lado está fixada em
ambas as extremidades. Agora há duas reações
de apoio Ra e Rb, mas apenas uma equação de
equilíbrio (σ 𝐹𝑣 = 0). Uma vez que essa equação
contém duas incógnitas, ela não é suficiente
para encontrar as reações. As estruturas desse
Barra estaticamente
tipo são denominadas como Estaticamente indeterminada
Indeterminadas (ou Hiperestáticas).
 Para analisar tais estruturas, devemos
complementar as equações de equilíbrio com
equações adicionais de deslocamento da
estrutura.
7
2.3 Estruturas estaticamente
indeterminadas (Hiperstáticas)
 A barra AB ao lado está fixada em ambas as extremidades e é
carregada axialmente por uma força P em um ponto
intermediário C. As reações não podem ser determinadas
pela equação de equilíbrio, pois tem-se duas reações e uma
equação:

෍ 𝑭𝒗 = 𝟎 → −𝑷 +𝑹𝑨 +𝑹𝑩 = 𝟎

 É preciso uma equação adicional para encontrarmos uma


equação adicional para encontrarmos as duas reações
desconhecidas.
 A equação adicional é baseada na observação de que uma
barra fixada em duas extremidades não apresenta variação
no comprimento. Se separarmos a barra de seus suportes Análise de uma barra
(fig. B), obtemos uma barra livre em ambas as extremidades estaticamente indeterminada
e carregadas pelas três forças RA, RB e P. Essas forças fazem a
barra sofrer uma variação δAB de comprimento, que deve ser
igual a zero: 𝛿𝐴𝐵 = 0

8
2.3 Estruturas estaticamente
indeterminadas (Hiperstáticas)
 Essa equação chamada de equação de
compatibilidade, expressa o fato de que a variação do
comprimento da barra deve ser compatível com as
condições de suporte.
 Para resolver as equações anteriores devemos agora
expressar as equações de compatibilidade em termos
das forças desconhecidas RA e RB:
𝑅𝐴 𝑎 𝑅𝐵 𝑏
𝛿𝐴𝐵 = 𝛿𝐴𝐶 + 𝛿𝐵𝐶 → − =0
𝐸𝐴 𝐸𝐴
 O próximo passo é resolver o sistema por essa
equação e pela equação de equilíbrio e encontrar os
valores de RA e RB.
Análise de uma barra
𝑃𝑏 𝑃𝑎 estaticamente indeterminada
 Os resultados são 𝑅𝐴 = e 𝑅𝐵 = .
𝐿 𝐿
 Com essas reações conhecidas, todas as outras
quantidades de força e deslocamentos podem ser
𝑅𝐴 𝑎 𝑃𝑎𝑏
determinadas. Por exemplo: 𝛿𝐴𝐶 = 𝐸𝐴 = 𝐿𝐸𝐴 9
2.4 Efeitos térmicos

 Sabe-se que materiais submetidos a variação de


temperatura apresentam variação de suas dimensões.
Assim aumentos de temperaturas resultam em
aumento das dimensões enquanto que diminuição da
temperatura resultam em diminuição das dimensões. Bloco de material submetido a
um aumento de temperatura

 O bloco ao lado, por exemplo. Mantendo fixo o lado A, ele experimenta um


alongamento na aresta B devido a um aumento de temperatura. Para a maioria
dos materiais estruturais, a deformação térmica 𝜀𝑇 é proporcional à variação de
temperatura ∆𝑇, isto é: 𝜀𝑇 = 𝛼(∆𝑇), em que 𝛼 é uma propriedade do material
chamada de coeficiente de dilatação térmica.
 Lembrando da lei de Hooke teremos também: 𝜎 = 𝐸𝛼 ∆𝑇
 A unidade de 𝛼 é 1Τº𝑐

10
2.4 Efeitos térmicos

 Considerando agora uma barra prismática submetida


a uma variação de temperatura. Ela irá sofrer uma
variação em seu comprimento de valor igual a:
𝛿𝑇 = 𝜀𝑇 𝐿 = 𝛼 ∆𝑇 L

Aumento no comprimento de
uma barra prismática devido a
um aumento uniforme na
temperatura

11
2.5 Energia de deformação

 A energia de deformação é um conceito fundamental


em mecânica aplicada, e seus princípios são
amplamente usados para determinar a resposta de
máquinas e estruturas a cargas tanto elásticas quanto
dinâmicas.
 Para ilustrar tais ideias considere a barra prismática de
compr. L ao lado submetida a uma força axial P.
Barra prismática submetida a
consideraremos que a carga P é aplicada uma carga aplicada
gradualmente de zero até seu valor máximo P. estaticamente

 A barra gradualmente se alonga enquanto a carga é aplicada, até que atinge


seu máximo valor de alongamento δ no mesmo momento em que a carga
atinge seu valor máximo P. Depois a carga e o alongamento permanecem
inalterados.
 Durante o processo de carregamento, a carga P se move lentamente através da
distância δ e realiza certa quantidade de trabalho (W = 𝐹 ∗ 𝑑).
12
2.5 Energia de deformação

 O diagrama ao lado descreve a maneira como a força


varia em relação ao deslocamento. O eixo vertical
representa a carga axial e o eixo horizontal representa
o alongamento correspondente da barra. A forma da
curva depende das propriedades do material que
compõe a barra.
 Considerando P1 qualquer valor da força desde zero
até seu valor máximo P e δ1 o alongamento
correspondente. Então um incremento de 𝑑𝑃1 Diagrama
produzirá um incremento 𝑑δ1. O trabalho realizado Carga x Deslocamento
pela carga durante esse incremento no alongamento é
o produto da carga pela distância, isto é, 𝑃1𝑑δ1.
 O trabalho total realizado pela carga, enquanto ela aumenta de zero até o
valor máximo P, é a soma de todas as faixas elementares:
𝛿
𝑊 = ‫׬‬0 𝑃1 𝑑𝛿1
13
2.5 Energia de deformação

 Quando a carga alonga a barra, deformações são


produzidas. A presença dessas deformações aumenta
o nível de energia da barra. Por isso, uma nova
quantidade, chamada de energia de deformação, é
definida como a energia absorvida pela barra durante
o processo de carregamento. Do princípio da
conservação de energia, sabemos que essa energia de
deformação é igual ao trabalho realizado pela carga,
que nenhuma energia seja adicionada ou subtraída na Diagrama
forma de calor. Por isso: Carga x Deslocamento
𝛿
U = 𝑊 = න 𝑃1 𝑑𝛿1
0
 Em que U é o símbolo para energia de deformação, também conhecido
como trabalho interno.
 No sistema SI, a unidade é o joule (J), que é igual a 1 J = 1 N.m
14
2.5 Energia de deformação
 Energia de deformação elástica e inelástica
 Se o limite elástico do material não for excedido, a
barra retornará ao seu comprimento inicial. Se o limite
for excedido, uma deformação permanente
acontecerá. Dessa maneira, toda ou parte da energia
de deformação será recuperada na forma de trabalho
(ver figura ao lado).
 Quando a carga é removida, o diagrama de carga –
deslocamento segue a linha BD, se o ponto B superar Energia de deformação
elástica e inelástica
o limite elástico, e um alongamento OD permanece.
 Dessa forma, a energia de deformação recuperada
durante o descarregamento, chamada de energia de
deformação elástica, é representada pelo triângulo
BCD.
 A área OABDO representa a energia que é perdida no processo de
deformação permanente da barra, conhecida como energia de
deformação inelástica. 15
2.5 Energia de deformação
 Comportamento elástico linear
 Vamos considerar que o material da barra segue a lei
de Hooke, de forma que a curva carga-deslocamento
seja uma linha reta (ver fig. ao lado). Então a energia
de deformação U armazenada na barra é:
𝑃𝛿
U=𝑊=
2
Diagrama carga-deslocamento
 Lembrando que a relação entre a carga P e o para uma barra de material
alongamento δ para uma barra de material elástico elástico-linear
linear á dada pela equação:
𝑃𝐿
δ=
𝐸𝐴
 Combinando as duas equações, podemos expressar a energia de
deformação de uma barra elástica linear das duas formas:
𝑃2 𝐿 𝐸𝐴𝛿 2
U= U=
2𝐸𝐴 2𝐿 16
2.5 Energia de deformação
 Barras não uniformes
 A energia de deformação total U de uma barra
formada por vários segmentos é igual à soma das
energias de deformação de cada um dos segmentos.
Por exemplo a barra da fig. ao lado a energia de
deformação total será igual a energia de deformação
do segmento AB mais a energia de deformação do
segmento BC. Esse conceito é expresso de maneira
Barra formada por segmentos
mais geral com a expressão a seguir: prismáticos com diferentes
𝑛 áreas de seção transversal e
diferentes carregamentos
U = ෍ 𝑈𝑖
axiais
𝑖=1

 Considerando que o material da barra é elástico linear e que a força axial


interna é constante dentro de cada segmento, a equação anterior fica:
𝑛
𝑁𝑖2 𝐿𝑖
U=෍
2𝐸𝑖 𝐴𝑖
𝑖=1 17
2.5 Energia de deformação
 Barras não uniformes
 Podemos obter a energia de deformação de uma
barra não prismática com força axial variando
continuamente (ver fig. ao lado) a equação da energia
de deformação para um elemento infinitesimal de
comprimento 𝑑𝑥 e então integrando ao longo do
comprimento da barra:

𝐿 Barra não prismática com força


𝑁(𝑥) 2 𝑑𝑥 axial variando
U=න
0 2𝐸𝐴(𝑥)

 Nessa equação N(x) e A(x) são a força axial e a área da seção transversal a
uma distância x da extremidade da barra.

18
Exemplo 1

Uma barra de alumínio AD (ver fig. abaixo) tem uma seção


transversal com área igual a 𝐴 = 250 𝑚𝑚2 e é carregada por um
conjunto de três forças: 𝑃1 = 7560 𝑁, 𝑃2 = 5340 𝑁 e 𝑃3 = 5780 𝑁. Os
comprimentos dos segmentos são: 𝑎 = 1525 𝑚𝑚, b = 610 𝑚𝑚 e c =
916 𝑚𝑚. Assumindo que o mód. de elasticidade do material vale E =
72 𝐺𝑃𝑎, Determine:
a) Calcule a variação do comprimento da barra devido atuação das forças. A barra
alonga ou encurta?
b) Qual valor ∆𝑃3 devemos aumentar a 𝑃3 de modo que a barra não sofra variações
em seu comprimento quando as três forças forem aplicadas?
c) Se 𝑃3 permanece em 5780 N, qual deve ser o valor da área da seção transversal
do segmento AB de maneira que a barra não sofra variação do comprimento.

19
Exemplo 2

O dispositivo da figura consiste em uma


viga horizontal ABC sustentada por duas
barras BD e CE, fixadas em suas
extremidades. As barras BD e CE possuem
áreas de seção transversal iguais a 1020 mm²
e 520 mm², respectivamente. As barras são
feitas de aço, tendo módulo de elasticidade
E=205 GPa. Considerando que a viga ABC seja
rígida, determine:
a) As reações de apoio em D e E Eesforços
normais em BD e CE.
b) A máxima carga admitida Pmax se o
deslocamento do ponto A estiver limitado a 1,0
mm.
c) Se P=25 kN, qual é a área da seção
transversal necessária da barra CE de modo
que o deslocamento no ponto A seja igual a 1,0
mm? 20
Exemplo 3

A barra AB tem uma área de seção transversal de 1.200 mm² e é


feita de aço com E=200 GPa. Sabendo que a força F=520 kN, determine:
a) As reações de apoio em A e B.
b) As tensões nos segmentos AC e CB.
c) O deslocamento no ponto C.

21
Exemplo 4

Uma barra prismática AD com comprimento L, área da seção transversal A, e


módulo de elasticidade E é submetida por cargas 5𝑃 , 3𝑃 𝑒 𝑃 e 𝑃 agindo nos
pontos B, C e D, respectivamente (conforme figura abaixo). Os segmentos AB, BC
e CD têm comprimentos 𝐿Τ6, 𝐿Τ2 e 𝐿Τ3, respectivamente.
a) Obtenha uma fórmula para o cálculo da energia de deformação no ponto D.
b) Calcule a energia de deformação no ponto D se 𝑃 = 27𝑘𝑁, 𝐿 = 130𝑐𝑚, 𝐸 = 18𝑐𝑚²,
considerando que o material que compõe a barra possui módulo de elasticidade igual a
𝐸 = 72𝐺𝑃𝑎.
c) Calcule o deslocamento da barra no ponto D para os dados da letra ‘b’.

22
Exemplo 5

Os tubos de alumínio e de aço ilustrados


na figura estão engastados nos suportes
rígidos nas extremidades A e B e a uma placa´
rígida C em suas junções. Duas cargas 𝑃,
iguais e simetricamente posicionadas, agem
na placa C.
a) Obtenha fórmulas para as tensões axiais 𝜎𝑎
e 𝜎𝑠 nos tubos de alumínio e aço,
respectivamente.
b) Calcule as tensões em cada segmento para
os dados a seguir: 𝑃 = 50𝑘𝑁, 𝐴𝑎 =
6.000𝑚𝑚2 , 𝐴𝑠 = 600𝑚𝑚2 , 𝐸𝑎 =
70 𝐺𝑃𝑎 𝑒 𝐸𝑠 = 210 𝐺𝑃𝑎

23

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