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Área de Acogida para Peregrinos en Cotoca

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UNIVERSIDAD PRIVADA FRANZ TAMAYO

FACULTAD DE DISEÑO Y TECNOLOGÍAS CROSS MEDIA

CARRERA DE ARQUITECTURA

PROYECTO DE GRADO I

"ÁREA DE ACOGIDA TEMPORAL PARA PEREGRINOS RELIGIOSOS Y CENTRO DE

INTERPRETACIÓN CULTURAL ARTESANAL EN EL MUNICIPIO DE COTOCA”

AUTORES:

JOSE DANIEL BURGOS

KARLA LARA SANABRIA

DOCENTE:

MSC. ARQ. ROSSIO LORENA SIMONS LINARES

SANTA CRUZ- BOLIVIA

2025
ÍNDICE

CAPÍTULO I

MARCO INICIAL

INTRODUCCIÓN

1. Antecedentes.................................................................................................................................... 6

1.1. Antecedentes Históricos de la Peregrinación.............................................................................. 6

1.1.2. História y Etimología del Término de “Centro de Interpretación Cultural Artesanal”....... 10

1.1.3. Antecedentes del Proyecto.............................................................................................. 11

1.2. Planteamiento del Problema......................................................................................................15

1.2.1. Identificación del Problema..............................................................................................15

1.2.2. Delimitación del Problema............................................................................................... 16

[Link]. Delimitación Geográfica.....................................................................................16

[Link]. Delimitación Técnica.......................................................................................... 16

[Link]. Delimitación Temporal........................................................................................17

[Link]. Delimitación de Factibilidad............................................................................... 17

1.2.3. Formulación del Problema..................................................................................... 18

1.3. Objetivos de la Investigación..................................................................................................... 18

1.3.1. Objetivos Generales................................................................................................... 18

1.3.2. Objetivos Específicos...................................................................................................18

1.4. Justificación de la Investigación.................................................................................................19

1.5. Hipótesis................................................................................................................................ 20
CAPÍTULO II

MARCO TEÓRICO

2. MARCO CONCEPTUAL.................................................................................................................. 21

2.1. Concepto....................................................................................................................................21

2.1.2. Por Título......................................................................................................................... 21

2.1.2. Lo que Sí es.....................................................................................................................21

2.1.3. Lo que No es...................................................................................................................21

2.2. Por Actividad..............................................................................................................................22

2.3. Teoría Aplicada.......................................................................................................................... 23

2.4. Por Características.................................................................................................................... 24

2.5. Por Terminologías de Ambientes............................................................................................... 26

2.6. Marco Legal.............................................................................................................................. 28

2.6.1. Legislación....................................................................................................................... 37

2.6.2. Tipo de Administración.................................................................................................... 37

2.6.3. Consideraciones.............................................................................................................. 37

2.7. Marco Histórico........................................................................................................................38

2.7.1. Línea de Tiempo sobre la Historia de la Peregrinación Cultural Religiosa......................38

2.7.2. Línea de Tiempo sobre la Historia de la evolución de Proyectos de los Centros de

Interpretación Cultural...........................................................................................................................38

2.7.3. Línea de Tiempo de Proyectos de Centros de Interpretación Cultural de Bolivia.......... 38

2.7.4. Tipologías........................................................................................................................ 38

2.7.5. Consideraciones.............................................................................................................. 38
2.8. Marco Referencial......................................................................................................................38

2.8.1. Marco Internacional.........................................................................................................38

2.8.2. Marco Nacional............................................................................................................... 38

2.8.3. Consideraciones.............................................................................................................. 39

2.9. Marco Contextual.......................................................................................................................39

2.9.1. Redes...............................................................................................................................39

2.9.2. Análisis Macro..................................................................................................................39

2.9.3. Análisis Micro...................................................................................................................39

2.9.4. Análisis de Calor.............................................................................................................. 39

2.9.5. Diagrama de Venn........................................................................................................... 39

3. Diagnósticos................................................................................................................................... 39

3.1. Consideraciones........................................................................................................................ 39

CAPÍTULO III

ANÁLISIS DE USUARIO

4. Universo de Usuario....................................................................................................................... 39

4.1. Crecimiento Histórico.................................................................................................................40

4.2. Población Actual........................................................................................................................ 40

4.3. Proyección de Población Futura................................................................................................ 40

4.4. Alcance del Proyecto................................................................................................................. 40

4.5. Calculo de Usuario.....................................................................................................................40

4.6. Tipos de Usuarios...................................................................................................................... 40

4.7. Listado de Ambientes................................................................................................................ 40


4.8. Fichas........................................................................................................................................ 40

4.9. Programas de Necesidades.......................................................................................................40

CAPÍTULO IV

ANÁLISIS DE URBANO

5. ESQUEMA DEL CONTEXTO...........................................................................................................40

5.1. Normativa del Proyecto..............................................................................................................41

5.2. Ubicación de los Terrenos..........................................................................................................41

5.3. Cuadro Comparativo y Terreno Elegido.....................................................................................41

5.4. FODA del Terreno Elegido......................................................................................................... 41

CAPÍTULO V

ANÁLISIS DE SITIO

6. Análisis de Terreno Escogido........................................................................................................41

6.1. Vías............................................................................................................................................41

6.1.1. Equipamientos................................................................................................................. 41

6.1.2. Análisis de Soleamiento...................................................................................................41

6.1.3. Análisis de Sonido........................................................................................................... 41

6.1.4. Análisis de Terreno.......................................................................................................... 41

6.1.5. Fotografías de Terreno.....................................................................................................42

7. Concepto del Proyecto...................................................................................................................42

7.1. Tipos de Arquitectura................................................................................................................ 42

7.2. Premisas de Diseño...................................................................................................................42

7.3. Ideas de Partido.........................................................................................................................42


7.4. Propuestas Partidos Arquitectónicos......................................................................................... 42

ANEXOS...............................................................................................................................................43

REFERENCIAS.................................................................................................................................... 44

BIBLIOGRAFÍAS..................................................................................................................................45

ÍNDICE DE FIGURAS

Figura01.

Figura02.

ÍNDICE DE TABLAS

Tabla01.

Tabla02.

ÍNDICE DE SIGLAS

ONU: Organización de las Naciones Unidas.

UNESCO: Organización de las Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura.

OMS: Organización Mundial de la Salud.

PNUD: Programa de las Naciones Unidas.


CAPÍTULO I

MARCO INICIAL

INTRODUCCIÓN

La peregrinación se entiende como uno de los fenómenos de desplazamiento voluntario

masivo de personas hacia un lugar sagrado con fines devocionales, comunitarios y culturales; más

que la meta, valora el proceso ritual del camino, que activa hospitalidad, intercambio y memoria

colectiva. Desde esa mirada se quiere tomar una amplia visión y propósito al valor de la historia

patrimonial, el documento plantea un Centro de Interpretación Cultural–Artesanal y Religioso con

área de acogida temporal para peregrinos en Cotoca (Santa Cruz de la Sierra).

Por esta razón es que la propuesta se realiza mediante un diagnóstico claro y amplio: Sobre

la romería masiva de diciembre desborda la infraestructura del casco central y presenta déficits en

servicios básicos, seguridad, organización y mediación cultural de la cerámica local. Para responder

de forma integral, el concepto de centro sería el camino referente a la historia cultural y la guía

puntual jerárquico la iglesia de la “Virgen de Cotoca” que articula dos dimensiones complementarias:

Interpretación patrimonial —salas, talleres, demostraciones, recursos audiovisuales— que explican

significados y contextos de la fe y la alfarería; y acogida temporal —sombra, agua, sanitarios,

orientación y primeros auxilios— en el entorno plaza–Santuario, alineado con la normativa municipal

y sectorial vigente.

El trabajo busca tratar de mejorar las condiciones mediante resultados a corto plazo. Lo cual

se proyecta una experiencia digna, segura para el peregrino mediante servicios ordenados y

orientación clara; la descongestión del casco céntrico en fechas pico gracias a flujos peatonales

organizados; y la visibilización inmediata de la tradición alfarera a través de mediación participativa.​

Siendo así llegar a resultados a largo plazo. Se busca consolidar a Cotoca como referente de turismo
religioso y cultural en el oriente boliviano; para fortalecer su economía artesanal y el patrimonio vivo;

asegurar la sostenibilidad operativa y ambiental (gestión de riesgos, accesibilidad universal); y

establecer una gobernanza participativa entre municipio, parroquia y artesanas/os.

1. ANTECEDENTES

1.1.​ Antecedentes Históricos de la Peregrinación

La peregrinación se comprende como una de las etimologías de sufrimientos espirituales

hacia un lugar considerado sagrado o especial, en el que tanto el recorrido como el destino poseen

un profundo valor simbólico para el creyente. Más allá del desplazamiento físico, constituye una

práctica religiosa y devocional que responde a motivaciones internas como la búsqueda de sanación,

el cumplimiento de promesas, la renovación personal o el fortalecimiento de la fe, lo que conlleva a

una transformación en quien la realiza (King, 2023; Researching Pilgrimage, 2009).

En su sentido etimológico y práctico, la peregrinación articula fe y acción de ritual: el camino y

el destino sagrado poseen valor simbólico. Responde a motivaciones internas (sanación, promesa,

renovación, fortalecimiento de la fe) y se expresa en gestos externos (ofrendas, esfuerzo corporal del

desplazamiento, cumplimiento de votos), por lo que caminar se convierte en testimonio de devoción y

pertenencia.

Desde la perspectiva de los estudios sociales y antropológicos, la peregrinación integra tres

elementos fundamentales: La separación de la vida cotidiana, transición en el trayecto y reintegración

con sentido renovado, lo cual este proceso fortalece la cohesión comunitaria, refuerza el patrimonio

religioso, cultural y abre espacios de intercambio simbólico entre los fieles (Oxford Bibliographies,

2018; King, 2023).


Reconocer los elementos de la peregrinación y sus procesos comunitarios fortalece el valor

patrimonial del Municipio de Cotoca y brinda a turistas y vecinos nuevos conocimientos y

experiencias significativas.

●​ Peregrinación en la Prehistoria (30.000 - 3.000 a. C.)

La peregrinación es una práctica cultural y espiritual ha acompañado al ser humano desde los

orígenes de la civilización. En la prehistoria, los desplazamientos hacia espacios considerados

sagrados, como cuevas, montañas y fuentes de agua, tenían un profundo valor simbólico, pues

reforzaban la cohesión comunitaria y el vínculo con lo trascendente. Investigaciones arqueológicas

sobre los primeros asentamientos demuestran que ya existían recorridos rituales vinculados a

prácticas funerarias y de culto, lo que evidencia que la peregrinación se configuraba como parte de la

vida social (Wu et al., 2012; Makowski, 2002).

Los hallazgos arqueológicos recientes indican que, desde la Antigüedad, la peregrinación y la

movilidad ritual formaron parte de la vida cotidiana, con rutas hacia santuarios y espacios de

congregación comunitaria claramente establecidos.

La Artesanía como Herencia Prehistórica

La cultura artesanal tiene raíces milenarias en la historia de la humanidad. Desde la

prehistoria, el ser humano moldeó a mano los materiales originarios como piedra, hueso y arcilla. La

cerámica se convirtió en una de las primeras artes utilitarias y simbólicas, con piezas que datan de

más de 20.000 años en sitios como Xianrendong, China (Wu et al., 2012).

Parte de su historia es que posee raíces milenarias. Desde la Prehistoria, los grupos humanos

modelan a mano piedra, hueso y más tarde arcilla para satisfacer necesidades de fabricar sus
propias herramientas. Con el tiempo, la cerámica se consolidó como una de las primeras expresiones

artesanales con funciones utilitarias y simbólicas.

En el mundo andino, la cerámica adquirió un rol central en culturas como la Mochica y la

Nazca, que elaboraron piezas rituales y narrativas entre los siglos II y VIII d.C. (Makowski, 2002). En

Bolivia, la cultura Tiwanaku desarrolló una cerámica policromada con símbolos geométricos y

religiosos (Ponce Sanginés, 1972), mientras que en los valles y llanos amazónicos se produjeron

vasijas utilitarias adaptadas al entorno (Villanueva Criales, 2000).

Desde sus colonizadores españoles, el período colonial y la circulación de modelos culturales

hispanos impulsó entre los pueblos indígenas la creación de nuevas piezas artesanales y la

reconfiguración de roles de trabajo. Mediante procesos de apropiación selectiva e hibridación, los

artesanos integraron técnicas europeas con saberes locales, originando una cultura material

diferenciada en cada territorio, reconocible por sus materiales, formas y significados históricos

propios.

●​ Peregrinación en la Edad Antigua Temprana (antes del 2000 a. C.)

En las primeras comunidades humanas, la peregrinación estaba asociada a lugares naturales

considerados sagrados, como cuevas, montañas y manantiales. Estos sitios se vinculan a rituales de

fertilidad, culto a los muertos y ceremonias comunitarias.

En Abydos (Egipto), se desarrollaron procesiones en honor a Osiris, donde los devotos viajaron para

participar en festivales religiosos (O’Connor, 2009).

En Mesopotamia, la fiesta del Akītu en Babilonia implicaba la congregación de fieles alrededor de

templos principales, generando un movimiento ritual colectivo (Black & Green, 1992).
No existe un único origen de la peregrinación. Surgió en distintos lugares de manera independiente,

pero siempre con la función de reforzar la cohesión social y el vínculo con lo sagrado.

●​ Peregrinación en Grecia Clásica (siglos VIII–IV a. C.)

La Grecia antigua organizó peregrinaciones hacia santuarios panhelénicos que combinaban religión,

cultura y política.

Delfos: Visitado por su famoso oráculo de Apolo, que guiaba decisiones personales y políticas.

Eleusis: Los misterios en honor a Deméter y Perséfone reunían iniciados de toda Grecia en un ciclo

ritual de iniciación y renovación espiritual (Mylonas, 1961).

Olimpia: Sede de los Juegos Olímpicos, donde los desplazamientos tienen tanto carácter deportivo

como religioso (Burkert, 1985).

En Grecia, la peregrinación fortalecía la identidad común de las polis, integrando religión, cultura y

diplomacia en un mismo acto.

●​ Peregrinación en el Judaísmo del Segundo Templo (siglos VI a. C. - 70 d. C.)

El Pueblo Judío institucionalizó la peregrinación obligatoria a Jerusalén en tres festividades

principales: Pesaj, Shavuot y Sucot (Deuteronomio 16). Estas romerías reunían a miles de personas

en torno al Templo, considerado la morada de Dios en la tierra (Safrai, 1981).

El judaísmo marcó un hito en la historia de la peregrinación al establecer un mandato religioso

colectivo y periódico, consolidando un modelo normativo de movilidad sagrada.


●​ Peregrinación en el Hinduismo y Budismo en el Sur de Asia (desde el siglo VI a. C.)

Hinduismo: El concepto de tīrtha-yātrā (viaje a lugares de cruce sagrado) impulsó peregrinaciones a

ciudades como Benarés (Kāśī), Prayāg o Rāmeśvaram, vistas como puntos de contacto entre lo

humano y lo divino (Eck, 2012).

Budismo: Con el emperador Aśoka en el siglo III a. C., se promovieron los viajes a los lugares

asociados a la vida del Buda: Lumbinī, Bodh Gayā, Sārnāth y Kuśinagara (Strong, 2007).

En Asia, la peregrinación no sólo reforzó la fe, sino que estructuró una geografía sacra que integró

rutas, templos y comunidades en amplias redes culturales y económicas.

●​ Peregrinación en Roma y el Cristianismo Tardoantiguo (siglos IV–VI d. C.)

Con la legalización del cristianismo en el Imperio romano (Edicto de Milán, 313), la peregrinación

adquirió un carácter penitencial y devocional.

Jerusalén: Centro de los Santos Lugares, donde los fieles visitaban la tumba de Cristo.

Roma: Las tumbas de los apóstoles Pedro y Pablo se convirtieron en destinos sagrados.

Itinerarium Egeriae: Documento del siglo IV que describe la experiencia de una peregrina hispana

en Tierra Santa (Hunt, 1982).

La peregrinación cristiana se institucionalizó como un medio de penitencia, expiación y

fortalecimiento de la fe, consolidando las primeras rutas devocionales de Europa.


●​ Peregrinación en Islam (desde el siglo VII d. C.)

El ḥajj a la Meca es uno de los cinco pilares del islam. Cada musulmán tiene la obligación de

realizarlo al menos una vez en su vida, siempre que tenga los medios para hacerlo.

Incluye ritos específicos como la circunvalación a la Kaaba, el recorrido entre Safa y Marwa, y la

estancia en Arafat (Peters, 1994).

El islam dio a la peregrinación un carácter universal y obligatorio, con una clara regulación jurídica y

espiritual, lo que la convirtió en un fenómeno de alcance global.

●​ Peregrinación en la Edad Media Europea (siglos IX–XV)

Durante la Edad Media, la peregrinación se masificó en Europa y dio lugar a una amplia red

de caminos, hospederías y cofradías que facilitaron la movilidad de miles de fieles. Entre los destinos

más importantes se encontraban Santiago de Compostela en España, considerado centro de

devoción al apóstol Santiago con el famoso Camino de Santiago; Canterbury en Inglaterra, santuario

de Tomás Becket; y los tradicionales centros de Roma y Jerusalén, que permanecieron como polos

espirituales del cristianismo (Webb, 2000).

Expansión de la Peregrinación Mariana (siglo XII)

Este fenómeno fortaleció la identidad cristiana, integró al continente en rutas culturales y

económicas, y consolidó la hospitalidad como un valor social. En este marco, las peregrinaciones

marianas se expandieron particularmente en España, Francia e Italia. Entre las advocaciones más

representativas se encuentran la Virgen del Pilar en Zaragoza y la Virgen de Montserrat en

Catalunya, reconocidas como símbolos de identidad regional y espiritualidad popular (Bermúdez,

2006).
La religiosidad mariana, según Durán (2001), trascendía lo espiritual para convertirse también

en un fenómeno cultural y social, pues origina santuarios, procesiones y peregrinaciones colectivas

que reafirman la pertenencia comunitaria. Desde la perspectiva antropológica, King (2023) sostiene

que la peregrinación seguía un proceso ritual que fortalecía la cohesión social, combinando etapas

de fe, penitencia y renovación personal.

Con la expansión colonial española del siglo XVI, estas prácticas fueron trasladadas a

América como parte de la evangelización. El culto mariano se convirtió en una estrategia de

acercamiento a los pueblos originarios, al vincular la figura de la Virgen con símbolos maternales

propios de las cosmovisiones indígenas, generando procesos de sincretismo cultural (Albó, 1999). De

esta manera, la peregrinación medieval no sólo consolidó la identidad europea, sino que sentó las

bases de una religiosidad mestiza en el continente americano.

●​ Peregrinación en Latinoamérica y Bolivia (desde el siglo XVI)

Con la colonización de los españoles y el culto mariano en el siglo XVI, la peregrinación se

convirtió en un medio explícito de evangelización: la figura de la Virgen María fue articulada con

símbolos maternales de los pueblos originarios, posibilitando la apropiación del culto católico en

marcos indígenas y dando origen a advocaciones locales de fuerte arraigo social (Albó, 1999). En

este proceso, emergieron referentes que trascendieron lo estrictamente religioso y consolidaron

identidades colectivas: Guadalupe (México) como emblema religioso–nacional; Copacabana (Bolivia)

como símbolo de la identidad aymara; el Socavón (Oruro) integrado al mundo minero y al Carnaval; y

Urkupiña (Cochabamba) como síntesis de devoción y reciprocidad económica (Albó, 1999; Suárez,

2003). Así, la peregrinación mariana operó como una práctica híbrida que combina religión, cultura y

economía, constituyéndose en patrimonio vivo en transformación. En términos antropológicos, la

narración de la Virgen —madre de Jesucristo— se enlazó con imaginarios de madre protectora


indígena, generando devociones mestizas capaces de ordenar la experiencia espiritual y reforzar

pertenencias comunitarias (Albó, 1999; Suárez, 2003).

En el país la Virgen adoptó formas locales que dieron origen a advocaciones propias. Estos

ejemplos reflejan cómo el culto mariano en Bolivia se convirtió en un símbolo identitario cultural, en el

cual las peregrinaciones y santuarios adquirieron un rol central.

●​ Peregrinación en Santa Cruz de la Sierra y Cotoca (siglos XIX–XXI)

Actualmente simboliza la convergencia entre fé y cultura, ya que junto a la devoción mariana

persiste la tradición artesanal en cerámica, considerada parte del patrimonio cultural de Santa Cruz.

No obstante, la masiva afluencia de peregrinos plantea desafíos en infraestructura, servicios básicos,

salud y seguridad, lo que abre la necesidad de proyectos que integren identidad cultural, religiosidad

popular y sostenibilidad comunitaria (Steinbach Méndez, 2020).

La devoción mariana converge con la tradición de cerámica patrimonio cultural de Cotoca y

Santa Cruz de la Sierra en un mismo circuito de creencias. No obstante, la alta afluencia de

peregrinos tensiona el bienestar social, de salud por eso se considera prioritario diseñar proyectos

integrales y articulados.

●​ La Virgen de Urkupiña de Cotoca (siglo XVIII)

En el oriente boliviano, particularmente en Santa Cruz de la Sierra, la devoción mariana se

manifiesta con especial intensidad en la festividad de la Virgen de Cotoca. Esta tradición tiene sus

orígenes en el siglo XVIII, cuando fue hallada una pequeña imagen atribuida a milagros en la zona de

Cotoca, iniciando un culto que pronto se extendió en la región (Arzobispado de Santa Cruz, 2017). A

los pobladores se les atribuyó la creencia en los poderes milagrosos de la imagen, lo que fortaleció la

práctica devocional y motivó la construcción inicial de una ermita en el lugar del hallazgo. Con el paso
del tiempo, se erigió el actual Santuario de Cotoca, el cual se consolidó como uno de los centros de

peregrinación más importantes del oriente boliviano y del país (Arzobispado de Santa Cruz, 2017).

En Santa Cruz de la Sierra, el saber cultural se sustenta en creencias y relatos históricos que

otorgan valor a tradiciones transmitidas de generación en generación. Esta herencia se difunde hacia

lugares remotos mediante prácticas devocionales y relatos de vida, fortaleciendo la memoria

colectiva y consolidando los caminos de peregrinación.

La devoción creció hasta convertirse en una de las celebraciones religiosas más relevantes

de Bolivia. En reconocimiento a esta tradición, en 2003 la Ley N.º 2551 declaró la festividad de la

Virgen de Cotoca como Patrimonio Cultural y Religioso de Bolivia, reafirmando su valor en la

identidad nacional (Justia Bolivia, 2003).

Se consolidó como una de las celebraciones religiosas más resaltantes de Bolivia.

Reconocida y declarada la festividad de la Virgen de Cotoca donde reafirma su identidad,

comprometidos en su preservación y gestión sostenible.

La Tradición Alfarera en Cotoca

El municipio de Cotoca hereda esta larga tradición artesanal. Desde tiempos coloniales, sus

pobladores han trabajado el barro, consolidando una actividad artesanal identitaria. A diferencia de

otros centros, la cerámica de Cotoca se caracteriza por mantener un equilibrio entre lo utilitario (ollas,

cántaros, utensilios) y lo decorativo (figuras, adornos). Según Steinbach Méndez (2020), la

producción artesanal de Cotoca ha estado vinculada durante más de cuatro décadas con colectivos

como Artecampo, que han promovido la visibilidad y sostenibilidad de la artesanía. Este legado

convierte a Cotoca en un referente cultural dentro del departamento de Santa Cruz.

Convergencia: Fe y Cultura en Cotoca


En la actualidad, la romería a Cotoca convoca cada diciembre entre 350.000 y 500.000

peregrinos en dos fechas principales—7–8 (fiesta central) y 14–15 (octava)—que recorren cerca de

20 km desde Santa Cruz de la Sierra hasta el santuario, configurando una de las mayores

expresiones de turismo religioso y cultural del país (El Deber, 2024; Unitel, 2024). Lo distintivo de

Cotoca es la convergencia entre la religión católica y la artesanía: la devoción a la Virgen moviliza

multitudes en busca de fe y esperanza, mientras que la alfarería local refuerza su identidad como

foco de creatividad cultural. No obstante, la magnitud del flujo devocional evidencia déficits de

acogida temporal, espacios de descanso improvisados y escasa mediación cultural para la artesanía,

por lo que se justifica la creación de un Centro de Interpretación Cultural–Artesanal con área de

acogida temporal que articule ambas dimensiones y mejore la experiencia del peregrino y de la

comunidad anfitriona.

1.1.2.​ História y Etimología del Término de “Centro de Interpretación Cultural

Artesanal”

El “Centro de Interpretación Cultural Artesanal” se fundamenta en la “Interpretación del

Patrimonio” como disciplina aplicada que prioriza revelar significados y conectar intelectualmente y

emocionalmente a los públicos con un lugar, práctica u oficio, antes que la mera acumulación de

objetos. Su formulación moderna se reconoce en Freeman Tilden, cuyos principios—relevancia,

provocación y totalidad del mensaje—orientan el diseño de narrativas y dispositivos interpretativos

(Tilden, 1957/2007). En consecuencia, conforme a ICOMOS (2008), revela dimensiones históricas,

sociales y simbólicas de los oficios artesanales e incorpora participación, multivocalidad y

accesibilidad. Alineado con la Convención para la Salvaguardia del Patrimonio Cultural Inmaterial

(UNESCO, 2003), su propósito es facilitar la transmisión de saberes mediante talleres en vivo,

demostraciones, archivo oral y programas de aprendizaje, integrando a las comunidades portadoras.

Así, no prioriza coleccionar piezas, sino activar procesos vivos y propiciar experiencias interpretativas
rigurosas, comprensibles e inclusivas (ICOMOS, 2008; UNESCO, 2003; Tilden, 1957/2007). Lo cual

dividiendo por partes se puede entender de esta manera como:

Centro: Del lat. centrum (< gr. kéntron), núcleo o lugar de convergencia—sentido extensible a nodo

de información y servicios.

Interpretación: Del lat. interpretātiō/interpretārī: explicar, traducir, dar sentido a un hecho o texto;

base semántica de la mediación patrimonial.

Cultural: De cultūra (cultivo, cuidado, formación); por extensión, modos de vida, prácticas y saberes

de una comunidad.

Artesanal / Artesano: De it. artigiano; relativo a artesanía (obra de artesanos), producción manual

con sello de autor y conocimientos situados.

A nivel internacional, la Carta de ICOMOS para la Interpretación y Presentación de Sitios de

Patrimonio Cultural (2008) elevó la interpretación a componente esencial de la conservación,

destacando rigurosidad, multivocalidad y participación de comunidades portadoras en la planificación,

el relato y los dispositivos expositivos. Esto consolidó la figura del centro de interpretación como

equipamiento de mediación dentro de la gestión del patrimonio.

En el dominio de los oficios y saberes, la Convención de 2003 para la Salvaguardia del

Patrimonio Cultural Inmaterial (UNESCO) incorporó la artesanía tradicional como ámbito prioritario (el

valor radica en habilidades y transmisión, no en los objetos), orientando a que los centros privilegien

talleres vivo, demostraciones y programas de aprendizaje intergeneracional.

En Iberoamérica y Europa, administraciones públicas y redes técnicas han operativizado

estas nociones: por ejemplo, CENEAM–MITECO (España) define la interpretación como


comunicación estratégica para vincular visitante y significados del patrimonio, impulsando centros y

rutas interpretativas en ámbitos culturales y naturales.

Raíces Históricas del “Centro de Interpretación Cultural Artesanal”

Desde la Prehistoria (30.000 - 3.000 a. C.), los espacios sagrados como cuevas, montes o

manantiales funcionaban como aulas rituales, donde se transmitían saberes y se producían

expresiones materiales (pinturas, cerámica incipiente). Estos lugares fueron los primeros escenarios

donde el rito, la memoria y la técnica artesanal se unieron (Wu et al., 2012; Makowski, 2002).

En la Edad Antigua, esta función se consolidó en civilizaciones como Egipto y Mesopotamia.

En Abydos (Egipto, 2.000 - 1.100 a. C.), los festivales de Osiris combinaban procesiones, ofrendas y

talleres, permitiendo que los templos actuarán como centros de enseñanza de mito y práctica

(O’Connor, 2009). En Babilonia, la festividad del Akītu integraba templo, ciudad y artes del rito,

generando circulación de bienes y objetos devocionales (Black & Green, 1992).

En Grecia (siglos VIII–IV a. C.), los santuarios de Delfos, Eleusis y Olimpia unían relato, rito y

artesanía: el visitante comprendía significados a través de la arquitectura, los objetos votivos y las

fiestas comunitarias (Burkert, 1985). Por su parte, en el Judaísmo del Segundo Templo (siglos VI a.

C.–70 d. C.), las peregrinaciones a Jerusalén reforzaban un aprendizaje normado mediante rituales,

ofrendas y música, además de consolidar una economía artesanal devocional (Safrai, 1981).

En el Hinduismo (desde el siglo VI a. C.), las peregrinaciones a Kāśī/Benarés y Prayāg

integraban mitos, ferias y oficios rituales; mientras que el Budismo (siglo III a. C. en adelante), con el

emperador Aśoka, impuso visitas a lugares sagrados de estatuas y relicarios que actuaban como

dispositivos didácticos (Strong, 2007).


El Cristianismo tardoantiguo (siglos IV–VI d. C.), tras el Edicto de Milán, consolidó Roma y

Jerusalén como centros de relato, con hospitalidad, guías y objetos devocionales que interpretaron la

fe al peregrino (Hunt, 1982). En el Islam (siglo VII en adelante), el ḥajj a La Meca articuló ritos,

caravasares y zocos, creando un sistema integral de interpretación del mensaje islámico (Peters,

1994).

En la Edad Media europea (siglos IX–XV), la peregrinación a Santiago de Compostela, Roma

y Jerusalén integró reliquias, hospederías, oficios artesanales como la orfebrería y la talla;

consolidando espacios de mediación social semejantes a los centros interpretativos actuales (Webb,

2000; Bermúdez, 2006).

“Centro Interpretación Cultural artesanal” en América Latina y Bolivia

Con la colonización (siglos XVI–XIX), la evangelización en Latinoamérica fusionó relatos

marianos con símbolos indígenas, dando origen a santuarios como Guadalupe (México),

Copacabana (Bolivia) y el Socavón (Oruro). Estos lugares unieron religiosidad popular y artesanía,

actuando como centros vivos de interpretación que reforzaron identidades híbridas (Albó, 1999;

Suárez, 2003).

En Bolivia, los santuarios coloniales y republicanos integraron culto, música, bordado,

cerámica y metal, convirtiéndose en nodos de mediación cultural y transmisión de oficios. En el

oriente boliviano, el Santuario de la Virgen de Cotoca (siglo XVIII) representa la convergencia de la

devoción mariana con la alfarería local, consolidando un binomio de fe y oficio que hasta hoy explica

identidades y cohesiona comunidad (Arzobispado de Santa Cruz, 2017; Steinbach Méndez, 2020).
Evolución de Proyectos de “Centros de Interpretación Cultural Artesanal”

1957 — Fundamentos de la interpretación​

​ Freeman Tilden formula los principios clásicos de la interpretación (relacionar, revelar,

provocar, articular un todo), base de la planificación interpretativa en parques y sitios patrimoniales.

Trabaja en el enfoque audiencia-centrado y la idea de “significado y contexto” por encima de la mera

exhibición. (Tilden, 1957).

Años 1960–1970 — Nace el ecomuseo y la nueva relación museo-territorio​

​ Rivière y de Varine impulsan el ecomuseo: museo de territorio, con participación comunitaria y

lectura holística de naturaleza/cultura. El centro de interpretación deja de ser solo edificio y se

convierte en red territorial con comunidad protagonista. (Rivière / de Varine).

1972 — Convención del Patrimonio Mundial (UNESCO)​

​ Se crea un marco internacional para identificar, proteger e interpretar bienes culturales y

naturales de Valor Universal Excepcional. Impulsa estándares y programas de interpretación ligados

a conservación y visita pública. (UNESCO, 1972).

Década de 1980 — La “Nueva Museología”​

​ Vergo compila debates que desplazan el foco del objeto al visitante y su contexto social, y

legitiman la crítica al museo tradicional. Los centros incorporan participación, relevancia social y

educación como ejes de proyecto. (Vergo, 1989).

2003 — Convención para la Salvaguardia del Patrimonio Inmaterial (UNESCO)​

​ Reconoce rituales, saberes y expresiones vivas; pide mediación y transmisión con las

[Link] centros de interpretación integran patrimonio vivo (oficios, festividades, memoria) y

metodologías de co-creación. (UNESCO, 2003).


2005 — Convención de Faro (Consejo de Europa)​

​ Sitúa a las comunidades patrimoniales como actor central del valor cultural. Consolida

modelos de gobernanza participativa en proyectos interpretativos. (Consejo de Europa, 2005).

2008 — Carta ICOMOS de Interpretación y Presentación​

​ Define principios y buenas prácticas: investigación rigurosa, colaboración con comunidades,

accesibilidad, ética del relato y evaluación. En el marco de referencia para diseñar y operar centros

de interpretación con estándares internacionales. (ICOMOS, 2008).

2010 — Giro participativo en museos/centros​

​ Se sistematizan metodologías para co-diseñar contenidos, dispositivos y experiencias con

públicos y actores locales. Nacen guías prácticas para “museos/centros participativos”, claves para

proyectos comunitarios. (Simon, 2010).

2010–2024 — Consolidación de estándares y digital/ética​

​ Se normalizan planes interpretativos con accesibilidad universal, mediaciones multiformato

(taller vivo, audiovisual, táctil), evaluación y ética (imagen, relatos sensibles). Las Convenciones

UNESCO (1972/2003) actualizan directrices operativas y evaluación periódica. Con la integración de

tecnologías, enfoque inclusivo y rendición de cuentas en la gestión de centros. (UNESCO,

1972/2003; ICOMOS, 2008).


1.1.3.​ Antecedentes del Proyecto

Basílica-Santuario Nacional de Nuestra Señora Aparecida

Figura 03: Vista General del Santuario de Aparecida, São Paulo - Brasil

Nota: Colección personal de le autore, 2015

La Basílica de Nuestra Señora Aparecida está situada en el Municipio de Aparecida, a

unos 168 km del estado de São Paulo, en el Valle del Paraíba, junto al río Paraíba do Sul, en la

ciudad de Brasil. Es considerado el segundo templo católico más grande del mundo (después de San

Pedro en Roma) y el principal centro mariano de peregrinación en América Latina.

Su historia se remonta a 1717, cuando tres pescadores hallaron en el río la pequeña imagen

de la Virgen, lo que dio origen a una creciente devoción popular. En 1745 se construyó la primera

capilla, y con el aumento de peregrinos fue necesario levantar templos más grandes hasta llegar a la

actual basílica, cuya construcción comenzó en 1955 y que fue consagrada en 1980 por el papa Juan

Pablo II como “Santuario Nacional”.

El templo tiene planta en forma de cruz griega, con una superficie de alrededor de 23.000 m2

y capacidad para 45.000 personas en el interior y hasta 300.000 en las explanadas exteriores
durante grandes celebraciones. Su campanario alcanza los 100 metros de altura, convirtiéndose en

un hito arquitectónico y religioso de Brasil.

Cada 12 de octubre se celebra la Fiesta de Nuestra Señora de Aparecida, Patrona de Brasil,

fecha que reúne a millones de fieles. El santuario recibe anualmente entre 11 y 13 millones de

peregrinos, que llegan a pie, en bicicleta, autobuses y caravanas, haciendo de este lugar el “corazón

religioso de Brasil”.

Santuario del Divino Niño - Buen Retiro

Figura 04: Fiesta del Divino Niño en Buen Retiro, Santa Cruz de la Sierra- Municipio de San Carlos

Nota: Fotografía tomada por el santuario del divino niño buen retiro

El Santuario del Divino Niño se ubica en la comunidad de Buen Retiro, perteneciente al

municipio de San Carlos, provincia de Ichilo, en el departamento de Santa Cruz - Bolivia. Se

encuentra aproximadamente a 13 kilómetros de la ciudad de San Carlos. Esta devoción religiosa

comenzó hace aproximadamente 20 años atrás, cuando Fanny Teresa Tapia, miembro de la

congregación de los Hijos de los Sagrados Corazones, llevó la imagen del Divino Niño a la

comunidad de Buen Retiro desde Colombia. A partir de ese momento, la imagen fue adoptada por la

población local y la devoción comenzó a despertar un creciente fervor espiritual en esta pequeña
comunidad donde ha transformado significativamente en un reconocimiento institucional mediante la

ley Departamental aprobada en 2025, declarada como un verdadero patrimonio del mundo creyente

cruceño Fiesta del Divino Niño, se observa una devoción intensa de miles de fieles que se congregan

ante la imagen con fervor, oración y fe (Infodecom, s. f.)

Luego pasa de ser un lugar discreto a convertirse en un referente de turismo religioso porque

la iglesia fue oficialmente erguida como Santuario “Divino Niño” el 1 de septiembre de 2019, durante

las Bodas de Plata de la comunidad, mediante decreto del Arzobispo de Santa Cruz, Mons. Sergio

Gualberti, conforme al Derecho Canónico (c. 1230).

Por esta razón se da un momento significativo en la bendición de la primera piedra del nuevo

templo, acompañado por danzas folklóricas y cantos religiosos. Están presentes las autoridades

departamentales, incluida la figura del gobernador en cada acto (Infodecom, s. f.)

Feria Expocruz

Figura 05: Expocruz Fexpocruz, Santa Cruz- Andrés Ibañez

Nota: Fotografía Tomada por la Expocruz

La Feria Internacional de Santa Cruz (Expocruz) se encuentra en la ciudad de Santa

Cruz de la Sierra - Bolivia, en el recinto ferial de Fexpocruz, situado en la zona oeste. Este

predio constituye uno de los espacios feriales más grandes y modernos de Sudamérica,
consolidándose como punto estratégico de encuentro empresarial y cultural (Fexpocruz, s.

Fundación Milenio, 2012).

Se originó en 1962 como una exposición ganadera organizada por la Cámara de

Industria, Comercio, Servicios y Turismo de Santa Cruz (CAINCO) y la Cámara Agropecuaria

del Oriente (CAO). A partir de 1968, adquirió carácter internacional y se trasladó a un predio fijo

que permitió su expansión hacia sectores productivos, comerciales e industriales (Fundación

Milenio, 2012; ICEES, 2012).

Actualmente, la feria se celebra cada mes de septiembre durante 10 días y recibe más de 450

000 visitantes. Reúne a alrededor de 2 200 marcas y 30 delegaciones internacionales, generando

cerca de USD 200 millones en intenciones de negocio. Además, moviliza alrededor de 75 000

empleos directos e indirectos, lo que evidencia su papel como dinamizador económico y cultural para

la región (La Razón, 2025; Economy, 2025).

Por r estas razones es que la Expocruz no solo impulsa la integración comercial y productiva,

sino que también se proyecta como parte de la identidad cultural Cruceña- Boliviana a través de

actividades artísticas, gastronómicas y folclóricas que acompañan la exhibición empresarial ([Link],

2025; AHK Bolivia, s. f.).

1.2.​ PLANTEAMIENTO DEL PROBLEMA

Se identifican condiciones de riesgo en la romería a Cotoca: inseguridad vial y peatonal,

incompatibilidades de uso del espacio público durante eventos masivos y densidades peatonales por

encima de la capacidad de carga. Cada diciembre (7–8 y 14–15) concurren ≈350.000–500.000

peregrinos en un trayecto de ~20 km desde Santa Cruz, lo que satura infraestructura, servicios

básicos, salud y seguridad, y evidencia déficits de acogida temporal y puntos de descanso. En

paralelo, la tradición cerámica local —rasgo identitario— requiere dispositivos de interpretación para
visitantes y fieles. Se justifica, por tanto, un proyecto integral que combine gestión de riesgos, mejora

peatonal, áreas de acogida temporal y mediación cultural en torno a la cerámica, bajo criterios de

sostenibilidad comunitaria y gestión patrimonial.

1.2.1.​ Identificación del Problema

La caminata a Cotoca evidencia una insuficiencia sistémica de capacidad y mediación cultural:

Densidades peatonales elevadas en un corredor y avenidas cerradas por un solo carril, pero el

riesgo para los caminantes en el otro carril por la circulación de movilidades, riesgo para caminantes

por conflictos vial-peatón; el desorden comercio artesanal con exhibición precaria y déficits de

interpretación patrimonial; (muestras en piso/mesas improvisadas), que afecta percepción de valor y

seguridad; por lo que la experiencia se reduce a “comer–comprar–rezar” sin un itinerario que conecte

historia, oficio cerámico e iglesia. La magnitud del evento —≈350.000–500.000 personas cada

diciembre— tensiona servicios básicos, salud y seguridad (7–8 y 14–15 de diciembre). El marco legal

reconoce su valor mediante la Ley N.º 2551 (2003). Peor en años más adelantes a las actuales las

personas peregrinas ya alcanzó hasta el medio millón de personas, lo que tensiona servicios,

seguridad y salud pública (El Deber, 2024; Unitel, 2024; La Razón, 2024; Ley N.º 2551, 2003; WHO,

2015).

Causas (técnicas): Los principales afectados son los residentes del entorno inmediato y los

artesanos que comercializan sus productos. También los cierres viales principales en el perímetro del

santuario y el primer anillo reducen la accesibilidad local, interrumpen la movilidad peatonal de

peregrinos, visitantes y residentes; cual generan externalidades sociales (ruido, ocupación de

calzada). Esta reconfiguración temporal dificulta el control operativo y la vigilancia durante las fechas

festivas.

Económico: Ausencia de alternativas de mejoras de exposición de los empleos de los artesanos.


Urbanismo: Crecimiento desmedido de la caminata y escasez de técnicas de planificación urbana.

Ambiental: Acumulación de microbasurales y residuos en zonas de alta circulación, pocas áreas

verdes en la zona, poca arborización en las avenidas principales, escaso corredores verdes naturales

y ausencia de políticas de gestión de residuos.

Efectos (observables): El proceso de alteración y desorden sin límites en el comercio

artesanal, como también en espacios públicos. La poca circulación de ingreso peatonal en las

avenidas troncales, en la plaza principal de Cotoca y en el interior de la iglesia, todo esto nos

conlleva a efectos negativos.

Social: El desplazamiento de los vecinos de otros distritos e inseguridad por la cantidad inmensurable

de personas.

Económico: Mayor aumento de productos comerciales y gastronómicos.

Urbanismo: Alteraciones en aumento del mantenimiento, limpieza, orden urbano y congestión de

espacios públicos.

Ambiental: Aumento de problemas de salud, escasa arborización por el cual tienen sofocación por las

altas temperaturas, fobias por la cantidad inmensa de personas, contaminación ambiental, aumento

de basuras y plagas.

●​ Seguridad y salud pública: mayor probabilidad de incidentes (empujes, caídas,

deshidratación) y sobrecarga de servicios sanitarios en reuniones masivas. (WHO, 2015).

●​ Saturación de infraestructura: servicios básicos y movilidad rebasan capacidad de carga en

picos de demanda. (El Deber, 2024; La Razón, 2024).


●​ Experiencia cultural limitada: baja permanencia y escaso aprendizaje por falta de

mediación; invisibilización del patrimonio cerámico local. (Steinbach Méndez, 2020; ICOMOS,

2008).

1.2.2. Delimitación del Problema

[Link]. Delimitación Geográfica

El estudio se desarrolla en el municipio de Cotoca, ubicado a 20 kilómetros al este de la

ciudad de Santa Cruz de la Sierra, en el departamento de Santa Cruz y en el país de Bolivia.

Cotoca es reconocida por ser un importante centro de peregrinación religiosa, principalmente

hacia el Santuario de la Virgen de Cotoca, y por su tradición artesanal ceramista, considerada

parte del patrimonio cultural de las tierras bajas del Oriente Cruceño (Artecampo, 2020;

Albarracín, 2019).

Figura 06: Mapa de Santa Cruz de la Sierra - Andrés Ibañez y Cotoca

Nota: Elaboración Propia, 2025


[Link]. Delimitación Técnica

El proyecto se acota a un sistema integrado compuesto por un “Centro de Interpretación

cultural–artesanal y religioso” emplazado cerca del Santuario de Cotoca optado por un terreno

destinado, en fechas de romería, a la acogida temporal de peregrinos con el resto del año, a usos

cívico–recreativos. El Centro no se limita a exhibir piezas: interpreta significados de la fe, la historia

local, la cerámica y las manualidades mediante talleres en vivo, recursos accesibles y una oferta de

artesanías con criterios de autenticidad y trazabilidad, de modo que quien visita pueda aprender y

reconocer el trabajo artesanal.

[Link]. Delimitación Temporal

El proyecto responde a un marco temporal a la estacionalidad de la peregrinación por lo que

se considera el crecimiento proyectado de la población de 20 a 30 años, ya que es tradición por

muchos años, la peregrinación seguirá un mayor crecimiento de tasa poblacional junto a sus

comercios locales en los días 7–8 de diciembre (festividad principal) y los días 14–15 de

diciembre (octava), esto concentran los mayores flujos de peregrinos (El Deber, 2024). Fuera

de estas fechas, el centro se mantendrá activo como espacio cultural, educativo y turístico,

mostrando el patrimonio artesanal y religioso de Cotoca.

[Link]. Delimitación de Factibilidad

El proyecto es factible en los siguientes aspectos:

❖​ Social: La peregrinación a Cotoca constituye una tradición arraigada que involucra a

toda la comunidad. La población local reconoce la necesidad de contar con espacios de

descanso ordenados, seguros y dignos para los peregrinos. Además, los artesanos ven

en este tipo de proyectos una oportunidad para dar mayor visibilidad a su trabajo.

❖​ Económica: El proyecto no requiere de una inversión equiparable a la de

infraestructuras hoteleras, ya que su carácter es de acogida temporal. Se plantea que

pueda ser ejecutado mediante la articulación de recursos municipales, apoyo de la


Iglesia católica, cooperación cultural y alianzas con asociaciones artesanales. Además,

la implementación de espacios de exposición y comercialización artesanal puede

contribuir a la sostenibilidad económica del centro a mediano plazo (UNESCO, 2018).

❖​ Técnica: El municipio de Cotoca cuenta con terrenos disponibles en áreas cercanas al

santuario, que permiten plantear un proyecto arquitectónico de escala media, adaptable

al contexto urbano y cultural. La tecnología constructiva local y el uso de materiales

tradicionales, como la arcilla y la madera, facilitan la implementación de un diseño que

refleje la identidad de la región.

1.2.3.​ Formulación del Problema

En Cotoca, a pesar de su fuerte identidad religiosa y cultural, no existe un sistema integrado que

articule de manera ordenada la acogida masiva de peregrinos con la difusión y valorización de la

artesanía y la gastronomía local. Cada año, miles de devotos llegan a la iglesia a través de la

tradicional caminata, pero su experiencia suele verse afectada por la falta de espacios adecuados de

descanso, sombra, agua, saneamiento y orientación. Esta carencia provoca desorden, riesgos

sanitarios y estancias muy breves, lo que reduce las oportunidades de aprendizaje y de derrame

económico para la comunidad. Al mismo tiempo, los artesanos de Cotoca —reconocidos por la

cerámica y las manualidades— carecen de un lugar que muestre en vivo sus procesos, lo que limita

la transmisión cultural y la apreciación pública de sus oficios. El terreno destinado a la acogida

temporal de los peregrinos representa una oportunidad para ordenar los flujos, aliviar la presión del

centro histórico y, fuera de los momentos de peregrinación, convertirse en un espacio

cívico–recreativo que fortalezca el tejido social. La pregunta general se enfoca, entonces, en cómo

diseñar y gestionar un Centro de Interpretación y un área de acogida que respondan tanto a las

necesidades espirituales y logísticas de los peregrinos como al fortalecimiento cultural y económico

de la comunidad local.
Estadística de la emigración en Bolivia

Figura 07: Mapa de Bolivia - Santa Cruz de la Sierra - Andrés Ibañez y Cotoca

Nota: Imagen extraída del la página del INE, 2024

Estadística de la Inmigración en Bolivia

Figura 07: Mapa de Bolivia - Santa Cruz de la Sierra - Andrés Ibañez y Cotoca
Nota: Imagen extraída del la página del INE, 2024

¿Cómo puede la interpretación patrimonial mediante talleres, demostraciones y señalética

aumentar la comprensión y valoración de la artesanía y la religiosidad en Cotoca?

¿Qué expresiones artesanales predominan en Cotoca y cómo pueden integrarse en un centro

cultural para visibilizar la identidad local?

¿De qué manera la implementación de infraestructura modular y servicios básicos en el terreno

puede mejorar la experiencia y reducir los riesgos en los momentos de mayor afluencia de

peregrinos?

1.3.​ OBJETIVOS DE LA INVESTIGACIÓN

1.3.1. Objetivos Generales

Diseñar un Centro de Interpretación cultural, artesanal y religioso en el entorno de la iglesia

de Cotoca, articulado a un área de acogida temporal en el terreno destinado para los

peregrinos, con el fin de mejorar su experiencia durante la caminata religiosa, visibilizar y

valorizar los procesos artesanales y gastronómicos locales, y garantizar un uso cívico y


recreativo del espacio en periodos de baja afluencia, contribuyendo al fortalecimiento

cultural, social y económico de la comunidad.

1.3.2. Objetivos Específicos

• Analizar el contexto cultural y religioso de Cotoca, investigando los antecedentes históricos de la

peregrinación y el rol de la artesanía local, con el fin de comprender su evolución y relevancia actual.

• Identificar y sintetizar la problemática que enfrentan los peregrinos en cuanto a falta de

infraestructura de acogida temporal, así como las limitaciones en la difusión de la producción

artesanal y gastronómica, determinando sus causas y efectos principales.

• Estudiar referentes arquitectónicos y urbanos de centros de interpretación y espacios de acogida de

peregrinos, para extraer criterios de diseño aplicables al proyecto y asegurar un enfoque sólido y

contextualizado.

• Revisar las normativas locales y nacionales que regulan el uso del suelo, el patrimonio cultural, la

seguridad en eventos masivos y la gestión de espacios públicos, a fin de garantizar la viabilidad del

proyecto.

• Elaborar un diagnóstico territorial del área de intervención que incluya análisis de flujos peatonales,

usos de suelo, equipamientos y condiciones ambientales, mediante observación directa, entrevistas y

recopilación de datos.

• Definir los lineamientos de diseño para el Centro de Interpretación y para el terreno de acogida

temporal, integrando criterios de funcionalidad, sostenibilidad, accesibilidad universal y seguridad

para los usuarios.


• Plantear estrategias de reconversión del terreno en espacio cívico y recreativo en periodos de baja

afluencia, con actividades que fortalezcan la cohesión social y optimicen el uso del espacio durante

todo el año.

1.4.​ JUSTIFICACIÓN DE LA INVESTIGACIÓN

La justificación de la investigación se sustenta en la necesidad de responder a una realidad concreta

del municipio de Cotoca, donde la masiva afluencia de peregrinos durante la caminata religiosa

genera retos de acogida y seguridad, mientras que la riqueza artesanal y gastronómica de la

localidad permanece poco visibilizada y con escasas oportunidades de transmisión cultural. La

ausencia de un sistema que integre estos dos ámbitos —la espiritualidad del peregrino y la

preservación del patrimonio cultural vivo— limita la calidad de la experiencia religiosa, reduce el

potencial de desarrollo económico local y provoca una subutilización del espacio urbano en periodos

de baja demanda.

El proyecto de un Centro de Interpretación cultural, artesanal y religioso, complementado con un

terreno destinado a la acogida temporal, se justifica porque permitirá ordenar los flujos masivos de

visitantes, ofrecer servicios básicos adecuados, generar condiciones de seguridad y dignidad para los

peregrinos y, al mismo tiempo, construir un espacio pedagógico donde se expongan las artesanías, la

cerámica, las manualidades y la gastronomía de Cotoca. De este modo, se logrará transmitir el valor

cultural y religioso de la comunidad, fortaleciendo la identidad local y la apropiación social de su

patrimonio (Tilden, 1957; Ham, 2013).


1.5. HIPÓTESIS

Si se diseña e implementa un Centro de Interpretación Cultural–Artesanal con espacio de acogida

temporal en el municipio de Cotoca, entonces se contribuirá a mejorar de manera significativa la

experiencia de los peregrinos durante la romería de diciembre, al ofrecer condiciones dignas, seguras

y organizadas de estancia, y, de forma paralela, se potenciará la difusión, comprensión y valoración

del patrimonio artesanal y religioso local.

Este planteamiento parte de la premisa de que la romería hacia la Virgen de Cotoca, que congrega a

cientos de miles de fieles en pocos días (El Deber, 2024; Unitel, 2024), genera necesidades

específicas que actualmente no están siendo cubiertas: descanso temporal, acceso a agua, higiene

básica y seguridad (Red Uno, 2024). Según los estándares internacionales, garantizar mínimos

humanitarios como 15 litros de agua diarios por persona y espacios cubiertos de al menos 3,5 m 2

por usuario no solo mejora la salud y la dignidad de los participantes, sino que también ordena la

dinámica social y urbana (Sphere Association, 2018).

Al mismo tiempo, Cotoca posee un patrimonio artesanal y religioso vivo: la cerámica tradicional y la

devoción a la Virgen. Sin embargo, estos elementos carecen de un espacio articulador que permita

interpretarlos y transmitir sus significados a los visitantes. Tal como lo establece la Carta de ICOMOS

(2008), la interpretación no consiste únicamente en mostrar objetos, sino en explicar procesos,

contextos y valores culturales para que los visitantes comprendan y se vinculen emocionalmente con

el patrimonio. En esa línea, un centro de interpretación en Cotoca permitiría que el peregrino y el

visitante no solo pasen por la localidad, sino que también aprendan, se identifiquen y valoren su

riqueza cultural.
CAPÍTULO II

MARCO TEÓRICO

2. MARCO CONCEPTUAL

2.1.2. Por Título

Centro de interpretación cultural equipamiento público cuya misión no es solo “exhibir”, sino revelar

significados de la cultura local a través de relatos, experiencias y demostraciones del oficio vivo

(cerámica, manualidades, gastronomía) en diálogo con la religiosidad de Cotoca. Se diseña como

puerta de entrada comprensible y emocionante al patrimonio del lugar (ICOM, 2022; ICOMOS, 2008;

Tilden, 1957/2007).

En paralelo, el proyecto se enmarca en el concepto de turismo religioso y peregrinación, entendidos

como desplazamientos motivados por la fe y el encuentro espiritual. La caminata hacia Cotoca es un

fenómeno de turismo religioso masivo que concentra multitudes en periodos específicos del año, lo

que exige una adecuada gestión espacial y de servicios. Según la Organización Mundial del Turismo

(2014) y la Carta Internacional sobre Turismo Cultural del ICOMOS (2008), el turismo religioso debe

abordarse garantizando seguridad, dignidad, confort y preservación del entorno. En este sentido,

surge la necesidad de un modelo de acogida temporal de peregrinos.

2.1.2. Lo que Sí es

❖​ Espacio de acogida temporal. – Diseñado para atender necesidades de descanso y

servicios básicos de los peregrinos durante la caminata a Cotoca. (Hernández, 2011).

❖​ Espacio comunitario. – Abierto no solo a los peregrinos, sino también a la población local

para actos culturales y cívicos. (Albó, 2002).

❖​ Integración patrimonial. – Promueve la conexión entre identidad cultural, prácticas religiosas

y producción artesanal. (Gobierno Autónomo Municipal de Cotoca, 2019).

❖​ Hito urbano-cultural. – Funciona como un punto de referencia dentro del municipio,

articulando fe, cultura y recreación. (Tilden, 2007).


2.1.3. Lo que No es

❖​ Hotel: El proyecto está orientado a estancias breves para recuperación inmediata del

peregrino; por definición estadística, el turista implica pernoctación, mientras que el

excursionista/visitante del día no pernocta. Tu centro atiende a estos últimos.

❖​ Camping: Los camping sites son una categoría de alojamiento turístico; tu propuesta no

habilita parcelas ni servicios para pernocte bajo carpa/vehículo recreativo.

❖​ Museo. – No se limita a conservar y mostrar objetos, sino que busca una interpretación

dinámica. (Tilden, 2007).

❖​ Albergue benéfico. – No es un lugar de caridad permanente, sino un espacio específico para

el peregrinaje. (RAE, 2019).

2.2. POR ACTIVIDAD

❖​ Interpretación cultural. – Comunicación del patrimonio artesanal y religioso para que el

visitante establezca vínculos significativos. (Tilden, 2007).

❖​ Acogida temporal. – Provisión de áreas de descanso, sombra, recreación y servicios básicos

en eventos masivos. (Salazar, 2015).

❖​ Difusión artesanal. – Espacio para la exposición y promoción de cerámica, gastronomía y

artes locales. (Hernández, 2011).

❖​ Recreación urbana. – Actividades culturales y comunitarias que enriquecen el uso del

espacio público. (Fernández, 1999).

2.3. TEORÍA APLICADA

❖​ Teoría de la interpretación del patrimonio. – Plantea que el patrimonio debe comunicarse

de forma comprensible y significativa para el visitante, más allá de la simple exhibición de

objetos. (Tilden, 2007).


❖​ Teoría del lugar y la imagen urbana. – Afirma que los espacios urbanos deben ser legibles,

memorables y servir como referentes simbólicos para la comunidad. (Lynch, 1981).

❖​ Teoría de la arquitectura efímera. – Propone estructuras ligeras, temporales y flexibles,

útiles para eventos masivos como peregrinaciones, que luego pueden adaptarse o

desmontarse. (Bastidas, 2016).

❖​ Teoría del espacio de acogida temporal. – Define estos espacios como entornos de

transición que ofrecen servicios básicos y refugio breve, respondiendo a flujos humanos

masivos. (Salazar, 2015).

❖​ Teoría sociocultural de la peregrinación. – Considera las peregrinaciones como fenómenos

colectivos donde confluyen identidad, fe y cultura, generando la necesidad de espacios

urbanos que las acompañen. (Albó, 2002).

2.4. POR CARACTERÍSTICAS

❖​ Doble funcionalidad espacial. – El proyecto se organiza en dos terrenos: uno estable y

permanente para el centro cultural, y otro flexible y temporal para la acogida de peregrinos.

(Albó, 2002).

❖​ Temporalidad y permanencia. – El área de acogida responde a flujos masivos y temporales

(peregrinaciones), mientras que el centro de interpretación es permanente y activo durante

todo el año. (Salazar, 2015).

❖​ Identidad cultural y religiosa. – Ambos espacios refuerzan la tradición de Cotoca: el centro

cultural mediante la interpretación de artesanía y fe, y el área de acogida como apoyo al

peregrino en su experiencia espiritual. (Hernández, 2011).

❖​ Carácter recreativo–urbano. – El área de acogida se concibe como espacio recreativo

urbano, abierto a la comunidad en fechas no festivas, con usos cívicos y sociales.

(Fernández, 1999).
❖​ Flexibilidad arquitectónica. – Se incorporan estructuras efímeras y adaptables en la zona de

acogida, y espacios expositivos y educativos en el centro cultural, combinando permanencia y

dinamismo. (Bastidas, 2016).

2.5. POR TERMINOLOGÍAS DE AMBIENTES

Ambientes de interpretación cultural y artesanal

Sala de exposición artesanal. – Ambientes destinados a la muestra de cerámica, tejidos y otras

artesanías locales. (Hernández, 2011).

Sala de interpretación religiosa. – Espacio pedagógico para transmitir la historia y devoción de la

Virgen de Cotoca. (Albó, 2002).

Áreas gastronómicas. – Espacios para la degustación y promoción de la comida típica local.

(Gobierno Autónomo Municipal de Cotoca, 2019).

Áreas educativas. – Talleres y aulas para actividades formativas en arte, historia y cultura. (Tilden,

2007).

Plaza central simbólica. – Espacio abierto que funciona como hito urbano y punto de encuentro

comunitario. (Lynch, 1981).

Área de Acogida Temporal para Peregrinos / Zona Recreativa Urbana

Áreas de descanso. – Zonas con sombra, bancas y lugares de reposo temporal. (Salazar, 2015).

Áreas recreativas. – Espacios deportivos y de esparcimiento urbano para uso comunitario en fechas

no festivas. (Fernández, 1999).


Áreas de actos cívicos y culturales. – Zonas abiertas para eventos colectivos, conciertos, ferias o

actividades institucionales. (Bastidas, 2016).

Áreas de arquitectura efímera. – Espacios flexibles que se adaptan al flujo masivo de peregrinos en

fechas específicas. (Bastidas, 2016).

2.6. MARCO LEGAL

2.6.1. Legislación

Constitución Política del Estado (2009)

●​ Art. 4 y 21 (libertad de religión y culto; reunión y asociación)​

Conclusión: Fundamentan el carácter religioso–cultural de tu centro y el derecho de los

peregrinos a reunirse ordenadamente en un espacio de acogida temporal.

●​ Arts. 98 a 103 (Culturas y patrimonio; protección del arte y saberes)

Consideración: El centro como hito cultural cumple el mandato estatal de preservar, proteger

y difundir patrimonio material e inmaterial (artesanía local, ritualidad de la Virgen de Cotoca).

●​ Art. 302.I (competencias municipales) – destaca:

Planes de Ordenamiento Territorial y uso de suelos.​

15–16) Promoción y conservación de cultura y patrimonio a escala municipal.​

​ Consideración: El proyecto debe alinearse con el uso de suelo y políticas culturales del GAM

Cotoca; el municipio es autoridad para autorizar y regular la implementación.

Patrimonio y cultura

Ley N.º 530 del Patrimonio Cultural Boliviano (2014)


●​ Art. 1–3: Objeto, finalidad y principios (integralidad, sostenibilidad).

●​ Art. 25–33: Gestión descentralizada y registro patrimonial (crea el Sistema Plurinacional de

Registro).

●​ Art. 54–58: Prohibiciones e intervención (paralización de obras si hay afectación patrimonial).​

Consideración: Si el centro exhibe, custodia o interviene bienes o manifestaciones

patrimoniales, debe registrarlas y gestionarlas conforme a la Ley 530 y coordinar con las

autoridades culturales; cualquier intervención en inmuebles o sitios con valor patrimonial

requiere autorización previa.

Ley N.º 1220 (2019) – Modifica la Ley 530

●​ Precisa definiciones (p. ej., intervención), refuerza la obligatoriedad de registro y crea el art.

59 bis (faltas y sanciones).​

​ Consideración: Agrega obligaciones y sanciones si se intervienen bienes culturales

sin autorización o no se registra el patrimonio exhibido/gestionado por el centro.​

Ley N.º 2551 (2003) – Festividad de la Virgen de Cotoca

●​ Art. 1: Declarar Patrimonio Cultural y Religioso la festividad.

●​ Art. 2–3: Reconoce a Cotoca como municipio ecológico y puerta a circuitos turísticos; crea

comisión interinstitucional para su organización.​

​ Consideración: El proyecto se ancla legalmente en una declaratoria nacional;

respalda el rol del centro como punto de interpretación y como infraestructura de apoyo a la

peregrinación.

Turismo y servicios a visitantes


Ley General de Turismo N.º 292 “Bolivia te espera” (2012)

●​ Art. 1–3 y 5–6: El turismo es estratégico; principios de sustentabilidad, inclusión,

responsabilidad.

●​ Art. 9–10: Derechos y obligaciones de prestadores (cumplir normativa, proteger cultura y

ambiente, información veraz).

●​ Art.12-14 y 19: Promoción del turismo de base comunitaria y sistemas de

registro/categorización.​

Consideración: El espacio de acogida temporal y el centro cultural–artesanal deben

registrarse y operar bajo estándares de calidad y seguridad, con enfoque comunitario y

sustentable (p. ej., gestión de residuos, ordenamiento del área de acampe).

(Nota: el Reglamento de la Ley 292 sobre registro y categorización de prestadores se implementa vía

decretos; al tramitar, el GAM y la Autoridad de Turismo te indicarán el procedimiento vigente.)

Urbanismo y edificación (referente técnico)

CUO Santa Cruz de la Sierra (Tomo I – Procedimientos, 2012)

●​ Art. 1–4: Objeto, alcance y jurisdicción (normas de orden público; se aplican en Santa Cruz

de la Sierra).​

Art. 9–11: Participación y acceso a información.​

Consideración: Como referente técnico, sirve para estructurar permisos, revisiones y

criterios procedimentales; su aplicación en Cotoca debe convalidarse con su normativa

municipal.

CUO Tomo II – Urbanismo (2013)


●​ Art. 1–2: Zonificación primaria/urbana, usos de suelo.

●​ Art. 59: Cesión obligatoria de áreas en procesos de urbanización (hasta 40% con 22% a

equipamientos/áreas verdes).​

Consideración: El predio requiere urbanizar (no sólo edificar) y generar espacios

públicos/áreas verdes, esta lógica guía el dimensionamiento de áreas de campamento,

equipamiento y accesos.

CUO Tomo III – Edificaciones

●​ Art. 385–399: Retiros, elementos permitidos en frentes y señalética.

●​ Art. 547: (cuadros de sanitarios): dotaciones mínimas por uso y aforo (p. ej., salones,

comedores).

●​ Anexo de seguridad: Escaleras de evacuación, sistemas contra incendio (cita NB 58002 y

otras NB).​

​ Consideración: Ayuda a calcular salidas, sanitarios y protección contra incendios

para salas de interpretación, talleres y áreas de acogida.

Medio ambiente y licencia ambiental

Ley del Medio Ambiente N.º 1333 (1992)

●​ Art. 1–5: Objeto y políticas (desarrollo sostenible; incorporación ambiental a la planificación).

●​ Art. 17–21: Calidad ambiental y deber de prevenir, informar y mitigar impactos.

●​ Art. 76–80: Ordenamiento urbano con variable ambiental y sanidad ambiental.​

​ Consideración: La evaluación ambiental (prevención, control, mitigación) es

obligatoria y debe integrarse al diseño del centro y del área de acampada (ruido, aguas,

residuos, etc.).
DS 24176 – Reglamento General de Gestión Ambiental (RGGA)

●​ Define DIA (Declaratoria de Impacto Ambiental): Como la licencia ambiental previa a iniciar

obras; fija condiciones para construcción, operación y cierre; regula auditorías y seguimiento.​

​ Consideración: Antes de construir/habilitar el campamento temporal y el centro,

tramita la DIA ante la autoridad ambiental competente (nivel municipal/departamental según

categoría).

Gestión de riesgos y residuos

Ley N.º 602 de Gestión de Riesgos (2014)

●​ Art. 18: Las instituciones deben incorporar la gestión de riesgos en planes de desarrollo, POT

y planes sectoriales (prevención, mitigación, respuesta).​

​ Consideración: Integra análisis de amenazas (incendio, lluvia, vientos,

aglomeraciones) y planes de emergencia (rutas de evacuación, puntos seguros, botiquines,

brigadas) en el expediente del proyecto.

Ley N.º 755 de Gestión Integral de Residuos (2015)

●​ Art. 1–3 y 6–12:Principio de prevención, jerarquía 1) reducir, 2) aprovechar/reciclar, 3)

disponer lo mínimo; separación en origen.

●​ Art. 41: Responsabilidades municipales en planificación y autorizaciones; ubicación de

infraestructuras en el POT.​

​ Consideración: Define el plan de residuos del centro y del campamento (puntos de

segregación, acopio temporal, disposición autorizada), articulado con el servicio municipal.

Accesibilidad e inclusión
Ley General para Personas con Discapacidad N.º 223 (2012)

●​ Art. 1–2 y disposiciones sobre accesibilidad: Garantiza condiciones de accesibilidad en

infraestructura y servicios públicos/privados (señalización, circulación, eliminación de

barreras).​

​ Consideración: Incorpora rampas, señalética accesible, sanitarios adaptados y rutas

táctiles/visuales en el centro y el campamento; además, considera atención preferente

durante la peregrinación.

Planificación pública

Ley N.º 777 – Sistema de Planificación Integral del Estado (2016)

●​ Arts. 1–3, 10–15: El SPIE articula planes de largo, mediano y corto plazo; los gobiernos

autónomos deben alinear proyectos con PDES y planes municipales (PTDI/PDM).​

​ Consideración: El proyecto debe consistir en el PTDI/PDM de Cotoca (cultura,

turismo, ambiente, gestión de riesgos), facilitando su viabilidad pública y posibles incentivos.

2.6.2. Tipo de Administración

Modelo recomendado: Cogestión público–comunitaria (GAM Cotoca + Parroquia +

Artesanas/os)

Idea fuerza: El GAM Cotoca es titular del equipamiento y crea una Unidad de Gestión del Centro

(UGC) desconcentrada dentro del municipio. Firma convenios interinstitucionales con la parroquia

Santuario de Cotoca y la Asociación de Artesanas/os, integrando un Comité de Gestión (5 sillas:

GAM, Parroquia, Artesanas/os, Turismo Departamental, vecino/academia).​

¿Por qué es viable?


●​ La CPE y la Ley 482 atribuyen al municipio competencias exclusivas sobre uso de suelo,

cultura/patrimonio, turismo, residuos y obras públicas (CPE, 2009; Ley 482, 2014).

●​ La Ley 530 exige proteger/difundir patrimonio material e inmaterial (artesanía, festividad), lo

que justifica un centro de interpretación municipal con participación comunitaria (Ley 530,

2014).

●​ La Ley 292 fomenta turismo cultural y de base comunitaria, ideal para integrar interpretación

+ acogida temporal sin fines de lucro (Ley 292, 2012).

Cómo funciona (resumen operativo).

●​ Propiedad y rectoría: GAM Cotoca (políticas, presupuesto, control).

●​ UGC municipal: Opera el centro todo el año (curaduría, mantenimiento, visitas, mercado

artesanal regulado).

●​ Comité de Gestión: Instancia de gobernanza (plan anual, tarifas de servicios

WASH/limpieza, calidad, transparencia).

●​ Roles por convenio:

Parroquia: Agenda litúrgica, coordinación de romería y pastoral del peregrino.

Artesanas/os: Curaduría de sala/talleres, trazabilidad y venta justa.

Salud/Seguridad (en picos): Coordinación SEDES, Policía/Bomberos, COE

municipal.

●​ Servicios tercerizados puntuales (limpieza, baños químicos en picos, food-court rotativo)

vía DS 181 – NB-SABS (contratación transparente y con preferencia local) (DS 181, 2009).

●​ Transparencia/Control: SAFCO (Ley 1178) para manejo presupuestario y rendición (Ley

1178, 1990).
Ventajas.

●​ Legitimidad social (voz de Parroquia y Artesanas/os).

●​ Calidad cultural (curaduría viva, interpretación contemporánea).

●​ Sostenibilidad (ingresos por servicios de apoyo: estacionamiento temporal, lockers, duchas,

limpieza, guías; no es hotelería).

●​ Escalabilidad en fechas pico (operación estacional del campamento).

Riesgos y mitigación.

●​ Coordinación compleja → reglamento interno + calendario anual + actas.

●​ Picos de demanda → planes de contingencia (Ley 602), protocolos WASH y residuos (Ley

755), licencia ambiental previa (Ley 1333, DS 24176)

●​ Alternativas de administración (comparadas)

A) Gestión directa 100% municipal

Qué es: El GAM asume todo: operación, personal, programación, mercado artesanal, servicios

WASH.​

Base legal: CPE art. 302; Ley 482 (estructura y competencias municipales).​

Pro. Máximo control público; alineación con PTDI/POA.​

Con. Carga operativa alta; menos participación comunitaria; riesgo de “museo estático”.​

Cuándo conviene: Si el municipio ya tiene unidad cultural sólida y presupuesto estable. (CPE, 2009;

Ley 482, 2014).

B) Empresa Pública Municipal (EPM)


Qué es: Crear una empresa pública municipal que administre el centro/servicios (boletería, tienda,

eventos).​

Base legal: Ley 466 (empresa pública), compatible con CPE y Ley 482.​

Pro. Flexibilidad administrativa y régimen empresarial (mejor para comercialización).​

Con. Trámite de creación y gobernanza corporativa más exigente; riesgo de desalinearse de la

misión cultural si se priorizan ingresos.

Cuándo conviene: Si se proyecta alto volumen de servicios y se requiere agilidad para comprar,

vender y contratar. (Ley 466, 2013).

C) Concesión/arrendamiento integral a un tercero

Qué es: Entregar operación integral a un operador (ONG/fundación/empresa), con metas e

indicadores.​

Base legal: DS 181 – NB-SABS (contrataciones, concesiones/servicios) + Ley 292 (turismo y

calidad).​

Pro. Profesionalización; inversión operativa privada.​

Con. Menor control público; riesgo sobre identidad cultural y tarifas si el contrato no protege el interés

público.​

Cuándo conviene: Si el municipio no puede operar, siempre con contrato que proteja patrimonio,

tarifas sociales y transparencia. (DS 181, 2009; Ley 292, 2012).

D) Fundación mixta / Asociación civil sin fines de lucro

Qué es: Crear o vincular una fundación (GAM + Parroquia + Artesanas/os + academia) con

personalidad jurídica.​

Base legal: Ley 351 (personalidad jurídica) + convenios municipales (Ley 482).​
Pro. Gestión misional y participación ampliada.​

Con. Depende de donaciones/subvenciones; requiere convenios claros con el GAM (uso de bien

público, metas, auditoría).​

Cuándo conviene: Para proyectos con fuerte vocación cultural–educativa y redes de financiamiento

no comerciales. (Ley 351, 2013; Ley 482, 2014).

2.6.3. Consideraciones

1) Territorio y compatibilidad urbana

●​ Uso de suelo y POT: Confirma que el predio sea compatible con equipamiento cultural y con

uso temporal de campamento en fechas de romería. La CPE asigna esta competencia al

municipio; el CUO es tu referente técnico para retiros, accesos y ocupación del suelo.​

Por qué: Sin compatibilidad y licencia municipal no hay proyecto (CPE, 2009; GAMSCS,

2013).

Consideración: El proyecto solo es viable si el uso de suelo permite equipamiento

cultural y campamento temporal en romería; el municipio donde defina esa compatibilidad y

otorga la licencia. El CUO es el referente técnico para retiros, accesos y ocupación del predio.

Sin compatibilidad y licencia municipal no hay proyecto.

2) Accesibilidad territorial y movilidad

●​ Conectividad peatonal y vehicular: Prioriza rutas seguras y sombreadas desde la doble vía

y el Santuario; define puntos de descenso/embarque y un anillo peatonal sin cruces con

logística.​

Por qué: Reduce conflictos de flujos y mejora la experiencia del peregrino (Ley 292, 2012;

CUO).
Consideración: Se debe garantizar la conectividad peatonal y vehicular segura y sombreada

entre la doble vía y el Santuario, con puntos definidos de embarque/descenso y un anillo

peatonal separado de la logística. Esta configuración disminuye conflictos de flujo y mejora la

experiencia del peregrino, en coherencia con Ley y criterios ya requeridos.

3) Capacidad de carga (aforo)

●​ Dimensionamiento por picos: Estima aforo por día pico y hora pico. Aplica mínimos de

referencia: ≥15 L de agua/persona/día, 1 baño/15–20 personas, ≥3,5 m 2/persona en área

cubierta del campamento.​

Por qué: Asegura salud y dignidad en alta demanda (Sphere Association, 2018).

Consideración: El proyecto debe dimensionarse y garantizar los mínimos

humanitarios. Cumplir estos umbrales que proteja la salud, dignidad en alta demanda y

reduce riesgos operativos.

4) Zonificación interna del predio

●​ Anillos funcionales: 1) Recepción/orientación; 2) Interpretación (salas, talleres, mercado

artesanal); 3) Servicios WASH; 4) Campamento (parcelas + circulaciones); 5)

Logística/abasto; 6) Primeros auxilios.​

Por qué: Separa flujos “visitante–servicio–emergencia” y evita cruces peligrosos (Sphere

Association, 2018).

Consideración: La zonificación interna debe organizarse en anillos funcionales, para

separar flujos de visitantes, servicios y emergencias; evitando cruces peligrosos y

garantizando seguridad y orden


5) Gestión ambiental y licencia

●​ DIA/Licencia ambiental: Presenta línea base, matriz de impactos y Plan de Manejo (ruido,

aguas, residuos, vegetación).​

Por qué: Es requisito previo a obra/operación (Ley 1333, 1992; DS 24176, 1995).

Consideración: Antes de construir u operar, debe tramitarse la Licencia ambiental con

línea base, matriz de impactos y Plan de Manejo. Este requisito habilita legalmente el

proyecto, asegura la prevención y mitigación de impactos.

6) Residuos y economía circular

●​ Plan GIR: Segregación en origen (orgánico/reciclables/no aprovechables), puntos limpios,

rutas y disposición autorizada; en picos, refuerza contenedores y frecuencias.​

Por qué: Cumplimiento legal y limpieza en eventos masivos (Ley 755, 2015).

Consideración: Se debe implementar un de origen, puntos limpios, rutas de

recolección y disposición autorizada; en picos de romería, aumentar contenedores y

frecuencias. Esto asegura cumplimiento legal y limpieza eficiente en eventos masivos.

7) Gestión de riesgos y emergencias

●​ Plan de contingencias (COE municipal): Mapas de amenaza, rutas de evacuación, puntos

seguros, barreras cortafuego en campamento (separación entre carpas), simulacros y

primeros auxilios. Protección civil obligatoria y operativa (Ley 602, 2014; Sphere Associ,2018).

Consideración: La gestión de riesgos exige un Plan de Contingencias con mapas de

amenaza, rutas de evacuación, puntos seguros, barreras cortafuego, simulacros y primeros


auxilios, bajo coordinación del COE municipal. Esto garantiza una protección civil efectiva y

obligatoria en eventos masivos

8) Seguridad contra incendios y evacuación

●​ PCI y egress: Calcula anchos de salida, distancias de recorrido, gabinetes/extintores y

señalética fotoluminiscente conforme a código edilicio.​

Por qué: Evacuar rápido salva vidas (CUO – Tomo III).

Consideración: La seguridad contra incendios debe diseñarse con anchos de salida

suficientes, distancias máximas de recorrido, gabinetes/extintores y señalética

fotoluminiscente conforme al código, para posibilitar una evacuación rápida y segura, para así

salvaguardar vidas.

9) Accesibilidad e inclusión

●​ Diseño universal: Rampas ≤8% (o plataformas), pasillos ≥1,20 m, cabinas sanitarias

accesibles, apoyos visuales y táctiles, prioridad de atención.​

Por qué: Derecho a la accesibilidad e inclusión plena (Ley 223, 2012).

Consideración: El proyecto debe aplicar diseño universal con rampas, pasillos,

sanitarios accesibles, apoyos visuales y táctiles, garantizando atención prioritaria. Esto

asegura el derecho a la accesibilidad e inclusión plena de todas las personas

10) Diseño bioclimático y energía


●​ Clima oriental: Sombreados, ventilación cruzada, galerías, cubiertas livianas, árboles nativos

(microclima), captación de lluvia para riego/limpieza y fotovoltaico básico para áreas críticas.​

Por qué: Reduce carga térmica y costos operativos (ONU, 2015).

Consideración: En clima oriental, el diseño debe priorizar sombreados, ventilación

cruzada, galerías, cubiertas livianas y árboles nativos para crear microclima; incorporar

captación de lluvia y fotovoltaico en áreas críticas. Para reducir el calentamiento de carga

térmica, con bajos costos operativos, mejoramiento del confort y la sostenibilidad.

11) Materialidad e identidad local

●​ Materiales locales: Ladrillo/cerámica de Cotoca, madera certificada; integrar patrones y

técnicas artesanales en acabados y señalética.​

Por qué: Fortalece identidad y economías locales (Ley 530, 2014; Steinbach Méndez, 2020).

Consideración: Priorizar materiales locales e integrar patrones, técnicas artesanales

en acabados y señalética refuerce la identidad cultural, mejora el arraigo comunitario y

dinamizar economías locales, en coherencia con la protección del patrimonio.

12) Interpretación y museografía

●​ Narrativa curatorial: Co-creada con artesanas/os y parroquia; mediaciones multiformato

(taller vivo, demostraciones, audiovisual, táctil); ética en relato y uso de imagen.​

Por qué: Interpretar es explicar significados y contextos, no solo exhibir (ICOMOS, 2008).

Consideración: La narrativa curatorial debe co-crear con artesanas/os y la parroquia

implementando mediaciones de multiformato de uso de imagen. Así, la interpretación explica


significados contextuales de no solo exhibir objeto sino implementar a la visita en aprendizaje

y pertenencia cultural.

2.7. MARCO HISTÓRICO

2.7.1. Línea de Tiempo sobre la Historia de la Peregrinación Cultural

Religiosa

2.7.2. Línea de Tiempo sobre la Historia de la evolución de Proyectos de

los Centros de Interpretación Cultural


2.7.3. Línea de Tiempo de los Proyectos de Centros de Interpretación

Cultural de Bolivia
2.7.4. Tipologías

❖​ Tipología radial

Organiza los espacios en torno a un núcleo central (plaza, atrio o hito simbólico). Ideal para

proyectos culturales y religiosos, ya que refuerza la centralidad y la identidad comunitaria.

Figura: 10

Tipologia Radial

fuente: elaboración propia

Características clave:

Organización alrededor de un punto focal.​

Jerarquización de funciones en torno al núcleo.​

Favorece recorridos circulares y experienciales.​

Ideal para centros culturales, comunitarios y religiosos.​

Reafirma la identidad simbólica del espacio.


❖​ Tipologia lineal

Ordena los espacios a lo largo de un eje principal, favoreciendo recorridos secuenciales.

Adecuada para el área de acogida de peregrinos, pues facilita flujos masivos y organización

de servicios.

Figura: 10

Tipologia Radial

fuente: elaboración propia

Características clave:

Organización longitudinal.​

Recorridos secuenciales (entrada → descanso → servicios → recreación).​

Ideal para terrenos alargados o vinculados a vías principales.​

Permite jerarquizar funciones a lo largo del eje.​

Favorece la movilidad peatonal y masiva.


❖​ Tipologia reticula

Distribuye los espacios en un patrón ortogonal de cuadrícula. Es útil en áreas recreativas

urbanas, donde se requiere flexibilidad para organizar canchas, ferias o actos cívicos.

Figura: 10

Tipologia Radial

fuente: elaboración propia

Características clave:

Organización modular y ordenada.​

Facilita la adaptación a distintos usos (cívicos, deportivos, recreativos).​

Favorece la circulación clara y legible.​

Ideal para terrenos amplios y planos.​

Permite crecimiento progresivo.


❖​ Tipologia mixta

Combina diferentes patrones (radial + lineal + retícula) para responder a necesidades

complejas. Aplicable en tu proyecto porque integra acogida temporal, recreación y centro

cultural en terrenos diferenciados pero articulados.

Figura: 10

Tipologia Radial

fuente: elaboración propia

Características clave:

Integra varias lógicas de organización.​

Responde a distintas funciones en un mismo sistema.​

Flexible y adaptable a contextos variados.​

Favorece la transición entre espacios (religiosos, culturales y recreativos).​

Se ajusta a proyectos urbanos de gran escala.


❖​ Tipologia dispersa o en campus

Se basa en la distribución de los espacios en volúmenes independientes pero conectados por

áreas abiertas (plazas, senderos, jardines). Útil para integrar naturaleza y arquitectura en

zonas de uso masivo como la acogida de peregrinos.

Figura: 10

Tipologia Radial

fuente: elaboración propia

Características clave:

Distribución no centralizada, con edificios aislados.​

Conexión mediante espacios abiertos y senderos.​

Favorece la integración con el entorno natural.​

Ideal para proyectos de gran extensión territorial.​

Permite separar funciones según necesidades (descanso, recreación, servicios).


2.7.5. Consideraciones

Las tipologías arquitectónicas y urbanas aplicadas al proyecto deben ser entendidas no como

modelos rígidos, sino como estrategias de organización espacial que se adaptan al contexto de

Cotoca y a las necesidades diferenciadas de cada uno de los terrenos. En el caso del Centro de

Interpretación Cultural Artesanal y Religioso, resulta conveniente utilizar tipologías que refuercen la

centralidad y la identidad simbólica, como la radial o la mixta, ya que estas permiten articular un

espacio con un núcleo central de referencia que refleje la importancia cultural y religiosa del lugar.

Por otro lado, en el área de acogida temporal para peregrinos, la elección de tipologías debe

responder a la flexibilidad y funcionalidad de un espacio pensado para flujos masivos y coyunturales.

Aquí, la lineal, en retícula o la dispersa resultan más adecuadas porque facilitan la organización de

servicios básicos, zonas de descanso y espacios recreativos en un esquema abierto, modular y

adaptable, con posibilidad de integrar arquitectura efímera en fechas de peregrinación.

2.8. MARCO REFERENCIAL

Para representar mejor la investigación se requirió ver los análisis de 7 casos de estudio

relevantes en el ámbito de los centros culturales de Bolivia: 3 referente internacional ubicado en

Brasil y México 3 Nacionales de Bolivia. Estos proyectos fueron escogidos por su enfoque innovador

y social que integra principios de reutilización, diseños bioclimáticos y participación comunitaria,

principales puntos referentes al estudio del centro de Interpretación Cultural y la Acogida Temporal

para los Peregrinos en el Municipio de Cotoca.

Los primeros en tomar los proyectos Internacionales son debido a su destacada formación de

organización y estrategias exitosas, donde llevan la historia y garantías de experiencia en el diseño

de altos estándares de auténtica cultura, identidad, rescate de la cultura y la economía comunitaria


2.8.1. Marco Internacional
2.8.2. Marco Nacional

2.8.3. Consideraciones
2.9. MARCO CONTEXTUAL

2.9.1. Redes

2.9.2. Análisis Macro

2.9.3. Análisis Micro


2.9.4. Análisis de Calor
2.9.5. Diagrama de Venn

3. DIAGNÓSTICOS

3.1. CONSIDERACIONES
CAPÍTULO III

ANÁLISIS DE USUARIO

4. UNIVERSO DE USUARIO

4.1. CRECIMIENTO HISTÓRICO

4.2. POBLACIÓN ACTUAL

4.3. PROYECCIÓN DE POBLACIÓN FUTURA

4.4. ALCANCE DEL PROYECTO

4.5. CALCULO DE USUARIO

4.6. TIPOS DE USUARIOS

4.7. LISTADO DE AMBIENTES

4.8. FICHAS

4.9. PROGRAMAS DE NECESIDADES


CAPÍTULO IV

ANÁLISIS DE URBANO

5. ESQUEMA DEL CONTEXTO

5.1. NORMATIVA DEL PROYECTO

5.2. UBICACIÓN DE LOS TERRENOS

5.3. CUADRO COMPARATIVO Y TERRENO ELEGIDO

5.4. FODA DEL TERRENO ELEGIDO

CAPÍTULO V

ANÁLISIS DE SITIO

6. ANÁLISIS DE TERRENO ESCOGIDO

6.1. Vías

6.1.1. Equipamientos

6.1.2. Análisis de Soleamiento


6.1.3. Análisis de Sonido

6.1.4. Análisis de Terreno

6.1.5. Fotografías de Terreno

CAPÍTULO VI

PARTIDO ARQUITECTÓNICO

7. CONCEPTOS DEL PROYECTO

7.1. TIPOS DE ARQUITECTURA

7.2. PREMISAS DE DISEÑO

7.3. IDEAS DE PARTIDO

7.4. PROPUESTAS DE PARTIDOS ARQUITECTÓNICOS


ANEXOS

Arbol de problema
REFERENCIAS

ANTECEDENTES HISTÓRICOS DE LA ARTESANÍA PREHISTÓRICA:

SlideServe, N.1 (2014). Materiales Cerámicos. Autor: Edgar Villarroel Hernandez. SlideServe,

PPT - Materiales Cerámicos PowerPoint Presentation, free download - ID:5942961 n.º 1

(n.º 1), 1-32 pag.

Franquihogar, N.1 (2017-2025). Artículo de Infografía, Servicio de Mesa “La cerámica”

([Link] franquihogaronline, n.º 1. La cerámica: origen,

características, técnicas de fabricación…

ANTECEDENTES HISTÓRICOS DE LA ARTESANÍA DE BOLIVIA:

Don Quijote, N. (2025). Cultura de Bolivia. Don Quijote. Obtenido el 20 de Agosto del 2025 de

Cultura de Bolivia - Cultura Boliviana | don Quijote

ANTECEDENTES HISTÓRICOS DE LA ARTESANÍA DE COTOCA:

Aere Campo, N.29 (2010-2020). La actividad artesanal con arcilla de Cotoca, 40 años con

Artecampo. Ingrid Steinbach Méndez. Obtenido el 13 de abril 2020 de La actividad

artesanal con arcilla de Cotoca, 40 años con Artecampo

ANTECEDENTES DEL PROYECTO:

Tempo e Argumento, N.1 (2023). Exhibir exvotos: La Sala das Promessas del Santuario de

Nuestra Señora Aparecida como dispositivo cultural. [Link]. Obtenido en


Mayo Septiembre de 2023 Exibir ex-votos: a Sala das Promessas do Santuário de

Nossa Senhora Aparecida como dispositivo cultural | Revista Tempo e Argumento

LatLong, N.39 (2012-2025).[Link]: Basílica del Santuario Nacional de Nuestra Señora de

Aparecida, Aparecida, SP, Brasil

.[Link] Obtenido el 2025 Dónde está Basílica del Santuario Nacional de

Nuestra Señora de Aparecida, Aparecida, SP, Brasil en el mapa Coordenadas largas

BIBLIOGRAFÍAS

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