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Catalão - 2011

SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

1. Tipos de gases combustível

1.1 Gás Liquefeito de Petróleo - GLP

 Constituído de hidrocarbonetos que são produzidos


durante o processamento do gás natural ou durante
o processamento convencional de refino de petróleo;

 Os hidrocarbonetos predominantes no GLP são gasosos


à pressão atmosférica, mas se liquefazem facilmente ao
lhes aplicar pressões relativamente baixas, que o reduz
a pequenos volumes facilitando o transporte.

Composição típica do GLP

Componentes Fórmulas Comp. em volume


%
ETANO C2H6 0,03
PROPENO C3H6 30,47
PROPANO C3H8 14,34
BUTENOS C4H8 31,76
BUTANOS C4H10 23,33
PENTANOS C5H12 0,07

TOTAL 100,00

 O aditivo odoroficador mais utilizado é o etil mercaptan,


cuja finalidade é denunciar rapidamente vazamentos
nos sistemas.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

1.2 Gás Natural - GN

 Constituído de hidrocarbonetos combustíveis gasosos,


essencialmente metano - CH4, encontrados nas camadas
superiores de poços petrolíferos (gás associado ao
petróleo) ou em poços de gás (gás não associado ao
petróleo);

 Para que o gás possa percorrer grandes distâncias é


necessário imprimir ao mesmo pressões elevadas que
se reduzem ao longo do caminho. Em função das perdas
de carga existentes:

 Estações de Compressão instaladas nos pontos de


produção
 Estações Recompressoras de gás ao longo dos gasodutos

 pode ser transportado na forma líquida (Gás Natural


Liquefeito - GNL) quando resfriado à temperatura de
160oC negativos;

 quando o GN chega às regiões de consumo passa por


Estações Redutoras de Pressão ⇒ redução da pressão do
gás para a distribuição
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

2. Propriedades dos gases

2.1 Poder Calorífico


Quantidade de calor desenvolvida pela combustão completa da
unidade de volume (ou massa) estando o gás combustível e o
comburente nas condições normais de temperatura e pressão
e sendo os produtos da combustão trazidos às mesmas
condições.

 Poder Calorífico Superior - PCS

Quando, no estado final, a água proveniente da combustão


está condensada, o poder calorífico é chamado PCS.

 Poder Calorífico Inferior - PCI

Quando, no estado final, a água proveniente da combustão


permanece no estado de vapor, o poder calorífico é
chamado PCI.

Poder Calorífico de Gases

Tipo de Gás PCS PCI


Kcal/m3 Kcal/m3

Gás Natural 9.675 9.230


GLP 27.725 24.000
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

2.2 Velocidade de chama/ Velocidade de queima/


Velocidade de ignição

velocidade a qual a chama se propaga em uma


mistura de ar + gás;
varia com o tipo de gás e com a quantidade de ar na
mistura.

Gás natural .................. 34 cm/s


GLP .............................. 20 cm/s

2.3 Temperatura de chama


Temperatura à qual seriam elevados os produtos da
combustão se toda a energia térmica desenvolvida pela
reação fosse utilizada para aquecê-los.

Temperatura teórica máxima alcançada pelos


produtos de combustão em condições adiabáticas

Temperatura de chama
Tipo com ar com O2
oC oC

Gás natural 1.920 2.700


GLP 1.930 2.720
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

3 Tipos de Sistemas de Distribuição de Gás Combustível


Os sistemas prediais de gás levam o combustível do ponto de
armazenamento ou da rede pública, até o aparelho de utilização
na pressão e vazão requeridas ao seu funcionamento.

3.1 Sistemas Prediais para Distribuição de GLP

O GLP é armazenado em cilindros de aço, cujo


percentual é de 85% de gás líquido e de 15% de vapor, para
permitir a vaporização do gás e a sua saída do recipiente.
Os recipientes recebem denominações diferenciadas de
acordo com a sua capacidade.

15% gás

85% líquido
446 KPa

 Para efeito de projetos de sistema de gás combustível, os


valores adotados de vaporização ou de capacidade de
suprimento dos recipientes são os apresentados na Tabela 1.

Tabela 1 - Capacidade de vaporização/ suprimento de gás.


Tipo de recipiente Vazão máxima (Kg/h)
botijão (13 Kg) 0,6
cilindro (45 Kg) 1,0
carrapeta (90Kg) 2,0
2 kg | 5,5 litros | 23 x 21 cm (h x Ø) - Pequeno botijão
para ser utilizado em fogareiros e lampiões.

13 kg | 31 litros | 46 x 36 cm (h x Ø) - O conhecido
botijão dourado muito utilizado na cozinha.

Específico para motoempilhadeiras


20 kg | 48 litros | 89 x 31 cm (h x Ø)

45 kg | 108 litros | 130 x 37 cm (h x Ø)

90 kg | 216 litros | 121 x 56 cm (h x Ø)

190 kg | 454 litros | 76 x 134 cm (Ø x c)

Disponível também na posição vertical


500 kg | 955 litros | 80 x 225 cm (Ø x c)
Fonte: Minasgás (2011)
Disponível também na posição vertical e
enterrada
1.000 kg | 2.220 litros | 104 x 130 cm (Ø x c)

Disponível também na posição vertical e


enterrada
2.000 kg | 3.865 litros | 104 x 496 cm (Ø x c)

Disponível também na posição vertical e


enterrada
4.000 kg | 7.330 litros | 118 x 674 cm (Ø x c)

Fonte: Minasgás (2011)


SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

TRANSPORTÁVEIS – Capacidade Volumétrica inferior a 500L


(trocável ou abastecido no local);
ESTACIONÁRIOS – Capacidade Volumétrica superior a 500L
(apenas abastecido no local);
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

3.2 Tipos de Recipientes


TRANSPORTÁVEIS – Capacidade Volumétrica inferior a 500L
(trocável ou abastecido no local);
ESTACIONÁRIOS – Capacidade Volumétrica superior a 500L
(apenas abastecido no local);
Recipiente P-13 P-45 P-90 P-125 P-190
Peso / Tara +/- 13 kg +/- 38 kg +/- 100 kg +/- 125 kg
Espessura da chapa 2,65 mm 4,75mm 5,0mm
Capacidade
31 L 108 L 216 L 300 L 454 L
volumétrica em água
190 kg (Ref.
Capacidade para GLP 13 kg 45 kg 90Kg 90 kg
Propano)
Capacidade de
0,6 kg/h 1Kg/h 2,0 kh/h 2,5 Kg/h 3,0 Kg/h
Vaporização Natural
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

3.3 Afastamentos de segurança das centrais de gás


SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Aparelhos
Rede secundária
de utilização

Regulador
do 2o estágio

6o Pav.
Medidor

5o Pav.

Rede 4o Pav.
primária

3o Pav.

Registro geral de corte


2o Pav.

Regulador
de 1o estágio 1o Pav.

Cilindros
Registro de corte de
fornecimento

Térreo

Sistema predial para distribuição de GLP


com medidores nos andares
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Sistema predial para distribuição de GLP


com medidores nos andares
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Registro de corte Aparelhos


de fornecimento de utilização

6o Pav.

5o Pav.
Rede
interna
4o Pav.

3o Pav.
Abrigo de medidores

Regulador 2o Pav.
de 1o estágio Regulador
de 2o estágio
Registro geral 1o Pav.
de corte

Térreo

Rede interna
Ramal externo
Ramal interno
Rede geral

Sistema predial de gás natural com medição individual


no térreo
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Sistema predial de gás natural com medição individual


no térreo (abrigo coletivo)
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Reposição do GLP

 Pequenos e médios consumidores:


• troca de recipientes

 Grandes consumidores (hospitais, indústrias e outros):


• reposição direta do gás em centrais estacionárias

Versão 2007
Capacidade > 500 L Capacidade > 2000 L
Pressão - 446 KPa

Tipo de instalação mais comum para a utilização do GLP

 Medição individual
O tipo e a capacidade do medidor de
gás depende do número e consumo
dos aparelhos de utilização ligados à
rede secundária.

Na maioria dos casos utiliza-se o medidor de 2 m3/h em


função da vazão requerida de GLP ser baixa, conseqüência
de seu alto poder calorífico.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

4. Projeto dos sistemas prediais de gás combustível

4.1 Condições gerais

NBR 13932 - Instalações internas de GLP


NBR 13523 - Central predial de GLP
NBR 13933 - Instalações internas de GN

a) As tubulações do sistema de gás combustível não podem


passar em:
 dutos de ar condicionado, água pluvial, esgoto, lixo, chaminé;
 reservatórios de água;
 compartimentos de equipamento elétrico;
 ambientes ou compartimentos destinados a dormitórios;
 poços de elevadores;
 locais de captação de ar para sistemas de ventilação.

b) As tubulações devem:

 passar afastadas dos pára-raios e seus respectivos pontos de


aterramento, no mínimo, 2,00m;

 ter um afastamento mínimo de 0,30m de condutores de


eletricidade se forem protegidos por eletrodutos e 0,50m nos
casos contrários;

 em caso de subreposição de tubulação, a tubulação de GLP


deve ficar abaixo das outras tubulações e a de GN deverá ficar
acima das outras tubulações.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

c) Recomenda-se que as tubulações não passem por forros


falsos, compartimentos destinados a equipamentos e
aparelhos elétricos, compartimentos inadequadamente
ventilados e poços de ventilação. Caso alguma destas
condições seja inevitável, as tubulações serão envolvidas
por dutos ou tubo-luva, os quais devem:

 ter, no mínimo, duas aberturas situadas nas extremidades,


sendo que as duas devem ter saída para fora da projeção
horizontal do edifício;

 ter resistência mecânica adequada a possíveis esforços


decorrentes da condição de uso;

 estar convenientemente protegidas contra corrosão;

 não apresentarem vazamentos em toda a sua extensão;

 ser executados de material incombustível e resistente à


água;

 no caso de dutos deve-se manter um afastamento mínimo


de 25 mm entre a tubulação e as suas paredes internas.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Tubo - Luva
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL
4.2 Adequação de ambientes para instalação de aparelhos
que utilizam gás combustível - NBR 13103

a) Banheiros e dormitórios somente podem receber


aparelhos de utilização a gás no seu interior quando os
aparelhos forem hermeticamente isolados do ambiente.

Aparelho que recebe do exterior, diretamente ou através de


dutos, o ar necessário à combustão e que é dotado de saída ou
escape para os gases desta combustão, através de circulação
natural ou forçada para o exterior da edificação.

b) Os ambientes com aparelho de utilização a gás


combustível devem possuir uma área total útil de ventilação
permanente na proporção mínima de 1,5 cm2/ kcal/min;
constituídos por duas aberturas:

b1) uma superior comunicando o ambiente com o exterior da


edificação, diretamente ou por meio de duto de ventilação,
ou com outro ambiente, de permanência não prolongada
(área de serviço, corredores ventilado), desde que o mesmo seja
permanentemente ventilado, situada a altura não inferior a 1,50 m
em relação ao piso do compartimento devendo-se adotar uma área
mínima de 600 cm2;

b2) uma inferior, situada até o máximo de 0,80 m de altura em


relação ao piso do compartimento, devendo possuir uma área
entre 25% e 50% da área total calculada, comunicando o ambiente
com o exterior.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Notas:
1. As aberturas de ventilação, quando providas de venezianas ou equivalentes, devem possuir
uma área útil de ventilação, constituída pela somatória das aberturas.
2. O espaçamento entre as grades da veneziana deve possuir uma distância mínima de 8 mm
entre placas.
3. A seção transversal do duto de ventilação, quando existir, deve ser igual à área necessária
para a ventilação superior, limitando-se a 4m de comprimento horizontais.
4. As aberturas de ventilação devem localizar-se preferencialmente em paredes opostas ou
contíguas, desde que seja assegurada a ventilação permanente.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

4.3 Chaminé
4.3.1 Chaminé individual ou com tiragem natural
a) Deve ter o menor percurso possível.
b) Tanto quanto possível, o percurso da chaminé deve ser
interno à edificação.
c) O trecho vertical da chaminé individual, que antecede
o primeiro desvio, deve ter altura mínima (h) de 0,60 m,
a partir da entrada de ar do defletor do aparelho, até à
geratriz do inferior do primeiro desvio.

d) O diâmetro da chaminé deve ser, no mínimo, igual ao


diâmetro de saída do defletor do aparelho utilizado,
estabelecido pelo fabricante.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL
e) O percurso da chaminé individual deve ter uma altura
equivalente (he) igual ou superior a 0,60 m. A altura total
(H) da chaminé é determinada pela seguinte equação:

2 + K1 + K 2 + K 3 + K 4
H = he ×
2
onde:
H = altura total da chaminé, m;
o
K1 = número de curvas de 90 x fator de resistência;
o
K2 = número de curvas de 135 x fator de resistência;
K3 = L x fator de resistência K (L é a projeção horizontal
da chaminé, m);
K4 = fator de resistência do terminal.

Fator de resistência dos componentes.

Componentes Fator de resistência


(K)
Curva 90o 0,50
Curva de 135o 0,25
Duto na vertical 0,00
Projeção hor. da chaminé 0,30/m
Terminais 0,25

f) É permitida a colocação do terminal da chaminé nas faces


das edificações, quando existir uma altura total de 0,80 m
de altura entre a entrada de ar do defletor do aparelho e a
base do terminal da chaminé.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL
g) Os terminais da chaminé não devem ser instalados nas
faces das edificações, nas seguintes situações:

 a menos de 1,00 m abaixo de beirais de telhados,


balcões ou sacadas;

 a menos de 1,00 m de qualquer tubulação, outras


paredes do edifício ou obstáculos que dificultem a
circulação do ar;

 a menos de 0,60 m da projeção vertical das tomadas de


ar-condicionado e projeção de janelas de ambientes de
permanência prolongada (quartos e salas);

 distâncias inferiores a 0,10 m da face.

h) O terminal da chaminé deve ter área livre igual a pelo


menos duas vezes a área da seção da chaminé.

4.3.2 Chaminé individual com exaustão forçada ou aparelho


de exaustão forçada semi-aberto
 Deve ser utilizada quando não for possível atender aos
itens 4.3.1 d) e 4.3.1e).
 Deve ser instalado dispositivo que corte o abastecimento
de gás, durante os períodos em que estiver interrompido o
funcionamento do exaustor.
 A área necessária de ventilação deve ser no mínimo igual
à área do diâmetro da chaminé, não se aplicando o item
4.2.b.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

4.3.3 Chaminé coletiva com tiragem natural

 deve ser executada com materiais incombustíveis,


resistentes a corrosão e ao calor;

 deve ser instalada a partir do pavimento onde está


instalado o aquecedor mais baixo;

 a chaminé individual que deve ser conectada à chaminé


coletiva deve ter altura mínima de 2,0 m, podendo haver
no máximo 2 chaminés individuais por pavimento;

 deve servir no máximo a 9 pavimentos, sendo que a


distância do defletor do último aparelho ligado na
chaminé até o terminal da chaminé coletiva deve ter no
mínimo 5,0 m;

 a ligação da chaminé individual na chaminé coletiva deve


ter um ângulo superior ou igual a 100o;

 na parte inferior da chaminé coletiva deve existir uma


abertura de no mínimo 100 cm2;

 a parte inferir deve ser provida de uma abertura para


limpeza e de uma ligação para saída da água de
condensação para o esgoto;

o número máximo de aparelhos ligados em uma chaminé


coletiva deve atender à tabela 2.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Chaminé coletiva

2,00 m (mínimo)
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Tabela 2 - Aparelhos ligados por chaminé coletiva.

Altura média Potência total Número máximo


efetiva (m) KW (kcal/min) de aparelhos
Até 10 146 (2100) 10
De 10 até 15 181 (2600) 11
Acima de 15 202(2900) 12
NOTA – A altura média efetiva é a média aritmética da altura de
todas as chaminés, do defletor de cada aparelho até o terminal da
chaminé coletiva.

 será permitido apenas um único desvio na chaminé


coletiva, de no mínimo 30o, em relação ao eixo horizontal
da chaminé.

4.4 Abrigos dos medidores de gás

 os abrigos localizados no interior das construções


deverão ser providos de:
 porta;
 ventilação permanente por tubos comunicando-se
diretamente com o exterior da construção e cada um
com seção mínima de 10 cm2 por medidor previsto, no
respectivo abrigo, mas não inferior ao diâmetro de
50 mm;
 os abrigos localizados na parte externa das construções,
quando providos de porta, serão permanentemente
ventilados.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Ventilação dos abrigos dos medidores de gás


SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

Abrigos dos medidores e reguladores 2º estágio


Caixa com 2 medidores e regulador 2º estágio

70 7 5 4 2
Abrigos dos medidores de gás
60

8
6

LEGENDA
1 - Medidor de gás
2 - Porca de latão
3 - Tubo de cobre
760

10
4 - Registro
3 5 - Regulador industrial
6 - Niple de latão com
14 borboleta

3 7 - Válvula
8 -Tê
310

2 9 - Tubo de aço
11 10 - Caixa de chapa de aço
12
11 - Niple de latão
13
12 - Luva
13 - Tubo de aço
14 - suporte de chapa de
55 aço
60
60

60
70
Caixa com 4 medidores e regulador 2º estágio

8 10
50

11

9 7
6
16
5

3
3
2
900

15

2
310

12

13
14
60

60
180

200 70 230 50 50

600
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL
Materiais empregados em sistemas de GLP - NBR 19932:
 tubos de aço carbono, com ou sem costura, preto ou galvanizado, no
mínimo classe média, atendendo às especificações da NBR 5580;

 tubos de cobre rígido, sem costura, com espessura mínima, de 0,8


mm para baixa pressão e classes A ou I para média pressão,
atendendo às especificações da NBR 13206.

 tubos de cobre flexível, sem costura, com para


baixa pressão e classes 2 ou 3 atendendo às
especificações da NBR 14745.

 tubos de Polietileno, P-80 ou P-100 atendendo


às especificações da NBR 14462. Apenas em
trechos enterrados externos à edificação.

Tabela para tubos de aço, conforme NBR 5580


Diâmetro Classe Média Classe Pesada
Rede Secundária Rede Primária
Nominal Diâmetro interno Diâmetro interno
(mm) (mm)
15 mm (½” ) 16,5 15,8
20 mm (¾” ) 22 21,3
25 mm (1” ) 27,5 26,7
32 mm (1 ¼” ) 36,2 35,4
40 mm (1 ½ “ ) 42,1 41,3
50 mm (2” ) 53,3 51,8
65 mm (2 ½”) 69,1 67,6
80 mm (3”) 81,4 80,5
90 mm (3 ½”) 93,6 92,1
100 mm (4”) 106 101,9
125 mm ( 5”) 130,8 129,6
150 mm (6”) 155,9 155,3
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

5. Dimensionamento dos sistemas

5.1 Gás Liquefeito do Petróleo - GLP


a) Manter a pressão nos pontos de utilização próxima da
pressão nominal dos aparelhos de utilização.

b) A pressão nominal para fogões, fornos, fogareiros e


aquecedores de água a gás de modelo doméstico está
normalizada em 2,80 kPa.

c) Determinar a potência computada (C) a ser instalada no


trecho considerado, através da somatória das potências
nominais dos aparelhos de utilização.
Potência nominal
Aparelhos Tipo
kW (kcal/h)
Fogão 4 bocas Com forno 8,1 (7.000)
Fogão 4 bocas Sem forno 5,8 (5.000)
Fogão 6 bocas Com forno 12,8 (11.000)
Fogão 6 bocas Sem forno 9,3 (8.000)
Aquecedor de acumulação 50 L – 75 L 8,7 (7.500)
Aquecedor de acumulação 100 L – 150 L 10,5 (9.000)
Aquecedor de passagem 200 L – 300 L 17,4 (15.000)
Aquecedor de passagem 8 L/min 14,0 (12.000)
Aquecedor de passagem 10 L/min 17,1 (14.700)
Aquecedor de passagem 15 L/min 26,5 (22.000)
Aquecedor de passagem 25 L/min 44,2 (38.000)
Aquecedor de passagem 30 L/min 52,3 (45.000)
Secadora de roupa --- 7,0 (6.000)
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

d) Encontrar o valor do fator de simultaneidade (F) em função


da potência computada (C) através do gráfico ou equações:

Fórmulas para cálculo do fator de simultaneidade -


(quilocaloria por minuto)

C < 350 KCal/min.........


F = 100

100
350 < C < 9612............... F =
[1 + 0,001(C − 349) 0,8712 ]

9612 < C < 20.000.......... F =


100
[1+ 0,4705 (C −1055)0,19931]

C > 20.000 ...................... F = 23


12000

13000
90
14000

15000
100
40 16000
1000
110

45
1300 1100

1200 50
1400

kW
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

e) Calcular a potência adotada (A), através da seguinte


equação:

A=FxC

onde:
A - potência adotada, em kcal/h;
F - fator de simultaneidade (admensional);
C - potência computada, em Kcal/h.

f) Determinar a vazão de gás (Q), dividindo-se a potência


adotada pelo poder calorífico inferior do gás (PCI)
conforme a equação:

A
Q=
PCI

onde:

Q - vazão de gás, m³/h;


A - potência adotada em kcal/h;
PCI - 24.000 kcal/m³ (GLP).
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

g) No dimensionamento das redes são estabelecidas as


seguintes condições limites:

 pressões iniciais máximas:


 para as redes primárias = 150 kPa;
 para as redes secundárias = 5 kPa.

 perda de carga máxima de 15 kPa nas redes primárias;

 pressão mínima final, no ponto de utilização: 2,8 kPa;

 diâmetro nominal mínimo admitido nas redes primárias


e secundárias: 15 mm (1/2”).

h) Adotar um diâmetro interno inicial (D) para determinação


do comprimento equivalente total (L) da tubulação,
considerando-se os trechos retos somados aos
comprimentos equivalentes de conexões e válvulas.
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

i) Incluir a perda de pressão devido ao peso da coluna de


GLP nos trechos verticais, calculada assim:

∆P = 1,318 x 10-2 x H x (dg - 1)

onde:
∆P - perda de pressão, kPa;
H - altura do trecho vertical, m;
dg - densidade relativa do GLP (adotar 1,8).

j) Para o cálculo do diâmetro, sugerem-se as seguintes


equações:

 para média pressão (rede primária):

2 2 ( 4,67 × 10 5 × dg × L × Q1,82 )
PA abs − PB abs =
D 4 ,82

 para baixa pressão (rede secundária):

(2273 × dg × L × Q1,82 )
PA − PB =
D 4,82
onde:
PAabs - pressão absoluta inicial na saída do regulador de primeiro
estágio em média pressão, kPa;

PBabs - pressão absoluta na entrada do regulador de segundo


estágio ou estágio único em baixa pressão, kPa;
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

PA - pressão inicial na saída do regulador de segundo estágio ou


estágio único em baixa pressão, kPa;

PB - pressão de entrada do aparelho de utilização, ponto mais


crítico do trecho, kPa;

dg - densidade relativa do gás (fase de vapor em relação ao ar) -


considerar 1,8 (GLP) ou 0,6 (GN);

Q - vazão de gás, m3/h;

D - diâmetro interno em mm.

k) O dimensionamento deverá considerar perdas de carga


distribuídas e localizadas, conforme Tabela 4.:

Tabela 4 - Comprimento equivalente (L) de conexões


e válvulas.
Tipo de conexão Comprimento equivalente (L)

curva 45º 16 D
curva de 90º 30 D
cotovelo 90º 50 D
Tê 60 D
válvula esfera 4D

Nota: D = diâmetro da tubulação em metros


Sistemas Prediais de Gás Combustível
Exercício: Dimensionar um sistema de GLP para
um edifício residencial de 4 Pavimentos com 1
medidor por andar.

5,0

Tipo de conexão
Comprimento equivalente
Curva 45º 16 D
Curva de 90º 30 D
Cotovelo 90º 50 D
Tê 60 D
Válvula esfera 4D
D = diâmetro da tubulação
Tipo de conexão
Comprimento equivalente
Curva 45º 16 D
Curva de 90º 30 D
Cotovelo 90º 50 D
Tê 60 D
Válvula esfera 4D
D = diâmetro da tubulação
CENTRAL DE GLP – NBR 13523
Sistemas Prediais de Gás Combustível
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

6. Dimensionamento de centrais de armazenamento

6.1. Determinar a vazão horária máxima provável de GLP

 Edifícios unifamiliares - considerar todos os aparelhos


 Edifícios multifamiliares - considerar fator de
simultaneidade

 a vazão máxima possível é usada para o


dimensionamento de uma central de uma só economia,
sendo as vazões de aparelhos obtidos da Tabela 6.1.

Tabela 6.1 - Vazões médias de GLP.


APARELHO Vazão
(kg/h)
Aquecedor de passagem6 L/min 0,800
Aquecedor de passagem 10 L/min 1,300
Aquecedor de acumulação 60 L/min 0,325
Aquecedor de acumulação 100 L/min 0,570
Aquecedor de acumulação 150 L/min 0,800
Queimador de fogão 0,150
Forno 0,300
2. A vazão horária máxima provável determina o número
de recipientes, em função do tipo do mesmo e, de sua
capacidade de vaporização:

Nc = Qp /Vp
onde:
Nc - número de cilindros
Qp - vazão máxima provável, kg/h
Vp - capacidade de vaporização do cilindro.

OBSERVAÇÃO: Deve-se considerar o Nc mais uma bateria de


reserva para o caso de falha no abastecimento ou
defeitos nos botijões e peças do manifold.

Exercício:

Dimensionar a central de GLP de um edifício de 12 andares


com 2 apartamentos por andar tendo 1 fogão de 6 bocas.

1. Cálculo da vazão horária máxima de GLP

Qm = 6 x 0,15 x 2 x 12

Qm = 21,6 kg/h

 Edifícios multifamiliares - considerar fator de


simultaneidade
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

2) Cálculo do fator de simultaneidade - F

Potência total “C” = 2 x 12 x 11.000 = 264.000 kcal/h

C = 4.400 kcal/min

350 < C < 9.612 kcal/min

100
F=
[1 + 0,001(C − 349) 0,8712 ]
F = 41,8 %

3. Cálculo da vazão horária máxima provável de GLP

Qp = 21,6 x 0,418

Qp = 9,03 kg/h

4. Cálculo do número de cilindros


(supondo a utilização de P-45)

Nc = 9,03/1,0

Nc = 9 cilindros de 45 kg
...
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL
4.2 Adequação de ambientes/ aparelhos de utilização

a) Salas e dormitórios não podem receber aparelhos de


utilização a gás em seu interior.

b) Os ambientes que contém equipamentos a gás devem ter


uma área útil total de ventilação permanente de no mínimo
800 cm2, constituídas de duas aberturas:

b1) uma superior situada a altura não inferior a 1,80m em relação ao


piso do compartimento, comunicando-se obrigatoriamente para o
exterior da edificação, poço de ventilação ou ambientes de
permanência prolongada (áreas de serviço), que tenham
ventilação permanente com o exterior;

b2) outra inferior, situada até o máximo de 0,30 m de altura em


relação ao piso do compartimento, devendo possuir uma área
útil entre 25% e 50% da área útil total de ventilação.

c) O volume dos ambientes que contém equipamentos a gás


deve estar de acordo com a Tabela 2:

Tabela 2 - Relação entre o volume do ambiente, potência total


instalada e área de ventilação.
Volume do ambiente Potência total instalada área de ventilação
V ≤ 3,5 m3 proibida a instalação ---
3,5 m3 < V ≤ 6,0 m3 5,2 kW (4.500 kcal/h) conforme itens b1 e
b2
6,0 m3 < V ≤ 8,0 m3 10,5 kW (9.000 kcal/h) conforme itens b1 e
b2
8,0 m3 < V ≤ 12,0 m3 14,0 kW (12.000 kcal/h) conforme itens b1 e
b2
12,0 m3 < V ≤ 16,0 m3 21,6 kW (18.000 kcal/h) conforme itens b1 e
b2
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

d) As cozinhas que contiverem somente fogão e forno devem


possuir uma área útil total de ventilação permanente de,
no mínimo, 200 cm2 constituídas de duas aberturas que
devem ser executadas conforme descrito no item b.

e) No interior de boxes e sobre banheiras, não poderão ser


instalados aparelhos de utilização (aquecedor de água a gás).

f) Os aquecedores de água devem estar providos de chaminé.

4.3 Chaminé

4.3.1 Individual com tiragem natural

defletor
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

 deve ter o menor percurso possível;


 o trecho vertical da chaminé individual que antecede
o primeiro desvio deve ter altura de 0,60 m, a partir da
entrada de ar do defletor do aquecedor até à geratriz do
primeiro desvio;
 toda chaminé individual deve ter uma altura equivalente
igual ou maior do que 0,60 m.

a) Altura equivalente
É a altura da chaminé, deduzidas todas as resistências
dos seus componentes.

2
Altura equivalente = H x
2 + k1 + k2 + ... + kn
onde:
H - altura total da chaminé
K1 a Kn - fatores de resistência dos componentes dados
a seguir:
Componentes Fator de resistência
(K)
Curva 90o 0,50
Curva de 135o 0,25
Duto na vertical 0,00
Projeção hor. da chaminé 0,30/m
Terminais 0,25
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b) Dimensionamento de chaminé individual

4.3.2 Chaminé coletiva com tiragem de ar

 a chaminé individual a ser conectada na chaminé


coletiva deve ter uma altura mínima de 2m, podendo haver,
no máximo, 2 chaminés individuais por pavimento;

 cada chaminé deve servir no máximo a 9 pavimentos,


sendo que a distância do defletor do último aparelho
ligado na chaminé até o terminal da chaminé coletiva deve
ter, no mínimo, 5,0 m;
SISTEMAS PREDIAIS DE GÁS COMBUSTÍVEL

a ligação da chaminé individual na coletiva deve ter um


ângulo maior ou igual a 135o;

 o trecho não vertical, quando existente, entre o aparelho


e a chaminé coletiva deve ter uma inclinação mínima de 30o;
 na parte inferior da chaminé coletiva deve existir uma
abertura de no mínimo 100 cm2.

[Link] Dimensionamento de chaminé coletiva

O Dimensionamento de chaminé coletiva deve atender à


Tabela 3.

4.4 Abrigos

4.4.1 Ventilação

os abrigos localizados no interior das construções


deverão ser providos de:
 porta;
 ventilação permanente por dois tubos comunicando-se
diretamente com o exterior da construção e cada um
com seção mínima de 10 cm2 por medidor previsto, no
respectivo abrigo, mas não inferior ao diâmetro de
50 mm;
 os abrigos localizados na parte externa das construções,
quando providos de porta, serão permanentemente
ventilados.

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